Mostrando somente a categoria amamentação

04 de agosto

mama, mama, mamação

por luíza diener

quem já sabe que estamos na semana mundial da amamentação – smam – põe o dedo aqui _o/  (pra quem não sabe, clique aqui pra entender um pouco).

por conta disso, não se fala sobre outra coisa na blogosfera. também pudera, amamentar é o melhor presente que você pode dar pro seus filhos não apenas nos 6 primeiros meses de vida, mas pelo menos nos 2 primeiros anos (não sou eu que estou falando, tá? mas eu endosso o coro).

eu sinto todo o orgulho do mundo de ter amamentado meu pequeno exclusivamente nos primeiros seis meses e muito em breve completaremos um ano de amamentação em livre demanda. e que venha o próximo ano!

e daí que o tema desta semana na fan page da johnson’s baby para recém nascidos não poderia ser diferente. e eu amo, amo amo! não me canso do assunto.

por exemplo, hoje eu li lá sobre encontrar uma boa posição na hora de amamentar, a importância do colostro para o bebê, a importância da amamentação exclusiva até os 6 meses e muito mais.

só sei que juntou a smam ao fato do meu pequeno estar tão perto de completar um ano que deu vontade de rever umas fotos antigas e encontrei essas duas de quando o benjoca era um recém nascidinho:

mamando pela primeira vez, pouco depois de nascer. foi só a enfermeira colocá-lo no meu peito que ele pegou na mesma hora.

tive dificuldades no começo, mas insisti e deu tudo certíssimo!

 

e você? qual foi o momento mais marcante pra você e seu bebê durante a amamentação?

não deixe de conferir (e curtir) a página da johnson’s baby no facebook!

[post publieditorial]

Categorias: amamentação, publicidade Topo
08 de junho

mamaço em brasília

por hilan diener

Categorias: amamentação Topo
02 de junho

mamaço nacional e sorteio

por luíza diener

tá rolando o maior burburinho por conta do mamaço que aconteceu mês passado em são paulo, no itaú cultural.

e aí que a mulherada empolgou (empolgamos) e resolveu mostrar que amamentar é pra quem tem peito e temos o direito (no meu caso, além de direito também considero um dever) de dar as peita pros pequenos (médios e grandes) quando, como e onde houver necessidade.

pensando nisso, organizaram o mamaço nacional.
em várias cidades brasileiras acontecerá, simultaneamente, o ato de amamentar em público, em forma de protesto.

será neste próximo domingo, dia 05 de junho de 2011.

e brasília, que conta com uma quantidade razoável de mães peitudas amamententas, não poderia ficar de fora dessa. confira:

em brasília:

local: parque Olhos D’Água
hora: às 15:30h
o que vai acontecer: um babynique tipo esse. os adultos comendo lanchinhos saudáveis e as crianças, leitinho.

se você tiver facebook, não deixe de confirmar presença na nossa página.

em outras cidades

rio de janeiro
local
: parque lage
hora: a partir das 10h
o que vai acontecer: um piquenique no parque, onde cada um traga um lanche ou uma fruta para uma celebração coletiva. além da roda de amamentação, teremos a participação de mães artistas apresentando seus trabalhos. já temos confirmada a apresentação de um recital de kantele, um instrumento finlandês, com marília felicíssimo, teatro de mesa para as crianças pequenas com ana luiza e miza, contação de histórias para os maiores com maribel barreto. estamos sugerindo também, que as mães tragam fotos pessoais amamentando seus filhos, para fazermos um varal de exposição dessas fotos.

são paulo
local:
marquise do parque do ibirapuera
hora: às 14h30

florianópolis
local:
trapiche da beira-mar norte
hora: às 15h

recife
local: livraria cultura – bairro do recife
hora: das 12h as 15h
o que vai acontecer: além da roda de amamentação coletiva, teremos um grupo de discussão sobre os mitos relacionados a amamentacao, alem de compartilharmos experiencias e dificuldades individuais. temos confirmada uma oficina de shantala e baby yoga com heliane garcia e sorteios de brindes doados por empresas que apoiam o evento. tambem vamos sugerir um varal de fotos relacionadas a amamentacao para expor.

para mais informações, consulte o blog oficial do grande mamaço nacional e o post no blog mamíferas.

* * *

sorteio tupperware

gentein, minha prima-xará luiza está com um blog novo – o d’liquidificador - suuuuper fofo sobre esmaltes, maquiagens, dicas de modas e outras coisas lindas.
aí tá rolando um sorteio de dois produtos da tupperware (que ela revende).

se você é dessas que participa de todos os sorteios e nunca ganha nenhum (como eu sempre fui), eu te dou a dica da ex-perdedora: participe da maior quantidade de sorteios possíveis. um dia você ganha. ahahahha!

aproveita que o blog é novo, então suas chances de ganhar são maiores.

pra participar é só clicar aqui ou aqui:

http://dliquidificador.blogspot.com/2011/05/sorteio-e-mousse-de-maracuja.htm

e seguir as instruções do blog.

CORRÃO!

Categorias: amamentação, bebelândia ou não, brasília Topo
12 de maio

manifesto pela amamentação

por luíza diener

depois dos mamilos polêmicos, resolvi republicar um texto que a lia postou no blog dela semana passada.
se, assim como eu, você também assina embaixo, não deixe de fazer barulho por isso!

Manifesto pelo direito das mães de não serem separadas de seus filhos logo após o seu nascimento e de permanecerem com eles o tempo todo pelo menos durante a primeira hora após o parto. Um recém-nascido não deve ser afastado de sua mãe, a não ser em períodos muito breves, em caso de extrema necessidade, e não deve ser deixado em berçários.

Manifesto pelo repúdio à alimentação artificial em maternidades, sem indicação clínica, quando a criança está apta a mamar e a mãe, disponível para amamentar. Água glicosada ou qualquer outro recurso que prejudique o reflexo de sucção do bebê são inaceitáveis.

Manifesto pelo direito das mães com dificuldades para amamentar de receberem apoio e orientação adequados por parte dos profissionais de saúde e da família. Mães com dificuldades de amamentação precisam de encorajamento e solidariedade.

Manifesto pelo direito das mães de amamentarem em livre demanda, sem serem desencorajadas por profissionais de saúde ou parentes sob o argumento de que os bebês têm de ter hora para mamar. Os bebês têm direito ao seio sempre que necessitarem, de dia ou de noite.

Manifesto pelo direito das lactantes de não serem pressionadas por parentes, profissionais de saúde, amigos ou conhecidos a oferecerem mamadeiras e chupetas. As mães são as principais responsáveis pelos cuidados com os seus filhos e devem ter o direito de alimentá-los de forma natural e instintiva.

Manifesto pela urgência de os pediatras serem profissionais e éticos ao interpretarem as curvas de crescimento, sem indicar alimentação complementar precoce a um bebê saudável simplesmente porque ele não se encaixa no padrão médio. Cabe aos médicos avaliarem se alterações nos padrões de engorda ou de crescimento são patológicos ou fisiológicos.

Manifesto pelo direito de uma mãe de manter o aleitamento exclusivo durante os seis primeiros meses de vida de seu bebê, sem ser assediada por parentes, profissionais de saúde, amigos ou conhecidos para que ofereça outros alimentos sem necessidade.

Manifesto pelo direito das mães que trabalham fora de casa de terem em seu ambiente de trabalho um local adequado, com higiene e condições de armazenamento do leite, para fazer a ordenha, seja para alívio das mamas, para a estocagem de leite a ser oferecido a seu filho na sua ausência ou para doação aos bancos de leite. As empresas devem oferecer condições para que suas funcionárias mantenham o aleitamento após seu retorno ao trabalho, seja flexibilizando seus horários, mantendo creches em seus recintos, instalando salas de ordenha ou permitindo que a criança seja trazida à mãe para receber o seio.

Manifesto pelo direito de toda mulher que trabalha fora de casa a gozar de uma licença maternidade de seis meses. Seu retorno ao trabalho também deveria ser facilitado, com possibilidade de redução de jornada com o recebimento proporcional do pagamento ou flexibilização de horários.

Manifesto pelo direito dos bebês de serem amamentados enquanto necessitarem, mesmo que esse tempo supere o período considerado aceitável pela nossa sociedade.

Manifesto pelo direito de as mães amamentarem seus filhos em público, quando necessário, sem serem condenadas por pudores hipócritas.

Manifesto pelo direito de as mães amamentarem durante a gestação, ou amamentarem mais de uma criança simultaneamente, sem serem ameaçadas com dados inverídicos acerca de efeitos nocivos para a criança que mama ou para o feto.

Manifesto pelo direito de as mães amamentarem livremente, e de os bebês mamarem livremente, sem serem alvo de preconceito ou ignorância.

Lia Miranda.
sacodefarinha.blogspot.com

em tempo, povo de são paulo, HOJE, 12 de maio haverá uma manifestação, o MAMAÇO COLETIVO. vai ser às 14h30 no Itaú Cultural, na av. Paulista 149 (descer na estação brigadeiro do metrô). vão por mim, porque eu tava morrendo de vontade de estar lá.
e já que eu não vou, mudarei as fotos dos meus perfis para uma amamentando.

para saber mais sobre a polêmica história da mulher que foi barrada por tentar amamentar durante uma exposição (e que causou este burburinho todo), clique aqui.

ps: roubei a foto (com a devida autorização, claro) da rebeca bricio, do blog mulher que pariu. o gui, filhote dela é um mamaceiro de primeira e não consegui pensar em ninguém melhor pra ilustrar o post

Categorias: amamentação Topo
28 de abril

mamilos: um assunto muito polêmico

por luíza diener

estou aqui hoje para falar sobre um assunto muito polêmico: MAMILOS!

mamilos são muito polêmicos!

por que, eu confesso que não sei direito.
(confesso que às vezes eu queria ser índia. mas só às vezes, mesmo).

não sei qual é o grande problema e por que tanta gente sente-se tão incomodada em ver uma mulher amamentando em público.

eu não sou lá muito antenada em blogagem coletiva, mas ontem li o tal post da mulher que desce o pau em mães, filhos e mamilos.
não vou colocar o link aqui, 1º porque eu não lembro onde li e 2º porque eu não quero dar audiência pra essa vaca pessoa amargurada.

alguém pelo amor de deus me fala qual é o grande problema em amamentar em público?
uma vez eu li que aproximadamente 12 mil mulheres são presas anualmente nos estados unidos por amamentar em público (googla que você acha).
comoassim??

era pra ser uma coisa natural, e não esse escarcéu todo.
não estou falando em virar adepta do nudismo ou topless. tô falando de, em questão de segundos, botar a peita pra fora e deixar o bebê (ou criança) mamar. ué, nada mais natural!
e ainda tem quem venha dizer “bebê tudo bem, mas criança pera lá”. pera lá por quê? porque você acha esquisito? acha feio?

esquisito é ficar regulando peito pra recém nascido. esquisito é decidir pelo bebê que horas ele vai ou não mamar. é falar “pronto, você já tem x meses. a partir de hoje você não precisa mais mamar à noite”.
oi? por que mesmo, ein?

voltando aos mamilos, tudo começou na primeira ou segunda semana de vida do benjamin.
eu estava na casa do meu avô e sempre tinha gente por lá, além das eventuais visitas.
na hora que ele pedia pra mamar eu largava quem estivesse por perto, ia pra um quarto todo escondidinho, fechava a porta e amamentava.

só dava de mamar na frente da minha mãe, irmãs e marido.
até que várias coisas colaboraram pra eu perder a tal timidez mamária.

começou quando um amigo foi visitar-nos e eu saí pra dar de mamar. quando voltei, ele comentou com o meu marido “a luíza é toda timidinha. sai escondido pra amamentar”. aí eu comecei a perceber que não era assim tão caótico.

depois minha mãe me deu o tratamento de choque. sempre que eu ia dar de mamar, ela chamava alguém pra ver. até meu avô e meu tio ela convidou pra assistirem o tal evento. ok, foi constrangedor.

só sei que, aos poucos, eu fui desencanando, até porque nem sempre tem como prever que horas um bebê pequeno vai decidir mamar.
já amamentei no meio de cinema, restaurante, livraria, táxi, sala de espera, igreja, casamento, no mato e uma pá de lugares que perdi a conta.
às vezes eu cubro com uma fraldinha não por timidez, mas pra preservar as pessoas que se incomodam. a não ser, claro, que a pessoa esteja no meu território.

mas o mais engraçado aconteceu há umas duas semanas, quando eu estava do lado de fora de um estabelecimento com mais uma pá de gente com senha na mão esperando para entrar.
aí veio um menino de uns 5 anos e começou a puxar o maior papo. falamos sobre aranhas, homem aranha, ben 10 e essas coisas.
nisso o benjamin estava hiper irritado e começou a enlouquecer querendo mamar.
discretamente eu abri a camisa e dei o peito.
aí o guri chegou bem perto e ficou olhando por cima do meu peito. ele não se aguentou e falou bem alto, quase gritando: “seu peito tá vermelho! ele mordeu seu peito!”. eu falei que ele não mordia meu peito (na ocasião ele nunca tinha mordido) e que era assim mesmo.
“mas tá rosa! tá machucado” e eu tive que explicar pra ele (e, consequentemente, pra quem mais quisesse ouvir) que aquela era a cor do meu peito mesmo.
aí ele falou que lembrava de quando ele mamava, que ele gostava muito e tal. eu fiz aquela cara de “aham, cláudia, senta lá” e a mãe completou dizendo que não tinha um mês que ele tinha parado de mamar.

desde então eu venho pensando que tudo isso deveria ser tratado com a mesma naturalidade daquele menino e não como se fosse quase um tabu.
gente, é amamentação, não é séquisso selvagem, não!

tô até vendo. daqui a pouco vão começar a prender mulheres aqui no brasil também por amamentar em público.
vai ser proibido amamentar na frente de outras pessoas que não médicos ou o marido.
você vai ter que fazer que nem eu fazia: trancar-se num quartinho escondido pra que ninguém mais seja obrigado a ver seus mamilos polêmicos (e suas tetas de vaca leiteira).

o assunto vai ser tão, mas tão polêmico, que vão começar a inventar lendas de como os bebês se alimentam: “é assim, filho. tem uma plantinha que dá uma fruta que tem um liquído que a mamãe vai lá e dá pro bebê tomar” ou “ah, foi a vaquinha que trouxe pro neném”.
vai virar algo tão velado que vão querer tirar os humanos da classe dos mamíferos para enquadrá-los em uma classe à parte.
aí o menino vai pra escola, descobre que o leite sai do peito da mãe, fica espantado com isso tudo e os pais vão ficar envergonhados por seu filho finalmente saber a verdade.

ok, exagerei.

mas sério. pra mim gente, que acha amamentar em público esse absurdo todo com certeza tem algum problema sexual. #prontofalei


[imagem da campanha contra o cancer de mama do breast cancer foundation. ver mais aqui]

Categorias: amamentação Topo
10 de dezembro

dorme a noite inteira?

por luíza diener

se você é pai, mãe ou costuma frequentar rodas sociais dos mesmos, já deve ter notado que essa pergunta está na top five das questões bebezais.

realmente é uma vitória quando o bebê dorme uma noite completa, mas acredito que existam mais bebês que acordem no meio dela que aqueles que a passem completamente envoltos pelos braços de morfeu.

então, por que a pergunta? talvez porque os pais e mães sintam-se tão orgulhosos por seus filhos terem conseguido, que queiram compartilhar a novidade. ou talvez pra tentar descobrir se é somente o filho deles que ainda, no auge de seus 4 meses de idade, sente fome no meio da noite.

certa vez, numa roda de mães, enquanto o tema brotava e pululava, uma das mães me saiu com essa: perguntei ao médico a partir de qual idade o bebê não precisaria mais mamar a noite inteira e ele me respondeu: “a partir do dia em que nasce”.  eu, que geralmente fico calada para evitar discussões polêmicas e conflitantes, não me contive e na mesma hora larguei um “que absurdo! baseado em quê??”. afinal, se o bebê até o momento de nascer recebia alimento 24h ao dia em um ambiente totalmente escuro sem horários nem rotinas, como ele saberia a hora de mamar – ou não – assim, logo de cara?

a partir daí me inteirei – ainda na tal roda – de técnicas de adestramento para o bebê dormir a noite inteira: “dá de mamar lá pras 23h30. pega ele dormindo mesmo e dá de mamar pra ele ficar de barriguinha cheia”. até aí tudo bem, mas tinha mais: “se ele acordar com fome, dá a chupeta e vê se ele volta a dormir”. e pra piorar a situação: “se ele reclamar, deixa chorar. lá pela quinta noite ele aprende e pára”.

(se você aderiu a essas técnicas, aconselho que pare de ler por aqui, caso não deseje me odiar para sempre. não diga que não avisei)

me desculpem, mas acho uma puta falta de sacanagem, pra não dizer falta de coração, fazer isso com a criança. e olha que eu não estou discutindo aqui o tema “deixa chorar” – que também acho bastante polêmico. afinal, uma coisa é deixar chorar porque está fazendo birra (como saber?). mas chorar de fome é uma história completamente diferente!

antes de chutar o pau da barraca, vou pedir pra você colocar-se um pouco no lugar do bebê:

em uma bela segunda feira você acorda, toma café correndo e vai trabalhar.  passa a manhã inteira ralando feito um condenado. dá 11h50 e seu estômago já está roncando. pra completar, você recebe um email com a propaganda de um restaurante, repleto de fotos de comidas e descrições maravilhosas dos pratos, como “picanha maturada e grelhada ao ponto, servida de arroz, farofa e batata sauté”. você pensa “mais alguns minutos e eu saio daqui”. como se não bastasse, sua chefe maravilhosa entra radiante no escritório informando: “reunião daqui a 5 minutos na minha sala!”. ela passa uns 15 minutos falando, falando, falando e parece que aquilo tudo não tem mais fim. seu estômago ronca e de repente entra o estagiário porta adentro com uma sacola do mc donald’s. sem cerimônia, sua chefe revela aos poucos o conteúdo do pacote: refrigerante, batata frita, nuggets, sanduíche! e ainda se desculpa por comer na frente de vocês, mas a reunião não pode parar. pra disfarçar a fome, você mastiga um chiclete, chupa uma bala, mas parece que isso só piora a situação. 13h e você quer esganar a velha. a essa altura parece que o sua barriga ganhou vida própria. você perde o controle, levanta-se, bate com força na mesa e grita “pra mim chega!”. chuta a cadeira longe e ainda bate a porta ao retirar-se da sala.

não, você nunca faria isso. mas dá vontade né?
pois é, mas o bebê não tem esse tipo de freio e muito menos de diplomacia. ele sente fome e resmunga. se não consegue o que quer, pode chorar e até berrar. afinal, ele é um bebê. se acabou de nascer, então, o choro é sua única ferramenta de defesa. tem certeza que você quer deixar chorar? vai dar uma chupeta no lugar do peito, como se fosse uma bala ou chiclete para tapeá-lo?

você tem pena do menininho negro raquítico da campanha contra a fome na áfrica, mas acha que se seu bebê chora no meio da noite é claro que não está com fome, está apenas fazendo manha.

com um mês de idade, a pediatra sugeriu que eu inserisse uma rotina para o benjamin com horários para mamar. segui à risca e vi meu filhote berrar de fome sempre uma hora antes do estabelecido pela rotina (e sim, dei chupeta pro neném não chorar).

dois meses de idade e a pediatra me congratulou, dizendo que agora era a hora de fazê-lo dormir a noite toda. ensinou-me algumas das tais técnicas fantásticas, que me entraram por um ouvido e saíram pelo outro.

na consulta dos três meses eu já avisei: “voltei a amamentar em livre demanda. ele pede e eu já ponho as tetas de fora”. resultado: engordou quase 1,5 kg e cresceu mais 5 cm desde a última visita.

agora, com pouco mais de três meses e meio, benjamin não dorme a noite toda. mas já dá seus ensaios: nos últimos 15 dias dormiu 4 noites inteiras (por volta de 8 a 10h de sono). acorda pontualmente às 6h para mamar e volta a dormir, às vezes me chamando às 8h ou até mesmo às 9h da manhã.

mas mesmo que ele nunca o tivesse feito, eu te pergunto: o que é mais importante, você recuperar rapidamente seu precioso sono de uma noite inteira ou seu bebê – a coisa mais importante da sua vida – ter um desenvolvimento saudável e natural, no ritmo dele, cercado de carinho e segurança?

não pensem que com isso sou a favor de uma criança crescer ao deus dará, sem regras nem limites. ao contrário. sou a favor da ordem e da rotina, mas da rotina flexível e humana, respeitando o tempo e o limite delas. afinal somos indivíduos (individuais, oi?) e cadum cadum, né?

afinal qual é o pai que o filho pedindo pão, lhe dará pedra?

Categorias: amamentação, educação, mães extraterrestres Topo
26 de novembro

mama na mama

por luíza diener

o que você faz enquanto seu bebê mama?

a. dorme;
b. vê tv;
c. lê alguma coisa;
d. mexe no celular;
e. come/bebe alguma coisa;
f. conversa com o bebê;
g. futuca as cracas dele;
h. nenhuma das alternativas acima;
i. todas as alternativas acima.

minha resposta: letra i, o que inclui também a h.

ok que amamentar é um momento lindo, maravilhoso e único entre mamãe e bebê. com certeza é minha hora preferida do dia, e olha que ela se repete muitas vezes.
mas sabe aquela vez que o bebê pendura no seu peito e mama mama mama até fechar os olhos e você fica ali, olhando pra longe, enquanto um sugador sonolento fica acoplado a você?
e aí? fazer o quê?

à noite ou de madrugada não há dúvidas: dormir, of course, my horse. e torcer pra não dormir demais e emendar com a próxima mamada (eu já fiz isso algumas vezes).

durante o dia, quando o benjamin quer mamar, eu já corro e ligo a tv, preparo a cama pra recebê-lo e taco-o-o-o no peito.
enquanto ele tá ali olhando pra mim, eu converso, canto, olho nos olhos, rio e às vezes até choro emocionada.
aí ele fecha os olhos e eu assisto a tv. mas quem tem tv aberta e não tem controle remoto sabe o tanto que é chato emendar pérola negra com esmeralda ou terminar de ver sessão da tarde e acabar totalmente por dentro de tudo que acontece em malhação.

aí você cata um livro ou uma revista que estiverem ao seu alcance, folheia e deixa de lado(minha concentração foi pro lixo desde a gravidez).
se tiver uma garrafa dágua por perto, você entorna ela inteira e continua com sede. aí belisca alguma coisa (às vezes eu lembro de deixar um biscoito, um damasco, umas castanhas, sei lá, por perto) e acaba com tudo, ou enjoa.
aí vai pro celular. manda mensagem pro marido, pra mãe, tira foto do bebê mamando, do seu pé, da tv que já está lá, passando araguaia.
que tal jogar um joguinho? meu celular só tinha jogo tosco e eu acabei pagando R$9,90 (veja bem, não foi 10) em um tosco jogo que era pra ser the sims 3.
vira pobre (oi? preconceito) e fica ouvindo música no celular. até canta pro bebê na esperança dele dar uma acordadinha pra interagir.

se você tiver a sorte de ter um pote de cotonetes por perto, essa é a sua chance: hora de tirar aqueles toletes amarelos de cera do ouvidinho do bebê. como pode uma coisinha tão pequena ter tanta meleca? às vezes com um ou dois cotonetes eu limpo bem o meu ouvido, mas o dele demanda pelo menos uns 4. vai entender.
caso não os tenha, pode apelar pra gaze. se você for cuidadosa, dá pra fazer de cotonete que é uma beleza. se não quiser usá-la seca, pode valer-se da babinha materna.

ouvido limpo, que tal arriscar nas unhas? meu filhote mexe tanto – até dormindo – que eu desisto de tentar e às vezes ele até parece o zé do caixão, de tão comprida que ficam as unhas dele (por sorte ele aprendeu que arranhar machuca). aí o jeito é apelar pra hora da mamada.
o bicho vira um quase santo e essa é a oportunidade perfeita pra desvencilhar-se das garras infantis.
mas como, se um dos braços fica ocupado apoiando o bebê?
elementar, minha cara amamentadora ociosa. é só roer. eco! roer a unha do bebê? ué, mas você não rói a sua? mas a do bebê é diferente. sim, é até mais molinha. e ainda dá pra tirar aqueles cantinhos que nem sempre a tesourinha dá conta. ah mas e as bactérias? se você realmente se importa com isso, é só lavar as mãos dele depois, ora pois.

meu macaquinho já tá quase limpo.
agora vou limpar as remelinhas. santa saliva + dedo mindinho.

e agora, meu favorito: as casquinhas!
(parêntese: benjamin não estava com casquinha não. era uma cascona geral no tampo da cabeça! aí ontem, antes dele dormir, passei um oleozinho (dersani) no cocuruto dele e deixei. hoje de manhã ele tava todo cagado e mijado e, como não dava pra limpar no cuspe, eu tive que dar banho. aí deixei ele com a cabeça mergulhadona na água morna e a cascona ficou molinha, molinha. dormiu, acordou, foi mamar e minha vez chegou! fecha parêntese)
enquanto ele mamava lá, todo sonolêncio, eu peguei um pente de bebê e fui penteando devagarzinho no sentido oposto do couro cabeludo. aos poucos elas começaram a soltar. e, se até então eu não tinha visto um fio de cabelo solto da cabeça do pequeno, agora eles saíram aos tufinhos. pra cada casquinha, um tufo de cabelo. gente, o bichinho vai ficar com uma careca igual a do serra!
saíram muuuitas casquinhas e ainda assim ele ficou com algumas coladas no couro cabeludo. o jeito foi passar mais óleo e deixar mais tempo de molho, até o próximo banho.

a coisa tava tão boa que eu troquei ele de peito, coisa que eu nunca faço, só pra poder tirar as casquinhas do outro lado e limpar o outro ouvido. catuquei tanto, mas tanto o bichinho, que ele capotou em um sono de bela adormecida e já dorme há quase 3 horas (geralmente não passa de 30 minutos).

e eu fiquei me sentindo a própria mama primata:

Categorias: amamentação Topo
18 de novembro

até sheldon erra

por luíza diener

todos temos um sheldon interior e, por mais que ele não se permita errar, ele VAI errar.
não entendeu? eu explico.

sheldon cooper é um personagem da série the big bang theory, obviamente o meu preferido. sheldon é um chato, gênio, phd e o escambau, sem senso de humor e sem sentimentos aparentes. pra quem conhece star trek, ele é um spock dos anos 2000 (os 2000 de verdade).
sob o meu ver, uma peculiaridade do sheldon que me chama atenção e me traz identificação é o modo como ele tenta padronizar tudo e muitas vezes faz experimentos de coisas e pessoas.

desde muito nova sempre quis encontrar e criar padrões para as coisas, o que pode ser bom quando o assunto é organização e o que pode ser péssimo quando o assunto é gente.

com a chegada do benjamin eu não resisti: transformei-o em um experimento gigante.
arrumei um caderno e passei a anotar os horários de tudo o que ele faz. também anoto eventos externos para ver se alteram de algum modo seu comportamento, como saídas de casas, vacinas, visitas, minha alimentação, condições climáticas e suas primeiras vezes.

viciei totalmente nesse treco e não consigo me desvencilhar.

por um lado é ruim, porque vira escravidão. por outro é bom, porque me ajuda a entender muita coisa (e lembrar delas também).
e por um terceiro lado é péssimo, porque nem tudo pode ser padronizado.

se eu tenho uma veia perfeccionista, doutor sheldon é o perfeccionismo em pessoa. e ele jura que não erra.
em certo episódio, sheldon fez uma aposta e perdeu. acho que fiquei tão desolada quanto o personagem. na minha cabeça eu pensava “não acredito que ele errou em uma coisa tão boba!”.
mas se eu posso tirar alguma lição de um seriado nerd desses é que se o sheldon pode errar, eu também posso.

por exemplo, a razão pela qual me deixei ludibriar pela rotina quadradinha foi ela ter horário para tudo e seguir sempre o mesmo padrão. acontece que benjamin não segue essa linha. o padrão dele é outro.
ele até que mama com uma certa frequência conhecida, mas a margem de erro é grande. e eu quero encaixá-lo em algum padrão mais óbvio e menos instável.

pelo amor de deus! é só um bebê!
e pensar desta maneira tem me ajudado muito mais.
me ajudou a entender que ele pode até seguir uma rotininha de vez em quando, mas que terão dias que ele sentirá mais fome que em outros e outras variáveis também irão oscilar como sono, calor, cólicas, picos de crescimento, enfermidades, dentes, humor e uma série quase infinita de fatores.

porque é muito engraçado ver o sheldon na tela, mas só sabe o quanto um ser desses é insuportável quando se convive com ele. e não quero ser um sheldon na vida do meu marido e dos meus filhos. só de vez em quandinho.

Categorias: amamentação, erros comuns Topo
28 de setembro

livre demanda x rotina

por luíza diener

assim que o benjamin nasceu, decidi que até que ele completasse três meses eu lhe daria de mamar na hora que ele quisesse e bem entendesse.
depois descobri que isso já tinha nome: livre demanda. bem, já que isso já tinha até um conceito era sinal de que a coisa funcionava.
depende do ponto de vista.

bem, funcionou muito bem pro benjamin ganhar peso: em 20 dias ele engordou 1,200 kg, o que é ótimo.
por outro lado, comecei a sentir o peso disso na minha vida e, conseqüentemente, na vida do filhote.
como mãe, a prioridade pra mim é sempre o filho. a gente fica em segundo plano. mas o que começou a acontecer foi que aquilo começou a me tomar tanto tempo, ainda mais com as cólicas, que comecei a perceber por que eu oscilava tanto de humor quando o assunto era cuidar do benjamin.
ele acordava, mamava, ficava com dor de barriga e ficava um tempão no colo por conta da dor. aí depois de um tempo ia pro berço, mas logo acordava desconsolado de modo que só o peito resolvia.
aliás, na minha livre demanda (que não li em lugar nenhum. meio que inventei), o peito virou solução pra praticamente tudo. chegaram a dizer que desse jeito ele só se ajeitaria com o peito (fato) e eu pensei que seria uma crueldade eu negar esse bem pra um bebê tão novo, nesse mundo tão cheio de informações e potenciais traumas.
mas logo isso virou uma bola de neve e antes mesmo dele completar um mês, pensei que talvez fosse a hora de adotar uma rotina.
e foi aí que a pediatra entrou com uma rotina que, segundo ela, em um mês estabilizaria o sono dele, especialmente à noite.
resolvi botar em prática de um jeito meio capenga.
confesso que durante a gravidez não quis ler nada que dissesse respeito a bebês ou amamentação. achava que tudo resolveria-se com a minha intuição.
realmente, algumas coisas funcionam, mas intuição de mãe é superprotetora e só quer o bem do filho. então, se via meu filho chorar, minha intuição mandava eu fazer alguma coisa pra parar. e dá-lhe peito. ok, não era bem a intuição, porque no fundo eu sabia que eu tava era estragando o menino. então fui guiada pelo sentimento.

o fato é que semana passada decidi adotar a rotina que, resumindo, consistia em um ciclo de 3 horas mais ou menos assim:

o bebê acorda, mama, arrota, troca fralda, brinca com algum móbile, brinquedo, etc ou “conversa” com a mamãe, papai, titia, vovó até começar a bocejar. aí você embala ele um pouco e antes que pegue no sono você o coloca no berço. dormiu? beleza. três horas depois de ter iniciado a primeira mamada, inicia-se tudo outra vez.
esse é o resumo. um dia eu tento escrever somente sobre a tal rotina.

daí eu comecei a tentar fazer isso. não necessariamente de 3 em 3 horas porque percebi que durante o dia ele fica mais tempo acordado e, conseqüentemente, sente fome um pouco antes de 3 horas. e também têm as tais cólicas que às vezes tomam todo o tempo entre uma mamada e outra. e adeus soneca, bate papo e todo o resto.
mas a gente tenta.

só sei que com menos de três dias, mesmo não seguindo à risca o negócio todo, benji já estava muito mais tranqüilo, menos chorão e nervoso.
aí eu estrapolei: fui com ele a um chá de bebê na sexta à noite, passeei no xópis no sábado e levei-o à igreja + casa da vovó no domingo.

e aí bau bau. o gremlin voltou a atacar.
na rua, um anjinho: uma muvuca de gente, uma barulheira sem fim e ele achando tudo aquilo normal. ficou um tempão dormindo e quando acordou foi tranquilo, sem choro nem cólicas.
em casa, o caos.
à noite ele mamou, a avó veio e tentou depois dar o tal banho relaxante antes de dormir e ele, que nunca chora no banho e sempre fica sonolento, ficou agitado, chorou, gritou. vai molhar o gremlin à noite, vai!
um chororô noite adentro, cólicas, agitação. nada de dormir.
dorme, acorda, fica ligadão.
se antes ele já estava conseguindo dormir por quatro horas seguidas à noite, naquela ele não passou de duas e meia. na segunda de manhã ele mamou 6h40 e às 8h já tava chorando novamente pra mamar. mas não era um chorinho qualquer: estava se esgoelando mesmo. nessas horas a gente tenta buscar paciência, mas fica complicado.

junte tudo isso com o calor insuportável e você tem uma segunda-feira terror em pânico.
mamou e depois de meia hora queria mamar novamente. aí dorme de cansaço e uma hora e meia depois já quer mamar de novo. não fica no berço, só no colo ou na cama. tudo é motivo pra ficar aos prantos, com direito a tremer a boca, espernear e ter lágrimas escorrendo pelo rosto.
quer saber? agora a rotina é pra valer.

acordei determinada a fazer a coisa funcionar. hora de ser linha dura. pensar em todos os cachorros de mais de 50 kg que adestrei. claro que eles não saíram pela minha vagina, graças a deus! mas serve de motivação pra saber que se eu consegui botar dobermanns, rotweillers e mastins napolitanos tão maiores que eu na linha, um mini humano de pouco mais de 50 cm e menos de 5 kg não pode ser tão difícil assim. oi.

hoje foi muito mais tranquilo ou eu consegui encontrar tranquilidade lá no fundo de minh’alma.
quer mamar em menos de 2h? ok, a gente te distrai. tenta uma brincadeira, troca a fralda, bate um papinho de tiete. com isso eu devo ganhar um tempinho. não deu certo? pega no colo, embala, faz massagem, sei lá. não deu certo ainda? tá bom, vamos pro peito que meu coração não é de ferro e agora já deram quase três horas. além do mais, cada bebê tem um apetite diferente.

tá funcionando. parece que a coisa vai começar a voltar ao normal (prova disso é este post gigante).
sei que ainda é cedo pra cantar vitória, mas é muito bom ver que a rotina não é uma punição para o bebê ou somente um jeito de fazer a mãe ter mais tempo pra ela.
a rotina traz segurança pra o neném pois torna as coisas mais previsíveis. deixa a mãe mais sossegada também (oh aleluia!), o que resulta em menos stress, mais paciência e um bebê mais calmo.
todo mundo fica feliz.

claro que eu não crio meu filho sozinho e nem em uma bolha. claro que pra estragar tudo servem os avós, o marido (que no meio da noite pega o filho pra arrotar e acaba dormindo com ele na cama por duas horas) e um monte de gente pra pegar ele no colo quando ele só quer dormir. aí a gente começa tudo novamente.
e eu prometo pegar um pouquinho mais leve e quebrar a rotina com no máximo um só passeio por fim de semana. por enquanto.

e a gente torce pra cenas como essa tornarem-se mais frequentes:

Related Posts with Thumbnails
Categorias: amamentação, benjamin, desperate housewife, erros comuns, mês 0-3, questões Topo