
você percebe que seu bebê já não é mais tão bebê assim quando:
é, eles crescem mais rápido do que a gente imagina. e é uma delícia!
* * *
em tempo: estou entrando de férias (semi-férias, né? porque mãe não descansa) e retorno no começo de fevereiro.
vou deixar alguns posts novos e outros antigos já agendados para serem postados ao longo do mês, mas não vou entrar sempre e não sei se terei tempo de ler e responder todos os comentários, ok?
mais uma vez, feliz ano novo a todos e que 2012 seja ainda melhor!

depois de mais de 6 (ou 15) meses de grude eterno com a mamãe, finalmente aconteceu: benjamin só quer saber do pai.
antes eu não podia sair de perto que era um mãmã? mamã? constante, acompanhado sempre de choro, até que eu retornasse.
pode até ser fofinho, mas quem passa por isso o dia inteiro sabe o tanto que chega uma hora que – desculpe – enche o saco.
mas de uns dias pra cá ele chama o papá pra tudo.
chega tá engraçado, porque agora ele tem rejeitado o meu colo pra ficar com o pai.
outro dia eu estava com o benjota no shopping e o hilan foi me encontrar pra almoçar. quando viu o pai, pulou no seu colo e deu um abraço pra não largar mais. juro, ele deve ter ficado assim, agarrado ao seu pescoço, uns 10 minutos. tentei tirar foto do celular, mas a bateria estava fraca. uma dessas cenas pra ficar só na nossa memória.
ontem mesmo o hilan deu banho nele e eu fui buscar o pequeno no chuveiro pro pai terminar seu banho. quem disse que ele queria vir comigo? se jogava pra trás e dizia não.
aliás, ontem foi o dia. estávamos benjamin e eu brincando, enquanto o hilan trabalhava. aí resolvi, no meio da brincadeira, cantar uma versão adaptada de nana neném: “mamãe tá aqui e o papai foi trabalhar”. pra quê… quando ele ouviu a palavra “papai” fez o maior bico, começou a chorar e falar papá? papá? e ficou tão, mas tão desconsolado que só melhorou mamando e dormindo em seguida.
pensam que eu estou achando ruim? com ciúmes?
longe de mim!
to achando a coisa marmaravilosa do mundo!
finalmente um sossego pros meus braços e costas cansados.
já posso até fazer cocô em paz (quer dizer, às vezes).
o bom disso tudo é que muitas coisas no cuidado do pequeno passam a ser tarefa quase obrigatória do pai, porque o benjamin não quer mais que eu faça, como comer ou tomar banho, que ele só aceita se o hilan fizer.
claro que ainda têm umas coisas (além do peito) que só a mãe resolve, mas estou muito aliviada e contente por finalmente esse momento ter chegado, porque agora eu tenho mais um tempinho pra mim.
ontem me perguntaram como fica a rotina de amamentação do benjamin agora, que já tem mais de 1 ano.
a minha resposta foi que não fica.
assim, fica e não fica.
desde o meu desentendimento com a encantadora de bebês, quando o benjamin tinha por volta de 2 meses de idade, eu peguei birra de rotina.
não sou contra quem faz, mas sou contra horários inflexíveis.
acho importante as coisas terem uma sequência certa para acontecer e uns horários básicos para certas coisas, como comer e dormir.
mas outras (e até mesmo as principais) são alteradas de acordo com uma série de fatores.
por exemplo, se hoje chove, não tem parquinho.
se saímos, é capaz dele pular uma soneca.
se um dente nasce ele pode perder a fome.
e por aí vai.
antes dele completar seu primeiro ano, achava a rotina ainda mais difícil de ser seguida, especialmente porque é nessa época que eles crescem mais, passam por mudanças muito diversas, o sistema imunológico ainda é sensível e muita coisa no corpo deles é muito imatura.
a rotina serve pra auxiliar, não para escravizar.
o problema é que você dá de cara com o livro da tracy hogg que diz que a encantadora de bebês resolve todos os seus problemas.
então é isso? tudo que eu preciso está neste livro, sem falhas? se eu seguir à risca tudo vai dar certo, né? afinal são robôs pré programados que têm um manual que você compra nas livrarias por apenas R$ 49,90!
claro que não! quem ama a encantadora vai dizer que ela ensina a respeitar o bebê.
é verdade, eu li uns trechos (e tentei botar em prática, lembra?) e até achei uma ou outra coisa legal.
mas o problema é que o livro te dá a falsa ilusão de que é só seguir as instruções à risca que tudo irá bem.
eu já ouvi e li inúmeras mães desesperadas porque tentaram de tudo e o bebê simplesmente não segue nenhum padrão: “ele dormia a noite inteira, mas agora deu pra acordar várias vezes à noite” ou “ele até comia bem, mas de repente só quer saber de mamar” ou então “essa menina passa o dia pendurada no peito. socorro!”
a impressão que fica é que se seu filho não se comportar de acordo com a lógica de causa-efeito de todos esses encantadores de bebê, quem está errado é você ou o bebê, não o autor do livro (que nunca te viu na vida e não faz a menor ideia de quem são seus filhos).
amiga, essas coisas vão acontecer mesmo.
não quer dizer que porque o bebê dormia a noite inteira com 4 meses de idade que vá repetir o padrão de sono aos 8 meses, por exemplo.
vale se aprofundar até um pouco mais na leitura (boa) e perceber que os bebês passam por fases variadas. vale a pena conhecê-las para ver que isso que tá acontecendo com seu bebê já aconteceu com vários outros da mesma idade.
recomendo fortemente o dr. carlos gonzáles, em especial seu livro bésame mucho.
é verdade o que dizem que muitas coisas melhoram depois que eles completam 1 ano. é quase uma mágica, assim como aconteceu quando ele fez 3, 6 e 9 meses.
de repente o benjamin aumentou o tempo da soneca e deu pra dormir 2 horas de manhã e mais 1 ou 2 horas à tarde (e quando era menor ele só dormia meia hora e olhe lá).
ele também passou a beber muito mais água (que antes odiava) e a comer mais que o dobro (quase o triplo) se comparado a quando tinha 10 ou 11 meses.
isso sem contar com a esperteza e a fofura, que estão no seu auge.
mas e o peito?
bem, há muitas mães que decidem desmamar seus filhos ao completarem 1 ano.
desde quando o bebê nasce, a questão da amamentação varia muito de acordo com as condições de saúde e emocionais da mãe.
depende do tanto que ela se sente à vontade para fazê-lo seja em casa ou em outro ambiente.
depende se ela pretende voltar a trabalhar ou não, do tempo da licença maternidade e se o trabalho permite que ela pare de trabalhar para amamentar em algum momento (o que é lei, mas nem todo mundo cumpre, né?).
às vezes depende do pediatra que o bebê frequenta e até mesmo da família e amizades dos pais – especialmente das mães – que muitas vezes têm influência muito grande.
eu só tenho a agradecer por estar inserida em um contexto muito favorável para que eu possa amamentar até que ele tenha pelo menos 2 anos (a não ser que ele decida largar antes por conta própria).
por isso continuamos em livre demanda, que significa dar o peito conforme ele solicitar.
hoje em dia é bem mais fácil, visto que ele já come super bem e bebe água razoavelmente.
no fim, as mamadas já não servem mais para matar a fome. pro benjamin elas não interferem no seu apetite. se ele estiver com fome e mamar, continuará a pedir por comida do mesmo jeito.
hoje o mamá serve pra matar a sede, pra matar a saudade, pra acalmar depois daquele tombo, pra pegar no sono. serve de remédio curativo e preventivo. de acalento nos dias de enfermidade. tem sido, mais que nunca, um momento mamãe e filhinho, completamente nosso.
às vezes ele passa o dia distraído na companhia de outros adultos e crianças e nem lembra de mamar. mas é só chegar em casa que ele gruda de volta.
à noite é que a história ainda continua.
quem põe pra dormir é o pai, lá pras 20h, mas depois de umas duas horas ele acorda pra mamar.
aí varia.
há vezes em que ele volta a acordar meia noite e depois às 6h.
em outras ele acorda nesse meio tempo, lá pra umas 2h.
eu parei de ver horários mas sim, meu filho tem mais de 1 ano e ainda acorda pra mamar.
confesso que já acostumei e não tenho planos de tirar a mamada noturna ainda.
eu nem detalhei os outros horários, como de comidas e brincadeiras, porque não quero estabelecer aqui um padrão pra que outras pessoas sigam.
acho muito mais válido e importante observar o ritmo da criança que, como já disse, pode variar de um momento para o outro.
a hora de comer do benjamin é a hora em que ele sente fome e me pede (antes de aprender a pedir eu já sabia, porque o humor dele muda consideravelmente). o mesmo serve para as sonecas.
ele acaba repetindo isso dia após dia, quase sempre no mesmo horário, que foi ele quem estabeleceu.
o resto é hora de brincar. às vezes ele vai querer fazer isso sozinho. em outras só serve se eu estiver ali, do ladinho dele.
por enquanto eu posso dar-me ao luxo de viver assim.
tento manter em mente o meu objetivo inicial ao largar o emprego: criar meus filhos.
então se, de repente, eu estou atolada de coisas e isso está me roubando a hora de ficar com o benjamin, se vejo que estou criando substitutos pro meu filho em momentos que minha presença seria imprescindível, eu dou uma parada, analiso e vejo o que é real prioridade e o que dá pra esperar.
posso dizer que isso tem feito um bem muito grande tanto ao meu filho quanto a mim.
tenho aprendido a respeitar a individualidade de cada um, inclusive a minha.
a desacelerar deste mundo louco cheio de compromissos. a ouvir meu corpo.
a escutar meu filho além das palavras, que ele mal sabe pronunciar.
eu me esqueci do relógio.

eu estou me devendo o post de 1 ano desta criança linda, desde a retrospectiva (que eu idealizei fazer) até as conquistas dos 11 e 12 meses.
mas enquanto esse dia não chega (se é que ele vai chegar), preciso registrar com urgência o vocabulário maluco do benjoca, antes que mude e a gente se esqueça (na verdade, eu não to lembrando de tudo. mas lá vai):
águo – água
alerolerolero – a prima aurora, que pode ser chamada às vezes de ló, loló, auouá. serve pra chamar a tia laura também.
aô? – alô
áu – tchau
bá – braço
bába – sapo
bô – acabou
bobó – vovó
bulá – bola (pode ser bó ou eventualmente bola, com uma língua toda atravessada pra pronunciar o l)
cáca – qualquer coisa que ele sabe que não pode por na boca, mas põe.
cá-ô – quadro (não caô)
cá-rrô – carro (com um r bem arranhado de brasiliense)
caú – quarto
co-côô – cocô ou fralda
dê - dente
hmmmm (como um rosnado e com cara de mau) – vaca
má – pode ser a tia marta ou o primo martin
mãmã – mamãe
mãmô – algo tipo “mamãe, quero comer”
mão – mão
mé – ovelha (fala arranhando a voz)
menmen mámá – homem aranha
nã – não. é assim: toda vez que ele prente fazer algo errado (ou está fazendo) coloca a língua sobre o lábio superior, franze a testa, faz não com o dedo indicador (e às vezes com a cabeça) enquanto fala nã, nã e sai andando.
nênê – neném, boneca e crianças, eventualmente.
papá – papai ou sapato
papé – chapéu ou papel
pé – pé
pei – peixe
penpen – pinguim. às vezes ele chama de pinpin
pô – porco
pó – porta
tetê – teta ou chupeta
tí – a letra x ou círculo (que ele tb chama de bó – bola). também pode ser tigre. nota: ele fala o ti com sotaque de recife.
tô – tov
uauaua – cachorro
aponta quando perguntamos pelo cabelo, olho, orelha, cílio, nariz, dente, boca, bochecha, língua, cabeça, braço, joelho e pé (joelho e pé, joelho e pé). Também sabe distinguir os brinquedos do tov dos dele, mas chama todos de tô (tov).
e sábado completa 1 ano e 2 meses! yey!
você já ouviu falar em sustentabilidade? e em sustentabilidade com os bebês?
muita gente acha que pra ser ecologicamente correto é preciso ser ecochato, mas pequenas mudanças que adotamos podem fazer uma grande diferença tanto no meio ambiente quanto no nosso bolso.
saímos em uma matéria da tv justiça (a lidia e a tetê também aparecem com toda beleza e gramú, aquelas linda) e achei legal compartilhar um tema tão bacana, tratado de uma maneira muito legal nesta reportagem:
Bebê Sustentável from Momento Ambiental on Vimeo.
aproveitando pra desmistificar algumas coisas sobre fraldas de pano:

benjamin fez sua segunda viagem interestadual, desta vez com direito a mais tempo fora de casa que quando fomos ao rio de janeiro (por apenas 3 dias).
desta vez fomos à são paulo e ficamos duas semanas.
algumas coisas foram mais fáceis, outras não.
desta vez, no avião, já sabíamos mais ou menos o que esperar, então foi mais sossegado.
repetimos os truques de levar brinquedinhos e livros novos (que ele ganhou no seu aniversário mas ainda estavam guardados). foi tão ok quanto andar de ônibus, táxi ou metrô, visto que o trajeto brasília-sampa costuma durar menos de uma hora e meia.

fomos de avianca e voltamos de gol, mas nenhuma se compara à tam.
a vantagem da avianca foi o preço e o espaço. o espaço entre as poltronas é maior que o padrão e elas são bastante confortáveis, mas o serviço de bordo deixou a desejar.
a gol é aquela coisa, né? poltronas apertadas, amostra grátis de biscoito e nenhum travesseirinho pra apoiar o bebê, o braço, a cabeça ou a bunda (pior que ela só a webjet).
na ida despachamos o carrinho junto com a mala e ele foi no colo até o avião. na volta eu levei o carrinho até a porta da nave e foi uma confusão.
saudades do carrinho de bebê da tam, dos mil travesseirinhos, da televisãozinha e dos fones de ouvido.
ficamos hospedados na casa da minha irmã, então não precisei me preocupar nem com a estrutura e nem com a comida, visto que ela tem um bebê 3 meses mais novo que o benjamin e uma filhota com quase 4 anos a mais.
ele curtiu absurdamente os primos, especialmente a mais velha, que às vezes o fazia de boneco, às vezes o desprezava.
mas no fim ela tava até perguntando “tia lu, quando eu crescer eu posso casar com o benjamin?”. expliquei que primo não casa, mas achei a coisa mais fofa do planeta ever.
e o amor foi correspondido. todo santo dia ele acordava chamando por ela: “alelolelo” ou “lolololo”, que significa aurora ou loló, respectivamente. o problema é que até hoje ele chama por ela todo santo dia, procura e não a encontra.
também aprendeu o nome de todo mundo na casa: o primo, martin, era mamá, o tio caio era cá ou titi e a tia marta era má.

benjamin e loló na toca da aurora

duplinha de fofuras
andou de metrô pra cima e pra baixo (porque os aqui de brasília não prestam pra quase nada) e todas as estações têm elevadores de acesso (que funcionam) para cadeirantes e uma quantidade razoável de assentos preferenciais tanto na espera quanto nos vagões.
pegamos desde os vazios até aqueles entupidos com gente saindo pela janela, mas mesmo assim sempre conseguimos lugar graças a uma ou outra alma caridosa que aparecia.
a mamãe aqui ganhou pontos de habilidade na arte de conduzir carrinhos de bebê nas calçadas loucas (ou inexistentes) da cidade. uma coisa de louco essas ruas íngremes onde a calçada do nada vira escada ou simplesmente some como num passe de mágica e você se vê obrigada a andar no meio da rua.
mas também andamos em lugares pheenos e rhykos como higienópolis e perto do ibirapuera onde, além de ter calçada, tinha rampa de acesso para todo lado.
descobri que brasília é também a capital nacional do parquinho, porque enquanto aqui eu acordo e decido em qual vou leva-lo pela manhã e ainda tenho opções diferentes para a tarde (por aqui devem ter uns 6 num raio de 200 metros), lá em sampa a gente tinha que pegar um carro pra chegar a um.
por outro lado, não faltou opção cultural para fazer com os pequenos.
teve show gratuito do palavra cantada e só não fomos porque soubemos muito em cima da hora e os ingressos já haviam esgotado.
mas conheci o grupo brasileirinhos, que musicou as poesias de lalau e laurabeatriz e posso dizer que as músicas são ótimas!
pra completar, o show foi dentro de uma escolinha, vejam só vocês! onde que isso aconteceria por aqui, né?

a caipira saiu da roça, visitou a cidade grande e ficou toda abestalhada (como sempre).
além disso, conhecemos pessoalmente vários amigos até então virtuais, como a lúcia, filha do renato (diário grávido), o fred, filho da eleonora (cegonha trends), o beny, que agora já nasceu, mas ainda estava na barriga da fernanda franken (mamma mini) e a camila (mamãe tá ocupada).

benji, eu, a mamma fê e o mini beny (atentem que a fê foi a única com cara de pessoa um pouco normal)

sil e nuno. dois amores!
na primeira semana o hilan esteve conosco, mas depois teve que voltar pra trabalhar e eu fiquei mais uns dias com minha irmã.
passei pela maravilhosa (e breve) experiência de cuidar sozinha de dois bebês e uma criança. mas deu pra sentir o peso, literalmente, de subir e descer escadas com dois no colo e ainda torcer pra mais velha não inventar de aprontar nada enquanto isso. a minha sorte é que eles não puxaram o primo de cá e são super comportados.
ele deu um salto de desenvolvimento por lá, desatou a falar (palavras soltas), a andar com desenvoltura (e pés tortos), a empurrar milhões de objetos, a subir escadas inteiras e descer pequenos degraus.
ganhou mais alguns roxos, sangrou a boca mais algumas vezes
comeu muita terra e areia.
aproveitou o frio e usou todos os seus casacos, calças e sapatos que estavam no fundo da gaveta lá na quente brasília.
só a volta é que foi um pouco mais complicada.
voltamos sozinhos benjoca e eu e ele resolveu dar chilique no meio do aeroporto. ameaçou fazer escândalo dentro do avião também, mas acabou dormindo, o que me aliviou bastante.
sem contar que é bem mais complicado arrastar malas e carrinho de bebê tudo ao mesmo tempo. na próxima vou de sling, sem dúvidas.
mas nada apavorante não.

capotadão na volta. mamãe agradece
mesmo dormindo e comendo praticamente no mesmo horário lá e cá, os dias que sucederam nossa volta foram mais trabalhosos, especialmente porque ele habituou-se a dormir comigo quando estávamos somente os dois.
os primeiros dias foram de completa gritaria dentro de casa, escândalo, jogando-se no chão toda vez que era contrariado, falando não pra tudo e todos e chorando o tempo inteiro.
a solução foi muita (MUITA) paciência, respirar fundo, contar 1, 2, 3, 4567984709485, dizer não, fazer cara de paisagem, fazer cara de louca pras pessoas na rua e dar muito, muito colo, amor, carinho e buquê de flor.
agora ele está voltando ao normal, dormindo às vezes no berço e às vezes com a gente, passeando o tempo inteiro pra desestressar do apartamento pequeno (lá era casa. só a escada já era um exercício por si só).
hoje acordou o prínpice do bom humor, dormiu e comeu bem e tá sorrindo para as paredes.
claro que o humor e estado de espírito de um bebê são sempre uma montanha russa, mas sempre fico na torcida pra que ele só melhore.
o saldo, como sempre, foi hiperpositivo.
e a saudade (tanto de quem vai como de quem fica) aperta.
não fosse pelo dinheiro (e pelo marido que acaba por ficar, né?) eu viajaria mês que vem outra vez pra um lugar diferente.
viciei!


dupla de dois



amáveis amores

os brasileirinhos tocando e a princesa branca de neve não parou um só segundo

areia laranja, ué

depois me conta a marca do berço que esse aguenta!

comadres de olho nas crias

bichinho do papai


hora do lanchinho, bebezada!


cliford, o cão-abajur

dentinho dos coelhos

lembro-me de quando benjoca começou a sentar-se sem apoio, aos 5 meses, a engatinhar, aos 7 meses, e, logo em seguida, a subir e andar apoiado nos móveis. muitos disseram que ele andaria rápido. a aposta era de que aconteceria aos 10 meses.
não botei fé. aliás, sempre tive medo dele andar cedo. baseei-me em mim – que andei com 1 ano e 7 meses – e torci pra que o grande dia demorasse a acontecer com benjamin também.
confesso que não sei qual é o grande mérito em ter um bebê adiantado em tudo.
que cada um tem seu tempo isso todo mundo sabe, mas na prática sempre fica aquele gostinho de “meu filho fez isso antes do seu”. a tal da competição velada. mas confesso que não dou lá muita bola pra essas coisas.
toda vez que me disseram “seu filho vai andar cedo” eu sempre revidei com um sincero “deus não te ouça”.
mas com seus 11 meses e lá vão dias começou o “ele vai fazer um ano e ainda não anda?”. e aí que eu não entendi nada.
nisso eu descobri algo que ainda não sabia. existe um cobrança – quase uma exigência – de que as crianças precisam estar andando na sua festinha de 1 ano.
por que, meu deus, por queeeeeeeê?
doze meses se passaram, ele completou seu primeiro ano de vida e não andou.
mas aí, no dia seguinte, tcham tcham tcham tchaaam… andou vários passos de um móvel pro outro e daí pra frente não parou (a festinha foi 4 dias depois, então ele teve sua grande estreia).
é claro que eu fiquei orgulhosa. obóvio que fiquei bem bestinha, fotografei e fiz vários vídelos.
qual mãe e pai não ficariam, né?
e aí começou o terror em pânico.
no começo ele nem via essa necessidade toda de andar. dava lá seus passinhos, cansava-se e ia arrastando de bunda na velocidade da luz, até alcançar seu objetivo.
mas com poucas semanas de treino ele já quer quase correr.
se está no colo e quer alguma coisa no chão se retorce todo pra descer (ah, e aprendeu a gritar bem alto, tá?) .
se dá, eu o ponho no chão.
e lá vai ele. lá-vai-ele. hoje a festa é na avenida.
sempre via uns pais se absurdando atrás das criança em shoppings, restaurantes e afins e achava graça.
chegou a hora de rirem de mim.
o guri parecia tão grande no meu colo, mas é menor que uma ponta de lápis (com vida própria) quando fica lá em pé, sozinho. ainda mais movendo-se.
neste último domingo fui à casa nova da minha prima. um repetáculo. a casa toda trabalhada no design, cheia de livros, móveis novos (alguns pontiagudos), dvds, gavetas, objetos decorativos, aparelhos eletrônicos de última geração.
daqueles lugares lindos (de revista) pra você passar a tarde amando e sendo amado pela parentada.
mas ao invés disso eu passei seis horas correndo atrás do meu toquinho de lápis.
quando não aguentava mais eu trancava-o na varanda (comigo junto) e deixava ele se esbaldar, na esperança de poder comer rapidinho, sem direito a repeteco.
o único momento em que consegui um minuto de sossego foi na hora da sobremesa, quando ele dormiu. mas foi colocar a última colherada na boca que o bichinho voltou a todo o vapor.
no fim do dia eu estava es-go-ta-da, até porque o marido não pode ir junto, a avó tava noutra cidade e tinha mais dois micro primos na área: o mais novo – e manso – que ele e a princess mais velha.
ou seja, muita criança pra pouco colo.
dormi mais cedo (e acordei mais tarde) do que nunca.
fico imaginando se ele tivesse começado a andar conforme a profecia. um menino mais imaturo, mais voluntarioso e mais colocador de objetos na boca do que é hoje. eu morreria ou de desgaste físico ou de insanidade mental.
sem contar com o tanto de tombos e trombadas que ele já arrumou.
já foram 3 quedas feias de boca, todas com direito a sangue.
um corte perto da sobrancelha que acho que vai render sua primeira cicatriz de guerra.
e os inúmeros roxos na testa que ele coleciona dia após dia.
além disso têm também as trombadas e encontrões que a gente dá porque ele passou no meio de nossas pernas tão depressa que nem vimos.
ontem mesmo eu abri a porta direto na cabeça dele (mais um roxo pra coleção).
sei que com o tempo melhora, ele ganha mais equilíbrio, conhece mais o mundo e sossega um pouco o facho.
mas o que eu quero é lhes dizer que a coisa aqui tá preta.
*a foto de baby einstein escalator esquisitão é só pra mostrar o trocinho de harry potter na testa. pra variar estou sem cabo.
aê, meu polvo!
finalmente as fotinhas começaram a sair e eu já posso começar a contar pra vocês como é que foi.
achamos que a data não deveria passar em branco, mas também não queríamos nada muito grandioso.
por isso decidimos primeiramente dia, horário e local: no salão de festas do nosso prédio, quase uma semana depois dele completar um ano, em uma bela tarde ensolarada, entre 14h30 e por volta das 20h.
o aniversariante só foi chegar por volta das 15h, porque resolveu tirar uma soneca e eu – claro – deixei (pra ele ficar descansado e curtir melhor a festa). mas, em compensação, ficou ligadão a festinha toda.
a segunda parte foi a mais difícil: a lista de convidados. o salão tinha apenas 40 cadeiras. pensamos que poderia passar um pouco disso, afinal, nem todo mundo chega e vai na mesma hora ou fica sentado tudo ao mesmo tempo. chamamos os parentes mais proximíssimos (avós e tios + primos de 1º grau), as famílias dos bebês com os quais ele convive sempre e nossos amigos mais próximos. deram uns 60 adultos, sem contar crianças e bebês (benjamin é pop, gente!).
ok, lista indecisa finalizada (ufa!) e bora cuidar da organização.
macaco. ou macaquinho benjoca, como preferirem.
as cores foram basicamente amarelo e vermelho, com um pouco de branco, verde e marrom para compor.
tentei fazer algo mais ecológico, pra condizer com minha quase filosofia de vida (a gente tenta fazer nossa parte, vai!).
chamei a marina guimarães (vulgo nina) – amiga, prima e consultora de todos os meus eventos – pra fazer a papelaria e ajudar na decoração. ela é daquelas pessoas que eu confio de olhos fechados. tinha certeza que qualquer coisa que ela fizesse ficaria ótimo, então passei o bastão pra ela decidir a decoração e depois piramos juntas pra fazer as coisas.
o marido desenhou o macaco e a nina se encarregou do resto.
ficou tão lindo que depois eu vou fazer um post só sobre a papelaria (aguardem que também vou mostrar o convite).
eu queria que na festa tivesse coisas que o benjamin e outros bebês pudessem comer, mas também quis agradar os adultos.
afinal, a fúria dos bebês a gente acalma fácil com um suco, um leitinho, uma fruta.
mas adultos famintos parecem zumbis insandecidos, então eu também tinha que pensar neles.
me inspirei na festa de 1 ano da emília, filha da lia, pra montar o cardápio. a festinha da emília foi toda vegetariana, pois ela e sua família são. como o benjoca come carne, adaptei à nossa realidade, mas sem perder o foco da alimentação saudável.
o mais fácil foi definir as bebidas: nada de refrigerante. só suco de frutas feito na hora, com pouquíssimo ou nenhum açúcar cristal orgânico. e, claro, bastante água.
também tivemos salada de frutas – o frescor do verão e alegria da tchurma – onde quase todas as frutas eram orgânicas.
como resolvi fazer boa parte das coisas sozinha, não tive tempo de escolher as frutas, então pedi tudo pelo quitanda fácil, que é um delivery aqui em brasília de frutas, verduras, carnes e mais uma pá de coisas.
eu já peço eventualmente aqui pra casa e as coisas sempre vem ótimas. então nada melhor e mais confiável, né? as frutas chegaram no dia da festa, pela manhã, e a salada foi feita com tudo maduro, fresquinho e saudável.
também servi espetinhos de manjericão com tomatinho uva (aquele sweet grape), ambos orgânicos e entregues pelo quitanda fácil.
e na parte salgada, nada de fritura. com exceção da coxinha (que não poderia faltar, né, gente?) os salgados eram todos assados. alguns eram vegetarianos. como eu deixei pra cima da hora (encomendei os salgados no dia anterior à festa), não consegui achar salgados sem ovo e sem lactose, que era o plano original (pra pelo menos alguns dos salgadinhos).
era pra ter pipoca de panela também, mas o fogão do salão falhou na hora h.
como não poderia faltar, teve cachorro quente, mas de salsicha de chester.
o molho era natural, feito somente com tomate, pouco sal, cebola, salsinha, alho e essas coisas. nada de corantes e conservantes.
foram servidos em mini pães franceses (pãozinho de sal), que não levam ovos nem leite na massa e que também podiam ser servidos puros ou com azeite, pros bebês menores e não-carnívoros (ou não-salsicha-industrial, como o próprio benji).
e também teve a parte especialíssima só para bebês, que foram as papinhas orgânicas.
eu queria agradar os bebês, convidados ilustres do benjamin, por isso chamei a tathy para fazê-las.
nós conversamos e chegamos ao consenso de que seria legal fazer uma papinha com os ingredientes prediletos – ou mais consumidos – pelo benjamin + um toque especial da gourmet baby.
o resultado foi: galinha caipira, alho poró, arroz integral, lentilha e abóbora, feitos no óleo de girassol e temperados com flor de sal.
tinha a versão etapa 1: amassadinha e feita somente com o caldo do frango e a etapa 2: bastante pedaçuda.
ficou tão gostosa que estou pensando em encomendar pra tathy fazer uma papona pra mim!
só que as coisas da tathy não pararam por aí.
pra quem não sabe, ela abriu há pouco tempo a doceria da tathy e fez os docinhos deliciosos, pra agradar os zumbis trogloditas adultos e crianças maiores, além do bolo.
estavam tão, mas tão deliciosos, que eu não vi nem sombra. agora ela vai ter que fazer só pra mim, pra eu experimentar e atestar que são mesmo tudo isso.
teve brigadeiro enroladinho preto e também branco, de limão siciliano. brigadeiro preto de copinho, bombom de morango e só morango mergulhado no chocolate.
pra os pequenos (não poderia faltar), mini bolinhos orgânicos de banana e de cenoura. feitos sem lactose, com pouquíssimo açúcar (mascavo) e sem glúten (no lugar da farinha de trigo ela colocou quinoa). quem quiser a receita (a tathy que criou), está aqui.
e pros zumbis, bolo de chocolate com merengue de morango.
outra delícia que voou e eu não comi nem a migalha (degustação particular djá!).
pedi pra ela fazer bem caseiro, sem pasta americana e muito menos maquete de isopor.
ou seja, um bolo altamente comível!
aguardem um post só pra tathy!
também foi obra da nina (é tudo culpa de nina!).
ela ia me dizendo “compra isso, faz aquilo” e lá ia eu atrás das coisas.
quando conversei com ela, além do macaco, eu não sabia direito o que queria.
mas tinha certeza do que não queria: nada de toalhas de tnt, arcos de balão ou coisas de e.v.a. emborrachado.
primeiro porque depois da festa vai tudo pro lixo e segundo porque eu não vejo lá muita beleza nisso.
o centro de mesa era uma mini samambaia crespinha com as tags que a nina fez. depois foi tudo pra casa dos outros.
pra regar e cuidar do seu macaco benjoca diariamente.
do lado de fora, umas bandeirolas feitas em retalho de tecido e fita de cetim.
acima da mesa do bolo (pendurado no teto), cartolinas verdes em zigue zague pra compor o clima da floresta (feitas pela minha irmã) e umas bananinhas amarelas pra dar o ar da graça. além da plaquinha (também de cartolina) escrita benjamin, pendurada em um galho seco.
teve também um cantinho pras crianças com atividades pras crianças maiores fazerem e colorirem (feito pelo hilan) e um tapetão no chão com os brinquedos do benjamin para os pequeninos brincarem.
os copinhos eram de papel (a nina que vende e personaliza) e tinha até criança desenhando nele (o meu querido teo):
foram feitas por mim e pelo marido.
dedoches de macaco e de banana, feitos em feltro.
o perfeccionismo não me deixou colar olhinhos de plástico e eu acabei bordando a carinha de cada macaco, o que fez com que cada um tivesse uma cara de louco única.
foram entregues em uma sacolinha de papel pardo e fechadadas com um adesivo agradecedor.
foram obra do ensaios infantis, um grupo de fotógrafos excelentes. os cliques foram feitos pela ana paula batista – que até então eu só conhecia virtualmente – e amei de paixão.
é claro que todo esse trabalho precisava ser registrado e eternizado, já que são as fotos que vão fazer o benjoca “lembrar” desse momento tão especial que todos comemora.
aguardem por mais fotos!
* * *
foi uma festa caseira, comunitária (muitas pessoas ajudaram, cada uma ao seu modo), e muito agradável.
claro que eu passei por alguns (vários) estresses por ter deixado tudo pra cima da hora (fui fazer tudo justo na semana da festa), mas depois que a festa acabou, eu curti ![]()
e agora fico admirando o fruto do nosso penoso trabalho e achando muito bom.
já pode descansar?
* * *
veja mais:
festinha do benjoca parte II – a papelaria
festinha do benjoca parte III – as fotos

não sei se já escrevi sobre isso antes, ou se foi apenas um post imaginário que nunca foi ao ar, mas ultimamente tenho vivido um momento de extremo apego ao filhote.
seja da parte do benjamin para comigo ou vice versa, o fato é que estamos cada vez mais grudadinhos.
e não sei por que cargas dágua isso gera um incômodo inexplicável em muitas pessoas ao redor.
foi por volta dos 8 pros 9 meses que ele começou com essa história de chorar quando eu saio e chorar quando eu volto. é a tal da ansiedade de separação. e daí que ele nunca melhorou disso.
claro que hoje em dia ele fica bem mais tranquilo na minha ausência e até mesmo na minha presença, mas no colo de outras pessoas.
também desenvolvi uma ferramenta mágica pra momentos em que bate aquele desespero depois dele ser passado de colo em colo e só querer saber de mim: dona teta. funciona que é uma beleza e permite que ele volte à sua atividade normal.
mas voltando ao apego, cada dia mais temos nos curtido de um tanto que eu nem imaginava que seria tão rápido. achei que só quando ele tivesse lá pelos seus 2 anos, com um vocabulário mais avançado e correndo para todos os lados.
mas não. há momentos em que um olha pro outro e já dá risada. em que ele começa a resmungar e eu sei que não é pura manha.
mãe que é mãe sabe quando é sono, fome, cansaço ou só enjoo mesmo.
às vezes, quando ele está a brincar, eu me esparramo no chão e chamo: “deita aqui com a mamãe” e ele vem rapidão e encosta a cabecinha nimim. e eu me derreto inteira.
aí já ouvi coisas do tipo “claro que ele é grudado assim, ele passa o dia inteiro com você”.
queria o quê? eu parei de trabalhar pra cuidar do meu filho e era pra ele passar o dia inteiro aonde? numa creche? com a babá? na casa da avó?
nada contra quem faz isso, pelo contrário!
mas parece que há um grande problema do filho passar o dia inteiro com a mãe, né?
alguém me explica o mal nisso?
também já ouvi “mas é porque ele ainda mama, aí fica muito dependente de você”.
hello-ou! meu menino tem 1 ano de idade. é mais que óbvio que ele ainda mama.
tem um tal de ministério da saúde e uma coisa chama oms que recomendam a amamentação prolongada até, no mímimo, 2 anos de idade.
eu só queria saber qual é o grande absurdo de uma mãe ter um filho – que ainda é bebê (porque é, né?) – apegado a ela. aliás, qual é o problema de um filho de qualquer idade ser apegado à mãe?
falam como se eu tivesse um filho de 30 anos que ainda liga pra mim pra perguntar qual roupa usar para ir trabalhar ou pra me consultar qual é o melhor lugar para sair pra almoçar.
é claro que o bebê que passa quase 24h ligado à sua mãe vai ter mais dificuldades de afastar-se dela. lógica pura.
e eu devo fazer o quê? arrumar um milhão de atividades longe dele só pra ele amadurecer (oi?) e eu mostrar pra todo mundo como meu pequeno é grande, forte e cheio de autonomia?
desmamá-lo pra ele deixar de depender de mim pra passar a depender – literalmente – de uma vaca?
acho que a cultura de hoje vive na base do medo.
medo de apegar-se demais e depois sofrer o abandono.
ninguém nunca morreu por excesso de amor, especialmente de amor genuíno e incondicional.
quando chegar o tempo certo ele vai ter suas atividades extras longe de mim e eu dele.
quando ele achar que é o momento (ou enjoar da minha teta), ele vai desmamar.
mas tudo isso vai acontecer de forma natural e agradável para ambos.
eu não vou pegar um bando de literatura e palpites vagos só pra nos encaixar no padrão dessa cultura maluca que cria uma geração de robozinhos que busca o amor nas coisas mais vagas e vazias.
viva o amor visceral!
*sei que essa foto não tem muito a ver com o contexto, mas é que essa cara fofa dele me mata!

desde a semana passada eu comecei a fazer a retrospectiva mental deste último ano que passou.
na última quinta feira comemoramos o aniversário da minha irmã e tudo que eu conseguia me lembrar é que, um ano antes, ao celebrar o aniversário dela, comecei a sentir uma dor que depois vim a saber que eram contrações.
ontem, domingo, fizeram 52 semanas – ou 364 dias – que tudo aconteceu e mais uma vez passei o dia a lembrar: por volta de 15h a médica fez o toque e eu estava com 2 a 3 cm de dilatação; por volta das 20h as contrações estavam cada vez mais doloridas e próximas; por volta das 21h eu decidi ir ao hospital; lá pelas 21h40 fui atendida pelo ginecologista de plantão que mediu de 8 a 9 cm de dilatação.
às 22h42 ele nascia.
ou seja, de certa forma eu já celebrei o nascimento do benjamin, que sempre será lembrado ano após ano (como minha mãe faz com a gente e eu achava tão brega), sempre aos domingos.
mas hoje é o dia oficial. é a data em que todos comemora, especialmente eu.
os primeiros meses foram de pura alegria. no nono mês eu tomei o maior susto da minha vida e os meses que se seguiram foram um pouco tensos. até eu descobrir que a motivo pelo qual meu pequeno estava sempre doente tratava-se somente de uma alergia (às vezes é bom dar nome aos bois), meu coração sossegou de vez.
mas confesso que cheguei a passar noite em claro sem parar de orar e pensando se meu filho chegaria a completar um ano de vida.
exagero? talvez. mas só quem tem filho doente sabe o quanto nosso coração fica apertado, saindo goela afora, e tudo que a gente quer é sofrer no lugar deles pra que eles fiquem bem.
por isso hoje é dia de comemorar mais que nunca!
afinal, é hoje que nosso benjoca completa seu primeiro ano de vida!!
a alegria toma conta, a felicidade é completa e, confesso, chega estou sem palavras.
outros posts virão ao longo da semana, cada um com sua peculiaridade.
mas hoje eu quero falar do benjamin, para o benjamin:
meu filho,
antes mesmo de engravidar, eu tinha a nítida impressão de que já te conhecia. você era o bebê que eu criei no meu imaginário de potencial mamãe.
aí eu engravidei e de uma coisa eu tinha certeza: você era um menino.
mas na minha cabeça você era o vicente. e o vicente tinha uma personalidade muito diferente do benjamin.
o tempo passou, seu nome mudou e a imagem que eu tinha a seu respeito também.
até que você nasceu e era um bebê muito bonzinho que só queria saber de mamar e dormir. mas os dias seguiram e você não queria dormir encostado no nosso ombro, constantemente chorava de dor e até teve uma época em que meu colo só servia pra você chorar ainda mais. era no colo do papai, da mamãe, da vizinha ou de qualquer outro que você acalmava.
concluí precipitadamente que você era um rapaz determinado, exigente e de personalidade muito forte.
você cresceu mais um pouco e começou a descobrir o mundo.
aprendeu a sentar, a engatinhar e levar tudo à boca. todo mundo dizia que é nesse momento que os bebês passam a só querer saber de ficar no chão e pulam do colo de seus pais.
mas foi nessa época que você de fato começou a apegar-se a nós, a engatinhar em nossa direção e estender os bracinhos, a deitar no nosso ombro até pegar no sono.
você descobriu que muitas vezes o riso é uma arma mais eficaz que o choro e começou a chamar nossa atenção com gracinhas que sempre desarmaram até os mais durões.
uns meses a mais e você percebeu que dá pra testar as coisas não apenas pela boca, mas com as mãos, os olhos, ouvidos e, claro, pela fala. aprendeu que existem várias formas de se expressar e que comunicar-se com os outros é uma verdadeira delícia. com os gestos você indicava o que queria.
mas também havia meios ainda mais eficientes que apontar. você podia chegar até as coisas próximas que o interessavam e foi aí que aprendeu a apoiar-se nos móveis e caminhar segurando neles. descobriu como descer e subir dos lugares mais baixos e a nomear (ao seu modo) aqueles que você não alcançava.
mesmo sem andar completamente sozinho, aprendeu a confiar que nossas mãos podem te sustentar e impedir de cair. isso te deu segurança para, nos últimos dias, ensaiar seus primeiros passos a curtas distâncias, sem a ajuda de ninguém.
é, meu bebê, você está crescendo.
alguns diriam que este é o primeiro passo para a independência e que, daqui para a frente, nos distanciaremos cada dia mais, até que você vire pássaro e queira voar.
preciso discordar. eu, como sua mãe, tenho a obrigação de guiá-lo em seus primeiros passos e permanecer ao seu lado quando você cair, oferecendo meu colo para te confortar. mas a alegria de te ver crescer, adquirir segurança e até uma certa maturidade infantil, me faz ter a certeza de que estamos indo pelo caminho certo.
hoje te vejo com olhos completamente diferentes.
não te acho volutarioso ou nervoso. ao contrário, você é um bebê extremamente doce, carinhoso e obediente.
percebi que, de uns tempos para cá, quando nos olhamos pinta aquela cumplicidade e que, mesmo que seu vocabulário ainda seja praticamente monossilábico, suas palavras são bastante compreensíveis para o espectador mais atento.
um ano atrás eu não sabia praticamente nada sobre você.
hoje é como se nos conhecessemos desde sempre.
ser sua mãe tem sido a coisa mais gostosa dessa vida.
e eu só tenho a agradecer por este ano maravilhoso que você nos proporcionou.
comemorar um aniversário nunca fez tanto sentido quanto hoje.
este é apenas o primeiro. que venham tantos outros de perder a conta!
te amo tanto que nem caibo mais em mim!
PS: SE VOCÊ QUER DAR UM PRESENTINHO PRO BENJOCA, CURTA O VIDEO DELE – FESTEIRO – NA PÁGINA DA TECNISA: http://www.tecnisa.com.br/Lp-bebes.html