02 de setembro

benjoca na escola – parte IV – na prática

por luíza diener

desenhista

uma amiga minha recentemente mudou-se de cidade e recomeçou a saga de procurar uma escola para os filhos dela. por conta disso temos conversado sobre o assunto pelo what’s app e vejo ela viver algo que eu jurei que passaria e não passei: conhecer um milhão de escolas com propostas pedagógicas e estruturas diferentes até optar pela que melhor se adapte à dinâmica da casa, personalidade dos filhos e, claro, orçamento.
eu não pesquisei escola nenhuma, eu apenas decidi de um dia pro outro que havia chegado a hora do benjamin, adiantando meu plano em um ano (a ideia era colocá-lo apenas em 2015, quando tivesse quatro anos já completos).

{para quem não conheceu a saga ou quer reler, clique nos links abaixo:

esse quarto post demorou quase sete meses para sair pelo simples fato de que eu queria sentir a escola primeiro, longe daquela empolgação toda e já com um toque de realidade, de sentir o que funciona ou não para o meu filho e colher os frutos dessa nova fase. como sou muito crítica a analítica, decidi colocar os prós, os contras e algumas considerações gerais, apesar de saber que as coisas não são tão simples assim. então sente-se confortavelmente, pegue um lanchinho e um chá gelado e vem nessa, que a conversa vai ser longa:

os prós

o jardim de infância é encantador. pelo menos pra mim, que cresci estudando na rede pública e criei uma memória afetiva com todos esses pequenos detalhes como: sala com varandinha, copos, talhes e pratinhos azuis, aquele tanque/pia único e cheio de torneiras pras crianças lavarem a mão juntas e por aí vai. a estrutura é ótima. simples, mas impecável. as salinhas são grandes, bem ventiladas, bem iluminadas, todas têm mesinhas baixas e novinhas, banheiro, bebedouro com água natural ou gelada, ganchinhos para pendurar as mochilas – um para cada criança – com suas respectivas fotos, muitos brinquedos para brincarem. o material é de uso coletivo, ou seja,  não tem aquela bobagem de tal lápis ser de fulaninho e o giz de sicraninho.
na parte externa tem um parquinho de areia super amplo, com muitos brinquedos de madeira, cercado de cerca viva e sombreado por árvores de fora a fora.

a proposta pedagógica é demais. eu caí de pára quedas na escola, mas logo no primeiro dia letivo houve uma reunião para apresentar a proposta pedagógica, que é adotada em todo o distrito federal, é chamada de currículo em movimento (clique no link se quiser conhecer a fundo). eu não saberia explicar em poucas palavras (síntese não é meu forte), mas sei dizer na prática o que tenho visto ser trabalhado lá: a valorização do brincar, cantar, expressar-se corporalmente, verbalmente, através de músicas, danças, atividades psicomotoras, trabalhos manuais. o coletivo, o respeito ao próximo, a afetividade, sempre presente. toda vez que eu busco o benjoca na escola vejo ele e seus amiguinhos na salinha ora sentados no chão conversando, ora numa mesinha, brincando de massinha e cantando juntos, ora todo mundo pulando e dançando. o que mais me chama atenção é que eles estão sempre juntos. são 15 crianças e todas se gostam, brincam, se curtem. às vezes se batem e, infelizmente, o meu filho costuma ser um desses agitadores da pancadaria. mas o fato é que eles se gostam de verdade. e, aos poucos, os pais também têm desenvolvido conversas e a partir daí, surgido amizades.

quero contar algumas coisas que eles já fizeram este ano e que eu achei incríveis:

  • hortinha – todas as turminhas plantaram no semestre passado algumas folhosas na hortinha da escola: alface, cebolinha, rúcula e alguma coisa que não sei se é mato ou couve. elas plantaram, viram crescer dia após dia e, quando chegou o momento, colheram e fizeram uma salada. até onde sei, todas comeram e nessa teve um monte de criança que não gostava de rúcula, por exemplo, que passou a amar. foi assim que eu comecei a comer rúcula quando pequena e benjamin – que já curtia – agora sempre pede pra botar no prato dele.
  • celebrando a diversidade – esse jardim de infância é uma escola inclusiva, que atende crianças portadoras de necessidades especiais. mas o que me surpreendeu foi na semana passada, quando teve a festa da família (lá eles não comemoram dia dos pais ou das mães, mas uma festa única para pais, mães, avós, etc), onde fizeram um mural sobre a diversidade da família.  pegaram base nos livros do todd parr (autor conhecido justamente por valorizar essa diversidade) e mostraram que existem diferentes famílias: apenas com uma mãe, apenas um pai, um pai e uma mãe, dois pais, duas mães, filhos adotados, crianças criadas pelos avós e por aí vai. eu fiquei muito feliz de ver isso numa escola, até porque esse é um assunto que nunca foi tratado em nenhum lugar onde estudei. sei que os tempos são outros também, mas foi muito bom ver que trataram com naturalidade um assunto que ainda é tabu em muitos lugares.
  • projetos especiais – volta e meia aparece um projeto novo por lá: alimentação saudável (da hortinha, por exemplo), educação ambiental, desenvolvimento corporal, etc. volta e meia vem alguém de fora pra trazer esses projetos para as crianças e eles sempre a-mam de paixão.
    agora estão com um de música. semanalmente há uma aulinha de musicalização infantil e achei muito legal que a professora é deficiente visual. em paralelo a isso a professora dos meninos está trabalhando o corpo com eles, então quase todo dia o benjamin fala que a tia da música não enxerga com os olhos, mas enxerga com as mãos, com os ouvidos, com o nariz.
    também há o cuidado de elaborar alguns projetos de acordo com os interesses da turma. exemplo fictício: muitas crianças vão ganhar um irmãozinho ou já têm um pequenininho. aí a professora trabalha esse conceito de uma forma ampla na sala, como de onde vêm os bebês, o compartilhar seu espaço (e pais) com seu irmão/irmã e por aí vai.
    o legal é que, por mais que haja uma base pedagógica, existe a liberdade e flexibilidade pra trabalhar de acordo com cada turma. é totalmente diferente, por exemplo, de seguir uma cartilha pronta e padronizada ou uma grade fechada de conteúdo.
  • comunicação – além da comunicação básica com os pais através da agenda e bilhetes, uma característica que me marcou muito da professora do benjamin é como ela conversa com todos os pais e mostra-se sempre acessível a nós. no final da aula, quando vou buscá-lo, ela sempre troca uma ideia comigo (e com quem mais quiser) sobre o que foi visto na aula, como o benjoca aceitou o conteúdo, além de coisas corriqueiras. nos falamos também pelo facebook e ela é uma pessoa muito comunicativa. ou seja, não preciso passar um semestre inteiro esperando a reunião dos pais para falar sobre meu filho ou agendar um horário para conversar formalmente com ela sobre algum comportamento que ele venha a apresentar. inclusive já troquei angústias e dúvidas que me tranquilizaram só de botar isso para fora. não sei como é isso com as outras professoras, mas fico muito feliz do primeiro ano do joca já ser desse jeito.
  • todo mundo se conhece – por ser uma escola pequena, há relativamente poucos alunos e poucos funcionários. por conta disso, todo mundo se conhece e se chama pelo nome. todo mundo fala “oi, benjamin” “tchau, benjamin” “bom dia, benjamin” “bom final de semana, benjamin” e ele mesmo sabe o nome das professoras das outras salas, da tia da cantina, da portaria, da secretaria e por aí vai.

eu poderia listar várias outras coisas pequenas e grandes que me encantam por lá. conversando com outros pais eu vejo que não sou a única. inclusive, muitos deles tiraram os filhos de escolas particulares e puseram nessa, pública, e estão extremamente satisfeitos, sem a menor intenção de mudá-los para outro jardinzinho. bom ver que não é apenas um deslumbre meu como marinheira de primeira viagem.

as mudanças do benjoca

  • ele tem dormido muito mais. tem gastado mais energia, está bastante comunicativo.
  • o que mais me chama atenção é como o desenho dele evoluiu. muito. antes ele fazia só uns rabiscos e se sentia muito frustrado ao desenhar, especialmente com o pai, que desenha muito bem. depois de entrar pra escola ele se soltou e tem usado o desenho pra expressar a criatividade dele, coisa que ele não fazia antes. tem desenhado pessoas com todos os detalhes: cabelo, sobrancelha, olho, nariz, boca, covinhas, orelha, mãos e pés com dedos e usa as cores com intensidade, preenchendo o papel todinho com cor.
  • tem comido menos e está mais magrinho. não sei se é o horário e o tipo de comida que se serve na escola, mas ele chega pro almoço já de barriga cheia e à noite se recusa a jantar, só quer pão e fruta. ele já vem estado bastante seletivo pra comer, independente do colégio, mas acho que os horários da escola acabaram influenciando na alimentação dele. notei essa diferença nas férias, que ele engordou, cresceu, ganhou bochechinhas e agora está um fiapinho de novo.
  • descobri meu filho sob uma nova ótica. mãe tem essa tendência de estereotipar o comportamento do filho, mas eles se desenvolvem e até se comportam de acordo com o ambiente que estão inseridos. tem sido muito legal pra ele passar as manhãs com outras crianças da mesma idade, de convívio diário e que ele conhece pelo nome, com outros adultos que não parentes e coisa e tal. e tem me ajudado a encarar meu filho de outra maneira, o que é saudável para todos nós. ele é muito querido entre os colegas e também gosta muito de todos eles, bem como de sua professora.
  • está ainda mais expressivo e comunicativo. canta ainda mais, conta ainda mais histórias. antes chegava da escola e não contava na-da do que acontecia. agora conta os causos, as músicas, deduras os colegas e até a si mesmo.
  • está mais possessivo. acho que juntou o fato dele ter começado a frequentar o jardim com a mesma época que a irmã começou a se deslocar e ter mais acesso às brincadeiras do irmão e, consequentemente, aos brinquedos dele. ou seja, ele que reinou soberano por 3 anos e meio, de repente teve que dividir seu espaço com 15 crianças no período da manhã e 1 bebê no resto do dia (e da vida). se até então ele era um doce, super generoso e só brigava por comida, de repente passou a ser bem possessivo com tudo, até com o que não é dele. tanto que a professora veio comentar que ele tem batido em alguns coleguinhas. às vezes pra sentar numa determinada cadeira, pra ficar com algum brinquedo ou, num caso recente, bateu num colega porque tinha batido na amiguinha dele. confesso que não sei lidar direito com essa situação. sugestões?

 

os contras

tenho relutado para não escrever sobre os contras da escola. por me considerar muito crítica, às vezes acho que podem rolar uns exageros da minha parte. algumas coisas mais brandas me incomodaram muito no começo e depois eu fui baixando a guarda. outras, conforme o tempo passa, só me indignam mais ainda. essas eu vejo que não são meros problemas pessoais meus, mas que o buraco é muito mais embaixo. então vou dividir os contras em três categorias:

contras versão light

no primeiro semestre essas coisas aconteciam com mais frequência: balinhas, doces, muita televisão. cada sala tem uma televisão dentro e isso me incomoda um bocado. o benjamin toda semana me aparecia com uma novidade diferente: a casa do mickey mouse, galinha pintadinha, patati patatá, xuxa spb. aquilo me irritou, tirou do sério. menino chupando pirulito assim, durante a semana, antes da hora do almoço? cantando veeemmm dançaaar que o circo já chegou e por aí vai mexeu muito comigo. tudo que eu trabalhei nele por 3 anos sendo confrontado dessa maneira. perguntei, questionei e já comecei a criar minha fama de chata. aos poucos relaxei, aceitei algumas coisas porque sou dessas que acredita que temos que escolher nossas batalhas. não dá pra lutar contra tudo o tempo inteiro. eu tenho muita energia boa pra gastar nessa vida.
aí não sei se fui eu que relaxei ou se a coisa foi ficando mais tranquila mesmo, mas achei que as balinhas diminuíram, nunca mais veio um doce (ou palhaço) colado na agenda e, por mais que ele ainda cante umas músicas toscas, denunciando a tv ligada vez ou outra dentro de sala, ele também me veio com cantando um palavra cantada ou cocoricó que, dos males, o menor.
também acho que outras coisas muito mais bacanas começaram a acontecer em paralelo, então ele passou a dar menos atenção a isso. ok que ainda me incomodo com a história do cineminha acompanhado de pipoca de microondas toda quinta feira, mas decidi desapegar disso, de coração.

contras versão média

a merenda. o lanche é o mesmo para todas as crianças, preparado e servido na cantina da escola. alguns pais já reclamaram de servirem “almoço” na hora do lanche, como baião de dois, macarrão, risoto, mas pra mim esse não é o pior. pra mim o pior é o fato de todo santo dia o lanche ser praticamente só carboidrato, sendo que duas a três vezes por semana é carboidrato tosco e refinado como cream cracker acompanhado de leite com achocolatado (açúcar puro), macarrão ou pão com margarina e iogurte. obviamente nesses dias eu mando o lanche de casa por causa da alergia do benjamin, mas mandaria do mesmo jeito se ele não tivesse alergia. nos outros tem esses almoços aí.
uma vez por mês eles fazem o dia da fruta, onde os pais mandam de casa as frutas já higienizadas e picadas e todas as crianças compartilham em sala de aula. é o dia que o joca mais come. lamento muito que esse dia da fruta não aconteça semanalmente – no lugar do biscoito com achocolatado – e lamento mais ainda que não sejam servidas frutas, saladas e outras verduras como item indispensável do cardápio.
minha luta é que essas crianças estão na primeira infância, onde muitos hábitos são construídos, inclusive os bons (e maus) hábitos alimentares. aí agora eu tenho que dobrar a educação alimentar aqui em casa e, por outro lado, de muita coisa eu já tive que abrir mão, porque ele aprendeu que porcarias muitas vezes (ou quase sempre) podem ser deliciosas.
infelizmente me parece que lá eles cagam e andam para isso e jogam a culpa toda na secretaria da educação, que fornece o cardápio fechado e pronto e acabou. ninguém luta por isso e se acomoda nesse fato. fim.

contras versão temço nível elevado

propaganda dentro da escola. eu sempre soube que isso existia e costuma ser prática “comum” em algumas instituições de ensino. mas percebi que na do joca não é diferente, infelizmente.
a primeira coisa que me chamou atenção foi a história do álbum de figurinhas. nossa, como isso me incomodou! mas achei que tinha sido inocência por parte da direção e preferi não encrencar.

aí foi a vez da festa junina e a rifa. em outra festa já tinham distribuído rifas para vender. um bloquinho com 30 rifas a um real cada, pra ajudar na festa da páscoa. beleza. mas na festa junina foi pior. a gente tinha que assinar um termo na agenda autorizando o filho a ser príncipe/princesa da festa, comprometendo-se a vender pelo menos 90 rifas. eu não assinei porque não tinha como me comprometer a vender 90 reais em rifa. eu não gosto de rifa. não gosto que me vendam rifa e ainda por cima odeio vender rifa. alguém me sugeriu comprar todas e acabar com aquele tormento, mas eu nem tinha 90 reais pra isso.
então o benjamin veio com um papo de “mãe, deixa eu ser príncipe?” e eu, sem entender, dizia “claro, filho, você é meu príncipe”. depois de alguns dias de insistência ele disse “a professora falou que é pra você deixar eu ser príncipe na escola”. eu, que tinha esquecido da autorização da agenda, de repente senti cair a ficha. marquei a autorização e simplesmente rasurei no escrito “comprometendo-se a vender”. ou seja, ele pode ser príncipe, mas eu não assumo compromisso pra vender p*$&% nenhuma.
na reunião de pais antes da tal festa (que seria para encerrar o semestre) eu questionei essa história de rifa, perguntando como ficariam as crianças cujos pais não venderem 90 reais em rifas e se elas não se sentiriam excluídas. no que a resposta veio com a maior naturalidade:
– as crianças que não forem ser príncipes e princesas participarão da festa junina, mas não da coroação.
– sim, mas elas ficarão ali, sentadas, assistindo os amiguinhos ganharem coroa e não serão coroadas? isso é injusto! – disse, inocente, sem saber de nada.
– não, as crianças que não venderem toda as rifas ficarão dentro da sala de aula com algum funcionário da escola enquanto as outras são coroadas lá no evento, no pátio.
quis morrer, quis cair pra trás, quis botar fogo no próprio corpo e sair correndo e gritando pela escola em forma de protesto. como assim, uma escola com uma proposta pedagógica tão legal, inclusiva e coisa e tal, com uma estrutura bacaninha fazer isso com as crianças? é totalmente contraditório! é totalmente anti ético!
a professora reforçou que é contra isso, que todo ano pede pra parar com essa história de rifa, que ninguém gosta de rifa e que mesmo assim essa situação se repete ano após ano.
no dia da tal festa junina eu não quis apenas atear fogo ao próprio corpo, gritar e correr. eu queria rodopiar, voar, explodir e enterrar meus restos num buraco no meio da areia do parquinho. foi um show de horrores: toda hora falavam sobre as contribuições das rifas, sobre dinheiro, sobre o marido da diretora ser a pessoa que fotografa e filma o evento e que ele venderia as fotos e vídeos por 30 e 40 reais, respectivamente. mas gente!
minha mãe e irmã ficaram indignadas. tão indignadas que nem deram a menor bola pra festa da família, que aconteceu na semana passada (e que foi mil vezes melhor que a junina, apesar de outras atrocidades que logo contarei).
as rifas? bem, minha mãe, minha irmã e eu compramos ali no dia, pro benjamin poder ser coroado príncipe. não que eu dê importância a isso, mas porque eu não queria que ele se sentisse excluído, já que havia sido criada uma expectativa gigantesca (manipuladora) em torno disso.
uma covardia! por sorte eu tive pessoas pra me ajudar, mas essa é uma escola pública! nem todos os pais têm condições de vender/comprar noventa reais de rifa. ou melhor, de comprar a coroação do filho! isolar a criança assim, na maior? tão injusto, tão deselegante!!

por sorte as férias começaram no dia seguinte, passamos um mês longe disso, teve copa, teve 7 a 1 e teve um monte de distrações que fizeram a gente esquecer a tal mini festinha capitalista.
até a semana da festa da família.

não teve rifa na festa da família, mas contamos com o patrocínio de uma ótica conhecida na cidade. para não fazer propaganda dessa porcaria, vou chamar apenas de óticas x. quando fui ver o cronograma da semana da família, tinha umas coisas legais, como visita do corpo de bombeiros, e outras atividades. mas no dia anterior ao evento haveria um “pré exame oftalmológico com as óticas x”. depois li no mesmo informe, que veio na agenda, mais uma menção às óticas x. já foi o suficiente para me deixar com um pé atrás. foi quando vi que, do lado de fora, penduraram um banner convidando a comunidade local para a festa da família e, no canto inferior do banner, a logomarca da tal óticas x. a partir dali eu já comecei a prever o próximo capítulo.
dito e feito. quando fui buscá-lo tinha no pátio do colégio um expositor cheio de óculos escuros, duas funcionárias da ótica uniformizadas e um monte de panfleto de propaganda das óticas x. fiquei tão pau da vida, meu sangue fervia e vi que uma das mães de uma colega do joca tinha acabado de sair da diretoria, indignada com isso.
busquei ele na sala de aula e ele me entregou um bilhetinho, atado ao braço:

amanhã, durante a festa da família, ofereceremos várias atividades interessantes para toda a comunidade escolar. em uma das oficinas teremos a escritora fulaninha de tal, que estará vendendo livros de literatura a R$ 15,00 e também contaremos com uma exposição de óculos a preços promocionais, pela ótica x.
não deixem de aproveitar as promoções!!!
equipe do jardim de infância”

ao chegar da escola, encontrei grampeado na agenda mais porcaria: um papelzinho cheio de numerozinhos tipo 1,50, 1,0, + e  – e nada que eu conseguisse compreender. anexo ao papel tinha grampeado o cartão da tal ótica e escrito “indicação 60,00”.
liguei lá e descobri que, no tal pré-exame, havia aparecido alguma dificuldade dele ao enxergar “de longe” (a funcionária não soube me informar se era miopia, astigmatismo, hipermetropia. acho que ela nem conhecia esses nomes) e que essa indicação era para um oftalmologista parceiro das tais óticas x. perguntei, na simpatia, se ela ganhava comissão por indicação e se era pra dizer que ela que tinha indicado no que me vem uma resposta do tipo “sim, por favor, diga que fui eu porque eu ganho comissão”. também perguntei se eu fizesse os óculos nas óticas x e dissesse que vim a partir do exame feito na escola se conseguiria algum desconto e ela respondeu que sim, que me conseguiria “um bom desconto”.
não digo que fiquei pasma porque eu já esperava isso tudo. mas com certeza fiquei indignada. questionei se algum médico tinha feito o exame e descobri que não, ela mesmo tinha feito com um aparelho da loja. desliguei o telefone com uma voz simpática, mas tremendo.
pra cima de mois? e joca não foi o único da sala com problema “pra ver de longe” não! sem contar que ele tem uma visão de botar inveja em qualquer adulto! aquilo elevou minha indignação ao nível máximo!
a vontade foi de ir à escola, gritar com todo mundo, botar fogo nos meus cabelos, nos pelos do sovaco e nos pubianos e sair correndo pelada pela rua, mas me segurei porque eu estava muito, muito indignada, e poderia falar coisas das quais me arrependeria depois.
[falar sobre o papelzinho: pra completar..]
no dia seguinte foi a festa. não sei se eu já estava acostumada com o esquema festa junina de ser e também porque a festa em si foi muito mais legal que a anterior, mas não me choquei tanto. a diretora, claro, falou das fotos e vídeos e lá estava o marido dela fazendo se trabalho. falou de quem fez a decoração e deixou o contato no mural para quem quisesse. e também tiveram 6 oficinas após as apresentações, uma delas era do tal “pré-exame” e os óculos promocionais. outra era uma contação de história (fraquíssima por sinal) e a contadora estava vendendo seus livros.
mas eu não aproveitei as promoções. ignorei o que me incomodava e aproveitei a minha família, afinal, aquele era o propósito pra mim, pelo menos. e as outras oficinas foram bacanas: de alimentação saudável, de pintura, de escotismo, de brincadeiras de rua.
pouco antes de sairmos, um rapaz que volta e meia ajuda na manutenção da escola abordou meu marido dizendo: “vocês já foram lá ver os óculos? vai lá, tá em promoção”. ele disse que não tinha interesse, eu dei uma resposta meio evasiva e deixamos isso de lado.
benjamin saiu de lá feliz da vida e eu acho que consegui relevar com sucesso as atrocidades.
mas ainda estou tentando lidar com isso tudo.
uma escola tão legal e ao mesmo tempo com umas estratégias pra ganhar dinheiro tão toscas.
eu entendo que todos os bons recursos que a escola tem são provenientes desses dinheiros que entram por fora, porque o governo não dá um centavo furado para ajudar em nada. mas não concordo de maneira alguma com a forma como isso é feito e, ao conversar com vários outros pais, percebi que essa é a postura da escola ano após ano e, por mais que alguns pais reclamem, nada muda.
me senti impotente. ainda me sinto. ainda estou procurando a melhor forma de resolver isso. ao invés de apresentar o problema, apresentar a solução.

já bati o pé e disse que não compro mais rifa. aumentei a minha contribuição mensal da apm, que é a associação de pais e mestres, responsável por cuidar da escola além dos recursos escassos que o governo dá. mas talãozinho de rifa não entra mais na mochila do meu filho, muito menos na minha casa. não compro foto nem filme de evento. se quem faz isso é o marido da diretora, ele que trabalhe voluntariamente e forneça o material em dvd. os pais se encarregam apenas de fornecer a mídia para ele gravar e ponto final.

mas meu lado john lennon é sonhador e eu tento imaginar e acreditar na inocência de todos naquela escola. tento achar que tudo isso só acontece no mero intuito de ajudar as crianças. que eles só fazem as coisas como fazem porque não conhece um jeito diferente de administrar certas situações. que, se eu juntar com outros pais e mães, conseguiremos apresentar soluções lindas e bacanas, condizentes com o resto das coisas tão boas que a escola oferece e, assim, todos viveremos em união, com a paz, a esperança e o amor verdadeiro.

(pera aí que eu vou acender um incenso e já volto)

mas, enquanto isso não acontece, me resta ir atrás de mais informação, de conversar insistentemente com a direção e ver se consigo alguma mudança em alguma coisa. afinal, fama de chata eu já tenho mesmo.

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22 Comments »

  1. Ai,ai…na parte da ótica me lembrei do meu enteado, tem uns dois anos a mãe dele pediu para meu marido pagar a metade de um óculos para o meu enteado.Ela havia levado ele em uma daquelas campanhas, que você faz exame e faz o óculos no mesmo lugar e depois nunca mais encontra eles.Eu fiquei desconfia, mas ela, meu marido e até a professora falavam que ele vivia tendo dor de cabeça, coisa que eu já imaginava ser devido a briga constante do meu marido com a mãe dele.Ok, depois de muito insistir, levei ele com meu marido no meu oftalmologista, o qual ficou indignado, pois além de ter uma visão perfeita o óculos nem grau tinha.O meu médico até sugeriu processar a ótica,mas sabia que nunca mais o veria, tivemos que sair com um atestado comprovando a visão 100% perfeita dele para mostrar a mãe e a professora, pois meu marido já estava lá para acreditar.A dor de cabeça passou, não com óculos, mas quando os dois resolveram as "pendengas" deles.

    Comentário by Júlia — setembro 2, 2014 @ 8:56 am

  2. meu filho estuda numa escola excelente, a educação é realmente ótima, ele se desenvolveu absurdamente depois que foi pra lá, o cardápio é muito bom, feito por nutricionista e tudo adaptado para as alergias dele, jamais entra propaganda na escola… o material é igual para todos também. Porém é tudo um absurdo de caro, o preço da escola equivale quase que de uma faculdade, o lanche também, o material então nem se fala, foi quase 400 reais pra escola pra pagar o material, e isso que meu filho ta no Nível II ainda ( das crianças que completam 2 anos em 2014), lá tudo é pago, toda festa pode saber, que comida, brinquedos tudo vão ser om valores exorbitantes e em todo dia das mães ou dia dos pais terá alguém lá pra cobrar 40 reais pra você tirar uma foto com seu filho. É uma escola super inclusiva, tem alunos especiais estudando lá o que eu acho super importante e com vários projetos legais, meu filho tem aula da música, natação (feita comigo junto), projeto de hortinha também, e sempre estão fazendo coisas diferentes, dia desses tinha um coelho e um porquinho da india na sala deles, eles tem uma estrutura ótima, mas é uma escola machista e que muitas vezes reprime meu filho, lá ele não pode brincar com brinquedos considerados "de menina" como boneca, cozinhar, etc… e a maioria das brincadeiras são direcionadas "pra meninas" e "pra meninos"… o que vai completamente contra como eu educo. Mas o Nicolas ama a escola, falou em ir pra escola ele sai correndo pegar a mochilinha, tem paixão pela professora e pelos colegas, a professora é muito atenciosa e compreensiva com ele, eu amo o jeito deles ensinar, super ludicos e divertidos, mas lá eles não costumam muito respeitar o tempo da criança, por exemplo quando meu filho entrou no 3 bimestre a professora falou que ele tinha que aprender naquele bimestre a comer sozinho porque no 3 bimestre eles nao davam mais comida na boca!! E que eu tenho ate fevereiro pra tirar ele das fraldas (terá 2 ano e 2 meses) ou estar quase saindo senão não pode passar pro Nível III junto com os amiguinhos…. Dificil decidir algumas coisas, mas eu preferi não tirar ele de lá, eu ja fui procurar outras escolas mas não tenho coragem de mudar ele, afastar dos amiguinhos e do lugar que ele já esta adaptado…. cada uma tem seus defeitos, rs… nunca vai ter uma escola que seja exatamente como a gente quer, as vezes tem que escolher as brigas que queremos comprar…

    Comentário by Ana Carolina — setembro 2, 2014 @ 9:18 am

  3. Amo texto longo. Amo! Muito bom, cheio de detalhes. Ameiiiii
    É bom que já vou ficando esperta pra quando minha hora chegar.

    Comentário by fabrinadutra — setembro 2, 2014 @ 9:26 am

  4. Pensei que só em escolinhas particulares as crianças estavam sujeitas aos malefícios das "festinhas capitalistas".

    Na minha infância sofri muito com isso, pois estudei em escola particular pq meus pais, apesar de pobres, não encontravam vaga no público. Eu sempre ficava de fora por não ter dinheiro para a fantasia, decoração, comidinhas, fotos e vídeos… As festinhas rolavam em algum dia de aula comum, nesse dia eu não ía, e no dia seguinte todo mundo na turma estava falando da festinha, e depois de umas semanas apareciam as fotos da festinha no mural (era triste, eu me sentia excluída). Imagino como foi difícil para minha mãe me ver passando por essa situação.

    Sinto sua indignação daqui, é sofrido mesmo. É muito difícil não viver de acordo com o "sistema".

    Não quero que minha cria coma doces na escola, nem assista TV com programas infantis e musiquinhas toscas que não agregam em nada, mas sei que será uma luta difícil.

    Ainda estou grávida, mas já me preparo psicologicamente para essas batalhas diárias.

    Já me irritei com gente fumando ao lado o meu sobrinho de 5 meses, imagina como vai ser quando tiver minha cria…meo deos, vou acender um incenso daqui!

    Comentário by Coruja e Cria — setembro 2, 2014 @ 12:41 pm

  5. Oi, Luiza! Alem de contribuir $ você participa de algum jeito da APM? Você sabe como funcionam as eleições, eles fazem assembléias, realmente mobilizam os pais de forma organizada junto a Diretoria? beijos e parabéns pelo excelente post, certeza que muitos mais não tem nem idéia de que dá pra prestar atenção em tanta coisa que acontece na vida dos pequenos no Jardim de Infância!

    Comentário by Denize Ornelas — setembro 2, 2014 @ 12:47 pm

  6. Oi, Denize, eu sou vice presidente da APM. sabe o que isso significa na prática lá? absolutamente nada. eles não prestam contas, não deixam a gente se envolver. já tentei ajudar, me voluntariar, já dei várias opções. é o mesmo que falar pra parede.
    beijo

    Comentário by luíza diener — setembro 2, 2014 @ 3:05 pm

  7. Ai ai ai na escolinha do meu filho q ingressou o ano passdo tbm na epoca q o irmao nasceu, tbm tenho a fama de chata! Mesma historias, em cidades diferentes. As nao tenho coragem de tirar da rede publica. As partiulares aqui sao bemmmm piores!!!

    abraco

    Comentário by Patricia — setembro 2, 2014 @ 7:10 pm

  8. Oi Luiza,
    Gostei muito do post. Estou procurando uma escola para o meu filho aí no plano (tb sou de Brasília) e os pros q vc citou me agradaram muito. Se der certo, quem sabe eu possa fazer coro com vc para melhorarmos essas questões não tão boas…
    Se vc puder, me fala qual é a escola por e-mail e podemos trocar uma ideia: jaquesalim@gmail.com.
    Bjos
    Jaqueline Lima

    Comentário by Jaqueline Lima — setembro 2, 2014 @ 7:51 pm

  9. Parabéns pelo texto Luíza!!!! Maravilhoso como vc escreve com tantos detalhes todas estas situações. E parabéns mais ainda por ter este sentimento dentro de vc, de mudanças, melhorias que devem ser feitas.

    Comentário by Sandra — setembro 2, 2014 @ 11:27 pm

  10. Complicado, então a APM é só fachada 🙁 Pelo que você contou outros pais tem críticas, né? Eu sou super envolvida com política, minha filha tem 4 meses e já me vejo passando por isso, tô tentando imaginar aqui se não tem uma representação dos pais no Conselho Distrital de Educação, coisas desse genero… sei que é dificil, muita carta marcada mas acho que não podemos desistir de lutar! E suas críticas são tão pertinentes!

    Comentário by Denize Ornelas — setembro 3, 2014 @ 12:44 am

  11. Nossa Luiza, acho um absurdo isso de vender qualquer coisa que seja pra uma criança participar de um evento.
    Uma sobrinha estudava numa escola que tinha essa prática, agora mudou pra outra que tem a festa junina mais legal que eu já vi!! Nas quadrilhas nordestinas geralmente tem um casamento matuto com noiva, noivo, padre, policial, além do rei e da rainha do milho. A escola simplesmente recebe todas as crianças e diz que venham caracterizadas do que quiserem. Se tiver duas noivas, arrumam dois noivos. Se tiver dois, três reis, todos desfilam. Não tem a disputa de “a criança mais bonita é a noiva/rainha”. Sem falar que muitas vezes vira uma briga entre pais e mães que fazem questão que o filho seja um ou outro personagem. Lá conseguiram acabar com a disputa deixando todas as crianças se divertir. Achei lindo! Achei digno!

    Comentário by Renata — setembro 3, 2014 @ 8:59 am

  12. Parabéns mais uma vez pelo artigo escrito. Abraço.

    Comentário by ketina — setembro 3, 2014 @ 12:48 pm

  13. Eu entendi seu ponto com as rifas e similares, mas vou fazer um contraponto. Minha filha também estuda em escola pública, fora do Brasil, com todas as diferenças que isso leva, mas ainda assim, pública. É uma escola excelente e que recebe muitos recursos do governo. Em tese não precisa de nenhum complemento, mas a associação de pais (PTA) é muito engajada e arrecada MUITO dinheiro com a única intenção de melhorar as coisas ainda mais. Um exemplo bobo: a escola pode fazer mais passeios culturais a museus, teatros etc sem que os pais tenham q pagar nem o ônibus, o PTA comprou 30 Ipads pra modernizar as aulas de IT, coisas assim. Antes mesmo da minha filha começar de fato eu enteei pro PTA. Mesmo sendo um saco mts vezes e tomar meu tempo, em adição à casa, filhas e emprego full-time, eu entendo a importância. Meu ponto é, você não gosta de rifa, mas o objetivo é melhorar a escola, especialmente que vc mencionou que os recursos do governo não são suficientes. Talvez o método esteja falho, mas o princípio é bacana: melhorar o que é oferecido para as crianças. Aqui o PTA vende uma espécie de loteria mensal, faz vários e eventos, tudo na tentativa de arrecadar grana (além das contribuições mensais). E o PTA arrecada tanto que também doa para causas que as crianças escolhem, o que eu acho bacana. Enfim, eu achei sinistro ligarem a rifa a uma hierarquização entre as crianças, obrigar a vender 90 reais e o link com a gráfica. Mas eu entendo que a intenção lá do fundo é boa. Espero que entenda meu ponto e deixo a sugestão de talvez se envolver com o PTA da escola e sugerir e organizar formas mais legais de arrecadar fundos.

    Comentário by Thais — setembro 3, 2014 @ 3:51 pm

  14. Thais, eu faço parte da APM daqui. sabe o que isso significa na prática? NADA! eu já tentei me voluntariar para várias coisas. Faltou merendeira e eu me voluntariei pra fazer o lanche das crianças. não pode. Achei a merenda fraca e me voluntariei para mobilizar os pais a trazerem frutas e verduras de casa. Não adianta. Cada sugestão, um balde de água fria e uma porta fechada.
    A próxima reunião com os pais da APM sabe quando é? Em dezembro (a primeira foi no começo do ano).
    eu tento, a escola não dá nenhuma abertura pra isso. A impressão que dá é que os pais eleitos na APM são só pra cumprir um regimento e deixa que a escola se vira sozinha, sem a gente.
    Eu vendi a primeira rifa numa boa, mas nessa segunda eu me indignei. Passei a contribuir mais com o valor mensal da APM pra não ter que participar dessa palhaçada na próxima vez, porque o que eles fazem é injusto com as crianças.
    Enfim, eu não vou desistir de tentar me envolver e participar tão fácil, mas vai ser quase que à força, sabe?
    Beijo

    Comentário by luíza diener — setembro 3, 2014 @ 5:20 pm

  15. Ops, gráfica não, ótica.

    Comentário by Thais — setembro 3, 2014 @ 3:52 pm

  16. Força garota!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Muitas vezes falta esclarecimento, conhecimento, e algumas boa vontade, mas não parece ser o caso. Faça uma abaixo assinado, tente procurar outros pais pra ver com quantas outras cabeças você pode contar. Afinal de contas não é qualquer criança que é eleita representante de classe estando há 1 mês na escola.
    Go, Luiza, Go!

    Comentário by Marta Pires — setembro 3, 2014 @ 10:51 pm

  17. ME aprova aí administrador!

    Comentário by Marta Pires — setembro 3, 2014 @ 10:51 pm

  18. aprovadium!!

    Comentário by luíza diener — setembro 3, 2014 @ 11:04 pm

  19. Nossa! nunca lembraria disso. ahahahha!
    tenho uma mãe apmista a quem puxar tb. vamos nessa

    Comentário by luíza diener — setembro 3, 2014 @ 11:05 pm

  20. Muito bom o post!

    Tô indignada e impressionada como é possível tantas práticas comerciais dentro dessa escola que é pública!! Vc já checou se essas práticas são legalmente possíveis?

    Comentário by Luciana Mazzei — setembro 5, 2014 @ 9:20 am

  21. Verdade o que a Luciana Falou aí em cima. Eu acho que td isso é ilegal. O meu marido fala que em escola pública aqui do Estado de SP, não se pode nem obrigar os alunos a irem de uniforme. Eles meio que cobram pra ir, mas não pode deixar de recer nunca um aluno que esteja sem pq se o Estado não fornece eles não podem obrigar. E tbém não podem tirar o direito dos alunos de assistirem as aulas. Se eles não podem obrigar os pais a comprarem um uniforme que a meu ver é bem essencial, imagina praticamente obrigar eles a vender/comprar rifa, ou mais sei lá o quê…sei não mas acho que se fosse ver na diretoria de Ensino eles teriam que mudar essas posturas…bjs

    Comentário by Francine — setembro 5, 2014 @ 2:31 pm

  22. Qual é esse jardim de infância? Estou procurando para minha filha.

    Comentário by Nina — outubro 3, 2014 @ 12:38 pm

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