05 de novembro

enquanto seu lobo não vem

por luíza diener

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o que eu mais ouço quando toco no assunto de querer ter filhos é o tal conselho: aproveita enquanto você não tem filhos!

aproveitar para ir mais ao cinema, para viajar pro exterior, para morar lá, para saltar de bungee jumping, pra dormir tarde e acordar tarde, pra jogar videogame, pra pentear o cabelo mais vezes e esse tanto de outras coisas.
e eu tento ouvir todos esses conselhos e colocar em prática.
porque em teoria eu sei que a vida muda mesmo e que nunca mais vai ser a mesma coisa e você não tem mais aquele tempo todo que você tinha antes e só de pensar nisso já fico louca e acho que não vou dar conta e no mesmo minuto mudo de opinião.

enquanto isso, o provérbio que minha mãe adora repetir martela na minha cabeça: na multidão de conselheiros há sabedoria.
e há mesmo.

mas adivinha como maridón e eu curtimos horrores o feriado? agregando um monte de crianças para passear: o sobrinho de 2 anos, a sobrinha de 3 e a filha de uma amiga, de 1.8.
acabou o dia e estávamos esgotados!

ontem repeti a dose em menor escala.
com a sorte de que depois é só entregar a criança pra mãe e ir embora.

conselhos não faltaram e vi que, mesmo sendo quase phd na teoria, na prática eu não passo nem do maternal.
o resultado? continuo querendo muito meus filhos.

fim de semana que vem tem mais!

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do canto superior à esquerda, em sentido horário: henri e aurora brincando; tialu tentando agradar a zoé; aurora fantasiada maluca; adestrando a criançada com muitos biscoitos

categorias: enquanto o bebê não vem

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01 de novembro

potencial paterno em: o medo do homem

por hilan diener

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Olha que escrever sobre isso dá até frio na barriga, mas lá vou eu.
Desde quando namorávamos, a Luíza sempre falou em ter filhos. Sempre achei uma gracinha e tal, dava risada, brincava junto, mas quando casamos o negócio tomou mais forma – igual bolo com fermento – aí comecei a ficar ressabiado. Quando ela falava em filhos eu murchava todo. “Que foi? ficou triste?” Ela perguntava. Na minha cabeça passavam mil coisas, do tipo: Putes! Mas e aquela viagem para exterior? Danou-se!
E a liberdade de ir dormir meia noite, uma ou duas de madrugada? E o principal: Dinheiro.
Homem morre de medo de faltar dinheiro, né? Parafraseando o Tom Jobim: Ter muito dinheiro é bom, mas é uma merda; e ter pouco dinheiro é uma merda, mas é bom. Tento enfiar na minha cabeça que dinheiro não é tudo e que meu filho vai lembrar mais da minha presença do que da minha conta bancária.
Até pode parecer um pouco pessimista este post, mas na verdade é um medo muito comum, porem não estático. É um tipo de medo que vai e às vezes volta. Descobri que o medo vai embora quando passo uma tarde com meu sobrinho Henri ou vou comprar balinhas nas Americanas com a minha sobrinha Aurora[bb] ou quando recebo um abração de tamanduá da Ciça no encontro das mães blogueiras.

Dica para mulherada: Eu li um livro que tá me deixando muito mais tranqüilo no que diz respeito a essa aventura na paternidade, eis o livro:

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Vale a pena para os pais de primeira viagem e para as futuras mamães que querem despertar no maridão o potencial paterno.

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categorias: pai grávido

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