não tem jeito. é só descobrir que a gente tá grávida que já fica curiosa pra saber o sexo do bebê.
eu mesmo não me aguento, apesar de que conhecer algumas mães que preferem saber somente na hora do parto.
de qualquer maneira, existem métodos científicos e outros que não passam de simpatia, mas que são muito divertidos. por isso, decidi postar aqui o que, para mim, definitivamente é o melhor de todos:
ou seja, mandingas
não que tudo seja pra ser levado na brincadeira, mas qual é a graça de estar grávida e não fazer nenhum desses testes malucos para descobrir o que se está esperando?
há diversos métodos populares para descobrir, como o do garfo e da colher, o formato da barriga, o quanto de espinhas você tem tido, o teste da aliança, dentre muitos outros.
por isso eu criei um teste online especialmente para você descobrir se está esperando por uma menina ou um menino.
são várias perguntas para você responder (qual o batimento cardíaco do bebê, quais comidas você tem desejado, etc etc) e no final, voilá! ele te dá o resultado como num passe de mágica (quase isso)
e se você é daquelas típicas mulherezinhas (assim como eu), não vai resistir a esse teste.
é divertido, cheio de lendas e mitos absurdos, mas você vai gostar, tenho certeza.
então tá esperando o quê?
ah, e depois de fazer o teste, volte aqui no blog pra dizer se deu certo (caso você já saiba o resultado), ou conte-nos após fazer o ultrassom.
ps: o teste da aliança é uma tradição da minha família. ai de mim se disser pro meu avô que eu não acredito!
ps2: o meu deu menina!
há alguns meses – antes mesmo de engravidar – venho paquerando na loja em que trabalho um livro chamado “o livro de receitas da grávida saudável“, da editora publifolha
. até já tinha chegado a pegá-lo emprestado e ensaiado publicar alguns posts falando sobre dicas e receitas contidas no livro. mas hoje minha chefe trouxe da distribuidora o livro pra mim (trabalhar em lugares assim têm suas hipervantagens. e viva os livros com desconto!). fiquei tão empolgada que não queria fazer outra coisa senão ler ele todo de uma vez. é que o livro não apenas contém um bocado de receitas, mas vai explicando quais os melhores alimentos para cada trimestre, alguns esclarecimentos sobre o ganho de peso ideal (sem aquela de ficar contando quantos gramas se engorda por semana e preocupar-se com o ganho de peso como um todo), esportes durante a gestação e tanta, mas tanta coisa, que acho que vou ter que fazer posts semanais contando tudo que estou aprendendo e pondo em prática. isso porque no mesmo dia (noite) que eu peguei o livro já corri ao mercado para comprar os ingredientes necessários para cada prato. resultado: tornou-se o programão de fim de semana. na sexta à noite, resolvi fazer um jantar reforçado, pra compensar a parca sopinha que comi no almoço. peguei uma receita de janta rápida, ideal para o primeiro trimestre, adaptei alguns ingredientes e mãos à obra. a receita (com adaptações) você pode copiar a seguir, se quiser tentar essa aventura em casa:
contém: ácido fólico e ácidos graxos ômega-3 ingredientes
preparo
dicas da luíza na receita original não eram brócolis, e sim aspargos frescos. claro que eu não encontrei aqui no mercado dos pobres então tratei de substituir por algo que contivesse mais ou menos as mesmas propriedades vitamínicas (especialmente o ácido fólico). para os aspargos a receita é assim: 675g de aspargos frescos, fatiados na diagonal em pedaços de 5cm (absurdo! 675g de aspargos dão pra alimentar um batalhão!). aí, na hora de refogar, cozinhe por cerca de 5min, mexendo de vez em quando. depois adicione o caldo e o sal e cozinhe por mais 4 minutos. voilá! eu adorei o caldo knorr vitalie. apesar de ser totalmente contra esses caldinhos, porque contém glutamato monossódico (veneno!), na hora do aperto eles quebram um galhão (mas se você for um ser prendado, mestre cuca por natureza, faça seu próprio caldo de galinha). esse vitalie promete ter menos sal (eu achei mesmo) e ter baixo teor de gordura. e o sabor peito de frango ao vinho branco deu um toque todo especial ao brócolis. delícia! usei o spaghetti barilla nº7, de marca italiana. é excelente, fácil de achar (um da embalagem azul) e, por mais que você seja um cozinheiro zé mané, como eu, ele nunca fica ruim. não recomendo de jeito nenhum os macarrões de semolina. sempre ficam pastosos, tipo miojo gigante. recomendo caprichar no queijo e nas nozes. fica excelente! tempo de preparo aí há controvérsias. no livro diz que demora 10 minutos para preparar, 20 para cozinhar e rendem 4 porções. na minha inexperiência, durou quase 1 hora tudo e, mesmo tendo reduzido a quantidade de macarrão (aprox. 350g) e brócolis, comemos até nos fartar na janta (olha que eu como por dois!) e ainda sobrou por almoço do dia seguinte. custo do prato aproximadamente R$ 30,00 tudo, incluindo as nozes (facada!). você nunca comeria algo tão delicioso por um preço desses
contém: cálcio e proteína rapidíssima e prática de fazer, você vai precisar de:
bata tudo no liquidificador e seja feliz. não custa nem R$ 6,00 e rende quase 1 litro. dicas da luíza originalmente o suco é na verdade uma vitamina feita com 250g de abacaxi em pedaços, 125g de morangos, 250ml de suco de abacaxi, 1 colher de sopa de mel e 175g de iogurte natural. o que você acha mais prático? o iogurte é uma fonte excelente de cálcio para a mineralização dos ossos e dos dentes do seu bebê. além disso, oferece uma dose importante de proteína. no início da gravidez, essa vitamina é ótima pra quem tem enjôos e costuma ser bem tolerada. por ser nutritiva, não te deixa na mão. ** no sábado de manhã eu fiz rabanada com cream cheese e cerejas frescas mas, por ter ficado frustrada com as cerejas e para esse post não ficar mais gigante do que está, decidi deixar a receita em oculto. claro que, se alguém se interessar na receita, eu passo, com comentários. resumindo, o livro é ótimo e estou curtindo bastante. no fim dele contém um anexo com cardápio para antes de engravidar e primeiro trimestre, segundo e terceiro trimestres. não é difícil de achar e custa, em média, R$ 40,00. ai agora deu fome!
Se você é como a maioria dos pais de primeira viagem, deve estar com algumas idéias na cabeça um tanto equivocadas sobre o significado da paternidade. Esses conceitos são baseados em experiências com seu próprio pai e em atitudes que você acredita serem esperadas pela sociedade. Infelizmente, há poucos recursos disponíveis para ajudar os homens a processar tais assuntos ou para colocar tantos mitos em xeque. Mesmo assim, quanto mais você examinar e buscar entender suas expectativas sobre a paternidade, mais chances terá de se tornar o pai que deseja.
Talvez o maior dos mitos seja o de que há apenas uma definição do que é ser um “bom pai”. A questão é que a paternidade não é nenhuma entidade imutável. Você tem o poder de fazer dela o que quiser para atender às suas necessidades, assim como as da sua família. E o melhor de tudo é que tem tempo para isso. Da gestação aos primeiros anos de uma criança, os homens mudam e desenvolvem uma identidade única como pais. Veja a seguir outros cinco mitos sobre a paternidade e a verdade escondida por trás deles.
As incríveis mudanças no corpo de sua parceira durante a gravidez e os preparativos para o parto podem fazer com que se acredite que somente os sentimentos dela importam neste momento. A preocupação com o bem-estar físico e mental da mulher na gravidez é importante, assim como depois que o bebê nascer, o que não quer dizer que os sentimentos do pai não sejam também.
É mais fácil para um futuro papai falar todo animado sobre os aspectos positivos das mudanças que vêm pela frente. Bem mais complicado é dar voz à inevitável sensação de temor e apreensão. Será que vou desmaiar na hora do parto? Será que vai haver alguma complicação? Será que nosso relacionamento vai mudar? Será que a chegada de um filho não vai atrapalhar minha carreira?
É importante que sua parceira saiba dos seus receios. Muitos pais não compartilham medos sobre a gravidez e a chegara do bebê com as mulheres para poupá-las de mais preocupação. A verdade é que a maior parte das mulheres quer esse tipo de interação. Conversas sinceras e abertas só vão aproximar vocês dois.
Não deixe também de conversar com amigos que estejam passando ou já tenham passado pela experiência.
A forte ligação entre sua parceira e o bebê, especialmente se ele estiver mamando no peito, poderá deixar você se questionando se afinal de contas vai servir para alguma coisa. Saiba que sim. Você é uma pessoa importante na vida do neném e traz conforto e segurança a ele. Para criar um vínculo especial com seu filho, segure-o no colo, nine-o, converse com ele ou cante uma música — só espere para fazer isso depois das mamadas, assim a atenção dele será total. Além de ter momentos especiais com o bebê, você também estará ajudando a dar um tempo para sua parceira descansar e recuperar as energias depois de amamentar.
Você pode ajudar a alimentar o bebê se sua parceira ordenhar o leite para colocar em uma mamadeira ou copinho, ou se vocês, junto com o pediatra, tiverem decidido complementar a alimentação com fórmula láctea.
Esta é uma grande mentira que impede pais de terem uma relação próxima com os bebês e causam ansiedade nas mães, que temem que os homens não sejam capazes de lidar com recém-nascidos. No mundo de hoje não faltam exemplos de homens que cuidam de bebês sozinhos. Pais e mães aprendem a atuar como tal no dia-a-dia, pela vivência e pelo contato com as crianças. Se dedicar tempo para seu filho, você naturalmente aprenderá a reconhecer as necessidades dele.
Muitos homens cresceram com o conceito de que seu valor era basicamente medido pelo trabalho. Mas essa verdade, que já foi absoluta, começa a mudar, e alguns homens estão trocando as conquistas profissionais por mais tempo com a família, por enxergar aí a fonte de sua satisfação pessoal, e não porque simplesmente suas carreiras já não iam bem mesmo. Hoje em dia, mais homens do que nunca sentem que ser bons pais é uma conquista significativa por si.
Seu próprio pai vai adquirir novos significados quando você se tornar pai. É natural pensar em sua história e acreditar que, por bem ou por mal, seguirá os passos do seu pai. Mas não tem que ser assim. Seu pai é uma das influências sobre o tipo de pai que você será, porém não a única. Pense em todas as pessoas que afetaram sua vida ao longo do tempo, de professores a amigos, tios e irmãos, e crie sua própria identidade paterna.
Basta ver como cada lugar do mundo encara a paternidade de uma forma diferente. Em algumas culturas africanas, por exemplo, “pai” é na verdade um grupo de homens, não um indivíduo. A paternidade é socialmente construída, baseada nas necessidades dos integrantes de um determinado local, em um determinado momento histórico. Foi assim com nossos pais. Para eles, ser bom pai era, acima de tudo, ser bom provedor e não deixar faltar casa, comida e educação para os filhos. Os homens agiam conforme o que parecia ser melhor dadas as demandas sociais e familiares da época.
Você também fará esse tipo de escolha. Procure enxergar a paternidade como um papel a ser desempenhado diariamente, conforme você explora as possibilidades da vida. Pegue as experiências positivas de sua própria família e acrescente novas por conta própria.
1. Reflita sobre como a paternidade está afetando você. Compartilhe impressões com sua parceira e amigos que estão na mesma situação.
2. Pegue, acarinhe, nine e conforte seu recém-nascido desde a hora em que ele nascer.
3. Aprenda a trocar fraldas, dar banhos, alimentar seu filho e ser parte da rotina dele.
4. Pense nas concessões profissionais que está disposto a fazer para ter mais tempo para seu filho. Isso é algo que leva tempo.
5. Aproveite as boas qualidades do seu próprio pai, de professores, amigos e parentes para se espelhar e criar sua identidade paterna. Qualquer pessoa que teve um impacto positivo na sua vida pode ser um modelo a seguir.
Por Bruce Linton via BABY CENTER BRASIL
Acompanhe aqui as tirinhas deste bebezinho que ainda vai aprontar muita confusão. (hahaha! sessão da tarde feelings)
Dúvidas frequentes:
1) Será uma tirinha semanal (tentarei, prometo!) ;
2) Pagão não é um adjetivo e sim um substantivo. Ou seja, não se refere a qualquer descrença religiosa e sim à sua vestimenta;
3) Apesar do Bebê Pagão ser uma personagem fictícia, qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência;
4) O Bebê Pagão, bem como todas as personagens de seu universo, foi criado por Hilan Diener, podendo ser compartilhado desde que citada corretamente a fonte.
Espero que gostem!
parabéns, filhote de azeitona! agora você já passou da fase embrionária e foi promovido a feto!
você abandonou aquele formato smurf/galinha/lagartixa e tá começando a tomar forma de gente. e a maioria de seus órgãos vitais está funcionando: rins, fígado, pulmões, intestino e cérebro estão ativos, embora continuem em pleno desenvolvimento.
em um mês você praticamente quadruplicou de tamanho. cabeçudinho, esse coco deve corresponder a metade do tamanho inteiro do corpo. haja inteligência!
a essa altura do campeonato suas orelhas já aparecem como pequenas fendas e os lábios começam a tomar forma. se puxar a mamãe aqui, vai precisar de bastante energia pra isso! os olhinhos – que antes ficavam de lado – agora estão na frente da cabeça e começam a se pigmentar. tomara que puxe os do papai, que são lindos!
já têm uns dedinhos se definindo por aí e os braços e pernas estão se alongando.
você deve estar com 4cm ou quase 5cm e o peso, por volta de 4g. ainda parece tão pouquinho, mas pode deixar que eu vou comer direitinho pra vc não passar fome, tá?
mas provavelmente você sabe disso tudo, neném. eu é que tenho que ficar me informando, só pra saber o que tá acontecendo aí dentro.
tô morrendo de saudade de você, como se a gente conhecesse a vida inteira.
mas ó, cresce sem pressa, concentra sua energia em ficar lindo, forte e saudável que no tempo certo a gente vai se encontrar pra passarmos muuuuuuuito tempo juntos!
eu já te amo, tiquinho de gente!
[fontes: bebe.com.br e crescer]
o relato de um milagre, ou favor imerecido.
na verdade tudo começou há mais de 10 anos. talvez tenha sido em 97, se não me engano.
preocupada por todas as meninas da minha idade apresentarem sinais de puberdade e pela maioria já ter menstruado e eu, nada, parecendo uma criancinha, manifestei à minha mãe o desejo de procurar um médico e ver se eu tinha algum problema.
na época eu deveria ter 12 ou 13 anos mas tinha corpo de 8.
no começo minha mãe achou graça daquilo e falou que era normal, que ela mesmo só tinha virado “mocinha” com mais 14 anos. mas então porque não era assim com minhas amigas? com minhas irmãs?
sei que, atendendo ao meu pedido ela me levou tanto a uma ginecologista, quanto a um endocrinologista. pelo visto, no endócrino foi tudo ok, visto que não lembro de ter voltado lá muitas vezes.
já no ginecologista eu voltei. e fiz um tanto de ecografias que eu não entendia pra que aquilo tudo. menina estudiosa que era, lembrei das aulas de ciências do colégio e aproveitava pra acompanhar tudo durante o exame: esse é o ovário esquerdo, ovário direito, as trompas… tudo legal! parecia uma aula prática onde a cobaia era eu mesma!
mas não sabia que, por detrás da aparência serena da minha mãe havia um clima muito mais tenso que eu poderia imaginar.
só vim a descobrir quando, alguns meses depois, fiz mais uma ecografia e o médico fez questão de mostrar tudo outra vez, dando atenção ao útero: está tudo bem com o útero, olha aqui!
útero, legal!
foi no caminho de volta para casa (o exame era em uma clínica no lago sul e eu lembro exatamente do trajeto de volta para casa) que minha mãe irrompeu em lágrimas, misturado com um suspiro de alívio e começou a me explicar:
“da primeira vez que você fez o exame, o médico te diagnosticou com útero infantil. era essa a explicação que ele tinha para a sua ausência de menstruação. o útero estava ali, presente, mas nunca iria se desenvolver. por saber do seu desejo de ter filhos quando crescer (eu sempre me considerei uma potencial gestante) suas irmãs até se ofereceram para – quando você viesse a se casar e manifestar o desejo de ter filhos – funcionarem como barriga de aluguel. mas por você mesma, nunca seria capaz de ter um filho dentro de você. passamos esses meses muito preocupadas”.
claro que as palavras não foram bem essas, mas é o resumo do que eu absorvi.
minha mãe, que é uma mulher de muita fé e muito temente a Deus, disse que passou esses meses todos orando e pedindo misericórdia a Deus, para que ele pudesse me conceder esse milagre. ela não fez nenhuma promessa, nenhum trato com deus ou santo algum. apenas pediu para que esse favor fosse concedido a mim, que de nada sabia, nem nunca fiz nada que merecesse tal milagre. juntamente com ela, outros parentes e pessoas queridas; muitas que talvez eu nunca nem tenha conhecido, mas que se importaram com isso assim, de graça, sem querer nada em troca.
e então aconteceu: depois de ter consultado com médicos diferentes e feito tantos exames, lá estava o diagnóstico: o útero estava normal!
alguns podem chamar de erro médico, displicência, sorte ou o que for.
eu gosto de dar a isso o nome de milagre, ou favor imerecido.
e, como se fosse a coisa mais natural do mundo, engravidar assim tão rápido, quase que por acidente, lá estava eu dia desses dando a notícia pra um e pra outro como se fosse tudo fruto da minha boa sorte ou do meu potencial de gestante, até que minha tia me liga lá do rio de janeiro e me lembra: não esquece do tamanho desse milagre. você sabe do que eu estou falando né?
na hora eu me toquei. ela não precisou dizer mais nada.
independente de fé ou crença, tenho percebido – após tantos relatos mães que batalharam para engravidar ou até mesmo daquelas que tiveram uma gravidez em um momento não tão propício – que gerar uma vida é SEMPRE um milagre.
a vida é algo que foge do nosso controle; tanto criá-la quando impedir que ela deixe de existir.
se você é pai ou mãe, se você está esperando por um filhote, se está ainda está tentando conceber ou mesmo que você nunca queira ter filhos (ou tenha tido algum por acaso), nunca despreze a grandiosidade que é poder gerar uma vida! ela é o bem mais valioso que alguém pode ter.
hoje eu me sinto infinitamente privilegiada de poder carregar um serzinho dentro de mim! especialmente por saber que isso não foi mero fruto do meu esforço mas, sempre e sempre, um eterno milagre!
dedico este post ao meu Pai
Então foi assim. Eu estava no banheiro tomando banho e pensando: “ia ser ótimo e assustador se a Luíza estivesse grávida”. Deixei o pensamento fugir por um instante, como se ele não fosse tão importante. Quando de repente ela entra chorando e tremendo dentro do box do banheiro e me abraça. Achei que ela tinha recebido uma noticia horrível, mas não era um choro de pavor e sim de alegria: “Estou grávida!” Como é? Como é? Sim estou grávida! Veio no meu coração um vazio como se estivesse ele fosse oco. Depois veio o racional dizendo “Grave bem este momento” porque você vai lembrar dele pelo resto da vida. Depois um frio na barriga. Esse filho é meu!? É uma coisa tão boa, tão grandiosa que a primeira coisa que passa na sua cabeça é que você não teve nada haver com aquilo. Um milagre dos grandes.
Transvaginal
Mas só o exame de sangue não bastava. Dias depois, lembro nem conseguir dormir direito, porque oito e meia da manhã seguinte teríamos uma consulta na clínica para ver se realmente tinha um bebê dentro da Luíza. Chegamos lá, esperamos. Até que foi rápido, num clique a Luíza já estava deitada naquela sala à meia luz e com o médico dando seqüência no procedimento. Fiquei sentado numa cadeirinha ao lado. Com o coração igual de final de copa do mundo.
A primeira vez que te vi
Dentro de uma tela de computador você estava preto e branco. Parecia um bonequinho de massinha feito por criança. O médico nem precisou me explicar, eu vi você lá! Dentro do útero da sua mãe! Seu coraçãozinho batia tão rápido. Eu até ouvi seu coração, mas o melhor mesmo foi ver aquele pontinho cinza pulsando. Não agüentei, tentei segurar o choro. Mas a emoção era tão grande que não resisti. Sua mãe te elogiou chamando você de lindo. Eu fiquei quieto pensando que se houvesse uma competição de batimentos cardíacos de embriões você iria ganhar! Me deu um orgulho danado de você com aquele tamanhozinho de feijão ter tanta força assim! Seus dedinhos nem estavam formados, mas eu já conseguia ver um esboço das suas mãos e pés. Isso aconteceu já tem uns dias. Mal me aguento de saudade! Quero muito ver você de novo e ver o quanto você cresceu pra morrer de orgulho.
primeiramente gostaria de agradecer a todos os comentários e parabéns recebidos.
fiquei surpreendida com o carinho de todos e por descobrir que muita gente acompanhava o blog mas não comentava.
tentei responder a todos na caixa de comentários, mas confesso que ainda não consegui terminar.
também descobri outras mulheres com idades gestacionais bem próximas da minha: thata, tathy, paloma, mari, paulinha (apesar do bebê da thata e o meu serem praticamente gêmeos). se esqueci de alguém, por favor me conte!
pois bem, hoje meu potencial humano comemora 9 semanas de vida!
estou animadíssima porque agora ele já consegue perceber minha respiração e ouvir sons como meu batimento cardíaco e voz. fiquei emocionada ao me imaginar cantando pro bebê (ainda não tentei isso).
um bebê de 9 semanas já mede 3 centímetros – quase o tamanho de uma azeitona (ouviu isso, neném? você foi promovido de feijãozinho pra azeitoninha! parabéns!)
tenho sentido muito calor (acho q todo mundo está), um cansaço absurdo e uma leve indigestão depois de me alimentar bem (o que não acontece quando vou comendo picado).
li e ouvi que tenho que descansar muito e tenho tirado proveito máximo disso. logo eu, que sempre achei que dormir fosse perda de tempo…
aliás, o marido/pai e eu fomos à primeira consulta pré-natal oficial.
a GO me recomendou cortar refrigerantes (no máximo diet/light uma vez por semana. eco! prefiro ficar sem), doces uma vez por semana, sucos sem açúcar, evitar massas, me empanturrar de frutas com fibras (to devorando as passinhas), verduras, legumes e verdões (palavra que ela usou para definir as verduras verdadeiramente verdes como couve, espinafre, etc).
posso engordar 300 g por semana, o que eu achei um desexagero absurdo mas vou tentar seguir à risca. só sei que já estou passando fome com isso tudo.
mas logo logo eu vou a uma nutricionista oficial.
outras recomendações: sutiens e calcinhas para grávidas, daqueles horríveis mas confortáveis e ideais para a mãe; sapatos baixos; óleo de amêndoas doces para o corpo; filtro solar fps 30 ou +; água, água, água; muito descanso.
e, respondendo a alguns, o blog vai manter o nome. fico gestante mas depois o potencial continua.
só deixarei de ser potencial gestante com a chegada da menopausa. ahahahha!
era essa a notícia que eu mais esperava dar!
fui promovida de potencial para gestante!
o neném já está com 8 semanas e 5 dias, segundo o ultrassom.
é no mínimo irônico que eu não saiba a data da minha última menstruação para poder calcular a data do parto, visto que passei o último ano inteiro anotando cada dia que eu menstruava, quanto durava, quais eram os sintomas pré menstruais ou qualquer coisa diferente. anotava a temperatura basal todo dia, antes de me levantar ou sequer respirar fundo e sabia exatamente o dia em que estava ovulando.
tentamos em outubro e novembro e decidimos não tentar em dezembro, dadas as festividades. aí passado dezembro decidimos não tentar mais por agora. deixar pra depois, curtir um pouco, viajar. essas coisas que todo mundo aconselha, sabe? aí aconteceu.
pelo visto foi mesmo dezembro.
semana passada fui ao homeopata/acupunturista e relatei que estava me sentindo extremamente nervosa, agressiva e depressiva. oscilando muito de humor e que as espinhas voltaram (do tempo do ovário policístico). aí ele perguntou: você está grávida? e eu: sei lá. e então ele resolveu me passar um exame beta hcg só pra tirar a teima.
fiz à tarde e à noite, enquanto o marido tomava banho, resolvi ver o resultado na internet, escondida. jurava que ia dar negativo.
aí, qual a minha surpresa, eu vi um 81682.0 mUI/Ml que, segundo o exame, indicava pelo menos 5 semanas de gestação.
não acreditei, tremi e fui lá, de roupa e tudo, interromper o marido no banho. entrei correndo no box e, chorando, abracei ele – que não entendeu nada e pensou que eu tinha me machucado ou coisa parecida.
então eu dei a notícia: acho que você vai ser pai!
ficaram os dois meio atônitos e perplexos, sem saber direito qual era o peso daquela notícia.
depois eu o levei para ver o exame no computador e tentar enteder aquilo direito pra mim, que já estava embaçando a vista e tremendo que nem uma vara verde.
decidimos não nos empolgar muito até a ecografia. enfiei na cabeça: só acredito quando ver e ouvir o coração bater.
no dia seguinte, fui a uma ginecologista/obstetra que eu nunca tinha visto (já que a minha está de férias) e eu apresentei o beta, já impresso, a ela: acho que estou grávida. vê aí. e ela, lendo o exame: você tem dúvida? GRAVIDÍSSIMA!
ela me passou o pedido do ultrassom mas falou para eu só fazer a partir de terça ou quarta porque, se estivesse de 5 semanas ainda não daria para ouvir o coração bater.
fui para o trabalho desnorteada e, toda vez que ficava sozinha, aquela palavra ecoava: GRAVIDÍSSIMA e me dava vontade de chorar.
passei o dia ouvindo a música da yael naim, chamada new soul e morrendo de chorar. sempre disse q cantaria essa música pelo meu filho(a).
pois terça agora fiz a bendita ecografia e, quando vi aquele coraçãozinho pulsando nem consegui chorar. fiquei meio paralisada e meu olho encheu de lágrimas. só consegui soltar um que lindo! e fim.
e agora a ficha ainda tá caindo.
não sinto enjôos, mas sinto tonturas.
sinto muito sono e agora tenho que comer e dormir de verdade.
oscilações de humor e desejos comilões.
de resto, tudo igual. eu nunca desconfiaria que estava grávida. acharia que era só uma tpm que não passava (porque até aí, já atrasei 4 meses e não era nada).
mas, gente, ainda não caiu minha ficha:
grávida de hilan diener!
o bebê deve nascer a partir do finzinho de agosto até setembro, segundo meus cálculos.
feliz