
tá acabando… passou rápido demais!
e parece que conforme a data se aproxima, a curiosidade aumenta.
umas semanas atrás me perguntaram se eu tenho expectativas em relação a este bebê.
e como não teria? estaria mentindo se dissesse o contrário.
claro que a gente tenta não deixar que elas tomem conta da gente, mas é impossível não criá-las.
por exemplo, benjamin é extremamente guloso, conversador, curioso. não pára quieto nem silencia por um segundo sequer. nem dormindo. acho ótimo. adoro criança assim. não reclamo, porque é lindo ver o quanto meu filho curte cada momento de sua vida intensamente.
mas, claro, já me peguei pensando: “e se esse próximo bebê fosse só um pouco mais calminho? e se ele tivesse um apetite um pouco mais moderado, fosse menos ansioso, dormisse com mais facilidade, tipo no carro ou no meio da rua? será que existe mesmo bebê anjinho? não daria pro próximo ser um pouquinho assim?”
óbvio que isso não mudaria nada o que sinto pelo meu bebê, assim como o jeitão do joca não afeta no tamanho do amor e cuidado que eu tenho por ele.
é só que bate uma curiosidade monstra de ter filhos diferentes.
essa coisa dos filhos diferentes, eu penso muito sobre isso. numa ecografia, o bebê de agora parecia ter um narizinho mais protuberante que o do irmão. aí já me peguei pensando num bebê narigudo, com cabelos lisos e escuros. impossível? não. mas que lá no fundo pinta essa curiosidade de ter duas crianças bem diferentes uma da outra, isso eu confesso que dá mesmo.
a escolha de não saber o sexo do bebê de certa forma ajuda a gente a aliviar algumas dessas expectativas. pelo menos a intenção é essa.
mas, assim que optamos por não saber, passei algumas semanas numa quase-angústia imaginando constantemente “e se for menino?” “e se for menina?” “qual nome escolher?” “como montar o enxoval?”. não passava um dia sequer sem que pensasse nisso tudo e mais um pouco.
aí não vale. a expectativa continua. as projeções continuam. ok. elas são normais, mas em excesso podem ser muito aflitivas.
então relaxei de vez.
consegui estabelecer um vínculo muito bacana com meu filho ou filha dentro da barriga. e é engraçado, porque nem um nomezinho fictício eu atribuí a este bebê desta vez.
talvez alguns achem estranho, mas adoro chamá-lo somente de bebê.
outra coisa que vejo é o tipo de expectativa que o benjamin gera em relação ao irmão/irmã. essa parece muito mais concreta.
costumo dizer que ele é a pessoa que mais conversa com o bebê.
fala o dia inteirinho: “bebê, olha o que eu estou fazendo!” “bebê, eu machuquei o pé” “bebê, quando você sair da barriga da mamãe você vai crescer, crescer, crescer e a gente vai brincar junto! eu vou emprestar minhas coisas para você e você vai mamar no peito da mamãe”.
vê-se que, para ele, não faz a mínima diferença se vai ser menina ou menino. ele parece não se importar de maneira alguma.
e, quando questionado sobre o que ele acha que é, já responde na lata pra quem pergunta: “a gente só vai saber quando nascer”. e desconversa se a pessoa insistir demais.
pra mim, conforme o momento da chegada se aproxima, tudo que eu consigo pensar é na hora do parto.
não estou com medo dele. não tenho medo de dar errado, não ando com medo de sentir dor. estou, na verdade, doida para começar a sentir os chamados pródromos. a sentir as contrações, anotar a hora em que elas acontecem e ver a frequência e intensidade delas aumentarem.
não que eu seja masoquista ou algo do tipo, mas lembro intensamente do sentimento que me tomou quando vivi esses momentos no dia do nascimento do benjamin. conforme o trabalho de parto evoluía, o médico fazia o toque e constatava o colo dilatando cada vez mais, era como se eu ouvisse, a cada contração, as trombetas que anunciam a vinda de um rei: “ele tá chegando! meu filho está chegando!”
era um sentimento tão palpável que parecia que eu poderia cortá-lo com uma faca e comer, como um doce bolo de fubá com sementinhas de erva doce.
e só de pensar nisso, tudo acontecendo outra vez comigo, sinto um arrepio, um gelado nas costas e na barriga, um calor no coração e muitas lágrimas nos olhos.
penso intensamente em toda a força que meu corpo fará para que meu bebê deixe sua antiga casa no útero e venha a este mundo, totalmente novo para ele. penso nele saindo de mim e vindo para mim. vou pegá-lo no colo, abraçá-lo, beijá-lo. quero tocar sua pele, seus cabelos. quero colar meu rosto junto ao dele, ouvir seu primeiro choro e chorar junto com ele. e já faço um ensaio disso enquanto escrevo esse texto, com os olhos marejados.
passada a emoção, talvez eu queira, então, saber se gerei uma menina ou um menino. talvez eu queira pensar um nome para ela ou ele. e tudo isso vai ser muito lindo e emocionante também.
nessas horas, a última coisa que me preocupa é que roupa ele/ela vai vestir, se vai usar rosa, azul, amarelo ou vermelho. se vai ser bombeiro, médico, bailarina, professora. se vai se casar ou não, se vai querer ter filhos ou não.
só consigo pensar que, desse momento em diante em diante, tudo será totalmente novo e diferente e nossa família será muito mais completa e feliz.
venha logo, meu bebê querido!
semana passada venci um preconceito enorme: fiz um book de gestante.
me perdoe quem se amarra, mas sempre achei meio cafona isso de juntar a família, posar na frente da câmera, mostrar a barriga, desenhar coração e nome de batom, segurar sapatinho, beijar a pança, fazer coraçãozinho com a mão e blá blá blá.
mas aí fui convidada para fazer o book e, quer saber? é brega, mas pelo menos a gente registra. até porque no benjamin foi meio bagunçado.
bem que temos registrado a barriga mensalmente, mas não temos nenhuma foto com toda a família junta.
então venci o preconceito, a timidez, taquei uma argamassa na cara, pomada no cabelo, umas roupas na mala e fomos todos para o estúdio (era pro tov ir também, mas achei que não iria dar certo. se com o benjoca já foi difícil…).
não me arrependi. é um momento que vai ficar eternizado.
o resultado vocês conferem abaixo:






encarei a breguice com tanto gosto que até roupa eu tirei pra tirar foto. mas, além de não ter coragem de mostrar as fotos pra ninguém (só pro marido, que jura que ficaram boas – por que será?), voltei a me sentir cafonérrima por causa disso. então abafa.
fomos clicados lá na magneto fotografia que, além de book gestante, também faz ensaio newborn.

ontem completei 31 semanas. pra quem gosta de contar em meses, são sete.
lembro que, até a gravidez do benjamin, eu considerava uma grávida de 30 semanas uma gravidona.
na verdade minha perspectiva mudou um pouco. agora passei a achar que gravidona tem 35 semanas ou mais.
mas 35 tá na beira do gol e 31 já é mais de 30.
pra variar, to me sentindo mais grávida do que o considerado.
definitivamente já entrei naquela fase entocada do terceiro trimestre, de ficar cada vez mais antissocial, cansada, preguiçosa. só querendo curtir minha caverninha.
as tais contrações de treinamento – as indolores – às vezes são tão intensas que acho que minha barriga vai virar uma rocha.
quando percebo que elas estão intensas demais e paro, descanso um pouco e bebo muita água. fiquei sabendo que desidratação pode dar mais contrações. você sabia disso? nem eu. mas depois que descobri, água virou meu santo remédio. e funciona que é uma beleza.
estrias e meu momento monange
me aconteceu uma coisa engraçada. na gravidez do benjamin passei creme no corpo inteiro, desde o momento em que descobri o positivo. durante a gestação in-tei-ra devo ter negligenciado isso apenas umas 3 vezes, se muito.
até cheguei a fazer um post sobre os cuidados com a pele durante a gravidez mas, apesar de saber toda a teoria (e já ter vivido a prática por quase 9 meses), desta vez eu fiquei com uma preguiça monstra.
de tudo o que eu sabia, só me ficou o “estrias são genéticas”. me vali do argumento de que, mesmo após 3 gestações, minha mãe não teve estrias. o mesmo válido para a minha irmã.
e se eu sobrevivi à primeira gestação quase que incólume (com exceção de uma estria filha única que me apareceu no umbigo e sumiu assim que a pança encolheu), nesta segunda não seria diferente, até porque eu já estava com a pele toda malemolente sanfonada.
não que eu tenha aberto mão completamente dos creminhos. mas se, na primeira eu usei de 8 a 9 frascos de hidratante (pasmem), nesta eu mal consegui nem acabar com o primeiro.
mas, em minha defesa, já estou no terceiro frasco de óleo (preguiça) e além disto estou usando uma pomada concentrada de manteiga de cacau que é incrível. só que uso apenas nas áreas estratégicas: peitos, barriga, bumbum e uma parte das costas.
houve um dia – não tem muito tempo - que a espertalhona aqui acordou toda quebrada e resolveu se alongar. coloquei a perna lá pra trazão e aí eu vi: da bunda para baixo, justamente no limite do aqui o creme não é mais tão crucial, lá estavam elas: acompanhadas de suas fiéis amigas celulites (claro), as terríveis e temíveis estrias! discretas, mas em quantidade suficiente para incomodar uma mulher. um monte de risquinhos na parte de trás da coxa. e o pior: branquinhos!
conta a lenda que quando as estrias são avermelhadas ou arroxeadas, há uma grande chance de que elas sumam depois. mas contra as estrias branquinhas já não há mais muito o que fazer.
não sabia se ficava triste por saber que nunca mais me sentirei assim tão linda, magrela e confiante num shortinho curto ou desfilando na beira da piscina, ou se ficava feliz por saber que eu sou uma grávida normal, como a maioria deve ser.
é isso: magrela, com celulite e estrias. e daí?
fiquei reflexiva sobre como tentamos evitar algumas coisas que são completamente normais, tentando sempre seguir um padrão de beleza inatingível para a maioria de nós, mortais.
combatemos as celulites (que são tão fofas nas bundinhas dos bebês), as estrias, as rugas, as manchas, como se fossemos a única pessoa do universo a tê-las. fazemos a nossa parte até onde podemos (e nem estou falando que há algo de errado nisso), mas sabemos que esse dia vai chegar para a maioria.
e um que chega para todas as que estão vivas é a idade.
então acho que o melhor a fazer é aceitar que essas marcas são como pequenas lembranças da vida.
assim como meu peito mudou muito depois de amamentar o benjamin, meu umbigo ficou irreconhecível após a primeira gestação e onde encontrava-se um piercing virou uma coisa meio disforme, agora estou repleta de celulites (que dizem que passa um pouco) e as marquinhas de faquinha na perna, das estrias.
claro que desde esse dia eu to passando creme que nem uma louca pra evitar que apareçam mais. mas também não vou entrar em depressão e me jogar num pote de sorvete por causa disso.
(talvez eu até me jogue num pote de sorvete, mas farei isso com muita alegria.)
movimentos do bebê na barriga
em todas as consultas minha barriga é lá toda apalpada, medida e não há dúvidas: o bebê já está de ponta cabeça, na posição ideal pra um parto normal.
óbvio que ele se mexe pra cá e pra lá. um dia desses eu tive certeza que ele largou a posição ideal, se atravessou todo na minha barriga e assim ficou por quase 2 dias. mas depois voltou à posição anterior.
eu acho é que esse bebê é muito do esperto. sabe criança que tem uma opinião x, mas aprendeu a dar a resposta “certa” pra professora só para agradá-la? então, essa é a minha criança durante as consultas e ecografias.
mexe, mexe muito. de noite e de dia. sinto demais, mas à noite é o horário de pico, geralmente entre 23h e 00h30. um relógio, gente.
os tais soluços
sempre lia em sites, fóruns e blogs sobre os soluços do bebê na barriga. ouvia amigas dizendo “o fulaninho tá soluçando aqui dentro” e até escutei de uma recentemente que ela ouvia bem longe o barulho da filha soluçando lá dentro (oi?).
até já tive essas impressões nas minhas gravidezes (exceto a do som), mas nunca a certeza.
esta semana eu tive, mais que absoluta. os movimentos eram compassados. um pulo generalizado na barriga, não aquela coisa localizada de um chute ou um empurrão com a mão. e mais: sentia meu ânus uma coisa lá embaixo pulsando. pus a mão na barriga, na parte que provavelmente está o tronco do bebezinho e percebi os soluços nitidamente. ô, gente! eu sei que isso não faz mal para eles, mas me deu uma dó!
e daí em diante tive certeza de que já havia sentido não apenas este bebê, mas o benjamin soluçar. só não havia me dado conta.
o nome que ninguém sabe
a primeira pergunta que ouço quando me veem com esse barrigão é: “já sabe se é menino ou menina?” e a segunda – quando descobrem que não – é: “mas você pensou em nomes?”.
claro que pensei. pensei em vários nomes. pensei em nomes lindos e adequados, pensei em nomes absurdos e impróprios. falta de pensar não foi.
mas não me decidi por nenhum. nem eu e muito menos o marido.
não é aquela coisa “ah, a gente não sabe o sexo do bebê, mas se for menino será alfredo e se for menina, joaquina”.
e a cada dia que passa, acho os nomes da lista mais vagos e distantes do bebê que imagino que terei.
também não chega a ser aquela coisa “vou esperar pra ver a carinha e pensar que nome corresponde ao bebê”, porque seguindo essa lógica, chamar-se-á joelho, cabeça de cone, hemorroida e por aí vai.
planos para o parto
normal. humanizado. respeitoso para a mãe e para o bebê.
toda aquela coisa linda e natureba sem cortes, sem intervenções, sem agulhas, sem glúten e sem lactose.
bebê no colo da mãe ao nascer, a família toda junta, linda e feliz. se achar que devo gritar, vou gritar. se achar que preciso ficar calada, assim ficarei.
não tem posição ideal, não tem lugar ideal. mas vai nascer e vai ser da forma mais natural possível.
tomei uma bronca de uma amiga quando disse “vou tentar parto normal”. porque se precisar de cesárea, não quero me frustrar por isso. a bronca nada tem a ver com as vias de parto em si, mas com o “se você quer alguma coisa, tem que já dizer que vai consegui-la”. e é isso mesmo: vou ter parto natural!
enxoval
tá muito completo. tem roupa do irmão, do primo, do outro primo, da prima que nasceu há 6 anos (e já emprestou pra esses outros três citados anteriormente). tem uns 10 a 15 bodies tamanho RN ou P, 2 tamanho M e uns 8 do G que foi espichando com o uso até exceder o GG e o irmão mais velho só deixou de usar porque desfraldou e body ficava difícil pra menino de cueca.
tem roupa azul, mas tem muita roupa branca. tem cinza, marrom, vermelho, marinho. confesso que não tem muito amarelinho e verdinho porque acho tão óbvio pra enxoval neutro que acabei pegando um pouco de abuso.
mas ainda tenho alguns pequenos impulsos de comprar uma ou outra coisinha nova, acompanhados de pequenos mimos de amigas, avó e até ajuda de sites parceiros que quiseram colaborar com a desesculhambação do nosso baby, pra ficar bem bonitinho.
decoração do quartinho
ahahahahha! que decoração?
cadê minha vagina? – uma mata se instala
ela sumiu do meu campo de visão. só com espelhinho. às vezes até no espelho do banheiro ela se perde, por causa do ângulo do espelho. em casa eu ainda me arrisco a fazer depilação nas pernas, sobarco, bigodão. mas a vagi ficou de fora.
um dia pedi ajuda ao hilan para aparar uns pelinhos lá embaixo. ele tomou um susto. pedi um espelhinho pequeno pra ver. gente! mata atlântica é apelido, porque a original anda tão desmatada que a minha ficaria com inveja.
acho que o jeito é apelar para uma profissional. uma bem recomendada, mas que não me conheça. e depois eu nunca mais volto lá, porque a vergonha não me permitirá.
colchão: amigo ou inimigo?
quando o benjamin nasceu, ganhamos um colchão bem firme. achei a coisa mais deliciosa do mundo, apesar de todos os meus ossos pontiagudos.
mas com a gravidez evoluindo, minhas posições se restringiram a lado esquerdo e direito. esquece barriga pra cima, que me dá falta de ar. bruços, então, nem pensar. e com o enorme cansaço típico desta gestação, eu deito e apago. só lembro de mudar de posição ao acordar para fazer xixi. se acordar.
isso começou a me deixar extremamente dolorida. parecia que eu tinha tomado uma surra. até roxos comecei a apresentar, por ficar tanto tempo ossudo na mesma posição.
dava 5h da manhã eu não conseguia mais dormir, tamanho o desconforto.
passei a migrar pro sofá ou pra cama do benjoca no meio da noite. se ele acordava cedo, mandava ficar com o pai e me trancafiava sozinha no quarto dele, até chegar a hora do hilan se arrumar para o trabalho.
depois de tantas semanas mal dormidas, resolvi dar um basta.
acordei surtada e fui a uma loja de colchões perto da minha casa. comprei um colchão novo pra gente. pedi o mais macio que eles tinham (que, por sinal, era o mais barato também), de preferência da mesma densidade do colchão do filhote. aproveitei e comprei logo o do bebê, que não tem cama nem berço, mas agora tem colchão.
desde então durmo maravilhosamente bem. quero morar na minha cama.
já o marido, não sei não. acorda todo cansado, entrevado, moído pelo colchão macio.
contagem não muito regressiva
se por um lado eu não vejo a hora de ter logo esse bebezinho no colo, cheirá-lo, embalá-lo noite adentro, andar com ele amarradinho perto de mim ficar livre dos desconfortos do final da gestação, por outro quero que esse momento se arraste para sempre. muito mais pelo medo de nossas vidas – mais uma vez – mudarem para sempre e pela preguiça de começar tudo de novo.
por outro, quero lavar essas roupinhas, vestir meu bebê, arrumar um nome pra essa criaturinha, trocar e lavar suas fraldinhas (sim, sinto saudade das fraldas de pano). quero voltar a sentir cheiro de bebê na casa, a ouvir aquele choro inconfundível de recém nascido de noite e de dia, a escutar aquele barulhinho de bebê mamando e sentir que aquilo nunca mais vai ter fim – por mais que sempre tenha.
no fundo eu sei que não há por que ter medo. que essa mudança será uma coisa maravilhosa. que todos nós nos adaptaremos super bem, assim como foi com o benjamin.
e que, ao olharmos pra nossa nova vida e pro nosso bebezinho, nos perguntaremos: como conseguimos viver até hoje sem ele?

esta semana completei 27 semanas de gestação. dentro dos meus cálculos malucos, isso dá 6 meses.
finalmente estou chegando no terceiro trimestre.
quer dizer, finalmente nada. eu nem percebi o tempo passar. gente, terceiro trimestre, já? quando eu me der conta, o bebê estará em sua festinha de 1 ano, todo lindo, faceiro, cheio de dente e andando pra cá e pra lá e eu vou me perguntar “mas não era ontem que eu estava grávida?”
clichê, bem sei, mas realmente nem estou vendo essa gravidez passar.
fazendo um paralelo com o meu outro único referencial de gestação – o do benjamin – to achando essa etapa final muito mais tranquila.
quando grávida do benjoca, a essa altura do campeonato eu já estava morreeendo de dores nas costelas, sem conseguir fazer mais nada direito. desta vez a costela até incomoda, mas tá muito mais sossegado. mexe aqui, remexe acolá, ajeita a posição e tudo certo: ganho mais pelo menos meia horinha sentada.
mas nem vou cantar muita vitória. vai que, né?
pra falar a verdade, estou me sentindo muito grávida há muito tempo. falta de ar, acordar à noite pra fazer xixi, andar que nem uma pata.. aliás, tenho uma observação sobre grávidas de segunda (terceira, quarta e assim por diante) viagem: todas nós, sem exceção, adquirimos uma postura gestantística muito antes da barriga ficar realmente protuberante. as grávidas de primeira estão lá, todas faceiras em seus sapatos altos, andando todas lindas, pomposas e empinadas. mas já cansei de ver essas gestantes escoladas com, sei lá, 4 meses e quase nenhuma pança jogando a barriga pra frente, arqueando as costas, andar arrastado com direito a mãozinha no quadril, aquela perna meio aberta e pé na segunda posição do balé. a minha teoria infundada é que a gente fica com uma memória corporal (ahn??) de como era estar com uma pança enorme e automaticamente nosso corpo tenta procurar aquela posição do nosso antigo eixo gravitacional de quando tínhamos uma barriga grande.
falei bobagem, mas falei bonito, ein?!
mas barrigas e estados físicos à parte, o melhor dessa gravidez é ter um novo serzinho para vivenciá-la junto comigo e com o pai: o irmão mais velho.
gente, que coisa fofa que tá o joca com essa barriga!
porque pra completar agora ele entrou numa fase de ser personagem, conversar com os brinquedos e querer que nós também incorporemos os personagens com ele.
então, do nada, ele vira e fala “bebê, você viu que a mamãe fez panqueca pra gente?” ou “bebê, agora eu vou tomar banho e depois eu volto, tá?” e nessas eu faço a voz do bebê e eles batem aaaaltos papos, só vendo. ele mesmo se intitula irmão, conta pro bebê o que está fazendo, conta que quando ele nascer os dois podem fazer aquilo juntos.. é um barato! eu acho lindo demais, porque é uma coisa espontânea dele.
eu não fico forçando a barra e geralmente deixo para falar sobre o bebê quando ele toca no assunto.
às vezes converso sobre coisas que ele também fazia quando era bebê ou conto como é uma rotina com um bebê pequeno.
mas também falo da grande vantagem em já ser uma criança (visto que ele odeia ser chamado de bebê).
essas coisas pequenas ajudam ele a pelo menos ter uma noçãozinha do que está por vir.
e, claro, conviver com bebês pequenos – inclusive recém nascidos – é algo que já é bastante comum para ele e sei que vai ajudar muito na hora do intensivão.
por outro lado, estou vivendo uma fase de pré-luto, porque sei que esses meus momentos únicos e tão constantes só meu e do benjamin estão prestes a acabar. e daí em diante não tem mais volta. o que era rotina vai virar exceção. momentos raros que só poderei passar quando o pai, a avó, uma amiga caridosa se dispuser a ficar com o bebê mais novo. e mesmo assim, quando o bebê pequeno for um pouquinho maior. ou seja, nossos dias estão contadinhos. ai ai!
por outro lado, sei que a vida é uma constante mudança e encaro isso como algo muito bom também. aproveito ao máximo essa fase, assim como aproveitei a minha fase de solteira, de noiva, de recém casada, de casada sem filho… cada momento foi uma delícia e o que não me permite morrer de tanta saudade é saber que curti bastante e fui feliz em cada uma dessas épocas.
dói muito mais antes do que depois, pra ser sincera. ou seja, estou naquele momento absurdo de já me pegar saudosa de algo que ainda não aconteceu.
mas também há algumas coisas que já estão me deixando ansiosa pela chegada do segundo. arrumar as roupinhas antigas, checar lista de enxoval (e ver que eu já tenho todo o básico e não preciso comprar praticamente na-da)…
essa semana eu lavei a almofada de amamentação que usei com o benjamin até 4 meses atrás. me deu mais um frio na barriga e uma vontade de pegar logo o bebê novo e amamentá-lo que a saudade em si de quando benjoca mamava. até porque tenho certeza de que nós dois curtimos muito essa fase tão linda e nossa.
é engraçado quando me perguntam: “e aí? tudo pronto pro segundo?” ou e “como você vai preparar as coisas sem saber o sexo do bebê?” porque na verdade nem tem muito para ser feito. a única coisa que me compete preparar logo é a caminha dos dois, porque eu queria fazer um beliche engenhoso que só estando pronto, com foto e vídeo explicativo para alguém entender. e mesmo assim acho que o bebê vai acabar dormindo na nossa cama nos primeiros meses.
ou seja, o resto é resto.
to muito mais ligada em conseguir harmonizar a vida a 4 (a 5 tá, tov?) que com detalhes de qual roupa vestir e até mesmo onde dormir.
até porque daqui a pouquinho os posts serão contando como venci isso tudo e quão gostosa está a vida com esse novo serzinho no lar.

ontem eu fui tomar minha vitamina de gestante (que eu tomo desde que estou grávida do benjamin) e me surpreendi quando vi que aquela cartela já estava acabando. naquele momento pensei o tempo tá passando rápido demais!
gravidez é uma coisa engraçada. na minha primeira eu tive três grandes desejos: 1) que a barriga crescesse rápido; 2) que eu pudesse descobrir logo se esperava uma menina ou um menino e 3) que tudo aquilo passasse voando e o bebê nascesse logo.
não é novidade que essa gestação está completamente diferente da outra. mas meus anseios estão bem menores.
e daí que quando eu vi o quanto essa gravidez tem passado voando, eu quis me agarrar com força na primeira árvore à minha frente, para não voar junto. quem sabe o vendaval passe e eu continue aqui, estacionada no tempo.
sei lá. me deu muita vontade de curtir essa barriga, até porque foram quatro meses me sentindo um pouco distante disso tudo e foi só neste último mês que comecei a me apegar com força.
bem, anteriormente eu estava contando a gravidez em semanas e continuo assim: hoje completam-se 22.
quis fazer um post nas 20 semanas, para marcar a metade da gravidez, mas não.
e realmente, muita coisa aconteceu entre 18 e 22 semanas e gostaria de anotar algumas coisas marcantes para não esquecer depois:
18 semanas e 3 dias: senti o bebê mexer. eu já desconfiava, mas sempre pareciam gases. dessa vez eu tive certeza, até porque a minha barriga deu uns pulinhos. papai também já consegue sentir.
ainda sinto pouca fome. parece que fiz redução de estômago. só consigo comer metade do que sempre comi antes. o problema é que depois continuo faminta. solução: fazer pequenas refeições várias vezes por dia.
19 semanas: pela primeira vez uma pessoa desconhecida me reconheceu como grávida e na mesma semana mais duas também notaram (claro que o vestido ajudou e, desse dia em diante, uso ele sempre que quero parecer grávida).
20 semanas: minha barriga fez puft e deu um salto de crescimento! tive que aposentar todas as minhas antigas calças, porque não estavam mais fechando e, mesmo fechando, passaram a incomodar muito na hora de sentar. também senti um aumento no tamanho das coxas, bumbum e seios.
mas também pudera. meu apetite aumentou consideravelmente. logo estarei comendo como um pedreiro.
também estou sentindo um pouco de dor nas costas, especialmente nas costelas. mas é só ajeitar a posição que melhora.
também comecei a sentir as tais contrações de braxton-hicks, ou contrações de treinamento: é uma contração indolor, onde de repente a barriga fica dura por alguns segundos. às vezes a barriga toda, às vezes uma parte da barriga. daí pra frente não para mais, vai até o bebê nascer.
21 semanas: já engordei mais de 5 kg. algumas calcinhas de gestante que usei até o fim da gravidez do benjamin e pós parto agora estão apertadas. por favor, façam parar!
também comecei a ter outros incômodos frequentes, como falta de ar quando deito de barriga para cima e dores de cabeça.
apesar de só querermos saber o sexo do bebê quando nascer, nossa lista de nomes está cada vez mais tomando uma forma mais concreta. mas ela é secreta, até porque temos mais de uma opção de nome por sexo.
22 semanas: todos que me conhecem estão surpresos com o tamanho da pança. até o próprio marido.
também ouvi de alguns amigos que agora estou com cara de mãe. sempre me pergunto o que será cara de mãe, porque geralmente me dizem isso quando saio sem maquiagem, durmo pouco na noite anterior, estou doente. tais comentários costumam vir sempre num dia em que estou me sentindo extremamente feia. minha teoria é que cara de mãe é uma cara bem acabadinha mesmo. de preferência inchada e com olheiras, que é tudo tem estado a minha nos últimos dias.
já consigo sentir não apenas os movimentos do bebê, mas o corpinho dele. é uma coisa deliciosa, porque a gente fica tentando descobrir qual parte é o que e onde ele se encontra. geralmente as partes maiores e mais durinhas são cabeça ou bumbum. e ele muda muito de posição. às vezes está lá no altão, perto do umbigo. em outras, lá embaixo. às vezes fica mais no lado esquerdo, em outras, no direito.
ontem aconteceu a mais fantástica das coisas. senti algo durinho, empurrando bastante a minha barriga. fui colocar a mão e era uma coisiquinha de menos de 2 cm. desconfio de um pezinho ou mãozinha. sério. foi emocionante!
e aqui vamos, dia após dia, semana atrás de semana, vivendo cada momento como se fosse apenas ele e ainda assim se surpreendendo a cada mudança (:

essa história de gravidez é uma coisa que mexe muito comigo.
antes mesmo de ser gestante, sempre admirei a força que há em uma grávida. inclusive postei sobre essa força estranha quando estava esperando o benjamin.
e foi na gravidez dele que eu tomei consciência do que é viver realmente uma gravidez com todos os seus ônus e bônus. me senti linda, me senti forte, me senti poderosa.
esta segunda gestação, por outro lado, começou um pouquinho diferente. demorei a me sentir grávida, a perceber o tamanho do amor e da vida que está sendo gerada aqui dentro. só agora, na metade exata da gravidez, no auge das minhas 20 semanas, é que sinto-me mais gestante do que nunca.
confesso: eu tava achando um saco estar grávida. em todos os aspectos. me sentindo feia, cansada, indisposta. claro que os hormônios colaboram. claro que o fator segundo filho colabora. mas agora vejo o tanto que tenho perdido desta gestação olhando sob esta ótica pessimista.
cada fase é uma fase. fato. primeiro trimestre não é fácil pra maioria de nós, eu sei. inocentemente fiquei esperando as mudanças acontecerem desde a 13ª semana e nada (como se fosse rolar mesmo um passe de mágica… aham!)
mas agora eu estou de volta.
voltei a curtir a gravidez, voltei a achar lindo sonhar com o bebê. agora eu sinto ele mexer, sei que ele está maior a cada dia.
tenho feito planos para o quarto, para o parto, para organizar nossa nova vida a quatro.
e aí começou anteontem, quando tomei coragem de postar o texto que escrevi sobre o sexo do bebê.
falando isso agora, até parece besteira, eu sei, ficar com medo de postar algo assim. mas é que eu sinto que, de uma forma geral, cada vez mais a gravidez e a maternidade como deveriam ser estão se perdendo neste mundo atual.
o fato é que, pra mim, maternidade é algo que não se ensina nos livros. é algo que se aprende vivendo.
não é algo que se delega, mas que deve ser vivido de forma visceral.
já começa na gravidez. não é “parabéns, futura mamãe”. você JÁ é mãe. você JÁ é responsável por essa vida que se forma dentro de si. muito do que você faz ou deixa de fazer agora pode influenciar a vida do seu filho ou filha pelo resto dos dias dele.
é desde a gravidez que você passa a se preocupar com o que come ou deixa de comer, se deve ou não fazer certos procedimentos, se isso pode ou não passar para o feto.
essa preocupação é mais que normal. ela é instintiva.
na gravidez ficamos assim, intuitivas, quase sensitivas. mas muitas vezes, por conta da correria da vida, das imposições sociais ou seja lá quais forem as razões, muitas mulheres acabam por perder essa conexão.
eu vejo na gravidez uma ótima oportunidade de ser reconectar. de aprender a ouvir nosso próprio corpo, a saber parar quando precisa e agir quando necessário. mas nem sempre essa voz é ouvida, mesmo sabendo que lá no fundo aquilo era o certo a ser feito.
muitos monstros foram criados ao redor da gestação: o monstro das necessidades desnecessárias, o monstro do medo, do você não vai dar conta, o monstro que faz a medicina sobrepor-se àquilo que sempre foi instintivo e tantos outros monstros que nos amedrontam em uma fase da vida que era pra ser muito mais natural.
tais monstros às vezes me remetem à infância quando, ainda tão inocentes e frágeis, as crianças acreditam em tudo o que lhes é dito. pais, cuidadores e até alguns, ditos educadores, valem-se de recursos fantasiosos para conseguir convencer as crianças mais facilmente: “não vai aí que tem um lobo”, “dorme logo senão o monstro que tá debaixo da cama te pega”, “cuidado com o homem do saco” e por aí vai.
assustar é uma maneira covarde de fazer com que, a curto prazo, a criança tenha um comportamento desejável mas, conforme crescemos, deixamos a razão sobrepor-se ao medo quando percebemos que monstros não passam de histórias inventadas.
a gravidez até pode nos deixar sensibilizadas ou suscetíveis, mas ela traz consigo uma força muito grande. ela é para todas as grávidas, não apenas para aquelas que têm uma condição ideal de saúde, que estão dentro do peso ou fazem algum tipo de exercício físico. ela é para mulheres casadas ou solteiras, novas ou velhas, quer a gravidez tenha sido planejada ou não. essa força independe de poder aquisitivo, classe social ou nível de informação.
ela nos move a fazer o que é certo, a buscar o melhor para o bebê e para essa gestação.
pode parecer uma voz muito baixa, mas ela grita com força dentro da gente.
para ouvi-la é necessário silenciar os outros sons que muitas vezes nos deixam surdos. é preciso afugentar os medos, acender a luz e enxergar que tudo aquilo era muito menor que parecia quando estava escuro.
relendo o post que escrevi enquanto gestava o benjamin, pude notar uma gritante diferença daquela gravidez pra esta: eu não tenho mais medo!
não tenho mais medo do parto, não tenho mais medo de não dar conta. não tenho medo do dinheiro não ser suficiente nem de amar mais um filho que a outro.
e o mais incrível nisso tudo foi que quem me ensinou a não ter medo foi meu próprio filho.
foi ele que, sem saber, me ensinou a força tamanha que é gerar, parir, amamentar, cuidar, educar, crescer. foi ele quem me ajudou a acender a luz.
a força sempre esteve comigo, mas eu precisei descobrir isso. precisei enfrentar meus medos, lutar contra meus monstros.
essa é a parte mais difícil, eu sei, mas os medos são como sombras. até um rato pode lançar uma sombra assustadoramente grande, mas ele continua sendo apenas um pequeno rato, que tem muito mais medo de nós que nós dele.
“no amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o med0″ - 1 joão 4:18

começou com a ideia de fazermos poucas ecografias durante a gravidez. queria fazer apenas as duas morfológicas: a do primeiro trimestre, com 12 semanas (que inclui a translucência nucal) e a do segundo semestre, com 22 semanas.
não foi por nenhum princípio ideológico. foi fruto da pura preguiça de ter que atravessar a cidade para submeter-me a milhares de exames com um filho maior a tiracolo. a obstetra ficou ok com isso e eu achei o máximo: diminuir a quantidades de exames e consultas o máximo possível sem comprometer o pré natal de forma geral. legal!
acontece que entre a morfológica do 1º e 2º trimestre há uma ecografia importante para muitos pais: aquela em que se pode tentar descobrir o sexo do bebê, a partir da 16ª semana.
seguindo essa lógica, já poderíamos saber se um menino ou menina habita meu ventre há bem um mês, mas preferimos esperar mais 6 semanas e deixar pra ver tudo na tal morfológica do segundo trimestre.
e aí começou o conversê.
quando as pessoas descobrem que você está grávida é normal e até esperado que elas perguntem se você já sabe o sexo do bebê e, em caso negativo, quando você saberá.
então vou eu explicar que optei por esperar um pouco mais de um mês para saber e o porque de ter decidido assim.
aí um dia, por pura impaciência minha, cansei-me de responder sempre a mesma coisa decorada e resolvi dizer algo diferente “vamos deixar para descobrir quando o bebê nascer”.
em geral as perguntas costumam vir de gente de boa fé, mas nesse caso lembro me que era alguém um tanto intrometido. ver a reação exagerada da pessoa tipo “ai, meu deus! não acreditooooo!” me deu um certo prazer e comecei a dar essa resposta toda vez que não estava muito no clima de me justificar.
virou praticamente um campo de estudo antropológico e comecei a interessar-me pelo comportamento que cada um apresentava frente a tal argumento. alguns não se conformavam de maneira alguma e outros vinham com histórias – pessoais ou não – relacionadas ao tema.
mas a pergunta que eu ouço até hoje é “nossa! como você aguenta?”.
veja bem: essa minha resposta não saiu do nada. algumas vezes o hilan já tinha vindo com esse papo de descobrir se o bebê era menino ou menina só quando nascesse e de uns tempos para cá isso começou a soar bastante interessante.
além do mais, dizer isso em alta voz para pessoas randômicas começou a soar de uma maneira diferente para mim. quanto mais eu repetia “só quando nascer”, mais a frase fazia sentido, mais eu desejava que aquilo fosse realmente verdade. comecei a conversar muito com o marido sobre isso e a resposta que me vinha sempre à mente era “por que não?”.
uma vez comentei essa minha vontade com a uma amiga, não como quem pretende analisar alguma reação, mas em tom de confidência, e ela me disse o quanto achava aquilo legal. disse que era a sua intenção na primeira gravidez, mas acabou descobrindo antes mesmo, mas que desejava muito esperar na próxima.
aí eu fui atrás de pessoas com ideias semelhantes e algumas delas vieram até mim por pura coincidência. fiquei cada vez mais animada. ouvi e li relatos emocionantes e histórias animadoras. dali em diante a certeza foi plena.
não, não estou louca para saber se o que está dentro de mim é do gênero xx ou xy.
também não tô morrendo pra escolher logo um nome. ele também será escolhido só depois do bebê nascer, ter seu cordão cortado, sua cara contemplada, ser amamentado, limpo, cuidado, amado (não necessariamente nesta ordem).
não acho que meu filho primogênito tampouco tenha a necessidade de saber isso pra criar um vínculo com o irmão ou irmã que o aguarda. afinal, eles vão ser irmãos do mesmo jeito.
e mil vezes não! to cagando e andando pro enxoval ou pra decoração. vai usar as roupas do irmão e dos primos e o quartinho vai continuar a ser neutro de qualquer jeito, quer eu descubra amanhã ou daqui a 4 ou 5 meses.
como eu consigo? não sei, gente. não faço ideia.
mas estou sentindo uma paz muito grande com isso tudo.
não recomendo isso para pessoas ansiosas ou curiosas (curiosidade nunca foi meu forte. fica a dica). acho que se você precisa saber logo, vá lá e descubra, oxe! não reprovo de maneira alguma!
só que, pra mim, isso tem me ajudado a conectar-me ainda mais com esse bebezinho. a amá-lo independente do que ele é ou deixa de ser. a diminuir as expectativas em cima dele em tantos aspectos.
porque não tem jeito: as expectativas sempre estarão lá. mas acho que ainda existem muitas quando um gênero é colocado em questão. e longe de mim jogar um fardo tão grande sobre um feto que ainda mora dentro da própria mãe.
a vida é muito corrida, tudo tem que ser pra ontem, o enxoval tem que estar pronto antes do bebê nascer, junto com o enfeite de porta, as toalhinhas bordadas, a lembrancinha da maternidade. a menina tem que ter fita na cabeça e brinco na orelha e o menino tem que estar com carinha de rapaz desde os primeiros dias de vida. acho que o mundo tá girando mais depressa e esqueceram de me avisar.
no fim, meu pequeno bebê, esse foi mais um jeito extremamente pessoal que encontrei de mostrar para você que eu o respeito desde que soube de sua existência. não apenas cuidando da nossa alimentação, pensando no parto, na amamentação e tudo isso, mas deixando um pouco de lado a minha carga de expectativa sabendo que, antes de ser menino ou menina, você será meu bebê, tão amado e desejado por todos nós!

na minha cabeça, burrice gravídica já era uma coisa óbvia, da qual eu sofri durante a gravidez do benjamin e se agravou nessa gestação.
mas quanto à insanidade gravídica, nunca tinha nem parado para perceber. até que vi recentemente um episódio de uma série de comédia que marido e eu assistimos chamado how i met your mother onde uma das personagens, a lily, está grávida e completamente passada. o marido acha esta que não é uma boa época para tomarem decisões, mas ela insiste que está ótima e, claro, acaba achando que certas ideias absurdas são absolutamente maravilhosas.
o episódio é engraçadinho, deu para dar umas boas risadas, mas achei meio exagerado.
até que, depois disso, comecei a fazer uma auto crítica introspectiva de mim mesma e percebi que a única coisa exagerada eram as minhas próprias ideias.
só fui me tocar disso recentemente, depois de andar meio obcecada por procurar potenciais nomes para meu bebê (de gênero desconhecido).
nessas horas eu morro de inveja desse povo que diz “ah, pra mim foi muito simples. sempre tive os nomes que queria em mente e, quando nasceram, foi só acertar com o marido e ponto final. não tive dúvidas”.
pois bem, quando adolescente eu jurava que já sabia o nome dos meus (tomás, martim e catarina). nomes esses que, apesar de continuar achando lindos, hoje em dia não fazem mesmo parte da minha lista.
já disse giuliana vaia em toda a sua sabedoria: “aconselho vocês, candidatas a grávidas, que escolham o nome do seu rebento ANTES de engravidarem, sabe. porque a enxurrada de hormônios gravídicos tornam você uma pessoa insegura, sensível, confusa, sem discernimento, sugestionável ao extremo e altamente impressionável onde cada dia você é uma e cada dia deseja uma coisa diferente…então repito, escolham o nome da cria ANTES de engravidarem, quando ainda estão lúcidas, e permaneçam com ele até o dia do registro”.
e ela foi muito bem reforçada por mari bz quando soltou a pérola “escolher um nome estando grávida é o equivalente maternal do casar bêbado em las vegas: na hora parece uma ótima idéia, mas todo mundo sabe que vai dar merda cedo ou tarde”.
e toda essa volta para relatar o ocorrido de outra semana, quando comecei a entrar em umas neuroses de que meu bebê deveria ter um nome super original, mas que fizesse algum sentido para os pais. li em um site que uma boa forma de buscar inspiração para nomes era inspirar-se em personagens de filmes, livros, séries ou até mesmo videogames dos quais os pais gostassem.
apesar de achar a sugestão quase cafona, fiquei com isso na cabeça.
já andei brincando no facebook que, se tivesse uma menina, homenagearia a pequena com o nome de uma ou duas personagens da minha série/livro favorito - game of thrones - e faria qualquer menção ou a arya stark ou a daenerys targaryen.
pensem bem comigo. ambos os nomes são estranhíssimos e o último é impronunciável para quem não vê a série (aportuguesando, seria algo semelhante a danéris targuérien).
pois bem, na saga, daenerys (também identificada no livro como dany) casa-se com um guerreiro que é khal de um povo (o khal é o líder do grupo, uma espécie de rei) e dany ganha o título de khaleessi (de pronúncia kalissi).
daenerys já estava fora de cogitação por motivos mais que óbvios, o que me deixou quase desolada.
aí pensei em dany. como não gosto de estrangeirismos em nomes, adaptei para dani. mas dani parace apelido e eu não gosto. e mais uma vez deixei essa maluquice de lado.
até que a brilhante ideia me ocorreu, enquanto passeava com o benjamin. pensei como alguns nomes de menina andam em voga como alice, clarice e… meu deus! como não me ocorreu antes? estava debaixo do meu nariz este tempo todo e eu não tinha me tocado! khaleessi! é título de princesa, mas uma princesa guerreira e forte como a daenerys.
mas, devido aos tais estrangeirismos, eu poderia chamar de calisse. olha só que gênia eu sou!
calisse! meio clarisse, meio alice!
gente, cadê os miolos dessa grávida? ficaram em casa enquanto ela passeava? e marido? essa mulher não tem marido não?
pior: eu continuei achando essa ideia brilhante por algumas horas até cair em mim. escrevendo fica ainda mais horrível, porque na minha mente a minha calisse teria cabelos loiros prateados quase brancos, olhos lilases e sonhadores, seria resgatadora de um povo, guerreira destemida, mãe de dragões, a não-queimada.
não consegui pensar em melhor expressão para adequar-se a esta minha constrangedora situação insano-materna que a demodê aham, cláudia! senta lá.
porque né?, só sentando mesmo.
com isso, o segundo episódio - este menos constrangedor – ficou mais fácil de ser lembrado.
já vem acontecendo há mais tempo e, apesar de ter plena consciência de que é absurdo, é mais forte do que eu e não passa.
ando com a brilhante ideia de arrumar um filhote!
não um filho humano (este já está garantido). um animal mesmo.
culpa dos meus vizinhos, que tem dois cães que há pouco tiveram filhotes.
a bichinha prenhou um pouco antes de mim e no fim do ano passado os filhotinhos nasceram.
primeiro rola uma empatia esquisita: como está a mamãe? já está dando leite? os filhotes estão mamando direitinho? ela está se recuperando bem? (a pobrezinha teve que fazer uma cesárea de emergência na saída do terceiro filhote, que era cabeçudo demais e ficou entalado. acabou não aguentando, o pobrezinho)
e aí, sempre que posso, dou uma passadinha pra ver esses pequenos crescendo, abrindo os olhinhos, dando os primeiros passos e latidas, abanando a cauda. a crise maior foi quando (também na semana da calisse), fomos ver os filhotes e eles ficaram seguindo o benjamin.
oooouuuunnnnnn!!! ataque de fofura eterna master blaster thunder power plus ao cubo!
os filhotes dos vizinhos são só um agravante, mas na verdade já pensei em adotar filhotes de gato, cachorro, passarinho. meu instinto maternal está afloradíssimo.
o terceiro episódio foi menos grave e mais alucinógeno.
veja bem, qual é uma das primeiras coisas que as gestantes fazem quando descobrem a gravidez?
de todas as que eu conheço que antes bebiam, estas logo pensam que devem parar de beber a-go-ra. e ainda se pegam fazendo cálculos malucos pra ver se chegaram a beber quando desconheciam a gravidez. muitas acabam até entrando em paranoias desnecessárias.
maspoxavida! vou ter que ficar 9 meses sem beber? nove não, amiga. muito mais! esqueceu do tempo de amamentação? rá!
drogas, então, eu não preciso nem falar, né? dorgas, tô fora!
e aí o que resta para nós, gestantes? curtir uma lombra com os dons que a gravidez nos dá.
já falei do meu superolfato antes. mas se outrora ele era meu arquiinimigo que me provocava enjoos e indisposições terríveis, agora ele me leva a viagens fantásticas do tipo willy wonka dos anos 70 ou walrus.
foi no meio de um banho que eu resolvi cheirar um shampoo que o benjamin ganhou da minha mãe.
estava à toa no banho, vi que o frasco tava aberto e, antes de fechar, por puro costume eu cheirei antes.
pra que.. de repente aquele era o melhor cheiro do mundo! um cheiro meio de amora, meio de uva. um cheirinho que me remetia à infância, onde eu tive uns shampoos com aromas tão artificiais que faziam a vida até parecer mais bonita.
cheirei, cheirei e, quando o cheiro não era mais suficiente, decidi que a melhor coisa que eu poderia fazer naquele momento mágico era me banhar naquele líquido maravilhoso. despejei na mão, observei sua cor roxa, passei nos braços, no corpo, no rosto. passei embaixo do nariz e fiquei inspirando profundamente. pensei algumas vezes em beber só um pouquinho pra provar, mas logo recobrei o juízo. e depois me perdi em meus devaneios banhísticos, observando o líquido dentro do recipiente indo para cá e para lá, fazendo bolinhas e.. olha! as bolhas estão voando! eu sou o dumbo! não, o dumbo é o shampoo! gente, que coisa mais fantástica! como pode caber tanta diversão em um frasco de shampoo?
não sei quanto tempo eu perdi nos devaneios de um shampoo roxo, mas quando o banho acabou, o espelho estava totalmente embaçado e as paredes, escorrendo gotas de água, sugerindo que muitos minutos já haviam se passado.
ok, continuo achando o cheiro delicioso e me lamentando por não poder beber o shampoo apenas pelo fato de saber que me decepcionaria com o sabor (já bebi muito shampoo na minha longa infância).
e cada dia eu me convenço mais: quem precisa de drogas quando se tem filhos?

gravidez é um dos momentos mais especiais na vida de uma mulher e também pode ser a fase que mais mexe com ela por dentro e por fora.
de repente, mil pensamentos desde que cara o bebê vai ter, que nome vai receber até como fica nossa vida e nossa aparência com tudo isso.
desde que aconteça de maneira saudável, não é egoísmo preocupar-se com o corpo quando se está grávida. pelo contrário, é ele que comporta esse bebezinho que irá crescer e, mesmo após nascer, de certa forma nosso corpo ainda estará ligado a ele.
por isso uma mãe pode – e deve – cuidar-se muito bem durante a gestação.
hoje quero dar um foco especial sobre os cuidados com a pele durante a gravidez:
um clichê da década retrasada, mas não menos verdadeiro. use filtro solar, especialmente se estiver grávida.
por conta dos hormônios da gravidez, a produção de melanina fica alterada e manchas podem aparecer durante a gestação e te acompanhar por toda a vida.
aconteceu há poucos meses. eu não sabia que estava grávida quando, por acaso, peguei sol sem filtro (coisa rara, visto que quase nunca tomo sol desprotegida). no dia seguinte notei pequenas manchinhas na perna.
pouco tempo depois, descobri a gravidez e soube o porquê de tais manchas. aí (falha minha total), há pouco tempo me expus ao sol e me esqueci apenas de uma parte das costas. adivinhe o que aconteceu? mais mini-manchinhas.
e isso é sério. tem que proteger, porque as manchas da gravidez estão entre as mais difíceis de serem removidas depois.
por isso, senhoras e senhoritas, protejam-se – especialmente no rosto, que é onde mancha mais, use filtro solar mesmo se vão ficar em ambientes internos. uma boa dica é passar um hidratante que já contenha filtro. assim, você mata dois coelhos em uma cajadada só.
fui uma adolescente privilegiada. quase não tive espinhas. minha pele era linda, meu cabelo, uma seda! eu sempre fui muito elogiada por isso e ficava toda orgulhosa de mim.
mas algo temível aconteceu: elas resolveram dar as caras (ou dar na cara) quando engravidei do benjamin. e desde então, minha cara amiga, elas nunca me abandonaram completamente.
na gravidez minhas espinhas intensificam-se.
morro de inveja dessas mulheres que ficam com uma pele maravilhosa durante a gestação. temo que eu morra sem nunca saber o que é isso.
mas, para minimizar a oleosidade que me assola e tentar acalmar a fúria das espinhas, o que faço sempre é lavar o rosto de manhã e à noite com sabão neutro. uso sabonete infantil mesmo, que não agride a minha pele. na hora de enxugar, seco apenas pressionando a toalha contra o rosto. nada de esfregá-la na cara! e depois, um hidratante/filtro oil-free.
pra aproveitar, já que estamos falando de cuidados com o rosto, evite os ácidos durante a gravidez! ácido retinoico é um deles (presente em alguns cremes antiidade). e também não saia usando produtos para tratamento de espinha e manchas sem antes consultar seu ginecologista/obstetra e um dermatologista de confiança.
de todas as preocupações que as gestantes têm com o corpo, vejo que sempre pairam dúvidas sobre estrias.
as estrias acontecem quando a pele espicha mais do que daria conta. aí a fibra se rompe, surgem linhas rosadas/arroxeadas e, após um tempo, ela consolida-se, quase como se fosse uma cicatriz.
sim, estrias em sua grande maioria são genéticas. então, se você está morta de preocupações para saber se vai adquirir ou não as malditas, pode começar perguntando à sua mãe ou irmãs que já engravidaram. se elas não tiveram, a tendência é que você também não as tenha. mas se elas não foram beneficiadas pela genética, o jeito é tentar fazer o que estiver ao seu alcance para minimizá-las.
até porque não existe nenhum tratamento 100% eficiente contra as maledetas.
por isso, o melhor é prevenir.
mas como?
1. hidrate-se
hidratação é sempre a resposta. um bom creme ajuda a aumentar a elasticidade da pele e, em boa parte dos casos, evitar que as estrias apareçam.
o ideal é começar desde o início da gravidez, dando atenção especial às zonas que mais espicham, como barriga, quadril, costas e seios.
há no mercado hidratantes específicos para gestantes, alguns, inclusive, ditos antiestrias. vale muito a pena investir em um (ou vários), especialmente a partir do segundo trimestre da gestação, que é quando a barriga (e todo o resto) começa a crescer de fato.
2. água, água, água
não adianta morrer de hidratar por fora se você está seca por dentro. se o ideal para qualquer pessoa é no mínimo 2 litros por dia, uma grávida deve tomar bem mais que isso (arrisco a dizer pelo menos uns 3 litros, mesmo que eu ainda esteja distante deste ideal).
isso porque o fluxo sanguíneo de uma gestante é bem maior, sem contar com o resto do organismo a todo vapor para gerar uma nova vida.
além de hidratar a pele, a água evita infecções urinárias, o acúmulo de líquidos (por incrível que pareça), colabora para o bom funcionamento dos rins, dentre tantos outros benefícios.
ou seja, você só tem a ganhar bebendo água.
e se, como eu, você é daquelas que costumam esquecer de se hidratar, mantenha sempre perto de você uma garrafinha com água fresca.
3. invista em bons sutiãs
sutiãs de boa sustentação podem ajudar a evitar estrias nos seios. conforme eles crescem e pesam, o melhor a fazer é segurá-los bem. dê preferência aos de gestante (ou lactante), que possuem alças grossas e não têm aquele aro de ferro dos infernos. em geral, os sutiãs de gestante não são lá muito charmosos, mas já há no mercado umas marcas que disfarçam bem (mas nenhum deles disfarça a alça grossa. que pena).
4. minha amiga balança
ok. sou contra esse lance de passar fome na gravidez e ficar contando caloria. mas também aquele papo de que grávida come por dois é balela. sempre digo que grávida que come por dois, engorda por dois.
e aí, raciocinem comigo: de que adianta tomar todas as medidas preventivas para combater as estrias que já tendem a surgir normalmente e descuidar no ganho de peso?
não é só por questão estética, não. é uma questão também de saúde.
estou preparando um post para a semana que vem que fala sobre ganho de peso e alimentação saudável (e gostosa) durante a gravidez, no qual pretendo explorar melhor o assunto.
então, não faça da balança sua inimiga. faça dela sua aliada durante a gestação. seu bebê e você agradecerão futuramente.
5. fique atenta às mudanças!
se você percebeu alguma linha rosa, vermelha ou mesmo roxa no seu corpo, pode ser que seja uma estria à vista. mas não se desespere! converse com seu médico obstetra e com um dermatologista. se tratadas no início, as estrias podem ser minimizadas e até evitadas.
na gravidez do benjamin me apareceu uma linha horizontal rosada de canto a canto da barriga e padeci me imaginando com aquela estria depois. coçava horrores! pra aliviar a coceira, passei a hidratar mais que o normal e no fim ficou só uma coisiquinha minúscula perto do umbigo – onde eu costumava ter piercing – que só eu consigo ver (nem o marido percebe).
aproveitando o tema, gostaria de trazer pra roda uma pergunta clássica: coçar a barriga dá estria? por incrível que pareça, não. na verdade, é justamente o contrário: é a pele espichando e a estria querendo aparecer que fazem a barriga coçar tanto. aí a lenda surge porque a mulher pensa “mas eu cocei e cocei e foi surgir uma estria justamente naquele lugar”. então, se coçar, pode dar uma aliviada (de preferência sem unhas, para não machucar), mas aproveite para hidratar-se mais ainda, com um creme bem “potente” em tais lugares.
também vale dar uma olhada pra ver se o hidratante que você está usando ou mesmo o tecido de alguma roupa específica não estão te dando alergia. comigo aconteceu justamente isso.
por isso, deve-se aproveitar esse tempo para cuidar do seu corpo, da sua saúde e, claro, do seu bebê.
a gestação é um momento fantástico para conhecer-se melhor e aproveitar para abandonar velhos hábitos em prol da vidinha que forma-se dentro de si.
confesso que não é lá muito fácil, mas é por uma boa causa e muitas coisas tornam-se tão rotineiras que você acaba adotando alguns bons costumes que te acompanharão por toda a vida.
pois é. os filhos nos mudam para sempre, antes mesmo de virem ao mundo.
confira também os outros blogs patrocinados pela natura mamãe e bebê: coisa de mãe, it mãe, mãe de guri, mamatraca, mamíferas,mundo ovo e vida de gestante.

que cérebro de grávida dá um nó na gravidez, isso já é sabido.
na minha gravidez do benjamin não foi diferente, mas eu não lembro das mancadas. só recordo que dava uma gafe atrás da outra.
então, nessa gravidez, resolvi registrar meus acessos de burrice momentos de desligamento porque senão, com certeza absoluta, eu irei esquecer.
entendedora de arte
diálogo entre marido e eu:
ele: não entendo por que o povo ama tanto romero britto.
eu: ah, não é meu gosto, mas a gente tem que reconhecer que ele é a pop art brasileira dos tempos de hoje. ou você acha que todo mundo amava andy warhol? com certeza tinha gente que falava “ah, eu não gosto desses desenhos dele. são feios, são pornográficos. aqueles bonequinhos fazendo sexo, de pinto de fora…”
ele: andy warhol?
eu: desculpe. keith haring. mas também devia ter gente que não curtia andy warhol. imagina alguém falando “que nada a ver, esse bando de foto da madonna, uma de cada cor…”
ele: madonna?
eu: ah, desisto!
mensagem a pé
“hilan, por favor, me empresta seu chinelo pra eu mandar uma mensagem?”
(isso aconteceu na sequência do warhol vs. haring, enquanto eu tentava mudar de assunto).
muitos coelhos, muitas cajadadas
um dia, escrevendo um post rascunho, eu consegui mandar a pérola “dois coelhos em duas cajadadas”. a sorte é que reparei o erro a tempo e ninguém percebeu minha quase-gafe.
se bem que, levando em consideração minhas atuais e incríveis habilidades psicomotoras, matar dois coelhos em duas cajadadas já seria um grande lucro.
dislexia severa
tenho lido/falado/escrito muitas palavras completamente trocadas, ou fazendo umas associações absurdas.
justificativa
quando terminei de revisar este post, quis falar com o marido:
- e olha que eu não assinei… olha que eu não astronei… e olha que eu não anotei mais todas as gafes que andei dando.
aí desisti e fiquei calada.
* * *
nota pós post: alguns dias depois, achei este texto, que fala da minha leseira pós filho.
ou seja, não há mais esperanças para mim. depois do segundo filho, acho que vou precisar tatuar em algum lugar visível do braço meu nome, do marido, dos filhos, endereço de casa e contatos de emergência, só pra garantir.