por mais que eu sonhe com isso, taí uma pergunta que me dá calafrios.
até então não tinha percebido isso, mas hoje me fizeram essa pergunta remetendo a uma (outra) grande responsabilidade que estou assumindo.
confesso que me deu vontade de chorar.
não é a primeira vez que me perguntam isso. não mesmo.
não sei se consigo lidar com grandes responsabilidades.
acho que estou naqueles dias que me sinto pequena demais pra tomar conta de qualquer coisa.
e aí a pergunta volta. será que darei conta?
e aquela pergunta que todo mundo se faz: será que estou pronta pra ser mãe?
a resposta eu já sei: não estou.
ninguém está.
assim como eu não estava pronta pra me casar, para assumir a responsabilidade de manter uma casa organizada, de cuidar de mim, do marido, do cachorro, das contas e de toda essa coisa grande que implica um casamento.
mas casei. e assumi. e não morri, pelo contrário. cresci.
e hoje estou aqui, irresponsavelmente feliz, sem questionar a decisão que tomei e sabendo que ela é pelo resto da vida.
como diria coldplay, nobody said it was easy
e como diria a mãe de uma amiga: no dia em que estivermos prontos, morreremos.
por isso arrumei o remédio contra a tristeza, bem aqui.
pena q nao moro no japão né?
aproveitando o assunto anterior sobre slings e afins, gostaria de pedir a ajuda de todos os que passarem por aqui.
estou concorrendo a um pouch sling no blog mae canguru e por isso gostaria de pedir a todos encarecidamente:
please, votem em mim!!
e não, as eleições são só ano que vem.
então, se quiserem me dar um forcinha, cliquem aqui e deixem lá um comentário com o meu nome (luíza diener) no voto.
gracias a todos
dedico este post à lia, uma amiga que descobriu sua gravidez há pouco (está de 6 semanas!) e que fiquei feliz como se fosse eu mesma!!
quando fiquei sabendo da gravidez da lia, ela veio me perguntar o que era melhor: canguru ou sling?
apesar da minha total simpatia pelo sling, não tinha parado ainda para formular uma resposta.
então hoje corri à enciclopédia google para ter uma opinião melhor.
primeiramente, gostaria de dizer que sling é todo carregador para bebês feito de pano de forma não estruturada. ou seja, se você amarrar uma canga no ombro e conseguir fazer com que ela sustente seu bebê, você já tem um sling!
agora gostaria de apresentá-los alguns carregadores de bebês alternativos:
canguru
o bacana do canguru é que é mais fácil de ser encontrado nas lojas de artigos de bebês, além de sua praticidade no uso, visto que assemelha-se muito a uma mochila (exceto pelo conteúdo!).
mas o que eu não gosto do canguru é que – até onde sei – ele só adquire uma posição (sentado), que pode variar entre: encaixado nas costas do adulto (como uma mochila) e na barriga, de frente para o adulto ou de costas, virado para o mundo.
se observarmos um bebê em um canguru, podemos constatar que a postura da cadeira (onde o bebê senta) não é correta.
habitualmente observamos que as pernas do bebê ficam penduradas em relação ao resto do corpo, e não dobradas no estilo rã (postura que favorece o desenvolvimento das articulações dos quadris).
com as perninhas penduradas, o peso do bebê fica apoiado diretamente na zona genital ao invés do seu bumbum, e sua coluna adquire uma postura não-fisiológica (texto extraído daqui).
slings
pra mim uma das coisas mais fantásticas dos slings é que a maioria favorece a amamentação. você pode amamentar discretamente seus filhotes sem perder o vínculo antes e depois da mamada.
e, ao contrário do que alguns podem pensar, o sling não é prejudicial à coluna (da mãe ou do bebê), se corretamente posicionado. isso porque ele mesmo ajuda a distribuir o peso.
alguns modelos de slings pegam somente em um ombro, mas devemos lembrar que a faixa de tecido também se apóia nas costas.
como já disse, o sling não chega a ser algo estruturado. ele é feito de tecidos variados e tem vários modelos diferentes:
ring sling
resumindo de forma bastante simples: é um grande tecido com argolas, para facilitar a união do tecido, sem ter que dar nós e ficar com aquele embolado todo. além disso, ele cresce junto com o bebê, até que se torne uma criança maior.
veja um vídeo sobre o ring sling
pouch sling
digamos que é uma faixa de tecido contínua, geralmente dupla face, sem amarrações nem fechos. alguns usam um pouch só, outros usam dois.
o que eu acho legal de usar dois é que (pra garantir) dá pra distribuir bem o peso, nos dois ombros.
veja um vídeo sobre o pouch sling
wrap sling
conseguiram inventar um nome pro sling que, pra mim, é o mais intuitivo.
uma grande (enorme) faixa de pano e você pode amarrar o seu bebê em n combinações diferentes.
aí sim, realmente, o seu bebê fica bem atado ao corpo, com o peso beeem distribuído e pertinho da mamãe ou do papai.
o único problema, pra mim, é que num geral o brasil é um país quente. e pela impressão que dá de ser bem quentinho, eu mesmo nao sei se aguentaria um desses no verão
veja vídeos sobre o wrap sling aqui e aqui.
carregador estruturado
começou a fazer sucesso depois que cláudia leite apareceu com seu filho davi dentro de um desses.
não sei exatamente o nome disso, mas o nomeei de carregador estruturado.
parece uma bolsa aberta e você coloca seu bebê lá dentro.
ainda não tenho opinião formada a respeito, visto que nunca tinha ouvido falar em um até começar a pesquisar.
parece ser mais confortável que a mochila canguru, mas sua opção de posição é bastante limitada e não “cresce” junto com o bebê.
outros carregadores de bebê ao redor do mundo
http://www.flickr.com/groups/ethnicbabycarriers/
links relacionados:
http://maecanguru.blogspot.com/
http://otecidoeaestampa.com.br/index.php/category/sling/
http://www.slingando.com/
http://www.babyslings.com.br/
http://slinguru.wordpress.com/
fiquem com john mayer no fim de semana:
fathers, be good to your daughters
daughters will love like you do
girls become lovers who turn into mothers
so mothers, be good to your daughters too
(pais, sejam bons às suas filhas
filhas irão amar como você ama
garotas viram amantes que se tornam mães
então mães, sejam boas às suas filhas tb)
(john mayer – daughters)
bom fds
o primo do meu marido vai ser pai pela segunda vez.
tudo começou comigo olhando as fotos deles como família (eles já tem um menininho) e fiquei babando..
aí qdo vi uma foto do menino dela beijando a barriga e o anúncio de que ela estava grávida outra vez, me animei como se fosse eu mesma.
aí corri aqui pra dar a notícia como se fosse minha e.. ah! não fui eu!
quero um pra mim!! quero ser uma família grandeee!!
ou mais?
antes que pensem que estou insatisfeita com meu marido, apenas queria expressar um desejo um tanto novo para mim.
quem me conhece um pouco mais, sabe que sempre sonhei em ter filhas meninas. nunca me imaginei cuidando de um menino e pra ser bem sincera, chegava até a achar bem chato.
mas não é que de uns tempos para cá tenho me pegado pensando em ter meninos? não vou dizer que a vontade é igual à chance de 50-50 para meninos ou meninas, mas é um desejo que tem crescido sem que eu percebesse.
agora – exatamente agora – me peguei vendo a foto de um casalzinho de bebês e simplesmente ignorei a menina para ver o gurizinho.
em um instante me imaginei segurando meu filhinho, bem gordinho e talvez careca, vestido num bodyzinho e me sentindo totalmente orgulhosa do meu rapaz.
acho que quanto mais próxima eu fico da realidade de ser mãe, mais certa eu fico de que terei tanto menina quanto menino.
mas o fato é que amarei todos, independente do que vier.
li essa frase no post da débora, que por sua vez leu no e-family.
não espero responder essa pergunta aqui, pois acredito que a resposta está dentro de cada um.
depende da sua realidade de vida, de como você se sente consigo mesmo e com os outros ao redor.
crianças são feitas e criadas há milênios e, diga-se de passagem, hoje a humanidade não é tão pequena assim.
mas a pergunta é: como elas eram criadas?
será que nossas avós, por exemplo, tinham essa parafernália toda das crianças de hoje?
será que elas eram mais infelizes que as de agora?
entendam logo que não sou o tipo de pessoa saudosita que fica lamuriando coisas como “ah! as crianças de antigamente é que eram felizes!” ou “puxa essa tecnologia toda impede que as crianças desenvolvam a criatividade” nem nada do tipo.
tempo é tempo e cada um tem o seu. na minha infância foi ouvindo turma do balão mágico, brincando de pogobol e o escambal mas eu não acho que a geração nintendo wii-playstation-iphone esteja em desvantagem por isso.
não conheço nenhuma mãe que faliu porque foi pega de surpresa por uma gravidez não planejada. tudo se resume muito mais ao psicológico que ao financeiro (falo aqui como leiga. não tenho estudo nenhum pra provar nada).
creio que muito mais que uma estabilidade financeira é preciso ter estabilidade emocional. é ter certeza que seu filho crescerá se sentindo amado e bem aceito.
minhas lembranças mais alegres de infância não são dos meus brinquedos, do meu colégio particular (sempre preferi a escola pública) ou do carro que meus pais tinham.
mas lembro-me como se fosse agora da minha mãe nos buscando de ônibus na escola pq tava com o braço quebrado (e mostrando o que realmente importava), do meu pai brincando de “qual é a música” enquanto tocava violão pra gente, das inúmeras vezes que meus pais fizeram cafuné até eu dormir (e acabavam dormindo tb), das vezes que eu fingi que dormia só pra não ter que acordá-los, de ser acordada todo aniversário com a família reunida cantando parabéns e tantas outras coisas que eu poderia listar por horas.
mas de tudo, o que ficou mesmo, foi o amor.
não existe nada melhor para o filho que se sentir amado, querido, protegido, seguro e saber que seus pais estão dispostos a defender sua cria com unhas e dentes, se necessário.
mas agora voltando ao cerne da questão, alguns pais decidem criar seus filhos com uma certa modéstia mas acabam sentindo-se mal por isso. atrevo-me (muito) a dizer que pode até ser por uma certa inveja ou por simples comparação, mas alguns pais ficam tristes ao ver que outras crianças têm tantas coisas e seus filhos têm tão pouco.. claro que coração de mãe a gente só entende quando se torna uma.
mas muitas vezes a criança fica triste por não ter certo brinquedo simplesmente por não valorizar o que tem.
outros pais com mais condições, querendo dar o mundo para seus filhos, os enchem de brinquedos, videogames, dvds e atividades mil, às vezes na tentativa de suprir sua própria falta de tempo.
pra mim, filhos são maior que qualquer riqueza material.
no meu ideal, a pergunta mais importante ao ter filhos não é será que tenho dinheiro suficiente para isso?
mas meu coração está pronto para deixar meu eu de lado e amar essa criança incondicionalmente?
[sem nenhuma intenção ofensa aos que pensarem de outra maneira]
minha última mudança física (residencial) tem me trazido muitas mudanças psicológicas.
na verdade acho que tudo começou um pouco antes de mudar de casa. ou seja, me mudei porque já estava mudando (complexo).
mas de uns meses para cá resolvi rever alguns conceitos que eu achava já estarem estabelecidos e isso tem se acentuado muito mais quando decidi que engravidaria ainda neste ano.
conversando com meu marido percebi que quanto mais um determinado assunto me causa repulsa, maior é a possibilidade de aquilo ser certo e eu estar errada.
é natural que sintamos uma certa ojeriza por alguns assuntos que nos confrontam.
mas a pergunta é: será que estamos realmente dispostos a dar o braço a torcer e mudar nosso ponto de vista?
absorventes reutilizáveis, alimentação natural, fralda de pano, cama compartilhada, são apenas alguns dos tantos exemplos que eu poderia citar que me incomodaram profundamente no primeiro momento, mas que decidi ir atrás e entender por que outras pessoas pensavam de modo diferente do meu.
é ruim ser contrariado.
pior ainda é descobrir que está errado.
mas o melhor disso tudo é poder romper com algo que te prendia há tanto tempo só porque você aprendeu que esse era o jeito certo.
não tem jeito, alguns decidem seguir a maré, outros nadam contra a correnteza, mas o mais importante é você sentir que está fazendo o certo.
e se vc sentir que algo te incomoda profundamente (quem sabe esse post, por que não?), tente ver o ponto de vista da outra pessoa e entender por que ela pensa ou age dessa maneira.
você pode descobrir um jeito muito melhor de enxergar a vida.
é isso.
passei a adolescência negando minha mãe com o mais íntimo do meu ser.
mas de uns anos pra cá tenho ouvido várias pessoas comentando o quanto pareço com ela.
como pedrada de perto dói mais, foi a constatação do marido que me fez cair na real.
complementando outro blog que li que dizia que com a maternidade nos descobrimos iguais às nossas mães, eu percebi isso tão logo eu casei.
são as caras, as bocas, o jeito de falar, de me espantar e – meu deus! – até de pensar.
e analisando isso tudo, que mal há?
vejo nela um espelho. é nela que me inspiro ao pensar na educação que quero dar aos meus filhos, na forma em que ela trata as pessoas e – bom – ainda não adquiri o jeito de vestir, pelo menos.
negar os pais faz parte da vida, mas reconhecê-los em nós é muito mais fácil e tão menos doído.. espero que um dia eu possa também vir a ser esse exemplo para os meus filhos!
(e não, a homenagem do dia das mães já passou!)