08 de abril

1 mãe, 2 filhos, 2 viagens e muitas aventuras

por luíza diener

2014-03-28 09.29.36

finalmente estou aqui pra contar como é viajar sozinha com os filhotes. estava devendo esse post há meses e agora tenho não apenas uma, mas duas experiências diferentes para contar.

primeira viagem: interior de são paulo

foi há quase quatro meses e fomos passar um final de semana com meu pai, minha madrasta, minhas irmãs pequenas e a avó das meninas (mãe de minha madrasta).

idades: benjamin com 3 anos e 3 meses e constança com 5 meses.

no avião: como não há voo direto, fizemos escala em são paulo, enrolamos um tempinho por lá e pegamos a conexão para o outro voo. os dois voos devem ter somado por volta de duas horas e meia. o cansativo nisso tudo é ter que entrar e sair de dois aviões duas vezes, lidar com a pressão da decolagem e aterrissagem duas vezes, distraí-los duas vezes e por aí vai. a vantagem é porque, como há a mudança de ambiente, fica como um intervalo e eles ficam menos entediados.

a viagem: não viajamos especificamente para um lugar baby/child friendly. fomos para uma cidade como tantas outras do brasil e não fizemos nenhum passeio turístico ou com programação especial voltada para crianças. a grande atração lá era a nossa família: o vovô, a vovó, as tias. a convivência, o estreitamento de laços e toda  essa coisa gostosa. lá contei com muita ajuda e benjoca brincou muito com as tias, especialmente a caçula, que é da mesma idade dele. sansa foi muito paparicada e não faltou colo pra essa pequena. eu fiquei muito feliz por encontrar todos, obviamente. toda vez que nos encontramos eu lamento por morarmos tão longe e sempre tento aproveitar esses momentos ao máximo, pra guardar na memória (e no coração) tudo que posso.

as comidas: pra mim, lidar com as comidas que eles comem é um ponto que pega, por causa da alergia. tanto benjamin quanto constança têm aplv (alergia à proteína do leite da vaca). comer fora em qualquer lugar é complicado, mas quando você está na sua cidade, já tem uns restaurantes habituais e pega o jeito do que pedir ou não para eles (e pra mim, que não como nada com leite por causa da amamentação), mas quando se viaja é necessário perguntar tudo de novo, mil vezes e confiar na informação que te é passada. isso e comer na casa dos outros. pra mim é extremamente deselegante e constrangedor ir comer na casa de alguém e ficar perguntando: “mas isso não tem leite? nem queijo, manteiga, margarina, creme de leite, leite condensado, queijo ralado, bla bla bla bla?”. é muito, muito chato. talvez seja mais chato pra mim, que pergunto que pra quem recebe a pergunta. mas fico constrangida toda santa vez e sempre peço desculpas pelo interrogatório, que é necessário, infelizmente. pelo menos constança ainda não comia, mas eu tive que fazer a pergunta por mim e pelo benjoca do mesmo jeito.

a volta: eu sempre acho que mais complicada que a ida é sempre a volta. porque na ida tá todo mundo empolgado, no gás, com tudo esquematizado pra viajar. na ida tinha-se a rotina anterior ao seu favor. na volta é bagunção, os horários estão misturados, as crianças (e a mãe) estão cansadas e tudo que se quer é chegar em casa. e foi assim nessa volta. aconteceu de tudo. o voo atrasou, o portão de embarque na conexão mudou e tivemos que atravessar o aeroporto inteiro a pé, sem carrinho, bebê com sono e filho mais velho querendo colo, agitado, correndo pra lá e pra cá no aeroporto cheio enquanto tudo que eu precisava era ficar naquela fila. no voo são paulo – brasília a miúda fez um cocô que vazou nos lados e nas costas, até o cabelo, enquanto que o rapazinho decidiu que queria fazer xixi. tudo que horas? quando o avião estava em procedimento de aterrissagem. ou seja, nada de levantar. aí pousou e decidi que esperaria as pessoas saírem para tentarmos ir ao banheiro. esperei um pouco, mais um pouco, ele começou a reclamar que estava quase fazendo xixi na calça e ela, a chorar porque estava suja. descobri que havia tido um problema com a escada pra descer do avião ou com o ônibus que transportaria a gente da nave até o saguão do aeroporto. ou os dois, vai saber. então fomos ao banheiro assim mesmo. com uma mochila gigante nas costas e os dois. nem todo mundo queria dar passagem. pense em todos nós naquele corredor estreito, algumas pessoas de má vontade e, pra completar, eu também fiquei apertada pra caramba. ufa. finalmente chegamos. banheiro ocupado. por uma menina que estava passando mal e vomitando. me deu calor, me deu tontura e esperamos mais um tanto. passei a ignorar o chororô dos dois e finalmente ela saiu. o banheiro cheirava a vômito e logo mais a cocô de neném. agora pense você e mais três num espaço minúsculo e fedorento, cada um com uma dificuldade urino-evacuante diferente. benjamin foi primeiro. depois pedi pra ele ficar encostado na porta enquanto eu limpava ela em cima de um trocador ridículo de pequeno. ela gritava pra tirar a roupa, gritava pra ser limpa, gritava pra trocar a fralda, gritava pra colocar uma roupa limpa. e dá-lhe lencinho, paciência e um grande exercício de abstração. isso sem falar no que os passageiros que esperavam lá fora poderiam pensar. gastei um bom tempo lá dentro e, quando saímos, qual a minha surpresa o avião estava va-zi-o. cadê gente bondosa? cadê gente mal educada? cadê menina vomitadora? todos haviam ido embora. aí me apareceu uma comissária de bordo dizendo que iria providenciar um transporte para nós. benjamin aproveitou para conhecer a cabine do piloto e o comandante da nave. fez amizade com as comissárias e sansa ficou rindo para elas como se fossem melhores amigas desde sempre. chegou uma van e fomos embora juntamente com a tripulação.
na hora de pegar a bagagem (que, graças a deus, era apenas uma mala enorme e o carrinho de bebê), peguei a mala rapidinho (sempre tem uma pessoa cortês pra ajudar), mas o carrinho não chegava. rodou esteira, rodou, chegou coisa, saiu coisa e nada de carrinho.
resolvi perguntar a um funcionário da empresa aérea como eu fazia pra resolver isso e ele me deu uma resposta vaga que não adiantou muita coisa. depois de uns segundos pensando ele disse “ah, acho que vi um carrinho caindo da esteira” e apontou com o dedo.
é assim, gente, as malas vão na esteira em forma de U, certo? a parte de fora é onde a gente fica e o carrinho caiu dentro, bem na barriguinha do U. de longe não dava pra ver, mas quando me aproximei, lá estava. perguntei ao funcionário se tinha como ele pegar pra mim ou pedir pra desligarem a esteira e ele disse que não dava, que ele não tinha autorização pra fazer aquilo. entendi o lado dele, mas fiquei p da vida assim mesmo. pedi pro benjamin ficar sentadinho em cima da mala, segurei a constança dentro do sling e passei por cima de esteira em movimento, pulei pra dentro, peguei o carrinho e saí da esteira com bebê e carrinho. benjamin achou a maior graça daquilo tudo. eu não sabia se me sentia orgulhosa por ter resolvido a situação ou indignada pelo fato das coisas serem assim, como são. sempre.
marido nos recepcionou com um buquê de flores (era nosso sétimo aniversário de casamento) e aquela viagem de poucas horas pareceu durar dias, tamanho meu cansaço. cheguei em casa capotada e demorei um ou dois dias para me recuperar. ou seja, nada de grandes comemorações aniversarísticas. mesmo assim valeu muito a pena.

segunda viagem: praia de guarajuba – camaçari/bahia

2014-03-26 10.07.12

passamos uma semana na praia, na maior boa vida. dessa vez a viagem foi muito mais tranquila que a anterior:

idades: benjamin com 3 anos e 7 meses e constança com 9 meses.

no avião: a viagem dessa vez foi diferente. uma hora e meia de brasília a salvador. assim como para são paulo, fomos pela gol. os assentos eu já tinha deixado marcados desde quando comprei as passagens, mas contei com a boa vontade da atendente, que nos colocou na primeira fileira. e primeira fileira desses aviões convencionais são quase uma classe executiva, se comparadas às outras poltronas apertadinhas. tivemos um espaço maior ali na frente e, foi só o avião decolar e o aviso de atar os cintos apagar que foi todo mundo pro chão chão chão. os dois futricando nas revistas e cartões de bordo e benjamin não deu a menor bola pra nada do que eu levei de livros e coisas extras. ele queria olhar pela janelinha, apertar os botões e fazer um trilhão de perguntas como se aquela fosse a primeira vez que ele viajava. sansa também ficou curiosíssima e coisas como a fivela do cinto e o botão de reclinar a poltrona entreteram ela por muito tempo tanto da decolagem quanto na aterrissagem.

a viagem: a ideia original era visitarmos um casal de amigos nossos em salvador. acontece que o pai desse meu amigo tinha uma casa de praia em guarajuba e disponibilizou para a gente. eu, que não fazia ideia de onde, como ou o que era guarajuba, aceitei assim mesmo, mas não sabia o que me aguardava.
chegamos a salvador, benjamin fez mais um trilhão de perguntas sobre a polícia local, a baiana fantasiada e todas as pessoas comuns que por ali estavam, quase como se tivéssemos acabado de pousar em outro planeta. não sei como funciona na cabeça dele, mas parecia que havíamos entrado em outra dimensão, um universo paralelo onde as coisas funcionam diferente. por conta disso ele passou mais da metade da viagem fazendo perguntas atrás de perguntas. foi fofo (mas foi beeeem cansativo. ahahahahah!).
enfim nosso amigo chegou e nos buscou. amigo com alma de irmão, daqueles queridos que você conhece há mais de década, mas parece que nasceu ao lado dele. nos acolheu bem, nos levou ao nosso destino. a viagem durou por volta de meia hora. chegamos e já conseguia não apenas sentir o cheiro, mas ouvir o barulho do mar. eles dormiram muito mal aquela noite, estranhando o lugar. constança acordou antes das 5h da manhã e benjamin, às 6h. por conta disso, dei uma fruta a eles e decidi que descobriríamos onde era a praia. o condomínio não tinha um morador sequer circulando na área, somente funcionários das casas. perguntei a um rapaz que passava de bicicleta como eu fazia para chegar à praia. ele me levou até o portão do condomínio e era incrivelmente perto. olhei pro mar, embasbacada. o mar e eu temos um treco, um caso de amor mal resolvido. daqueles que só de olhar pra ele dá um frio na barriga que percorre toda a espinha. nos metemos na areia com carrinho e tudo. constança tava cansada, enjoada. benjamin, desconfiado. e eu, eufórica. queria entrar no mar, queria rolar na areia, bater a cabeça no coqueiro, me meter numa toca de siri e tomar caixote na onda do mar. benjamin logo se familiarizou e não sabia o que fazer com tanta areia. o mesmo pra sansa. eles mexiam, remexiam, pegavam, apertavam. ele comeu areia, ela nem tanto. e, depois de todo mundo ficar muito bem empanado, decidi voltar para casa. fomos ao mercado, compramos o que seria necessário para passar aqueles dias, voltamos, fiz almoço e fiquei em pânico, porque não queria passar aqueles dias todos cozinhando. então congelei pra pequena várias porções de comidas em potinhos que eu já tinha trazido de brasília e decidi não me preocupar mais com aquilo. eles dormiram e eu aproveitei pra fazer algo que há muito eu não fazia: dormir também. à tarde fomos à praia, pra eu conseguir dar um mergulho, dessa vez com ajuda.
os dias que se seguiram foram mais tranquilos, sempre nesse esquema: praia de manhã sozinha com as crianças (brasiliense, gente, tem que ir à praia religiosamente quando se tem oportunidade). depois almoço, soneca e tarde de preguiça. esses foram nosso dias.
passei meu aniversário lá no esquema metade-do-dia-na-praia, com direito a comer em barraca de praia e depois uns amigos dos meus amigos foram para lá também. saímos à noite e nessa hora bateu uma saudade gigante do marido. daquelas de parecer que ia abrir um buraco no peito.
ok. eu senti falta do hilan todos os dias. porque eu tava curtindo aquilo absurdamente, mas queria muito que ele estivesse com a gente também. no dia do aniversário é que pesou mais porque, por mais que eu estivesse rodeada por pessoas bacanas, faltou ali a metade da minha laranja, a tampa da minha panela, minha alma gêmea, o pai dos meus filhos. estar lá sem ele foi como estar lá pela metade. mas isso é história pra outro momento.
apenas na metade da viagem pra frente foi que eu descobri que mais pra esquerda do trecho de praia onde costumávamos ficar, formava-se uns piscinões bem de manhãzinha, na maré baixa. por conta de uns recifes que tem por lá, a água ficava morninha, parada, transparente e com vários peixinhos. um verdadeiro paraíso.
basicamente, nosso esquema de praia mãe-sozinha-com-dois-pequenos era o seguinte: acordar 5h da manhã (sansa chegou a acordar 4h44), enrolar na cama até umas 5h40. descer pra tomar um café reforçado, passar filtro solar e arrumar as coisas pra ir pra praia. tudo sem pressa, porque eu to cansada de fazer tudo sempre com hora marcada. então chegávamos na praia lá pras 8h ou 8h30.
a caminhada da casa até o local das piscininhas naturais durava entre 5 e 10 minutos, a depender do passo do benjoca. no caminho sansa dormia profundamente e continuava assim quando chegávamos lá. aí eu deixava ela protegida do sol e caía no mar com joca. curtimos muito, ele perdeu o medo de entrar no mar, catamos conchinhas (que ele e eu esquecemos de trazer), fizemos castelos, desenhamos. sujou? limpa no mar. volta pra areia, volta pro mar. aproveitávamos pelo menos uma hora só assim. quando sansa acordava, era hora de entrar com ela.
como foi a reação dela com o mar? normal, como se sempre tivesse feito aquilo. apenas na primeira vez foi estranho, porque entrei com ela naquele fim de tarde, a maré cheia, ela cansada e só gritava sem parar. mas ali, nas piscininhas morninhas, ela estapeava a água, lambia a própria mão, estranhava quando a mini ondinha chegava mas logo se entregava. algumas vezes ela mamou na praia, estranhou o peito salgado, largou, pegou de novo, estranhou, largou, eu limpei o peito com o próprio leite e ela mamou que foi uma beleza, até dormir de novo.
à tarde ficávamos mais em casa e isso também era ótimo. eles dormiam muuuito e eu ficava de preguiça na rede, ora conversando, ora olhando pro teto. eles acordavam e brincavam no quintal. sansa ficou muito no chão, aprendeu a se arrastar rapidinho, a perseguir o irmão, que por sua vez esqueceu-se por alguns dias de que era lixeiro e passou a ser jardineiro. que falta absurda que faz um quintal!
fomos duas vezes à praia do forte: uma de dia, para irmos ao projeto tamar (que eu amo, benjamin já foi quando menor e constança conheceu, apesar de nem ter saído do carrinho) e outra à noite, no dia do meu aniversário. de resto, ficar por lá já foi o suficiente.
me sentia tão em sintonia com aquilo tudo… um dia à tarde, enquanto todos dormiam na casa, saí com sansa para um passeio e, claro, fomos pra orla. peguei ela no colo, enterrei meu pé na areia e fiquei ali, sentindo a onda ir e vir e me molhar. cheguei a chorar, contemplando aquilo tudo. aquela necessidade absurda de fazer aquilo sempre. o conflito de emoções de estar metade ali, metade em brasília, a vontade de largar tudo e ir morar na praia pra sempre e sermos nós cinco (com o tov incluso, claro) uma família simples e feliz. sou dessas, que viaja e mergulha de cabeça no lugar, sai olhando tudo que é placa de “aluga-se” e “vende-se”, faz mil planos mas, quando volta pra casa, suspira aliviada, curte cada centímetro quadrado do lençol e do travesseiro, cheira a casa como se aquele cheiro fosse novidade, dorme feliz da vida, mas demora a desfazer as malas, como se fosse se desfazer da viagem que acabou de acontecer.
tirei poucas fotos porque minha bateria sempre tava acabando. mas as poucas que tirei foram suficientes para eternizar essa viagem que, com certeza, quero voltar a fazer, desta vez com todo mundo.
falando assim, parece que eu fui sozinha pra lá. não fui. contei muito com a ajuda do iulo, que além de meu quase irmão, foi um verdadeiro tio pros meninos, que o adoram. foi ele que me salvou quando sansa estava morrendo de cansaço e benjoca a toda pilha pipocando no quintal de casa e vice versa quando era a vez de cuidar do joca e ter um tempinho só com ele.

2014-03-28 08.42.33

as comidas: confesso que eu queria ter comido muito mais comidas típicas, mas benjamin não tem estado muito aberto a novidades, então volta e meia eu tinha que pedir o que agradasse a ele também, porque sempre dividimos o prato. mas claro que rolou cocada, camarão alho e óleo, água de coco, acarajé. dessa vez eu abri mão da fritura e deixei ele comer esse último item. na verdade foi insistência minha porque acho um absurdo ir à bahia e não comer acarajé. enfim, ele só quis o “bolinho”. não quis vatapá, caruru, camarão nem pensar. nem vinagrete – que ele adora – topou. ficou só no bolinho e ainda pediu mais. e eu aqui, arrependida porque só comi um. arrependida porque só comi uma cocada de coco queimado que eu tanto amo e depois, misteriosamente, não encontrei mais nenhuma baianinha vendendo (coisa que acontecia de 5 em 5 minutos quando eu estava na praia). arrependida porque estava com preguiça de comer caranguejo na hora que tive oportunidade.
mas enfim, achei relativamente fácil encontrar comidas sem leite para nós.
constança ainda não come comida da rua, então eu levava de casa (a casa que estávamos na praia) e foi nessa viagem que ela aprendeu a comer de verdade, mesmo que a comida tenha sido super repetitiva. talvez ela goste de sabores mais constantes mesmo, diferente do irmão e da mãe.
eu só me arrisquei a comer fora com uma certa frequência porque a alergia do benjamin, apesar de ainda continuar, está bem mais tranquila. ele não come nada com leite, mas já comeu acidentalmente uma ou outra coisa com traços de leite sem grandes prejuízos. constança, por sua vez, tem aplv bem mais leve que a que benjamin tinha na mesma idade. então, se eu comi alguma coisa com leite acidentalmente, ela não deu nenhuma reação muito alarmante.
porém, se você tem bebês/crianças severamente alérgicos, precisa ter atenção dobrada!
aí a solução é fazer as comidas em casa, congelar, levar produtos que você tem certeza que não têm nada de leite.
inclusive eu levei um pacote de biscoito salgado e dois de biscoito doce + barrinhas, tudo sem leite, no caso de não encontrar nada para ele (e para mim).

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a volta: essa volta da bahia foi minha redenção da volta de são paulo. estávamos tranquilos, relaxados, calmos. correu tudo bem na viagem, ninguém se cagou nem deu chilique. nenhuma mala se perdeu nem precisei passear em cima de uma esteira de malas. nessa hora os biscoitinhos que levei entraram em ação e mantiveram benjamin quieto por um instante. constança é uma lady e ficou super tranquila sem dar grandes alterações. cheguei morrendo de saudade do marido. constança estava sonolenta no sling, viu o papai, deu um sorriso e capotou. benjamin ficou todo dengoso e falando fininho.
depois ainda fomos comer uma torta sem leite numa confeitaria que eu adoro, em comemoração atrasada ao meu niver, acompanhados da minha mãe e padrasto.
finalmente cheguei à casa e ela estava impecável. viva faxineira, viva marido e viva eu, que pedi isso quase como se fosse um presente de aniversário (uma dica às mulheres: se vocês querem uma coisa, falem. ainda não inventaram tradutor de indiretas, muito menos leitor de mente ; )
à noite todos dormiram na maior tranquilidade e eu fiquei levinha, levinha, sonhando com nossa próxima ida à praia.

pra quem espera um post com dicas, especialmente sobre como viajar de avião, aguardem que ele virá.
por enquanto fiquei com esses posts, da primeira viagem do benjamin (quando ele tinha idade parecida com a da sansa) e dicas em geral:

a viagem com o bebê

dicas pra viajar com crianças

pra quem vai a salvador, algumas dicas da nossa última viagem até lá:

salvador com criança

e confira outros posts nossos sobre viagens:

clique aqui e acesse

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26 Comments »

  1. Amei o tópico. Li todinho e fiquei com gosto de viajar. E eu com uma baby de 8 meses morando em Salvador nunca a levei na praia e mal mente saímos sozinhas.

    Comentário by Thais — abril 8, 2014 @ 8:32 am

  2. tome vergonha na cara e leve logo essa menina pra tomar banho de mar que eu já to aqui morrendo de inveja.
    ahahahahhaha

    beijo

    Comentário by luíza diener — abril 8, 2014 @ 10:10 am

  3. Sou de Salvador e tou morado no interior da Bahia agora… sei como é! Quando vou à praia me delicio tb! 😀

    Comentário by Paula — abril 8, 2014 @ 8:34 am

  4. Semana que vem faço minha primeira viagem de avião com a caçula 10 meses … Deus me ajude 🙂

    Comentário by Eli — abril 8, 2014 @ 8:57 am

  5. é tranquilo, especialmente se for viagem curta.

    beijp

    Comentário by luíza diener — abril 8, 2014 @ 10:10 am

  6. Delícia… eu tô contando os dias pra ir pra Recife com meu arthuzinho de 1 ano e 4 meses !!! Escreve logo esse post com dicas, sobre como viajar de avião!!!rrs Estou apavorada sair de BH a Recife com escala, tudo vai durar umas 5 hors !!! Essa semana santa promete. Vou acompanhar o blog quem sabe consigo mais dicas? Um beijo grande nos pequenos aí!

    Comentário by Ellen — abril 8, 2014 @ 9:43 am

  7. ellen, já tem um post a respeito sobre como viajar com um bebê. você clicou no link?
    o próximo será como viajar com dois 😉

    beijos

    Comentário by luíza diener — abril 8, 2014 @ 10:09 am

  8. To lendo agora, comecei a fazer uma lista do que levar para o Arthur e desisti. Vou ler seu post primeiro! Muito obrigada
    Beijos,

    Comentário by Ellen — abril 11, 2014 @ 1:45 pm

  9. Moro pertinho da praia mas quase não vou, somente algumas vezes no verão. Mas reconheço a importância de ter ela ali pertinho, mesmo que não vá. Quando meu baby chegar quero ir com mais frequência. Adorei o post.

    Comentário by AnaG. — abril 8, 2014 @ 10:22 am

  10. Tava na minha terra e nem me avisou????? Guarajuba é massa!!!

    Comentário by Barbara Janaina — abril 8, 2014 @ 10:28 am

  11. que delícia! Estou super animada para ir à praia com Davi! Vamos no final de maio!!! aiiii chega logo!!! Já faz um ano que ele conheceu pela primeira vez e tive a mesma sensação que você, como se como se sempre tivesse feito aquilo… Agora mais velho, vai ser melhor ainda!!! Também ficaria assim como você se o marido não fosse com a gente, mas não faltarão oportunidades!!! Beijos e amei o post!

    Comentário by ClaraPresotti — abril 8, 2014 @ 11:59 am

  12. Eu amo seus posts , me divirto muito com cada um deles, a sua sinceridade e sua alegria! PARABÉNS, vc eh uma mãe exemplar e de carne e osso como nós! Continue assim. beijosssss

    Comentário by elys — abril 8, 2014 @ 2:37 pm

  13. Acho lindo seus posts!!
    Moro em Brasilia também, estou planejando uma viagem a Bahia e escolhendo o local, pelo visto vamos gostar de camaçaari, essa casa do seu amigo é de locação pra temporada?
    Se sim, por favor passe o contato
    grata

    Comentário by Debora — abril 8, 2014 @ 4:31 pm

  14. Acabei de chegar da praia e me indentifiquei muito com seu post, amo demais o mar, volto a ser criança, desta vez foi especial, pois o filhote de 11 meses fez sua estréia e é um deleite acompanhar a descoberta dele: parecia um tatuzinho cavocando a areia, comendo um pouco ( impossível evitar), não estranhou nada, as ondas, a água, foi muito lindo.

    Comentário by Juliana — abril 8, 2014 @ 6:55 pm

  15. Ai Luíza, me senti parte da viagem hehehhe to aqui lembrando da minha em janeiro, foi a estreia da Malu na praia, e foi maravilhoso! Np inicio ela nao tocava o pé na areia de jeito nenhum, chegava a chorar, mas no ultimo dia tava ate ccoomendo! Ela tava com 1a2m e aproveitamos tanto ♡ fomos pra Cabo Frio -Rj e mesmo com a agua super gelada, como uma boa brasiliense, ela.nao queria sair do mar! Foram férias perfeitas, que saudade …

    Comentário by Daniella Rocha — abril 8, 2014 @ 11:27 pm

  16. Oi Luíza, conheci o seu blog nesse último fim de semana e adorei. Ainda não sou mãe mas fiquei morrendo de vontade ter um filhote lindo e inteligente igual ao Benjamim já que sempre sonhei em ter um menininho. Achei linda a sua dedicação como mãe, o fato de vc não comer comidas com leite porque está amamentando. Já tive discussões acalouradas com amigas que dizem que é besteira amamentar… dizem que assim que sairem da maternidade irão passar na farmácia e comprar logo o leite do recém nascido. Mas enfim estou comentando só para te parabenizar pelo blog, pelos filhos… pela família linda.

    Comentário by Rejane Andrade — abril 9, 2014 @ 3:37 am

  17. Luiza, me ajude! Com a Sansa e o Benjoca com APLV, tem agum lugar na internet que você compre produtos confiáveis seem proteína do leite? Também temos que lidar com isso aqui em casa com minha bebeza. Moro em Salvador, Bahia, terra da alegria…

    Comentário by IOLE — abril 9, 2014 @ 11:11 am

  18. Ai Lu, que coragem de viajar sozinha com os dois. Tiro meu chapéu pra vc. Acho que não teria coragem. Mas amei cada frase do seu post. Mais uma vez obrigada por compartilhar suas experiências que nos enriquecem tanto! Bjs

    Comentário by Raquel McAlister — abril 9, 2014 @ 11:47 am

  19. Luíza, que tal programar a próxima viagem para Floripa? Eu e minha família moramos a poucos minutos da praia e de uma Lagoinha e adoraremos receber vocês.

    Bjoks

    Comentário by Dani — abril 9, 2014 @ 10:10 pm

  20. Amo seus posts, tenho você como uma amiga! Você escreve muito bem guria! Beijosss

    Comentário by Kelly — abril 9, 2014 @ 11:00 pm

  21. Sou de Salvador,mas não moro em Salvador. Essa definição do Benjoca de chegar lá e ter a sensação de estar entrando em outra dimensão, foi a melhor definição de chegar à Bahia que eu possa ter ouvido/lido em toda a minha vida!!! Simplesmente sensacional, aliás ele é o máximo, sou fã!!!
    Adorei seu post, estou agendada para passar o mês das férias escolares do meu filho, hoje com 1 no 11 meses e 12 dias. Vai ser a nossa primeira viajem sozinhos, pois o marido sempre esteve junto.

    Comentário by Camila — abril 10, 2014 @ 11:33 am

  22. Você tem a simplicidade das mães de antigamente. Como gostaria de ser assim! Mas não consigo dar um banho na minha bebê de três meses sem antes medir a temperatura dela e da água, colocar soro no nariz, fazer higiene bucal, passar Fisiogel, Dersani, Cutisanol e outras cositas mais. Aí, até ir na minha mãe que mora super perto fica difícil. Parabéns!

    Comentário by Fernanda — abril 12, 2014 @ 1:49 pm

  23. […] primeira vez viu o mar, entrou no mar, comeu areia da praia e pegou um […]

    Pingback by potencial gestante – 10 meses de constança — abril 14, 2014 @ 8:08 am

  24. […] soltos, sinto um aperto no coração por criá-los em um lugar tão apertado. na nossa mais recente viagem à bahia eu pude desfrutar de sete dias não apenas de praia (meu maior sonho de todos), mas de um quintal […]

    Pingback by potencial gestante – morar em casa — abril 23, 2014 @ 11:10 am

  25. Leio esse post toda semana, acho ele hilário, emocionante, comovente, estimulante… enfim, a-do-roooo esse post
    E essa foto, de vocês três (essa que o Benjoca ta fofo)… acho essa foto incrivelmente linda… Primeiro: vcs estão lindos! Segundo: ela eh uma foto espontanea e eu adoro foto espontanea! Terceiro: Vc fala no post do coração apertadinho e todo o sentimento que envolve o fato do Hilan ter ficado e tals, porém, além de todas sabermos que ele estava/esta no coração de vocês ele aparece representado na sua tatoo de barquinho… ou seja mesmo ele não estando ali fisicamente, apareceu na foto e isso me emocionou e deixou a foto ainda mais bonita p/mim!!
    Muita viagem minha? Muitas Dorgas??
    Bjo grande e admiração eterna!!

    Comentário by Monique — maio 19, 2014 @ 2:29 am

  26. Bela Famíla!!!!!!!!!!!!

    Comentário by ketina — setembro 24, 2014 @ 12:38 pm

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