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14 de novembro

como reconhecer que uma pessoa tem filhos

por hilan diener

  • você liga para ela no final de semana, mas não consegue ouvi-la porque ela está numa festa infantil super barulhenta.
  • você conhece primeiro a bunda ao invés do rosto. e não é porque ela é gostosa, mas porque está sempre agachada atrás de uma criança;
  • de repente ela tem uma bolsa gigante, estampada e descombinada do resto (do mundo) da roupa. e parece que o melhor lugar em que a bolsa pode estar é esbarrando em alguma coisa;
  • 22h é muito, muito tarde pra estar na rua;
  • não importa a temática central da conversa. em algum momento – sempre – o assunto “cocô” há de surgir. e talvez não mudar mais;
  • ela não tem aquele encanto por crianças que alguém sem filho (e que sonha em tê-los) possui;
  • chama a marca chicco de “quico”;
  • ela sabe o que significa BPA FREE;
  • ela nunca está completamente limpa. pode procurar bem que com certeza você vai achar uma golfada na blusa, uma mijada na calça ou um pedaço de comida no cabelo;
  • por mais pontual que seja (ou tente ser), ela nunca chega na hora nos compromissos;
  • a foto do perfil no facebook nunca tem somente ela. sempre haverá uma criança/bebê em algum canto (ou na foto inteira);
  • em algum momento você a verá bocejar;
  • restaurantes com trocador, cadeirão, giz de cera e afins costumam ser topo de lista na hora de sair;
  • sua casa ou carro sempre terá um brinquedo pra denunciar que uma criança passa sempre por ali;
  • objetos de decoração finos, caros, quebráveis? o que é isso?
  • do nada você a pega cantarolando uma música infantil;
  • ela canta “parabéns a você” sem ser aniversário de ninguém.

ficou faltando alguma coisa? comente! 

ps: texto escrito a quatro mãos 

Categorias: mães extraterrestres, pai feito, para mães, para papais, um pouco de humor Topo
05 de outubro

brinquedo, suor e baba

por luíza diener

[clique aqui para ler a primeira parte]

dois dias se passaram e chegou sábado. dia do aniversário da tetê, amiguinha do benjoca.
estamos no carro a caminho da festinha e eu comento com o marido da minha paixão não correspondida.
digo que penso em fazer um post no blog: “procura-se”.
e lá estamos na festinha. amigos de longa data, tanto adultos quanto bebês. benjamin vai no colo de um e de outro e eu já estou com a cabeça em outro lugar.

mas aí eis que avisto de longe: um pai, um filho e ela, A mãe.
não pode ser, não é possível.
sinto o coração palpitar, a barriga gelar, os joelhos tremerem.
não consigo conter o sorriso e lá de longe já aceno para eles.
sinto que meu rosto está vermelho, as bochechas e orelhas quentes:
- oi! – ela diz
- oi, você conhece a mãe da tetê? – eu digo, e me atrapalho, e me confundo. anta. e se ela não conhecer, só conhecer o pai?
- pois é.
- oi, rafael, tudo bem? olha, benjamin, o rafael! – e me sinto uma completa idiota – ah, esse é o hilan, meu marido.
- amor, eles moram lá na quadra – ela diz. ai ela se lembra de mim! ela também achou legal a gente morar na mesma quadra!
- puxa, que coincidência nos encontrarmos aqui! – eu fico naquela de que toda coisa que eu falo é bobagem.

trocamos mais uma meia dúzia de palavras e eu arrumo qualquer motivo pra sair dali.
assim que viramos as costas eu falo bem baixo pro marido:
- é ela!
- é ela?
- é ela!
- nossa, você veio falando dela no carro.
- pois é, não é o máximo?

e ficam os dois super empolgados. best friends forever.
penso em todas as infinitas possibilidades de ter um casal de amigos com um filho poucos meses mais velho que o nosso, morando a poucos metros de nós.
penso na companhia diária nos parquinhos.
nos nossos filhos compartilhando brinquedo, suor e babas.

continuamos a curtir a festinha e me esqueço deles. mas é só esbarrar com eles que o rubor volta.
puxo papo com o marido dela: “pois é, né, que legal! qual o nome dela é jxoeiuroi, né? e o seu? ah, legal! vocês moram naquele bloco? ah, a gente mora nesse outro. puxa, que coincidência mesmo”.

hora do parabéns. lá estão eles. eu só olho de longe, dou um sorrisinho amarelo e volto o foco pra aniversariante.

nem lembro se nos demos tchau ou não. continuei a festa com outros amigos, muita coisa legal acontecendo, a emoção de comemorar o primeiro aniversário da amiguinha tetê, que nasceu prematura e hoje é uma menina linda, saudável e super esperta.

mas é só entrar no carro que o assunto volta:
- puxa, mas que coincidência boa.
- e você veio falando deles no carro.
- tá vendo?
- ela falou que o rafael é da mesma escolinha que a tetê.
- é, faz sentido, a escolinha é la perto de casa.

até que eu me toco:
- poxa, eu tive a chance e nem perguntei mais nada pra eles. devia ter pegado o telefone.
- tudo bem, agora a gente já tem amigos em comum. qualquer coisa você pergunta pra nossa amiga.

eu me conformo e continuo com a esperança de um dia nos encontramos novamente.

[continua?]

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04 de outubro

o parquinho e uma história sem fim

por luíza diener

há pouco mais de um mês o benjamin entrou de vez para o mundo dos parquinhos.

como já disse anteriormente, opção é o que não falta aqui perto de casa.
mas vários foram os fatores que me fizeram adiar esse momento:

1) não queria levá-lo na areia por xyz motivos.
mas pra isso existem os parquinhos de grama e de cimento.

2) eu não queria ir sozinha.
não por pensarem “ah, coitada, tá sozinha com o filho”, mas porque eu sou muito tímida quando chego em um lugar que não conheço ninguém. sério. dá um frio na barriga desses de primeiro dia de aula em escola nova, sabe?

3) o parquinho é das babás.
aqui em brasília – mais especificamente no plano pilouco -  é difícil encontrar mães que acompanham os filhos no parquinho durante a semana. geralmente eles vão com as babás. e aí, minha filha, quando chegam no parquinho você e o filho, sem nenhuma babazinha pra te acompanhar, te olham com aquela cara de “sua louca extraterrestre! o que você está fazendo sozinha com seu filho no parquinho? gaaahahhhh!”. e somando o frio na barriga à cara de mãe extraterrestre, quem se atreve a ir?

4) (e mais óbvio) ele não via graça no parquinho.
quando ele era mais novo, eu não via mesmo sentido em levá-lo. na época, os parquinhos sem areia e com brinquedos apropriados para os micro bebês eram longe de casa (agora tem um aqui ao lado) e mesmo assim, pra ele balançar ou não, escorregar ou não, era tanto faz como tanto fez.
quando ele começou a engatinhar freneticamente eu passei a ir esporadicamente a um parquinho aqui perto do meu prédio pra ver se ele gastava energia, mas era só chegar que ele ficava lá, sentadão, boquiaberto e babando, só vendo a banda passar.

mas depois que completou um ano (mais precisamente depois da festinha), ele começou a andar de fato e eu passei a levá-lo com frequência.

e a mãe louca aqui não conseguia simplesmente pegar o guri e ir ao parquinho. era necessário uma preparação: um casaquinho (vai que esfria?); um copinho com água (vai que ele tem sede?); uma frutinha (vai que ele tem fome?); uma fraldinha de boca (vai que ele golfa?); uma muda de roupa (vai que ele golfa tanto que se suja todo?); uma fralda e lencinhos (vai que ele se caga?); um brinquedo (vai que ele fica entediado lá?); um sapato (vai que ele quer andar em um lugar que machuca o pé?); um carrinho (vai que eu me canso de carregá-lo no colo?) e mais um bando de tralhas.
aí já viu, né? pelo menos meia hora de preparação só pra ir ali e passar meia horinha que seja.

menino amarrado no carrinho, uma bolsa a tiracolo, uma bando de cacarecos pendurados no carrinho, um frio na barriga e lá vamos nós. opa! esqueci alguma coisa! volta pra casa, arruma uma desculpa pra enrolar mais um pouquinho e lá vamos nós.
chega de autossabotagem que agora é sério. e lá vamos nós.

chegam no parquinho et e rodolfo. as babás sentadas num canto e eu no outro. elas continuam conversando como se eu não existisse. aí chega uma menininha (benditas crianças) poucos meses mais velhas e quer brincar com o benjamin. tenta pegar ele pela mão e arrastá-lo pelo parquinho: “isabela, assim vai machucar o neném” – grita a babá lá de longe, sentada no banco. mas a isabela insiste em levar o pequeno para dar um tour. eu tento ajudá-los, a isabela chora e vem a babá: “cuidado, ele é neném. pergunta o nome dele”.  ”manãstiminimi, neném?” – ela pergunta. eu respondo por ele: “o nome dele é benjamin”. e ela fica muda.

[pausa. existem várias coisas que te ajudam a distinguir as babás das mães em um parquinho:
a primeira é a linguagem corporal. como eu já disse, a maioria delas (não todas) fica sentada num canto com as outras babás dando ordem aos patrõezinhos: "artur, escorrega", "luísa, vem beber água", "miguel, não puxa o cabelo da amiguinha", "balança, eduarda, balança", "miguel, já falei que aí não pode", "valentina, sobe a escada", "miguel, desce daí agora, senão a gente vai embora!", "audrey, limpa esse nariz", "miguel, já falei que não pode comer grama" e continuam lá sentadas, como se a bunda delas estivesse colada no banco.
a segunda são as roupas. algumas usam roupa toda branca (o que eu acho meio absurdo pra cuidar de menino grande, mas isso é coisa de patroa), outras somente camiseta. mas todas usam calça de lycra com camiseta e chinelo.
a terceira é o celular. se elas estão sozinhas (entenda por sozinha ela + patrãozinho), na certa ficará pendurada no celular enquanto grita com o menino de longe. mas é só chegar outra babá que elas passam a conversar entre si, sempre com o celular na mão, claro.
a quarta é a esquizofrenia. se a patroa chega no fim do dia e vai ver o filho no parquinho (algumas ainda fazem isso), num salto ela muda de comportamento, a bunda se desprega, ela esquece o celular e vai atrás do menino aonde ele for. segura no balanço e empurra. ajuda a subir e descer as escadas, dá a mão na hora de escorregar e limpa o ranho que mais cedo escorreu do nariz e grudou no dente. uma beleza. a aí a mãe fica lá sentada, ligando de seu ipad, pedindo pro marido trazer alguma coisa da rua e gritando de longe "miguel, aí não! poxa, maria, olha ele direito". despausa]

os pequenos chegam e saem. benjoca fica só no seu canto, olhando.
dias se passam e assim ficam mãe e filho observando o movimento, tentando socializar.

um dia o benjamin chega e uma menina grita “olha, vovó, o benjamin”. sinal de que ele já está mais assíduo no local. “vai lá, filho, brinca com a laís”. enquanto eu converso com a avó.
de avós eu entendo, afinal minha mãe é uma daquelas beeeem corujas, beeeem babonas, que fica somente esperando alguém perguntar qualquer coisinha sobre os netos pra disparar a falar “ele é tão inteligente, ele já sabe o nome de várias coisas, ele tira meleca sozinho, ele faz isso, isso e aquilo outro. olha como meu neto é esperto”. e convenhamos, uma avó que se dispõe a ir ao parquinho não pode ser diferente.
logo ela começa a falar uma e outra coisa sobre a neta e lá vai assunto pra mais de dia.
mas avó é avó, não é mãe. avó esqueceu que seus filhos davam aquele trabalho todo e brincam com os netos até cansarem (deles). depois é só entregar pra mãe, voltar pra casa e dormir a noite inteira.

com o tempo eu começo a ganhar espaço e as babás começam a perguntar dele, sobre a sua idade, se ele é meu sobrinho, irmão ou filho. “nossa, mas você é tão novinha” e a minha resposta padrão “é, eu bem que engano”. mais uns dias e elas se atrevem a perguntar “mas quantos anos você tem?” e logo eu descubro que estou entre as mais velhas do lugar.

aos poucos ele se solta, brinca com os outros, empresta os brinquedos e pega emprestado. é só alguém chegar perto do portão que ele já acena com a mão e diz au (tchau, em benjaminês).
ele pede bá, bá para ir ao balanço. como é grande demais pra ele, senta no meu colo e ficamos lá até minha bunda doer.
ri quando escorrega sozinho de costas no escorregador de plástico, sempre me dá choque.

mas um belo dia, eis que ela chega toda linda e glamurosa: cabelo desgrenhado, short e olheiras fundas. ela está de mãos dadas com aquele pequenino ser trôpego que anda de um lado para o outro sem rumo definido. ele quer subir no balanço, ela coloca e o segura. ele quer o brinquedo do coleguinha e ela intermedia. ele chora e ela pega no colo. ora chama ele de meu amor, ora de rafael.

é ela, só pode ser. por favor, meu deus, me diga que é.
de repente tudo se move em câmera lenta.

ela participa, cuida e ajuda. ela para pra dar água e comida, mas se ele não quer, ela continua a brincar. ela agacha, gente, agacha!
ela fica num canto e só fala com os outros bebês. como acontecia comigo, ela também se sente acuada e deslocada.
eles têm os mesmos olhos.
até que eu a escuto dizer: “filho”.

meu coração dispara, bate a mil por hora: ela é A mãe!

eu preciso me aproximar logo. não posso perder essa oportunidade tão única:
- olha, filho, o neném! – eu digo
- neném! – ele responde
- é, o nome dele é rafael. – eu continuo
- olha, rafael, o neném – a mãe diz
- neném! – rafael responde
e eu fico lá, besta de ter encontrado a mãe.

aí começa o velho papo: “quantos anos ele tem?”, “nossa, como ele é esperto, como é grande, como anda rápido” e essa história toda.
conversamos rapidamente sobre o parquinho, que é de grama, que é de prárdigo, que dá choque, que não descasca, que não esquenta, que não dá tanta alergia e nem suja tanto a roupa.
- você mora nesse prédio?
- não, e você?
- também não.
- você mora em qual? – eu arrisco
- naquele.
- ah, eu moro naquele outro.

logo ela diz que precisa ir, chama o rafael, eu pergunto o nome dela e ela se vai (mas já?) e que volta outro dia.

e eu canto mentalmente, junto com jane e herondy “não se váaaaaa. não me abandone por favor, pois sem você vou ficar loucaaaaa”.
o lindo por do sol perde a graça e ganha um tom acinzentado. o tempo fecha e parece que vai chover.
não vejo mais sentido em permanecer ali.
disfarço, pego as coisas do benjamin e digo um tchau ligeiro.

no dia seguinte resolvo ir um pouco mais cedo, caso ela tenha mudado de horário.
logo as crianças e as babás chegam. a laís quer brincar com o benjamin. uma fofa. mas nada dA mãe.
o benjamin se solta, arrisca-se a andar sem mim e a comer pedrinhas de terra à distância. tenta beber a água dos outros coleguinhas, brinca com brinquedos alheios.
mas nada dela.

um a um eles vão embora, incluindo o sol. e nada dela.
ela não vem.

[continua...]

 

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03 de setembro

nossas mães que disseram

por luíza diener

saiu onti o vídel, gentch!

nossas amigas celebrities , mari e carol + yo.

se você ainda não conhece o minha mãe que disse está perdendo tempo!
corre lá pra conhecer não somente o blog, mas também as outras seções: minha mãe conhece a sua, mmqd recomenda, mães com zanguenozóio e mães compram e vendem.

e ó, tá confirmado: agora a tv mmqd vai ser duas vezes ao mês (rala, robert)!

e juro q não to pedindo elogio, mas quanto mais eu me vejo em vídeos, menos eu me gosto.
mas tá. aí vai pq o povo cobra (ps: tira as quiança da sala, porque o fim do vídeo é só sobre genitálias):

e se conseguir, bom fim de semana!

 

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03 de agosto

hoje eu estou aqui

por luíza diener

o post de hoje está no blog manual da família moderna.

eu dei entrevista pra tati, que está grávida de quase 11 semanas e acaba de descobrir que vai ser mãe de xêmelossss!!

aproveitem pra conhecer o blog dela, que é lindo.

besos

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06 de maio

feliz dia das mães

por luíza diener

desde já desejo um feliz dia das mães a todas as mães blogueiras ou não, representadas aqui ou não (se seu blog não estiver na imagem acima, não deixe de manifestar-se e de tacar uma pedra do meu marido. ahahhahahahaha!).

post especial no domingo ;)

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01 de abril

salto mágico

por luíza diener

de repente, não mais que de repente, o benjamin passou por um salto mágico de desenvolvimento que não poderia passar desapercebido.
confira:

  • hoje de manhã ele acordou chamando mãmãmãmãmãmã. como eu estava morrendo de preguiça (apesar dele ter dormido a noite inteira), o hilan que foi pegá-lo. chegando lá, o benjamin o olhou bem sério e logo depois abriu o maior sorriso dizendo pa-pai. assim, com todas as letras;
  • largou a chupeta sozinho e agora, quando sente sono ou fica enjoado, só chupa o dedo;
  • só usa fraldas de pano de manhã, à noite e pra sair também;
  • come super bem tanto a papinha doce e agora também a salgada. e de tanto tentar arrancar a colher da minha mão, eu resolvi deixar ele segurar um pouco e, qual a minha surpresa, ele conseguiu pegar a comida e botar direitinho na boca;
  • aprendeu a engatinhar. viva!;
  • não apenas a engatinhar, mas a dar cambalhota. é a coisa mais hilária. no começo eu achei que ele tava desequilibrando, mas percebi que ele não chorava quando caia de cabeça. aí resolvi olhar e percebi: quando sentado ele cai meio de ladinho e rola pra frente, sentando outra vez;
  • nadou na piscina do clube pela primeira vez. a gente mergulhou ele lá no fundo e ele subiu à superfície sozinho, sem chorar (nem afogar);
  • foi convidado para ser garoto propaganda da pampers, mas ainda estou pensando se devo submetê-lo a esse tipo de exposição;
  • a melhor eu guardei para o final: ganhamos 200 mil reais no sorteio da ourocard! vamos passar um mês de férias e só voltamos depois do dia do trabalhador!

primeiro de abril! te peguei!
absolutamente nada do que foi escrito acima é verdade. ahahahha!

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29 de março

grávida e nua

por hilan diener

uma nova moda vem tomando conta das mulheres grávidas: tirar fotos nuas. sim, do jeito que vieram ao mundo, mas nada de amadorismo. as fotos são tiradas em estúdios profissionais e com tudo que tem direito. com ou sem marido. a pergunta que não quer calar é: vc teria coragem?

falando nisso: grávidas e gostosas

fotos de: Nigel-Barke

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09 de fevereiro

preconceito invertido

por luíza diener

*atenção. este post pode conter palavras pejorativas e de baixo calão.*

antes de engravidar – ou mesmo no início da gravidez, onde meu corpo permanecia o mesmo – o que eu mais ouvia era “ah, antes de eu ter filho eu era magrinha assim, que nem você”. isso geralmente vinha de senhoras baixinhas e corpulentas. mas também já ouvi isso de gente jovem.

pra começar meu argumento central, queria que vocês observassem o seguinte:

se uma pessoa está acima do peso e você a chama de gorda, está sendo preconceituosa e maldosa.
mas se alguém está com peso inferior e você a chama de magrela, está sendo invejosa.

quer dizer, então, que ninguém tem vontade de ser gordinha e todo mundo quer ser magricela?

a minha vida inteira eu fui branquela e magrela.
engraçado que, se fosse o contrário, teria que dizer negra (ou afrodescendente) e avantajada.
não poderia ser preta e gorda.

e daí que a vida inteira eu tive que ouvir comentários do tipo “se der um vento, voa”, “você é branquela azeda”, “olívia palito”, “parece uma alemã”, etc, etc.

que raiva!

fico muito puta (desculpa, vou xingar no twitter hoje, muito. sério).
fico indignada.
alguém me explica por que que existe preconceito dentro do preconceito?

por que os homossexuais, afrodescendentes, acima do peso, com alguma dificuldade de locomoção, etc, quando são discriminados ganham todos os holofotes e outras pessoas que também sofrem de outros tipos de discriminação têm que sofrer caladas?
aí você me diz: porque geralmente eles são marginalizados e são minoria. será?

eu respeito – e muito – todo tipo de gente, independente de cor, classe e credo. até porque eu cresci com o princípio de fazer aos outros o que gostaria que fizessem a mim.

eu gostaria – e muito – que a recíproca fosse verdadeira.
mas cansei de chegar nos lugares e receber olhares tortos. sem-pre!
aí vem gente dizer “isso é inveja”.
morra com a sua inveja!

eu tenho inveja de mulheres avantajadas. prontofalei.
isso porque, se existe algum preconceito com elas, é escancarado.

e daí que eu emagreci rápido depois que meu filho nasceu? e daí que eu estou pesando 43,5 kg (2 kg a menos que quando engordei)?
mas não. eu tenho que ficar caladinha e não posso falar isso pros outros, porque senão vão achar que estou me gabando.

ah, vá à merda!!

to cansada de ouvir comentários (sejam preconceitusoso ou invejosos, pra mim são ofensivos) do tipo “você está raquítica”, “tá anoréxica”, “tá com cara de doente”, “esse neném está te sugando“.
ah, tá me sugando? chupa a minha!

queria ver se eu encontrasse com algum amigo acima do peso (especialmente se fosse mulher) e dissesse: “nossa! como você está gorda”, “menina, você vai explodir”, “esse neném tá te engordando”, “faz uma dietinha”.
não, a gente nunca pode comentar ganho de peso. apenas a perda.

eu não queria emagrecer. eu queria estar com 49 kg. pra mim tava bom.
prefiro o rosto redondinho a essa cara de caveira fugida da tumba.

não precisa falar, tá? eu já sei.
eu tenho espelho em casa.
então guardem seus comentários (maldosos ou não) pra vocês mesmos.

quem tenta perder peso, sabe o quanto é dificílimo fazê-lo.
então saiba que também é difícil pra mim ganhar peso.
eu como 3 vezes mais do que comia antes.
faço aquele prato de pedreiro de obra e ainda repito.
como o tempo inteiro. tomo vitaminas.
mas meu metabolismo é acelerado. nada posso fazer contra isso.
e parece que quanto mais eu como, mais eu emagreço.

aí você me diz “relaxa que quando o neném começar a comer alimentos sólidos, você engorda”.
e eu te digo “tomara, minha santa”.

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02 de fevereiro

babynique

por luíza diener

começou timidamente com algumas amigas trocando email: “vamos nos encontrar?” e virou uma concentração com a ilustre presença de 8 mães, 7 pais, 3 crianças e 8 bebês.

lindo e fofo, né?
sim, tinha todo o potencial para ser. fiquei muito contente de encontrar azamigas juntas e seus respectivos maridos. uma cambada de bebês começando a papar e beber suquinhos, algumas – como clara e emília – aprendendo a andar, outros a sentar.
tinha até a bebê vegetariana, emília, com um jantar tão variado de dar inveja até aos carnívoros.
sem contar com as maiores – ciça e alice – que não desgrudaram dos papais um minuto sequer.
além dos bebês quase gêmeos siameses, de tão grudados que foram seus nascimentos: entre 23 de julho e 30 de setembro nasceram clarice, rafael, lara, benjamin e maria teresa numa carreira.

mas ter umas fofuras de idades próximas tem suas vantagens e desvantagens. sorrisos distribuídos a torto e a direito, todos querendo levar à boca tudo que viam na frente (inclusive uns aos outros), um senta-cai incessante, uma babação de deixar tudo lambrecado, benjamin e rafael batendo cabeça e, o principal: o choro coletivo.
coisa espressionante, meu povo! era só um resolver chorar que todos acompanhavam em coro. igual essa história de bater palma, sabe? ninguém dá a primeira, mas depois que um começa, todo mundo acompanha, ovacionando. e eu já tava quase ovacionando o benjamin porque chegou uma hora que começou a dar um desespero. mas antes disso eu tive foi crise de riso.

segundo a tathy, isso não era um piquenique. era um estressenique.
pra acalmar a fúria implacável de tantos bebês ensandecidos?  peitão, galera!

e aí começou a parte linda. de repente um bando de peitas colocadas pra fora, servindo o banquete dos pequenos.
quando lembro da cena, lembro em câmera lenta, num cenário de praia, tocando barry white ao fundo.
se tivesse um desavisado passando por perto, ia achar que era festival de topless.
(parêntese: quando a gente é adolescente, começa a nascer peitinho e fica toda recatada, cheia de dedos e coisas pra cuidar bem dos botõezinhos. aí depois vira mãe e perde todo o pudor. fecha parêntese).

se houvesse um maníaco do parque olhos dágua de brasília, esbaldar-se-ia ali mesmo.
mas sério. como pode alguém achar sensual essas nossas tetas tão repletas de leite?
parafraseando um anônimo, foi a maior concentração de mamilos expostos por metro quadrado dos últimos tempos.

por último chegou minha irmã com a mini tropa aurora+martin, ilustres presenças trazidas de são paulo, pra pegar o último pão de queijo, abrir um toddynho, expor umas frutas com rostinhos (a pera teve seu nariz dilacerado pela bebê vegetariana) e sair correndo pra não pegar a chuva que já estava chegando.

mas antes, deu tempo de repetir a estrela de 3 meses atrás (olha como eles eram pequenos), que se outrora tinha 3 pontas, agora já estava com 5 (quase 6, se lara não tivesse ido embora).

e no fim do estressenique eu fiquei com gostinho de quero mais (espressão breguíssima que eu adoro) e não vejo a hora de repetir a dose.
de antemão já estão convidadas todas as que puderem e quiserem aparecer.

rafael e benjamin enriquecendo a alimentação com grama. uma duplinha que promete

martin era uma das delícias servidas no piquenique

senhor pera e senhora maçã também estavam presentes

aquela formiga ali ó, rafael! vamos comer?

em sentido horário: benji, rafa, tete, cali cali e tintin.

quantos bebês presentes na cena você consegue contar?

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