05 de março

a disciplina do amor

por luíza diener

amor

volta e meia bombam na blogosfera materna assuntos polêmicos que acabam por taxar uma mãe ou pai como “maus”.

nem quero entrar no mérito disso, mas a verdade é que quando essas coisas acontecem, elevam um pouquinho o nosso ego, pois entramos

em comparações do tipo “tá vendo? eu poderia ser pior! comparada com fulaninha eu sou uma ótima mãe”,

mesmo que essa comparação aconteça de maneira

inconsciente e nunca cheguemos a verbalizar isso.

ao diminuir outra pessoa, você sente-se melhor, de alguma maneira.

acontece que a pessoa que quero expor hoje sou eu mesma.
* bomba *

tenho me sentido uma péssima mãe. antes que venham me alisar com palavras de conforto do tipo “que isso, luíza, você é uma excelente mãe e blá blá blá”, eu já tiro o meu da reta e digo que não. eu posso ser uma mãe melhor.
andei por momentos de impaciência e intransigência, muito provavelmente desencadeados pela bomba hormonal do início da gravidez.
mas aí me acostumei, me acomodei e acabei virando meio megerinha mesmo.

e nessas horas eu confesso que às vezes tenho é raiva dessas histórias de “mãe sem culpa” e “não sou menos mãe por isso”. voltando a ressaltar, não estou apontando o dedo na cara de ninguém, dando indiretas nem nada do tipo. foi pensando única e exclusivamente nos meus erros que decidi falar sobre o assunto.
não costumo ser o tipo de mãe que sente-se culpada o tempo inteiro. não sinto-me culpada porque “fulano faz e eu deveria fazer”. sinto-me culpada quando olho para mim mesma e sei que eu poderia ser uma mãe melhor.
nessas horas, pra mim, a culpa é um alarmezinho (ou zão) que insiste em tocar e tocar, sinalizando que algo está errado e precisa ser mudado.

se passo um dia sem paciência, ralhando com o meu filho e levantando a voz quando nada mais adianta, é claro que eu vou me sentir culpada ao rever as coisas que fiz. é claro que a minha consciência vai pesar.
gente, consciência pesada é sinal de que você é alguém normal! mais esquisito é ter uma consciência que nunca te acusa de nada errado.
acho meio estranho isso de “me arrependo só não que não fiz”.
sim. me arrependo de muitas coisas que não fiz. mas me arrependo mais ainda do que já fiz.
arrependimento, pra mim, é aquele sentimento de “se eu pudesse voltar atrás, nunca teria feito isso”. sabe um amargo que dá na boca e aquela sensação de “agora não consigo mudar o que já aconteceu?”. então. prazer, arrependimento.

mãe tem que se sentir culpada de vez em quando. tem sim que de vez em quando (em sempre) rever seus atos e mudar aquilo que acha que está errado.
e aí cada um sabe onde a consciência pesa, onde o calo aperta e qual é sua dinâmica de vida e familiar.
eu não to querendo julgar ninguém. hoje eu me sento no banco do réu.
porque é muito fácil apontar pro cisco que tá no olho do outro quando estamos completamente cegos com uma farpa gigante nos nosso próprios olhos.

“mas luíza, o que você tem feito de tão grave?”
já falei acima. não tenho dado o meu melhor. não tenho sido verdadeiramente a melhor mãe que posso ser.

o benjamin andou com um comportamento muito difícil de lidar nos últimos meses e eu atribuí tudo aos tais terrible two.
fazendo birra por tudo, jogando as coisas no chão, se jogando no chão, batendo no cachorro, gritando o tempo inteiro. tudo tornou-se uma árdua tarefa: comer, dormir, acordar, tomar banho, fazer xixi.. até sair pra brincar acontecia de maneira conflituosa.
o que fizeram com meu filho? cade meu doce bebê? foi substituído por um monstrinho?
isso andou tirando hilan e eu do sério.
a casa virou um pandemônio.
uma bola de neve geleira abaixo crescia em proporções cada vez maiores.
todo mundo com os nervos à flor da pele. de repente mãe e pai gritando e repetindo o mesmo comportamento de um menino de 2 anos de idade, ao invés de tomarmos a postura de adultos maduros e lidarmos com a situação do jeito certo.

além da crise dos 2 anos, também vi uns e outros virem com uma conversa que jogava a carga toda no “ele já está sentindo a chegada do irmão/irmã”.
sério? pra cima de moi com essa história do irmão?
e todas as outras crianças que passam por essa fase e não estão com um irmãozinho(a) a caminho, qual será a desculpa?

vamos lá. eu acredito sim que o fato de eu estar grávida tem afetado o comportamento dele. mas é de uma forma indireta. porque antes de isso atingi-lo, tem primeiro mudado o meu comportamento e a forma com que eu o trato.
tenho carregado ele menos no colo, porque tem doído minha coluna e minha barriga. antes ele vivia no meu colo pra cima e para baixo. se estávamos na rua e ele cansava de andar, ao primeiro pedido de “colo, mamãe luíza” eu já o pegava. mas com o tempo isso começou a me cansar muito também e ficou difícil.
sim, a gravidez me afeta emocionalmente. eu fico mais irritadiça, impaciente. sobra pra todo mundo: marido, cachorro, mãe, vizinho. ele é apenas um dos afetados. talvez o mais atingido, por ser quem passa mais tempo comigo.

é claro que esta é uma fase dos dois anos é difícil para boa parte das crianças.
mas ele é que é a criança. eu é que sou o adulto. eu é que tenho que ter maturidade e saber lidar com a situação, não ele.
ele está aprendendo a viver agora e a forma como ele fará isso dependerá diretamente da forma como ele for ensinado (verbalmente ou não) especialmente por mim e pelo pai. nessa hora não tem avó, professora nem super nanny que dê jeito. os educadores primários somos nós. essa é uma tarefa pessoal e intransferível.

não quero aqui entrar em métodos educacionais, disciplinares, comportamentais e adestracionais.

quero falar da enorme mudança que vi no meu filho em menos de uma semana apenas ao mudar minha forma de tratá-lo.

de repente, ao compreender melhor meu filho, tratá-lo conforme suas necessidades, colocar-me no lugar dele e direcioná-lo a agir da maneira certa em situações específicas vi o pequeno monstro voltar a ser o doce de criança que sempre foi.

a primeira coisa que fiz foi parar de projetar meus sentimentos adultos na criança.
estava partindo do princípio de que “ele tem que aprender que a vida não é assim”. “o mundo não gira em torno dele”. “ele está testando os limites” e blá blá blá blá.
vai explicar pra uma criança de 2 anos que o mundo não gira em torno dela… você acha mesmo que ela entende isso como você? doce ilusão.
e a paciência? nasce de um dia para o outro? eles nascem bebês, viram crianças, adolescentes, crescem mais e tornam-se adultos. e mesmo assim vemos um monte de adultos dando piti porque o trânsito está um caos, a comida do restaurante não chega nunca, o vizinho reclama da gente (e a gente reclama do vizinho). quem nunca, atire a primeira pedra.
tivemos a vida inteira para aprender certas coisas e ainda assim elas nos incomodam. você acha mesmo que com uma criança deveria ser diferente ou, pior, mais madura que nós?

calma, não to falando que de repente é pra você deixar o guri fazer chilique, se jogar no chão, bater em todo mundo e ficar por isso mesmo. mas acho que várias coisas devem ser analisadas em situações de tensão.
no caso do benjamin, eu já conheço bem: geralmente é quando ele está cansado, com sono, com fome. eu já contorno situações assim colocando ele pra dormir mais cedo, deixando uma soneca durar um pouco mais, dando um suco ou algo para beliscar antes da comida ficar pronta. quase sempre funciona.

olhar o ponto de vista da criança sempre ajuda a diminuir situações de tensão.
nos ajuda a compreendê-las melhor.
um exemplo simples: imagine-se assistindo um programa de tv que você gosta muito: pode ser seriado, novela, jogo de futebol. de repente, sem mais nem menos, seu marido (ou esposa) chega e desliga a televisão: “agora vamos visitar a minha família. se arruma aí que a gente já está saindo”, sem nunca ter me informado sobre tais planos. sinceramente, como você se sentiria? eu, com certeza, me indignaria com o hilan. no mínimo daria uma DR de pelo menos uma hora de duração.
agora pense na criança brincando feliz da vida quando, sem mais nem menos, é interrompida com uma atividade não planejada como “hora de dormir”, “vamos tomar banho” ou “um simples chega de brincadeiras por hoje”. e isso quando os pais explicam o que vai acontecer, porque tem pai que só vai chegando, interrompendo e fica por isso mesmo.

o negócio é colocar-se na pele dela e imaginar como você gostaria de ser tratado.
avise que a brincadeira está para acabar. explique o que virá depois. brinque mais um pouco com ela. faça valer os últimos minutos e depois, juntos, encaminhem-se para a próxima atividade.
a brincadeira não precisa acabar porque chegou a hora do banho ou de dormir. isso pode acontecer de maneira lúdica e agradável para todo mundo.
uma coisa que me ajuda muito quando quero encaminhar o benjoca fisicamente para outro espaço (como interrompê-lo numa brincadeira para que faça xixi) é conversar com ele, pegar pela mão e encaminhá-lo.
muito melhor que se revestir de uma voz autoritária e gritar de longe “venha já ao banheiro antes que molhe essas calças, menino!“.

como já ouvi uma amiga dizer antes, ser didático às vezes cansa.
verdade. mas cansa ainda menos que ficar em pé de guerra o tempo inteiro só pra mostrar quem manda.

respeito é bom e todo mundo gosta.
sempre tento ensinar o respeito ao benjamin. o respeito aos mais velhos, aos pais, aos avós. mas também ensino ele a respeitar os animais, a natureza, os bebês, aqueles que são de alguma maneira mais fracos e indefesos que ele.
então, por que não ensiná-lo na prática?
humildade não é algo reservado a quem passa fome ou necessidade financeira. humildade serve especialmente para quem se considera “grande demais”. e aí entra essa parte de desapegar-me do meu ego e da figura de autoridade suprema.

às vezes é muito mais fácil doar-se a um bebê recém nascido que só mama, chora, precisa de colo e atenção. a gente entende eles como seres frágeis e acaba por submeter-se a eles porque eles são completamente dependentes de nós.
e depois que eles crescem e começam a manifestar vontade própria?
quando começam a questionar nossas ordens, a rejeitar a roupa que escolhemos para eles ou a comida que lhes é servida no prato?
de repente é um monte de “não quero, não gosto, não faço, não vou, não, não, não”.
como você reage? sente-se confrontado? seu sangue ferve? ou fica feliz porque seu filho está aprendendo a ver o mundo com olhos diferentes do seu?

eu sempre disse que queria criar meu filho pra vida, não pra mim. mas nos últimos tempos fiquei com as primeiras opções, de sentir-me afrontada toda vez que aquele pequeno ser de menos de 1 metro de altura dizia não pra mim.

“você não tem que querer nada!”
quem nunca ouviu isso sair da boca de um pai ou mãe? pode ter sido na rua, pode ter sido de seus próprios pais, ou até você mesmo já disse isso ao seu filho.

gente, criança tem que querer, sim! mas o que acontece é que às vezes elas querem coisas que são prejudiciais a elas ou que simplesmente são inviáveis em certos momentos. elas querem enfiar o dedo na tomada, querem tomar o brinquedo do amigo, querem doce quando é hora da janta, querem casaco quando o sol está esturricando lá fora.
crianças querem muitas coisas.
o que sempre tento explicar pro benjamin é que ok, ele quer aquela coisa. mas aquilo não dá pra acontecer naquele momento ou simplesmente não dá pra acontecer em momento nenhum.

nessas horas o diálogo faz-se essencial.
nunca, jamais subestime a capacidade de compreensão de uma criança.
converse com a criança. ao invés de “porque não”, explique – dentro do possível – por que certas coisas não podem acontecer: “colocar o dedo na tomada pode te dar choque e isso vai te machucar. você gosta de se machucar, ficar chorando?”; “olha, o amigo está brincando agora. você pode pedir emprestado para ele. se ele quiser te emprestar, bem. senão, vamos procurar outra coisa legal para fazer?”; “agora é hora de jantar. essa comida é boa para você, faz bem para a sua saúde. se você comer o doce agora, vai perder a fome e deixar de comer esse tanto de comida gostosa que a mamãe preparou para você. vamos deixar o doce para outra ocasião?”; “filho, está muito quente lá fora. o casaco vai te deixar com muito calor” (e se a criança insistir no casaco, deixe. é bem provável que ela queira tirar por conta própria quando a coisa esquentar).

volta e meia ouço algumas pessoas impressionadas com a forma como converso com o benjoca: “nossa! você fala com ele como se ele entendesse tudo! você explica tudo pra ele, né?“. nessas horas eu não fico toda besta e orgulhosa. eu só penso: “ué!? não era assim que a gente deveria tratar as crianças? elas não entendem uma pá de coisa que a gente fala pra elas?”.

a responsabilidade e a obrigação são suas!
certa vez ouvi uma mãe reclamar de sua bebê de 2 meses de idade: “agora eu tenho obrigação de amamentar minha filha? e como fica a mãe nessa história?”;
nem quero me aprofundar no tema da amamentação, mas a questão é que obrigação não é uma coisa ruim. é uma coisa necessária, especialmente quando se trata de filhos. os pais tem, sim, obrigação de cuidar dos filhos. quando bebês, de alimentá-los, trocar suas fraldas, dar banho, cuidar para que não passem nem muito calor nem muito frio.
e não é porque de repente esse pequeno aprendeu a falar, andar e comer sozinho que sua responsabilidade para com ele acabou. ela está apenas começando.
é obrigação dos pais ensiná-lo a viver. ele pode frequentar uma escola ou ficar em casa. pode passar o dia com uma babá, com a avó, com a tia ou com quem for. a responsabilidade de educá-lo é primeiramente sua. ela é pessoal e intransferível.

não adianta só ficar lá de longe gritando “cuidado! você vai cair daí! venha aqui agora!”, pra depois que o pior acontecer sair com um “não disse? eu te avisei! você não me escuta!”
a melhor maneira é ir lá, de perto, apresentar o risco para a criança e explicar a consequência daquilo. se mesmo assim ela insistir e for algo que realmente pode machucá-la seriamente, a responsabilidade é do pai de tirá-la daquela situação.

quantas vezes eu já ouvi notícias do tipo “adolescente de 12 anos fica grávida” seguida de comentários como “onde estavam os pais dessa menina?”.
e eu endosso o coro: onde estavam os pais dessa menina? porque ela pode até ter escolhido (dar) relacionar-se com o dito cujo, mas a responsabilidade de criar a criança e instruí-la em situações assim é dos pais. e aí, depois de uma barriga aos 12 anos, um simples “eu te avisei” não conserta a situação.

então vamos rever os papéis por aqui: você é o adulto! você é o responsável! é você que vai ensinar o seu filho como reagir a certas situações. você tem que mostrar o caminho para que ele aprenda e imite. você dará as ferramentas para que ele solucione seus próprios problemas (e ficará por perto para supervisioná-lo) até que ele aprenda e consiga fazer por conta própria.
eles não nascem sabendo. cabe a nós ensiná-los tudo o que podemos.
esse é o grande desafio de educar!

procure conhecer mais sobre crianças da mesma idade.
leia bons livros sobre desenvolvimento infantil, consulte blogs, converse com outros pais.
a informação é uma aliada poderosa nessas horas. te ajuda a saber como agir e a ver que seu filho e você não são os únicos a passar por momentos assim.
vai ver como vai se sentir mais “normal” e perceber que certas coisas são apenas fases. e que fases sempre passam.
isso também te ajudará a prever certas situações e contorná-las quando acontecerem.

e nunca se esqueça do mais importante: o amor.

sem o amor, nada somos.
sem amar, tudo isso vira um monte de regrinhas. vira apenas obrigação e chateação.
mas quando enxergamos a educação e a disciplina sob a ótica do amor, tudo fica mais fácil. o amor pelos nossos filhos é um dos maiores amores que experimentaremos por toda a vida, senão o maior.
e apesar de cada idade ter seus momentos difíceis, todos eles são repletos de coisas deliciosas. aquelas fases que, por passarem, não voltam mais. e é sempre tão rápido…
aproveite cada momento, porque ele é único. deixe para depois o que pode ser postergado. mas reserve o amor sempre para o agora.
e aí, minha amiga, meu amigo, eu nunca vi um pai ou uma mãe se arrepender por ter amado demais.
nunca vi uma mãe cheia de culpa dizendo: “eu deveria ter abraçado menos meu filho. acho que beijei muito ele, falei em excesso que o amava. deveria ter dado menos atenção pra ele. agora é tarde demais”.

 

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35 Comments »

  1. É Luisa, se eu não gostasse mesmo de seu blog não estaria acompanhando-o desde o dia em que tomei conhecimento dele. Meu bebê na ocasião tinha menos de 6 meses e hoje já fez seus 2 aninhos. Não tenho muita paciência pra blogs, mas o seu não posso deixar de acompanhar porque me identifico muito com você, com o seu jeito, com suas convicções…
    Meu filho entrou numa fase de cair no chão e chorar toda vez que é contrariado. Como estou sozinha com ele praticamente o dia todo e cuidando da casa, da comida… minha paciência tem ficado curtinha e eu me pego gritando com ele (e o pior, vejo-o me imitando). Essa minha visão de espelho tem me questionado e eu sinto-me tão culpada. Estou reavaliando minhas atitudes e pensando antes de agir pra não ficar repetindo esse comportamento horroroso. Pensei outro dia: Será que a Luisa passa por isso? O Benjoca parece tão bonzinho, será que ele dá birra e os papais dele se descontrolam? Como faço pra perguntar isso pra eles? Será que só eu passo por isso e sofro com a culpa? Foi bom ler seu texto. Pude me ver com outros olhos. Não fico feliz em saber que toda mãe pode passar pelo que passo, mas sei que não estou sozinha e todas nós juntas podemos sim ser mães melhores sempre buscando dar o respeito aos filhos até mesmo pra sermos respeitadas…
    Agradecida pelo texto.

    Comentário by Nilza — março 5, 2013 @ 9:51 am

  2. Vc se supera a cada post. Este, em especial, foi um dos seus mais profundos que já li. Em conteúdo, em filosofia, em antropologia. E engraçado que ontem quando fui dormir pensei e comentei com o marido: "hoje foi um dia em que não fui uma "boa" mãe. Estava estressada e sem paciência com a Malu. Não brinquei como deveria. Não beijei como queria." E daí ele me falou "é, agora não adianta. Já foi…amanhã vc pode ser diferente com ela".

    Daí, hoje quando abro seu blog me deparo com esse texto super informativo e fico mais feliz e reflexiva.

    Parabéns pela forma como cria seu filhote e administra sua vida. Sempre muito consciente e amorosa.

    Abs,
    Luciane

    Comentário by Luciane — março 5, 2013 @ 10:00 am

  3. Muito bom o post.

    Eu penso que meu filho só será criança uma vez na vida e que vou sentir falta disto sempre. Este cansaço vai embora, as birras vão, os choros e tudo mais. Só vai ficar pra sempre o sentimento de ter feito o meu melhor. Mesmo nao sendo uma mãe perfeita, dou o meu melhor. Acho que isto é o que posso fazer.

    Comentário by Fernanda — março 5, 2013 @ 10:02 am

  4. Luíza outro dia eu estava cortando bandeirolas na escola (tod-uma vida cheia de aventuras) e a professora comentou que ficava sempre muito impressionada com o quanto filhote se desculpava com facilidade, sem imposição adulta. Com a naturalidade e leveza com que ele dizia sorry pros amigos. Na hora, sei lá porque, pensei "pobre piá, deve ser de tanto que ele me ouviu pedir desculpas durante a gravidez de Luna" Pense em uma pessoa encrenqueira, birrenta, gritenta, de mau agouro – sou eu prenha. E nessa desse sopão de hormônios efervescentes acabava sobrando pra ele. E sobrava pro marido. E sobrava pra mim também, já que, depois do chilique eu chorava copiosamente, soluçava, me desculpava (tudo de boca cheia, que nem a raiva nem a mágoa me tiravam a fome, perceba). Conversa com ele, explica, beija e abraça muito. Pode não parecer, mas eles entendem. E adivinha? Vai passar. Beija!

    Comentário by piscardeolhos — março 5, 2013 @ 10:11 am

  5. perfeito!

    Comentário by Mariana Prado Franceschi Andrade — março 5, 2013 @ 10:32 am

  6. Ola Lu. Tudo bem?!?

    Eu também não tenho sido uma boa mãe kkk
    Tenho 19 anos e meu filho 4 anos,como fico em casa ando muito estressada com tudo rsrs é uma guerra as vezes pois meu filho é daqueles que quando a gente briga com ele e ele pergunta "Você me ama?" nossa isso faz a gente amolecer o coração e a gente acaba sedendo rsrs. Mais ninguém é perfeito né mais ta bom nós mães somos heróis pois superamos a cada dia com tpm,stress,maridos,filhos e animaizinhos de estimação…Eu amo a vida que levo tento agradar meu filho todos os dias mais muitas vezes não da pois é difícil a gente estar de bom humor todos os dias,mais esta bom.

    Boa sorte para sua família.

    E muita saúde…

    Amo seu blog

    Comentário by Brunna Mendes — março 5, 2013 @ 10:32 am

  7. adorei, a gente tem sim muita responsabilidade! e amor, sempre ele, poderá nos ajudar a sermos mães melhores… o que nem sempre é fácil..

    Comentário by Camila — março 5, 2013 @ 11:39 am

  8. Texto muito bom e oportuno no meu caso… me fez pensar muito, obrigada. Já estava me sentindo assim como vc há dias e realmente preciso mudar, arrumar mais paciência e não esquecer nunca q eles são crianças. Obrigada.

    Comentário by Fernanda Canetti Galão Vicente — março 5, 2013 @ 11:47 am

  9. Nossa Luíza, estava conversando com meu marido sobre isso ontem, andava histérica com meu filho de 2 anos e meio, e parece que quanto mais eu implicava mais ele fazia coisas pr a me deixar louca, mais a culpa me pegava toda noite quando eu olhava ele dormindo e percebia o quanto eu estava errada, e que o tempo não volta, e conforme fui mudando o meu jeito, ele tambem esta mais calmo , as crises de birra diminuiram , e fora uns deslizes aqui e ali, que ainda me deixam com remorso, estamos muito bem!!!
    beijoss!!!

    Comentário by mari — março 5, 2013 @ 1:31 pm

  10. Linda! você é uma linda!
    Otimo texto, sincero desabafo, por essas e outras que amo ler seu blog.

    Grande beijo e muito obrigada por dividir essa reflexâo comigo, mâe de um bebecriança.

    Comentário by Augusta — março 5, 2013 @ 2:22 pm

  11. perfeito.
    e linda a foto!

    beijoss
    http://marinheiradeduasviagens.blogspot.com.br/

    Comentário by Juh — março 5, 2013 @ 3:45 pm

  12. Que texto lindo, maravilhoso!
    Luiza, sou leitora e ja comentei algumas vezes, não sei se percebeu, mas o fato é que me sinto na liberdade de comentar pra fazer agradecimentos, pois me inspiro muito aqui e realmente sinto que não estou sozinha!
    E eu chorei quando chegou no final deste post, emocionei-me.
    Quando vc disse: e ai minha amiga.. senti que foi pra mim, mesmo não sendo em especial, parecia que falavas pra mim mesmo!

    E é isso: passa muito rapido e não volta mais!!
    Pois tudo oque queremos é viver este amor, sempre, agora, urgente!

    Comentário by maria joaquina — março 5, 2013 @ 3:45 pm

  13. Eu aqui, maluca pra ser mãe, já me preocupando em ser o melhor possível pra uma criança que ainda nem existe (pela vontade de Deus, pela minha já tinha faz tempo…rs)….por isso é bom ler sobre esse assunto, é bom não se sentir culpada de tudo, é bom não precisar ser perfeita em tudo…só siga com esse amor q vc tem de sobra pela família, o resto se ajeita né não??….bj!!

    Comentário by Giovanna Oliveira — março 5, 2013 @ 3:50 pm

  14. Sou mãe de 1 pestin, digo, de um alegre rapazinho de 1a 11m, e de uma bebê meiga de 8 meses
    (que tem sofrido um pouco com umas "demonstrações de carinho" do irmão mais velho…). Nunca fiz nenhum comentário em nenhum blog. Acompanho o seu há mais de 1 ano, por causa de alguém que recomendou um texto que eu nem me lembro mais… De lá pra cá, virei admiradora oculta.

    Hoje, não deu pra segurar – eu PRECISO dizer duas coisinhas: PARABÉNS e OBRIGADA. Suas palavras me deram o gás, a energia, a certeza de que é preciso insistir, respirar, ter temperança, ser racional, explicar, explicar, explicar… e beijar, abraçar, rir, bagunçar e se divertir muito, porque eles crescem num instante! E tudo passa… as malcriações, e a "fofice" também. Valeu, querida. Sim, porque mesmo desconhecida, é querida por mim há tempos. 🙂 Um beijo.

    Comentário by Ana Paula Viana — março 5, 2013 @ 3:51 pm

  15. Nossa Luiza, texto muito bom, um incentivo para mim ter mais paciência com o Romeu! Me identifiquei muito, principalmente porque ouvi as mesmas coisas "ele está sentindo a chegada da irmã" para a mudança de comportamento, e agora com a chegada tbm tive muitos problemas… enfim, muita paciência e principalmente se colocar no lugar deles que estão desenvolvendo a linguagem, passando pela separação emocional da mãe e e desenvolvendo os orgãos sensoriais, é muita mudança de repente, e de prêmio um irmãozinho, que não sai do colo da mãe. Obrigada! Tomei a liberdade de Compartilhar na página do Circulô Brechó.

    Comentário by Tainá Pires — março 5, 2013 @ 4:54 pm

  16. Concordo com tudo! Penso do mesmo jeito, me sinto do mesmo jeito. Quero sempre dar meu melhor pra minha filha, não é agradável reconhecer que muitas vezes eu passo bem longe do meu melhor, mas é isso que me faz ser melhor no dia seguinte. Também passamos por dias impacientes por aqui com a segunda gravidez, pedi que o marido fosse paciente e cuidasse dela pra eu botasse a cabeça em ordem. E é incrível como quando a gente ta paciente, disposto e com todo amor pra dar, a criança se comporta e obedece melhor. Ótimo post!! Beijos

    Comentário by Dayane — março 5, 2013 @ 5:18 pm

  17. Culpa… Sentimento constante em toda mãe! Precisava muitooo ler um texto assim como o seu hj! Beijos

    Comentário by Tatiane — março 5, 2013 @ 6:11 pm

  18. i lovi iu
    sobrivivi a este post quilométrico, li tudinho
    concordo
    mas penso em outra coisa
    como estabelecer uma relação de confiança/amor com os filhos, de modo que quando não der pra explicar eles aceitem o não, aceitem o limite

    Comentário by marinaguimaraes — março 5, 2013 @ 6:38 pm

  19. nossa. bota quilométrico nisso, ninas.

    nem eu tava me aguentando quando escrevi. quase excluí metade do texto, mas aí pensei que iam me perguntar algumas coisas nos comentários e me adiantei.
    e vi que mesmo assim faltou uma parte: essa da firmeza na disciplina.
    porque disciplinar é um ato de amor. e uma mãe prova que ama o filho quando impõe limites, quando diz que não mesmo que ele não entenda.

    o diálogo é o princípio de tudo. mas tem horas que o não vai ter que ser suficiente, sem grandes explicações ou justificativas.
    quando, por exemplo, uma criança sai correndo desenfreada pro meio da rua não é a hora de chamar pra conversar "olha só, filho, não corre senão um carro vem e… pluft!". é hora de agir, de dizer não e ponto. depois, passado o susto, a gente conversa e explica por que aquilo teve que acontecer como aconteceu.

    o mesmo a respeito de um pai ou mãe que impede que uma menina de 12 anos entre em um namoro sério, pq ainda é tempo dela ser criança, não de fazer outra criança.
    pode parecer cruel para a criança. mas um dia, no futuro, ela irá entender isso. mesmo que demore anos para tal.

    a questão é que confunde-se muito autoridade com autoritarismo.
    da mesma maneira que confunde-se amar com ser frouxo.

    já vi tanto mães puxando os filhos pela orelha no meio do shopping quanto mães falando "ô, meu amor, não faz chilique! a mamãe vai comprar o brinquedo pra você, tá?".
    sinceramente, se coubesse a mim julgar, diria que nenhuma das duas está certa. mas mesmo assim não acho que baseada só nessa impressão exista um parâmetro para pautar "ah, esse ama mais o filho. esse ama menos".

    porque amar, eu acredito que a maioria dos pais e mães amem de coração. mas saber disciplinar, isso já é outra história.

    "hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás"

    e agora, citando outro amigo nosso, o stitch, "i lovi iu too"

    bjos

    Comentário by luíza diener — março 5, 2013 @ 9:25 pm

  20. Luiza…..
    vc escreveu pra mim…… nossa vestiu como uma luva, faço minhas as palavras da Nilza e da Ana Paula Viana……
    " Suas palavras me deram o gás, a energia, a certeza de que é preciso insistir, respirar, ter temperança, ser racional, explicar, explicar, explicar… e beijar, abraçar, rir, bagunçar e se divertir muito, porque eles crescem num instante!"

    Comentário by Aniele — março 5, 2013 @ 11:19 pm

  21. Quero te falar somente sobre seu "tratamento" para com sem filho querido!
    Indiferente de estar grávida, essa mudança ocorreria, pois ele deixou de ser um Bebê e agora é um menino, como você já citou ante,

    A cada dia, ele terá novas reações e diversas mudanças de comportamento, poias agora, tudo vai passar tão rápido, que você pode se assustar!

    Ele é atencioso e doce, quanto a ouvir e entender, então fale mais do menino que está dentro dele, separando o Bebê, pra que ele não apresente nenhuma regressão, quando essa criança entrar na vida dele…

    Consiga novos Livros de história e mais assuntos, antes de prepará-lo para a chegada de mais um na família!

    Fale da gravidez, somente quando ele tocar no assunto…
    Então ele indicará que sente falta de saber sobre ele(a)!!!

    Amo vocês pra sempre!
    (°:°) |°v°|… Tia corujando!

    Comentário by Ines Brasília — março 6, 2013 @ 12:18 am

  22. Se não for postado, eu entendo e não me sentirei ofendida!
    Minha opinião não esta embasada nas crianças de antigamente e sim relacionadas ao convívio e conhecimento adquirido, com base na psicologia infantil!
    Bjim

    Comentário by Ines Brasília — março 6, 2013 @ 12:21 am

  23. meninas, quero agradecer a todas pelos comentários e "primeiro comentários". pelo carinho, pelas palavras animadoras.
    escrever textos, que me expõem, assim costumam ser bastante difíceis. mas ver que não sou a única a passar por isso é ótimo. me faz sentir-me melhor.

    depois vou voltar com calma para responder pessoalmente a alguns comentários, mas desde já agradeço por cada um que deu-se ao trabalho de ler esse texto enooorme e ainda comentar no final!

    beijos

    Comentário by luíza diener — março 6, 2013 @ 12:23 am

  24. Pra mim é um dos melhores textos seus Luíza!…minha filha está com dois anos e sei bem o que é sentir culpa, amar demais, amar de menos…queria poder conversar, trocar idéias com você, se fossemos vizinhas quem sabe…eu aqui em São Luis e você ai em Brasilia ta meio difícil…quem sabe um dia rsrsrs…a vontade é muita!…Maria desmaia quando é contrariada e chora sem parar até perder o fôlego, o diálogo é essencial para que evitemos situações de estresse com ela…as vezes entende , as vezes desmaia quando o desgosto(?) é muito grande pra ela..já pesquisei muitas coisas na net..ja fiz milhoes de exames nela e nenhum médico me deu um diagnóstico convincente… e por ai vai..diálogo na educação e amor essenciais…bjos pra vocês 4!
    Karen Moraes http://www.donakaren.blogspot.com

    Comentário by karinepsm — março 6, 2013 @ 12:18 pm

  25. Amei!!! Estava precisando ler isso hoje, as meninas também estão em uma fase onde é preciso muito amor, paciência e dedicação. É trabalhoso, mas vale a pena. Como você disse, é muito mais cansativo ficar brigando. Filho dá trabalho, ponto, e as pessoas precisam começar a aceitar isso se não vamos conviver com muitos desamados por ai.

    Comentário by Tati — março 6, 2013 @ 1:43 pm

  26. Lindo texto, confesso que foi a primeira vez que entrei no seu espaço e adorei! Fui entrar justamente no dia em que vc postou um texto que me serviu como uma luva. Como eu acho que esse tipo de coincidência não existe, virei seguidora!
    Texto longo, mas não consegui parar de ler. Fui até o finalzinho e não me arrependo. Me serviu muito!!! Ando sem paciência, sem didática, sem tempo, sem expressão… meu filho esta crescendo em uma velocidade incrível (agora esta com 1 ano e 7 meses) e eu não consigo acompanhar. Cada dia uma descoberta, cada dia uma surpresa pra mim. Percebi que preciso ler mais, acompanhar de perto mamães que tem os mesmo medos e angústias que eu, para que eu me torne uma pessoa mais feliz.
    Obrigada por dividir isso de uma maneira tão natural.

    Comentário by Fafa — março 7, 2013 @ 12:45 pm

  27. Luiza, vc escreveu lindamente sobre uma fase que também passei. Também estava grávida com uma filha mais velha de 2 anos, também me sentia cansada e irritada, e ela piorando o comportamento a cada dia. O auge da crise foi depois que meu filho nasceu, há 4 meses, pois o sono entrecortado aumentou em mil vezes o meu cansaço e o meu mau humor, e me vi uma megera, gritando o tempo todo, sem paciência nenhuma com a minha filha, que também estava passando pelo momento mais difícil da vidinha dela que era dividir os pais com o irmãozinho que havia acabado de chegar. De repente me caiu a ficha e mudei radicalmente meu comportamento. Passei a reforçar o quanto a amo, a beijar e abraçar em todos os momentos que desse, a dar todo o colo que ela me pediu durante a gravidez e o pósparto, a explicar quando estava cansada e/ou ocupada e que o irmãozinho era pequenininho e bobinho e precisava da mamãe pra tudo…. enfim, muita coisa parecida com o que vc descreveu. Inclusive também escrevi um post de "mea culpa" contando todo o processo. E posso dizer que melhorou, e muito, embora ela ainda sinta muitos ciúmes do irmãozinho. Mas tenho certeza que esse e' o caminho, lembrar sempre do amor que sentimos por eles, da responsabilidade que temos para com eles, e assim fica mais fácil respirar fundo, se armar de paciência e viver mais em harmonia que em guerra.

    Comentário by Cris — março 7, 2013 @ 4:55 pm

  28. gostei faz a gente reepensar no que é certo ou errado……….

    Comentário by Kathiane Menezes — março 7, 2013 @ 9:01 pm

  29. Luiza, como anda a amamentação do Benjamin? Ele ainda ta mamando? Perdi um pedaço da historia? Vc desmamou pra ter o segundinho?? Curiosidade de uma mãe seguidora de seu blog. Bjs

    Comentário by Aline — março 8, 2013 @ 12:00 am

  30. gente , em belo e sensível depoimento que serve também para nós avós… grata Luíza! Mais amor em sua vida!

    Comentário by Thereza Martha — março 22, 2013 @ 11:28 am

  31. Meu deus, vc disse tudo o que estou passando o Arthur 02e 04meses, como ta sendo dificil, e as pessoas querendo que ele faça coisa tipo: ficar sentado, pois isso é uma coisa q ele naum vai fazer por agora, e eu para naum ver as pessoas falando com ele, acabo ficando irritada e brigando… decidida mudar tudo… #agoravai 🙂

    Comentário by veralice — novembro 4, 2013 @ 2:19 pm

  32. […] e tento colocar em prática tudo aquilo que sei – e muitas vezes faço – sobre uma criação baseada no amor, não no ego, na raiva ou […]

    Pingback by potencial gestante – ninguém disse que seria fácil — janeiro 27, 2014 @ 12:10 pm

  33. nussa.
    era tudo o que eu precisa ler hoje :(:
    estamos passando por essa fase, exatamente como vc descreveu benjamin…
    god!

    Comentário by Mamãe do Otávio — maio 5, 2014 @ 4:35 pm

  34. Lindo esse seu texto.

    Comentário by ketina — setembro 24, 2014 @ 12:42 pm

  35. Adorei sua postagem e penso muito semelhante a você. O importante no final de tudo é ver que o nosso filho está feliz, também converso bastante com meu filhote e explico tudo a ele, mais sempre é bom melhorar um pouco mais, não irá fazeer mal a ninguém, pelo contrário só irá fazer o bem, principalmente para o seu pequenino…Um abraço!!!

    Comentário by Gisele — outubro 29, 2014 @ 12:27 pm

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