28 semanas – o último trimestre

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28 semanas de gestação já se passaram. oficialmente já me considero com 6 meses de gravidez e agora, meu povo, esse é o último trimestre, a reta final.
claro que tento me consolar pensando que ainda faltam 3 meses e que isso pode parecer uma eternidade, porque é nessa época que a barriga mais incomoda, que a gente mais engorda e blá blá blá. mas eu penso que, cara!, três meses passam voando.
ou mais: daqui a apenas 10 semanas eu já estarei com 38 semanas. sabe o que é isso? iminência de parto, gente! joca nasceu com 37 semanas, sansa com 38 e pouquinho.
descobri minha gravidez com 6 semanas e demorei 10 semanas pra transformar a notícia em vídeo e contar pra todo mundo. e isso já aconteceu há 12 semanas!
ou seja, daqui a pouco essas 10 (ou ainda que seja 12 ou 14) semanas passaram, eu tô parindo, o bebê no colo, a criança fazendo 1 ano de idade.

por incrível que pareça, eu tenho me sentido muito bem nessas últimas semanas. melhor que em praticamente toda gravidez. tô com uma energia razoável e também tenho conseguido descansar tempo suficiente. o único incômodo é que não tem uma noite sequer que eu não acorde com as costas doendo, por mais que já tenha feito de tudo pra dormir da melhor maneira possível: dormir sempre de lado (preferencialmente o esquerdo), colchão ortopédico, travesseiro entre as pernas, debaixo da barriga, entre os braços e às vezes até atrás das costas (como cabe isso tudo em metade de uma cama de casal tamanho padrão, não sei explicar). o sono fica super leve e eu aproveito que já acordo no meio da noite pra fazer xixi e faço alongamento. tento manter a mente bem desligada, senão fico elétrica e não consigo voltar a dormir. somente uma vez eu não consegui dormir de novo e lá fui eu tomar banho bem quente 5h30 da manhã. e ainda assim, nesses últimos dias, isso melhorou também.
fora isso, não tenho muito do que reclamar:
minha primeira gestação foi bastante tranquila, mas eu me sentia muito nervosa e ansiosa com tudo que estava acontecendo e ainda viria a acontecer. eu lembro de cada momento daquela época como se tivesse durado tipo uns dois anos (gestação de elefante mandou um abraço).
a segunda passou mais rápido, mas eu senti muitos incômodos. muito enjoo, muito cansaço e uma ansiedade misturada com o luto antecipado pela perda do filho mais velho. medo de não dar conta dos dois juntos. fiquei tão traumatizada que jurei a mim mesma que não queria mais engravidar. que gravidez não era doença: era muito pior que qualquer coisa que eu já tinha sentido. tinha aflição de grávida que amava aquele momento e, por ela, viveria sempre grávida. não; não foi nada fácil.
mas essa terceira, gente, tá a lua de mel das gravidezes. claro que eu enjoei, claro que o cansaço às vezes é de enlouquecer, mas a ansiedade.. essa daí tá praticamente zero. é a experiência, o saber que passa, saber que tá tudo certo. sem aquela cobrança de querer viver uma gestação perfeita pra gerar um bebê perfeito.
deu pra passar creme antiestrias? beleza. esqueceu por uma semana? beleza também. o mesmo sobre tomar as tais vitaminas da gestação, consultas, exames (apesar de que agora eu preciso me cuidar direitinho, porque este último trimestre é o grand finale). quer comer peixe cru? come. quer bicar a cervejinha do marido? dá-lhe uns goles que não mata. a carne tava mal passada? uma vez na vida, outra na morte.
fico vendo grávidas e mães de primeira viagem com quem tenho convivido ultimamente e lembrado muito de mim. aquele excesso de zelo e cobrança me faziam bem, mas me faziam mal. era o início da culpa materna, de tentar me sentir no controle de tudo, de achar que, se eu fizesse tudo certinho, tudo correria certinho pros meus filhos também. de fato, algumas coisas podem ter funcionado (quiçá por mera coincidência), mas esses 6 últimos anos me ensinaram que eu não tenho controle de absolutamente nada. isso tem me ajudado a encarar a maternidade com muito mais leveza, especialmente a gestação.
ficar grávida não é fácil, mas existem coisas muito mais desafiadoras nessa vida materna, pode ter certeza.

enxoval? o que é enxoval?
não sei se comentei em algum post, mas no mesmo dia que as duas listrinhas apareceram – assim que cheguei em casa – fui para o quarto das crianças, imaginei como seria a configuração de um terceiro ser vivente ali, onde eu colocaria suas roupinhas (e quantas gavetas cada filho cederia no guarda roupas), abri a gaveta que guardava as roupas que já pertenceram aos dois (não apenas dos dois: são heranças de primos e filhxs de amigas também) e pronto! já estava tudo decidido: esse bebê tem onde dormir e o que vestir pelo menos nos primeiros meses de vida. depois a gente vê como se vira.
claro que não se resumiu a isso também. há umas 6 semanas, mais ou menos, consultei novamente a tal gaveta das roupas guardadas pra fazer o levantamento de tudo que eu já tinha tamanho 0 a 6 meses. a maioria das roupas é neutra, por causa do enxoval da sansa, mas também tenho guardadas umas roupas mais de menininha, caso venha mais uma por aí. elaborei uma lista de enxoval baseada na minha experiência (que depois compartilho com vocês) e também levando em consideração que os três primeiros meses de vida do bebê serão ainda de calor, mas dos 3 aos 6 meses será inverno e aqui em casa faz um friozinho considerável. por isso tratei de botar a mão no crochê e começar a fazer luvinhas e botinhas pro bebê. também já comecei uma manta e, concluída, ficam faltando apenas as touquinhas. ainda quero fazer cueiros com umas flanelas que tenho aqui em casa e talvez uns casaquinhos, mas esses não são tão urgentes assim.
pensei muito em fazer um chá de bebê pra reunir os amigos e de repente pedir na lista só o que tá faltando ou aquilo que não dá mais pra reaproveitar.
provavelmente, nesse terceiro bebê, não usarei fraldas de pano. admiro quem dá conta mas se, atualmente, não consigo manter a roupa limpa de 4 pessoas nessa casa (e olha que eu lavo roupa, lençol, toalha, praticamente todo santo dia), duvido que eu vá conseguir – como que num passe de mágica – manter a roupa dos 5 e ainda as fraldas (hilan até que se esforça um pouco, mas ele não dá conta dessas fraldas e nem de roupa de bebê. sobra pra mim mes-mo). mas também, se a grana apertar e eu não tiver fralda descartável, vou nas lindas, boas e velhas de pano, que já me salvaram tantas vezes nessa vida (vou deixar todas limpinhas em duas gavetas à parte). mijado e cagado esse bebê não fica!
também não fica pelado, sem colo e muito menos sem carinho.
prefiro que durma num cantinho perto da gente e depois no quarto com os irmãos, mas também pode dormir na nossa cama ou num colchão ao lado sem problemas. pediatra vai ser do sus mesmo, que tem dado um show em qualquer plano de saúde daqui. e, quando crescer, estudará em escola pública, como o irmão.
gente, bebês pequenos dão pouquíssimo trabalho e despesa em comparação aos maiores! tem nem com o que esquentar a cabeça agora!

também tô sussa em relação aos futuros ciúmes dos irmãos.
pode acontecer. provavelmente vai acontecer. e eu também posso me surpreender. mas a verdade é que eles vão ter uma vida inteira pra brigar, se amar e aprender a lidar entre eles e, também, com a relação deles conosco. cada um reage de um jeito. eu faço minha parte pra intermediar (ou não) da melhor maneira possível. pra ouvir o que cada um está sentindo, ser sensível às necessidades deles. mas quando vejo a relação do benjoca com sansa, tenho certeza absoluta de que um é essencial para o outro (e pra gente) e esse terceiro filho chegará pra melhorar ainda mais a vida de todos nós. então, sofrer antecipado pra que, se no final tudo dá certo mesmo?

a lista de nomes ainda me incomoda.
se for menino
, já está praticamente certo. é um nome secreto que está na nossa lista de meninos desde a gravidez do joca. a lista de nomes masculinos, na primeira gravidez, era de 11 nomes. na segunda, de 5 nomes (sendo que eu só achava 3 verdadeiramente viáveis) e agora, só tem ele, pleno e soberano. vou acrescentar um segundo nome (também da primeira lista) só pra desencargo de consciência. até porque eu tenho que ver o bebê lá, nascidão, pra ter essa certeza no coração.
em contrapartida, se for menina, estamos tão fritos! não houve lista de meninas na primeira gravidez, na segunda eram 16 nomes e, agora, são 12. comparando com a lista anterior, apenas 3 nomes se repetem. da lista da sansa, 4 nomes foram automaticamente descartados por começarem também com a letra C (eu tenho certeza que rolaria confusão na hora de chamar, por exemplo, constança e celeste ou constança e celina), sendo que um deles virou o nome da bebê real inglesa: charlote. no way!
então temos três nomes femininos que são topo de lista por aqui, sendo que dois podem ser bastante polêmicos. o meu predileto consegue – na minha opinião – gerar mais estranhamento nas pessoas que constança, mas ele soa no meu coração como sinos de igreja em dia de festa. só falta um intenso processo de convencimento cantar no coração do marido também.
fiz uma lista com uma espécie de diagrama visual mostrando os sete nomes mais queridos (incluindo de menino), pra ver se combinam entre si: benjamin + constança + nome do bebê, o nome do bebê com o sobrenome, além da combinação dos possíveis apelidos (sansa foi o apelido que bateu o martelo na hora de escolher constança. ele pode ajudar desta vez também). isso tudo é coisa minha. hilan é meio avoado com essa história de nomes (vou registrar o bebê secretamente quando nascer e resolver esse problema de uma vez por todas. ahahahha!)

e, por fim, não consigo ver essa gestação como a minha última.
o plano sempre foi ter apenas três filhos, não mais que isso. mas, depois de um tempo, quatro passou a ser uma possibilidade viável pra mim. lembro de uma vez hilan ter falado que família grande era uma coisa ótima, que gerava muitas memórias, muitos primos, muitas histórias, muita gente em casa em tempo de festa e tudo isso é verdade. na época ele tava tão empolgado que falou até em ter cinco filhos (ahahahah! duvido que ele admita isso hoje em dia). cinco não é um sonho, mas quatro tem sido algo viável. mas também tento ser racional e pensar que um quarto filho pode ser uma possível loucura da minha cabeça.
brinco que, quando o terceirx nascer e começar a dar aquela vontade de engravidar de novo, vou arrumar um bichinho de estimação. um bem filhotinho, pra me dar bastante trabalho e ver que eu não quero e nem posso ter outro bebê. já comecei a olhar sites que vendam mini porcos, porque eu adoro porcos! bicho não substitui filho, mas ajuda a desviar o foco dessa loucura de bebê, gravidez e parto.
aliás, muito menos consigo encarar este como meu último parto.
parir (com respeito) é totalmente viciante, uma experiência única e indescritível.
não tô dizendo que um quarto filho seja um plano, até porque nada é certo nessa vida. mas é porque eu realmente gostaria de estar em clima de despedida, de pensar em tudo como sendo a última vez, de já encarar esse baby como caçulinha da casa.

então ainda tenho esse último trimestre pra internalizar algumas ideias, trabalhar outras, finalizar projetos, iniciar outros, planejar, realizar, desapegar. demora, mas passa rápido. vamos curtir essa gravidez como se fosse ela por si só e ponto final 😉

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13 comments

  1. Adoro vir aqui para ler tudo o que vc escreve, e concordo com vc que com experiência de mãe de segunda e terceira viajem ficamos mais tranquila e menos encanadas. Tenho 4 filhos e amo minha familia grande tenho gemeos então foram só 3 gravidez para 4 bebes.

  2. Olá Luíza,

    Gosto dos seus posts.

    Parabéns pela família e site.

    Também sou mãe três filhos. Todos nascidos em casa. Fico feliz de ver

    Mais mães de três filhos por aqui! Assim como a Joana tenho uma escaninho. Um de três. Uma de

    Dois e a outra de cinquenta dias.

    Queria conhecer vcs!!!

    Bom enquanto estava grávida a pedido da parteira comecei a

    Escrever os relatos de parto. E Tb escrevi um texto sobre a

    Expectativa do terceiro:

    Para cada mulher existe sua percepção sobre o que é ter filhos. O que é ter o primeiro, o segundo, o terceiro. Existem ditados populares como: o primeiro filho é de vidro, o segundo de borracha e o terceiro de ferro. Existe diferença entre ter uma “escadinha” e um temporão. Entre ter três meninos, três meninas ou meninos e meninas. Se um ou mais tem alguma necessidade especial, etc. Mas agora vou falar apenas da minha percepção sobre o terceiro filho (enquanto ainda o gesto – 39 semanas e 3 dias), que por vezes pode condizer com os ditados e as diversas percepções de mães, e por vezes contradizer.

    O TERCEIRO FILHO

    O terceiro filho é livre e liberta

    É a fluidez, um querer melhor

    É o amor pelo pai e o amor pelos irmãos

    Ele vem reescrever a história dos outros filhos

    Vem quebrar com certa polaridade entre dois irmãos

    Distribuir melhor as expectativas dos pais

    Ele é o último filho ou a chamada e a abertura pro quarto, quinto, sexto filho

    É sair do lugar comum

    O terceiro filho é mais facilmente criado para a vida, para o mundo, entregue a Deus.

    O último filho, em diversas passagens das Sagradas Escrituras, é o filho a ser escolhido por Deus para seguir Seus caminhos (o primeiro já fora escolhido pela sociedade).

    O terceiro filho me faz pensar bastante no primeiro e no segundo, a me alegrar e a chorar por eles.

    É o aprendiz e o aprender dos mais velhos

    A regressão e o salto de aprendizagem dos irmãos

    O terceiro filho nasce numa família mais estruturada e com rotina

    É o meu desapego

    É o me organizar melhor

    É o certificado de super pai e super avó

    É mais uma face de mim revelada

    É a certeza da escola pública e da luta por ela

    É o carro cheio e funcionando de verdade

    O terceiro filho é um mimo

    É presente

    É o Amor ao Cubo

    http://www.enquantomamae.blogspot.com.br/

    1. que lindo texto! já tinha recebido pelo facebook de outra pessoa, mas não sabia que era seu.
      achei emocionante e foi lindo receber ele diretamente de você (e ver no seu blog a foto dos seus pequenos segurando a caçulinha).
      muuuito obrigada por compartilhar comigo!
      beijão!

  3. Tive a mesma sensaçao que uma outra pessoa comentou: que leveza!
    Espero que eu, na minha segunda gravidez, consiga ser assim. tao leve e despreocupada em relaçao ao futuro. isso deve ser libertador!
    Meu primeiro filho baseava-se apenas em insegurança. medo. claro, a felicidade junto né, mas confesso que a ansiedade me matava!
    Adorei a parte do arranjar um filhotinho! minha mae sempre fala isso pra mim quando falo que quero outro AGORA haeiaheiae
    pega um gatinho, daqueles q tomam mamadeirinha ainda e cagam por tudo.
    só que gatos nao nos chamam de mamae. mero detalhe!
    Bjao!

  4. Descobri hj teu blog lendo um post da gravidez da Sansa… quando fui ver se ela já tinha nascido, descobri que estas pra ganhar o terceiro e pensando no 4o!! Você me representa! estou na primeira gestação, 31 semanas… e não consigo ter as neuras que a maioria das colegas na mesma situação gestacional tem (peixe, carne mal passada, medo por causa da dor no pé da barriga). Sempre sonhei em ter três… e lendo esse post fiquei imaginando|: se to assim agora, pensa no terceiro filho (que venha se Deus quiser!!!). Muito bom encontrar nesse caminho "mães leves", que acreditam que a simplicidade e o amor são as únicas coisas que realmente fazem a diferença. Devorei seu blog hoje! Te acompanho daqui! Beijos Vanessa

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