Mostrando somente a categoria para bebês

18 de maio

passeio no aquário de são paulo

por luíza diener

há umas três semanas estivemos em são paulo para a gravação desse vídeo aqui.
e não pudemos deixar de aproveitar a oportunidade para encontrar a família, azamiga e, claro, dar uma micro passeadinha child friendly na cidade.

um dos lugares semi-bacanas que estivemos foi o aquário de são paulo. não fazia ideia de que existia aquilo por lá.
quer dizer, devia fazer, mas não era do meu interesse, até ter um filho que é enlouquecido por bichos.

pra chegar sem carro foi uma saga: táxi, metrô, 1 km a pé de ladeira com criança de 5 anos e um de 1,7 num carrinho de bebê e lá estávamos nós.

havia muitos aquários com animais diversos.

quando chegamos, benjoca ficou extremamente empolgado. queria conversar com todos os animais. ia de um lado para o outro, enlouquecido. vários jacarés e tartarugas chamaram a atenção dele logo de cara. além de uma jiboia gigantesca. acho que uma delas deveria conseguir comer uns 10 jocas numa boa.

ele deitava no chão para ver os jacarés e foi preciso convencê-lo de que havia mais coisa adiante. por ele, se o passeio acabasse ali já teria valido.

nossa sobrinha de 5 anos preferiu os peixinhos coloridos e cavalos marinhos. meninas são fofas, né?

além do óbvio que todo aquário tem (peixes, né?), também havia uns animais mais incríveis como peixe boi, tubarões, arraias, lobo marinho, lontra fedida, macacos invisíveis, morcegos, aranha, dinossauros (?) e bonecos de homens pré históricos.

ok. esses dois últimos eram bizarros. o que tem a ver dinossauro com aquário eu não sei. foi uma encheção de linguiça bem da mal feita. devem ter feito na época em que jurassic park bombava e nunca mais atualizaram. aliás, umas partes do aquário apresentavam mesmo essa estética anos noventa como um dinossauro que saia do meio da parede, bem como um semi tubarão na mesma condição, ambos de fibra de vidro (ainda existe isso, gente?). como eles foram parar lá, ninguém sabe, mas minha sobrinha elaborou algumas teorias.

ainda queimando um pouco o filme do lugar, lá tinha uma lanchonete terrível e caríssima. só salvava a coca em lata (salvava?). então, se algum dia você for, vá bem comida (rá!). e não se esqueça de levar o lanchinho das quiança.

a expectativa maior era de ver os pinguins, mas o aquário deles estava reformando. fuééem.

mesmo assim, tinha duas alas relativamente novas que eram bacanas (além do aquário básico, que também vale a pena): a dos piratas e a do brasil (igarapé).

e confesso também que fiquei fascinada pelos morcegos. eles eram estranhamente sedutores. um deles pendurou de cabeça pra baixo e mijou (vou ensinar o hilan a fazer o mesmo na hora do acasalamento).

e não podemos deixar de falar da grande atração local: os tubarões. esqueça o tubarão branco e o martelo. eram outros, sub celebridades no mundo dos tubarões. tipo ex-bbb.
o local é como se você entrasse dentro de um submarino. tem dois aquários paralelos grandões simulando o lado de fora do navio, como se os animais vivessem ao redor dos restos de um navio naufragado.

e se você olhar para cima, parte do teto é transparente também. pudemos ver as barrigas dos tubarões e arraias. foi bem legal.

até agora não entendi mesmo a parte dos dinossauros (pra completar tinha um cinema supostamente 4D, mas não quisemos arriscar). a aurora ficou com medo e o benjamin também.
mas a dos homo sapiens, erectus, broxus. ele adorou. falava “macaco” pra todos eles,

tinha um fraldário (na verdade trocador) toscão, mas dava pra quebrar o galho no caso de uma caganeira infantil o que, graças a deus, não aconteceu.

o preço do ingresso foi um pouco salgado: R$ 20,00 para crianças de até 12 anos e R$ 40,00 para adultos.
mas na segunda feira (dia que nós fomos) era 20 reais pra qualquer um.
mini crianças menores de 3 anos não pagam.

o site é esse daqui. anos noventa chegou e parou por lá também. alô, sala de bate papo do uol!

mas mesmo assim valeu a pena, porque no fim do passeio (fizemos o circuito tipo duas vezes e meia) estava todo mundo feliz da vida.
aurora chegou em casa radiante e doca não se cansou um segundo sequer.

foi uma festa. até nós,  semi-adultos, nos divertimos.
um programa bacana pra família toda.

então fica a dica para papais e titios buscando entreter os pequenos. especialmente em dias frios ou chuvosos (pra quem vai de carro, ok?).

oi.

Categorias: bebelândia ou não, mês 18-24, viagens, vídeos Topo
14 de maio

não pode!

por luíza diener

ele já começou a famosa fase do não.

já tá sabendo também distinguir algumas coisas certas das erradas, mesmo que a gente não fale nada.

e daí que, como eu já disse, ele tem um espacinho da prateleira só dele – as duas primeiras de baixo. dali pra cima, são nossas coisas e ele não pode mexer.

e eu tenho que ouvir o dia inteiro ele me relembrando disso, quase como quem dá bronca:

Categorias: benjamin, mês 18-24, tagarelices, vídeos Topo
10 de maio

papai papagaio

por hilan diener

tem tempo que estou para escrever sobre isso. é um fenômeno que acontece aqui em casa. a casa dos pais papagaios.

é muito simples. nosso mini ser andante é uma criança cheia de charme e truques. pelo menos eu acho, né?

ontem no banho, sei lá por que, ele resolveu que queria dar  banho no boneco do hulk, que estava no box.
aí passava a bucha no tadelo. no baço, no pé e no bumbum do ukinho.
porque agora não é mais uki, é ukinho. afinal, é um mini hulk.

depois de banho tomado, ritual do sono e tudo mais, finalmente o bebê dorme.
imagine a cena: estamos eu e luíza na sala e aí começa o fenômeno papagaio. começa de mansinho e de repente pimba! lá estamos nós repetindo as proezas linguísticas do filho, imitando tudo que o benjoca diz e morrendo de rir e de orgulho ao mesmo tempo.  hoje no banho ele resolveu que queria dar  banho no boneco do hulk, aí passava a bucha no tadelo. no baço, no pé e no bumbum do ukinho. por que agora não é mais uki, é ukinho. hahaha. aí ele disse: abi a póta (e balança a cabeça) como que afirmando. aí tov fez tal coisa e ele: tenta tóti, tenta. não podi não. papaizinho junto, abaço. oi, diga boi. oi peixe . mamãe tolinho, quelo tolinho. hahahah! imita levantado os braços.

eu não sei vocês, mas segundo os cientistas isso faz a orelha de 90% das crianças esquentarem (??).
pelo menos foi o que eu ouvi falar e também ouvi falar que o fenômeno papagaio assola várias lares brasileiros.
confere?  :)

obs: você que é homem, macho com M maiúsculo e tudo. seus problemas acabaram. lá em cima no site,  do lado direito, debaixo da pequisa, tem um botãozinho vermelho piscando chamado: disfarça pai. tem que clicar pra ver o que aparece. espero que goste. um oferecimento da nossa amiga raquel brehm, que consegui essa proeza tecnológica pra gente! valeu raquel!

Categorias: benjamin, desenvolvimento do bb, mês 18-24, para papais, tagarelices Topo
08 de maio

sorteio 4×4

por luíza diener

no dia das mães vai ter presente pra todo mundo: pras gestantes, pros bebê e pra famílhea toda.

pra participar é só você escolher o(s) sorteio(s) que mais lhe agrada(m), seguir as regras de cada um e ser feliz.

sim, você pode participar de mais de um sorteio.
aliás, você pode participar de todos.

quer vir? então veeeeeem que a seeede de ganhar me faz melhooooor!!

 

PRAS GRÁVIDA

kit Lui Mammy Store

para concorrer a R$ 200,00 em compras na loja virtual de roupas para gestantes Lui Mammy Store, leia atentamente o regulamento do sorteio e preencha o formulário abaixo:

{sorteio encerrado}

conheça mais roupas para gestantes na Lui Mammy Store:
twitter, facebook, loja.

 

kit futura mamãe Adcos

 

para concorrer a um kit de produtos da marca Adcos contendo 1 creme corporal Elastcream (anti estrias) + 1 Bloqueador Solar Ultra FPS 55 + 1 Sabonete Neutro de Aloe Vera, você precisa acessar a nossa fanpage no facebook e participar do sorteio lá.

{sorteio encerrado}


 

PROS NENÊ

sorteio Baby Bib


*fotos meramente ilustrativas

uma roupinha pros baby boys e uma pras baby girls (tamanho 0 a 2 anos).
para os meninos, uma calça saruel super fofa.
para as meninas, um vestidinho lindo + tapa fralda.
para participar, leia o regulamento atentamente, preencha o formulário abaixo com os seus dados e boa sorte!

{sorteio encerrado}

porque mãe besta como eu fica feliz em ganhar presente pros filhotes. sempre.
aproveite pra visitar a Baby Bib, essa coisa graciosa!
facebook, loja, blog.

 

PRA GERAL

kit potencial gestante

quer ganhar 1 roleta da obrigação + 1 kit de bottons mamãe de primeira viagem + 1 poster meu primeiro ano?

leia o regulamento do sorteio, preencha o formulário e participe!

{sorteio encerrado}

 

todos os produtos serão sorteados no dia das mães (13/05/12), e divulgados aqui no blog, no facebook e no twitter.

 

babalú e raí

babalú e raí já estão participando. vem você também!

Categorias: enxoval da gestante, para gestantes, para mães, para papais, produtos, sorteios e promoções, tranqueiras de bebê Topo
07 de maio

o sono (?) do bebê

por luíza diener

tem dias, semanas, meses e quase anos que eu to com esse post na cabeça e nunca consigo escrever.

mas é um assunto tão, mas tão recorrente, que resolvi vencer a preguiça, sentar a buzanfa e contar minha própria experiência com o sono do joca.

o que mais me contam são sempre coisas do tipo “meu filho tem tal idade. até tantos meses ele dormia a noite inteira. aí de repente ele começou a acordar quatrocentas vezes por noite e nunca mais voltou ao normal”.

primeira coisa que eu quero te pedir é: por favor, se isso acontece com seu filho também, comente neste post!
não, não estou fazendo isso pra ganhar mais comentários no blog.
mas é porque eu acredito que várias experiências falam mais que uma só e também porque quero comprovar a minha teoria de que os bebês que dormem a noite inteira desde pequeninos (e mantém esse padrão ao longo de todo o primeiro ano de vidasão exceção à regra).

porque pra mim a regra é sempre: nasce, passa um tempo acordando a cada segundo, depois melhora e, de repente, passa a dormir a noite inteira. aí de repente invertido ele volta a acordar que nem um louco, geralmente por causa de dente, nariz entupido, calor, frio, doença, cachorro latindo, vizinho que espirra alto demais e um monte de outros fatores incontáveis.
aí volta ao normal.
aí você jura que quando seu bebê tiver 1 ano de idade já será uma criança, que dorme a noite inteira lindamente. e descobre que essa é a pior fase de sono/temperamento que ele já passou até então.
e por último, alguns meses depois de completar 1 ano, ele passa a dormir serenamente. ou não.

é assim?

vou deixar essa minha parte do achismo com vocês (porque maternidade é embasada em muitos achismos, intuições, experiências próprias e impróprias) e contar minha experiência. meio caótica. ou não.

* * *

ele nasceu. tudo que ele e eu queríamos era dormir.
as primeiras semanas eram a coisa mais linda do mundo. ele só dormia. acordava. mamava. voltava a dormir.
geralmente a cada duas horas.
eu me sentia descansada e achava que recém nascido era a melhor coisa do mundo.

nos primeiros 3 meses eu mostrava pra ele o que era noite e dia. sempre permiti que ele dormisse na hora que sentisse sono. mas se dormisse de dia, deixava o quarto claro, continuava a fazer a barulheira normal de casa (liquidificador, aspirador de pó, vizinho espirrando, etc). se acordasse de dia eu papeava com ele, brincava, mostrava o mundo. mas se acordasse à noite eu não emitia um pio. só pegava no colo, aconchegava, dava o peito até que ele dormisse e voltasse pro berço (praticamente faço isso até hoje).
também nesses primeiros meses eu cuidava pra que ele nunca adormecesse mamando (exceto à noite) e deixava pra dar mamar quando ele acordasse, pra não associar o peito ao sono. hoje acho isso uma grande besteira. mais pra frente explico o porquê.
também dormiu a noite inteira pela primeira vez (sete horas seguidas). isso aconteceu umas 2 ou 3 vezes e parou, voltando a acordar umas 6 vezes durante a noite.
eu sempre embrulhava ele num cueiro
 pra dormir. era ótimo. ele amava, ficava calminho. eu amava também. todos sorria.
nessa época ele era meio tanto faz como tanto fez pra algumas coisas. se eu colocasse ele ainda acordado no berço, ele aceitava. se colocasse dormindo, tudo bem também. se acordasse e não tivesse ninguém, ok. mas se acordasse e a gente estivesse ao lado, beleza. foi a linda fase do bebê neutro.

a partir dos 4 meses ele passou a distrair-se durante as mamadas. antes disso o mundo podia cair, as pessoas podiam passar gritando ao meu lado que ele continuava compenetrado, firme e forte no mamá. depois disso ele ficou mais sensível aos sons, o que também tornou o sono dele mais leve num geral.
foi também nessa fase que ele passou a ser mais seletivo quanto às pessoas. às vezes queria o meu colo. às vezes do pai. virava a cara quando não queria que alguém o pegasse.
não lembro se foi exatamente nessa época, mas ele passou a ter umas sonecas diurnas que não duravam nem meia hora. foi desesperador, porque durante o dia ele só queria ficar no meu colo e eu não conseguia fazer mais nada. quando ele dormia eu queria ganhar o mundo em 20 minutos e era eu mal começar a fazer uma coisa que ele já acordava. acho que foi por isso que eu emagreci tão rápido ; )
e nem pensar em durante o dia deixá-lo acordado no berço pra ele dormir sozinho.
muito menos embrulhá-lo em nada.
ele passou a odiar isso tudo!

apesar de não ser a favor de adestramento de sono de bebês, alguns truques eu sempre fiz e deram certo. um deles foi não correr de imediato para atendê-lo. não apenas no sono, mas em tudo na vida. isso não significa deixar chorar até cansar.
isso porque algumas vezes ele acorda, dá um resmungada e volta a dormir. isso dá a ele a chance de encontrar um jeito de aprender a fazer isso sozinho.
à noite mesmo, ele acordava e eu esperava pra ver se ia voltar. caso isso não acontecesse, eu pegava, dava o peito e devolvia ao berço, mesmo que ainda estivesse desperto.
era impressionante ver como ele ficava bonzinho no berço e logo adormecia por conta própria. mas só à noite.
teve uma fase, aos 5 meses, que ele resolveu tagarelar no meio da noite. mas ele parecia bem com isso, então ele conversava sozinho, até retornar aos braços de morfeu.

isso do sono noturno eu não posso reclamar. apesar de ter demorado bem mais de um ano pra atingir o capote completo, ele não me deu tanto trabalho (no primeiro ano) à noite. exceto pelas noites em que esteve doente ou com algum dente nascendo era acordar, mamar e voltar pra dormir, sem grandes estresses – mesmo que isso acontecesse tantas vezes durante a noite.

perto dos 6 meses, um pouco antes, aconteceu. o primeiro dentinho quis nascer. foi quase um mês de sonos alterados, mamando muito mais e acordando muito mais de dia e à noite. achei que assim que o dente rompesse a gengiva isso cessaria, mas não. até porque depois do primeiro veio o segundo e depois o terceiro e depois o quarto.

entre 7 e 8 meses ele passou a jantar com gosto. e acho que aquela barriguinha cheia começou a dar uma segurada no sono e o menino que acordava quase 7 vezes à noite passou a acordar só umas 3.
desde essa época percebi que, até hoje, quando ele não janta direito, acorda mais vezes à noite. então o truque é mantê-lo bem alimentado.
isso sempre valeu pro caso dele querer acordar à noite pra mamar.
se eu resolvia que não ia dar o peito durante a noite, era pior. ele ficava tanto tempo desperto que na hora de mamar, continuava acordado. o melhor era dar o peito logo, pra que ele retornasse logo ao seu soninho.
as sonecas do dia eram menores, aproximadamente duas por dia, cada uma com 1 horinha.
nessa época ele não dormia mais no peito, exceto ao longo da noite. pra soneca do dia ele dormia no meu colo, embalado.
à noite quem colocava ele pra dormir era o pai. mas tudo isso se perdeu depois de um tempo (também explico lá pra frente).

com 9 meses destrambelhou de vez. essa pra mim foi a fase mais difícil do seu primeiro ano de vida.
primeiro porque foi quando completou 9 meses que ele teve convulsão. aí passou o dia no hospital, foi furado várias vezes, um monte de exames e médicos em cima.
pra completar, depois disso ficou doente por 3 meses seguidos, nariz entupido. uma mistura de alergia com tempo frio de inverno e quatrocentos dentes nascendo ao mesmo tempo.
somando a isso, começou com a ansiedade de separação e não tolerava que eu me ausentasse de perto dele por mais de, sei lá, 5 segundos.
um poço de trauma, incômodos e carências.
também foi a época que aprendeu a engatinhar de verdade, andar em pé apoiado nos móveis, mexer em tudo.
ele queria explorar o mundo. pra que gastar tempo dormindo?
ou seja, tudo colaborou pra que ele tivesse um sono péssimo tanto de dia quanto à noite.
foi uma fase difícil. ele ficava extremamente irritado por qualquer coisa.
às vezes aceitava que o pai o colocasse pra dormir, às vezes não. só melhorou disso especificamente lá pros 11 meses.

houve épocas que ele adormecia, capotava de ficar com os braços e pernas penduradões. mas era só colocá-lo no berço que ele acordava gritando, chorando, completamente desperto e não queria mais voltar a dormir. como eu sofri!
nesse tempo eu deitava com ele junto comigo na cama, dava o mamá deitada e esperava até ele abrir a boca e largar o peito. aí eu botava a chupeta na boca dele e saia correndo, fazendo o maior silêncio do mundo. era o único jeito que funcionava. às vezes.

lá pros 11 meses ele voltou a dormir semi-sozinho. ainda acordava à noite, mas só 1 ou 2 vezes. voltou a aceitar dormir sem peito e às vezes sem chupeta. de se permitir deitar sozinho, receber uns tapinhas no bumbum ou uma carinho no cabelo/rosto e apagar lindamente.

com 12 meses nós viajamos e eu passei 1 semana sozinha com ele dormindo na minha cama. só eu pra cuidar, botar pra dormir e todo o resto. nem precisa dizer que virou um grude, não queria dormir sozinho, muito menos longe de mim. aí seu sono estragou outra vez.
desde então ele só dorme no meu peito. lascou-se.
foi também com 12 meses que ele começou a tirar sonecas mais longas, de 2 a 3 horas.
no começo eram duas sonecas de 3 horas. um paraíso na terra!
6 horas do dia só pra mim! mas durou pouco e em menos de 1 mês ele passou a tirar uma única soneca diurna de 3 horas. mas tá ótimo, né?
entre 12 e 15 meses ele ganhou 4 molares chatíssimos de nascer. mais pelo menos um mês de sofrimento.

finalmente, com 1 ano e 4 meses, ele começou a dormir de verdade à noite. dormindo às 20h e acordando só às 6h.
a vantagem é, obviamente, conseguir dormir uma noite inteira sem interrupções. a desvantagem é ter que acordar tão cedo.
a soneca diurna acontece de fato somente uma vez por dia, geralmente antes do almoço. duas ou três horas e nunca passa disso.
tá bom, né? ele tá crescendo.
curioso é que antes disso acontecer, não tinha uma noite sequer que eu não fosse dormir pensando “será que é essa noite que ele dorme inteira?”. mas quando aconteceu eu nem percebi.

até hoje, no auge de seus 20 meses, acontecem noites e noites em que ele acorda às vezes uma, às vezes duas vezes. geralmente meia noite ou 5h da manhã. mas isso passou a ser exceção, não regra.
sim, ele acorda e eu ainda dou o peito.
acho muito mais cômodo que ter que buscar água, fazer truque pra voltar a dormir ou qualquer outra coisa.
mas ele já é um rapaz e acho que nessa idade tudo bem fazer algumas coisas pra não precisar amamentar durante a noite.
por exemplo, às vezes ele quer acordar 4h30 da manhã pra brincar. são nessas horas que, depois de tentar tudo no modo mute, eu abro a boca e digo: é hora de dormir. vou colocar você na sua caminha e voltar pro meu quarto. beijo tchau. geralmente dá certo.

enfim, gostaria de fazer algumas considerações a respeito:

  •  faz muita, muita falta dormir a noite inteira. é horrível passar o dia cansada, se arrastando pelos cantos, especialmente se você precisa fazer algo importante que exige concentração. mas lembrem-se do mantra: é uma fase! é uma fase!
    e fases passam. pense nesse tempo como uma semente para o futuro.
  • bebês em geral (especialmente os pequenos) dormem muito, mas dormem picado. é muito difícil pra eles tirar um cochilo de grandão. 
  • tente respeitar sempre o ritmo do seu bebê. cada um tem o seu próprio. muitas coisas afetam o sono deles: dentes, estresse, fuga de rotina, agitação (e cansaço) em excesso, doenças, frio e calor. bebês pequenos não fazem manha. deixa disso.
  • crie uma rotina previsível para a hora de dormir, quer seja de dia, quer seja à noite. isso ajuda eles a dormirem mais relaxados e todo mundo fica contente.
  • nunca privei ele do sono, a não ser que resolvesse cochilar pouco antes de começar a rotina do sono da noite (que dura quase duas horas). e as vezes em que acordo ele é por causa de algum compromisso. do contrário, durma na hora em que quiser e por quanto tempo quiser.
  • passei os primeiros meses condicionando meu filho a não dormir no peito, em vão. porque tiveram tantas incontáveis (e incansáveis) vezes que ele mudou de repente e que não dormia por nada e o peito foi a bendita solução. por várias vezes esse treinamento foi por água abaixo. e hoje eu percebo que nadar junto com a correnteza é, além de muito menos desgastante, muito mais gostoso.
  • eles mudam. sempre. o tempo todo. não quer dizer que porque seu bebê passou meses dormindo a noite inteira que isso vá continuar a acontecer. mas também não significa que, se ele acorda de hora em hora, há algo de errado com ele e ele só vai dormir uma noite completa quando entrar pra faculdade.
    eles mudam porque crescem, amadurecem, se desenvolvem. o mundo dos bebês é cheio de novidades. prepare-se sempre para as mais deliciosas (e desgastantes) surpresas. e quando você menos esperar, tudo vai voltar ao normal. ou passar dessa pra melhor.

 

sugestões de leitura:

Categorias: benjamin, para bebês, para mães, para papais Topo
04 de maio

sobre o medo da entrega total

por luíza diener

{desabafo de uma mãe de primeira viagem (eu) sobre seu filho que demandava atenção plena e integral nos primeiros meses de vida}

até hoje sofro com minhas contradições maternais. ou melhor, com minhas contradições por ser maternal.

literaturas instruem e estragam.
será a ignorância uma benção ou uma maldição?

antes de engravidar eu lia muito sobre gravidez, bebês, criancas e idealizei muitas coisas maravilhosas: queria um parto natural, fraldas de pano, bebe no sling e cama compartilhada. queria toda essa maravilhosidade da maternidade natureba que lê-se por aí.

entao o bebê foi gerado, parido, nascido e agora deparo-me com contradições diárias. a chupeta contra a qual eu lutava entrou pra rotina e, falando nisso, a tal rotina veio não sei se pra me ajudar ou estragar tudo de vez. tentei voltar para a livre demanda mas fiquei com medo de “estragar” meu filho com tanto peito e colo.

sabe como eu queria mesmo criar o benjamin? grudado em mim o dia inteiro, ora no peito, ora no sling e na hora de dormir, juntinho comigo na cama (como fazemos em algumas manhãs).
lendo sobre cama compartilhada vi os benefícios que isso traz à auto-estima da criança, aos hormônios de ambos e à criação de laços afetivos, mas se ele dorme na nossa cama, quem não dorme somos nós.
li sobre as chupetas e que a quantidade de malefícios supera e muito os benefícios da mardita.
li sobre tudo de bom que é amamentar em livre demanda, mas eu sofro com ela porque não consigo mais nem almoçar em paz. ou melhor, não consigo mais almoçar nada.

aí me dizem o que eu mesma sempre disse: siga sua intuição.
pra falar a verdade eu sei BEM o que a minha intuição está me dizendo, mas eu tenho medo. medo de criar um filho totalmente dependente de mim, medo do que os outros vão dizer, medo de ter um filho mimado ou sei lá do que mais tenho medo.

mas no fundo no fundo, acho que é medo de me apaixonar mais ainda por esse pequeno bichinho de goiaba. de ficar totalmente entregue às suas vontades.
isso porque eu sempre quis ter o controle de tudo. e viver às custas dos filhos é perder totalmente o domínio da situação.

as pessoas são cheias de traumas e muitas vezes (quase sempre) te aconselham baseadas em suas próprias experiências de vida. não que elas queiram ver seu mal, ao contrário: muitas vezes querem evitar que você passe pelo mesmo sofrimento delas.

pessoas que passaram pelo divórcio geralmente te aconselharão a ter sua vida paralela, a não se doar por inteiro para, no caso de seu casamento não dar certo, você não ficar completamente desnorteado.
quem não conseguiu alcançar a tal carreira almejada por falta de instrução vai te aconselhar a estudar, fazer faculdade, especialização, concurso público e o escambau pra você nunca ficar sem emprego.
pais que sofreram por terem doado-se ao máximo por seus filhos sem nunca receberem o reconhecimento devido te ensinarão que os filhos um dia irão deixar seu ninho, os pais ficarão sozinhos e sua vida há de continuar.
e daí por diante.

de fato, todos os conselhos acima são super válidos e legítimos dentro da vivência e equilíbrio de cada um, mas não precisam necessariamente fazer parte da minha ou da sua vida.
afinal, cadum cadum, né?

mas por outro lado fico imaginando se eu conseguirei conciliar esta idealização com o o estilo real de vida que levo. sera possível?

* * *

hoje, 1 ano e 5 meses depois de ter escrito este post, voltei para reler este texto e tirá-lo do rascunho.

pra quem quer saber o final da novela, a cama compartilhada nunca deu certo aqui em casa, a rotina da encantadora de bebês foi exorcizada de nossas vidas com louvor, a chupeta continua até hoje, bem como a amamentação em livre demanda, que tornou-se o sucesso da casa, especialmente no primeiro ano de vida (aliás, estou digitando com uma mão só porque neste exato momento o pequeno está a mamar).

segui minha intuição com força e acredito que deu certo pra gente aqui em casa.

aos poucos eu pude voltar a almoçar (especialmente depois que ele começou a comer) e hoje já somos cheios de truques e malabarismos para conseguir fazer muitas coisas com ele por perto.

ao contrário do que pregam os militantes contra a livre demanda e o colo full time, ele não ficou mal acostumado.
claro que o benjoca é muito afeiçoado a mim e eu não vejo demérito nenhum nisso. pelo contrário.

mas ele é um menino muito alegre e independente e está cada vez mais difícil arrancar dele um abraço ou um beijo.
ou seja, eu aproveitei muuuuuito o tempo do grude grude, dei todo o colo, beijo e carinho que ele precisava.
mas agora ele já entrou na fase de querer descobrir o mundo com seus próprios olhos.

eu continuarei a persegui-lo para arrancar dele beijos e colos até o dia em que me der netos (aí eu corro atrás dos netos, deixo eles mal acostumados - e brigo com minha nora).

Categorias: desperate housewife, educação, erros comuns, mês 0-3, questões Topo
20 de abril

agnaldo timóteo II

por hilan diener

{dicas de etiqueta para pais}

depois do post nem filho, nem desfilhos, muitos comentários surgiram. de proposta de sociedade a participação nos royalties na comercialização de um folder – com as dicas de etiqueta para não pais – e até algumas pessoas raivosas sugerindo que os pais/mães também deveriam ter um post especialmente para eles. afinal a grande maioria tem falta de noção  dificuldade de ouvir sugestões ou críticas.
sem mais delongas seguem abaixo algumas dicas para você ser um pai/mãe ainda mais bacana:

1) pare de falar do seu filho o tempo todo. 

esse sou eu. tenho que admitir. eu falo do benjamin a toda hora: ele fez isso hoje, ele falou tal coisa, o coco dele tá meio verde, você precisa ver que coimarlinda. o benjamin, o benjamin, BLA, BLA, BLA, BLA! agora fico pensando que as pessoas que convivem um pouco comigo realmente devem estar de saco cheio ou achar que eu sou um pouco exagerado. na melhor das hipóteses devem de chamar de papai coruja dos infernos.
mas a coisa pode piorar e muito se você começar a comparar seu filho com o dos outros. por exemplo: meu filho com 5 meses já tava andando e falando. o seu ainda não?? como assim? meu bebê já participou de corrida de engatinhamento 100 metros rasos e ganhou!!! e ele tinha só 3 meses e o seu não? putes! aí você será realmente odiado.

2) evangelismo paterno/materno ou conversão a paternidade/maternidade

eu li em algum lugar falando que quando uma pessoa tem filho é semelhante a aquela primeira pessoa que pula na água fria da piscina. depois que ele pula e passa o congelamento inicial fica enchendo o saco da galera: a água tá ótima! pode vir galera, entra, entra! pode entrar! entra PELO AMOR DE DEUS! não quero ficar aqui sozinho! basicamente é assim que muitos pais e mães fazem com quem ainda não tem filhos. ficam tentando converter a pessoa para o lado paterno da força.
ok. admito: já fiz isso também. só porque você ama crianças e se empolgou com o lance todo de paternidade não quer dizer que todo mundo seja assim também.
sabia que existem pessoas que não querem nem pensar em ter filhos? é mais normal que tomar água.

outra modalidade versão avançada é ficar pressionando os que já são pais e terem mais filhos, por exemplo: mas vocês vão ter só um? filho único não é bom! tenha mais um ou dois! quem sabe rola um casalzinho? né?  casalzinnnn é tão ounnnnn, fofo!

 3) metralhadora de conselhos  

uma dia desses eu tava notando: a luíza tem uma amiga no facebook que basta ela publicar qualquer coisa (comentário, post, foto, o que seja) que a mulé já vem com um comentário/conselho. não basta comentar, tem que mostrar o quanto ela é sabida na arte da maternidade. sério. a impressão que dá é que realmente eu NÃO SEI COMO MEU FILHO ESTÁ VIVO ATÉ HOJE SEM A AJUDA DESSA PESSOA. to quase pagando uma mensalidade escolar para ela, porque não tá fácil, gente.

pior é quando, num geral, a pessoa foi mãe trezentos anos atrás e está um pouco desmemoriada  desatualizada de algumas coisas e quer de todo jeito te ajudar a cuidar melhor do seu filho. dia desses eu ouvi que leite moça é um bom substituto para leite materno. hahaha! cerveja também!

4) quem é mais zumbi? 

a famosa competição pra saber quem está mais cansado (até aqui em casa rola isso às vezes).
eu sei que não é fácil cuidar de bebê, dá um trampo enorme, cansa e desgasta. principalmente para as mães que amamentam ou quando o bebê fica doente.
e acho normal comentar que está com sono ou cansado, mas quando vira uma ladainha sem fim, enche o saco de qualquer um, principalmente de quem não tem filhos.
sinceramente, vai adiantar alguma coisa você dizer que está cansado? acho que vai te cansar mais ainda.

5) fique em casa 

há um tempo nosso filhote ficava doente quase todo final de semana. sempre que isso acontecia nós não saímos de casa ao encontro de outras crianças. mentira. mas evitamos o máximo que dava.
afinal, ninguém merece filho doente por causa de filho doente dos outros.
quando íamos encontrar com alguém com filhos, avisávamos que não dava pra ir porque a cria estava dodoi.
se o pai ou a mãe não se importassem, então levávamos a criança remelenta mesmo.
só pra ficar bem claro: se seu filho está doente e você for sair assim mesmo, avise antes ou adie o compromisso! não leve ele pra cima dos outros gratuitamente (a não ser que queira se vingar de alguém ou que estejam indo para um bazar de troca de germes novos e usados).

6) seja firme com sua criança e me inclua fora dessa

eu não sei vocês, mas já vi isso acontecer muito. comigo e com outras pessoas. tá lá a criatura malcriada tocando o terror por algum motivo X, no parquinho, na festa, no restaurante ou numa casinha de sapê e aí o paizinho ou a mãezinha, fala pro rebento rebelde:

- filho não faz assim! olha que a moça briga com você, ein?!

- filho que coisa feia, o tio não tá achando legal não… nunca mais ele vai querer que você venha aqui.

reconhecem? pois é. você é o progenitor dessa criança! não sou eu que não está achando legal, é você! seja firme com seu filho e repreenda ele por você mesmo. não use outra pessoa para justificar a falta de limite dele ou sua falta de autoridade.

bônus: me confundo um pouco quando os pais chamam o filho de “papai” ou “mamãe”. os filhos também devem se confundir um pouco também. já viram isso? o pai da criança falando com o filho:

- ô papai, cuidado! aí não, papai!

- ô mamãe, não faz isso. mamãe tá com sono né? tá enjoadinha.

anexo importante: objetos inanimados são inanimados por um motivo: eles não têm vida, são isentos de vontade própria e nem sabem elaborar planos maquiavélicos.
portanto, se seu filho meter a cabeça na quina de uma mesa, nada de dar um tapinha na mesa e falar “mesa feia! fez dodói no pedrinho!”
também não vale se sua menina cair de boca no chão e você disser: “chão bobo! quebrou o dentinho da audrey!”

nem tudo nessa vida é questão de culpa. a criança caiu porque tropeçou e pronto. ia fazer o quê? tirar o chão de lá? desse jeito você ensina a criança a sempre lançar a culpa de atos aleatórios (às vezes até propositais) em terceiros.
bela fuga, ein?

7) brinquedos e comidas são amigos

vai sair e ficar um bom tempo fora de casa? sabe que em algum momento seus pequenos podem cansar e começar um surto psicótico?

aí vão dois truques que costumam funcionar bem pra boa parte das crianças e bebês:

    • brinquedinhos apropriados (ou não): novidades sempre são interessantes. escolha alguns brinquedos novos ou que seu filho não vê há tempos e guarde na bolsa como coringa. na hora do aperto é só sacá-los. os inapropriados são ainda mais eficientes: potes, colheres de metal, celulares, chaves chiquinhas e seus madrugares podem cessar um prelúdio de berreiro e evitar alguns constrangimentos em público.
      pros maiores é até mais traquilo. às vezes um papel e uma caneta já são suficientes para entretê-los por muito tempo.
    •  belisquetes: não precisa entupir a criança de chocolate. é só andar munido do que ela gosta de comer e que seja tranquilo de carregar na bolsa. se tiver mais de seis meses já valem algumas coisas: uvas sem semente (vale até passinha, com moderação), palitinhos de cenoura cozida, biscoitinho de polvilho, dramin (ou o que ele puder comer) e por aí vai.

8 ) o mundo não vai acabar

eu sei que a maioria dos pais gostaria de ser 100% assertivo em tudo e nunca errarem, mas ninguém é perfeito não é? então se o seu filho vez o outra fez uma coisa que você não gostou ou os planos que você tinha para ele não derem certo, não se culpe tanto. o mundo não vai acabar se ele sair um pouquinho da rotina ou se der aquele chilique homérico no shopping. keep calm and carry on. 
valeu, agnaldo!
abração!
Categorias: educação, erros comuns, erros comuns, pai feito, para papais Topo
12 de abril

o fim da história dA mãe e o começo de uma nova história

por luíza diener

[clique aqui para ler a parte I e a parte II]

os dias seguintes à festinha foram nublados e chuvosos. brasília enfrentou mais de 100 dias sem chuva. eu tive mais de 100 dias ensolarados e brilhantes para conhecer A mãe, mas ela foi aparecer justo quando a cidade resolveu chorar tudo aquilo que segurou nos últimos meses.

olhava de longe e via aquele parquinho vazio e ensopado. ninguém se arriscava a sair com os pequenos.
o céu constantemente cinza expressava o que eu sentia por dentro. domingo, segunda, terça feira. nada.
no fim do dia de quarta o tempo firmou um cadim e lá fomos nós, quase seis da tarde, sozinhos.
aproveitamos todos os brinquedos e ele – finalmente – pode usar o disputadíssimo balanço por quanto tempo quisesse.

mas nenhuma outra alma viva se arriscou a aparecer.
a não ser, é claro, um casal de adolescentes que ficava se agarrando embaixo do bloco e quando percebiam que o benjamin estava olhando, eles paravam.
a vontade foi de dizer “olha, filho, é o casalzinho. daqui a pouco eles aparecem com um bebezinho igual a você, pra brincarem aqui no parquinho “, mas me contive.
já estava escuro e voltei pra casa.

quinta, mais um dia chuvoso. à tarde fomos à livraria de um shopping acompanhados de paloma e clarice. finalmente um bebê pra ele agarrrar, morder, aprontar junto brincar e uma mãe pra tagarelar, reclamar de pediatra e outros assuntos correlatos.

na sexta já havia combinado com outra amiga, a fabi, e suas duas lindas filhotas, de irmos ao parquinho aqui da quadra.
o dia amanheceu lindo, sem nuvens e com um céu azulão.
era a sorte mudando.
quando chegamos ao parquinho, as babás quase tiveram um treco. não conseguiam parar de olhar. em um determinado momento até as crianças pararam tudo que faziam pra olhar as filhas da fabi e o benjamin.
seria uma invasão alienígena?
acho que sim, porque logo chegou outra mãe com um bebê de 9 meses e aí o parquinho foi dominado de vez.
em questão de minutos todas elas sumiram sem deixar rastro e até agora eu não entendi por quê.

puxamos papo, fomos para debaixo do bloco por causa do sol quente (aqui em brasília tem essa coisa maravilhosa chamada pilotis, que nos permite ficar embaixo do bloco, dando origem a essa expressão super usada na cidade e que não faz tanto sentido em outros lugares). ficamos mais um bom tempo por lá e a outra mãe foi embora.
mas ela ainda não era A mãe. era só mais Uma mãe.
fabi foi embora, eu subi, botei o benjoca pra dormir e fui pro computador.

e adivinhem? entrei no facebook e vi que a lidia, mãe da tetê (a aniversariante, lembram?), me marcou em uma publicação no mural de quem, minha gente? isso mesmo, dA mãe. e adivinhem mais o quê? ela colocou o link do post prA mãe ler.

e agora? eu fico feliz ou cavo um buraco bem fundo pra me esconder?
porque a história era tão linda sem que a mãe tivesse nome, rosto ou perfil no facebook.
mas de repente lá estávamos nós, frente a frente virtualmente, com um link que me dedura, me desmascara e me faz parecer uma louca completa.
bom, já que a lidia me desmascarou, o jeito era me jogar.
adicionei ela no facebook e deixei logo uma mensagem “oi! é a luíza, da sua quadra, amiga da lidia, tudo bem? te add, tá? bjs”

tá. e se ela não souber quem é? tipo, a lidia tem um milhão de amigos e eu nem falei que era a mãe do benjamin, ou que estávamos na festinha da tetê. e pra completar, na minha foto do perfil estava ninguém mais ninguém menos que ariel, a pequena sereia.
aí não dá, né, gente?

depois disso, devo ter atualizado minha página no facebook um milhão de vezes. quando chegava mensagem nova eu sentia borboletas no estômago e ia timidamente olhar e não era nada demais. nunca era Ela.

claro! também, depois desse texto maluco quase lésbico, quem não se assustaria?
a menina só meu viu duas vezes na vida, a gente nunca nem chegou a conversar e de repente um post desses falando esse tanto de coisa. credo em cruz!

só uma semana depois ela viu o comentário da lidia no fb, comentou e disse que sentiu-se lisonjeada.
ela disse que tinha voltado de viagem e combinou de combinarmos (?) uma ida ao parquinho.
mais uns 3 dias depois nos falamos mais uma ou outra vez e ficou por isso mesmo.

acho que a grande graça foi ser um amor não correspondido e todos esses encontros e desencontros que tivemos.
mas foi só eu receber a segunda mensagem dela que o fogo da paixão cessou.
acho até que depois disso peguei o telefone dela com a lidia, mas nunca telefonei.
e ficou por isso mesmo.

* * *

6 meses se passaram e eu nunca mais a vi ou tive notícias.
talvez ela tenha se mudado. talvez não.

mas o fato é que eu descobri que não existe A mãe. existem amigas e amigas. pessoas que vêm e vão em nossas vidas. algumas ficam para sempre.

lembra que eu mencionei uma outra mãe ali em cima, que também mora na mesma quadra que eu? falei que era uma mãe qualquer, mas não A mãe.
pode até ser, mas é a mãe que eu mais encontro no parquinho, que temos tantas coisas em comum e outras nem tanto.
a primeira impressão que eu tive dela era de uma pessoa enjoada, que não curte o filho, que tá ali só porque não tem outra opção.
mas depois vi que ela é bem diferente do que eu imaginava, que ela é a mãe mais sossegada que eu já conheci, sem essas frescuras e medo do filho se sujar, de colocar as coisas na boca e coisa e tal. uma pessoa que só de eu ver lá longe passeando com o filho (ou com os cachorros), eu faço questão de mudar minha rota pra encontrá-la, nem que seja pra trocar meia dúzia de palavras.
fui à casa dela apenas uma vez e nunca tive coragem de chamá-la pra minha (que é uma verdadeira e eterna bagunça).
talvez ela nem saiba meu nome, mas o do meu filho ela lembra de cor.
mas de alguma forma a considero minha amiga.

a fabi, também mencionada, passou a fazer parte do meu convívio depois do primeiro post sobre o parquinho. nisso resolvemos nos encontrar e colocar a meninada pra brincar.
resumindo: hoje ela é muito mais do que A mãe. ela é A amiga, parceira dos programas mais absurdos aos mais triviais. com ou sem filhos a tiracolo, sempre arrumamos um motivo pra nos encontrarmos. ela é o meu toddynho, companheira de aventuras.

toda vez que o benjamin a vê, reconhece e corre já de bracinhos abertos para ela. o mesmo para suas duas filhotas (já contei um pouco aqui).
ele as chama pelo nome e lembra-se de orar por elas todas as noites.
tenho por elas um sentimento como se fizessem parte da minha família. vejo que o mesmo acontece com o benjamin.

e ela estava ali, bem debaixo do meu nariz.
she’s a keeper.
they are.

Categorias: bebelândia ou não, mães extraterrestres Topo
09 de abril

educando em casa

por luíza diener

dia após dia eu fico mais feliz e mais orgulhosa de poder ficar em casa com meu filho.
foi uma decisão nossa, planejada muito antes dele existir.
graças a deus tivemos (e ainda temos) condições de fazer isso, pois entendo que existem famílias em que isso não chega nem a ser uma opção.

mesmo assim nunca li muito sobre educar em casa.
a forma como cuido do pequeno é muito mais intuitiva e baseada no que minha mãe fazia comigo e com minhas irmãs.
lembro que ela – que ficou conosco até eu completar 7 anos – sempre tinha alguma coisa interessante pra apresentar pra gente: um piquenique na varanda em dias de calor, papéis gigantescos para desenharmos, poucos brinquedos comprados e muita coisa inventada.
tudo isso ficou encucado em mim.

uma ou outra coisa eu também vi na internet ou copiei de algum lugar que eu achei interessante.

então resolvi compartilhar com vocês algumas coisas que eu faço/não faço e o porque de cada coisa:

acessibilidade

o benjamin tem acesso a todos os cômodos da casa. uns ele pode acessar livremente e outros, acompanhado (banheiro e, especialmente, cozinha/área de serviço).

aqui a casa não é só do casal. é também dos filhos (futuros included). então fazemos assim: parte da estante na sala é dele, parte nossa. nas prateleiras inferiores a gente dispõe brinquedos e livrinhos dele. também deixamos um tapetinho no chão e ele sempre senta lá pra ler e brincar. mas claro que ele prefere mesmo é catar qualquer coisa e ir sentar-se conosco no sofá ou subir nas cadeiras de adulto.

o quarto é todo dele e para ele. tiramos o berço e deixamos o colchão no chão mesmo. assim, quando ele acorda, pode brincar um pouco antes de nos solicitar. e olha que isso funciona. ele já chegou a ficar quase uma hora brincando sozinho sem reclamar.
e tudo é acessível: os quadros e espelho são na altura dele, os livros e brinquedos ficam dispostos de forma que ele possa tirar e guardar quando quiser.

o que não queremos que ele pegue de jeito nenhum a gente tira da vista e do alcance.
claro que volta e meia têm coisas nossas espalhadas pela casa toda e ele quer mexer e brincar. mas aí ensinamos que existem coisas que são do coletivo e outras não, o que nos leva ao próximo tópico:

coletividade/individualidade

como falei acima, muitas coisas na casa são de livre acesso. são as coisas do coletivo.
as que oferecem verdadeiro risco, como produtos de limpeza, fogão, facas, etc, ficam fora da área de circulação.
as que não queremos que ele mexa, mas não podem sair de circulação (tv, tomadas, telefone, bla bla bla), a gente ensina a não mexer.
aliás, protetor de tomada é algo novo aqui em casa. só colocamos alguns lá no quarto dele – quando ele passou a dormir no chão – pois não o vigiamos 24h pra dizer “não pode” toda vez que ele resolver cutucar por lá. e também não quero arriscar, né?
no mais, a gente ensina que certas coisas não devem ser nem tocadas (a tomada) e outras podem com moderação (ligar o som ou brincar de falar ao telefone) .

aqui em casa eu também tento ao máximo coletivizar as coisas que posso: os pratos e talheres em geral são de todos. as coisas de comer exclusivas do benjamin são mais pra gente sair, por questão de praticidade.
geralmente a comida é feita pra todos sem leite e sem glúten de maneira que ele não fique passando vontade por causa das alergias.
por outro lado, se a gente quer tomar um refri ou comer alguma coisa que ele ainda não pode, ele entende que esse ou aquele é do papai e da mamãe e a gente arruma alguma água, suco ou biscoitinho pra ele matar a sede ou a fome.

ele tem uma brincadeira bem fofa que é tentar adivinhar quem tem o que ou o que é de quem.
exemplo: papai tem pinto. benben tem. mamãe não tem. tov tem. boneca não tem e por aí vai.
ou: mamãe pode mexer no fogo. papai pode. benben não pode. tov não pode. vovó pode. etc.
outra coisa: o benben tem chupeta. papai não. amiguinha sim. mamãe não. tov não.

ele aprende com a própria curiosidade e depois fica repetindo pra gente, como quem está recapitulando.
e com isso ele percebe também que têm muitas coisas que ele pode fazer e a gente não (minha tentativa de mostrar como o mundo dele é muito mais interessante que o nosso).

tudo é um aprendizado

confesso que, se a mãe/pai tem disponibilidade e disposição pra fazer certas coisas com os filhos, algumas aulas passam a tornar-se dispensáveis.
um dia ouvi uma amiga dizer que existe uma aula de musicalização diferente que, ao invés de ensinar o som dos instrumentos, ensina o som das coisas: o carro faz brrruuuum (e aí as crianças ouvem o som do carro); a máquina de lavar faz tchuc tchuc tchuc (e todos escutam o som da máquina de lavar).
ah, eu sei fazer isso aqui também, até porque o que não falta é máquina de lavar funcionando, telefone e campainha tocando, carro passando e coisa e tal. o pequeno sabe diferenciar entre o som da moto, do carro ou do caminhão. do avião e do helicóptero. tudo por observação.

acredito que não existe melhor estímulo que o do dia a dia.
por aqui tudo é tudo. um pote de sorvete pode guardar sorvete, mas também pode guardar brinquedos, pode virar uma micro piscina, pode ser um tambor, um chapéu, uma forma de bolo de areia ou o que mais a imaginação permitir.

quando vamos ao parquinho eu deixo que ele explore tudo. tira o sapato, sente a textura da terra, da grama, da areia, da pedra. coloca um pouco na boca, percebe que o gosto é ruim. senta no brinquedo quente e vê que machuca. percebe que o escorregador está gelado, o balanço está molhado. sobe e desce pela escada. desce e sobe pelo escorregador. sobe, pendura e balança em tudo. e acha graça. se mete na brincadeira dos grandes. fica admirado com eles. e logo tenta imitar tudo.

às vezes saímos de casa sem rumo e eu aproveito pra contar-lhe sobre as coisas, desde as mais simples até as mais complexas: olha como o passarinho voa alto! escuta ele cantar. que bonito, né?! pega essa folha verde. ela é lisa? é macia? sente o toco áspero da árvore grande. começou a chover. tá sentindo o cheiro da terra molhada? tá sentindo a água cair na sua cabeça? abre a mão pra ver a gota que cai lá do céu. é a chuva. o céu tava azul e agora está cinza, cheio de nuvens.
aquele moço colocou o capacete e vai andar na moto. aquela moça carrega uma bolsa e vai embora. dá tchau pra ela.
vamos conversar com o porteiro? pergunta o nome dele…

em casa, nos dias de chuva ou em dias em que não dá pra sair, muitas coisas podem virar brinquedo: apoie o colchão no sofá e você tem um escorregador ou uma rampa. pode fazer corrida com obstáculos usando almofadas para pular e cadeiras para passar debaixo. com duas cadeiras e um lençol você tem uma cabaninha. o armário vira esconderijo. a cortina também.

e tantas milhares de coisas que eles podem aprender ao experimentar, observar,conversar.
aliás, o diálogo:

diálogo, conversas e um falatório sem fim

acredito que um ótimo jeito de ensinar as coisas a uma criança seja através do diálogo.
claro que tem essas outras experiências sensoriais mencionadas acima, mas acho extremamente importante conversar com os pequenos, desde que eles estão na barriga.

conversava muito com o benjamin desde o momento em que soube que ele estava lá, mesmo antes dele ter um nome ou um pênis. contava história, cantava música. obviamente isso continuou depois que ele nasceu.
quando ele nasceu eu me apresentei pra ele, apresentei o pai também.
quando chegamos em casa eu mostrei tudo pra ele. depois veio o tov e expliquei que aquele seria seu companheiro de aventuras pelos próximos anos ou décadas.

desde cedo leio livrinhos pra ele. antes o tempo de concentração era mínimo: no máximo 2 ou 3 minutinhos.
agora ele para mais um pouco pra ouvir (só um pouquinho a mais) e escolhe as historinhas que quer.
é muito fofo quando, do nada, ele me aparece com um livro e já chega sentando no nosso colo, falando qual história quer.

se vamos sair, sempre aviso aonde vamos.
nunca o pego de surpresa. conto que a gente vai visitar a vovó e para isso ele vai precisar colocar uma blusa, um short, dois sapatos.
quando o pai vai trabalhar eu mostro que primeiro o papai acorda, toma banho, se veste, come e da tchau pra gente. depois disso ele entra no ônibus e vai pro trabalho.
ao final do dia, o caminho reverso. contamos pro papai com quem estivemos, o que ele fez, se machucou, se brincou muito, se fez sol ou chuva.

quando ele fica chateado eu procuro sempre olhá-lo nos olhos e perguntar o que foi. tentar entender seus motivos e também explicar os meus.
na maioria das vezes eu explico por que é que ele não pode fazer tal e tal coisa e tudo isso costuma acalmá-lo.

a rotina funciona bem para os pequenos, mas quando eles crescem a gente pode acrescentar o diálogo a tudo. isso sim faz com que as coisas tornem-se previsíveis.

mas não apenas falar, acho importante que saibamos ouvir.
por enquanto eu não consigo entender nem metade das palavras que saem daquela pequenina boca, mas me esforço, tento entender os gestos, buscar com meus olhos o que ele está fitando. tentar traduzir aquele vocabulário maluco.
e a gente se impressiona ao perceber o tanto que eles já falam, mesmo que com palavras ininteligíveis.

televisão

ele não vê. não vou dizer que nunca viu, mas também não me valho desse recurso pra conseguir fazer outras coisas.

tenho vários argumentos para ele não assistir (o que rende um post à parte), mas o ponto central é: o tempo que seu filho passa em frente à tv é um tempo que ele perde de aprender, crescer e relacionar-se. isso pra mim já é suficiente.

o convívio com as outras crianças

já ouvi muito de pessoas diversas o levantamento da questão: mas e o convívio com as outras crianças?

ué. ele tem. como já disse, todos os dias nós vamos ao parquinho, por exemplo. lá ele convive não apenas com crianças da idade dele (como costuma ser nas escolinhas normais), mas com meninos e meninas mais novos e mais velhos.
ele até vê graça nos pequenos, mas sempre quer saber mais dos maiores. já sabe o nome de vários deles. tem até uma amiguinha – com 4 ou 5 anos a mais – que só de vê-la ele já sai correndo (às vezes para ela, às vezes dela, pra brincar de pega pega).
num dia ele é o bonequinho das meninas, que o carregam no colo pra cá e pra lá, colocam no balanço, no gira gira, ajudam a descer no escorregador.
no outro, é o macaquinho de circo dos meninos: fica fazendo palhaçada enquanto todos riem.
noutras vezes ele é o líder da turma do fundão. é só se juntar com os pequenos da idade dele que o terror instala-se e ele sempre arrasta os amiguinhos pro mau caminho dos sobes e desces infindáveis dos brinquedos mais perigosos, ou num rally no meio da terra vermelha, típica de brasília.

além do parquinho, tem os filhos de amigas, que sempre faço questão de encontrar.

e além do parquinho e dazamiga, tem a igreja.
todo domingo nós vamos à igreja e lá tem programação especial para as crianças também. agora ele está indo numa salinha que é uma graça: primeiro tem musiquinha com crianças de diversas idades. depois ele vai pra turminha da idade dele (alguns mais velhos também) e lá tem hora da historinha, da atividade, da brincadeira. é a hora em que ele é o benjamin, sem a mamãe nem o papai. isso também é ótimo pra ele.

querem mais ou tá bom?

porque se sujar (e bagunçar, e comer o que não deve) faz bem

se eu quero que meu filho tenha suas próprias experiências, preciso permitir que certas coisas aconteçam: comer sozinho faz uma lambreca danada. deixar o filho beber num copo comum é correr o risco dele ficar com a blusa molhada. permitir o livre acesso aos brinquedos é ter a certeza de que sempre terá algum (ou vários) fora do lugar.

as roupas vão sujar (algumas vão manchar pra sempre), você corre o risco de ganhar um risco na parede da sua sala ou naquele sofá novinho, seu filho vai viver com algum roxo na testa, na perna, no braço e pode até ter uma eventual dor de barriga porque comeu areia ou lambeu a sola do sapato.

mas não é assim que se aprende? experimentando?

claro que não é pra criar os filhos descontrolados no meio da selva de pedra! mas também não dá pra metê-los numa redoma, arredondar o canto de tudo que é pontudo, eliminar 99,9% dos germes e bactérias e isolá-los do mundo.
muito menos querer que eles sejam mini adultos hiper comportados, que dormem super bem, nunca dão trabalho, não fazem birra, não têm catarro, não se sujam e nunca quebraram nada na vida. daqueles que têm um quarto-berçário hiper bem decorado, mas não podem mexer em nada. e a sala é dos adultos e nem pensar em tocar o terror por lá.

ser mãe e pai é meter a mão no cocô na massa e deixar que eles metam a mão também (não no cocô, mas na massa, na massinha).

lembre-se: você também já foi criança

é um belo de um clichê. mas fazer o que se é a mais pura verdade?

me entristeço quando vejo alguns pais repressores que estão sempre dando bronca nos filhos e tolindo eles a cada segundo: “não mexa aí!”, “não faça isso!”, “fala baixo!”, “não corre!”, “não pula!”, “não mexe!”, “não respira!”.
que às vezes não deixam que eles façam algumas coisas porque vai sujar, porque vai cair, porque vai sair correndo e alguém vai ter que ir buscar, porque porque porque.
enfim, porque vai dar trabalho para eles, os pais.

lembra de quando você era criança e tudo era tão mais simples e divertido?
as coisas eram tão mais fáceis do que hoje, não é mesmo?
então por que não deixar que seja assim para seus filhos também, ao invés de enchê-los de preocupações e regras bobas?
eles terão a vida inteira para serem adultos, mas pouquíssimo tempo para curtir essa infância que a cada dia termina mais cedo.

concluindo

se você aparecer na minha casa de surpresa num dia qualquer, tenho certeza quase que absoluta de que ela não vai estar muito arrumada. com certeza terá louça suja na pia, alguma roupa jogada no chão do banheiro e muitos brinquedos espalhados casa afora. eu não estarei toda linda e deslumbrante e meu filho com certeza estará sujo de alguma maneira: um pouquinho de comida na bochecha ou na orelha, o pé encardido e a blusa manchada.

ele vai te olhar sério e mudo por um bom tempo até que pegue alguma intimidade com você.
mas se isso acontecer,  é bem provável de ele começar a tagarelar que nem um doido, trazer brinquedos pra que você conheça, subir no sofá pra ficar ao seu lado. quando você for embora ele pode voltar a ficar sério, mas com certeza, depois que você sair, ele vai dizer “tau” e acenar para a porta. e é até capaz dele se entristecer com a sua partida e chorar.

mas não dá pra prever, porque ele é uma criança. como todas as outras.
não é bicho do mato, não morde (geralmente) e não é melhor nem pior que nenhuma criança por ficar em casa com a mãe. é apenas agnaldo timóteo benjamin.

Categorias: educação Topo
06 de abril

travessuras de 18 meses

por hilan diener

bom final de semana e boa páscoa!

chag sameach (rasgue essa meia)

Related Posts with Thumbnails
Categorias: desenvolvimento do bb, mês 18-24, um pouco de humor, vídeos Topo