ele já começou a famosa fase do não.
já tá sabendo também distinguir algumas coisas certas das erradas, mesmo que a gente não fale nada.
e daí que, como eu já disse, ele tem um espacinho da prateleira só dele – as duas primeiras de baixo. dali pra cima, são nossas coisas e ele não pode mexer.
e eu tenho que ouvir o dia inteiro ele me relembrando disso, quase como quem dá bronca:
tem tempo que estou para escrever sobre isso. é um fenômeno que acontece aqui em casa. a casa dos pais papagaios.
é muito simples. nosso mini ser andante é uma criança cheia de charme e truques. pelo menos eu acho, né?
ontem no banho, sei lá por que, ele resolveu que queria dar banho no boneco do hulk, que estava no box.
aí passava a bucha no tadelo. no baço, no pé e no bumbum do ukinho.
porque agora não é mais uki, é ukinho. afinal, é um mini hulk.
depois de banho tomado, ritual do sono e tudo mais, finalmente o bebê dorme.
imagine a cena: estamos eu e luíza na sala e aí começa o fenômeno papagaio. começa de mansinho e de repente pimba! lá estamos nós repetindo as proezas linguísticas do filho, imitando tudo que o benjoca diz e morrendo de rir e de orgulho ao mesmo tempo. hoje no banho ele resolveu que queria dar banho no boneco do hulk, aí passava a bucha no tadelo. no baço, no pé e no bumbum do ukinho. por que agora não é mais uki, é ukinho. hahaha. aí ele disse: abi a póta (e balança a cabeça) como que afirmando. aí tov fez tal coisa e ele: tenta tóti, tenta. não podi não. papaizinho junto, abaço. oi, diga boi. oi peixe . mamãe tolinho, quelo tolinho. hahahah! imita levantado os braços.
eu não sei vocês, mas segundo os cientistas isso faz a orelha de 90% das crianças esquentarem (??).
pelo menos foi o que eu ouvi falar e também ouvi falar que o fenômeno papagaio assola várias lares brasileiros.
confere? :)
obs: você que é homem, macho com M maiúsculo e tudo. seus problemas acabaram. lá em cima no site, do lado direito, debaixo da pequisa, tem um botãozinho vermelho piscando chamado: disfarça pai. tem que clicar pra ver o que aparece. espero que goste. um oferecimento da nossa amiga raquel brehm, que consegui essa proeza tecnológica pra gente! valeu raquel!

tem dias, semanas, meses e quase anos que eu to com esse post na cabeça e nunca consigo escrever.
mas é um assunto tão, mas tão recorrente, que resolvi vencer a preguiça, sentar a buzanfa e contar minha própria experiência com o sono do joca.
o que mais me contam são sempre coisas do tipo “meu filho tem tal idade. até tantos meses ele dormia a noite inteira. aí de repente ele começou a acordar quatrocentas vezes por noite e nunca mais voltou ao normal”.
primeira coisa que eu quero te pedir é: por favor, se isso acontece com seu filho também, comente neste post!
não, não estou fazendo isso pra ganhar mais comentários no blog.
mas é porque eu acredito que várias experiências falam mais que uma só e também porque quero comprovar a minha teoria de que os bebês que dormem a noite inteira desde pequeninos (e mantém esse padrão ao longo de todo o primeiro ano de vidasão exceção à regra).
porque pra mim a regra é sempre: nasce, passa um tempo acordando a cada segundo, depois melhora e, de repente, passa a dormir a noite inteira. aí de repente invertido ele volta a acordar que nem um louco, geralmente por causa de dente, nariz entupido, calor, frio, doença, cachorro latindo, vizinho que espirra alto demais e um monte de outros fatores incontáveis.
aí volta ao normal.
aí você jura que quando seu bebê tiver 1 ano de idade já será uma criança, que dorme a noite inteira lindamente. e descobre que essa é a pior fase de sono/temperamento que ele já passou até então.
e por último, alguns meses depois de completar 1 ano, ele passa a dormir serenamente. ou não.
é assim?
vou deixar essa minha parte do achismo com vocês (porque maternidade é embasada em muitos achismos, intuições, experiências próprias e impróprias) e contar minha experiência. meio caótica. ou não.
* * *
ele nasceu. tudo que ele e eu queríamos era dormir.
as primeiras semanas eram a coisa mais linda do mundo. ele só dormia. acordava. mamava. voltava a dormir.
geralmente a cada duas horas.
eu me sentia descansada e achava que recém nascido era a melhor coisa do mundo.
nos primeiros 3 meses eu mostrava pra ele o que era noite e dia. sempre permiti que ele dormisse na hora que sentisse sono. mas se dormisse de dia, deixava o quarto claro, continuava a fazer a barulheira normal de casa (liquidificador, aspirador de pó, vizinho espirrando, etc). se acordasse de dia eu papeava com ele, brincava, mostrava o mundo. mas se acordasse à noite eu não emitia um pio. só pegava no colo, aconchegava, dava o peito até que ele dormisse e voltasse pro berço (praticamente faço isso até hoje).
também nesses primeiros meses eu cuidava pra que ele nunca adormecesse mamando (exceto à noite) e deixava pra dar mamar quando ele acordasse, pra não associar o peito ao sono. hoje acho isso uma grande besteira. mais pra frente explico o porquê.
também dormiu a noite inteira pela primeira vez (sete horas seguidas). isso aconteceu umas 2 ou 3 vezes e parou, voltando a acordar umas 6 vezes durante a noite.
eu sempre embrulhava ele num cueiro pra dormir. era ótimo. ele amava, ficava calminho. eu amava também. todos sorria.
nessa época ele era meio tanto faz como tanto fez pra algumas coisas. se eu colocasse ele ainda acordado no berço, ele aceitava. se colocasse dormindo, tudo bem também. se acordasse e não tivesse ninguém, ok. mas se acordasse e a gente estivesse ao lado, beleza. foi a linda fase do bebê neutro.
a partir dos 4 meses ele passou a distrair-se durante as mamadas. antes disso o mundo podia cair, as pessoas podiam passar gritando ao meu lado que ele continuava compenetrado, firme e forte no mamá. depois disso ele ficou mais sensível aos sons, o que também tornou o sono dele mais leve num geral.
foi também nessa fase que ele passou a ser mais seletivo quanto às pessoas. às vezes queria o meu colo. às vezes do pai. virava a cara quando não queria que alguém o pegasse.
não lembro se foi exatamente nessa época, mas ele passou a ter umas sonecas diurnas que não duravam nem meia hora. foi desesperador, porque durante o dia ele só queria ficar no meu colo e eu não conseguia fazer mais nada. quando ele dormia eu queria ganhar o mundo em 20 minutos e era eu mal começar a fazer uma coisa que ele já acordava. acho que foi por isso que eu emagreci tão rápido ; )
e nem pensar em durante o dia deixá-lo acordado no berço pra ele dormir sozinho.
muito menos embrulhá-lo em nada.
ele passou a odiar isso tudo!
apesar de não ser a favor de adestramento de sono de bebês, alguns truques eu sempre fiz e deram certo. um deles foi não correr de imediato para atendê-lo. não apenas no sono, mas em tudo na vida. isso não significa deixar chorar até cansar.
isso porque algumas vezes ele acorda, dá um resmungada e volta a dormir. isso dá a ele a chance de encontrar um jeito de aprender a fazer isso sozinho.
à noite mesmo, ele acordava e eu esperava pra ver se ia voltar. caso isso não acontecesse, eu pegava, dava o peito e devolvia ao berço, mesmo que ainda estivesse desperto.
era impressionante ver como ele ficava bonzinho no berço e logo adormecia por conta própria. mas só à noite.
teve uma fase, aos 5 meses, que ele resolveu tagarelar no meio da noite. mas ele parecia bem com isso, então ele conversava sozinho, até retornar aos braços de morfeu.
isso do sono noturno eu não posso reclamar. apesar de ter demorado bem mais de um ano pra atingir o capote completo, ele não me deu tanto trabalho (no primeiro ano) à noite. exceto pelas noites em que esteve doente ou com algum dente nascendo era acordar, mamar e voltar pra dormir, sem grandes estresses – mesmo que isso acontecesse tantas vezes durante a noite.
perto dos 6 meses, um pouco antes, aconteceu. o primeiro dentinho quis nascer. foi quase um mês de sonos alterados, mamando muito mais e acordando muito mais de dia e à noite. achei que assim que o dente rompesse a gengiva isso cessaria, mas não. até porque depois do primeiro veio o segundo e depois o terceiro e depois o quarto.
entre 7 e 8 meses ele passou a jantar com gosto. e acho que aquela barriguinha cheia começou a dar uma segurada no sono e o menino que acordava quase 7 vezes à noite passou a acordar só umas 3.
desde essa época percebi que, até hoje, quando ele não janta direito, acorda mais vezes à noite. então o truque é mantê-lo bem alimentado.
isso sempre valeu pro caso dele querer acordar à noite pra mamar.
se eu resolvia que não ia dar o peito durante a noite, era pior. ele ficava tanto tempo desperto que na hora de mamar, continuava acordado. o melhor era dar o peito logo, pra que ele retornasse logo ao seu soninho.
as sonecas do dia eram menores, aproximadamente duas por dia, cada uma com 1 horinha.
nessa época ele não dormia mais no peito, exceto ao longo da noite. pra soneca do dia ele dormia no meu colo, embalado.
à noite quem colocava ele pra dormir era o pai. mas tudo isso se perdeu depois de um tempo (também explico lá pra frente).
com 9 meses destrambelhou de vez. essa pra mim foi a fase mais difícil do seu primeiro ano de vida.
primeiro porque foi quando completou 9 meses que ele teve convulsão. aí passou o dia no hospital, foi furado várias vezes, um monte de exames e médicos em cima.
pra completar, depois disso ficou doente por 3 meses seguidos, nariz entupido. uma mistura de alergia com tempo frio de inverno e quatrocentos dentes nascendo ao mesmo tempo.
somando a isso, começou com a ansiedade de separação e não tolerava que eu me ausentasse de perto dele por mais de, sei lá, 5 segundos.
um poço de trauma, incômodos e carências.
também foi a época que aprendeu a engatinhar de verdade, andar em pé apoiado nos móveis, mexer em tudo.
ele queria explorar o mundo. pra que gastar tempo dormindo?
ou seja, tudo colaborou pra que ele tivesse um sono péssimo tanto de dia quanto à noite.
foi uma fase difícil. ele ficava extremamente irritado por qualquer coisa.
às vezes aceitava que o pai o colocasse pra dormir, às vezes não. só melhorou disso especificamente lá pros 11 meses.
houve épocas que ele adormecia, capotava de ficar com os braços e pernas penduradões. mas era só colocá-lo no berço que ele acordava gritando, chorando, completamente desperto e não queria mais voltar a dormir. como eu sofri!
nesse tempo eu deitava com ele junto comigo na cama, dava o mamá deitada e esperava até ele abrir a boca e largar o peito. aí eu botava a chupeta na boca dele e saia correndo, fazendo o maior silêncio do mundo. era o único jeito que funcionava. às vezes.
lá pros 11 meses ele voltou a dormir semi-sozinho. ainda acordava à noite, mas só 1 ou 2 vezes. voltou a aceitar dormir sem peito e às vezes sem chupeta. de se permitir deitar sozinho, receber uns tapinhas no bumbum ou uma carinho no cabelo/rosto e apagar lindamente.
com 12 meses nós viajamos e eu passei 1 semana sozinha com ele dormindo na minha cama. só eu pra cuidar, botar pra dormir e todo o resto. nem precisa dizer que virou um grude, não queria dormir sozinho, muito menos longe de mim. aí seu sono estragou outra vez.
desde então ele só dorme no meu peito. lascou-se.
foi também com 12 meses que ele começou a tirar sonecas mais longas, de 2 a 3 horas.
no começo eram duas sonecas de 3 horas. um paraíso na terra!
6 horas do dia só pra mim! mas durou pouco e em menos de 1 mês ele passou a tirar uma única soneca diurna de 3 horas. mas tá ótimo, né?
entre 12 e 15 meses ele ganhou 4 molares chatíssimos de nascer. mais pelo menos um mês de sofrimento.
finalmente, com 1 ano e 4 meses, ele começou a dormir de verdade à noite. dormindo às 20h e acordando só às 6h.
a vantagem é, obviamente, conseguir dormir uma noite inteira sem interrupções. a desvantagem é ter que acordar tão cedo.
a soneca diurna acontece de fato somente uma vez por dia, geralmente antes do almoço. duas ou três horas e nunca passa disso.
tá bom, né? ele tá crescendo.
curioso é que antes disso acontecer, não tinha uma noite sequer que eu não fosse dormir pensando “será que é essa noite que ele dorme inteira?”. mas quando aconteceu eu nem percebi.
até hoje, no auge de seus 20 meses, acontecem noites e noites em que ele acorda às vezes uma, às vezes duas vezes. geralmente meia noite ou 5h da manhã. mas isso passou a ser exceção, não regra.
sim, ele acorda e eu ainda dou o peito.
acho muito mais cômodo que ter que buscar água, fazer truque pra voltar a dormir ou qualquer outra coisa.
mas ele já é um rapaz e acho que nessa idade tudo bem fazer algumas coisas pra não precisar amamentar durante a noite.
por exemplo, às vezes ele quer acordar 4h30 da manhã pra brincar. são nessas horas que, depois de tentar tudo no modo mute, eu abro a boca e digo: é hora de dormir. vou colocar você na sua caminha e voltar pro meu quarto. beijo tchau. geralmente dá certo.
enfim, gostaria de fazer algumas considerações a respeito:
sugestões de leitura:
{e outras expressões idiomáticas mais comuns}
* a saber: as letras t e d ele pronuncia na pontinha da língua, com um sotaque meio recifense.
outras minifrases / expressões:
* foi agora, com 1 ano e 7 meses, que benjamin disparou a falar de vez e a formar frases.
** não to lembrando nem da metade. por isso, conforme eu observar algumas palavras mais usuais e corriqueiras, corro aqui pra postar.
*** é o dia inteiro tagarelando, como no vídeo. mas se eu quiser que ele se cale é só colocar uma pessoa do outro lado da linha.
é fato que os posts do desenvolvimento do benjamin pararam de ser mensais, mas eu não poderia deixar passar batido esse mês tão especial da maioridade bebezística.
veja bem: eu sempre achei que alguns meses seriam marcantes na vida do benjoca: o terceiro, o sexto, o dôzimo (neologismo rules!), o décimo quinto e, claro, o dezoitôzimo.
quando o benjoca era pequenico, imaginava que aos 18 meses ele seria uma criançona, que falaria tudo e não teria mais nada de bebê.
hoje vejo que me enganei em muitas coisas e que outras foram além das minhas expectativas.
é uma fase muuuito gostosa e ativa até dizer chega! mas ele está lindo e delicioso e cada vez menos chato. acompanhem:
e se você for a um restaurante onde os garçons tenham sido treinados pelo benjoca, saiba como fazer o seu pedido:
(em comemoração aos 18 meses do dia 22/02/12)

segunda feira fez um daqueles dias que cai uma chuvinha fina e constante, resultando em benjamin e eu enfurnados dentro de casa.
logo de manhã resolvi trocar a roupa dele por algo mais confortável.
típica roupa pra ficar em casa, sabe?
coloquei nele uma camiseta cor de rosa, que acho que ele só usou uma vez. não pela cor, mas por ela ainda ser muito grande.
ele, que anda com essa de tentar acertar gêneros e chamar todo mundo de “menino” ou “menina”, ao vestir a blusa, apontou pra ela e disse: “menina”.
na hora eu fiquei intrigada: será que ele está associando a cor ao gênero?
maspoxavida! eu nunca ensinei pra ele cor de menino e de menina e ele não convive com ninguém que faça isso – pensei.
aliás, aqui em casa não tem essa. ele brinca de carro e de boneca. tem bola, vassoura, moto, calça os sapatos do pai e os meus.
porque antes de ser menino, ele é bebê.
então resolvi fazer o teste: coloquei várias fotos de meninos E meninas usando cor de rosa e deixei pra ver o que ele dizia: menina! menina! menina! menina! – para todos.
aí apareceu um bebê com um pano rosa na cabeça e um body azul. ele ficou intrigado, olhou, olhou e soltou um: “neném”.
daí pra frente eu comecei a dizer: esse está de blusa rosa, mas é menino. esta não está de rosa, mas é menina e passei a ignorar a cor e só dizer quem era o quê.
pronto. problema resolvido. ele passou o resto do dia com a blusa, como se estivesse vestindo uma roupa qualquer.
acho que, por enquanto, eu não preciso me preocupar novamente com essa eterna história de gêneros.
mas diz aí se ele não ficou fofinho de rosa?

aqui em brasília tem um lugar (dos meus preferidos) que se chama água mineral. é um parque nacional onde, dentro dele, tem uma área com piscinas e espaço para lazer.
e por ser em um parque, a fauna e a flora local volta e meia intervêm no ambiente.
especialmente os macacos.
parecem aqueles macaquinhos do filme rio.
descem ligeiro das árvores, mexem no lixo, abrem as bolsas e assaltam as nossas comidas.
os nativos já ficam ligados. os turistas piram, acham fofo, tiram foto e – grande erro – dão comida a eles.
benjamin tá num momento delicioso e terrível.
é a fase símia, que chegou com tudo e consegue me levar a mil emoções diferentes em apenas um dia.
ele resolveu que quer subir nas coisas. em todas elas: escala sofá, cadeira, encosto do sofá, já tentou escalar a janela, subiu na mesa, escala o pai e por aí vai.
eu acho o máximo, incentivo, levo pro parquinho pra ele correr, escalar e gastar muita energia.
as duas novas façanhas de parquinho são subir no escorregador pelo lado invertido (o próprio escorrega) e um dia desses eu vi ele subindo num trepa trepa. já estava na terceira barra!
também quer mexer em tudo: abre todas as gavetas, armários, calça nossos sapatos, veste nossas roupas (inclusive as íntimas). espalha tudo pela casa
um dia ele acordou e pediu pra mamar. quando terminou, começou o circuito: desceu da cama numa velocidade ninja correu para o banheiro desenrolou o papel higiênico meteu a mão no vaso fechou a tampa da privada tirou a tampa do lixo e jogou o papel higiênico lá dentro tirou a roupa da roupa suja deitou no chão enfiou a boca no tapete do chão e saiu engatinhando de marcha ré até que eu não aguentei e disse: chega! ufa!
e fez tudo isso em, sei lá, uma questão de 3o segundos.
só de lembrar eu canso.
e não para por aí. quando chega na sala é a mesma coisa: liga o som abre a porta do armário joga todos os papéis e revistas no chão tenta alcançar os dvds pra abrir a caixa e tirá-los lá de dentro mexe no microondas sobe na cadeira ao lado da tv sobe no braço da cadeira e tenta escalar a tv desce dependurado da cadeira alta estapeia o tov sobe no sofá senta no braço do sofá e fala popopopo imitando o som do cavalo alcança o interruptor apaga e acende a luz apaga acende apaga e acende tira o telefone do gancho e fala alô bobó desce e deixa o telefone pendurado vai pra varanda mexe na comida do tov e poe na boca mexe na água do tov e põe na boca sobe no sofá da varanda e mexe nas coisas que ficam no aparador atrás dele e joga tudo no chão desce e se achar alguma caca do tov como brinquedo ou mesmo cocô também põe na boca dança a música que está tocando joga um brinquedo pro tov e chora porque ele pegou acha o copo de água e joga no chão com toda força vai na porta da sala e bate nela chamando pelo papai fica na pontinha do pé tentando alcançar o molho de chaves na fechadura pega a coleira do tov e persegue o tov com a coleira liga e desliga a tv liga e desliga liga e desliga deita no chão e procura algum brinquedo perdido embaixo do sofá.
esse circuito pode demorar mais e pode mudar a ordem também, mas ele sempre acontece em algum momento do dia.
e essa foi só a parte fofa.
mas o que me andou tirando dos nervos foi quando ele resolveu bater em tudo e todos.
passou semanas terríveis batendo em todas as crianças que encontrava. as que não andam (ou as que não correm, para fugir dele) foram as que mais sofreram.
o primo 4 meses mais novo sofreu dias a fio esse bullying baby.
era o benjamin vê-lo – mesmo que de relance – que ele já descia a mão no pobre coitado.
o coitado, só de ver o benjoca à distância, ou fazia uma cara de agonia, se esquivava rapidinho ou começava a se auto flagelar, batendo na própria cabeça.
e toda vez que eu chamava a atenção do meu pequeno troll, aí é que ele batia mais.
quando não batia em mim, com as duas mãos, direto na cara.
ai, como meu sangue ferve!
teve uma vez que eu fiquei tão, mas tão irada, que tive que colocá-lo no chão e sentar em outro canto, porque – juro – me deu vontade de jogá-lo no chão, igualzinho ele faz com o copo dágua.
em geral eu olho com uma cara bem séria e digo “não pode”. dependendo da ocasião eu explico “faz dodói” ou digo que o certo é fazer carinho, dar abraço e beijo.
mas o pior é que ele acha graça, o que me deixa mais irritada.
ele não bate num contexto “você pegou meu brinquedo. vou te bater”, mas quando está extremamente feliz e agitado. aí ele corre, grita, arma o braço e desce a mão no alvo do seu amor.
não, não está certo. eu sei.
mas fui observar como ele brinca com o tov e é exatamente assim. ele bate no tov pra chamar pra brincar. e o tov revida. e ele corre atrás do tov, pega um brinquedo, joga pra ele e assim eles ficam por um tempo, até que o tov encha o saco e ignore-o completamente.
e como eu faço pra ensinar pro meu filho que cachorro é cachorro, bebê é bebê?
o tov não dá a mínima e eu não vejo motivo canino pra interferir na brincadeira deles (o benjamin aprende muito a ter limites com o tov).
mas agora eu preciso dizer: não bate no tov. abraça. dá carinho. dá beijo (sim, ele beija o cachorro espontaneamente).
mas parece que ele só sabe brincar mesmo de um jeito meio animal.
a sorte é que, graças a deus, ele deu um tempo nessa pancadaria.
agora, quer deixar o benjamin feliz é jogá-lo descalço num parquinho ou em qualquer lugar que ele possa escalar, mexer na terra (e comer um pouco dela), brincar com pedrinhas (e comer um tanto delas), atirá-las longe, subir e descer coisas, ver bichos e ficar todo sujo e descabelado no fim.
quer me deixar maluca é jogá-lo num ambiente fechado e ter certeza de que ele vai fazer tudo isso, só que com os móveis, objetos e filhos das pessoas.
aqui em casa, quando ele está na ativa, eu fecho a porta do banheiro, da cozinha (não vou narrar os feitos da cozinha, que é pra vocês dormirem tranquilos à noite) e, às vezes, da varanda – a depender do seu nível de energia – e deixo ele solto.
deixo pra arrumar a bagunça só à noite, depois que ele dorme, ou quando vou receber visita.
porque num geral eu sei que ele vai bagunçar tudo novamente em poucos minutos.
outra maluquice dele é bagunçar e agrupar.
ele joga todos os brinquedos do quarto no corredor. aí pega uma caixa e coloca tudo o que pode lá dentro.
pior: ontem eu abri a secadora de roupas e encontrei: 2 pares de sapato dele, 2 pares de tênis do hilan, meu chinelo, uma tampa de pote, um estojo, uma camiseta, um pedaço de papel, uma toalha e um garfo.
e outras coisas que ele sempre dá um sumiço, como a escova de dente dele, nosso desodorante, a escova de cabelo, algumas canetas e, claro, todos os sapatos.
lembro que, quando estava grávida, fui a uma espécie de reunião de mães e gestantes e lá havia uma menina muito ativa, de 1 ano e pouquinho. ela ia em todo canto, subia e descia nas escadas e a mãe não tinha sossego um segundo sequer.
eu até pensei “nossa, essa mãe não tem moral nenhuma com a filha. ela deve deixar a menina fazer o que quer e bem entende, sem limite algum. por isso que ela é assim”.
aí, em um determinado momento, a mãe dessa menina pediu pra falar e logo começou a chorar.
disse que já tinha feito tudo o que conseguia pra educar a garotinha, mas ela era muito elétrica. que ela já estava exausta e não sabia mais o que fazer.
naquele momento eu aprendi que não deveria julgar os filhos dos outros, muito menos aqueles que eu não conhecia.
e coloquei na minha cabeça de que poderia ser possível que eu viesse a ter um filho assim.
então eu decidi parar de criticar e achar que tinha a solução pra todos os problemas infantis. e relaxei.
e nasceu esta criança tão alegre e cheia de energia, que não é muito diferente daquela menininha que eu cheguei a considerar a possibilidade de um dda (olha só que especialista que eu era).
e por mais que ele apronte todos os dias – sem exceção – eu não chego a sofrer com isso.
tenho até um pouco de orgulho de ter um filho tão esperto.
mas nos dias em que ele está com a corda toda e que minha paciência já está quase esgotada eu penso: é só um macaco!
e consigo relaxar um pouco.
pai também sofre de saudades do filho enquanto está no trabalho, ainda mais quando a mãe grava um vídeo como esse.
benjamin chora quando ouve “nana nenem”, ninguém sabe por que, uns acham que é por causa da melodia, outros porque tem “papai” na letra e ele morre de saudade dele quando está no trabalho.
bom final de semana!

você percebe que seu bebê já não é mais tão bebê assim quando:
é, eles crescem mais rápido do que a gente imagina. e é uma delícia!
* * *
em tempo: estou entrando de férias (semi-férias, né? porque mãe não descansa) e retorno no começo de fevereiro.
vou deixar alguns posts novos e outros antigos já agendados para serem postados ao longo do mês, mas não vou entrar sempre e não sei se terei tempo de ler e responder todos os comentários, ok?
mais uma vez, feliz ano novo a todos e que 2012 seja ainda melhor!