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06 de fevereiro

é um macaco

por luíza diener

aqui em brasília tem um lugar (dos meus preferidos) que se chama água mineral. é um parque nacional onde, dentro dele, tem uma área com piscinas e espaço para lazer.
e por ser em um parque, a fauna e a flora local volta e meia intervêm no ambiente.
especialmente os macacos.
parecem aqueles macaquinhos do filme rio.
descem ligeiro das árvores, mexem no lixo, abrem as bolsas e assaltam as nossas comidas.
os nativos já ficam ligados. os turistas piram, acham fofo, tiram foto e – grande erro – dão comida a eles.

benjamin tá num momento delicioso e terrível.

é a fase símia, que chegou com tudo e consegue me levar a mil emoções diferentes em apenas um dia.

ele resolveu que quer subir nas coisas. em todas elas: escala sofá, cadeira, encosto do sofá, já tentou escalar a janela, subiu na mesa, escala o pai e por aí vai.
eu acho o máximo, incentivo, levo pro parquinho pra ele correr, escalar e gastar muita energia.
as duas novas façanhas de parquinho são subir no escorregador pelo lado invertido (o próprio escorrega) e um dia desses eu vi ele subindo num trepa trepa. já estava na terceira barra!

também quer mexer em tudo: abre todas as gavetas, armários, calça nossos sapatos, veste nossas roupas (inclusive as íntimas). espalha tudo pela casa

um dia ele acordou e pediu pra mamar. quando terminou, começou o circuito: desceu da cama numa velocidade ninja correu para o banheiro desenrolou o papel higiênico meteu a mão no vaso fechou a tampa da privada tirou a tampa do lixo e jogou o papel higiênico lá dentro tirou a roupa da roupa suja deitou no chão enfiou a boca no tapete do chão e saiu engatinhando de marcha ré até que eu não aguentei e disse: chega! ufa!
e fez tudo isso em, sei lá, uma questão de 3o segundos.
só de lembrar eu canso.

e não para por aí. quando chega na sala é a mesma coisa: liga o som abre a porta do armário joga todos os papéis e revistas no chão tenta alcançar os dvds pra abrir a caixa e tirá-los lá de dentro mexe no microondas sobe na cadeira ao lado da tv sobe no braço da cadeira e tenta escalar a tv desce dependurado da cadeira alta estapeia o tov sobe no sofá senta no braço do sofá e fala popopopo imitando o som do cavalo alcança o interruptor apaga e acende a luz apaga acende apaga e acende tira o telefone do gancho e fala alô bobó desce e deixa o telefone pendurado vai pra varanda mexe na comida do tov e poe na boca mexe na água do tov e põe na boca sobe no sofá da varanda e mexe nas coisas que ficam no aparador atrás dele e joga tudo no chão desce e se achar alguma caca do tov como brinquedo ou mesmo cocô também põe na boca dança a música que está tocando joga um brinquedo pro tov e chora porque ele pegou acha o copo de água e joga no chão com toda força vai na porta da sala e bate nela chamando pelo papai fica na pontinha do pé tentando alcançar o molho de chaves na fechadura pega a coleira do tov e persegue o tov com a coleira liga e desliga a tv liga e desliga liga e desliga deita no chão e procura algum brinquedo perdido embaixo do sofá.
esse circuito pode demorar mais e pode mudar a ordem também, mas ele sempre acontece em algum momento do dia.

e essa foi só a parte fofa.

mas o que me andou tirando dos nervos foi quando ele resolveu bater em tudo e todos.
passou semanas terríveis batendo em todas as crianças que encontrava. as que não andam (ou as que não correm, para fugir dele) foram as que mais sofreram.
o primo 4 meses mais novo sofreu dias a fio esse bullying baby.
era o benjamin vê-lo – mesmo que de relance – que ele já descia a mão no pobre coitado.
o coitado, só de ver o benjoca à distância, ou fazia uma cara de agonia, se esquivava rapidinho ou começava a se auto flagelar, batendo na própria cabeça.

e toda vez que eu chamava a atenção do meu pequeno troll, aí é que ele batia mais.
quando não batia em mim, com as duas mãos, direto na cara.
ai, como meu sangue ferve!
teve uma vez que eu fiquei tão, mas tão irada, que tive que colocá-lo no chão e sentar em outro canto, porque – juro – me deu vontade de jogá-lo no chão, igualzinho ele faz com o copo dágua.

em geral eu olho com uma cara bem séria e digo “não pode”. dependendo da ocasião eu explico “faz dodói” ou digo que o certo é fazer carinho, dar abraço e beijo.
mas o pior é que ele acha graça, o que me deixa mais irritada.
ele não bate num contexto “você pegou meu brinquedo. vou te bater”, mas quando está extremamente feliz e agitado. aí ele corre, grita, arma o braço e desce a mão no alvo do seu amor.
não, não está certo. eu sei.

mas fui observar como ele brinca com o tov e é exatamente assim. ele bate no tov pra chamar pra brincar. e o tov revida. e ele corre atrás do tov, pega um brinquedo, joga pra ele e assim eles ficam por um tempo, até que o tov encha o saco e ignore-o completamente.
e como eu faço pra ensinar pro meu filho que cachorro é cachorro, bebê é bebê?
o tov não dá a mínima e eu não vejo motivo canino pra interferir na brincadeira deles (o benjamin aprende muito a ter limites com o tov).
mas agora eu preciso dizer: não bate no tov. abraça. dá carinho. dá beijo (sim, ele beija o cachorro espontaneamente).
mas parece que ele só sabe brincar mesmo de um jeito meio animal.

a sorte é que, graças a deus, ele deu um tempo nessa pancadaria.

agora, quer deixar o benjamin feliz é jogá-lo descalço num parquinho ou em qualquer lugar que ele possa escalar, mexer na terra (e comer um pouco dela), brincar com pedrinhas (e comer um tanto delas), atirá-las longe, subir e descer coisas, ver bichos e ficar todo sujo e descabelado no fim.

quer me deixar maluca é jogá-lo num ambiente fechado e ter certeza de que ele vai fazer tudo isso, só que com os móveis, objetos e filhos das pessoas.

aqui em casa, quando ele está na ativa, eu fecho a porta do banheiro, da cozinha (não vou narrar os feitos da cozinha, que é pra vocês dormirem tranquilos à noite) e, às vezes, da varanda – a depender do seu nível de energia – e deixo ele solto.
deixo pra arrumar a bagunça só à noite, depois que ele dorme, ou quando vou receber visita.
porque num geral eu sei que ele vai bagunçar tudo novamente em poucos minutos.

outra maluquice dele é bagunçar e agrupar.
ele joga todos os brinquedos do quarto no corredor. aí pega uma caixa e coloca tudo o que pode lá dentro.
pior: ontem eu abri a secadora de roupas e encontrei: 2 pares de sapato dele, 2 pares de tênis do hilan, meu chinelo, uma tampa de pote, um estojo, uma camiseta, um pedaço de papel, uma toalha e um garfo.

e outras coisas que ele sempre dá um sumiço, como a escova de dente dele, nosso desodorante, a escova de cabelo, algumas canetas e, claro, todos os sapatos.

lembro que, quando estava grávida, fui a uma espécie de reunião de mães e gestantes e lá havia uma menina muito ativa, de 1 ano e pouquinho. ela ia em todo canto, subia e descia nas escadas e a mãe não tinha sossego um segundo sequer.
eu até pensei “nossa, essa mãe não tem moral nenhuma com a filha. ela deve deixar a menina fazer o que quer e bem entende, sem limite algum. por isso que ela é assim”.
aí, em um determinado momento, a mãe dessa menina pediu pra falar e logo começou a chorar.
disse que já tinha feito tudo o que conseguia pra educar a garotinha, mas ela era muito elétrica. que ela já estava exausta e não sabia mais o que fazer.
naquele momento eu aprendi que não deveria julgar os filhos dos outros, muito menos aqueles que eu não conhecia.
e coloquei na minha cabeça de que poderia ser possível que eu viesse a ter um filho assim.

então eu decidi parar de criticar e achar que tinha a solução pra todos os problemas infantis. e relaxei.

e nasceu esta criança tão alegre e cheia de energia, que não é muito diferente daquela menininha que eu cheguei a considerar a possibilidade de um dda (olha só que especialista que eu era).

e por mais que ele apronte todos os dias – sem exceção – eu não chego a sofrer com isso.
tenho até um pouco de orgulho de ter um filho tão esperto.

mas nos dias em que ele está com a corda toda e que minha paciência já está quase esgotada eu penso: é só um macaco!
e consigo relaxar um pouco.

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10 de janeiro

auto completar ativar!

por hilan diener

pai também sofre de saudades do filho enquanto está no trabalho, ainda mais quando a mãe grava um vídeo como esse. :)

 

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06 de janeiro

musica proibida do benjamin

por hilan diener

benjamin chora quando ouve “nana nenem”, ninguém sabe por que, uns acham que é por causa da melodia, outros porque tem “papai” na letra e ele morre de saudade dele quando está no trabalho.

bom final de semana! :)

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02 de janeiro

e você percebe que seu bebê cresceu

por luíza diener

você percebe que seu bebê já não é mais tão bebê assim quando:

  • ele repete tudo o que você diz (até o que não era pra repetir);
  • ele imita tudo o que você faz;
  • ele se esquiva do seu colo porque só quer saber de chão, chão, chão, chã-chã-chão;
  • você deixa ele dormindo na cama e faz a famosa barricada de travesseiros para não ele cair. depois de um bom tempo aparece um cotoco de gente na sala com uma cara de sono e o cabelo todo desgrenhado e só fica te encarado sério, sem chorar, como quem diz “e como é que eu durmo com vocês fazendo essa balbúrdia toda?”;
  • ele pega fralda e lencinho, vai até você, deita no chão e diz “tô cocô” (e realmente está).

é, eles crescem mais rápido do que a gente imagina. e é uma delícia!

* * *

em tempo: estou entrando de férias (semi-férias, né? porque mãe não descansa) e retorno no começo de fevereiro.
vou deixar alguns posts novos e outros antigos já agendados para serem postados ao longo do mês, mas não vou entrar sempre e não sei se terei tempo de ler e responder todos os comentários, ok?

mais uma vez, feliz ano novo a todos e que 2012 seja ainda melhor!

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23 de dezembro

minha mãe que disse: feliz natal!

por luíza diener

fizemos uma listinha materna geral de coisas que gostaríamos de ganhar no natal.

você também fez sua própria listinha pro velhote?
o que acrescentaria aqui?

feliz natal!

(e bora arrumar um recesso que ninguém é de férias)

www.minhamaequedisse.com

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26 de novembro

ciclos

por luíza diener

quando o benjamin nasceu e eu lia textos sobre marcos de desenvolvimento, ficava a me questionar se as coisas aconteceriam realmente daquele jeito ou se cada bebê tinha seu ritmo.

hoje eu acredito que é um pouco de cada um, mas que há comportamentos padrões para certas idades.

por exemplo, os três primeiros meses de vida do benjamin foram de cólicas intensas.
mas foi só entrar no quarto mês que as cólicas cessaram.
aos 6 meses (como sonhei com essa data!) nasceu seu primeiro dente e daí em diante ele se desenvolveu muito rapidamente (não por causa do dente, mas creio que por causa da idade mesmo).

ele completou 9 meses. no dia seguinte teve convulsões e daí pra frente passou 3 meses doente. e foram 3 meses mesmo, com direito a febre toda semana.
dos 9 aos 12 meses ele ficou muito, mas muito chato! acho que foi a época mais difícil de lidar com ele, ganhando disparado do tempo de recém nascido.

completou 12 meses. ameaçou ter convulsões nesse exato dia (mas tudo correu bem). no dia seguinte ele começou a andar sozinho.
desde então, nunca mais adoeceu.
os meses 12 a 15 foram os mais doces e fantásticos de sua curta vida.

acontece que agora ele está com 15 meses e desde então está cada vez mais cheio de vontades.
antes ele dava um chiliquinho. agora ele se joga com força no chão e descobriu que dá pra puxar meu cabelo no auge da crise (quando o pego no colo).
eu sou muito firme e categórica ao dizer que não se bate em ninguém, muito menos nos pais dele. ele entende bem. e dá um chilique maior. se não funciona (depois dessas eu ignoro), ele desconversa, dá risada, faz charme.

confesso que estou um pouco apreensiva quanto aos próximos 3 meses, mas quando olho pra trás e vejo que certas fases passam, me inspiro e me animo novamente.

cheguem logo, 18 meses! te quiero!

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16 de novembro

rapidinhas

por luíza diener

açaí

não deixe seu filho comer açaí, mesmo que seja só aquele que meleca a fruta em cima do pote.
claro, a não ser que você adore ver seu filho acordado entre meia noite e 5h da manhã.

 

benjota anda cada vez mais apaixonado por plantas, especialmente pelas flores – ou pela , como ele chama.
o mais fofo é que sempre que encontra uma ele traz correndo pra mim, pra eu colocar no cabelo. morro!

 

bola

encontre o bebê!

up

ele descobriu que dá pra subir nas coisas. já sobe nos sofás mais baixos, nas mesinhas de centro e no que mais sua imaginação permitir. aí ele usa as coisas (como a caixa plástica da foto) como degrau pra alcançar as coisas mais altas.
já era!

 

babymance

joana, filha caçula da fabi, é a mais nova paixão do benjoca. e parece que é correspondida. é só os dois se encontrarem que rolam abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim. uma fofura de derreter o coração.

 

falatório

esse menino anda tagarelando pelos cotovelos. às vezes umas palavras compreensíveis (pelo menos para os pais e mães equipados com a tecla sap), mas muitas vezes um vocabulário próprio, mistura de japonês com português e bebês:

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25 de outubro

desrotina do bebê de 1 ano

por luíza diener

ontem me perguntaram como fica a rotina de amamentação do benjamin agora, que já tem mais de 1 ano.

a minha resposta foi que não fica.
assim, fica e não fica.

desde o meu desentendimento com a encantadora de bebês, quando o benjamin tinha por volta de 2 meses de idade, eu peguei birra de rotina.
não sou contra quem faz, mas sou contra horários inflexíveis.
acho importante as coisas terem uma sequência certa para acontecer e uns horários básicos para certas coisas, como comer e dormir.

mas outras (e até mesmo as principais) são alteradas de acordo com uma série de fatores.
por exemplo, se hoje chove, não tem parquinho.
se saímos, é capaz dele pular uma soneca.
se um dente nasce ele pode perder a fome.
e por aí vai.

antes dele completar seu primeiro ano, achava a rotina ainda mais difícil de ser seguida, especialmente porque é nessa época que eles crescem mais, passam por mudanças muito diversas, o sistema imunológico ainda é sensível e muita coisa no corpo deles é muito imatura.

a rotina serve pra auxiliar, não para escravizar.

o problema é que você dá de cara com o livro da tracy hogg que diz que a encantadora de bebês resolve todos os seus problemas.
então é isso? tudo que eu preciso está neste livro, sem falhas? se eu seguir à risca tudo vai dar certo, né? afinal são robôs pré programados que têm um manual que você compra nas livrarias por apenas R$ 49,90!

claro que não! quem ama a encantadora vai dizer que ela ensina a respeitar o bebê.
é verdade, eu li uns trechos  (e tentei botar em prática, lembra?) e até achei uma ou outra coisa legal.
mas o problema é que o livro te dá a falsa ilusão de que é só seguir as instruções à risca que tudo irá bem.
eu já ouvi e li inúmeras mães desesperadas porque tentaram de tudo e o bebê simplesmente não segue nenhum padrão: “ele dormia a noite inteira, mas agora deu pra acordar várias vezes à noite” ou “ele até comia bem, mas de repente só quer saber de mamar” ou então “essa menina passa o dia pendurada no peito. socorro!”
a impressão que fica é que se seu filho não se comportar de acordo com a lógica de causa-efeito de todos esses encantadores de bebê, quem está errado é você ou o bebê, não o autor do livro (que nunca te viu na vida e não faz a menor ideia de quem são seus filhos).

amiga, essas coisas vão acontecer mesmo.
não quer dizer que porque o bebê dormia a noite inteira com 4 meses de idade que vá repetir o padrão de sono aos 8 meses, por exemplo.
vale se aprofundar até um pouco mais na leitura (boa) e perceber que os bebês passam por fases variadas. vale a pena conhecê-las para ver que isso que tá acontecendo com seu bebê já aconteceu com vários outros da mesma idade.
recomendo fortemente o dr. carlos gonzáles, em especial seu livro bésame mucho.

 

e como fica depois de 1 ano?

é verdade o que dizem que muitas coisas melhoram depois que eles completam 1 ano. é quase uma mágica, assim como aconteceu quando ele fez 3, 6 e 9 meses.

de repente o benjamin aumentou o tempo da soneca e deu pra dormir 2 horas de manhã e mais 1 ou 2 horas à tarde (e quando era menor ele só dormia meia hora e olhe lá).

ele também passou a beber muito mais água (que antes odiava) e a comer mais que o dobro (quase o triplo) se comparado a quando tinha 10 ou 11 meses.

isso sem contar com a esperteza e a fofura, que estão no seu auge.

mas e o peito?

bem, há muitas mães que decidem desmamar seus filhos ao completarem 1 ano.
desde quando o bebê nasce, a questão da amamentação varia muito de acordo com as condições de saúde e emocionais da mãe.
depende do tanto que ela se sente à vontade para fazê-lo seja em casa ou em outro ambiente.
depende se ela pretende voltar a trabalhar ou não, do tempo da licença maternidade e se o trabalho permite que ela pare de trabalhar para amamentar em algum momento (o que é lei, mas nem todo mundo cumpre, né?).
às vezes depende do pediatra que o bebê frequenta e até mesmo da família e amizades dos pais – especialmente das mães – que muitas vezes têm influência muito grande.

eu só tenho a agradecer por estar inserida em um contexto muito favorável para que eu possa amamentar até que ele tenha pelo menos 2 anos (a não ser que ele decida largar antes por conta própria).

por isso continuamos em livre demanda, que significa dar o peito conforme ele solicitar.
hoje em dia é bem mais fácil, visto que ele já come super bem e bebe água razoavelmente.

no fim, as mamadas já não servem mais para matar a fome. pro benjamin elas não interferem no seu apetite. se ele estiver com fome e mamar, continuará a pedir por comida do mesmo jeito.

hoje o mamá serve pra matar a sede, pra matar a saudade, pra acalmar depois daquele tombo, pra pegar no sono. serve de remédio curativo e preventivo. de acalento nos dias de enfermidade. tem sido, mais que nunca, um momento mamãe e filhinho, completamente nosso.

às vezes ele passa o dia distraído na companhia de outros adultos e crianças e nem lembra de mamar. mas é só chegar em casa que ele gruda de volta.

à noite é que a história ainda continua.
quem põe pra dormir é o pai, lá pras 20h, mas depois de umas duas horas ele acorda pra mamar.
aí varia.
há vezes em que ele volta a acordar meia noite e depois às 6h.
em outras ele acorda nesse meio tempo, lá pra umas 2h.
eu parei de ver horários mas sim, meu filho tem mais de 1 ano e ainda acorda pra mamar.
confesso que já acostumei e não tenho planos de tirar a mamada noturna ainda.

eu nem detalhei os outros horários, como de comidas e  brincadeiras, porque não quero estabelecer aqui um padrão pra que outras pessoas sigam.
acho muito mais válido e importante observar o ritmo da criança que, como já disse, pode variar de um momento para o outro.

a hora de comer do benjamin é a hora em que ele sente fome e me pede (antes de aprender a pedir eu já sabia, porque o humor dele muda consideravelmente). o mesmo serve para as sonecas.
ele acaba repetindo isso dia após dia, quase sempre no mesmo horário, que foi ele quem estabeleceu.
o resto é hora de brincar. às vezes ele vai querer fazer isso sozinho. em outras só serve se eu estiver ali, do ladinho dele.

por enquanto eu posso dar-me ao luxo de viver assim.
tento manter em mente o meu objetivo inicial ao largar o emprego: criar meus filhos.
então se, de repente, eu estou atolada de coisas e isso está me roubando a hora de ficar com o benjamin, se vejo que estou criando substitutos pro meu filho em momentos que minha presença seria imprescindível, eu dou uma parada, analiso e vejo o que é real prioridade e o que dá pra esperar.

posso dizer que isso tem feito um bem muito grande tanto ao meu filho quanto a mim.
tenho aprendido a respeitar a individualidade de cada um, inclusive a minha.
a desacelerar deste mundo louco cheio de compromissos. a ouvir meu corpo.
a escutar meu filho além das palavras, que ele mal sabe pronunciar.

eu me esqueci do relógio.

Categorias: benjamin, educação, mês 12-18 Topo
24 de outubro

pijama verde

por luíza diener

nas últimas semanas eu andei relendo alguns posts (a fim de organizar a barrinha aí em cima com as categorias dos posts. quem viu?) e percebi muita coisas que aconteceram e tantas outras que mudaram em mim e em minha vida.

lembrei da empolgação de ser uma potencial gestante: sonhar com a gravidez, com a carinha do bebê, planejar quartinho, roupas, acessórios e afins.

somou-se a isso o post de sexta da carol e lembrei de minhas baby bobeiras.

sempre que podia, ia com minha irmã mais velha a alguns brechós de brasília para comprar coisas para minha sobrinha. lá eu não cansava de olhar tranqueirinhas para meu potencial filho (ou filha), que não passava de um plano distante da minha cabeça.

um dia aconteceu de, em um desses passeios, eu encontrar um pijama, pelo qual eu me encantei de imediato.
ele era verde, com uns desenhos pequeninos de árvores, porcos espinhos, cogumelos e uns anõezinhos. falando assim parece feio, mas não é. na verdade é o pijama mais simpático que já vi até hoje.
era um pijama neutro, não apenas pela cor, como por toda a sua temática. se fosse pra menino, não ficaria afeminado, se fosse para menina, também não seria bruto.
e era lindo. eu já podia imaginar meu bebê ali dentro.
pra completar eu tinha dinheiro na carteira (logo eu, que só vivo lisa).

perguntei à minha irmã se era loucura da minha parte comprar uma roupa de bebê, sendo que nem eu sabia quando ia tentar engravidar.
ponderamos juntas que eu não costumava gastar por impulso, que o pijama era de ótima qualidade, estava novo, estava barato e que a chance de eu encontrar ele novamente era mínima.

comprei.
saí de lá tão feliz, como se tivesse recebido a notícia de que estava realmente grávida.
e era como eu me sentia, como se parte de mim tivesse tornado-se mais mãe naquele momento.
a primeira roupa do meu primeiro bebê. foi como se de repente aquele sonho começasse a ganhar forma. forma de pijama verde.

o tempo passou e eu engravidei.
passaram-se umas 30 semanas, eu comecei a lavar o enxoval.
lá estava ele. o tamanho: 12 a 18 meses.
perto das outras roupas ele era gigante.
puxa, meu bebê (agora já com sexo masculino e nome de benjamin) vai demorar muuuuito a caber nele!
aí percebi que a sola tinha anti-derrapante.
comecei a imaginar meu bebê já andando dentro daquele pijama.
fim de dia, ele andando pela casa, aquela iluminação artificial indicando que já era noite.
a gente conversaria com ele e explicaria que ele já tinha jantado, já tinha tomado banho e aquela era a hora de dormir.

o tempo passou voando.
sábado aconteceu. não foi a estreia, mas o pensamento me ocorreu anteontem.
eu terminava de enxugar meu pequeno e vesti seu pijama verde. lembrei de toda a narração acima.
o marido saiu do banho, viu o benjamin e comentou: olha só. parece que foi ontem que você comprou essa roupinha.

e foi.
hoje ele está aqui.
o sonho foi realizado.
meus olhos se enchem de água e o coração de um misto de alegria, satisfação e gratidão.

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20 de outubro

vocabulário benjaminês

por luíza diener

eu estou me devendo o post de 1 ano desta criança linda, desde a retrospectiva (que eu idealizei fazer) até as conquistas dos 11 e 12 meses.

mas enquanto esse dia não chega (se é que ele vai chegar), preciso registrar com urgência o vocabulário maluco do benjoca, antes que mude e a gente se esqueça (na verdade, eu não to lembrando de tudo. mas lá vai):

águo – água
alerolerolero – a prima aurora, que pode ser chamada às vezes de ló, loló, auouá. serve pra chamar a tia laura também.
aô? – alô
áu – tchau
– braço
bába – sapo
– acabou
bobó – vovó
bulá – bola (pode ser bó ou eventualmente bola, com uma língua toda atravessada pra pronunciar o l)
cáca – qualquer coisa que ele sabe que não pode por na boca, mas põe.
cá-ô – quadro (não caô)
cá-rrô – carro (com um r bem arranhado de brasiliense)
caú – quarto
co-côô – cocô ou fralda
dê -
dente
hmmmm
(como um rosnado e com cara de mau) – vaca
– pode ser a tia marta ou o primo martin
mãmã – mamãe
mãmô – algo tipo “mamãe, quero comer”
mão – mão
– ovelha (fala arranhando a voz)
menmen mámá – homem aranha
– não. é assim: toda vez que ele prente fazer algo errado (ou está fazendo) coloca a língua sobre o lábio superior, franze a testa, faz não com o dedo indicador (e às vezes com a cabeça) enquanto fala nã, nã e sai andando.
nênê – neném, boneca e crianças, eventualmente.
papá – papai ou sapato
papé – chapéu ou papel
– pé
pei – peixe
penpen – pinguim. às vezes ele chama de pinpin
– porco
– porta
tetê – teta ou chupeta
– a letra x ou círculo (que ele tb chama de bó – bola). também pode ser tigre. nota: ele fala o ti com sotaque de recife.
– tov
uauaua – cachorro

aponta quando perguntamos pelo cabelo, olho, orelha, cílio, nariz, dente, boca, bochecha, língua, cabeça, braço, joelho e pé (joelho e pé, joelho e pé). Também sabe distinguir os brinquedos do tov dos dele, mas chama todos de tô (tov).

e sábado completa 1 ano e 2 meses! yey!

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