
vasculhando o blog, encontrei este texto antigo, escrito em 2009, mais de um ano antes do benjamin nascer.
um incentivo àquelas que desejam engravidar, mas às vezes se pegam racionais demais e com medo de não darem conta.
vão por mim: vocês dão conta. no fim tudo dá certo.
“e quando você tiver filhos?”
por mais que eu sonhe com isso, taí uma pergunta que me dá calafrios.
até então não tinha percebido isso, mas hoje me fizeram essa pergunta remetendo a uma (outra) grande responsabilidade que estou assumindo.
confesso que me deu vontade de chorar.
não é a primeira vez que me perguntam isso. não mesmo.
não sei se consigo lidar com grandes responsabilidades.
acho que estou naqueles dias em que me sinto pequena demais pra tomar conta de qualquer coisa.
e aí a pergunta volta: será que sou capaz?
e aquela pergunta que todo mundo se faz: será que estou pronta pra ser mãe?
a resposta eu já sei: não estou.
ninguém está.
assim como eu não estava pronta pra me casar, para assumir a responsabilidade de manter uma casa organizada, de cuidar de mim, do marido, do cachorro, das contas e de toda essa coisa grande que um casamento implica.
mas casei. e assumi. e não morri. pelo contrário, cresci.
e hoje estou aqui, irresponsavelmente feliz, sem questionar a decisão que tomei e sabendo que ela é pelo resto da vida.
como diria coldplay, nobody said it was easy.
e como diria a mãe de uma amiga: no dia em que estivermos prontos, morreremos.
(maio/2009)
gente, estamos com novidades no blog!
é o memezinho da mamãe, que agora estará por aqui todas as quartas feiras.
quando conheci o blog, eu simplesmente pirei!
alguém teve a brilhante ideia de fazer memes abordando com humor esse assunto tão delicado que é a maternidade.
a identificação foi imediata. é aquele tipo de coisa que você vê e fala “eu podia ter feito isso!”, o que, na minha opinião, é um baita elogio, pois significa alguém conseguiu captar o que passa na cabeça das mães e ilustrar com muito humor e leveza.
e foi assim que eu conheci a jamila. uma mãe que sabe o que quer, que curte o parto mais natural possível, defende a amamentação e bate nos obstreta tudo, sem ser chata ou cafona.
virei fã!
aí fui falar com o marido e ele também tinha acabado de descobrir o blog, quase que simultaneamente. óbvio que não pensamos duas vezes e corremos pra falar com a jamila.
e deu no que deu. agora ela é nossa primeira colaboradora fixa no blog!
espero que vocês gostem tanto quanto nós!
sobre o blog e a autora:
1) não entendi direito o nome. por que “memezinho”?
trata-se de um trocadilho com a palavra “meme”, utilizada para designar essas carinhas que eu utilizo repetidamente nas ilustrações. elas são de domínio público e se alastraram pela internet, por sua expressividade, tosquice e facilidade de identificação.
2) quem escreve os textos?
jamila, 30 anos, tradutora, professora de inglês, nerd e piadista desde sempre. mãe do gael, nascido em um parto domiciliar em março de 2011 e, desde 2005, madrasta do tico e da maria, duas crianças maravilhosas que me ensinaram (e ensinam) muito e me deram a certeza de que eu queria ser mãe.
3) eu tenho uma ideia pra uma historinha. o que fazer?
escreva para memezinhodamamae@gmail.com. se eu conseguir dar um formato legal e engraçado para a coisa, eu publico com os créditos para você.
para rir mais, acessem memezinhodamamae.blogspot.com
e não deixem de curtir a página no facebook
sua amiga está grávida e você não sabe com o que presenteá-la?
vai visitar um recém nascido e não tem ideia do que levar para os pais?
chá de bebê, amigo oculto da firma (e você tirou uma gestante que nunca falou direito), natal em família?
seus pobrema se acabaram-se!
chegaram os novos, os revolucionários, incríveis e cheirosos produtos potencial gestante!
todos feitos pelo meu lindíssimo (e esperto. rá!) marido!
pega uma carona nessa cauda de cometa e vem comigo conhecer as novidades!
bottons mamãe de primeira viagem

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bottons papai de primeira viagem
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a roleta da obrigação
bebê chorando no meio da noite? hora do banho? hora da papinha? trocar a fralda? chega de empurra-empurra! deixe a roleta decidir por vocês.
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o filme “O Renascimento do Parto” retrata a grave realidade obstétrica mundial e sobretudo brasileira, que se caracteriza por um número alarmante de cesarianas ou de partos com intervenções traumáticas e desnecessárias, em contraponto com o que é sabido e recomendado hoje pela ciência. tal situação apresenta sérias conseqüências perinatais, psicológicas, sociais, antropológicas e financeiras. através dos relatos de alguns dos maiores especialistas na área e das mais recentes descobertas científicas, questiona-se o modelo obstétrico atual, promove-se uma reflexão acerca do novo paradigma do século XXI e sobre o futuro de uma civilização nascida sem os chamados “hormônios do amor”, liberados apenas em condições específicas de trabalho de parto.

nas últimas semanas eu andei relendo alguns posts (a fim de organizar a barrinha aí em cima com as categorias dos posts. quem viu?) e percebi muita coisas que aconteceram e tantas outras que mudaram em mim e em minha vida.
lembrei da empolgação de ser uma potencial gestante: sonhar com a gravidez, com a carinha do bebê, planejar quartinho, roupas, acessórios e afins.
somou-se a isso o post de sexta da carol e lembrei de minhas baby bobeiras.
sempre que podia, ia com minha irmã mais velha a alguns brechós de brasília para comprar coisas para minha sobrinha. lá eu não cansava de olhar tranqueirinhas para meu potencial filho (ou filha), que não passava de um plano distante da minha cabeça.
um dia aconteceu de, em um desses passeios, eu encontrar um pijama, pelo qual eu me encantei de imediato.
ele era verde, com uns desenhos pequeninos de árvores, porcos espinhos, cogumelos e uns anõezinhos. falando assim parece feio, mas não é. na verdade é o pijama mais simpático que já vi até hoje.
era um pijama neutro, não apenas pela cor, como por toda a sua temática. se fosse pra menino, não ficaria afeminado, se fosse para menina, também não seria bruto.
e era lindo. eu já podia imaginar meu bebê ali dentro.
pra completar eu tinha dinheiro na carteira (logo eu, que só vivo lisa).
perguntei à minha irmã se era loucura da minha parte comprar uma roupa de bebê, sendo que nem eu sabia quando ia tentar engravidar.
ponderamos juntas que eu não costumava gastar por impulso, que o pijama era de ótima qualidade, estava novo, estava barato e que a chance de eu encontrar ele novamente era mínima.
comprei.
saí de lá tão feliz, como se tivesse recebido a notícia de que estava realmente grávida.
e era como eu me sentia, como se parte de mim tivesse tornado-se mais mãe naquele momento.
a primeira roupa do meu primeiro bebê. foi como se de repente aquele sonho começasse a ganhar forma. forma de pijama verde.
o tempo passou e eu engravidei.
passaram-se umas 30 semanas, eu comecei a lavar o enxoval.
lá estava ele. o tamanho: 12 a 18 meses.
perto das outras roupas ele era gigante.
puxa, meu bebê (agora já com sexo masculino e nome de benjamin) vai demorar muuuuito a caber nele!
aí percebi que a sola tinha anti-derrapante.
comecei a imaginar meu bebê já andando dentro daquele pijama.
fim de dia, ele andando pela casa, aquela iluminação artificial indicando que já era noite.
a gente conversaria com ele e explicaria que ele já tinha jantado, já tinha tomado banho e aquela era a hora de dormir.
o tempo passou voando.
sábado aconteceu. não foi a estreia, mas o pensamento me ocorreu anteontem.
eu terminava de enxugar meu pequeno e vesti seu pijama verde. lembrei de toda a narração acima.
o marido saiu do banho, viu o benjamin e comentou: olha só. parece que foi ontem que você comprou essa roupinha.
e foi.
hoje ele está aqui.
o sonho foi realizado.
meus olhos se enchem de água e o coração de um misto de alegria, satisfação e gratidão.

se você está, planeja ou já esteve gestante, com certeza ouviu falar em boa parte das palavras abaixo. o problema mora quando você não entende metade delas e fica boiando na maionese.
confira abaixo o vocabulário* que preparamos pra que você nunca mais cometa gafes!
(organizado em ordem analfabética)
*ps: pra quem não entendeu, isso é uma piada, tá?
nas últimas semanas tenho sentido coisas estranhas como cansaço, irritação, dor no baixo ventre, além de estar com espinhas no rosto, completamente estabanada e alguns enjôos esporádicos.
soma-se a isso o fato de eu nunca mais ter menstruado desde que engravidei do benjamin.
então na semana passada eu cismei: vou fazer um teste de gravidez.
sempre que desconfiei que estava grávida (e não foram poucas as vezes) eu sentia boa parte destes sintomas/sinais/sentimentos/sei lá. quando a simples (e dolorosa) chegada do tio chico não resolvia, eu recorria aos testes de gravidez.
e toda santa vez que eu fiz os testes foi escondido.
semana passada não foi diferente.
sonhei que eu fazia um teste de gravidez de farmácia (mas o sonho acabava antes de eu ver o resultado) e encrenquei, até porque da última vez que sonhei com isso eu estava grávida do benjamin e não sabia.
pensei: dia dos pais está chegando, então vamos tirar essa cisma de uma vez por todas, porque vai que a gente comemora em dobro, né?
matutei a ideia por uns dois dias até que decidi: amanhã de manhã eu vou.
acordei cedo e nem xixi eu fiz.
esperei o marido sair pra trabalhar, botei o benjamin no carrinho e fui.
no caminho à farmácia um frio tomou conta de mim, me embrulhou o estômago e as pernas bambearam.
resolvi escolher o teste mais eficiente, pra não ter chance de errar.
cheguei. enrolei, procurei pra ver se não encontrava por ali mesmo em alguma prateleira a fim de não ter que encarar o cara do balcão. não encontrei.
nem pra comprar camisinha eu faço tanto drama.
fui, voltei, tentei encontrar de longe dentro do balcão.
dancei valsa comigo mesma, tomei fôlego e perguntei: “você tem teste de gravidez?”. ufa! prontofalei!
aí ele me mostrou as opções. o mais eficiente era também o mais caro: quarenta e tantos reais!
“não estou tão desesperada assim. me dá um daqueles vagabundos de tirinha” e ele me passou uma caixinha no valor de oito reais e vinte centavos.
tomei coragem de novo e fui ao caixa.
reflitam comigo: tenho 26 anos, cara de 15 e um filho no carrinho. se você fosse a atendente do caixa e não me conhecesse, o que pensaria deste pequeno ser que deseja comprar um teste de gravidez?
“coitada. grávida de novo?” era o que eu falaria a mim mesma se não me conhecesse.
na hora de pagar, o cartão não passou.
eu tinha levado somente este cartão e uns trocados no bolso, mas não chegava a dar nem 8 reais.
e lá fui eu andar de volta para casa, morrendo de fome, calor e vontade de fazer xixi.
o benjamin dormiu no carrinho (que não deita) e ficou todo descatembado lá dentro.
pensei quatrocentas e cinquenta e treze vezes em abandonar a ideia, mas também não tinha pão em casa, o que me motivou a voltar de qualquer jeito.
peguei meu cartão, comprei o pão e lá fui eu de volta à farmácia.
de repente, radiante e triunfalista, já com uma ideia diferente: “e daí se pensarem qualquer coisa de mim? se eu estiver grávida de novo vai ser simplesmente o má-xi-mo!”.
entrei, fui direto ao caixa, paguei. o cartão funcionou e eu saí com a caixinha e me imaginando com um rei na barriga e outro no carrinho. “mãe de dois, nada mal”!
e vários outros pensamentos voando distantes, como “será que é menino ou menina?” “qual nome escolher?” “será que eu aguento esperar pra descobrir o sexo só quando nascer?” “e se forem gêmeos, será que eu preciso contratar uma babá?” e outras coisas muito mais absurdas.
cheguei em casa e benjamin já estava acordado.
deixei ele brincar um pouco no quarto e me tranquei no banheiro.
lavei as mãos, sentei no vaso. abri a caixinha, li e reli a bula.
peguei um celular pra cronometrar o tempo exato.
segui à risca todo o procedimento descrito pelo fabricante. tudo no tempo certinho, pra não dar erro.
um minuto com o papelzinho em contato com a urina. cinco minutos para aguardar o resultado.
deixei a fitinha lá e fui brincar com o benjok, mas voltava a cada vinte segundos pra conferir: uma listrinha.
um minuto depois: uma listrinha.
dois minutos depois: uma listrinha.
dois minutos e meio depois: uma listrinha.
três minutos depois: uma listrinha.
quatro minutos depois: uma listrinha.
quatro minutos e meio: uma listrinha.
quatro minutos e quarenta segundos: uma listrinha.
quatro minutos e cinquenta segundos: uma listrinha.
cinco minutos depois: uma listrinha.
seis minutos depois: uma listrinha.
desencanei de esperar pela segunda listrinha (pra quem não sabe, a do positivo), visto que a bula dizia que após cinco minutos o teste perdia a validade.
embalei tudo e já joguei no lixo de fora do apartamento, pra não alimentar a curiosidade de checar o teste inválido depois.
não posso dizer que o sentimento chegou a ser de alívio, mas passou longe do desapontamento também.
até porque, toda vez que eu me imagino grávida, imagino um benjoca dentro de mim, parindo um benjoca e cuidando de um benjoca. comofas/?
quase consegui manter a história arquivada no meu acervo de mini-segredos, até que ontem o marido estava separando os comprovantes de pagamento e se deparau com a nota de uma farmácia: “teste de gravidez? de quando é isso?”, no que eu arranquei o papel da mão dele me senti uma boba de ter quase acreditado na minha gravidez psicológica
mas nunca se sabe, né?
porque a última vez que eu fiz um teste destes, eu estava grávida do benjamin e deu negativo.
uh lalá meu polvo lindo!
esse blog está cada vez mais sofistiquê!
adivinha o que nós vamos sortear hoje, adivinha?
UMA TUMMY TUB!
ok, essa até minha irmã de 8 anos adivinharia. tá escrito no título, duh!
então vamos ao sorteio que é simples, rápido, prático, pá-pum (eu é que fico embromando).
o sorteio é em parceria com o site Rozenlândia Baby, ou seja você tem que se cadastrar na newsletter deles pra participar, senão nada feito.
[sorteio desativado]
e pronto. é só isso!
qualquer pessoa com endereço no brasil pode participar.
a tummy tub pode ser pra dar banho no seu filho, na sua sobrinha, no seu cachorro, sua boneca, na sua avó, e até no seu marido (a depender do tamanho dele).
a promoção terá duração de uma semana. ou seja, começa hoje (03/06/11) e vai até sexta feira que vem (10/06/11) às 23h59.
o resultado sai no sábado, 11/06.
entraremos em contato com o ganhador via email, que terá uma semana para responder. do contrário, será feito um novo sorteio.
e você? já usou a tummy tub?
o que achou?
conte-nos sua experiência nos comentários.
boa sorte, my loves!
ps: todo o meu amor à raquel, que fez este e tantos outros sorteios pra mim! (ela tb está aqui)
via sexo na gravidez