14 de junho

a escada + a culpa é dos outros

por luíza diener

eu tenho raiva de escadas.
não, não tenho.
eu tenho raiva de gente perto de escada.
não.
eu tenho raiva de gente que fica com medo de criança perto de escada.

é assim, é só um ser de menos de um metro de altura se aproximar de alguns poucos degraus (apenas um já é suficiente) que automaticamente brotam pessoas sabe lá deus de onde para salvar esses pequenos indefesos.

ok, não vou dizer que eu não entendo a preocupação.
mas desde muito cedo meu pequeno sabe subir e descer os degraus. eu tenho segurança na forma como ele se desloca, mas mesmo assim – obviamente – fico por perto para supervisionar em situações como essa.

o que mais me chateia quando alguém voa em cima do meu filho toda vez que ele menciona descer um degrau se desdobra, na verdade, em dois fatores:
1) ou estão chamando meu filho de retardado;
2) ou estão me chamando de incompetente ou
3) (porque eu não sei contar) as duas coisas. na ordem direta ou reversa.

e eu me irrito profundamente com esse excesso de proteção que dão às crianças hoje em dia.
não pode nada. a criança tem que fazer tudo sempre hipersupervisionada.
canso de ver uns meninos de 3, 4, 5 anos na cara que não sabem sozinhos vestir uma roupa, comer uma comida, limpar a bunda, calçar um sapato.
aí a criança cresce, perde aquela ternura de bebê e a mãe ou pai ficam reclamando que ela é muito dependente e não sabe fazer nada sozinha. culpa de quem?

falando em culpa, adoro essa história de culpa. só que ao contrário.

já nos pronunciamos antes sobre a nossa posição a respeito da educação inconsequente baseada na culpa (e outras variantes). ela tem várias facetas, mas hoje quero destacar o culpado pelos acidentes.

lá vai a criança, toda linda e distraída com a vida e poft! tropeça e dá de cara no chão.
nessa hora o tal adulto se arma e diz: “chão bobo! ai ai ai! fez dodói no neném!”
oi, chão, seu ser inanimado que estava aí na sua apenas impedindo que as pessoas caíssem infinitamente até atingirem o centro da terra, toma mais cuidado com o neném dá próxima vez, tá?

sério mesmo? é isso que você quer ensinar pro seu filho? que toda vez que uma eventualidade acontece, precisa existir um culpado pra isso?
aí você gera adultos mimados e altamente frustrados e não sabe por quê.

acha que eu estou exagerando?
é só ver o tanto de gente que sai processando empresas por motivos absurdos e descabidos.

mas eu não preciso ir tão longe assim.
ontem mesmo eu estava andando embaixo do meu bloco. veio um senhor de pouco mais de 60 anos e tropeçou em um desnível mínimo de nem 5 cm. não aconteceu nada de grave. apenas o sapato dele saiu um pouco do pé.
por coincidência a síndica estava passando e lá foi ele reclamar pra ela: fizeram um desnível aqui. é perigoso! as pessoas podem tropeçar!

ponto nº 1: não fizeram desnível nenhum. o prédio é todo 5 cm mais alto que a calçada. a calçada é antiga. ou ela toda afundou 5 cm repentinamente, ou o prédio foi erguido 5 cm do solo no fim de semana passado, ou este jovem senhor estava distraído e não observou a mudança de nível no chão.

ponto nº 2: não havia um fosso cheio de jacarés nem estacas pontiagudas no chão. ao contrário, o chão era liso e o prédio, com muitas pilastras. em caso de tropeço você pode se segurar em uma delas ou se estabacar lindamente naquele chão que o máximo que você vai ganhar é um sentimento de humilhação. provavelmente foi o caso dele.

ponto nº 3: as pessoas tropeçam mesmo. contanto que você não despenque de uma escada de 200 degraus, frature a bacia ou perca uma perna, vai ficar tudo bem.

eis solução para metade dos problemas do mundo:
vamos criar um lugar completamente plano. vamos arredondar todos os cantos das coisas.
vamos tornar os vidros inquebráveis, mas caso isso aconteça, que os cacos se tornem bolhas de sabão.
vamos viver em um imenso pula pula inflável e imperfurável.
mudaremos as leis da gravidade e da inércia de modo que elas fiquem equilibradas para não nos ferirmos nunca.
e de quebra mudaremos os pensamentos das pessoas, pra que todas pensem de forma plana e uniforme.
e caso alguma coisa dê errado, não assumiremos a culpa, porque somos perfeitos demais para isso.

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categorias: erros comuns, erros comuns

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29 Comentários »

  1. Penso exatamente dessa forma!

    Comentário by Casal Único — junho 14, 2012 @ 10:28 am

  2. Luiza, entendo o que vc disse, concordo com o que vc disse (em partes) e entendo o outro lado, de todos os exemplos citados.

    Uma criança que não sabe descer uma escada, não é, necessariamente retardada ou incompetente (ou tem pais retardados/incompetentes). Não generalizar é de uma polidez necessária, especialmente em um blog que tem muitos acessos, de pessoas diversas, de culturas diferentes e de criações distintas. Claro que é a tua opinião e eu concordo que o cerco exagerado às crianças de hoje incomoda muito, priva-as das descobertas, dos tombos, das frustrações. Sim, concordo. Mas a minha filha tem 17 meses e não sabe descer escada, eu não a considero nem isso, nem aquilo citado em teu texto. Ela deveria saber descer? Não sei, pode ser que sim, mas não sabe e é essa a realidade da minha casa, portanto, quando ela sobre a escada do prédio, fico apreensiva na forma com que vai descer. Estou errada? Pode ser que sim, mas não consegui ainda uma forma de ensiná-la a descer corretamente os degraus (e já falei para ela descer sentada, para descer de bumbum no chão, para apoiar nas paredes… e nada… ela para. Fica parada, não desce, enfim…).

    O cerco desmedido aos tombos é realmente uma chatice, a culpa do chão foi excelente, ri aqui pensando na culpa que teria o chão… e isso existe muito. Muito por aí. Concordo em gênero, número e grau, a criança tem que saber se frustrar, cair, machucar e levantar. Sozinha. Apoiado!

    Quanto ao degrau do prédio, também acho que vc está certa! Alguns jovens senhores não prestam mais atenção ao que deveriam e alguns tbm têm problema de visão, então, quem sabe o senhor que tropeçou no seu bloco não tenha realmente visto o degrau pq já não tem a visão perfeita, e, ainda, se ele tivesse se machucado, o resultado seria ruim. Bem ruim. Não dá para nivelar os dois (prédio e chão), claro….. não dá para fazer uma reforma na estrutura do prédio, claro que não… mas eu sempre me preocupei com idosos que caem, eles são mais frágeis do que as nossas crianças, mais suscetíveis às consequencias desses tombos e eu acho que talvez uma rampa pudesse ajudar, mesmo que muito pequena… mas talvez uma rampinha seja de bom tom… (isso se já não tiver e ele entrou pelo lado errado).

    Comentário by Daniela — junho 14, 2012 @ 10:52 am

  3. adorei! tbm penso assim. mts vxs me chamam de exagerada e sem noção por deixar meu filho livre para explorar! claro que sempre rola um tombo, um roxo… mas faz parte!

    Comentário by enquantoeliasdorme — junho 14, 2012 @ 11:10 am

  4. Eu tb penso como você viu. E concordo em tudo. A palavra é adaptação. O ser humano é adaptável, e por isso sobrevivemos até hoje.
    Tenho uma tia, que até os 11, 12 anos dos filhos, ainda os limpava a bunda e lhes cortava a comida!!! Achei um absurdo.

    ÓTIMO POST!!!

    Comentário by Gabriela Drummond — junho 14, 2012 @ 11:36 am

  5. Noooossa, falou e disse! A primeira vez que a Lara caiu, uma das avós, que eu não vou dizer qual é (kkkkkkkkk), não só culpou o chão como começou a bater nele!!!! Eu delicadamente pedi: "por favor, não ensina minha filha a bater". Até hj eles ficam impressionados com a independencia da Lara, como ela sabe subir, descer, não mexe no que não pode, como se fosse um milagre!!! Milagre não, eu educo minha filha, dá licença! (Lara dando um piti no shopping para me desmentir em 3,2…)

    Comentário by Lorenna — junho 14, 2012 @ 11:50 am

  6. Oi, Luiza! Muio interessante seu post. Bom, minha casa é de dois andares, meu bebê tem 1 ano e 7 meses e ainda não consegue subir e descer as escadas de maneira segura. Não sei se ele está atrasdo nesse quesito, mas, o fato é que tenho pavooor quando ele se aproxima da escada. Estamos ensinando, mas, ainda falta um bocado para eu relaxar!! Gostei do que você colocou quanto às quedas dos filhos…não tinha parado para pensar desse modo…e me lembrei que por várias vezes chamei o chão de bobo porque o Daniel tropeçou…pensarei mais a respeito! Quanto ao restante, concordo em gênero, número de (de)grau! Rsrsrsrs..

    Comentário by Myriam — junho 14, 2012 @ 12:45 pm

  7. Depois que minha filha aprender direitinho a descer uma escada eu vou relaxar e ficar despreocupada com isso. Mas até lá não consigo. Até pq um tombo de escada pode resultar num machucado bem feio. Hoje ela tem um ano e ainda não aprendeu.
    Eu sou realmente muito cuidadosa nesse sentido. Mas eu cuido. Não a impeço de se aventurar. E tento nunca demostrar medo também.

    Comentário by tati — junho 14, 2012 @ 1:19 pm

  8. Eu entendo que as pessoas se preocupem com uma crianca pequena subindo escadas (ou degraus) sozinha. Mas eu digo: tudo bem, nao precisa segurar, ele sabe subir sozinho. E a pessoa faz cara de "duvido" ou de "inconsequente". Cara, sou a mae, eu sei se precisa segurar a crianca ou nao! E se eu disse que nao precisa, nao precisa!! :-)

    Comentário by mari mari — junho 14, 2012 @ 2:11 pm

  9. podia ter uma placa bem grande apontando pro chão: CUIDADO, DESNÍVELde 5 cm. Não vá se estabacar.
    hahaha

    é, tem gente chata e exagerada mesmo! aqui esse lance das escadas com o Otávio tb acontece. um saco!

    Comentário by Mamãe do Otávio — junho 14, 2012 @ 2:32 pm

  10. Meu filho engatinha e esta em fase de aprender a andar. Tem gente que fica em volta dele com os braços. Isso me irrita tanto, me achava chata, mas lendo esse post percebo que tem fundamento minha irritação. Até pq tombos faz parte desse aprendizado.
    Adorei o texto!

    Comentário by Gabis Miranda — junho 14, 2012 @ 4:31 pm

  11. então, daniela, a questão não é a criança saber ou não saber descer escada. não acho que exista uma idade certa para fazer isso. e essas coisas variam de acordo com o desenvolvimento da criança, com o tipo de necessidade que ela tem (uma criança que mora em uma casa ou ap de apenas um andar não precisa de fato saber subir e descer escadas habilmente, por exemplo).
    a questão é que SEMPRE tem alguém de prontidão para interferir na criação que damos para os nossos filhos, quer nós precisemos dessa interferência ou não. e é esse tipo de atitude de pessoas que nunca vi na vida que fazem soar como se a criança fosse mais indefesa do que parece, ou o pai alheio aos movimentos do filho.
    acontece de nos distrairmos, mas geralmente prestamos mais atenção na nossa cria que qualquer outra pessoa.
    este foi apenas um exemplo. eu teria inúmeros para citar. neste caso específico foi o da escada.

    fato. eu também me preocupo muito com idosos e os respeito. mas no caso desse senhor, não sei nem se seria possível considerá-lo um idoso.
    não foi descaso com eles, se é que foi o que ficou parecendo, mas novamente foi uma ilustração para mostrar como as pessoas gostam de encontrar um culpado para as coisas.
    não estou aqui para julgar o mundo ou a intenção do mundo.
    mas escrevi o post (assim como muitos outros) para mostrar como essas coisas refletem no meu cotidiano.

    5 cm é muito. voltei lá pra ver o desnível e não deve ter nem 3 cm. não teria nem como fazer uma rampinha ao longo do prédio inteiro. as pessoas iriam tropeçar na rampinha. ehehehehhehe!

    bj

    Comentário by luíza diener — junho 14, 2012 @ 4:40 pm

  12. gênero, número e degrau. ahahhahah!

    olha, acho que se eu tivesse uma escada dentro de casa, minha posição seria diferente.
    assim como eu restrinjo alguns cômodos da casa por questão de segurança e só permito que meu filho entre acompanhado (cozinha, por exemplo), eu colocaria algo para impedir o acesso livre à escada.
    porque criança a gente não pode descuidar mesmo.
    mas sempre que tivesse a oportunidade eu ficaria por perto e deixaria ele subir e descer livremente. eu ficaria do lado e o ajudaria se fosse necessário.
    como falei acima, acho que não existe uma idade exatamente certa para se fazer ou deixar de fazer certas coisas. vai do desenvolvimento de cada criança, que é único.

    só se ele tiver outros tipos de atrasos é que você deve se preocupar.
    eu no seu caso ficaria tranquila.

    bj

    Comentário by luíza diener — junho 14, 2012 @ 4:45 pm

  13. acho que você está certíssima, tati. tem que ser cuidadosa sim. mas permitir que eles se aventurem um pouco (a questão de não demonstrar medo medo também)

    bj

    Comentário by luíza diener — junho 14, 2012 @ 4:46 pm

  14. exatamente!
    acho que vc entendeu o que eu quis dizer então. ehehehhe

    Comentário by luíza diener — junho 14, 2012 @ 4:47 pm

  15. chega uma hora que cansa, né?

    Comentário by luíza diener — junho 14, 2012 @ 4:47 pm

  16. ah, eles são maleáveis e eles se reconstituem. ahahahha

    Comentário by luíza diener — junho 14, 2012 @ 4:50 pm

  17. tipo, HELLO! limpar a bunda duns meninos já com pentelhos, né?
    ahahahhahahha!

    Comentário by luíza diener — junho 14, 2012 @ 4:51 pm

  18. precisa dizer qual foi a avó? ahhahaha!
    acontece a mesma coisa por aqui, lorenna! aí o povo fica impressionado como é que ele faz tal e tal coisa.
    tipo, meu filho não é nenhum gênio e nem mais inteligente por causa disso.

    e não quer dizer q eu não sinta medo. às vezes eu me cago por dentro.
    eu só não deixo que isso seja maior a ponto de interferir no seu desenvolvimento (de forma saudável) ou até mesmo sufocá-lo.

    e também nem ligo mais pros pitis, pq ele se frustra facilmente. ehehhehe

    Comentário by luíza diener — junho 14, 2012 @ 4:55 pm

  19. Adoorei esse post, Luíza! Entrou pra lista dos meu prediletos!!! Concordo com vc… criança é criança e tem mais é que ser livre, brincar, descobrir, saber seus limites.

    Comentário by Larissa Sá Assunção — junho 14, 2012 @ 5:40 pm

  20. tipo isso. sempre tem alguém pra cercar, pra colocar a mão em volta da mesa, da cadeira, da parede.
    acredita que até já fizeram capacete pros engatinhantes, tamanho o absurdo da superproteção?
    http://bbtrends.com.br/loja/Comprar.aspx?ItnKCod=

    Comentário by luíza diener — junho 14, 2012 @ 5:45 pm

  21. Luíza, concordou totalmente com você no que doz respeito à indevida intromissão das pessoas e também em relação à hiperproteção. Tenho pavor quando a minha própria mãe me recrimina por não ficar desinfetando com álcool tudo que a minha filha leva à boca, por exemplo… rsrs Ta,bém quero que a minha filha aprensa a ser independente e tenha liberdade para ser criança, explorar, aprender… Tenho sauidade dos tempos em que as crianças brincavam na rua até tarde, sem sufocamento dos pais. Claro que os tempos são outros, etc e tal, só não devemos perder essa esponatenidade, certo? Quanto à escada, especificamente, peguei um trauma poque, na mesmíssima escada, meu sogro caiu, farturou a bacia e perfurou o pulmão e quase morreu, teve que ir para SP e ficou por lá, e eu,com a minha fi8lha de 2 meses no colo caí e ela bateu com a cabeça nop chão…. entã peguei trauma, de modo que não vou deixá-la sozinha jamais dans la vie descer naquela escada…. um abraço.

    Comentário by Thaís — junho 14, 2012 @ 8:42 pm

  22. hahahahaahahhahahaah aqui acontece direto. Quando veem Elisa escalando uma cadeira ( coisa que ela faz todo dia), ou subindo um degrau( tbm todo dia), logo lançam: ela vai cair, e posso ser sincera o negativismo é tanto que a pobrecriança realmente caí, aí tá caiu, deu um chorinho levantou e quem levou a culpa? a cadeira e o chão, e como a amiga ali de cima citou isso é coisa de vó que tbm não quero citar qual é hahahaahaha… na hora não percebi o culpado,.
    mais em outro dia que ela tropicou no chão e deu uma caidinha o que ela fez: bateu no chão e ficou muito brava com ele, fazendo cara feia e franzindo a testa.
    Na hora ri achei graça, mais depois tive que explicar que o chão tá ali e não tem culpa de nada, ela entendeu e nunca mais fez, agora explicar isso pra avó dela é que está sendo complicado, não entra na cabeça dela isso de que o chão não tem culpa de nadaa… hahahahahahahahah amei o post, como todos os outros!

    Comentário by Thais — junho 14, 2012 @ 8:51 pm

  23. maravilha esse post, pois escuto diariamente, Gaelzinho (já me fode no diminutivo), sai do chão gelado, quando ele vai se levantar, tem sempre um tio xarope, uma vó superprotetora, ou sei lá quem gritando… cuidado, vai cair…e sabe, isso me dá nos nervos.
    Hoje mesmo, um tio, pai de uma filha de 8 anos, que não sabe correr, porque ele e sua mulher, não deixam, pois ela pode cair, assustou meu filho quando estava tentando ficar de pé segurando no sofá, o que acho fofo, lindo e parte do aprendizado, ele está quase andando, então…e eu disse, deixe, se ele cair, levanta, ele só vai aprender se tentar…silêncio e olhares na sala.

    Comentário by Augusta — junho 14, 2012 @ 11:19 pm

  24. Da escada eu não tenho tanto medo… tenho medo é de corrimão vazado… cair na escada é "meno male", cair DA escada é que complica! E, conquanto crianças sejam aptas a descer uma escada, também são ainda iniciantes na arte do equilíbrio, e cair pro lado não custa, especialmente com o cabeção… é neura? É… mas é mais forte do que eu!rs
    Agora, ODEIO.COM.BR quem fala pra minha filha que o chão feio a machucou ou que a cadeira feia entrou no caminho dela enquanto ela corria onde não devia… quero que ela assuma responsabilidade por seus atos: Tropeçou e caiu? OK, não foi culpa do chão! Correu e bateu na cadeira? Quem mandou correrno meio da sala???
    Enfim… te entendo, mas tenho medo de criança perto de escada alta!rs

    Comentário by Mariana Perri — junho 14, 2012 @ 11:58 pm

  25. Concordo contigo, Luiza, muita gente pra observar nossos filhos "públicos"….

    Entendi os teus apontamentos!!

    beijo!

    Comentário by Daniela — junho 15, 2012 @ 8:39 am

  26. Ih, dessa vez não concordei não hehe. Ao meu ver a "culpa do chão" é só uma forma de administrar o choro de uma criança que, já que normalmente os avós não suportam o choro do bebê e fazem tudo para não chorarem.
    Não sei a idade do velhinho (?) que tropeçou, mas acho que isso é uma discussão à parte. A vida na velhice é um fenômeno relativamente novo e somado à isso, um mundo materialista e capitalista que não vê valor em um idoso: nos falta estrutura na velhice ou para qualquer situação que saia do padrão. Então, ainda que chato aguentar algumas reclamações, acho que é válido sim se atentar que as projeções urbanas deveriam facilitar o acesso e locomoção de todos, cadeirantes (definitivos ou eventuais), idosos, crianças. Não prestou atenção? Talvez. Mas e se isso for característica da idade? Minha avó vive se batendo e machucando. Então sim, saí fixando barras de apoio, arrancando os tapetes, desfazendo de mesinhas de centro… Porque não?

    Comentário by Ariana — junho 15, 2012 @ 6:39 pm

  27. (…) Quando ela tropeçou em um tapete que sempre esteve no mesmo lugar durante anos e quebrou o braço é que começamos a nos atentar pra essas coisas e o quanto é mais fácil nos adaptarmos a eles e consequentemente a nós mesmos na velhice, isso sem prejuízo a ninguém. Porque, afinal, precisamos de tapetes, mesinhas de centro, prédios públicos cheios de escadas e desníveis, corredores estreitos com pouca ou nenhuma luminosidade?
    E novamente ao meu ver, a quantidade imensa de pessoas que saem processando empresas a todo o momento não tem a ver com ser mimado ou buscar sempre um culpado para fatalidades. As pessoas não conversam mais. Não sabem se entender e por qualquer coisa ameaçam com processo. Isso é triste, na minha opinião.
    Bom, mas é só um ponto de vista, pois acho que o seu post foi mais um desabafo, não?

    Comentário by Ariana — junho 15, 2012 @ 6:39 pm

  28. Eu protejo muito pois já fui vítima de acidente doméstico, mas a minha proteção é consciente e tento não fazer dela impecilho para o aprendizado e desenvolvimento do filhote. Amei o texto, e estou torcendo por vocês lá no concurso. beijos

    Comentário by Bia — junho 22, 2012 @ 2:13 pm

  29. Onde está o formulário para assinar em baixo???
    Acho RIDÍCULO essa mania de sempre ter um culpado (que nunca seja o próprio, claro)!

    E isso de escadas e tombos então?
    Eu ME MATO de rir quando a Lara cai (e eu vejo que ela não machucou), e já recebi vários olhares de desaprovação (inclusive do meu namorado). Fala sério, foi engraçado, ela nem está chorando e não machucou! Porque não posso rir???? Se eu rio quando eu mesma caio!

    E o pior é quando vêm levantar a Lara sendo que ela simplesmente caiu. Ela sabe andar, tem perna e mão, e pode se levantar sozinha, obrigada!

    Sou super a favor dessa conscientização de que podemos errar, e principalmente, sem culpa!

    Comentário by Maria Thereza — junho 26, 2012 @ 9:38 pm

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