
{desabafo de uma mãe de primeira viagem (eu) sobre seu filho que demandava atenção plena e integral nos primeiros meses de vida}
até hoje sofro com minhas contradições maternais. ou melhor, com minhas contradições por ser maternal.
literaturas instruem e estragam.
será a ignorância uma benção ou uma maldição?
antes de engravidar eu lia muito sobre gravidez, bebês, criancas e idealizei muitas coisas maravilhosas: queria um parto natural, fraldas de pano, bebe no sling e cama compartilhada. queria toda essa maravilhosidade da maternidade natureba que lê-se por aí.
entao o bebê foi gerado, parido, nascido e agora deparo-me com contradições diárias. a chupeta contra a qual eu lutava entrou pra rotina e, falando nisso, a tal rotina veio não sei se pra me ajudar ou estragar tudo de vez. tentei voltar para a livre demanda mas fiquei com medo de “estragar” meu filho com tanto peito e colo.
sabe como eu queria mesmo criar o benjamin? grudado em mim o dia inteiro, ora no peito, ora no sling e na hora de dormir, juntinho comigo na cama (como fazemos em algumas manhãs).
lendo sobre cama compartilhada vi os benefícios que isso traz à auto-estima da criança, aos hormônios de ambos e à criação de laços afetivos, mas se ele dorme na nossa cama, quem não dorme somos nós.
li sobre as chupetas e que a quantidade de malefícios supera e muito os benefícios da mardita.
li sobre tudo de bom que é amamentar em livre demanda, mas eu sofro com ela porque não consigo mais nem almoçar em paz. ou melhor, não consigo mais almoçar nada.
aí me dizem o que eu mesma sempre disse: siga sua intuição.
pra falar a verdade eu sei BEM o que a minha intuição está me dizendo, mas eu tenho medo. medo de criar um filho totalmente dependente de mim, medo do que os outros vão dizer, medo de ter um filho mimado ou sei lá do que mais tenho medo.
mas no fundo no fundo, acho que é medo de me apaixonar mais ainda por esse pequeno bichinho de goiaba. de ficar totalmente entregue às suas vontades.
isso porque eu sempre quis ter o controle de tudo. e viver às custas dos filhos é perder totalmente o domínio da situação.
as pessoas são cheias de traumas e muitas vezes (quase sempre) te aconselham baseadas em suas próprias experiências de vida. não que elas queiram ver seu mal, ao contrário: muitas vezes querem evitar que você passe pelo mesmo sofrimento delas.
pessoas que passaram pelo divórcio geralmente te aconselharão a ter sua vida paralela, a não se doar por inteiro para, no caso de seu casamento não dar certo, você não ficar completamente desnorteado.
quem não conseguiu alcançar a tal carreira almejada por falta de instrução vai te aconselhar a estudar, fazer faculdade, especialização, concurso público e o escambau pra você nunca ficar sem emprego.
pais que sofreram por terem doado-se ao máximo por seus filhos sem nunca receberem o reconhecimento devido te ensinarão que os filhos um dia irão deixar seu ninho, os pais ficarão sozinhos e sua vida há de continuar.
e daí por diante.
de fato, todos os conselhos acima são super válidos e legítimos dentro da vivência e equilíbrio de cada um, mas não precisam necessariamente fazer parte da minha ou da sua vida.
afinal, cadum cadum, né?
mas por outro lado fico imaginando se eu conseguirei conciliar esta idealização com o o estilo real de vida que levo. sera possível?
* * *
hoje, 1 ano e 5 meses depois de ter escrito este post, voltei para reler este texto e tirá-lo do rascunho.
pra quem quer saber o final da novela, a cama compartilhada nunca deu certo aqui em casa, a rotina da encantadora de bebês foi exorcizada de nossas vidas com louvor, a chupeta continua até hoje, bem como a amamentação em livre demanda, que tornou-se o sucesso da casa, especialmente no primeiro ano de vida (aliás, estou digitando com uma mão só porque neste exato momento o pequeno está a mamar).

segui minha intuição com força e acredito que deu certo pra gente aqui em casa.
aos poucos eu pude voltar a almoçar (especialmente depois que ele começou a comer) e hoje já somos cheios de truques e malabarismos para conseguir fazer muitas coisas com ele por perto.
ao contrário do que pregam os militantes contra a livre demanda e o colo full time, ele não ficou mal acostumado.
claro que o benjoca é muito afeiçoado a mim e eu não vejo demérito nenhum nisso. pelo contrário.
mas ele é um menino muito alegre e independente e está cada vez mais difícil arrancar dele um abraço ou um beijo.
ou seja, eu aproveitei muuuuuito o tempo do grude grude, dei todo o colo, beijo e carinho que ele precisava.
mas agora ele já entrou na fase de querer descobrir o mundo com seus próprios olhos.
eu continuarei a persegui-lo para arrancar dele beijos e colos até o dia em que me der netos (aí eu corro atrás dos netos, deixo eles mal acostumados - e brigo com minha nora).

email de uma mãe desesperada (no caso eu) para um pai no trabalho (no caso o hilan):
prinz, eu nao sei o que fazer.
ta muito dificil aqui com o benjamin. parece que se ele mamasse mamadeira nao existiria nada que ligaria ele a mim. ele nao gosta do meu colo, nao aceita que eu o coloque pra dormir, nao gosta de ficar deitado, nao gosta do berço, nao gosta do bebe conforto.
passei o dia inteirinho tentando distraí-lo o máximo que posso, mas chega uma hora que ele parece que enjoou de todos os comodos e quadros da casa.
nem no peito ele dorme mais.
apesar disso eu ainda consigo faze-lo dormir na marra, mas pra que isso aconteça é uma luta.
tomara que chegue um momento em que meu colo seja agradável pra ele, porque parece que eu tenho espinhos no corpo ou uso desodorante vencido.
juro. estava desesperada. fiquei pensando: “acho que meu filho gosta mais do pai que de mim” ou melhor “acho que meu filho gosta mais de qualquer pessoa que de mim”! no fim de semana, com o pai por perto, dormia na hora que dava na telha. durante a semana, só comigo, uma luta sem fim pra dormir e quando dormia, acordava em 15 minutos.
com isso ele ficou super enjoado (continua) porque não dorme direito e eu fiquei estressada, chorosa, desesperançada.
até que.. pam pam pam pam.. eu li no blog da tchella que ela estava passando pela mesmíssima coisa com o lucas, o filhote dela que tem quase a mesma idade que o benjamin. aí ela comentou com a pediatra que o lucas não dormia direito e a drª perguntou “e no teu colo ele não chora bem mais que no dos outros?”. quando ela respondeu que sim, achando que o filhote não gostava mais dela (oi? pensei que isso só passasse na minha mente perturbada), a médica explicou “não, justamente o contrário, no colo da mãe ele sabe que se dormir vai se afastar de ti e isso é tudo que ele não quer. no colo de outra pessoa é mais fácil se afastar dela do que de ti”.
gente! quando li isso no blog dela meus olhos encheram-se d’água. juro. quer dizer que meu desodorante não está vencido? que isso é uma expressão estranha de amor? lindo!
parece que a tendência é piorar, mas agora eu estou bem mais segura sabendo que o problema não é comigo; é com ele. ahahahah!

depois seis meses sem ir ao cinema (durante a gravidez tornou-se inviável ficar sentada por muito tempo), finalmente acabou a tortura!
benjamin e eu finalmente estávamos prontos para esta aventura (porque o hilan sempre esteve).
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhfaisudhfoaisuhdfoaiusdhfoiaujnvkxcjvhoisdufhoiasuhdfoiaushdu!!! que coisa maravilhosa é poder pegar um cineminha e ainda estar com o bebê por perto (convenhamos, se fosse pra deixar ele com alguém eu não conseguiria pensar em mais nada)!
se você é mãe (ou pai) de bebê e tem o privilégio de ter um cinematerna na sua cidade, deveria aproveitar cada sessão.
tive a sorte de ver um filme até legal: juntos pelo acaso (com a aquela izzie, do grey’s anatomy), apesar de ter uma amigas que pegaram uns meio toscos. com certeza os roteiristas do filme são pais ou têm uma convivência muito próxima com bebês. certeza que todos os pais e mães ali no cinema se identificaram com umas e outras situações.
chegando lá até encontrei outra mamãe que conhecia só blog: a lorenna, mãe da lara.
benjamin mamou no meio do filme, cochilou no meu colo e acabou indo pro colo do pai, que ficou com ele até o fim do filme e ainda trocou sua fraldinha (o trocador ficou disputado no fim da sessão).
o fato é que foi um programa agradabilíssimo em família e pretendo repetir em todas as sessões de sábado e curtir cazamigas nas sessões de terça (mamis de brasília interessadas, manifestem-se!).

papai fortudo trocando a fralda de caquinha

de quebra, benji ainda pagou de bella e conheceu o gatíssimo robert pattinson (mas o papai é muuuito mais)

e no fim ainda deu pra mamar na pizzaria. yey!
Se você ainda não é pai ou mãe ,vou te contar um segredo: Existe um mundo paralelo, muito mais bonito, mais limpo, mais fofo, bem pertinho de você.
Estou falando dos fraldários, estes lugares que antes pra mim eram apenas pictogramas nas placas dos shoppings e hoje foram elevados ao status de OASIS moderno!! Fundamental para a minha vida e da minha família!!
Como seria lindo se em todo canto houvesse um fraldário. Os fraldários são silênciosos, calmos, plácidos, mesmo no caos de uma véspera de natal em um shopping. Se a Luíza me chama para ir na sorveteria eu penso: “tem fraldário?” Acho que até em posto de gasolina tinha que rolar um oasisbaby desses! FRALDÁRIO É O NOVO PRETINHO BÁSICO! todo mundo tem/tinha que ter!
A Espera de um milagre
Enquanto a mamãe dá de mamar para o bebê, o que o papai faz? observa e compara. claro!
“Nossa olha aquele carrinho! Que gigante! O cara deve ter uma camionete para carregar isso”
“Meu Deus, este fraldário é maior que o meu apartamento e mais bonito também!”
“Fraldas, lenços umidecidos, talco, tudo de graça?!” seu murrinha!
Outra coisa que rola são umas olhadas de cumplices entre os pais. Olho para os pais e vice versa. Todos sabem o que estão pensando respectivamente. É o inconsciente coletivo paterno de fraldário.
Eis o que passa na cabeça de todos ao mesmo tempo:
“Ufa! ela está lá dentro dando de mamar, segura. Eu posso ficar aqui de guardião de carrinho, tomar água e ler uma revista.
PAZ!” eeeeeee amo fraldário! E ainda por cima é grátis!
Fiz um vídeo, depois da sessão do cinematerna:
benjamin ja aguenta passeios mais longos. eba!
ele foi a sua primeira exposição (do escher), foi votar com a mamãe, passeou no shopping, ganhou sua primeira pelúcia, foi na casa da vovó e brincou de transformers.





porque ser esquisito eh muito legal!
pra ver todas as fotos deste fim de semana maneirissimo, eh so passar no nosso flickr:

hoje nosso benjamois completa dois meses de vida!
é tão pouco tempo, mas tanta coisa muda em dois meses…
nosso rapaz já está gorducho, granducho e espertucho.
aos dois meses ele já:
parabéns, meu fofúrio! te amo cada dia mais!
e mais fotos do benjamoca aqui:
se tinham duas coisas que eu sempre disse que meu filho não usaria seriam chupeta e mamadeira. achava totalmente dispensáveis.
sei lá, às vezes eu tenho uma veia meio natureba-exagerada que grita em mim.
até que vem a realidade e faz um monte de pré-conceitos e paradigmas tombarem.
quantos de vocês já acharam certas coisas lindas e maravilhosas até descobrirem na prática que aquilo era um trambolho quase que inútil? que nem bichinho de pelúcia: é lindo até você ganhar um gigante que ocupa sua cama inteira e logo fica velho, empoeirado e você não vê a hora de livrar-se dele e dar praquela sua sobrinha remelenta. ou espremedor elétrico de suco de laranja, que só é legal se você tem alguém pra lavá-lo depois.
também tem o contrário: lavar roupa é mais prático na máquina que à mão, email chega mais rápido que carta e a probabilidade de você encontrar uma pessoa no celular é muito maior que no telefone fixo.
com isso não to querendo dizer que chupeta é o último avanço tecnológico e que não usá-la seja um trambolho, mas quero ilustrar que às vezes idealizamos certas coisas que não são exatamente como imaginávamos.
certos bebês não precisam de chupeta. para outros, ela pode ser um auxílio.
não é à toa que em inglês ela chama-se pacifier, porque realmente traz uma paz pra geral.
e foi ao perceber que em certas situações o benjamin só acalmava com sua própria mão (que ele já achou) ou com o tal dedinho, que decidimos tentar a chupeta ocasionalmente.
até porque é mais fácil tirar a chupeta que arrancar fora o dedo do filho.
compramos, então, um bico e o alívio tem sido tão grande que eu pensei “porque não arrumei um treco desses antes?”. pra minha sorte ele não pede o bico o tempo inteiro. ele é uma ferramenta e não um acessório indispensável.
quando ele quer mamar muito tempo antes do horário e começa a chorar, chupeta.
quando as cólicas estão muito fortes e ele só quer peito, chupeta.
quando dormir vira uma saga e nada mais acalma a fera, chupeta.
isso se ele aceitar.
nunca socamos o bico na boca dele. eu o passo ao redor dos lábios e o deixo procurar. se ele procura, é sinal de que quer. aí eu tento colocar na boca. se ele começa a sugar eu seguro um pouquinho, sem apertar (porque primeiro ele suga como quem vai mamar e a chupeta acaba pulando) e quando vejo que ele pegou, solto.
às vezes ele chupa só pra acalmar e depois cospe. em outras, ele fica com ela até dormir.
quando eu vejo que dormiu de fato, tiro ela da boca, porque senão ele acorda chorando quando o bico cai. tirando antes disso e ficando por perto pra supervisionar o sono fica bem mais tranquilo.
a chupeta tem sido fator indispensável na independência da livre demanda totally full e na implementação da rotina.
e antes que perguntem, a resposta é não. a chupeta não mudou a pega do benjamin durante a mamada e não alterou a mamada pro mal. pelo contrário: ele tem usado menos o peito como consolo pra tudo e agora tem mamado por muito mais tempo.
confesso que fiquei com vergonha de tocar no assunto e demorei umas três semanas pra revelar este segredo assim, em público. até parece que quem chupa chupeta escondido sou eu.
mas agora falo mesmo. é um acessório que descobrimos juntos e que pretendo tirar tão logo as temíveis cólicas acabem.
porque eu acho que – depois do amor – a matéria prima que compõe uma mãe é a contradição.
e fim.

assim que o benjamin nasceu, decidi que até que ele completasse três meses eu lhe daria de mamar na hora que ele quisesse e bem entendesse.
depois descobri que isso já tinha nome: livre demanda. bem, já que isso já tinha até um conceito era sinal de que a coisa funcionava.
depende do ponto de vista.
bem, funcionou muito bem pro benjamin ganhar peso: em 20 dias ele engordou 1,200 kg, o que é ótimo.
por outro lado, comecei a sentir o peso disso na minha vida e, conseqüentemente, na vida do filhote.
como mãe, a prioridade pra mim é sempre o filho. a gente fica em segundo plano. mas o que começou a acontecer foi que aquilo começou a me tomar tanto tempo, ainda mais com as cólicas, que comecei a perceber por que eu oscilava tanto de humor quando o assunto era cuidar do benjamin.
ele acordava, mamava, ficava com dor de barriga e ficava um tempão no colo por conta da dor. aí depois de um tempo ia pro berço, mas logo acordava desconsolado de modo que só o peito resolvia.
aliás, na minha livre demanda (que não li em lugar nenhum. meio que inventei), o peito virou solução pra praticamente tudo. chegaram a dizer que desse jeito ele só se ajeitaria com o peito (fato) e eu pensei que seria uma crueldade eu negar esse bem pra um bebê tão novo, nesse mundo tão cheio de informações e potenciais traumas.
mas logo isso virou uma bola de neve e antes mesmo dele completar um mês, pensei que talvez fosse a hora de adotar uma rotina.
e foi aí que a pediatra entrou com uma rotina que, segundo ela, em um mês estabilizaria o sono dele, especialmente à noite.
resolvi botar em prática de um jeito meio capenga.
confesso que durante a gravidez não quis ler nada que dissesse respeito a bebês ou amamentação. achava que tudo resolveria-se com a minha intuição.
realmente, algumas coisas funcionam, mas intuição de mãe é superprotetora e só quer o bem do filho. então, se via meu filho chorar, minha intuição mandava eu fazer alguma coisa pra parar. e dá-lhe peito. ok, não era bem a intuição, porque no fundo eu sabia que eu tava era estragando o menino. então fui guiada pelo sentimento.
o fato é que semana passada decidi adotar a rotina que, resumindo, consistia em um ciclo de 3 horas mais ou menos assim:
o bebê acorda, mama, arrota, troca fralda, brinca com algum móbile, brinquedo, etc ou “conversa” com a mamãe, papai, titia, vovó até começar a bocejar. aí você embala ele um pouco e antes que pegue no sono você o coloca no berço. dormiu? beleza. três horas depois de ter iniciado a primeira mamada, inicia-se tudo outra vez.
esse é o resumo. um dia eu tento escrever somente sobre a tal rotina.
daí eu comecei a tentar fazer isso. não necessariamente de 3 em 3 horas porque percebi que durante o dia ele fica mais tempo acordado e, conseqüentemente, sente fome um pouco antes de 3 horas. e também têm as tais cólicas que às vezes tomam todo o tempo entre uma mamada e outra. e adeus soneca, bate papo e todo o resto.
mas a gente tenta.
só sei que com menos de três dias, mesmo não seguindo à risca o negócio todo, benji já estava muito mais tranqüilo, menos chorão e nervoso.
aí eu estrapolei: fui com ele a um chá de bebê na sexta à noite, passeei no xópis no sábado e levei-o à igreja + casa da vovó no domingo.
e aí bau bau. o gremlin voltou a atacar.
na rua, um anjinho: uma muvuca de gente, uma barulheira sem fim e ele achando tudo aquilo normal. ficou um tempão dormindo e quando acordou foi tranquilo, sem choro nem cólicas.
em casa, o caos.
à noite ele mamou, a avó veio e tentou depois dar o tal banho relaxante antes de dormir e ele, que nunca chora no banho e sempre fica sonolento, ficou agitado, chorou, gritou. vai molhar o gremlin à noite, vai!
um chororô noite adentro, cólicas, agitação. nada de dormir.
dorme, acorda, fica ligadão.
se antes ele já estava conseguindo dormir por quatro horas seguidas à noite, naquela ele não passou de duas e meia. na segunda de manhã ele mamou 6h40 e às 8h já tava chorando novamente pra mamar. mas não era um chorinho qualquer: estava se esgoelando mesmo. nessas horas a gente tenta buscar paciência, mas fica complicado.
junte tudo isso com o calor insuportável e você tem uma segunda-feira terror em pânico.
mamou e depois de meia hora queria mamar novamente. aí dorme de cansaço e uma hora e meia depois já quer mamar de novo. não fica no berço, só no colo ou na cama. tudo é motivo pra ficar aos prantos, com direito a tremer a boca, espernear e ter lágrimas escorrendo pelo rosto.
quer saber? agora a rotina é pra valer.
acordei determinada a fazer a coisa funcionar. hora de ser linha dura. pensar em todos os cachorros de mais de 50 kg que adestrei. claro que eles não saíram pela minha vagina, graças a deus! mas serve de motivação pra saber que se eu consegui botar dobermanns, rotweillers e mastins napolitanos tão maiores que eu na linha, um mini humano de pouco mais de 50 cm e menos de 5 kg não pode ser tão difícil assim. oi.
hoje foi muito mais tranquilo ou eu consegui encontrar tranquilidade lá no fundo de minh’alma.
quer mamar em menos de 2h? ok, a gente te distrai. tenta uma brincadeira, troca a fralda, bate um papinho de tiete. com isso eu devo ganhar um tempinho. não deu certo? pega no colo, embala, faz massagem, sei lá. não deu certo ainda? tá bom, vamos pro peito que meu coração não é de ferro e agora já deram quase três horas. além do mais, cada bebê tem um apetite diferente.
tá funcionando. parece que a coisa vai começar a voltar ao normal (prova disso é este post gigante).
sei que ainda é cedo pra cantar vitória, mas é muito bom ver que a rotina não é uma punição para o bebê ou somente um jeito de fazer a mãe ter mais tempo pra ela.
a rotina traz segurança pra o neném pois torna as coisas mais previsíveis. deixa a mãe mais sossegada também (oh aleluia!), o que resulta em menos stress, mais paciência e um bebê mais calmo.
todo mundo fica feliz.
claro que eu não crio meu filho sozinho e nem em uma bolha. claro que pra estragar tudo servem os avós, o marido (que no meio da noite pega o filho pra arrotar e acaba dormindo com ele na cama por duas horas) e um monte de gente pra pegar ele no colo quando ele só quer dormir. aí a gente começa tudo novamente.
e eu prometo pegar um pouquinho mais leve e quebrar a rotina com no máximo um só passeio por fim de semana. por enquanto.
e a gente torce pra cenas como essa tornarem-se mais frequentes:



hoje o benjamin completa um mês de vida.
pode-se dizer que muita coisa mudou nesse tempinho:
enquanto isso, a mamãe:
e o papai: