
segunda feira fez um daqueles dias que cai uma chuvinha fina e constante, resultando em benjamin e eu enfurnados dentro de casa.
logo de manhã resolvi trocar a roupa dele por algo mais confortável.
típica roupa pra ficar em casa, sabe?
coloquei nele uma camiseta cor de rosa, que acho que ele só usou uma vez. não pela cor, mas por ela ainda ser muito grande.
ele, que anda com essa de tentar acertar gêneros e chamar todo mundo de “menino” ou “menina”, ao vestir a blusa, apontou pra ela e disse: “menina”.
na hora eu fiquei intrigada: será que ele está associando a cor ao gênero?
maspoxavida! eu nunca ensinei pra ele cor de menino e de menina e ele não convive com ninguém que faça isso – pensei.
aliás, aqui em casa não tem essa. ele brinca de carro e de boneca. tem bola, vassoura, moto, calça os sapatos do pai e os meus.
porque antes de ser menino, ele é bebê.
então resolvi fazer o teste: coloquei várias fotos de meninos E meninas usando cor de rosa e deixei pra ver o que ele dizia: menina! menina! menina! menina! – para todos.
aí apareceu um bebê com um pano rosa na cabeça e um body azul. ele ficou intrigado, olhou, olhou e soltou um: “neném”.
daí pra frente eu comecei a dizer: esse está de blusa rosa, mas é menino. esta não está de rosa, mas é menina e passei a ignorar a cor e só dizer quem era o quê.
pronto. problema resolvido. ele passou o resto do dia com a blusa, como se estivesse vestindo uma roupa qualquer.
acho que, por enquanto, eu não preciso me preocupar novamente com essa eterna história de gêneros.
mas diz aí se ele não ficou fofinho de rosa?

tudo começou com apenas 6 meses.
eu ofereci cenoura ao benjamin logo nas primeiras papinhas e observei. 2 dias depois ele apareceu cheio de pontinhos vermelhos ao redor do pescoço e na área genital. suspendi por uns dias. voltei a oferecer e as bolinhas apareceram outra vez.
depois foi a vez da beterraba. a mesma coisa, um pouquinho mais forte.
com 8 meses eu dei os dois novamente. meu erro foi dar um seguido do outro, com diferença de apenas 1 dia. mas não percebi e não observei.
poucos dias depois ele apareceu com os tais pontinhos na virilha. pensei que estivesse assado ou com alergia à fralda, mas percebi que ele não estava com as bolinhas só no bumbum, mas também na cintura. depois acabou irradiando por todo o tronco, barriga, pescoço, nas costas inteiras. até o sinalzinho da vacina, no braço, ficou bem vermelho, cheio de bolinhas e
inchado. embaixo da boca também ficou vermelho e áspero. no dia seguinte a alergia subiu pelas bochechas e dentro das orelhas e, por fim, atingiu as coxas e a sola dos pés.
suspeitaram de roséola, mas ele não teve febre (e veio a ter roséola de fato 1 mês depois). realmente, era bem parecido.
observei outros fatores e concluí que somente a beterraba poderia ter causado tamanho estrago.
suspendi ela de vez.
conversei com a pediatra dele, que me apoiou.
perto de completar 1 ano foi a vez do glúten.
eu já havia dado pão francês para ele, mas era sempre pouco, menos da metade. eu notava umas poucas bolinhas ao redor do pescoço, mas pareciam inofensivas, por isso continuei.
aí fomos a um chá de bebê. ele já havia comido meio pão pela parte da manhã.
o chá de bebê foi à noite. ele foi de colo em colo e, como ainda tinha uma alimentação restrita, liberei que dessem torradinhas a ele. acontece que toda hora que eu o via, estava com uma torrada na mão e a boca cheia. perdemos as contas de quanto ele comeu.
a reação foi rápida: no dia seguinte ele estava com um colar de alergia. totalmente vermelho e pipocado ao redor de todo o pescoço. subiu um pouco para o rosto e dentro das orelhas.
no bumbum, assou e pipocou exatamente onde ficava o cocô e embaixo do saco. passou quase uma semana assim.
conversei com a pediatra na consulta seguinte e ela disse que poderia ser glúten. até então eu achava que era somente a farinha de trigo, mas aconteceu dele comer outros alimentos com glúten e sem trigo e a reação foi semelhante, mas menos intensa (devido à quantidade).
e lá se foi um item importante na alimentação do pequeno.
nesse meio do caminho ele também reagiu ao tomate e à berinjela. a berinjela foi bem pior, mas os dois atacaram tanto quanto (ou até mais que) a cenoura.
e finalmente foi a vez do leite de vaca.
ah, e esse é o mais chato, com certeza.
era uma coisa que eu já desconfiava há tempos. mas como ele nunca tomou leite diretamente (apenas através do leite materno), eu teria que cortar somente da minha dieta. e tudo que fosse derivado lácteo. e como isso sempre foi muito difícil pra mim (viciada assumida), nunca consegui completamente.
a pediatra não tinha liberado o leite de vaca na alimentação dele justamente por já ter manifestado outras alergias.
até que um dia, por algum motivo que eu não me lembro, resolvi tomar coragem e fazer isso pelo meu filho. ele estava com 1 ano e 1 mês.
eis minha retrospectiva:
os primeiros 3 meses de vida do benjamin foram de cólicas intensas. tentei tirar leites e derivados pra ver se alterava alguma coisa, mas as cólicas continuaram. nisso a pediatra descartou intolerância à lactose (que é diferente de alergia à proteína do leite da vaca) e liberou o leite gradualmente (só depois eu percebi que cortei apenas os leites e derivados e não observei o rótulo de nada).
com 4 meses ele teve uma assadura felomelal, que durou quase 1 mês. eu tentei pomadas diferentes e só a bepantol deu jeito. mas era só ficar sem pomada que voltava. depois de um tempo nem a bepantol resolvia mais.
por sorte ele passou a usar fraldas de pano e as assaduras melhoraram bastante, até sarar.
volta e meia ele tinha recaídas e eu precisava voltar pra bepantol.
ele também sempre regurgitava/golfava bastante, mas foi diagnosticado refluxo fisiológico. nada para se preocupar, visto que aquilo não parecia doer e ele continuava a ganhar peso e desenvolver-se normalmente.
todo mudo dizia que quando ele começasse a comer melhoraria. é fato que deu uma diminuída, mas as golfadas continuaram.
na consulta de 1 ano eu perguntei à médica se era normal ele golfar até essa idade e ela disse que não tinha problema.
mas aquilo começou a me incomodar, até mesmo a me irritar (toda vez que mamava, ele golfava. e ficava tudo sujo e com um fedorzão azedo).
além do cocô sempre mole. raras foram as vezes que ele fez um cocozinho normal, daqueles soltinhos na fralda. era aquela coisa pastosa, fedorenta, que sempre grudava tanto na fralda quanto no bumbum dele.
ele passou três meses com uma alergia respiratória sem fim: nariz escorrendo, tosse, pulmão com catarro. na verdade, era catarro pra todo lado. parecia mesmo uma bronquite alérgica. ele passou a tomar remédios pra alergia e até uma bombinha pra asma.
aí resolvi testar sozinha. suspendi todo e qualquer leite e derivados. qualquer coisa que pudesse ter não somente traços de lactose, mas também de proteína do leite da vaca (essa tabela me ajudou um bocado).
e ele melhorou. gradualmente parou de golfar, o cocô ficou mais firme (e até em bolinhas, gente!) e a pele voltou ao normal.
catarro? que catarro? remédio pra asma? guardei aonde?
o problema é que volta e meia eu como alguma coisa que contém qualquer porcaria com a proteína do leite sem me tocar e só vou perceber dois dias depois, que é quando ele costuma reagir. a primeira coisa que eu percebo é uma mudança na consistência do cocô. em seguida ele assa justamente onde o cocô encosta. depois ele passa a regurgitar, geralmente após as mamadas.
na última consulta à pediatra contei todo o caso e ficou bastante claro que o que ele tem é alergia à proteína do leite da vaca (APLV), que é diferente de intolerância à lactose.
nisso, muita coisa mudou na minha alimentação desde que foi constatada a tal alergia (conversamos com a pediatra e ela instruiu pra que eu continuasse a minha dieta restritiva):
e aí você pode perguntar: “luíza, não é mais fácil você suspender a amamentação dele?” não!
quer dizer, pode ser bem mais fácil pra mim, mas pra ele é muito pior, visto que ele tem todas essas outras restrições alimentares e que muitas coisas que eu uso pra complementar minha alimentação não poderiam ser incluídas na dele, como amendoim, castanha, aveia, soja e outros alimentos com forte potencial alergênico.
ele precisaria entrar com algum leite especial caríssimo pra suprir a falta de leite e mais outros complementos alimentares e vitamínicos, visto que nem só de gordura e cálcio é feito um leite materno.
ou seja, eu faço o esforço por ele.
na verdade, falar sobre alergias é sempre um assunto bastante extenso e eu diria até polêmico.
por exemplo, quando eu falo da aplv, muita gente ouve só o “leite de vaca” e imediatamente confunde com intolerância à lactose. mas são duas coisas distintas e eu faço questão de ressaltar.
(quem quiser mais informações é só clicar aqui)
isso porque já vieram me dizer “ah, meu filho também tem isso! pode dar iogurte pra ele” ou “ah, becel não tem lactose! pode comer tranquila”. se eu não tivesse me informado antes, teria dado o iogurte pro benjamin e lascar-se-ia tudo.
e como de qualquer maneira eu não daria creme vegetal ao meu filho, ele não comeu a tal becel. mas eu comi de olhos fechados e ele passou uma semana inteira golfando, com diarreia, com feridas na pele e eu que nem uma boba sem nem imaginar o porquê. só depois que me toquei a causa: continha aroma de manteiga. apesar de ser aroma artificial, tenho certeza que alguma coisa ocasionou. suspendi e melhorou.
também já me perguntaram se eu fiz algum teste pra diagnosticar a aplv.
sim. fiz o teste de desencadeamento, que consiste na observação da reação do paciente à retirada do leite de vaca e derivados com posterior reintrodução desses alimentos.
e só.
fez exame de sangue? não. fez algum teste na pele? também não.
na idade do benjamin – com 1 ano e 3 meses – e com o tipo de alergia que ele tem, esses testes não são tão precisos. eles podem dar um falso negativo. além disso, são todos muito estressantes pro bichinho, que já é traumatizado com agulhas e coisas do gênero.
e se desse negativo, iria mudar o fato de que a ingestão de leite faz mal pra ele? não.
então continuaremos assim.
a minha esperança é que melhore com o tempo. li que em 90% dos casos, a aplv – bem como outras alergias alimentares – some antes que a criança complete 3 anos.
e enquanto isso nos viramos como podemos.
para maiores informações, não deixe de ler:

estou de mal do mercado que fica aqui perto de casa.
pra quem não sabe, eu não tenho carro, o que me obriga a fazer as compras emergenciais lá mesmo.
originalmente, seria um mercado de boa qualidade não vou falar que é o pão de açúcar, tá?
mas toda vez que eu deixo pra ir lá em cima da hora é sempre a mesma desgraça: todas as frutas estão verdes, com exceção da maçã, da melância e do melãocio (que são pesados demais pra carregar por dois quarteirões) e, às vezes, da uva.
o resto está sempre – SEMPRE – verde.
eu compro mesmo assim e deixo pra amadurecer em casa
isso me deixa pau da vida. especialmente porque têm semanas (seguidas) em que eu não me planejo e aí já viu: uma dúzia de maçãs semi-maduras feitas de diversas maneiras: crua, picada, raspada, cozida, amassada, assada, com ou sem casca. aí não tem cristo que não enjoe, né?
e não dá pra deixar o pequeno sem frutas também.
pra completar, quando o resto amadurece forçadamente (às vezes embrulhado num jornal ou guardado no escurinho do forno desligado), sempre fica esquisito.
a banana do nada fica com umas partes pretas. a pera fica mezzo podre, mezzo verde.
ok que eu sou muito atrasada (pra não dizer retardada) pra atentar pro tempo de maturação das frutas. mas posso botar a culpa toda no pão de açúcar? diz que eu posso…
aí hoje eu vi de longe uma manga cair de madura de uma árvore. logo pensei “vou pegar essa manga pro benjoca comer”, mas uma senhora foi mais rápida que eu.
nesse meio tempo eu divaguei a respeito das frutas amadurecidas no pé.
desejei por um momento ter um pomar próprio e só comer das frutas que amadurecessem e caíssem naturalmente.
imaginei qual seria o gosto de uma maçã madura de verdade, visto que nunca comi uma direto do pomar.
e que bom seria se fosse sempre assim, né?
mas não dá. nem sempre é possível transportar uma banana madurinha que vai viajar quilômetros de distância, chegar ao mercado e ainda ficar dias armazenada lá por dias. apodreceria antes mesmo de acabar.
e continuei o pensamento estendendo a outras situações.
muitas coisas precisam ser adaptadas ao ritmo da vida moderna.
algumas funcionam bem. outras são uma grande forçação de barra.
que bom seria se todos os bebês (os saudáveis e fora de risco de morte) tivessem ao menos a chance de entrarem em trabalho de parto antes de nascer! mas não é todo médico que espera e não é toda a família que está disposta.
(e, claro, antes um bebê nascer imaturo a não nascer, né?)
seria maravilhoso se os recém nascidos fossem respeitados por todos (não alguns) profissionais da saúde não só durante o nascimento, mas no tempo que se segue depois deste grande trauma que é chegar neste mundão de deus.
que as crianças de hoje pudessem crescer no tempo natural delas, sem algumas forçadas de barra que as fazem crescer antes da hora.
que a adolescência fosse uma transição saudável da infância para a vida adulta, sem esses exageros de que aquele é o momento único e oportuno para decidir sua vida profissional. meu deus! e quem é que tem cabeça pra fazer uma escolha tão definitiva em um momento tão turbulento?
e quando finalmente chega a vida adulta, aquele feto que foi forçado a virar bebê, aquele bebê que foi obrigado a ser criança, a criança que foi adolescente tão cedo e o adolescente que recebeu a maturidade embrulhada em jornal de cursos pré vestibulares, muitas vezes acaba por apodrecer por fora e continuar verde por dentro.
alguns continuam a tentar crescer mais e mais e até conseguem lidar com a situação (mesmo que muitas vezes isso fique atravessado na garganta por anos).
mas cansei de ver gente que não soube e continua sem saber como lidar com isso.
que quando, finalmente, chegaria o momento certo de cair naturalmente do pé como um fruto doce, maduro, prontinho para ser bem aproveitado, já está todo estragado.
e eu me pergunto: vale mesmo à pena?
pra que forçar tantas coisas que viriam de um jeito ou de outro, só que no momento próprio delas?
não seria melhor, como diz o poeta, deixar acontecer naturalmente?
qual preço nossos filhos pagarão por conta de ansiedades bobas de nós, mães e pais?
bem que seria bom comer somente fruta madura direto do pomar.
seria maravilhoso poder criar nossos filhos num mundo perfeito, longe de tantas coisas desnecessárias.
só que a gente sabe que na prática não é assim que funciona.
mas não custa tentar fazer nossa parte, né?
boa semana a todos!
não entendo por que, às vezes, compramos coisas que não nos serão úteis por muito tempo.
mentira. eu entendo. mas isso não quer dizer que faça sentido pra mim.
os bebês são os reis das coisas temporárias.
compramos roupas que serão extremamente necessárias hoje, mas que daqui a um mês já não caberão mais.
a gente encontra pra vender uma coisa mais linda que a outra e muitas vezes acaba comprando mesmo que o bebê só venha a usar uma ou duas vezes na vida.
mas roupas são úteis. nosso bebê não pode sair por aí pelado, né?
e os sapatinhos?
ah, os sapatinhos!
eu venho ensaiando um especial sobre eles há meses, mas ficou na minha pasta de rascunho de posts imaginários (tenho centenas deles na cabeça).
os sapatos são algo incompreensível pra mim.
não sei se é porque o benjamin tem um pé tão gordo que não para nem chinelo naquela bisnaga ou se porque desde que ele nasceu (exceto nas primeiras semanas) aqui tá um calor dos infa e, pra melhorar a situação, ele é tão esquentado (em todos os sentidos) quanto a mãe.
sapatos de neném são o must da fofura. não há quem resista a essas miniaturas tão lindas.
antes do benjoc nascer, eu me controlei, controlei e comprei pra ele apenas um sapatinho, que mais parecia uma botinha. se ele usou duas vezes foi muito e ainda no esquema dez-minutos-pra-colocar-e-um-segundo-pra-sair. colocar tênis em pé de neném é tipo uma manobra de heimlich invertida de fora pra dentro.
desde que nasceu, benji já teve três pantufas, um chinelo, e sete sapatos de variados modelos. desses todos, ele só usou efetivamente um, quando tinha entre um e dois meses de idade, tinha um pé magrelo, sentia bastante frio e passava a maior parte do tempo dormindo.
e desses onze intens, ele chegou a usar por alguns minutos apenas cinco. e olhe lá.
super dó. até porque ele há pouco perdeu um desses, que é a coisa mais fofa do universo e também a mais difícil de calçar.
aí eu já decidi: só arrumo sapato pra ele quando ele começar a andar.
há também itens provisórios de média escala, como os brinquedos. os pequenos sempre são utilizados por mais tempo, como mordedores, chocalhos e afins.
pra mim os piores são os tapetes, ginásios de atividades e cadeirinhas treme-treme. você gasta uma fortuna pra, em questão de poucos meses, seu bebê perder o interesse por aquilo. isso quando ele não fica irritado com aquela parafernália toda.
benjamin pegou emprestado um sen-sa-cio-nal da fischer price que era um arco, com uma flor com um espelho no miolo, que abria e fechava as pétalas cheia de bichinhos pendurados ao som de músicas cantadas por uma mulher com voz de tele sexo infantil. eu achei encantador. ele não deu a menor bola. colocava desde recém nascido até que, lá pelos três meses, ele revoltou-se contra aquilo e começou a gritar toda vez que eu o colocava deitado debaixo da flor. aí desisti. hoje ele brinca apenas com os tais bichinhos.
minha sorte é que eu não precisei desembolsar trezentos ou quatrocentos reais por isso. aliás, sou extremamente grata a essa amiga que, não apenas brinquedos, emprestou-me uma pá de roupas e outras coisas (até alguns sapatinhos) que eram da filha dela. obrigada, mesmo, thaís!
não acho que nossos filhos não devam ter essas coisas (ok, talvez eu ache). mas acho que, se você faz mesmo questão, o saudável é ter nesse esquema: ou você pega emprestado de alguém, ou compra de segunda mão ou, se quiser comprar novo, passe adiante quando não for usar mais (no caso de não pretender ter outros filhos, por exemplo).
fiz isso com minhas roupas de grávida e faço isso com as coisinhas do benjamin. tudo que ele perde vai pro meu sobrinho, que não é nem 4 meses mais novo. e as coisas do sobrinho que já voltaram eu guardo pras amigas que tiveram ou terão bebê recentemente.
certas coisas eu só tenho porque ganhei.
fico felicíssima de ter ganhado, mas se isso não tivesse acontecido, não compraria.
o trocador dele, por exemplo, é uma coisinha de plástico dobrável que eu carrego pra cima e pra baixo. ele não tem aquele trocador na cômoda , nem nada do tipo. comprei uma cômoda bonita, pequenininha e, especialmente, barata. troquei o benjamin lá em cima por nem uma semana e desisti. passei a trocar no berço, que na época tinha o estrado alto. depois foi pra nossa cama ou pro chão mesmo. troco ele sempre no cantinho que ele brinca, em cima do tapete emborrachado.
se eu tivesse esquematizado o trocador todo lindo, com cestinha de vime e conjuntinho de cotonete, potinho ou sei lá o que de mais de 100 reais, teria usado isso por uns cinco meses, até ele começar a virar, mexer-se loucamente ou tentar sentar. e ainda passaria raiva por ter gastado dinheiro à toa.
benjoca tá numa fase que não para mais quieto nem dormindo (assunto pra outro post). com certeza ele cairia sempre do trocador, se tivesse um.
no fim das contas, quando estamos grávidas (especialmente do primeiro filho), é gerada sobre a gente uma necessidade impulsiva de coisas totalmente desnecessárias.
não acho que meu filho precisa de brinquedos musicais que brilham, falam e o chacoalham pra todos os lados. por enquanto ele precisa de qualquer coisa que seja firme o suficiente pra ele morder, que faça qualquer tipo de som quando ele bater contra outra coisa, que não seja pontiaguda ou o machuque. ou seja, não sendo uma faca ou um caco de vidro, tá legal. ahahahahha!
mas é sério, grande partes das coisas podem ser improvisadas. as indústrias apenas sacaram que havia o nicho de mercado e aproveitaram pra meter a faca na gente.
benjamin tem sapatos? sim, mesmo que não use.
tem brinquedos? sim, mesmo que sejam mais do que eu acho necessário.
mas no fim das contas, ele vive descalço e gosta mesmo é dos potes de plástico, das colheres e dos brinquedos do tov.