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18 de maio

passeio no aquário de são paulo

por luíza diener

há umas três semanas estivemos em são paulo para a gravação desse vídeo aqui.
e não pudemos deixar de aproveitar a oportunidade para encontrar a família, azamiga e, claro, dar uma micro passeadinha child friendly na cidade.

um dos lugares semi-bacanas que estivemos foi o aquário de são paulo. não fazia ideia de que existia aquilo por lá.
quer dizer, devia fazer, mas não era do meu interesse, até ter um filho que é enlouquecido por bichos.

pra chegar sem carro foi uma saga: táxi, metrô, 1 km a pé de ladeira com criança de 5 anos e um de 1,7 num carrinho de bebê e lá estávamos nós.

havia muitos aquários com animais diversos.

quando chegamos, benjoca ficou extremamente empolgado. queria conversar com todos os animais. ia de um lado para o outro, enlouquecido. vários jacarés e tartarugas chamaram a atenção dele logo de cara. além de uma jiboia gigantesca. acho que uma delas deveria conseguir comer uns 10 jocas numa boa.

ele deitava no chão para ver os jacarés e foi preciso convencê-lo de que havia mais coisa adiante. por ele, se o passeio acabasse ali já teria valido.

nossa sobrinha de 5 anos preferiu os peixinhos coloridos e cavalos marinhos. meninas são fofas, né?

além do óbvio que todo aquário tem (peixes, né?), também havia uns animais mais incríveis como peixe boi, tubarões, arraias, lobo marinho, lontra fedida, macacos invisíveis, morcegos, aranha, dinossauros (?) e bonecos de homens pré históricos.

ok. esses dois últimos eram bizarros. o que tem a ver dinossauro com aquário eu não sei. foi uma encheção de linguiça bem da mal feita. devem ter feito na época em que jurassic park bombava e nunca mais atualizaram. aliás, umas partes do aquário apresentavam mesmo essa estética anos noventa como um dinossauro que saia do meio da parede, bem como um semi tubarão na mesma condição, ambos de fibra de vidro (ainda existe isso, gente?). como eles foram parar lá, ninguém sabe, mas minha sobrinha elaborou algumas teorias.

ainda queimando um pouco o filme do lugar, lá tinha uma lanchonete terrível e caríssima. só salvava a coca em lata (salvava?). então, se algum dia você for, vá bem comida (rá!). e não se esqueça de levar o lanchinho das quiança.

a expectativa maior era de ver os pinguins, mas o aquário deles estava reformando. fuééem.

mesmo assim, tinha duas alas relativamente novas que eram bacanas (além do aquário básico, que também vale a pena): a dos piratas e a do brasil (igarapé).

e confesso também que fiquei fascinada pelos morcegos. eles eram estranhamente sedutores. um deles pendurou de cabeça pra baixo e mijou (vou ensinar o hilan a fazer o mesmo na hora do acasalamento).

e não podemos deixar de falar da grande atração local: os tubarões. esqueça o tubarão branco e o martelo. eram outros, sub celebridades no mundo dos tubarões. tipo ex-bbb.
o local é como se você entrasse dentro de um submarino. tem dois aquários paralelos grandões simulando o lado de fora do navio, como se os animais vivessem ao redor dos restos de um navio naufragado.

e se você olhar para cima, parte do teto é transparente também. pudemos ver as barrigas dos tubarões e arraias. foi bem legal.

até agora não entendi mesmo a parte dos dinossauros (pra completar tinha um cinema supostamente 4D, mas não quisemos arriscar). a aurora ficou com medo e o benjamin também.
mas a dos homo sapiens, erectus, broxus. ele adorou. falava “macaco” pra todos eles,

tinha um fraldário (na verdade trocador) toscão, mas dava pra quebrar o galho no caso de uma caganeira infantil o que, graças a deus, não aconteceu.

o preço do ingresso foi um pouco salgado: R$ 20,00 para crianças de até 12 anos e R$ 40,00 para adultos.
mas na segunda feira (dia que nós fomos) era 20 reais pra qualquer um.
mini crianças menores de 3 anos não pagam.

o site é esse daqui. anos noventa chegou e parou por lá também. alô, sala de bate papo do uol!

mas mesmo assim valeu a pena, porque no fim do passeio (fizemos o circuito tipo duas vezes e meia) estava todo mundo feliz da vida.
aurora chegou em casa radiante e doca não se cansou um segundo sequer.

foi uma festa. até nós,  semi-adultos, nos divertimos.
um programa bacana pra família toda.

então fica a dica para papais e titios buscando entreter os pequenos. especialmente em dias frios ou chuvosos (pra quem vai de carro, ok?).

oi.

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12 de abril

o fim da história dA mãe e o começo de uma nova história

por luíza diener

[clique aqui para ler a parte I e a parte II]

os dias seguintes à festinha foram nublados e chuvosos. brasília enfrentou mais de 100 dias sem chuva. eu tive mais de 100 dias ensolarados e brilhantes para conhecer A mãe, mas ela foi aparecer justo quando a cidade resolveu chorar tudo aquilo que segurou nos últimos meses.

olhava de longe e via aquele parquinho vazio e ensopado. ninguém se arriscava a sair com os pequenos.
o céu constantemente cinza expressava o que eu sentia por dentro. domingo, segunda, terça feira. nada.
no fim do dia de quarta o tempo firmou um cadim e lá fomos nós, quase seis da tarde, sozinhos.
aproveitamos todos os brinquedos e ele – finalmente – pode usar o disputadíssimo balanço por quanto tempo quisesse.

mas nenhuma outra alma viva se arriscou a aparecer.
a não ser, é claro, um casal de adolescentes que ficava se agarrando embaixo do bloco e quando percebiam que o benjamin estava olhando, eles paravam.
a vontade foi de dizer “olha, filho, é o casalzinho. daqui a pouco eles aparecem com um bebezinho igual a você, pra brincarem aqui no parquinho “, mas me contive.
já estava escuro e voltei pra casa.

quinta, mais um dia chuvoso. à tarde fomos à livraria de um shopping acompanhados de paloma e clarice. finalmente um bebê pra ele agarrrar, morder, aprontar junto brincar e uma mãe pra tagarelar, reclamar de pediatra e outros assuntos correlatos.

na sexta já havia combinado com outra amiga, a fabi, e suas duas lindas filhotas, de irmos ao parquinho aqui da quadra.
o dia amanheceu lindo, sem nuvens e com um céu azulão.
era a sorte mudando.
quando chegamos ao parquinho, as babás quase tiveram um treco. não conseguiam parar de olhar. em um determinado momento até as crianças pararam tudo que faziam pra olhar as filhas da fabi e o benjamin.
seria uma invasão alienígena?
acho que sim, porque logo chegou outra mãe com um bebê de 9 meses e aí o parquinho foi dominado de vez.
em questão de minutos todas elas sumiram sem deixar rastro e até agora eu não entendi por quê.

puxamos papo, fomos para debaixo do bloco por causa do sol quente (aqui em brasília tem essa coisa maravilhosa chamada pilotis, que nos permite ficar embaixo do bloco, dando origem a essa expressão super usada na cidade e que não faz tanto sentido em outros lugares). ficamos mais um bom tempo por lá e a outra mãe foi embora.
mas ela ainda não era A mãe. era só mais Uma mãe.
fabi foi embora, eu subi, botei o benjoca pra dormir e fui pro computador.

e adivinhem? entrei no facebook e vi que a lidia, mãe da tetê (a aniversariante, lembram?), me marcou em uma publicação no mural de quem, minha gente? isso mesmo, dA mãe. e adivinhem mais o quê? ela colocou o link do post prA mãe ler.

e agora? eu fico feliz ou cavo um buraco bem fundo pra me esconder?
porque a história era tão linda sem que a mãe tivesse nome, rosto ou perfil no facebook.
mas de repente lá estávamos nós, frente a frente virtualmente, com um link que me dedura, me desmascara e me faz parecer uma louca completa.
bom, já que a lidia me desmascarou, o jeito era me jogar.
adicionei ela no facebook e deixei logo uma mensagem “oi! é a luíza, da sua quadra, amiga da lidia, tudo bem? te add, tá? bjs”

tá. e se ela não souber quem é? tipo, a lidia tem um milhão de amigos e eu nem falei que era a mãe do benjamin, ou que estávamos na festinha da tetê. e pra completar, na minha foto do perfil estava ninguém mais ninguém menos que ariel, a pequena sereia.
aí não dá, né, gente?

depois disso, devo ter atualizado minha página no facebook um milhão de vezes. quando chegava mensagem nova eu sentia borboletas no estômago e ia timidamente olhar e não era nada demais. nunca era Ela.

claro! também, depois desse texto maluco quase lésbico, quem não se assustaria?
a menina só meu viu duas vezes na vida, a gente nunca nem chegou a conversar e de repente um post desses falando esse tanto de coisa. credo em cruz!

só uma semana depois ela viu o comentário da lidia no fb, comentou e disse que sentiu-se lisonjeada.
ela disse que tinha voltado de viagem e combinou de combinarmos (?) uma ida ao parquinho.
mais uns 3 dias depois nos falamos mais uma ou outra vez e ficou por isso mesmo.

acho que a grande graça foi ser um amor não correspondido e todos esses encontros e desencontros que tivemos.
mas foi só eu receber a segunda mensagem dela que o fogo da paixão cessou.
acho até que depois disso peguei o telefone dela com a lidia, mas nunca telefonei.
e ficou por isso mesmo.

* * *

6 meses se passaram e eu nunca mais a vi ou tive notícias.
talvez ela tenha se mudado. talvez não.

mas o fato é que eu descobri que não existe A mãe. existem amigas e amigas. pessoas que vêm e vão em nossas vidas. algumas ficam para sempre.

lembra que eu mencionei uma outra mãe ali em cima, que também mora na mesma quadra que eu? falei que era uma mãe qualquer, mas não A mãe.
pode até ser, mas é a mãe que eu mais encontro no parquinho, que temos tantas coisas em comum e outras nem tanto.
a primeira impressão que eu tive dela era de uma pessoa enjoada, que não curte o filho, que tá ali só porque não tem outra opção.
mas depois vi que ela é bem diferente do que eu imaginava, que ela é a mãe mais sossegada que eu já conheci, sem essas frescuras e medo do filho se sujar, de colocar as coisas na boca e coisa e tal. uma pessoa que só de eu ver lá longe passeando com o filho (ou com os cachorros), eu faço questão de mudar minha rota pra encontrá-la, nem que seja pra trocar meia dúzia de palavras.
fui à casa dela apenas uma vez e nunca tive coragem de chamá-la pra minha (que é uma verdadeira e eterna bagunça).
talvez ela nem saiba meu nome, mas o do meu filho ela lembra de cor.
mas de alguma forma a considero minha amiga.

a fabi, também mencionada, passou a fazer parte do meu convívio depois do primeiro post sobre o parquinho. nisso resolvemos nos encontrar e colocar a meninada pra brincar.
resumindo: hoje ela é muito mais do que A mãe. ela é A amiga, parceira dos programas mais absurdos aos mais triviais. com ou sem filhos a tiracolo, sempre arrumamos um motivo pra nos encontrarmos. ela é o meu toddynho, companheira de aventuras.

toda vez que o benjamin a vê, reconhece e corre já de bracinhos abertos para ela. o mesmo para suas duas filhotas (já contei um pouco aqui).
ele as chama pelo nome e lembra-se de orar por elas todas as noites.
tenho por elas um sentimento como se fizessem parte da minha família. vejo que o mesmo acontece com o benjamin.

e ela estava ali, bem debaixo do meu nariz.
she’s a keeper.
they are.

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05 de outubro

brinquedo, suor e baba

por luíza diener

[clique aqui para ler a primeira parte]

dois dias se passaram e chegou sábado. dia do aniversário da tetê, amiguinha do benjoca.
estamos no carro a caminho da festinha e eu comento com o marido da minha paixão não correspondida.
digo que penso em fazer um post no blog: “procura-se”.
e lá estamos na festinha. amigos de longa data, tanto adultos quanto bebês. benjamin vai no colo de um e de outro e eu já estou com a cabeça em outro lugar.

mas aí eis que avisto de longe: um pai, um filho e ela, A mãe.
não pode ser, não é possível.
sinto o coração palpitar, a barriga gelar, os joelhos tremerem.
não consigo conter o sorriso e lá de longe já aceno para eles.
sinto que meu rosto está vermelho, as bochechas e orelhas quentes:
- oi! – ela diz
- oi, você conhece a mãe da tetê? – eu digo, e me atrapalho, e me confundo. anta. e se ela não conhecer, só conhecer o pai?
- pois é.
- oi, rafael, tudo bem? olha, benjamin, o rafael! – e me sinto uma completa idiota – ah, esse é o hilan, meu marido.
- amor, eles moram lá na quadra – ela diz. ai ela se lembra de mim! ela também achou legal a gente morar na mesma quadra!
- puxa, que coincidência nos encontrarmos aqui! – eu fico naquela de que toda coisa que eu falo é bobagem.

trocamos mais uma meia dúzia de palavras e eu arrumo qualquer motivo pra sair dali.
assim que viramos as costas eu falo bem baixo pro marido:
- é ela!
- é ela?
- é ela!
- nossa, você veio falando dela no carro.
- pois é, não é o máximo?

e ficam os dois super empolgados. best friends forever.
penso em todas as infinitas possibilidades de ter um casal de amigos com um filho poucos meses mais velho que o nosso, morando a poucos metros de nós.
penso na companhia diária nos parquinhos.
nos nossos filhos compartilhando brinquedo, suor e babas.

continuamos a curtir a festinha e me esqueço deles. mas é só esbarrar com eles que o rubor volta.
puxo papo com o marido dela: “pois é, né, que legal! qual o nome dela é jxoeiuroi, né? e o seu? ah, legal! vocês moram naquele bloco? ah, a gente mora nesse outro. puxa, que coincidência mesmo”.

hora do parabéns. lá estão eles. eu só olho de longe, dou um sorrisinho amarelo e volto o foco pra aniversariante.

nem lembro se nos demos tchau ou não. continuei a festa com outros amigos, muita coisa legal acontecendo, a emoção de comemorar o primeiro aniversário da amiguinha tetê, que nasceu prematura e hoje é uma menina linda, saudável e super esperta.

mas é só entrar no carro que o assunto volta:
- puxa, mas que coincidência boa.
- e você veio falando deles no carro.
- tá vendo?
- ela falou que o rafael é da mesma escolinha que a tetê.
- é, faz sentido, a escolinha é la perto de casa.

até que eu me toco:
- poxa, eu tive a chance e nem perguntei mais nada pra eles. devia ter pegado o telefone.
- tudo bem, agora a gente já tem amigos em comum. qualquer coisa você pergunta pra nossa amiga.

eu me conformo e continuo com a esperança de um dia nos encontramos novamente.

[continua?]

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04 de outubro

o parquinho e uma história sem fim

por luíza diener

há pouco mais de um mês o benjamin entrou de vez para o mundo dos parquinhos.

como já disse anteriormente, opção é o que não falta aqui perto de casa.
mas vários foram os fatores que me fizeram adiar esse momento:

1) não queria levá-lo na areia por xyz motivos.
mas pra isso existem os parquinhos de grama e de cimento.

2) eu não queria ir sozinha.
não por pensarem “ah, coitada, tá sozinha com o filho”, mas porque eu sou muito tímida quando chego em um lugar que não conheço ninguém. sério. dá um frio na barriga desses de primeiro dia de aula em escola nova, sabe?

3) o parquinho é das babás.
aqui em brasília – mais especificamente no plano pilouco -  é difícil encontrar mães que acompanham os filhos no parquinho durante a semana. geralmente eles vão com as babás. e aí, minha filha, quando chegam no parquinho você e o filho, sem nenhuma babazinha pra te acompanhar, te olham com aquela cara de “sua louca extraterrestre! o que você está fazendo sozinha com seu filho no parquinho? gaaahahhhh!”. e somando o frio na barriga à cara de mãe extraterrestre, quem se atreve a ir?

4) (e mais óbvio) ele não via graça no parquinho.
quando ele era mais novo, eu não via mesmo sentido em levá-lo. na época, os parquinhos sem areia e com brinquedos apropriados para os micro bebês eram longe de casa (agora tem um aqui ao lado) e mesmo assim, pra ele balançar ou não, escorregar ou não, era tanto faz como tanto fez.
quando ele começou a engatinhar freneticamente eu passei a ir esporadicamente a um parquinho aqui perto do meu prédio pra ver se ele gastava energia, mas era só chegar que ele ficava lá, sentadão, boquiaberto e babando, só vendo a banda passar.

mas depois que completou um ano (mais precisamente depois da festinha), ele começou a andar de fato e eu passei a levá-lo com frequência.

e a mãe louca aqui não conseguia simplesmente pegar o guri e ir ao parquinho. era necessário uma preparação: um casaquinho (vai que esfria?); um copinho com água (vai que ele tem sede?); uma frutinha (vai que ele tem fome?); uma fraldinha de boca (vai que ele golfa?); uma muda de roupa (vai que ele golfa tanto que se suja todo?); uma fralda e lencinhos (vai que ele se caga?); um brinquedo (vai que ele fica entediado lá?); um sapato (vai que ele quer andar em um lugar que machuca o pé?); um carrinho (vai que eu me canso de carregá-lo no colo?) e mais um bando de tralhas.
aí já viu, né? pelo menos meia hora de preparação só pra ir ali e passar meia horinha que seja.

menino amarrado no carrinho, uma bolsa a tiracolo, uma bando de cacarecos pendurados no carrinho, um frio na barriga e lá vamos nós. opa! esqueci alguma coisa! volta pra casa, arruma uma desculpa pra enrolar mais um pouquinho e lá vamos nós.
chega de autossabotagem que agora é sério. e lá vamos nós.

chegam no parquinho et e rodolfo. as babás sentadas num canto e eu no outro. elas continuam conversando como se eu não existisse. aí chega uma menininha (benditas crianças) poucos meses mais velhas e quer brincar com o benjamin. tenta pegar ele pela mão e arrastá-lo pelo parquinho: “isabela, assim vai machucar o neném” – grita a babá lá de longe, sentada no banco. mas a isabela insiste em levar o pequeno para dar um tour. eu tento ajudá-los, a isabela chora e vem a babá: “cuidado, ele é neném. pergunta o nome dele”.  ”manãstiminimi, neném?” – ela pergunta. eu respondo por ele: “o nome dele é benjamin”. e ela fica muda.

[pausa. existem várias coisas que te ajudam a distinguir as babás das mães em um parquinho:
a primeira é a linguagem corporal. como eu já disse, a maioria delas (não todas) fica sentada num canto com as outras babás dando ordem aos patrõezinhos: "artur, escorrega", "luísa, vem beber água", "miguel, não puxa o cabelo da amiguinha", "balança, eduarda, balança", "miguel, já falei que aí não pode", "valentina, sobe a escada", "miguel, desce daí agora, senão a gente vai embora!", "audrey, limpa esse nariz", "miguel, já falei que não pode comer grama" e continuam lá sentadas, como se a bunda delas estivesse colada no banco.
a segunda são as roupas. algumas usam roupa toda branca (o que eu acho meio absurdo pra cuidar de menino grande, mas isso é coisa de patroa), outras somente camiseta. mas todas usam calça de lycra com camiseta e chinelo.
a terceira é o celular. se elas estão sozinhas (entenda por sozinha ela + patrãozinho), na certa ficará pendurada no celular enquanto grita com o menino de longe. mas é só chegar outra babá que elas passam a conversar entre si, sempre com o celular na mão, claro.
a quarta é a esquizofrenia. se a patroa chega no fim do dia e vai ver o filho no parquinho (algumas ainda fazem isso), num salto ela muda de comportamento, a bunda se desprega, ela esquece o celular e vai atrás do menino aonde ele for. segura no balanço e empurra. ajuda a subir e descer as escadas, dá a mão na hora de escorregar e limpa o ranho que mais cedo escorreu do nariz e grudou no dente. uma beleza. a aí a mãe fica lá sentada, ligando de seu ipad, pedindo pro marido trazer alguma coisa da rua e gritando de longe "miguel, aí não! poxa, maria, olha ele direito". despausa]

os pequenos chegam e saem. benjoca fica só no seu canto, olhando.
dias se passam e assim ficam mãe e filho observando o movimento, tentando socializar.

um dia o benjamin chega e uma menina grita “olha, vovó, o benjamin”. sinal de que ele já está mais assíduo no local. “vai lá, filho, brinca com a laís”. enquanto eu converso com a avó.
de avós eu entendo, afinal minha mãe é uma daquelas beeeem corujas, beeeem babonas, que fica somente esperando alguém perguntar qualquer coisinha sobre os netos pra disparar a falar “ele é tão inteligente, ele já sabe o nome de várias coisas, ele tira meleca sozinho, ele faz isso, isso e aquilo outro. olha como meu neto é esperto”. e convenhamos, uma avó que se dispõe a ir ao parquinho não pode ser diferente.
logo ela começa a falar uma e outra coisa sobre a neta e lá vai assunto pra mais de dia.
mas avó é avó, não é mãe. avó esqueceu que seus filhos davam aquele trabalho todo e brincam com os netos até cansarem (deles). depois é só entregar pra mãe, voltar pra casa e dormir a noite inteira.

com o tempo eu começo a ganhar espaço e as babás começam a perguntar dele, sobre a sua idade, se ele é meu sobrinho, irmão ou filho. “nossa, mas você é tão novinha” e a minha resposta padrão “é, eu bem que engano”. mais uns dias e elas se atrevem a perguntar “mas quantos anos você tem?” e logo eu descubro que estou entre as mais velhas do lugar.

aos poucos ele se solta, brinca com os outros, empresta os brinquedos e pega emprestado. é só alguém chegar perto do portão que ele já acena com a mão e diz au (tchau, em benjaminês).
ele pede bá, bá para ir ao balanço. como é grande demais pra ele, senta no meu colo e ficamos lá até minha bunda doer.
ri quando escorrega sozinho de costas no escorregador de plástico, sempre me dá choque.

mas um belo dia, eis que ela chega toda linda e glamurosa: cabelo desgrenhado, short e olheiras fundas. ela está de mãos dadas com aquele pequenino ser trôpego que anda de um lado para o outro sem rumo definido. ele quer subir no balanço, ela coloca e o segura. ele quer o brinquedo do coleguinha e ela intermedia. ele chora e ela pega no colo. ora chama ele de meu amor, ora de rafael.

é ela, só pode ser. por favor, meu deus, me diga que é.
de repente tudo se move em câmera lenta.

ela participa, cuida e ajuda. ela para pra dar água e comida, mas se ele não quer, ela continua a brincar. ela agacha, gente, agacha!
ela fica num canto e só fala com os outros bebês. como acontecia comigo, ela também se sente acuada e deslocada.
eles têm os mesmos olhos.
até que eu a escuto dizer: “filho”.

meu coração dispara, bate a mil por hora: ela é A mãe!

eu preciso me aproximar logo. não posso perder essa oportunidade tão única:
- olha, filho, o neném! – eu digo
- neném! – ele responde
- é, o nome dele é rafael. – eu continuo
- olha, rafael, o neném – a mãe diz
- neném! – rafael responde
e eu fico lá, besta de ter encontrado a mãe.

aí começa o velho papo: “quantos anos ele tem?”, “nossa, como ele é esperto, como é grande, como anda rápido” e essa história toda.
conversamos rapidamente sobre o parquinho, que é de grama, que é de prárdigo, que dá choque, que não descasca, que não esquenta, que não dá tanta alergia e nem suja tanto a roupa.
- você mora nesse prédio?
- não, e você?
- também não.
- você mora em qual? – eu arrisco
- naquele.
- ah, eu moro naquele outro.

logo ela diz que precisa ir, chama o rafael, eu pergunto o nome dela e ela se vai (mas já?) e que volta outro dia.

e eu canto mentalmente, junto com jane e herondy “não se váaaaaa. não me abandone por favor, pois sem você vou ficar loucaaaaa”.
o lindo por do sol perde a graça e ganha um tom acinzentado. o tempo fecha e parece que vai chover.
não vejo mais sentido em permanecer ali.
disfarço, pego as coisas do benjamin e digo um tchau ligeiro.

no dia seguinte resolvo ir um pouco mais cedo, caso ela tenha mudado de horário.
logo as crianças e as babás chegam. a laís quer brincar com o benjamin. uma fofa. mas nada dA mãe.
o benjamin se solta, arrisca-se a andar sem mim e a comer pedrinhas de terra à distância. tenta beber a água dos outros coleguinhas, brinca com brinquedos alheios.
mas nada dela.

um a um eles vão embora, incluindo o sol. e nada dela.
ela não vem.

[continua...]

 

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02 de junho

mamaço nacional e sorteio

por luíza diener

tá rolando o maior burburinho por conta do mamaço que aconteceu mês passado em são paulo, no itaú cultural.

e aí que a mulherada empolgou (empolgamos) e resolveu mostrar que amamentar é pra quem tem peito e temos o direito (no meu caso, além de direito também considero um dever) de dar as peita pros pequenos (médios e grandes) quando, como e onde houver necessidade.

pensando nisso, organizaram o mamaço nacional.
em várias cidades brasileiras acontecerá, simultaneamente, o ato de amamentar em público, em forma de protesto.

será neste próximo domingo, dia 05 de junho de 2011.

e brasília, que conta com uma quantidade razoável de mães peitudas amamententas, não poderia ficar de fora dessa. confira:

em brasília:

local: parque Olhos D’Água
hora: às 15:30h
o que vai acontecer: um babynique tipo esse. os adultos comendo lanchinhos saudáveis e as crianças, leitinho.

se você tiver facebook, não deixe de confirmar presença na nossa página.

em outras cidades

rio de janeiro
local
: parque lage
hora: a partir das 10h
o que vai acontecer: um piquenique no parque, onde cada um traga um lanche ou uma fruta para uma celebração coletiva. além da roda de amamentação, teremos a participação de mães artistas apresentando seus trabalhos. já temos confirmada a apresentação de um recital de kantele, um instrumento finlandês, com marília felicíssimo, teatro de mesa para as crianças pequenas com ana luiza e miza, contação de histórias para os maiores com maribel barreto. estamos sugerindo também, que as mães tragam fotos pessoais amamentando seus filhos, para fazermos um varal de exposição dessas fotos.

são paulo
local:
marquise do parque do ibirapuera
hora: às 14h30

florianópolis
local:
trapiche da beira-mar norte
hora: às 15h

recife
local: livraria cultura – bairro do recife
hora: das 12h as 15h
o que vai acontecer: além da roda de amamentação coletiva, teremos um grupo de discussão sobre os mitos relacionados a amamentacao, alem de compartilharmos experiencias e dificuldades individuais. temos confirmada uma oficina de shantala e baby yoga com heliane garcia e sorteios de brindes doados por empresas que apoiam o evento. tambem vamos sugerir um varal de fotos relacionadas a amamentacao para expor.

para mais informações, consulte o blog oficial do grande mamaço nacional e o post no blog mamíferas.

* * *

sorteio tupperware

gentein, minha prima-xará luiza está com um blog novo – o d’liquidificador - suuuuper fofo sobre esmaltes, maquiagens, dicas de modas e outras coisas lindas.
aí tá rolando um sorteio de dois produtos da tupperware (que ela revende).

se você é dessas que participa de todos os sorteios e nunca ganha nenhum (como eu sempre fui), eu te dou a dica da ex-perdedora: participe da maior quantidade de sorteios possíveis. um dia você ganha. ahahahha!

aproveita que o blog é novo, então suas chances de ganhar são maiores.

pra participar é só clicar aqui ou aqui:

http://dliquidificador.blogspot.com/2011/05/sorteio-e-mousse-de-maracuja.htm

e seguir as instruções do blog.

CORRÃO!

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07 de abril

clube de compras pra família

por luíza diener

todo mundo sabe que, de uns tempos para cá, os clubes de compras coletivas viraram febre no brasil. eu não sou diferente e sempre me associo a todos, porque acho uma ótima ideia.

mas acontece que agora foram além, criaram um especialmente para nós, mães, pais e para os nosso filhos. chama-se Clube Webfilhos.

com lançamento previsto para 19/04/11, o Clube Webfilhos é voltado inteiramente à família e irá ofertar produtos e serviços com descontos de até 90%. a grande pena é que a maior parte das ofertas é voltada à capital de são paulo e redondezas (vamos torcer para chegar logo a outras cidades).

porque é fato: queremos fazer programas diferentes com os filhos, mas tudo é muito caro. pra levar a meninada a uma peça de teatro ou um show infantil você gasta uma fortuna! sem falar que às vezes nós, pais (especialmente mães. rs), precisamos de uma pausa nessa correria louca que é cuidar dos pequenos. merecemos mesmo ir ao salão pra dar um trato na beleza ou a um spa, pra dar uma relaxada. os pais não ficam de fora e também precisam cortar o cabelo, levar o carro pra lavar e outras coisas que deixam todo mundo feliz.
além de outras compras voltadas à família. isso facilita um monte nessa falta de tempo.

mas oi?, com quem dinheiro mesmo, ein? eu ainda não sou rica!
ah, mas nada como um belo desconto, né?
uma única palavra resume bem minha impressão quanto a essa novidade: a-do-rei!

apesar do lançamento ser apenas no dia 19 de abril, você já pode entrar e cadastrar-se no site.
aqueles que já tiverem sido associados antes do dia 19, terão acesso a uma promoção surpresa super especial no dia da inauguração.
o cadastro é fácil, rápido e grátis. basta acessar o site www.clubewebfilhos.com.br e preencher com seu e-mail e cidade.

ah, e você também deveria visitar o portal web filhos. tem uns vídeos bem legais para os papais.

[este é um post publieditorial]

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02 de fevereiro

babynique

por luíza diener

começou timidamente com algumas amigas trocando email: “vamos nos encontrar?” e virou uma concentração com a ilustre presença de 8 mães, 7 pais, 3 crianças e 8 bebês.

lindo e fofo, né?
sim, tinha todo o potencial para ser. fiquei muito contente de encontrar azamigas juntas e seus respectivos maridos. uma cambada de bebês começando a papar e beber suquinhos, algumas – como clara e emília – aprendendo a andar, outros a sentar.
tinha até a bebê vegetariana, emília, com um jantar tão variado de dar inveja até aos carnívoros.
sem contar com as maiores – ciça e alice – que não desgrudaram dos papais um minuto sequer.
além dos bebês quase gêmeos siameses, de tão grudados que foram seus nascimentos: entre 23 de julho e 30 de setembro nasceram clarice, rafael, lara, benjamin e maria teresa numa carreira.

mas ter umas fofuras de idades próximas tem suas vantagens e desvantagens. sorrisos distribuídos a torto e a direito, todos querendo levar à boca tudo que viam na frente (inclusive uns aos outros), um senta-cai incessante, uma babação de deixar tudo lambrecado, benjamin e rafael batendo cabeça e, o principal: o choro coletivo.
coisa espressionante, meu povo! era só um resolver chorar que todos acompanhavam em coro. igual essa história de bater palma, sabe? ninguém dá a primeira, mas depois que um começa, todo mundo acompanha, ovacionando. e eu já tava quase ovacionando o benjamin porque chegou uma hora que começou a dar um desespero. mas antes disso eu tive foi crise de riso.

segundo a tathy, isso não era um piquenique. era um estressenique.
pra acalmar a fúria implacável de tantos bebês ensandecidos?  peitão, galera!

e aí começou a parte linda. de repente um bando de peitas colocadas pra fora, servindo o banquete dos pequenos.
quando lembro da cena, lembro em câmera lenta, num cenário de praia, tocando barry white ao fundo.
se tivesse um desavisado passando por perto, ia achar que era festival de topless.
(parêntese: quando a gente é adolescente, começa a nascer peitinho e fica toda recatada, cheia de dedos e coisas pra cuidar bem dos botõezinhos. aí depois vira mãe e perde todo o pudor. fecha parêntese).

se houvesse um maníaco do parque olhos dágua de brasília, esbaldar-se-ia ali mesmo.
mas sério. como pode alguém achar sensual essas nossas tetas tão repletas de leite?
parafraseando um anônimo, foi a maior concentração de mamilos expostos por metro quadrado dos últimos tempos.

por último chegou minha irmã com a mini tropa aurora+martin, ilustres presenças trazidas de são paulo, pra pegar o último pão de queijo, abrir um toddynho, expor umas frutas com rostinhos (a pera teve seu nariz dilacerado pela bebê vegetariana) e sair correndo pra não pegar a chuva que já estava chegando.

mas antes, deu tempo de repetir a estrela de 3 meses atrás (olha como eles eram pequenos), que se outrora tinha 3 pontas, agora já estava com 5 (quase 6, se lara não tivesse ido embora).

e no fim do estressenique eu fiquei com gostinho de quero mais (espressão breguíssima que eu adoro) e não vejo a hora de repetir a dose.
de antemão já estão convidadas todas as que puderem e quiserem aparecer.

rafael e benjamin enriquecendo a alimentação com grama. uma duplinha que promete

martin era uma das delícias servidas no piquenique

senhor pera e senhora maçã também estavam presentes

aquela formiga ali ó, rafael! vamos comer?

em sentido horário: benji, rafa, tete, cali cali e tintin.

quantos bebês presentes na cena você consegue contar?

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12 de janeiro

parabéns, emília!

por luíza diener

tomei a liberdade descarada de homenagear essa pequena marquesa, que hoje completou um ano de fofura e de luz a este mundo (ok que está quase acabando o dia, mas ainda há tempo).

aqui em casa somos apaixonados por essa bonequinha.

parabéns, emília!

*amiguinhos de berçário: na foto, benjamin, maria teresa e emília socializando no berçário da igreja. as mães coadjuvantes apareceram apenas para aparar os bebês (mentira. a lia também merece os parabéns, bem como o rafael).

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17 de novembro

cadeirante

por luíza diener

pois é. que depois que você vira fiel depositário de um bebê sua vida muda pra caramba, é algo totalmente sabido. a partir daí, você começa a notar certos detalhes que poderiam passar desapercebidos a sua vida inteira.
um deles é como alguns lugares são totalmente inacessíveis àqueles que dependem de rodas para locomover-se.

comecei a perceber isso quando um dia resolvi ir a um banco pertinho aqui de casa.
benjamin mal tinha um mês e eu precisava tirar dinheiro para pagar a faxineira. pensei logicamente: vou ali rapidinho, tiro o dinheiro e volto. como ainda não manjava nada de sling (continuo péssima, mas me arrisco mais), decidi que seria melhor ir de carrinho. a pior das ideias.

da minha casa ao banco é necessário apenas atravessar uma pequena avenida (w3 norte, para os íntimos). fácil, afinal tem dois semáforos ali pra facilitar a vida. ou nem tanto.
o erro começou antes mesmo de aproximar-me da tal pista. só pra sair do estacionamento do meu prédio, já precisei fazer um contorno gigante, caso não quisesse descer por um mini barranco de terra. no desvio me deparei com um estacionamento de brita, com uma calçada esburacada, com uma parte sem calçada e, por último, com uma calçada truculenta.

na pista, um novo obstáculo: faltava rampa e o meio fio tinha bem mais de um palmo de altura. tive que subir e descer o carrinho no braço. no canteiro entre uma pista e outra, um chão meio que de paralelepípedo (quadrado?).

chegando ao banco, a ironia: ele era totalmente acessível para cadeirantes. rampas, caixas eletrônicos especiais e tudo o mais. ok, mas como, deusdocéu, pode alguém com dificuldades de locomoção alcançar tal paraíso? mistério.

na volta, quase derrubei o carrinho ao tentar atravessar a pista correndo, isso porque o sinal não ficava fechado o tempo suficiente pra descer e subir o carrinho no braço. abriu o sinal e o troço empacou sei lá em que, quase tombando meu bebê no asfalto. coração quase saindo pela boca, visto que o motorista do ônibus não se compadeceu nem um pouco e começou a acelerar. a sorte foi que um transeunte ao meu lado acabou por me ajudar.

em casa eu fiquei atônita. preferi nem pensar o que poderia ter acontecido ao benjamin se o carrinho virasse (quem deixou ele virar? foi por causa da luíza, que não soube guiar).

mas desde então fico perplexa ao notar como certos lugares são simplesmente inatingíveis.
o que era simples tornou-se uma saga.

e aí, por vários outros motivos, certos lugares (onde colo ou sling não bastam) simplesmente foram cortados da minha lista de frequência.
enquanto isso, outros viraram meus favoritos, especialmente mercados (afinal, se dá pra empurrar um carrinho de compras, dá pra empurrar um de bebê) e shoppings, que também contam com o fator fraldário. mas note que o mercado, diferente do shopping, não é acessível para as pessoas, mas para seus carrinhos.

outra coisa que pesa dentro do cadeirismo baby é o fator estacionamento. não dá pra estacionar em qualquer buraco, senão não sai nem o bebê conforto pela porta, nem o carrinho pelo porta malas. e nem sempre dá pra passar entre um carro e outro e sair costurando. é necessário dar uma volta gigante e agora eu estou falando como uma mamãe moderna que  muitas vezes sai só com o filhote e não conta com o luxo de outra pessoa pra te deixar e te pegar na boca dos lugares.

mesmo assim, as pessoas que fazem parte do seguimento dos empurradores de bebês têm esse papel como provisório.
o que mais me indigna mesmo é pensar nos cadeirantes que vivem permanentemente nessa condição.
trágico.

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15 de novembro

cinematerna amanhã!

por luíza diener

alou meu povo lindo de brasólia, mamães desesperadas que não aguentam mais o claustro que esses juvenis nos fazem passar!
amanhã, terça feira, tem cinematerna!

o filme em cartaz é um parto de viagem, estrelando robert downey jr., sua esposa personagem grávida e um cão-tov cor creme com um daqueles abajures na cabeça (resumi bem o filme, né?).

o precinho é uma pechincha, se comparado com os abusivos preços atuais dos ingressos: R$14 a inteira e R$7 a meia.

será no cinemark do pier 21, às 14h e, após o filme, reza a lenda que costuma ter um bate papo no marietta café. pra quem for, podemos nos encontrar por lá depois.
mesmo se o filme não for bacana, vale pelo evento.
no cinema serão aceitos bebês de até 18 meses.

quem quiser ir, leve seu filhote, seu dinheiro, sua câmera fotográfica e a si mesmo.

vamos?
(foto extraída do flickr do cinematerna)

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