17 de outubro

alergia a leite e intolerância a lactose

por luíza diener

mamatoddler

descobri tardiamente que benjamin era um menino alérgico à proteína do leite da vaca. isso aconteceu há exatos 2 anos, quando ele tinha 1 ano e 1 mês de idade.
desde então continuamos com uma dieta bastante restritiva. já deixamos de comer em vários estabelecimentos porque os funcionários não sabiam explicar com precisão se aquele alimento continha algum derivado de leite ou não em sua composição.

muitos me perguntam se ele continua com a alergia. posso dizer que ele está um pouco menos sensível que antes mas, infelizmente, a alergia não passou. dizem que em algum momento passa (em alguns  bebês isso acontece antes de completarem 2 anos, mas já conheci crianças que só foram melhorar depois dos 7 anos). estamos na torcida.

mas o post de hoje não é sobre isso. é um post para esclarecer sobre o que é APLV (alergia à proteína do leite da vaca) e sua diferença à intolerância a lactose:

alergia ao leite da vaca é diferente de intolerância à lactose!

tem circulado pela internet algumas informações dizendo que quem é intolerante a lactose pode comer alimentos derivados do leite da vaca, como certos queijos, manteiga, etc.
independente da veracidade da informação, é importante lembrar-se sempre que intolerância à lactose (IL) não é alergia à proteína do leite da vaca (APLV)! por mais que alguns bebês venham a ter, a intolerância costuma acometer adultos com maior frequência, enquanto que a alergia ao leite da vaca (APLV) é mais frequente em bebês e crianças.

alguns sintomas podem ser semelhantes, mas a causa do problema é diferente. os intolerantes não digerem bem a lactose – açúcar presente no leite da vaca – enquanto que os alérgicos reagem à(s) proteína(s) do leite da vaca.

um produto com 0% lactose não necessariamente é seguro para alérgicos com aplv.
a proteína do leite está presente em praticamente TUDO que vem do leite da vaca: manteiga, margarina, queijo, pão de queijo, soro de leite, leite em pó, caseína e várias outras coisas.
um rótulo que indica que o produto “pode conter traços de leite” já não é seguro para quem tem APLV. não ofereça a eles!
então, se você conhece algum bebê ou criança que tenha qualquer problema com leite, não ache que ele tem intolerância a lactose. o mais provável é que seja, de fato, APLV.
logo, em caso de suspeita de APLV, não dê nada, absolutamente NADA que seja originado do leite da vaca.

leia rótulos, informe-se, repasse a informação a quem você conhece.

indico um site muito esclarecedor sobre alergia à proteína do leite da vaca (APLV), que deve ser lido por todos os interessados em mais detalhes:

www.alergiaaoleitedevaca.com.br

+ + +

para saber a diferença entre intolerância à lactose e alergia à proteína do leite da vaca:

( fonte: alergia ao leite de vaca)

alergia à proteína do leite de vaca (APLV):

O que é? Reação alérgica à(s) proteína(s) do leite de vaca 
Em que idade é mais comum? Muito mais comum em crianças, especialmente em bebês.
Adultos raramente têm alergia à proteína do leite de vaca. 
Quais os sinais e sintomas? Um ou mais dos seguintes sintomas: vômitos, cólicas, diarréia,
dor abdominal, prisão de ventre, presença de sangue nas fezes,
dermatites (vermelhidão na pele, descamação, pequenas bolhas e
“pele grossa”), problemas respiratórios (asma, chiado no peito e rinite) e emagrecimento.
Podem ocorrer em minutos, horas ou dias após a ingestão de leite
de vaca ou derivados, de forma persistente ou repetitiva. 
Como é feito o diagnóstico? Pelo médico, por meio da observação dos sintomas.
Alguns exames podem ajudar, mas o diagnóstico é confirmado apenas
pelo “teste de desencadeamento”, que consiste na observação
da reação do paciente à retirada do leite de vaca e derivados com
posterior reintrodução desses alimentos. 
A mãe pode continuar amamentando
o filho no peito?
SIM, e DEVE. Neste caso, a mãe que amamentar deve seguir uma
dieta especial, sem leite de vaca e derivados, sempre sob a
orientação de um médico ou nutricionista. 
Se o bebê não estiver mais
mamando no peito, é preciso que
ele siga alguma dieta especial?
SIM. É necessária a exclusão completa do leite de vaca e
seus derivados, além de todos os alimentos preparados com leite.
ATENÇÃO aos alimentos industrializados, que podem conter leite ou
ingredientes derivados (como, por exemplo, caseína, caseinato,
soro do leite ou proteínas do soro). 
É preciso dar algum leite
ou fórmula especial?
SIM, apenas para os bebês que não estiverem sendo amamentados.
O médico irá indicar uma dieta especialmente desenvolvida
para alergia alimentar.
ATENÇÃO – leite de cabra ou de outros mamíferos (ovelha, búfala)

também podem causar reações alérgicas e não são indicados para APLV. 
O bebê voltará a ter
uma vida normal?
Metade das crianças com alergia à proteína do leite de vaca melhora
por volta de 1 ano de idade.
A maioria (90%) está curada ao completar 3 anos.
São poucas as pessoas que continuam alérgicas por toda a vida.

+ + +

intolerância à lactose:

O que é? Dificuldade do organismo para digerir e absorver o açúcar do leite
(lactose).

Em que idade é mais comum? É mais comum em adultos do que em crianças. Com o avançar da idade,
existe uma tendência natural  ao desenvolvimento da intolerância à lactose. 
Quais os sinais e sintomas? Diarréia, cólicas, distensão abdominal (barriga estufada) e náuseas são os mais
comuns e podem ocorrer em minutos ou horas após a ingestão do 
leite de vaca. 
Como é feito o diagnóstico? Pelo médico, por meio da observação dos sintomas. Em alguns casos
são solicitados exames específicos. 
A mãe pode continuar amamentando
o filho no peito?
SIM. O leite materno deve ser sempre o principal alimento oferecido ao
bebê. É muito raro ocorrer intolerância à lactose durante o
aleitamento materno. 
Se o bebê não estiver mais
mamando 
no peito, é preciso que
ele siga alguma dieta especial?
SIM, quantidades pequenas de leite de vaca e seus derivados
geralmente são toleradas, sendo permitido o consumo de alimentos
que contenham um pouco de leite, como bolachas, bolos, entre outros. 
É preciso dar algum leite
ou fórmula especial?
SIM, apenas para os bebês que não estiverem sendo amamentados. Para crianças
até 1 ano, utilizar fórmulas especiais  isentas de lactose.
Acima de 1 ano, produtos com baixo teor de lactose são bem tolerados.  
O bebê voltará a ter
uma vida normal?
A maioria das pessoas continua com intolerância à lactose por toda a vida.
Mas, se o bebê tiver intolerância à lactose provocada por uma diarréia prolongada,

talvez melhore após algum tempo e, então, poderá voltar a consumir leite de vaca. 

+ + +

como interpretar os rótulos e evitar o consumo de produtos impróprios para alérgicos a leite de vaca:

(fonte: alergia ao leite de vaca)

fique de olho no rótulo! alimentos que podem ser consumidos, alimentos que não podem ser consumidos, alimentos que contém leite, alimentos que não contém leite, aplv

+ + +

alimentos que NÃO podem ser consumidos por quem tem APLV:

(fonte: alergia ao leite de vaca)

Achocolatado com leite em pó Leite condensado
Bebida láctea Leite evaporado
Biscoitos e bolachas com leite Leite de cabra*
Bolos e pães com leite Leite fermentado
Cereais com leite Leite fluido, leite em pó
Chantilly Leite integral ou desnatado
Chocolate (com leite ou ao leite) Leite semi-desnatado
Coalhada Leite maltado
Composto lácteo Manteiga, margarina com leite
Creme azedo, sour cream, creme de leite Molho branco
Doce de leite Petit Suisse
“Engrossantes”com leite Queijos (todos), queijo ralado
Fórmula infantil a base de leite Queijo de cabra*
Iogurtes Sorvete com leite

*apesar do leite de cabra não ser leite de vaca, a proteína é muito parecida e não deve ser consumido em caso de alergia ao leite de vaca.

+ + +

ingredientes que PODEM CONTER leite de vaca:

(fonte: alergia ao leite de vaca)

Aroma de queijo Sabor caramelo
Caseína Sabor creme da Bavária
Caseinato Sabor creme de coco
Lactoalbumina Sabor de açúcar queimado
Lactoglobulina Sabor de manteiga
Lactose** Sabor iogurte
Lactulose** Sabor leite condensado
Proteínas do soro Sabor queijo
Soro de leite Whey protein
Sabor artificial de manteiga Soro de Manteiga

*a lactulose é o açúcar do leite e portanto não ocasiona alergia. no entanto, produtos que contém lactose podem conter traços de proteína de leite e ocasionar alergia.

+ + +

e aqui, um relato pessoal sobre como descobrir que meu filho tinha APLV e outras alergias:
http://potencialgestante.com.br/alergia/

páginas e grupos sobre APLV no facebook:
alergia ao leite de vaca (página)
meu filho é alérgico a leite (grupo)

+ + +

por favor, divulguem essas informações!
outras crianças como o benjoca e outras mães como eu agradecem.

ps: ainda não sei se constança tem ou não aplv. fiz dieta restritiva até agora e muito em breve farei o teste para descobrir (;
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20 Comments »

  1. muito boa sua informação, minha filha sofria de assaduras gravíssimas que causavam até sangramento na pele, passei por varios especialistas e a pediatra dizia que era falta de higiene adequada! que as cólicas que ela sentia eram comuns em crianças da idade dela! mãe de primeira viagem, me sentia a pior mãe do mundo!!!! até que encontrei uma pediatra que sem pensar relatou- intolerãncia a lactose! nossas torturas enfim sanaram, hoje a Manu está prestes a completar 2 anos e a 5 meses está livre das assaduras….. é triste, mas a falta de informação de profissionais da saúde, me fizeram perder tempo de mais e o pior, o sofrimento da minha princesa era enorme…..hoje ela é outra criança!mais ativa, mais feliz!!!!!!

    Comentário by stefanie — outubro 17, 2013 @ 9:19 am

  2. Qual leite devo dar à minha bebê de 9 meses q tem intolerância à lactose?
    E qnto tempo comecamos a perceber um bom resultado ao trocar o leite?

    Comentário by lidiane — janeiro 29, 2016 @ 6:31 pm

  3. Minha filha também tem APLV, diagnosticamos quando ela tinha 8 meses e hoje ela está com 2 anos e 5 meses, ainda alérgica, mas bem. É incrível como as pessoas desconhecem a APLV, apesar de parecer que o número de crianças alérgicas está cada vez maior, e todo mundo acha que é a mesma coisa que a intolerância a lactose.
    Eu também tendo divulgar o máximo de informações possíveis através do meu blog http://www.lumaedamalu.blogspot.com.
    Parabéns pelo post e saúde para o Benjamin e a Constança.

    Comentário by Luciana — outubro 17, 2013 @ 4:25 pm

  4. Otimo post informativo. Descobri que minha filha era aplv quando ela tinha 5 meses, depois de muito tempo tentando curar uma chiadeira no peito. Fizemos um teste em que faziam furinhos no braço dela e era pingado uma gota de um liquido contendo substancias como proteina de leite, de ovo, gluten, etc. A de vaca deu reação e a partir daquele dia cortamos tudo que podia ter leite em casa. Era 2003, o acesso a produtos livre de leite de vaca era dificil e eu tive que rebolar pra manter uma dieta nutritiva, rica e variada pra ela. Eu nao amamentava mais e ela nunca aceitou o leite de soja. Olha, foi um sufoco! Comer fora era um tormento.
    Refizemos o exame aos 3 anos e não teve reação. Mas ela nunca aceitou bem derivados de leite. Nunca foi de tomar iogurte, danoninho, leite com toddy. O unico derivado que ela gosta é queijo.
    Agora, com o caçula, eu fico de olho. Sei que a variedade hoje em dia nem se compara, mas é bem chato. Especialmente quando envolve ir na casa de amigos e ter que negar ao filhx alguma guloseima ou prato por conter leite…

    Comentário by amandovski — outubro 17, 2013 @ 6:01 pm

  5. Oi Luiza!! É verdade, as pessoas confundem muito. Tenho um site, o http://www.semglutensemlactose.com (meu marido é intolerante e eu tenho a alergia ao leite). Estou grávida, faço restrição ao máximo… e espero que o baby não herde isso…
    Bjsss Débora.

    Comentário by Débora — outubro 21, 2013 @ 2:15 pm

  6. débora, seu site é ótimo. já passeei muito por lá. vamos trocando umas figurinhas.
    beijos, luíza (to na conta do marido, mas deu pra entender que sou eu, né? ehehhehe)

    Comentário by Hilan Diener — dezembro 10, 2013 @ 1:15 am

  7. Oi Luiza, parabéns pelo blog, leio sempre, me divirto e me informo bastante por aqui. Meu filho Antônio tem a mesma idade da sua Constança (nasceu no começo de julho). Lendo esse post pensei em deixar a dica de um livro de receitas, organizado por uma professora da UFMG, cujo filho tem uma alergia severa a leite – 100 receitas sem leite e derivados: http://compare.buscape.com.br/100-receitas-sem-le

    São ótimas opções para variar o cardápio! Espero que você e as leitoras façam bom uso. Abraços, Carla

    Comentário by carlamaia — outubro 26, 2013 @ 1:03 am

  8. Luíza, nunca comentei por aqui, mas sou leitora de longa data e hoje resolvi me pronunciar. Como todos sabem o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses é indicado justamente para evitar alergias nos bebes. Voce já se questionou porque uma mãe que fez tudo como a OMS anuncia pode estar passando por isso? Digo isso pois fui muito criticada por nao amamentar. Tive mastite quando meu bebe tinha 1 mes ( parou de mamar) e entao o que mais ouvi é que nao fui persistente o bastante. Chorava muito, achava que era pessima mãe por conta disso. Pois bem, meu filho tem 3 anos e mal teve gripe. Teve febre 1 vez na vida e é perfeitamente "normal". Hoje questiono muito toda essa pressão que fazem sobre a amamentação. Nao estou aqui para criticar, acredito sim que o leite materno deve ser dado ao bebe sempre, mas essa obsessão cria uma falsa ilusão na mães, principalmente no meu caso, que tive uma depressão pós parto justamente por causa da mastite. Gostaria que voce, tendo um blog sobre esse assunto maternidade pudesse tambem mostrar um pouco d ooutro lado. Obrigada

    Comentário by Maria Helena — novembro 12, 2013 @ 10:11 am

  9. Oi, Maria Helena.
    Então, não acho que a amamentação seja uma obsessão não. Pelo contrário, agradeço a Deus pelo meu filho ter mamado bastante.
    A alergia é de causa genética e costuma ser hereditária. Hoje, conversando com meus pais, tenho quase certeza de que fui alérgica também, mas isso nunca foi diagnosticado. Então, se é algo congênito, com ou sem amamentação ele teria alergia. A diferença é que a amamentação minimizou os efeitos da alergia e acredito que imunizou ele contra coisas piores.
    A amamentação não é a solução para todos os problemas das crianças, mas tenho certeza que, se comparado a todos os alimentos inventados para bebês de até os 6 meses (ou mais, ou menos), o leite materno sem sombra de dúvidas é o melhor e o mais completo que existe, especialmente porque ele é feito para aquele bebê que mama. Se fosse outro bebê, sua composição seria diferente. E por aí vai.

    Sim, cheguei a pensar que a amamentação seria quase um "mito", mas na verdade, o mito quem cria são as pessoas que interpretam essas informações. Se o bebê não continuou a mamar o leite materno, com certeza a fórmula será um excelente alimento para ela. Melhor seria, claro, que continuasse mamando no peito. Mas se você tentou e sabe que fez sua parte, não deixe que ninguém – NUNCA – te julgue dizendo que você não foi persistente o bastante.
    Tem muita gente por aí pronta para julgar e criticar sem nem ao menos saber o que está dizendo. Elas continuarão a falar e palpitar, mas não se deixe atingir por elas.
    Seu papel é se informar, ir atrás, fazer o que está ao seu alcance e saber que a amamentação é, sim, extremamente importante, mas que é apenas o começo da vida do bebê. Muitas outras etapas virão, muitas outras guerras serão travadas (contra os outros, contra si mesma e até contra os nossos filhos. ehehheheh!).

    Há crianças que por si só são mais resistentes. Outras, mais sensíveis. A alimentação pode influenciar nesses fatores e fazer com que elas sejam incrivelmente mais saudáveis ou doentes de acordo com o tipo de dieta que se segue, mas cada criança tem um perfil diferente e é importante saber entender isso e respeitar as limitações de cada uma.

    Beijão

    Comentário by Luíza Diener — dezembro 10, 2013 @ 1:29 am

  10. […] que eles comem é um ponto que pega, por causa da alergia. tanto benjamin quanto constança têm aplv (alergia à proteína do leite da vaca). comer fora em qualquer lugar é complicado, mas quando […]

    Pingback by potencial gestante – 1 mãe, 2 filhos, 2 viagens e muitas aventuras — abril 11, 2014 @ 8:33 am

  11. Olá. Meu filho é alérgico ao leite de vaca…Além de outras alergias. de tudo que pesquisei e dos médicos que já fui….ninguém sabe dizer ao certo o pq do desenvolvimento desta doença. Do pouco que sei…É diretamente ligada a imunidade. eu tenho um enorme interesse em saber como foi o nascimento destes bebês…alérgicos..pois nada me tira da cabeça que cesarianas feitas antecipadas…Como no meu caso..com 38semanas impede o desenvolvimento de uma boa imunidade da criança.gostaria da opinião de vcs.

    Comentário by carolina — maio 1, 2014 @ 3:30 pm

  12. Oi, Carolina, tudo bem?
    Obrigada pelo seu comentário.

    Então, pelo pouco que também sei, alergia a leite é uma predisposição genética. Depois que descobri que meu filho mais velho tem alergia, ouvi tanto da minha sogra quanto da minha mãe que quando bebês, tanto eu quanto meu marido tínhamos sintomas muito parecidos com o que Benjamin apresentou, mas nunca houve nenhum diagnóstico de alergia.
    Pelo que minha mãe conta ao meu respeito (eu tinha bronquite asmática) e por muitas coisas que eu lembro, era realmente parecido mesmo. O que eu acredito é que eu era alérgica a leite mesmo, desde pequenininha, quando tive algumas crises de bronquite mais sérias. Tanto que, anos depois, quando eu tinha por volta de 10 anos, uma médica homeopata falou pra minha mãe que eu tinha alergia a leite de vaca, dentre outras alergias. Eu fiz uma dieta muito restrita e melhorei consideravelmente.

    Quanto ao parto, não vejo sentido algum nessa associação. Meus dois filhos nasceram de parto normal, sem ocitocina, sem anestesia e nenhuma interferência química. Minha filha mais nova nasceu de parto domiciliar, inclusive. Os dois têm alergia. O mais velho tinha a um monte de coisas. A mais nova, ao que tudo indica, somente a leite (e também desconfio de banana, mas nunca mais consegui fazer o teste, porque ela passou a rejeitar a fruta). Benjamin foi amamentado no peito até 2 anos e 3 meses, mas só fiz a dieta de restrição depois que ele completou 1 ano.
    Constança também mama no peito em livre demanda e está com 10 meses.

    Também já li que as alergias são endêmicas de acordo com a região. Há lugares do mundo – japão, por exemplo – que é comum as crianças serem alérgicas a peixe. Nos Estados Unidos, a amendoim e leite. Aqui no Brasil, a leite. Existe até um mapinha na internet, só não lembro onde vi. Realmente faz sentido porque tem a ver com o tanto que a criança é constantemente exposta à comida, desde o ventre da mãe.
    Acho que vale uma pesquisa mais profunda.

    Beijos

    Comentário by luíza diener — maio 1, 2014 @ 10:25 pm

  13. Olá,eu sou intolerante a lactose e meu bebe tem 3 meses,mama no peito,eu queria saber se o fato de eu tomar leite (tipo um copo de leite mesml sabendo que me fez mal) interfere nele.

    Comentário by Thalissa — dezembro 7, 2014 @ 4:07 am

  14. Oi, Thalissa.
    Seu bebê tem apresentado algum sintoma semelhante ao de quem tem APLV ou Intolerância à Lactose?
    Se ele estiver perfeitamente normal, acredito que não haja problema em você tomar o leite não. Mas, se ele estiver com algo de diferente, é bom consultar o pediatra e até um gastropediatra.

    Beijos

    Comentário by luíza diener — janeiro 5, 2015 @ 2:23 pm

  15. Minha filha foi dignosticada c com APLV aos dois meses, fiz restrição de leilte e derivados da minha dieta mas ela continuou a eliminar sangue nas fezes resolvi tirar a o aleitamento materno, hj com quatro meses está muito bem só tomando Pregomin, mas me sinto culpada e quero retomar o aleitamento pois tenho outra filha de 2 anos que ainda mama, pode ela ter APLV juntamente com Intolerancia a Lactose?

    Comentário by Leiliane — dezembro 11, 2014 @ 3:58 pm

  16. Oi, Leiliane!
    Foi realizado teste para ver se ela tinha alergia a outros alimentos, como soja, ovos, carne, glúten, etc? Porque às vezes a alergia não passou não por causa do aleitamento, mas por causa de outros alimentos, que podem vir a ser consumidos através de outras fontes, que não o leite materno. É importante ficar de olho e investigar a causa desse sangue nas fezes ainda que ela esteja só no Pregomin, até porque muito em breve ela começará a introdução alimentar, certo?
    Eu não sei se é possível ter APLV e IL simultaneamente. Sinceramente, nunca ouvi falar. Mas é bom ficar de olho, viu?

    Beijos

    Comentário by luíza diener — janeiro 5, 2015 @ 2:22 pm

  17. Olá, Luiza!

    Minha filha é APLV, tem 3 anos e 8 meses, e mesmo com todos oa cuidados, continua alérgica a leite, e também soja, carne vermelha, banana e milho.

    Estou pensando em ter segundo filho, e nosso alergista sugere dieta restritiva já na gestação, antes do fim do primeiro trimestre!

    Gostaria de saber se fizeste dieta na tua segunda gestação. Se sim, achas que a segunda filha é menos alérgica que o primeiro? Que os sintomas foram mais leves?

    Agradeço se puderes me ajudar!

    Abraço,

    Luciana

    Comentário by Luciana — janeiro 4, 2015 @ 10:34 pm

  18. Oi, Luciana!
    Benjamin está com 4 anos e 4 meses, continua alérgico mas imensamente menos sensível que antes. Já houve descuidos em que ele consumiu alimentos com traço de leite e não teve reação alguma. Isso era inviável 10 meses atrás! Graças a Deus por isso!

    Bem, com Constança eu ouvi também que fazer a dieta restritiva durante a gestação, mas optei por não fazer, porque pelo que vi não é garantia de nada. Continuei consumindo qualquer coisa com leite por 3 dias depois da pequena nascer. Foi quando meu leite desceu e ela começou a apresentar vômitos, diarreia, um muco viscoso nas fezes. Evacuava umas 8 vezes por dia em pequenas quantidades. Suspendi completamente leite e derivados e em menos de um mês ela melhorou completamente. Teve algumas pequenas crises com 3 meses, 6 meses e perto de 1 ano de idade, mas nunca sequer apresentou os problemas que Benjamin tinha na idade dela. Tanto que desde que ela tem uns 10 meses eu me permito consumir produtos industrializados que na embalagem sinaliza que pode conter traços de leite (apesar de nunca ter consumido nada que contenha leite indicado na fórmula). Nas vezes que consumimos coisas com leite por descuido (era uma comida de restaurante que acidentalmente veio com manteiga), nenhum dos dois deu reação. Se fosse Benjamin com a idade da Constança, com certeza teria reagido.
    Ela quase nunca adoece, tem uma saúde de ferro.
    Por essas e outras eu afirmo que ela é bem menos sensível que o irmão na idade dela.
    A médica até liberou para fazer o teste de provocação, mas eu que ainda não criei coragem nem procurei a oportunidade para fazer isso.
    Ela (a médica) acredita que ela seja menos sensível porque foi menos exposta ao leite que o irmão, visto que eu só comecei a fazer a minha dieta de restrição quando ele tinha 1 ano e 1 mês. Ela acha que ele é mais sensível justamente porque foi exposto em excesso.
    Então não sei se se eu tivesse feito a dieta na gravidez ela seria ainda menos sensível. Até porque a alergia é algo genético. Ou seja, se ela é alérgica, seria alérgica quer eu tivesse feito essa dieta na gestação, quer não.
    Então a única certeza que eu tenho é de que ela é menos sensível 😀

    Beijos!

    Comentário by luíza diener — janeiro 5, 2015 @ 2:11 pm

  19. Olá, gostaria de parabeniza-lá por este espaço bem informativo e esclarecedor para muitas pessoas, também gostaria de fazer um alerta sobre os produtos ditos como ” 0% Lactose “, neles são acrescentados a enzima Lactase, e muitas vezes esta enzima não é suficiente para degradar toda a Lactose presente no alimento, logo, o alimento possui sim a Lactose, porém em menor quantidade, fazendo com que ocorra ainda assim os sintomas nas pessoas que possuem a intolerância à Lactose, digo isso por experiência própria, pois desde criança sou intolerante à Lactose e há algum tempo eu ingeria um leite 0% Lactose da marca Piracanjuba e mesmo assim ainda passava mal, então parei de consumi-lo e não tenho mais os sintomas. Recentemente também descobri que sou intolerante ao Glúten também, estou sofrendo com as restrições, mas aos poucos estou me adaptando. Espero ter contribuído um pouquinho com seu espaço maravilhoso.

    Comentário by Jamille — janeiro 20, 2015 @ 12:44 am

  20. Nossa, Jamile, eu não sabia disso não.
    Como o problema aqui em casa é a proteína do leite, acabamos por cortar absolutamente tudo derivado do leite da vaca. Mas pior ainda deve ser você confiar que um produto é livre de lactose, consumi-lo confiando que aquilo te fará bem e descobrir que não é bem assim.
    Depois que li seu comentário eu lembrei que vi em algum lugar que nenhum leite é 0% lactose. Que se fosse usar alguma porcentagem, que fosse algo do tipo 99% livre de lactose. O ideal é falar “leite com baixo teor de lactose”. Esse negócio de 0% é propaganda enganosa e deveria mudar, com certeza!
    Obrigada pela informação.
    Beijão!

    Comentário by luíza diener — janeiro 20, 2015 @ 10:46 am

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