meses atrás luíza e eu escrevemos um post meio ranzinza desaforado para aqueles dias em que você simplesmente cansa de dar explicações a pessoas que não valem a pena. fuçando na internet achei um texto ainda mais sacana sagaz, especialmente para as grávidas e grávidos. com vocês:
GRAVIDEZ: PERGUNTAS E RESPOSTAS
1) será que eu devo ter um bebê após os 35?
não, 35 crianças ja são suficientes.
2) meu bebê tem poucos dias de vida e tem aquela cara de joelho. quando é que ele vai mudar?
com alguma sorte, depois que ele terminar a faculdade.
3) qual é o método mais confiável para determinar o sexo do bebê?
o parto.
4) minha esposa está grávida de cinco meses e está tão temperamental que às vezes ela parece um ser irracional.
e isso é uma pergunta?
5) minha doula diz que não vou sentir dor no parto e sim pressão. ela está certa?
sim. da mesma maneira que um tornado pode ser chamado de uma corrente de ar.
6) quando é o melhor momento para tomar a epidural?
depois você descobre que está grávida.
7) há alguma razão para eu estar na sala de parto com a minha esposa?
não. ao menos que a pensão alimentícia não signifique nada para você.
8 ) existe alguma coisa que eu deveria evitar enquanto me recupero do parto?
sim. ficar grávida.
9) você acha que eu devo fazer chá de bebê?
espere ele nascer primeiro, depois pode ferver a água.
10) nosso bebê nasceu semana passada. quando minha mulher vai começar a se sentir e agir normalmente?
quando as crianças forem para a faculdade.
bom final de semana!
gravidez é o tal negócio: por uns meses você adquire um corpo que – queira deus – você nunca mais terá, ao menos que planeje outro filho. por conta do novo corpo, novas roupas são necessárias. mas, queira deus, esse é um corpo provisório, o que torna tais roupas provisórias também.
nessa época, passear em certas lojas pode tornar-se quase um masoquismo, a não ser que você se contente com roupas que duram tão pouco.
eu via algumas roupas e pensava: “queria tê-las por um longo tempo no meu armário, mas agora não dá. vou ter que deixar pra depois”.
então, o depois chegou. o bebê nasceu, eu emagreci um bocado e minhas antigas roupas já cabem praticamente todas, exceto aquelas que marcam a barriguinha ainda flácida. de resto, até a tal calça jeans que perdi com menos de três meses de gravidez já voltou à ativa.
acontece que enjoei forte do guarda roupa antigo. até parece bobagem. só que quando eu digo antigo é antigo mesmo, o que inclui roupas de dez anos pra trás.
tenho uma sandália de 98 que deixou de ser moda, voltou e já tá saindo de moda outra vez.
vestir tais roupas fazem-me lembrar de uma velha luíza. não que eu não goste dela, mas é que não tem mais a ver. algumas delas eu usava ainda adolescente. outras estão furadas, encardidas, sem botão ou são simplesmente ultrapassadas e eu só fui me tocar mesmo quando, depois de uns meses sem uso, tirei-as da mala e fiquei me perguntando como eu tinha coragem de usar alguns daqueles trapos velhos.
entendam: não sou daquelas pessoas extremamente consumistas. não compro por impulso só porque estava na promoção ou porque a facilidade de pagamento era irrecusável. não parcelo e raramente uso cartão de crédito. compra mesmo só à vista, porque só gasto o que tenho e quando realmente é necessário. podem perguntar ao marido. quem controla os gastos desenfreados sempre sou eu.
mas agora estou decidida a juntar uma boa grana e reverter parte do meu dinheiro em um guarda roupa novo. tenho dito.
quando ainda estava grávida, li que após o parto algumas mulheres passam por um luto da barriga. a princípio pensei que iria passar uma semana enlutada, mas foi só ter esse toquinho de benjamin no colo que eu praticamente esqueci que ela existia.
o bebê imaginário deu lugar ao bebê de verdade e aí a maternidade apenas começou.
na semana retrasada eu estava com o benjamin dentro do sling e quando fui passar a mão na barriga, tinha um bebê dentro dela, ou melhor, dentro do pano.
lembrei-me de imediato da barriga mas nem sofri, porque consegui ver a carinha dele (ou dela, da barriga), sem precisar fazer ecografia.
mas esta semana deu aquela saudadinha que apertou o coração.
pela primeira vez, vi na tv a tal propaganda do ministério da saúde. senti um frio na barriga e meus olhos encheram-se de lágrimas.
aí eu vejo nos blogs as gravidinhas, vejo algumas amigas e conhecidas que ainda estão grávidas com aquela barriga linda de fazer inveja, vejo fotos de artistas grávidas e… suspiro!
claro que foi horrível ter dores na costela e não conseguir sentar por muito tempo (o que me deixou um trauminha), mas foi uma época bonita.
eu me senti linda e não precisava encolher a barriga quando achava que ela estava grande (rá!) . às vezes eu sentia vontade de estar grávida pra sempre.
a sorte é que essa não será minha única gestação (se deus quiser) e um dia vou poder voltar a curtir a pança.
(a foto acima foi 2 semanas antes do benji nascer. a foto abaixo foi no dia da gravação do vídeo).
oi (ai) gente!
a novidade é que desde sexta à noite as tais “contrações de treinamento” deram pra doer, como uma cólica menstrual.
quando hoje a dor começou a incomodar, liguei pra minha obstetra perguntando se eu poderia tomar um buscopan ou se deveria deixar como estava. mas ela respondeu: “hoje estou de plantão no hospital. tem como dar uma passada aqui?”. e lá fui eu.
qual a minha surpresa, ela fez o tal toque e lá estava: 2 a 3 cm de dilatação! colo fino e o dedo dela saiu com sangue. provavelmente do tal tampão.
“volte pra casa que esse menino deve nascer em, no máximo, 72h”.
oi?
e agora cá estou eu, com contrações de 2 em 2 minutos, cada uma durando de 25 a 30 segundos.
nos intervalos eu escrevo este post, termino de passar algumas roupas, fecho a malinha.
eu, que não tinha arrumado uma doula até agora, estou esperando a minha eleita sair de um curso pra ligar pra ela.
será que o benjamin vem amanhã?

ai meu santo cristo redentor!
acho que começou um pouco do pavor do “a qualquer hora vai chegar”.
dizem que há três momentos na gravidez, um para cada trimestre:
no primeiro trimestre a grávida oscila de humor, fica cansada, reclusa, meio que num momento de identificação do que está acontecendo com ela;
no segundo trimestre é a chamada lua de mel, onde a barriga já desponta mas não incomoda, os enjoos e oscilações já passaram e ela tá toda expansiva, extrovertida e cheia de energia;
no terceiro trimestre ela volta a se recolher, como que se preparando pra o grande momento do parto e concentrando as energias que sobram pra terminar de formar o bebê.
ow, yeah, crazy people! eu estou totalmente reclusa. queria entrar em um casulo e só sair de lá quando o benjamin nascesse.
na minha mente eu estou a todo o vapor, mas a vontade física que dá é de nunca mais sair de casa. cada vez mais virando bicho.
só quem teve uma gravidez normal (entenda por normal uma gravidez cheia desses pequenos incômodos) sabe que gravidez não é doença, mas às vezes cansa.
assim… eu me sinto a mais especial das pessoas por carregar e formar um bebê dentro de mim, me acho linda, absoluta e quase não tenho do que reclamar. mas, se reclamo é pra valer.
não vou reclamar de coisa boba. se eu to dizendo que tá doendo é porque tá mesmo doendo, porra poxa vida!
ai! confesso que me dá uma raiva quando vêm umas mulheres dizendo: “ah nas minhas quatro gravidezes eu estive ótima! não senti nada disso! tinha super energia e nenhuma dor! trabalhei até o dia de parir e só fui pro hospital porque minha chefe me levou!”. bom pra você. aliás, ótimo! mas como eu ia dizendo, o normal é não ser assim.
é normal ter dor, enjoar, inchar, passar mal, ter falta de ar. não necessariamente você vai ter todos os sintomas de uma vez só. mas isso é normal. não é doença.
e o pior de tudo é quando eu vou conversar com alguém querendo dar uma explicação e ela acha que é exagero, desculpa esfarrapada: “olha, eu não vou sair porque não aguento ficar muito tempo sentada” e tenho que ouvir um “ah, tudo bem! pode ficar em pé num cantinho” ou “a gente arruma uma rede pra você deitar”.
eu não quero, não vou e ponto. tá doendo e eu não gosto de ficar tomando remédio e fazendo mil manobras pra contornar isso tudo.
claro que mesmo assim eu continuo indo. eu me esforço. eu gosto das pessoas. mas se eu falei que não dá é porque eu me conheço: NÃO DÁ!!!
cada vez mais tô virando leoa. fazendo jus ao vídeo do chilique que o hilan gravou.
e pra completar, ontem tomei uma rasteira do meu cachorro mini monstro, o que me fez bater o joelho em uma quina e agora to manca no estilo dr. house.
ou seja, sentada eu não fico, muito menos em pé. o programa de sexta à noite vai ser ver filminho deitada na cama acompanhada de um milhão de almofadas.
[hoje a grávida acordou da pá virada]
mas pra não dizer que sou de todo ruim, aí vai um vídeo lindo. uma animação 3D explicando a gravidez da 28ª à 37ª semana:










ow, yeah!
na última sexta-feira foi o chá do benjamin e tava tudo tão lindo e fofo graças à ninas – que organizou o chá, fez os convites e a parte visual -, à illa – que além de toda a organização tem me dado mil dicas não apenas para o chá – e à lu. as três são irmãs e fazem parte da família mais fofa de todas. também contei com o apoio da tia yara – mãe das três. ela não só me ajudou no dia do chá como tem me ensinado a costurar e está me ajudando na confecção costurídica do enxoval do benji.
não apenas elas mas, como sempre, contei com o apoio de todo o pessoal da minha igreja.
o chá foi lá e foi um momento lindo, maravilhoso, gracioso, mágico!
as flores, por exemplo (bem como esse bebê comédia), ficaram por conta da ritinha, que também fez a decoração do meu casamento.
claro que ganhei várias coisinhas – principalmente fraldas – mas eu curti a coisa toda.
e pra combinar com o lindo chá, lá estava o marido lindo (como sempre).
e pra quem gostou, pode ver aqui mais do trabalho da nina, que já está craque no assunto e entrar em contato pelo email marinaguimaraes.papelaria@gmail.com.
as lembrancinhas ficaram por conta do maridíssimo.

por favor, não liguem para a cara de retardada. eu estava feliz!
![chadebebe11]](../wp-content/uploads/2010/08/chadebebe11.jpg)

uma coisa que encontramos às pencas seja na internet, lojas especializadas e etc são listas imensas de enxoval.
tem enxoval de casamento, enxoval do bebê e às vezes até o enxoval da mamãe (ou seja, sutiãs e pijamas para a maternidade).
mas se teve algo que não encontrei na minha fase de potencial gestante foi uma lista de enxoval para as grávidas.
com as semanas passando, a barriga crescendo e outras mudanças acontecendo, percebi que quase toda semana tenho que comprar algo novo.
muitos itens têm que ser comprados conforme a necessidade, mas eu me sentiria melhor se já tivesse deixado algumas coisas separadas de antemão, mesmo que fosse dinheiro.
então, a despeito do meu último vídeo, aí vai uma lista comentada – mesmo que longe de ser completa – do que já senti falta até essa altura do campeonato, ou seja, no oitavo mês de gravidez.
o resto é intuitivo.
assim, de cabeça, não me lembro de mais nada.
mas se você que já foi ou está gestante lembrar-se de algo que foi peça indispensável na sua gestação, deixe sua experiência e recomendação aqui!
meu plano é a cada semana compartilhar uma nova categoria nos itens básicos do enxoval da gestante.
hoje vou dar uma de hilan.
para aqueles dias que a gente quer falar muito e escrever pouco (ou para os dias que vocês quiserem ver muito e ler pouco).
Sim! A loira da do filme é a Luíza!
Campanha de Aleitamento Materno do Governo Federal – 2010
nota da luíza: quem conseguir ver meu olho aberto leva um prêmio
queria muito contar logo a novidade! agora também sou blogueira para O Boticário, mais especificamente no blog Mamie Bella, que é a linha de produtos específica para mães e gestantes.
serão posts extra-potencial e vocês também contarão com vídeos semanais.
quem quiser copiar, este é o endereço: www.boticario.com.br/mamiebella
nos vemos também por lá!