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20 de agosto

37 semanas e uma velhinha bravia

por luíza diener

ai meu santo cristo redentor!
acho que começou um pouco do pavor do “a qualquer hora vai chegar”.

dizem que há três momentos na gravidez, um para cada trimestre:
no primeiro trimestre a grávida oscila de humor, fica cansada, reclusa, meio que num momento de identificação do que está acontecendo com ela;
no segundo trimestre é a chamada lua de mel, onde a barriga já desponta mas não incomoda, os enjoos e oscilações já passaram e ela tá toda expansiva, extrovertida e cheia  de energia;
no terceiro trimestre ela volta a se recolher, como que se preparando pra o grande momento do parto e concentrando as energias que sobram pra terminar de formar o bebê.

ow, yeah, crazy people! eu estou totalmente reclusa. queria entrar em um casulo e só sair de lá quando o benjamin nascesse.
na minha mente eu estou a todo o vapor, mas a vontade física que dá é de nunca mais sair de casa. cada vez mais virando bicho.

só quem teve uma gravidez normal (entenda por normal uma gravidez cheia desses pequenos incômodos) sabe que gravidez não é doença, mas às vezes cansa.
assim… eu me sinto a mais especial das pessoas por carregar e formar um bebê dentro de mim, me acho linda, absoluta e quase não tenho do que reclamar. mas, se reclamo é pra valer.
não vou reclamar de coisa boba. se eu to dizendo que tá doendo é porque tá mesmo doendo, porra poxa vida!

ai! confesso que me dá uma raiva quando vêm umas mulheres dizendo: “ah nas minhas quatro gravidezes eu estive ótima! não senti nada disso! tinha super energia e nenhuma dor! trabalhei até o dia de parir e só fui pro hospital porque minha chefe me levou!”. bom pra você. aliás, ótimo! mas como eu ia dizendo, o normal é não ser assim.
é normal ter dor, enjoar, inchar, passar mal, ter falta de ar. não necessariamente você vai ter todos os sintomas de uma vez só. mas isso é normal. não é doença.
e o pior de tudo é quando eu vou conversar com alguém querendo dar uma explicação e ela acha que é exagero, desculpa esfarrapada: “olha, eu não vou sair porque não aguento ficar muito tempo sentada” e tenho que ouvir um “ah, tudo bem! pode ficar em pé num cantinho” ou “a gente arruma uma rede pra você deitar”.
eu não quero, não vou e ponto. tá doendo e eu não gosto de ficar tomando remédio e fazendo mil manobras pra contornar isso tudo.
claro que mesmo assim eu continuo indo. eu  me esforço. eu gosto das pessoas. mas se eu falei que não dá é porque eu me conheço: NÃO DÁ!!!

cada vez mais tô virando leoa. fazendo jus ao vídeo do chilique que o hilan gravou.
e pra completar, ontem tomei uma rasteira do meu cachorro mini monstro, o que me fez bater o joelho em uma quina e agora to manca no estilo dr. house.
ou seja, sentada eu não fico, muito menos em pé. o programa de sexta à noite vai ser ver filminho deitada na cama acompanhada de um milhão de almofadas.

[hoje a grávida acordou da pá virada]

mas pra não dizer que sou de todo ruim, aí vai um vídeo lindo. uma animação 3D explicando a gravidez da 28ª à 37ª semana:

clique aqui pra ver o vídeo

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11 de agosto

enxoval da gestante parte I – vestuário

por luíza diener

uma coisa que encontramos às pencas seja na internet, lojas especializadas e etc são listas imensas de enxoval.
tem enxoval de casamento, enxoval do bebê e às vezes até o enxoval da mamãe (ou seja, sutiãs e pijamas para a maternidade).

mas se teve algo que não encontrei na minha fase de potencial gestante foi uma lista de enxoval para as grávidas.
com as semanas passando, a barriga crescendo e outras mudanças acontecendo, percebi que quase toda semana tenho que comprar algo novo.
muitos itens têm que ser comprados conforme a necessidade, mas eu me sentiria melhor se já tivesse deixado algumas coisas separadas de antemão, mesmo que fosse dinheiro.

então, a despeito do meu último vídeo, aí vai uma lista comentada – mesmo que longe de ser completa – do que já senti falta até essa altura do campeonato, ou seja, no oitavo mês de gravidez.
o resto é intuitivo.

Vestuário

  • 2 ou 3 sutiãs de boa sustentação, um número maior que seu peito nos dias de tpm.
    (fuja a passo largo dos que têm bojo e voando dos com aro. hoje em dia já existem sutiãs específicos para gestantes. recomendo a linha maternity, da liz (porque é bom e tem da cor preta). mas também vi uns muito fofos da love secret;
  • 7 calcinhas confortáveis, pelo menos um número maior que o habitual.
    esqueça as tangas ou modelo string, a não ser que queira seduzir o maridón (e tirá-la correndo). prefira as mais larguinhas e de algodão, que ventilam melhor e não dão alergia (vai por mim, a coisa fica esquisita durante a gravidez).
    eu não diria que é 100%  essencial comprar calcinhas específicas, mas uma coisa que eu notei é que, conforme a pança cresce, a calcinha fica cada vez mais baixa e parece que fica perdida lá embaixo. o forro não encaixa e vai parar lá atrás (e grávida é uma coisa linda pra não ficar enxuta, né?).
    dessa linha maternity, da liz, têm vários modelos. lá pro 5º mês comprei uma tipo bikini e só queria usar ela. aí comprei mais uma e também duas de algodão dessa love secret: uma rosa e uma azul. apaixonei tanto que não quis mais saber das outras! uso uma enquanto a outra está lavando e lá vamos nós! ela é super de algodão, bem forrada e não dá alergia (eu estava com uma coceira chata que logo passou por conta disso).
    dica: teste marcas diferentes pra ver qual se adapta melhor a você. não compre muitas. vai que você engorda mais que um número e precisa se livrar das antigas?
    uma boa é lavar a calcinha do chuveiro (mas se o marido não gostar, pendure logo no varal pra poupar brigas desnecessárias);
  • 1 ou + calças jeans para gestantes. recomendo! recomendo! recomendo!
    minha melhor aquisição gestancial foi a calça para grávidas. fora do cabide elas são horrorosas, mas depois que você veste é um conforto sem fim e com uma blusinha maiorzinha todo mundo vai achar que você está com um jeans comum.
    separe um (bom) dinheiro para comprar pelo menos uma (gastei R$ 160,00 da minha e não me arrependo), mas deixe pra fazê-lo apenas quando já estiver perdendo suas calças antigas. se for na época do calor, vale a pena investir em uma bermudinha também. a minha é da emma fiorezi.
    dica: para comprar essas calças experimente colocar os braços dentro da calça. isso mesmo! um em cada perna, ao lado do quadril. se couberem com folga, fique tranquila! se você engordar o recomendado, elas dão até o fim (comprei a minha com 5 meses e mesmo na reta final a bixa ainda cabe com folga. e olha que já engordei 12kg).
    e aquela malha pegando na barriga dá um conforto danado…
  • pelo menos 7 blusas 1 ou 2 número maiores
    até uns 5 meses eu, magrela, usei minhas camisetas normalmente. mas foi chegar no sexto mês que.. bum! a pança explodiu! e foi aí que eu virei adepta às camisetas de supermercado.
    vamos lá que eu explico. eu sou sócia do sam’s club e lá sempre tem uma seção de roupas de marca própria por uma boa qualidade e preço razoável. comprei 5 camisetas finas e compridas e gastei menos de 60 reais. não sei se vale a pena comprar um milhão de roupas para gestante, até pq elas costumam ser caras, vagabundas e feias.
    se precisar de algo específico, eu prefiro ir a uma renner, c&a ou riachuelo, que têm seção para grávidas sem um preço tão absurdo.
    dica: não tenha medo do tamanho G ou GG. ele é seu amigo! lembre-se: você não está gorda; está grávida.
  • 1 ou 2 pares de sapatos baixos. têm que ser confortáveis e daqueles coringas.
    uma sandália rasteirinha e uma sapatilha são uma boa opção. mesmo que você seja do tipo extravagante, não recomendo um sapato berinjela ou cheio de brilho, porque você perde a versatilidade da coisa e acaba limitando suas opções. escolha um de couro macio (pelica é uma excelente opção para a sapatilha) e que seja aquele tipo de sapato que você passaria o dia inteiro batendo perna com ele.
    sapato de plástico nem pensar! a não ser que você seja uma masoquista colecionadora de bolhas! ou que você compre um crocs do modelo tradicional (que pra mim foi a salvação, mas não é lá muito bonito).
    pra que fazer sacrifícios bobos com seu pé se a gravidez já é cheia de pequenos incômodos? evite quantos puder!
    dica: a melhor época pra comprar sapato (gestante ou não) é quando você já andou um bocado, de preferência em um dia quente. isso porque o pé incha e você vê como ele vai ficar na realidade. só não esqueça de dar uma limpadinha nele antes de sair enfiando no sapato dos outros. eco!
    mas já vou avisando: tem grávida que o pé incha tanto que a impressão que dá é que ele aumentou de número. ou seja, mais uma vez deixe pra comprar conforme a necessidade.
  • 1 ou 2 meias calças de média/alta compressão. a famosa meia kendall.
    ajuda a não inchar tanto as pernas e evitar as varizes.
    particularmente eu comprei uma e não me adaptei de jeito nenhum. até que era confortável na perna, mas me deu uma coceira in-su-por-tá-vel na barriga! além do que, era daquelas sem ponteira (os dedos ficam de fora) e aquilo deixava o meu pé metade desinchado e metade inchado (na parte dos dedos). agoniante!
    a sugestão da mari é que se compre uma meia 3/4 ou 7/8. melhor que se compre a 7/8, porque pega atrás da dobra do joelho, área altamente propensa a se ter varizes.
    as de média compressão estão de bom tamanho, a não ser que você seja uma grávida diabética com a perna do tamanho da pata de um elefante.
    coloque ao acordar e não tire nunca mais!
  • 1 faixa-suporte para a pançona.
    essa eu não uso ainda mas estou louca para. minha barriga começou a pesar de fato e, além da dor nas costas, estou sentindo o alto da minha barriga como se fosse rasgar. isso só alivia quando deito e não dá pra passar o dia inteiro deitada né, gente?
    você pode experimentar fazer uma, igual eu vi aqui na crescer (aproveite pra ler a notícia) ou pode comprar em uma farmácia ou loja especializada em produtos hospitalares (ou de gestantes). achei uma aqui, nas americanas.com, ou na loja online da hope, caso você nunca tenha visto uma na vida.

assim, de cabeça, não me lembro de mais nada.
mas se você que já foi ou está gestante lembrar-se de algo que foi peça indispensável na sua gestação, deixe sua experiência e recomendação aqui!

meu plano é a cada semana compartilhar uma nova categoria nos itens básicos do enxoval da gestante.

Categorias: enquanto o bebê não vem, enxoval da gestante, eu gestante, gravidez, montando o enxoval Topo
15 de junho

os 12 trabalhos de herculana

por luíza diener

antes de engravidar eu sempre ouvia (ou lia) de grávidas sobre quando a barriga crescia demais, algumas tarefas triviais passaram a ser quase uma missão impossível.  achava um pouco de exagero e confesso que até cheguei a pensar “ah, mas essa mulherada tá fora de forma demais! isso não vai acontecer comigo”.
oh! doce engano!

pois agora, no auge do meu sexto mês, aquelas coisas mais simples do mundo se transformaram em uma saga.
se em um só dia eu conseguir executar esses doze trabalhos, me elevem ao olimpo, por favor, obrigada.

  1. conseguir permanecer mais de 30 minutos sentada;
    sem exageros. não tem nem 10 minutos que estou tentando escrever este post e não consigo. as costelas começam a ser pressionadas e chega uma hora que fica insuportável e eu tenho que ficar em pé ou deitar
  2. comer sem repetir (nem engordar);
    gente, que fome absurda é essa? não há almoço que sacie o leão que há em mim! e o pior, só quero comer porcaria. é só comigo?
  3. calçar um sapato ou meia;
    há tempos eu desisti dos calçados com cadarço. se tá quente, vai uma sandália sem desafivelar nada. melhor ainda se for chinelo. o meu crocs tá horroroso, mas é o que eu mais tenho usado (até porque o pé às vezes incha). mas até o tênis sem cadarço tá impossível de se calçar. porque primeiro tem que botar a meia e depois o sapato. e tem que fazer força pro pé entrar, o que contrai a barriga e também me deixa sem ar. e olha que eu nem vou falar das meias kendall hoje, porque só de pensar me dá preguiça.
  4. levantar da cama;
    jesuis cristinho pai eterno! uma vez que você deita, não quer levantar nunca mais. parece que não tem posição que te suporte o suficiente para te erguer. ontem fiquei bolando uma alça pra pendurar no teto, ou uma daquelas coisas que tem no carro (o famoso pqp) pra ficar na parede ao lado da cama.
    se tiver algum marido por aqui (o meu, incrusívio), preste atenção: se você já deitou e quer que sua esposa pegue algo pra você, peça enquanto ela ainda está de pé. depois disso, nem sonhar! pelo contrário, prepare-se para levantar caso ela precise de alguma coisa. diz o hilan que eu pareço uma tartaruguinha virada com o casco pra cima.
  5. permanecer 100% acordada;
    comigo costuma ser depois do almoço, mas o fato é que chega uma hora que parece que todas as suas energias foram sugadas. bate aquele cansaço absurdo que você não sabe de onde veio. aí se lembra da pequena criaturinha dentro de você que agora já está enorme. pior que um cansaço físico (de quem correu uma maratona de 20km), dá um sono do tipo bateria fraca e tudo vai funcionando mais lentamente. a boa notícia é que comer alguma coisa (com moderação) e fazer uma pausa já ajudam a repor as energias.
  6. visualizar a preciosa;
    ah, minha amiga! te prepara! vocês irão se separar visualmente por alguns meses! percebi semana passada quando quis aparar alguns pelinhos (oi? too much information!) e vi que nada podia ver. o lance é apelar para o bom e velho espelhinho e manter  uma amizade virtual até que as coisas se normalizem.
  7. carregar peso;
    não sei se a culpa é do cansaço físico ou das pessoas que não te deixam fazer nada e os músculos do braço vão atrofiando. mas é fato que de repente tudo parece mais pesado que antes. antes eu ficava indignada porque ninguém me permitia carregar as coisas e eu cá com meus botões “mas eu consigo!” e nessa de yes i can eu acabei me tocando que a gente muda mesmo. e agora eu mesmo recomendo: nada de se exceder! vai que te dá um piripaque na coluna ou pior: você contrai demais sua pancinha e isso não vai ser nada legal.
  8. começar e terminar (ou ser inteligente até o fim);
    sei lá o que dá no nosso cérebro, mas parece que alguns circuitos nervosos simplesmente foram desligados. a concentração vai lá embaixo e eu tenho virado a mestre das gafes. é o famoso sentimento de burrice (pra ser duplamente estúpido). se antes me orgulhava de ser uma loira muito inteligente, agora eu me assumo mesmo como burra e coloco toda a culpa nos meus cabelos.
    com a falta de concentração, às vezes eu esqueço o assunto da conversa, me pego totalmente avoada enquanto todos falam ou então levanto pra fazer alguma coisa e me perco no caminho. este post mesmo já está sendo escrito há uma hora, visto que levantei diversas vezes ou comecei a divagar demais.
  9. não coçar a barriga;
    de repente minha pança deu um espichão daqueles. e com isso, a coceira está absurda. se antes eu não entendia porque as grávidas alisavam tanto a barriga, agora eu percebo que tudo isso é uma estratégia de coceira disfarçada de carinho. como dizem que não pode coçar com a unha porque dá estria (e eu prefiro evitar quer seja verdade ou não), o jeito é ficar no carinho suave (e agonizante). dizem que a solução é hidratar bem tanto por fora com óleos e cremes quanto por dentro, bebendo bastante água. imagina se eu não estivesse fazendo isso! a única coisa que dá uma ajudadinha é um óleo chamado dersani, que é bom mas tem cheiro de óleo de cozinha (e é caro. mas funciona).
  10. ficar longe de encrenca;
    há vezes que eu até consigo, mas por dentro não tem um dia que eu não implique com algo ou alguém. é impressionante o nervosismo que bate nas horas mais inusitadas. ontem mesmo me deu uma raiva tão absurda que chega chorei de nervoso e depois fiquei pensando “por que eu encrenquei com aquilo mesmo?”
  11. subir um lance de escada sem ter que parar na metade;
    pois é, muguegada, carregar um bebê é de se tirar o fôlego, literalmente. moro em um apê sem elevador, mas a sorte é que fica no 1º andar. mesmo assim, no meio do caminho eu tenho que parar, respirar fundo umas três vezes e seguir minha jornada.
  12. ficar um dia sem pensar nele.
    por mais que em algum momento eu possa até esquecer que estou grávida (acreditem, acontece), é impossível esquecer desse serzinho tão importante pra mim! até porque se eu esquecer, ele me lembra com belos rebolations dentro da barriga.
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14 de maio

episiotomia, 23 semanas e o resto

por luíza diener

o que é episiotomia?
é uma incisão feita na parte inferior da vulva para aumentar-lhe o diâmetro e deixar passar a cabeça da criança no momento da expulsão. é efetuada pelo médico quase sempre com a ajuda de uma tesoura. corta-se ao mesmo tempo a parede vaginal e o músculo. a incisão pode ser mediana, entre a vulva e o ânus, ou médio-lateral, em direção à nádega. a episiotomia é realizada no momento de uma investida, quando a pressão da cabeça da criança provoca uma espécie de anestesia fisiológica, o que torna a intervenção quase indolor. quando se efetua antes da fase da expulsão, pode ser dada a anestesia local. a episiotomia é costurada após o delivramento (a expulsão da placenta). a costura é feita em três planos separados: vaginal, muscular e cutâneo. (quando o corpo consente, ed. martins fontes)

e aí que eu já me decidi em ter parto normal (melhor que seja natural). não tenho medo da dor do parto, de não dar conta ou qualquer coisa do tipo. acho que nascemos pra isso e nosso corpo consegue sim. mas estou simplesmente morrendo de medo de dar a louca na médica e ela me fazer a tal episiotomia (por mais que já tenhamos conversado sobre isso). ou, mesmo que não faça, to com medo de ficar naturalmente toda rasgada lá. minha vagina é muito preciosa, gente! prontofalei!

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benjamin – que hoje completa 23 semanas – está bem. mexendo muito pela manhã e mais calminho no resto do dia. de vez em quando dá umas mexidas bem engraçadas, mas parece que está tudo nos conformes.
sexta que vem o veremos novamente na ultrassom. contando os dias!
a mamãe aqui também está ótima – exceto pelo fato de não conseguir ficar muito tempo sentada que já começa a doer na costela direita. a médica falou que é normal.
resultado: não consigo ficar nem meia hora assim que já tenho que ficar em pé ou deitar. por causa disso não tenho conseguido ficar muito tempo em frente ao computador, seja pra atualizar o blog, checar emails, responder comentários ou visitar outros blogs. mil desculpas a todos pela semi-ausência!

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será que sou só eu que acho hiper invasivo colocar música na barriga pro bebê ouvir? será que a culpa é minha, por não gostar muito de escutar música?
perdões pra quem acha isso legal, mas meu filho já vai ouvir tanto barulho na vida externa que prefiro deixar ele quietinho pelos próximos meses.

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hora de render-se às calças para gestantes.
o problema não é a coxa nem a bunda. é a pança que não cabe mesmo. toda vez que senta, enche o saco.
mas experimentei umas que couberam e até que ficam bonitas, quando não aparece aquele elástico da barriga. oi, me vê duas dessa jeans?

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ótimo fim de semana a todos!

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10 de março

grávidas e gostosas

por luíza diener

porque no fundo, no fundo, mulher gosta mesmo é de passar inveja e ainda falar mal das outras mulheres. e eu estou aqui pra cumprir esse papel.
marido me ajudou (com muito custo! oh, céus!) a selecionar algumas grávidas sexies para deleite.. deleite de quem? ah, deles e da gente também.

então, se vc tá nesse time, vamos nessa!


ok, acho muito engraçado esse lance de ficar toda embrulhada no lençol. mas a foto tá legal, né?


fernandalima, modelo, vc tá linda, gata! olha só, nem sua tatoo mudou com a gravidez e ainda conseguiu uma barriga 2D. ahahahha! adoro photoshops!


eu também só ando assim aqui em casa: sempre de lingeries lindas, novas e combinantes, minha geladeira tem um monte de compotas (e um sorvete escondido) e meu marido é gostoso desse jeitinho, mas é menos lobisomem e mais vampiro.


monica belucci é diva. eva também deve ter ficado assim grávida de caim.


pausa. saia esvoaçante de vampira atropelada e casaco gola rolê barriga de fora? não to entendendo mais nada dessa moda gestante, gente! (ps: ali embaixo é uma bota de cano longo ou é impressão minha? quero o kit completo agoraaaa!)


quem aqui acha que o hilan tem uma tara pela monica levanta a mão _o/
ok, ela pode.
mas essa outra aí nao entendi nada.


onde acha esse conjuntinho florido pra comprar? e esse cabelo? amei!
feiticeira.. ops! joana prado, vc fica beeeeem melhor grávida que o macho bombado que você costumava ser no dia a dia.


essa penelope cruz fake eu nao sei o nome mas vamos lá, tá óptima!


ooooooooooonn!!


fake penelope cruz ataca de piriguetch grávida


não consigo comentar essa. pula.


alguém reconhece a cindy?


gente, a maternidade acaba com qualquer piriguete. christina aguilera grávida ficou linda, pelo menos no photoshop.

só não acabou com aquela piriguete vampira, mas a gente ignora, né?

fim.

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08 de março

pra não esquecer nunca na vida – parte II

por luíza diener

mês passado escrevi aqui o tamanho do milagre que é gerar uma criança, contando minha própria história.

pois bem, minha mãe leu o texto semana passada e deixou um comentário tão lindo que eu decidi transformar em post.

fiquem agora com o relato da vovó:

“Oi minha flôr do amor, minha Luluzinha, minha filhotinha linda, minha caçula querida !

Só hoje vim aqui e vi o seu lindo texto. Essa emoção eu senti quando você me contou que estava grávida. Todas as lembranças do problema de saúde que você tinha, e não sabia, me vieram à mente.
Minha querida, não foram meses, foram por volta de uns 3 anos.

Preocupada que estava com o seu desenvolvimento, levei-a à ginecologista para que a examinasse. No exame clínico cogitou-se de útero infantil, o que veio a ser confirmado através da primeira ecografia. Meu coração se encheu de inquietação, pois desde sempre eu a ouvira sonhar com seus futuros filhotes. Que dor! O que eu tinha de melhor a fazer do que levá-la ao Trono do Nosso Poderoso Pai, ao Nosso Bondoso Deus? Eu que já orava por esta Lulu desde que ela estava na minha barriga, desde que soube que seria mãe pela terceira vez, desde antes de saber que ela era a linda lourinha que iria nascer meses depois?

Um ano mais tarde, nova consulta com a ginecologista, nova ecografia. Desta vez com um médico diferente e com um diagnóstico ainda mais triste. Agenesia uterina – ausência de útero, e a recomendação do radiologista: conciliar com a clínica. Voltamos na ginecologista com a ultrassonografia, mais uma consulta, e quase nada se apalpava. O que deveria ser seu útero parecia uma pequena massa.

Continuamos orando, eu, seu pai, suas irmãs, seus avós, tios, e os amigos “mais chegados que irmãos” – os amigos de oração. Como você bem disse, nem sabemos quais foram e por quanto tempo estiveram diante de Deus pedindo por você. Até eu pensei que, se ainda tivesse útero, também o poderia emprestar para gerar o seu bebê. Daí eu comecei a pedir a Deus que, caso não fosse da vontade dele lhe curar, que, pelo menos, desenvolvesse muito bem as suas características femininas.  Aguardávamos com paciência e orações.

Daí você, que se sentia tão menina entre suas irmãs e suas amigas mocinhas, me pediu para ir à endocrinologista que, dentre tantos outros exames, solicitou mais uma ultrassonografia, desta vez com um especialista em adolescência. Qual não foi a nossa alegria quando pudemos constatar que lá estava o seu útero, direitinho. Para mim significava muito mais que um útero. Significava o seu potencial em gerar uma vida, a concretização da esperança que depositamos nas mãos do Nosso Pai do Céu! Foi quando contei pra você tudo o que vinha acontecendo, e a importância daquele resultado. A emoção e gratidão que senti naquele dia foi enorme! Uma espécie de alegria profética, substanciada, agora, no nosso querido bebezinho que está morando na sua barriga, que logo estará entre nós, e que me transformará numa avó ainda mais feliz!

Minha querida, quando eu estava esperando sua mana Marta, uma amiga, bem mais velha, me disse uma coisa que eu nunca me esqueci. Que o nascimento do primeiro filho era a maior alegria que poderia acontecer na vida de um casal, depois do nosso encontro com Cristo. Quero deixar esse pensamento com você e com o meu querido genrinho Hilan, mas com uma ressalva. É realmente uma emoção muito grande, a de sermos mãe pela primeira vez (e pai, para os homens), porque nunca experimentamos tal emoção, mas ela se repete na mesma intensidade, cada vez que colocamos mais uma vida preciosa neste mundo de Deus. Chorei quando vi Martinha pela primeira vez, toda lambuzadinha. Chorei do mesmo jeitinho quando vi a Laurinha, e chorei quando conheci você, do mesmíssimo jeitinho.

Vamos “pirar”, todos juntos, quando a pessoinha linda que está em você vier pra gente! Vai ser muito bom.

Amo muito você minha Lulu querida, minha princesa, filhotis linda.

Eu também dedico este texto e o bebê de vocês ao Nosso Pai.

Beijinhos da Mamy Daisy”

com uma mãe dessa, quem precisa de mais na vida?

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24 de fevereiro

como saber o sexo do bebê

por luíza diener

não tem jeito. é só descobrir que a gente tá grávida que já fica curiosa pra saber o sexo do bebê.

eu mesmo não me aguento, apesar de que conhecer algumas mães que preferem saber somente na hora do parto.

de qualquer maneira, existem métodos científicos e outros que não passam de simpatia, mas que são muito divertidos. por isso, decidi postar aqui o que, para mim, definitivamente é o melhor de todos:

técnicas loucas para descobrir se é menino ou menina

ou seja, mandingas

não que tudo seja pra ser levado na brincadeira, mas qual é a graça de estar grávida e não fazer nenhum desses testes malucos para descobrir o que se está esperando?

há diversos métodos populares para descobrir, como o do garfo e da colher, o formato da barriga, o quanto de espinhas você tem tido, o teste da aliança, dentre muitos outros.

por isso eu criei um teste online especialmente para você descobrir se está esperando por uma menina ou um menino.
são várias perguntas para você responder (qual o batimento cardíaco do bebê, quais comidas você tem desejado, etc etc) e no final, voilá! ele te dá o resultado como num passe de mágica (quase isso)
e se você é daquelas típicas mulherezinhas (assim como eu), não vai resistir a esse teste.

é divertido, cheio de lendas e mitos absurdos, mas você vai gostar, tenho certeza.
então tá esperando o quê?

ah, e depois de fazer o teste, volte aqui no blog pra dizer se deu certo (caso você já saiba o resultado), ou conte-nos após fazer o ultrassom.

ps: o teste da aliança é uma tradição da minha família. ai de mim se disser pro meu avô que eu não acredito!

ps2: o meu deu menina!

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13 de fevereiro

10 semanas – bem vindo ao período fetal

por luíza diener

parabéns, filhote de azeitona! agora você já passou da fase embrionária e foi promovido a feto!

você abandonou aquele formato smurf/galinha/lagartixa e tá começando a tomar forma de gente. e a maioria de seus órgãos vitais está funcionando: rins, fígado, pulmões, intestino e cérebro estão ativos, embora continuem em pleno desenvolvimento.

em um mês você praticamente quadruplicou de tamanho. cabeçudinho, esse coco deve corresponder a metade do tamanho inteiro do corpo. haja inteligência!

a essa altura do campeonato suas orelhas já aparecem como pequenas fendas e os lábios começam a tomar forma. se puxar a mamãe aqui, vai precisar de bastante energia pra isso! os olhinhos – que antes ficavam de lado – agora estão na frente da cabeça e começam a se pigmentar. tomara que puxe os do papai, que são lindos!

já têm uns dedinhos se definindo por aí e os braços e pernas estão se alongando.

você deve estar com 4cm ou quase 5cm e o peso, por volta de 4g. ainda parece tão pouquinho, mas pode deixar que eu vou comer direitinho pra vc não passar fome, tá?

mas provavelmente você sabe disso tudo, neném. eu é que tenho que ficar me informando, só pra saber o que tá acontecendo aí dentro.

tô morrendo de saudade de você, como se a gente conhecesse a vida inteira.
mas ó, cresce sem pressa, concentra sua energia em ficar lindo, forte e saudável que no tempo certo a gente vai se encontrar pra passarmos muuuuuuuito tempo juntos!

eu já te amo, tiquinho de gente!

[fontes: bebe.com.br e crescer]

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10 de fevereiro

pra não esquecer nunca na vida

por luíza diener

o relato de um milagre, ou favor imerecido.


na verdade tudo começou há mais de 10 anos. talvez tenha sido em 97, se não me engano.
preocupada por todas as meninas da minha idade apresentarem sinais de puberdade e pela maioria já ter menstruado e eu, nada, parecendo uma criancinha, manifestei à minha mãe o desejo de procurar um médico e ver se eu tinha algum problema.
na época eu deveria ter 12 ou 13 anos mas tinha corpo de 8.

no começo minha mãe achou graça daquilo e falou que era normal, que ela mesmo só tinha virado “mocinha” com mais 14 anos. mas então porque não era assim com minhas amigas? com minhas irmãs?

sei que, atendendo ao meu pedido ela me levou tanto a uma ginecologista, quanto a um endocrinologista. pelo visto, no endócrino foi tudo ok, visto que não lembro de ter voltado lá muitas vezes.
já no ginecologista eu voltei. e fiz um tanto de ecografias que eu não entendia pra que aquilo tudo. menina estudiosa que era, lembrei das aulas de ciências do colégio e aproveitava pra acompanhar tudo durante o exame: esse é o ovário esquerdo, ovário direito, as trompas… tudo legal! parecia uma aula prática onde a cobaia era eu mesma!

mas não sabia que, por detrás da aparência serena da minha mãe havia um clima muito mais tenso que eu poderia imaginar.
só vim a descobrir quando, alguns meses depois, fiz mais uma ecografia e o médico fez questão de mostrar tudo outra vez, dando atenção ao útero: está tudo bem com o útero, olha aqui!
útero, legal!

foi no caminho de volta para casa (o exame era em uma clínica no lago sul e eu lembro exatamente do trajeto de volta para casa) que minha mãe irrompeu em lágrimas, misturado com um suspiro de alívio e começou a me explicar:

“da primeira vez que você fez o exame, o médico te diagnosticou com útero infantil. era essa a explicação que ele tinha para a sua ausência de menstruação. o útero estava ali, presente, mas nunca iria se desenvolver. por saber do seu desejo de ter filhos quando crescer (eu sempre me considerei uma potencial gestante) suas irmãs até se ofereceram para –  quando você viesse a se casar e manifestar o desejo de ter filhos – funcionarem como barriga de aluguel. mas por você mesma, nunca seria capaz de ter um filho dentro de você.  passamos esses meses muito preocupadas”.

claro que as palavras não foram bem essas, mas é o resumo do que eu absorvi.
minha mãe, que é uma mulher de muita fé e muito temente a Deus, disse que passou esses meses todos orando e pedindo misericórdia a Deus, para que ele pudesse me conceder esse milagre. ela não fez nenhuma promessa, nenhum trato com deus ou santo algum. apenas pediu para que esse favor fosse concedido a mim, que de nada sabia, nem nunca fiz nada que merecesse tal milagre. juntamente com ela, outros parentes e pessoas queridas; muitas que talvez eu nunca nem tenha conhecido, mas que se importaram com isso assim, de graça, sem querer nada em troca.
e então aconteceu: depois de ter consultado com médicos diferentes e feito tantos exames, lá estava o diagnóstico: o útero estava normal!

alguns podem chamar de erro médico, displicência, sorte ou o que for.
eu gosto de dar a isso o nome de milagre, ou favor imerecido.

e, como se fosse a coisa mais natural do mundo, engravidar assim tão rápido, quase que por acidente, lá estava eu dia desses dando a notícia pra um e pra outro como se fosse tudo fruto da minha boa sorte ou do meu potencial de gestante, até que minha tia me liga lá do rio de janeiro e me lembra: não esquece do tamanho desse milagre. você sabe do que eu estou falando né?
na hora eu me toquei. ela não precisou dizer mais nada.

independente de fé ou crença, tenho percebido – após tantos relatos mães que batalharam para engravidar ou até mesmo daquelas que tiveram uma gravidez em um momento não tão propício – que gerar uma vida é SEMPRE um milagre.

a vida é algo que foge do nosso controle; tanto criá-la quando impedir que ela deixe de existir.

se você é pai ou mãe, se você está esperando por um filhote, se está ainda está tentando conceber ou mesmo que você nunca queira ter filhos (ou tenha tido algum por acaso), nunca despreze a grandiosidade que é poder gerar uma vida! ela é o bem mais valioso que alguém pode ter.

hoje eu me sinto infinitamente privilegiada de poder carregar um serzinho dentro de mim! especialmente por saber que isso não foi mero fruto do meu esforço mas, sempre e sempre, um eterno milagre!

dedico este post ao meu Pai

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07 de fevereiro

9 semanas – do tamanho de uma azeitona

por luíza diener

primeiramente gostaria de agradecer a todos os comentários e parabéns recebidos.
fiquei surpreendida com o carinho de todos e por descobrir que muita gente acompanhava o blog mas não comentava.
tentei responder a todos na caixa de comentários, mas confesso que ainda não consegui terminar.

também descobri outras mulheres com idades gestacionais bem próximas da minha:  thata, tathy, paloma, mari, paulinha (apesar do bebê da thata e o meu serem praticamente gêmeos). se esqueci de alguém, por favor me conte!

pois bem, hoje meu potencial humano comemora 9 semanas de vida!

estou animadíssima porque agora ele já consegue perceber minha respiração e ouvir sons como meu batimento cardíaco e voz. fiquei emocionada ao me imaginar cantando pro bebê (ainda não tentei isso).

um bebê de 9 semanas já mede 3 centímetros – quase o tamanho de uma azeitona (ouviu isso, neném? você foi promovido de feijãozinho pra azeitoninha! parabéns!)

tenho sentido muito calor (acho q todo mundo está), um cansaço absurdo e uma leve indigestão depois de me alimentar bem (o que não acontece quando vou comendo picado).
li e ouvi que tenho que descansar muito e tenho tirado proveito máximo disso. logo eu, que sempre achei que dormir fosse perda de tempo…

aliás, o marido/pai e eu fomos à primeira consulta pré-natal oficial.
a GO me recomendou cortar refrigerantes (no máximo diet/light uma vez por semana. eco! prefiro ficar sem), doces uma vez por semana, sucos sem açúcar, evitar massas, me empanturrar de frutas com fibras (to devorando as passinhas), verduras, legumes e verdões (palavra que ela usou para definir as verduras verdadeiramente verdes como couve, espinafre, etc).

posso engordar 300 g por semana, o que eu achei um desexagero absurdo mas vou tentar seguir à risca. só sei que já estou passando fome com isso tudo.

mas logo logo eu vou a uma nutricionista oficial.

outras recomendações: sutiens e calcinhas para grávidas, daqueles horríveis mas confortáveis e ideais para a mãe; sapatos baixos; óleo de amêndoas doces para o corpo; filtro solar fps 30 ou +; água, água, água; muito descanso.

e, respondendo a alguns, o blog vai manter o nome. fico gestante mas depois o potencial continua.
só deixarei de ser potencial gestante com a chegada da menopausa. ahahahha!

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