
segunda feira fez um daqueles dias que cai uma chuvinha fina e constante, resultando em benjamin e eu enfurnados dentro de casa.
logo de manhã resolvi trocar a roupa dele por algo mais confortável.
típica roupa pra ficar em casa, sabe?
coloquei nele uma camiseta cor de rosa, que acho que ele só usou uma vez. não pela cor, mas por ela ainda ser muito grande.
ele, que anda com essa de tentar acertar gêneros e chamar todo mundo de “menino” ou “menina”, ao vestir a blusa, apontou pra ela e disse: “menina”.
na hora eu fiquei intrigada: será que ele está associando a cor ao gênero?
maspoxavida! eu nunca ensinei pra ele cor de menino e de menina e ele não convive com ninguém que faça isso – pensei.
aliás, aqui em casa não tem essa. ele brinca de carro e de boneca. tem bola, vassoura, moto, calça os sapatos do pai e os meus.
porque antes de ser menino, ele é bebê.
então resolvi fazer o teste: coloquei várias fotos de meninos E meninas usando cor de rosa e deixei pra ver o que ele dizia: menina! menina! menina! menina! – para todos.
aí apareceu um bebê com um pano rosa na cabeça e um body azul. ele ficou intrigado, olhou, olhou e soltou um: “neném”.
daí pra frente eu comecei a dizer: esse está de blusa rosa, mas é menino. esta não está de rosa, mas é menina e passei a ignorar a cor e só dizer quem era o quê.
pronto. problema resolvido. ele passou o resto do dia com a blusa, como se estivesse vestindo uma roupa qualquer.
acho que, por enquanto, eu não preciso me preocupar novamente com essa eterna história de gêneros.
mas diz aí se ele não ficou fofinho de rosa?

quando eu era pequena, não entendia por que minha mãe era tão brava e estava sempre estressada ou chateada com alguma coisa.
aí era só conversar com outras amigas que elas logo falavam “sua mãe? imagina! sua mãe é ótima, super boazinha! precisa só ver a minha”. e eu ficava pensando “ahhh! como eu queria ser filha da mãe de fulana” ou “ah, duvido que na casa de beltrano as coisas sejam desse jeito”.
veja bem: minha mãe não era do tipo que proibia tudo. olhando hoje, acho que ela era maravilhosa. era criativa, inteligente, descolada. dava bastante liberdade pra fazermos as coisas, dentro dos limites da casa, já pré-estabelecidos.
mas, na época, a impressão que eu tinha era que ela vivia cansada e chateada. eu só olhava pra ela e pensava: “minha mãe é uma chata! não me deixa fazer nada! na casa das minhas amigas elas podem fazer várias coisas que na minha nem se sonha! mas ela vai ver só! quando eu tiver a minha casa e o os meus filhos, vai ser tudo diferente”!
tenho apenas uma coisa a dizer a respeito: ahahahahahahah!
é claro que eu to pagando a língua. o benjamin ainda não tem consciência de que eu sou uma chata, mas eu tenho. e como tenho!
começou na gravidez, com todos aqueles hormônios malucos, o cansaço que não passa nunca e coisa e tal.
quando ele nasceu, foi super difícil conciliar o pensamento materno-romântico com a realidade nua e crua das noites mal dormidas, as roupas sempre azedas de leite, me sentindo a eterna nega do subaco cabeludo.
na minha imaginação fértil, eu seria uma mãe diferente. nunca levantaria a voz para o meu filho, não surtaria nunca e seria sempre amável e carinhosa, como a insuperável mãe do caillou.
mas a vida real é bem diferente dos desenhos. beeeeeeeem.
em geral o benjamin dorme relativamente cedo e levanta num horário bom, mas às vezes ele pira e quer acordar no meio da noite pra brincar. aí é um sufoco.
eu acordo um bagaço, nervosa, irritada, gritando pras paredes, brigando com o marido, chutando o cachorro. ponho a culpa na diarista, que não lavou a louça direito, no vizinho, que ronca à noite inteira, toma banho às 6h30 da manhã com um sabonete muito fedido e fica assoando o nariz até expelir todo o pulmão (e acordar a casa toda).
aí passo o dia inteiro que nem um zumbi, me escorando pelos cantos, tirando uns cochilos esquisitos.
mas mesmo quando eu durmo bem, estou sempre tensa. um pouco menos, mas continuo.
eu sou muito cricri. uma legalista por natureza, presidente do crazy mamas country club.
não deixo meu filho assistir tv, não gosto que ele coma açúcar (só socialmente, e olhe lá), odeio aquelas musiquinhas infantis sintéticas e acredito que isso influencia a criança a ter um gosto musical limitado no futuro.
aliás, muitas coisas que eu estimulo ou veto aqui em casa são justamente pensando no futuro dele.
mas não quero sair convertendo ninguém a isso, pelo contrário.
se você não se importa, vá em frente.
eu é que não queria me importar tanto.
e como o benjamin é daqueles macacos meninos cheios de energia e curioso ao extremo, preciso estar sempre alerta.
ele está sempre ligado no que acontece ao seu redor. repete palavras e expressões que usamos (inclusive as ruins), observa nossos comportamentos, ações e reações. uma verdadeira esponjinha.
para a criança tudo é um aprendizado e, na minha opinião, o melhor jeito dele acontecer é nas tarefas cotidianas: alguns biscoitos ensinam a contar, brinquedos coloridos ensinam as cores, as frutas ensinam as formas e por aí vai.
ensino o benjamin a comer, não a “papar”. a dormir, não a “mimir”. que “auau” é o barulho do cachorro, não o nome dele (e muito menos de outros bichos) e mais tantos outros exemplos que dariam um post à parte.
eu vesti o uniforme de professora 24h e não tiro nem pra tomar banho ou dormir.
sei que às vezes eu deveria ceder um pouco. e eu cedo. mas na minha cabeça, sempre o faço contrariada, geralmente em prol do social, só para não arrumar encrenca ou para fugir de uma discussão desnecessária. mas lá dentro eu fico insatisfeita.
você até pode dizer “ah, luíza, mas é porque é primeiro filho. vai ver que no segundo você vai relaxar mais”. bem que eu quero, mas não conto com isso.
porque não é uma característica nova, que eu adquiri com a maternidade.
ela apenas foi potencializada pela enorme peso da responsabilidade de criar um filho.
pelo menos enquanto ele é pequeno, não dá pra relaxar tanto. não dá pra mudar as regras do jogo o tempo todo só pra ficar confortável em um determinado momento e botar outras coisas a perder a longo prazo.
eu sei que logo o benjamin vai crescer e perceber o tanto que eu às vezes eu encrenco, brigo, boto limites em certas situações.
ele vai querer fazer coisas que vão além de meter o dedo na tomada ou tomar banho na vasilha de água do tov.
algumas regras serão mais flexíveis e outras mais rígidas, quando um simples não não for suficiente.
nesse momento, por mais que eu endureça sin perder la ternura, a megera vai se estabelecer, a mãe alheia sempre será mais verde, legal e divertida do que eu.
mas eu não me importo. prefiro ser vista como mãe chata (por cumprir meu papel de mãe) a ser amiguinha da garotada e não ter moral nenhuma na hora do vamos ver.
certa vez eu ouvi de uma psicóloga que o confronto faz parte da maternidade (e paternidade) e é extremamente necessário, porque às vezes seu filho vai mesmo pensar diferente de você e em alguns momentos a decisão dos pais vai ter que se impor sobre a dos filhos.
educar vai além de ser legal. claro que a amizade tem que existir também mas, como sempre disse minha véia, “eu sou sua mãe, não sua coleguinha!”
a gente gera, bota no mundo, cuida e ama dessa maneira e intensidade que eles só vão entender quando forem pais/mães.
e por enquanto vai queimando um pouco o filme com eles, que são os ossos do ofício.
lembra daqueles livrinhos em que sua mãe/avó registrava os primeiros feitos das crias? primeira palavrinha? o primeiro banho? era muito legal, né? mas acabava socado e esquecido em algum armário empoeirado. pelo menos o meu foi assim (diz minha mãe que fez um meu, mas eu nunca vi).
que tal eternizar isso com um lindo poster do relatório anual do seu filho/filha?
uma peça de design única e exclusiva que vai ficar linda no quartinho deles como decoração.
você pode escolher entre três opções de cores:
1) fundo branco
2) fundo rosa
3) fundo azul
DETALHES
impressão em papel fotográfico mate paper.
dimensões: 42,0 X 59,4 cm (formato A2).
tempo de produção – 15 dias a contar a partir da confirmação dos dados fornecidos e aprovação de pagamento (adiantado).
prazo de envio dos correios: aproximadamente 8 dias úteis, a depender da localidade.
* atenção: a moldura não é fornecida, a fim de viabilizar o envio!
PREÇO
R$: 250,00 o poster impresso + embalagem (tubo postal).
impressão adicional – R$ 70,00 por poster extra.
FORMAS DE PAGAMENTO (via pagseguro)
COMO COMPRAR
para efetuar o pagamento, clique abaixo:
pôster meu primeiro ano – R$ 250,00
impressão extra* – R$ 70,00
caso tenha interesse em mais de uma cópia, adicione ao carrinho o poster de valor cheio (R$ 250,00) e, em seguida, solicite a impressão extra* (botão abaixo).
note que a quantidade de cópias pode ser alterada.
* válido somente para cópia.
** os dados não poderão ser alterados em caso de impressão extra.
ENVIE SEUS DADOS
através do formulário abaixo.
preencha com as informações de seu(sua) pequeno(a):
dúvidas ou problemas, entrar em contato através do email postermeuprimeiroano@gmail.com
muchas gracias ; )

você percebe que seu bebê já não é mais tão bebê assim quando:
é, eles crescem mais rápido do que a gente imagina. e é uma delícia!
* * *
em tempo: estou entrando de férias (semi-férias, né? porque mãe não descansa) e retorno no começo de fevereiro.
vou deixar alguns posts novos e outros antigos já agendados para serem postados ao longo do mês, mas não vou entrar sempre e não sei se terei tempo de ler e responder todos os comentários, ok?
mais uma vez, feliz ano novo a todos e que 2012 seja ainda melhor!

depois de mais de 6 (ou 15) meses de grude eterno com a mamãe, finalmente aconteceu: benjamin só quer saber do pai.
antes eu não podia sair de perto que era um mãmã? mamã? constante, acompanhado sempre de choro, até que eu retornasse.
pode até ser fofinho, mas quem passa por isso o dia inteiro sabe o tanto que chega uma hora que – desculpe – enche o saco.
mas de uns dias pra cá ele chama o papá pra tudo.
chega tá engraçado, porque agora ele tem rejeitado o meu colo pra ficar com o pai.
outro dia eu estava com o benjota no shopping e o hilan foi me encontrar pra almoçar. quando viu o pai, pulou no seu colo e deu um abraço pra não largar mais. juro, ele deve ter ficado assim, agarrado ao seu pescoço, uns 10 minutos. tentei tirar foto do celular, mas a bateria estava fraca. uma dessas cenas pra ficar só na nossa memória.
ontem mesmo o hilan deu banho nele e eu fui buscar o pequeno no chuveiro pro pai terminar seu banho. quem disse que ele queria vir comigo? se jogava pra trás e dizia não.
aliás, ontem foi o dia. estávamos benjamin e eu brincando, enquanto o hilan trabalhava. aí resolvi, no meio da brincadeira, cantar uma versão adaptada de nana neném: “mamãe tá aqui e o papai foi trabalhar”. pra quê… quando ele ouviu a palavra “papai” fez o maior bico, começou a chorar e falar papá? papá? e ficou tão, mas tão desconsolado que só melhorou mamando e dormindo em seguida.
pensam que eu estou achando ruim? com ciúmes?
longe de mim!
to achando a coisa marmaravilosa do mundo!
finalmente um sossego pros meus braços e costas cansados.
já posso até fazer cocô em paz (quer dizer, às vezes).
o bom disso tudo é que muitas coisas no cuidado do pequeno passam a ser tarefa quase obrigatória do pai, porque o benjamin não quer mais que eu faça, como comer ou tomar banho, que ele só aceita se o hilan fizer.
claro que ainda têm umas coisas (além do peito) que só a mãe resolve, mas estou muito aliviada e contente por finalmente esse momento ter chegado, porque agora eu tenho mais um tempinho pra mim.
sua amiga está grávida e você não sabe com o que presenteá-la?
vai visitar um recém nascido e não tem ideia do que levar para os pais?
chá de bebê, amigo oculto da firma (e você tirou uma gestante que nunca falou direito), natal em família?
seus pobrema se acabaram-se!
chegaram os novos, os revolucionários, incríveis e cheirosos produtos potencial gestante!
todos feitos pelo meu lindíssimo (e esperto. rá!) marido!
pega uma carona nessa cauda de cometa e vem comigo conhecer as novidades!
bottons mamãe de primeira viagem

apenas R$ 15,90 o pacote com 4 bottons!
bottons papai de primeira viagem
apenas R$ 15,90 o pacote com 4 bottons!
a roleta da obrigação
bebê chorando no meio da noite? hora do banho? hora da papinha? trocar a fralda? chega de empurra-empurra! deixe a roleta decidir por vocês.
um ótimo presente pra quem quer dar aquela indireta pro maridón.
apenas R$ 9,90 a unidade!
é só comprar via pagseguro. é rápido, prático e – claro – seguro.
se não receber seus produtos, seu dinheiro é devolvido.
clique no botão comprar localizado abaixo do produto desejado. ao ser direcionado para a página de compra, você pode alterar as quantidades e comprar mais um presentinho pra sua prima, sobrinha, vizinhamiga.
para ver seu carrinho finalizar sua compra é só clicar abaixo:
*produtos sujeitos a variação de cor e padrão de embalagem.

lembra daquele post com dicas de moda para mini baby boys com o modelo mini junior mais lindo do planeta?
de repente você gostou daquela calça jeans fofa ou de um daqueles sapatos graciosos e pensou “ah, mas eu que não vou gastar esse dinheiro em algo que perde rápido” (e cá entre nós, estou completamente apaixonada tanto pelo jeans quanto pelo sapato!).
e se eu disser que, ao invés de comprar, você pode ganhar?
pois é, cá estamos nós com nosso segundo sorteio em parceria com a Laranjeiras Kids!
desta vez você pode ganhar R$ 200,00 em compras no site e presentear seus projetos de anões pimpolhos neste natal.
para participar? é fácil!
leia aqui o regulamento da promoção, preencha o formulário abaixo com seu nome e email, concorde com as regras do sorteio e pronto, está valendo!
e como neste sorteio todos ganham, ao fim do sorteio todos os inscritos receberão um cupom de desconto em compras na laranjeiras.
o sorteio começa hoje, 05/12/11 e vai até o dia 11/12/11.
o resultado sai dia 12/12/11 na nossa fanpage no facebook e no nosso twitter no período da manhã (lembrando que a minha manhã começa no momento em que eu acordo e termina depois que eu almoço ; ).
ho ho ho! feliz natal (ahahhahahaha!)
ps: vocês viram esse vídeo? falou o bebê louco por sapatos!
ps2: aproveite pra conhecer a laranjeiras kids:
site: www.laranjeiraskids.com.br
blog: laranjeiraskids.blogspot.com
twitter: @laranjeiraskids
facebook
boa sorte, polvo de deus!

tudo começou com apenas 6 meses.
eu ofereci cenoura ao benjamin logo nas primeiras papinhas e observei. 2 dias depois ele apareceu cheio de pontinhos vermelhos ao redor do pescoço e na área genital. suspendi por uns dias. voltei a oferecer e as bolinhas apareceram outra vez.
depois foi a vez da beterraba. a mesma coisa, um pouquinho mais forte.
com 8 meses eu dei os dois novamente. meu erro foi dar um seguido do outro, com diferença de apenas 1 dia. mas não percebi e não observei.
poucos dias depois ele apareceu com os tais pontinhos na virilha. pensei que estivesse assado ou com alergia à fralda, mas percebi que ele não estava com as bolinhas só no bumbum, mas também na cintura. depois acabou irradiando por todo o tronco, barriga, pescoço, nas costas inteiras. até o sinalzinho da vacina, no braço, ficou bem vermelho, cheio de bolinhas e
inchado. embaixo da boca também ficou vermelho e áspero. no dia seguinte a alergia subiu pelas bochechas e dentro das orelhas e, por fim, atingiu as coxas e a sola dos pés.
suspeitaram de roséola, mas ele não teve febre (e veio a ter roséola de fato 1 mês depois). realmente, era bem parecido.
observei outros fatores e concluí que somente a beterraba poderia ter causado tamanho estrago.
suspendi ela de vez.
conversei com a pediatra dele, que me apoiou.
perto de completar 1 ano foi a vez do glúten.
eu já havia dado pão francês para ele, mas era sempre pouco, menos da metade. eu notava umas poucas bolinhas ao redor do pescoço, mas pareciam inofensivas, por isso continuei.
aí fomos a um chá de bebê. ele já havia comido meio pão pela parte da manhã.
o chá de bebê foi à noite. ele foi de colo em colo e, como ainda tinha uma alimentação restrita, liberei que dessem torradinhas a ele. acontece que toda hora que eu o via, estava com uma torrada na mão e a boca cheia. perdemos as contas de quanto ele comeu.
a reação foi rápida: no dia seguinte ele estava com um colar de alergia. totalmente vermelho e pipocado ao redor de todo o pescoço. subiu um pouco para o rosto e dentro das orelhas.
no bumbum, assou e pipocou exatamente onde ficava o cocô e embaixo do saco. passou quase uma semana assim.
conversei com a pediatra na consulta seguinte e ela disse que poderia ser glúten. até então eu achava que era somente a farinha de trigo, mas aconteceu dele comer outros alimentos com glúten e sem trigo e a reação foi semelhante, mas menos intensa (devido à quantidade).
e lá se foi um item importante na alimentação do pequeno.
nesse meio do caminho ele também reagiu ao tomate e à berinjela. a berinjela foi bem pior, mas os dois atacaram tanto quanto (ou até mais que) a cenoura.
e finalmente foi a vez do leite de vaca.
ah, e esse é o mais chato, com certeza.
era uma coisa que eu já desconfiava há tempos. mas como ele nunca tomou leite diretamente (apenas através do leite materno), eu teria que cortar somente da minha dieta. e tudo que fosse derivado lácteo. e como isso sempre foi muito difícil pra mim (viciada assumida), nunca consegui completamente.
a pediatra não tinha liberado o leite de vaca na alimentação dele justamente por já ter manifestado outras alergias.
até que um dia, por algum motivo que eu não me lembro, resolvi tomar coragem e fazer isso pelo meu filho. ele estava com 1 ano e 1 mês.
eis minha retrospectiva:
os primeiros 3 meses de vida do benjamin foram de cólicas intensas. tentei tirar leites e derivados pra ver se alterava alguma coisa, mas as cólicas continuaram. nisso a pediatra descartou intolerância à lactose (que é diferente de alergia à proteína do leite da vaca) e liberou o leite gradualmente (só depois eu percebi que cortei apenas os leites e derivados e não observei o rótulo de nada).
com 4 meses ele teve uma assadura felomelal, que durou quase 1 mês. eu tentei pomadas diferentes e só a bepantol deu jeito. mas era só ficar sem pomada que voltava. depois de um tempo nem a bepantol resolvia mais.
por sorte ele passou a usar fraldas de pano e as assaduras melhoraram bastante, até sarar.
volta e meia ele tinha recaídas e eu precisava voltar pra bepantol.
ele também sempre regurgitava/golfava bastante, mas foi diagnosticado refluxo fisiológico. nada para se preocupar, visto que aquilo não parecia doer e ele continuava a ganhar peso e desenvolver-se normalmente.
todo mudo dizia que quando ele começasse a comer melhoraria. é fato que deu uma diminuída, mas as golfadas continuaram.
na consulta de 1 ano eu perguntei à médica se era normal ele golfar até essa idade e ela disse que não tinha problema.
mas aquilo começou a me incomodar, até mesmo a me irritar (toda vez que mamava, ele golfava. e ficava tudo sujo e com um fedorzão azedo).
além do cocô sempre mole. raras foram as vezes que ele fez um cocozinho normal, daqueles soltinhos na fralda. era aquela coisa pastosa, fedorenta, que sempre grudava tanto na fralda quanto no bumbum dele.
ele passou três meses com uma alergia respiratória sem fim: nariz escorrendo, tosse, pulmão com catarro. na verdade, era catarro pra todo lado. parecia mesmo uma bronquite alérgica. ele passou a tomar remédios pra alergia e até uma bombinha pra asma.
aí resolvi testar sozinha. suspendi todo e qualquer leite e derivados. qualquer coisa que pudesse ter não somente traços de lactose, mas também de proteína do leite da vaca (essa tabela me ajudou um bocado).
e ele melhorou. gradualmente parou de golfar, o cocô ficou mais firme (e até em bolinhas, gente!) e a pele voltou ao normal.
catarro? que catarro? remédio pra asma? guardei aonde?
o problema é que volta e meia eu como alguma coisa que contém qualquer porcaria com a proteína do leite sem me tocar e só vou perceber dois dias depois, que é quando ele costuma reagir. a primeira coisa que eu percebo é uma mudança na consistência do cocô. em seguida ele assa justamente onde o cocô encosta. depois ele passa a regurgitar, geralmente após as mamadas.
na última consulta à pediatra contei todo o caso e ficou bastante claro que o que ele tem é alergia à proteína do leite da vaca (APLV), que é diferente de intolerância à lactose.
nisso, muita coisa mudou na minha alimentação desde que foi constatada a tal alergia (conversamos com a pediatra e ela instruiu pra que eu continuasse a minha dieta restritiva):
e aí você pode perguntar: “luíza, não é mais fácil você suspender a amamentação dele?” não!
quer dizer, pode ser bem mais fácil pra mim, mas pra ele é muito pior, visto que ele tem todas essas outras restrições alimentares e que muitas coisas que eu uso pra complementar minha alimentação não poderiam ser incluídas na dele, como amendoim, castanha, aveia, soja e outros alimentos com forte potencial alergênico.
ele precisaria entrar com algum leite especial caríssimo pra suprir a falta de leite e mais outros complementos alimentares e vitamínicos, visto que nem só de gordura e cálcio é feito um leite materno.
ou seja, eu faço o esforço por ele.
na verdade, falar sobre alergias é sempre um assunto bastante extenso e eu diria até polêmico.
por exemplo, quando eu falo da aplv, muita gente ouve só o “leite de vaca” e imediatamente confunde com intolerância à lactose. mas são duas coisas distintas e eu faço questão de ressaltar.
(quem quiser mais informações é só clicar aqui)
isso porque já vieram me dizer “ah, meu filho também tem isso! pode dar iogurte pra ele” ou “ah, becel não tem lactose! pode comer tranquila”. se eu não tivesse me informado antes, teria dado o iogurte pro benjamin e lascar-se-ia tudo.
e como de qualquer maneira eu não daria creme vegetal ao meu filho, ele não comeu a tal becel. mas eu comi de olhos fechados e ele passou uma semana inteira golfando, com diarreia, com feridas na pele e eu que nem uma boba sem nem imaginar o porquê. só depois que me toquei a causa: continha aroma de manteiga. apesar de ser aroma artificial, tenho certeza que alguma coisa ocasionou. suspendi e melhorou.
também já me perguntaram se eu fiz algum teste pra diagnosticar a aplv.
sim. fiz o teste de desencadeamento, que consiste na observação da reação do paciente à retirada do leite de vaca e derivados com posterior reintrodução desses alimentos.
e só.
fez exame de sangue? não. fez algum teste na pele? também não.
na idade do benjamin – com 1 ano e 3 meses – e com o tipo de alergia que ele tem, esses testes não são tão precisos. eles podem dar um falso negativo. além disso, são todos muito estressantes pro bichinho, que já é traumatizado com agulhas e coisas do gênero.
e se desse negativo, iria mudar o fato de que a ingestão de leite faz mal pra ele? não.
então continuaremos assim.
a minha esperança é que melhore com o tempo. li que em 90% dos casos, a aplv – bem como outras alergias alimentares – some antes que a criança complete 3 anos.
e enquanto isso nos viramos como podemos.
para maiores informações, não deixe de ler:
quando descobri que estava esperando um menino, um dos pensamentos que logo surgiu foi: “ah, mas é tão mais fácil achar roupa bonita pra menina… pros garotos é quase impossível!”
é fato que há uma variedade maior de roupas baby-femininas por aí. mas que dá pra achar muita coisa legal pros baby boys, ah! isso dá!
a prova viva disto está aqui, neste post. com a consultoria da estilista marta pires*, selecionamos no site laranjeiras kids quatro peças de roupas e dois sapatos e deu pra montar vários looks super bacanas.
muita coisa é viável de fazer com o que seu pequeno já tiver no armário – uma camisetinha básica ou um jeans coringa – e ir brincando com os sapatos e uma e outra peça colorida ou estampada.
é possível montar super looks pro verão, inclusive praqueles dias em que a chuva predomina sobre o sol. confiram:

produção: marta pires, 29 anos, mãe de uma menina de 5 e de um pequeno de quase 1.
marta é estilista e produtora da moda. e também minha irmã ; )
montando os looks:
você pode manter a mesma calça jeans e variar as camisetas e sapatos. assim já dá pra vestir o pequeno de três (ou mais) jeitos diferentes:

e aí fez calor. é só colocar um shortinho estampado:
vejam que os sapatos foram repetidos e a camiseta é a mesma (esta camiseta grafite mesmo pode ser usada com a camisa de botões por cima e fica super). mais três looks. se tivesse uma camiseta branca, haveria mais uma opção.
veja que o short de palhaço que aparece acima é conjuntinho com a camiseta do look anterior.
eu mesmo gosto de comprar conjuntos (porque são mais baratos que comprar avulso) e desconjuntar pra coordenar com peças diferentes. #ficadica.
benjamin vestiu:
sobre a loja laranjeiras kids:
eu conheci (virtualmente) a laura, da laranjeiras kids, por indicação de uma amiga.
na época a laura tinha apenas um blog e revendia algumas roupinhas. eu encomendei algumas pro benjoca (ele estava em uma fase crítica de falta de roupas) e adorei.
tanto que o santo bateu fortch e eu amei de cara essa pessoa serumana.
o tempo passou e retomamos o contato, desta vez profissional.
a laura transformou o simples blog em um site sério, com roupas para bebês e crianças. e eu apaixonei, não apenas pela pessoa-laura quanto mas pelos produtos que ela oferece por lá.
cá entre nós, eu adoro uma mãe engajada. sabe aquele sonho de trabalhar em casa pra ficar pertinho dos filhos?
essas pessoas que colocam o sonho em prática sempre me inspiram. e aqui estamos falando da laranjeiras kids, a concretização dos sonhos dessa mãe que não desistiu.
tudo que entra na laranjeiras precisa passar pelo rigoroso controle de qualidade materno. se não está aprovado para a filhota dela, não serve pra loja.
das três vezes que pedi, as encomendas sempre chegaram rápido (até antes do prazo), super bem embaladas, cheirosas (diz aí se isso não é zelo de mãe) e apresentáveis.
o site é seguro e de confiança (e há várias formas de pagamento \o/).
e como me encantei pelo pacote completo, conversei com a laura, consultei minha estilista particular, catei o filho (e o marido, sempre), as roupas, a câmera e o resultado deu no que deu. não ficou lindjo e deslumbrantio?
confira mais sobre aqui:
site: www.laranjeiraskids.com.br
blog: laranjeiraskids.blogspot.com
twitter: @laranjeiraskids
facebook

quando o benjamin nasceu e eu lia textos sobre marcos de desenvolvimento, ficava a me questionar se as coisas aconteceriam realmente daquele jeito ou se cada bebê tinha seu ritmo.
hoje eu acredito que é um pouco de cada um, mas que há comportamentos padrões para certas idades.
por exemplo, os três primeiros meses de vida do benjamin foram de cólicas intensas.
mas foi só entrar no quarto mês que as cólicas cessaram.
aos 6 meses (como sonhei com essa data!) nasceu seu primeiro dente e daí em diante ele se desenvolveu muito rapidamente (não por causa do dente, mas creio que por causa da idade mesmo).
ele completou 9 meses. no dia seguinte teve convulsões e daí pra frente passou 3 meses doente. e foram 3 meses mesmo, com direito a febre toda semana.
dos 9 aos 12 meses ele ficou muito, mas muito chato! acho que foi a época mais difícil de lidar com ele, ganhando disparado do tempo de recém nascido.
completou 12 meses. ameaçou ter convulsões nesse exato dia (mas tudo correu bem). no dia seguinte ele começou a andar sozinho.
desde então, nunca mais adoeceu.
os meses 12 a 15 foram os mais doces e fantásticos de sua curta vida.
acontece que agora ele está com 15 meses e desde então está cada vez mais cheio de vontades.
antes ele dava um chiliquinho. agora ele se joga com força no chão e descobriu que dá pra puxar meu cabelo no auge da crise (quando o pego no colo).
eu sou muito firme e categórica ao dizer que não se bate em ninguém, muito menos nos pais dele. ele entende bem. e dá um chilique maior. se não funciona (depois dessas eu ignoro), ele desconversa, dá risada, faz charme.
confesso que estou um pouco apreensiva quanto aos próximos 3 meses, mas quando olho pra trás e vejo que certas fases passam, me inspiro e me animo novamente.
cheguem logo, 18 meses! te quiero!