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09 de julho

gravidez em fotos

por luíza diener

linhadotempo_vertical

não passou rápido. voou. voou mais alto que o benjamin na foto dos oito meses.
foram 38 semanas e dois dias. parece que foram apenas 10.
mas ainda melhor é estar com essa piquititica no colo =)

ps: a vida vai bem, obrigada! ainda to tentando conciliar tempo entre um, outro, eu e nós. assunto pra post é o que não falta. falta é coragem e vergonha na cara pra arrumar um tempinho e escrever tantas coisas maravilhosas e intensas que temos passado.
desde já agradeço todos os lindos comentários nos últimos posts. li todinhos, um a um, mas infelizmente não tenho conseguido responder todo mundo.
obrigada de coração por tanto carinho e alegria que tenho recebido de todos ; )

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10 de junho

chora, mãezinha, e outros lapsos da gravidez

por luíza diener

choramamae

to sensívi.
to sensivi demais.

fui reler um texto normal que tinha a.ca.ba.do de escrever. reli e chorei. chorei por quê? porque é muito emocionante.
ainda terminei o texto me auto elogiando: você escreve muito bem, luíza.
ué. se eu não me elogio e gosto de mim mesma, quem mais vai fazê-lo?

aí o benjamin perguntou: “papai hilan, você vai trabalhar?” e quando ele respondeu que “agora não”, o menino soltou um longo ebaaaaa! e começou a pular. os olhos meus todos cheios dágua. ai, pera, deve ter sido só um cisco.

na sequência, o tov sentou na minha frente e ficou só me olhando. olhando. olhando. com aqueles olhos esbugalhados dele que não te passam muito sentimento de dó ou piedade. com aquela cara esquisita que ele tem e os olhos cheios de remela de quem acordou há pouco. eu, o quê? me emociono, ué. olha que lindo esse cãozinho! eu tenho um cachorro! que coisa linda!

* * *

emoções à parte, semana passada estava na casa de uma amiga.
aí, claro, fui ao banheiro – meu lugar predileto em todos os lugares que visito ou frequento.
fiz lá meu xixizinho habitual e, quando me direciono à pia para lavar as mãos, uma surpresa ao me olhar no espelho: nossa! como minha blusa está espichada na barriga! como eu estou barriguda! eita! estou grávida!

gente, eu e.s.q.u.e.c.i que estava grávida. simples, ué. o que são 8 meses diante de 28 anos de existência?
primeiro eu estranhei, como quem dormiu por trocentas semanas e acordou em uma realidade de vida nova.
aí eu achei bonito e admirei aquela redondeza toda. por fim lembrei que, de fato, tem um bebê na minha barriga há um bom tempinho, já.
ufa!

* * *

a varanda aqui de casa é cercada com blindex. aquele vidrão que fecha tudo, sabe?
aí o benjamin – que anda fissurado por caminhões de lixo – queria ver um caminhão que passava lá fora.
expliquei que ele poderia ver, mas com a janela fechada, porque amanheceu frio e tava um vento muito forte na cara dele.
fechei o vidro e perguntei: “dá pra ver o caminhão assim?”
fui tentar ver o caminhão e paft! meti a testa com toda vontade no vidro que tinha a.c.a.b.a.d.o de fechar.
quem foi que colocou esse vidro aqui no meio se eu tinha acabado de olhar lá fora e ele não estava aqui?

o benjoca nem percebeu, mas o marido viu de longe e desatou a rir.
agir naturalmente, né? tem outro jeito?

* * *

dedico este post a mim mesma, que completo 38 semanas hoje.
nunca estive tão grávida na minha vida!

 

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04 de junho

37 semanas – cadum, cadum

por luíza diener

Magneto Elenco - Luíza Diener - Book Gestante - 17

agora sim, um texto decente sobre as últimas semanas da gravidez (o da semana passada foi mais pra mostrar a montagem que o marido fez. eheheh!).

agora, nesta reta final, pude perceber que não teve jeito: eu desenvolvi minha segunda gravidez à sombra da primeira.
ser grávida de segunda viagem me ajudou em muita coisa, mas acabou por atrapalhar em outras.
porque por mais que eu sempre diga que cada gravidez é uma e cada filho é um, esperei que meu corpo reagisse da mesma maneira a situações semelhantes.

exemplo disso foi o que aconteceu quando eu estava com 35 semanas: passei 4 dias tendo algo muito parecido com as cólicas menstruais que costumava ter antes de engravidar do benjamin: dores no baixo ventre que irradiam para a coluna lombar.
senti isso também na gravidez do benjamin, 4 dias consecutivos antes dele nascer. sendo que, no quarto dia, entrei em contato com a médica, que fez o toque e constatou: 3 centímetros de dilatação. 9 horas depois ele nascia.
por isso, quando – 2 semanas atrás – vi que as tais cólicas estavam muito parecidas com aquelas e que aconteciam há 3 dias, já bateu um desespero: e se esse bebê vier antes do tempo?

aí eu me toquei do outro erro: achar que necessariamente, porque o benjamin nasceu de 37 semanas, o segundo também nasceria.
me planejei toda pra isso, como se fosse uma espécie de regra.

passado o susto e depois de conversar com a maravilhosa médica – que me tranquilizou totalmente – coloquei algo na cabeça: este bebê é diferente. esta gravidez é, de fato diferente. eu já venho sentido isso desde o começo.
naquela eu não enjoei. nesta, não tinha vontade de comer nada (até hoje alguns enjoos se manifestam).
naquela meu rosto, colo e costas se encheram de espinhas. nesta, só um pouco.
naquela eu enlouqueci com doces. nesta, metade de um bolo já me deixa estufada (salvo momentos de insanidade).
naquela eu engordei um pouquinho. nesta, estou me sentindo uma magrela.
naquela eu já estava com a cara bem inchada lá pelas 34 semanas. nesta, me sinto com cara de caveira.
naquela eu sentia meu benjoca como um bebê mais agitado. nesta – apesar do bebê mexer bastante – creio que seja uma criança mais tranquila.
naquela, com 37 semanas, eu me sentia como uma velhinha bravia e enclausurada. nesta, quero amar e abraçar o mundo (apesar de também ter meus ataques antissociais, mas que passam). quero botar o pé na rua, fazer mil coisas ao mesmo tempo.

e tantas, tantas coisas que se distinguem uma da outra!

aí encontrei uma citação que anotei na minha gravidez anterior e transcrevo aqui agora:

“a placenta, que não deixa passar as bactérias, deixa passar a adrenalina. essa substância, que se espalha no sangue sob o golpe da emoção boa ou má, atravessa com facilidade a placenta. nos dois sentidos. desse modo, o bebê e a mãe estão continuamente imersos no mesmo sumo emocional. qual dos dois começou? nada prova que o feto não seja capaz de comunicar ele mesmo suas emoções à mãe e indicar-lhe quais são seus desejos e preferências, influenciar de dentro os gostos e comportamentos maternos durante a gestação.” (thérèse bertherat. do livro quando o corpo consente).

lembro que quando li este trecho pensei: é isso! alguém falou o que lá no fundo eu já acreditava. e me apeguei a esta teoria, acreditando que não apenas nós gestamos o bebê mas ele, de certa forma, nos gesta como mãe.

e aceitei, abracei e relaxei.
deixei este bebê desde já me ensinar a ser mãe outra vez.
e quer saber? sosseguei e agora acho que ele ainda vai ficar mais um pouquinho na minha barriga.
e estou aqui, feliz da vida.

 

 

 

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29 de maio

que passe devagar

por luíza diener

Magneto Elenco - Luíza Diener - Book Gestante - 19_700

de repente minha barriga cresceu. de repente todo mundo notou. de repente, de um dia para o outro, deram para me perguntar se o bebê já está chegando. de repente ele está, de fato, chegando.

sinto que a gravidez chegou ao fim.
não ao fim do tipo amanhã vai nascer. mas do tipo tudo que era pra acontecer já aconteceu: os órgãos já se formaram, os membros, a pele, os pelos, as unhas. o pulmão já consegue funcionar e o bebê já está praticamente do tamanho que terá ao nascer. agora resta esperar a hora de chegar.

aí bateu aquele sentimento estranho.
a impressão que dá é que essa gravidez foi mais rápida que a primeira.
talvez eu não tenha aproveitado tudo. talvez, se o bebê ficar mais um tempinho aqui, eu possa conseguir curtir mais um pouquinho.
é um sentimento contraditório.
quando escrevi que queria que chegasse logo, estava deixando minha ansiedade de mãe falar mais alto. aquela, de querer ver, pegar, cheirar o bebê.
mas a barriga.. ah! a barriga!

confesso que na primeira gravidez não cheguei a me despedir da barriga. talvez porque tenha aproveitado-a muito, talvez porque queria experimentar logo a experiência de ser mãe.
sei que com esse bebê tudo vai ser novo, mas é como se, por já ter vivenciado algumas coisas, a pressa pra revivê-la não seja assim tão grande.

falta menos de um mês para a data prevista do parto, mas sinto como se meu bebê pudesse chegar a qualquer instante. essa hora vai ser linda, vai ser mágica, vai ficar eternizada no meu coração. toda aquela alegria e sensação que a gente tem no parto de que o bebê logo estará em nossos braços, mudando nossa vida para sempre.
mas ao pensar que após isso acontecer isso será somente passado, somente memória, dói.
vou me lembrar de quando o bebê mexia aqui dentro. me lembrar dos desejos estranhos de grávida, dos incômodos, dos enjoos, do próprio parto. tudo isso vai soar como uma doce lembrança.

dá vontade de congelar o tempo. de curtir e proteger esse bebê aqui dentro da barriga, sem me preocupar se ele vai pegar vento, se está com fome ou se pode adoecer ou se machucar.
de aproveitar meus últimos momentos com meu até então filho único, benjamin. depois ele será não apenas filho, mas ganhará o papel de irmão. irmãozão. o mais velho.
pode ser dolorido para ele e a vontade que dá é de também protegê-lo, para que ele não sofra.

parece triste, mas não é. é um sentimento gostoso como se, ao permitir-me sentir tudo isso agora, isso não virá a ser surpresa quando a hora realmente chegar.
já sinto saudades do bebê que ainda não veio. às vezes quero que ele chegue logo mesmo.

mas que passe devagar. que o amor não tem pressa, ele pode esperar.

 

 

 

 

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22 de maio

que venha logo

por luíza diener

Magneto Elenco - Luíza Diener - Book Gestante - 22_700

tá acabando… passou rápido demais!
e parece que conforme a data se aproxima, a curiosidade aumenta.

umas semanas atrás me perguntaram se eu tenho expectativas em relação a este bebê.
e como não teria? estaria mentindo se dissesse o contrário.
claro que a gente tenta não deixar que elas tomem conta da gente, mas é impossível não criá-las.

por exemplo, benjamin é extremamente guloso, conversador, curioso. não pára quieto nem silencia por um segundo sequer. nem dormindo. acho ótimo. adoro criança assim. não reclamo, porque é lindo ver o quanto meu filho curte cada momento de sua vida intensamente.

mas, claro, já me peguei pensando: “e se esse próximo bebê fosse só um pouco mais calminho? e se ele tivesse um apetite um pouco mais moderado, fosse menos ansioso, dormisse com mais facilidade, tipo no carro ou no meio da rua? será que existe mesmo bebê anjinho? não daria pro próximo ser um pouquinho assim?”
óbvio que isso não mudaria nada o que sinto pelo meu bebê, assim como o jeitão do joca não afeta no tamanho do amor e cuidado que eu tenho por ele.
é só que bate uma curiosidade monstra de ter filhos diferentes.

essa coisa dos filhos diferentes, eu penso muito sobre isso. numa ecografia, o bebê de agora parecia ter um narizinho mais protuberante que o do irmão. aí já me peguei pensando num bebê narigudo, com cabelos lisos e escuros. impossível? não. mas que lá no fundo pinta essa curiosidade de ter duas crianças bem diferentes uma da outra, isso eu confesso que dá mesmo.

a escolha de não saber o sexo do bebê de certa forma ajuda a gente a aliviar algumas dessas expectativas. pelo menos a intenção é essa.
mas, assim que optamos por não saber, passei algumas semanas numa quase-angústia imaginando constantemente “e se for menino?” “e se for menina?” “qual nome escolher?” “como montar o enxoval?”. não passava um dia sequer sem que pensasse nisso tudo e mais um pouco.
aí não vale. a expectativa continua. as projeções continuam. ok. elas são normais, mas em excesso podem ser muito aflitivas.
então relaxei de vez.
consegui estabelecer um vínculo muito bacana com meu filho ou filha dentro da barriga. e é engraçado, porque nem um nomezinho fictício eu atribuí a este bebê desta vez.
talvez alguns achem estranho, mas adoro chamá-lo somente de bebê.

outra coisa que vejo é o tipo de expectativa que o benjamin gera em relação ao irmão/irmã. essa parece muito mais concreta.
costumo dizer que ele é a pessoa que mais conversa com o bebê.
fala o dia inteirinho: “bebê, olha o que eu estou fazendo!” “bebê, eu machuquei o pé” “bebê, quando você sair da barriga da mamãe você vai crescer, crescer, crescer e a gente vai brincar junto! eu vou emprestar minhas coisas para você e você vai mamar no peito da mamãe”.
vê-se que, para ele, não faz a mínima diferença se vai ser menina ou menino. ele parece não se importar de maneira alguma.
e, quando questionado sobre o que ele acha que é, já responde na lata pra quem pergunta: “a gente só vai saber quando nascer”. e desconversa se a pessoa insistir demais.

pra mim, conforme o momento da chegada se aproxima, tudo que eu consigo pensar é na hora do parto.
não estou com medo dele
. não tenho medo de dar errado, não ando com medo de sentir dor. estou, na verdade, doida para começar a sentir os chamados pródromos. a sentir as contrações, anotar a hora em que elas acontecem e ver a frequência e intensidade delas aumentarem.
não que eu seja masoquista ou algo do tipo, mas lembro intensamente do sentimento que me tomou quando vivi esses momentos no dia do nascimento do benjamin. conforme o trabalho de parto evoluía, o médico fazia o toque e constatava o colo dilatando cada vez mais, era como se eu ouvisse, a cada contração, as trombetas que anunciam a vinda de um rei: “ele tá chegando! meu filho está chegando!”
era um sentimento tão palpável que parecia que eu poderia cortá-lo com uma faca e comer, como um doce bolo de fubá com sementinhas de erva doce.
e só de pensar nisso, tudo acontecendo outra vez comigo, sinto um arrepio, um gelado nas costas e na barriga, um calor no coração e muitas lágrimas nos olhos.
penso intensamente em toda a força que meu corpo fará para que meu bebê deixe sua antiga casa no útero e venha a este mundo, totalmente novo para ele. penso nele saindo de mim e vindo para mim. vou pegá-lo no colo, abraçá-lo, beijá-lo. quero tocar sua pele, seus cabelos. quero colar meu rosto junto ao dele, ouvir seu primeiro choro e chorar junto com ele. e já faço um ensaio disso enquanto escrevo esse texto, com os olhos marejados.
passada a emoção, talvez eu queira, então, saber se gerei uma menina ou um menino. talvez eu queira pensar um nome para ela ou ele. e tudo isso vai ser muito lindo e emocionante também.

nessas horas, a última coisa que me preocupa é que roupa ele/ela vai vestir, se vai usar rosa, azul, amarelo ou vermelho. se vai ser bombeiro, médico, bailarina, professora. se vai se casar ou não, se vai querer ter filhos ou não.
só consigo pensar que, desse momento em diante em diante, tudo será totalmente novo e diferente e nossa família será muito mais completa e feliz.

venha logo, meu bebê querido!

 

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13 de maio

ow, yeah! fizemos um book!

por luíza diener

semana passada venci um preconceito enorme: fiz um book de gestante.

me perdoe quem se amarra, mas sempre achei meio cafona isso de juntar a família, posar na frente da câmera, mostrar a barriga, desenhar coração e nome de batom, segurar sapatinho, beijar a pança, fazer coraçãozinho com a mão e blá blá blá.
mas aí fui convidada para fazer o book e, quer saber? é brega, mas pelo menos a gente registra. até porque no benjamin foi meio bagunçado.
bem que temos registrado a barriga mensalmente, mas não temos nenhuma foto com toda a família junta.
então venci o preconceito, a timidez, taquei uma argamassa na cara, pomada no cabelo, umas roupas na mala e fomos todos para o estúdio (era pro tov ir também, mas achei que não iria dar certo. se com o benjoca já foi difícil…).

não me arrependi. é um momento que vai ficar eternizado.
o resultado vocês conferem abaixo:

 

003

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005 010

001 004  006 011

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encarei a breguice com tanto gosto que até roupa eu tirei pra tirar foto. mas, além de não ter coragem de mostrar as fotos pra ninguém (só pro marido, que jura que ficaram boas – por que será?), voltei a me sentir cafonérrima por causa disso. então abafa.

fomos clicados lá na magneto fotografia que, além de book gestante, também faz ensaio newborn.

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23 de abril

31 semanas – contagem (não) regressiva

por luíza diener

setemeses

ontem completei 31 semanas. pra quem gosta de contar em meses, são sete.
lembro que, até a gravidez do benjamin, eu considerava uma grávida de 30 semanas uma gravidona.
na verdade minha perspectiva mudou um pouco. agora passei a achar que gravidona tem 35 semanas ou mais.
mas 35 tá na beira do gol e 31 já é mais de 30.

pra variar, to me sentindo mais grávida do que o considerado.
definitivamente já entrei naquela fase entocada do terceiro trimestre, de ficar cada vez mais antissocial, cansada, preguiçosa. só querendo curtir minha caverninha.
as tais contrações de treinamento – as indolores – às vezes são tão intensas que acho que minha barriga vai virar uma rocha.
quando percebo que elas estão intensas demais e paro, descanso um pouco e bebo muita água. fiquei sabendo que desidratação pode dar mais contrações. você sabia disso? nem eu. mas depois que descobri, água virou meu santo remédio. e funciona que é uma beleza.

estrias e meu momento monange

me aconteceu uma coisa engraçada. na gravidez do benjamin passei creme no corpo inteiro, desde o momento em que descobri o positivo. durante a gestação in-tei-ra devo ter negligenciado isso apenas umas 3 vezes, se muito.
até cheguei a fazer um post sobre os cuidados com a pele durante a gravidez mas, apesar de saber toda a teoria (e já ter vivido a prática por quase 9 meses), desta vez eu fiquei com uma preguiça monstra.
de tudo o que eu sabia, só me ficou o “estrias são genéticas”. me vali do argumento de que, mesmo após 3 gestações, minha mãe não teve estrias. o mesmo válido para a minha irmã.
e se eu sobrevivi à primeira gestação quase que incólume (com exceção de uma estria filha única que me apareceu no umbigo e sumiu assim que a pança encolheu), nesta segunda não seria diferente, até porque eu já estava com a pele toda malemolente sanfonada.
não que eu tenha aberto mão completamente dos creminhos. mas se, na primeira eu usei de 8 a 9 frascos de hidratante (pasmem), nesta eu mal consegui nem acabar com o primeiro.
mas, em minha defesa, já estou no terceiro frasco de óleo (preguiça) e além disto estou usando uma pomada concentrada de manteiga de cacau que é incrível. só que uso apenas nas áreas estratégicas: peitos, barriga, bumbum e uma parte das costas.

houve um dia – não tem muito tempo - que a espertalhona aqui acordou toda quebrada e resolveu se alongar. coloquei a perna lá pra trazão e aí eu vi: da bunda para baixo, justamente no limite do aqui o creme não é mais tão crucial, lá estavam elas: acompanhadas de suas fiéis amigas celulites (claro), as terríveis e temíveis estrias! discretas, mas em quantidade suficiente para incomodar uma mulher. um monte de risquinhos na parte de trás da coxa. e o pior: branquinhos!
conta a lenda que quando as estrias são avermelhadas ou arroxeadas, há uma grande chance de que elas sumam depois. mas contra as estrias branquinhas já não há mais muito o que fazer.
não sabia se ficava triste por saber que nunca mais me sentirei assim tão linda, magrela e confiante num shortinho curto ou desfilando na beira da piscina, ou se ficava feliz por saber que eu sou uma grávida normal, como a maioria deve ser.

é isso: magrela, com celulite e estrias. e daí?
fiquei reflexiva sobre como tentamos evitar algumas coisas que são completamente normais, tentando sempre seguir um padrão de beleza inatingível para a maioria de nós, mortais.
combatemos as celulites (que são tão fofas nas bundinhas dos bebês), as estrias, as rugas, as manchas, como se fossemos a única pessoa do universo a tê-las. fazemos a nossa parte até onde podemos (e nem estou falando que há algo de errado nisso), mas sabemos que esse dia vai chegar para a maioria.
e um que chega para todas as que estão vivas é a idade.
então acho que o melhor a fazer é aceitar que essas marcas são como pequenas lembranças da vida.
assim como meu peito mudou muito depois de amamentar o benjamin, meu umbigo ficou irreconhecível após a primeira gestação e onde encontrava-se um piercing virou uma coisa meio disforme, agora estou repleta de celulites (que dizem que passa um pouco) e as marquinhas de faquinha na perna, das estrias.
claro que desde esse dia eu to passando creme que nem uma louca pra evitar que apareçam mais. mas também não vou entrar em depressão e me jogar num pote de sorvete por causa disso.
(talvez eu até me jogue num pote de sorvete, mas farei isso com muita alegria.)

movimentos do bebê na barriga

em todas as consultas minha barriga é lá toda apalpada, medida e não há dúvidas: o bebê já está de ponta cabeça, na posição ideal pra um parto normal.
óbvio que ele se mexe pra cá e pra lá. um dia desses eu tive certeza que ele largou a posição ideal, se atravessou todo na minha barriga e assim ficou por quase 2 dias. mas depois voltou à posição anterior.
eu acho é que esse bebê é muito do esperto. sabe criança que tem uma opinião x, mas aprendeu a dar a resposta “certa” pra professora só para agradá-la? então, essa é a minha criança durante as consultas e ecografias.

mexe, mexe muito. de noite e de dia. sinto demais, mas à noite é o horário de pico, geralmente entre 23h e 00h30. um relógio, gente.

os tais soluços

sempre lia em sites, fóruns e blogs sobre os soluços do bebê na barriga. ouvia amigas dizendo “o fulaninho tá soluçando aqui dentro” e até escutei de uma recentemente que ela ouvia bem longe o barulho da filha soluçando lá dentro (oi?).
até já tive essas impressões nas minhas gravidezes (exceto a do som), mas nunca a certeza.
esta semana eu tive, mais que absoluta. os movimentos eram compassados. um pulo generalizado na barriga, não aquela coisa localizada de um chute ou um empurrão com a mão. e mais: sentia meu ânus uma coisa lá embaixo pulsando. pus a mão na barriga, na parte que provavelmente está o tronco do bebezinho e percebi os soluços nitidamente. ô, gente! eu sei que isso não faz mal para eles, mas me deu uma dó!
e daí em diante tive certeza de que já havia sentido não apenas este bebê, mas o benjamin soluçar. só não havia me dado conta.

o nome que ninguém sabe

a primeira pergunta que ouço quando me veem com esse barrigão é: “já sabe se é menino ou menina?” e a segunda – quando descobrem que não – é: “mas você pensou em nomes?”.
claro que pensei. pensei em vários nomes. pensei em nomes lindos e adequados, pensei em nomes absurdos e impróprios. falta de pensar não foi.
mas não me decidi por nenhum. nem eu e muito menos o marido.
não é aquela coisa “ah, a gente não sabe o sexo do bebê, mas se for menino será alfredo e se for menina, joaquina”.
e a cada dia que passa, acho os nomes da lista mais vagos e distantes do bebê que imagino que terei.
também não chega a ser aquela coisa “vou esperar pra ver a carinha e pensar que nome corresponde ao bebê”, porque seguindo essa lógica, chamar-se-á joelho, cabeça de cone, hemorroida e por aí vai.

planos para o parto

normal. humanizado. respeitoso para a mãe e para o bebê.
toda aquela coisa linda e natureba sem cortes, sem intervenções, sem agulhas, sem glúten e sem lactose.
bebê no colo da mãe ao nascer, a família toda junta, linda e feliz. se achar que devo gritar, vou gritar. se achar que preciso ficar calada, assim ficarei.
não tem posição ideal, não tem lugar ideal. mas vai nascer e vai ser da forma mais natural possível.
tomei uma bronca de uma amiga quando disse “vou tentar parto normal”. porque se precisar de cesárea, não quero me frustrar por isso. a bronca nada tem a ver com as vias de parto em si, mas com o “se você quer alguma coisa, tem que já dizer que vai consegui-la”. e é isso mesmo: vou ter parto natural!

enxoval

tá muito completo. tem roupa do irmão, do primo, do outro primo, da prima que nasceu há 6 anos (e já emprestou pra esses outros três citados anteriormente). tem uns 10 a 15 bodies tamanho RN ou P, 2 tamanho M e uns 8 do G que foi espichando com o uso até exceder o GG e o irmão mais velho só deixou de usar porque desfraldou e body ficava difícil pra menino de cueca.
tem roupa azul, mas tem muita roupa branca. tem cinza, marrom, vermelho, marinho. confesso que não tem muito amarelinho e verdinho porque acho tão óbvio pra enxoval neutro que acabei pegando um pouco de abuso.

mas ainda tenho alguns pequenos impulsos de comprar uma ou outra coisinha nova, acompanhados de pequenos mimos de amigas, avó e até ajuda de sites parceiros que quiseram colaborar com a desesculhambação do nosso baby, pra ficar bem bonitinho.

decoração do quartinho

ahahahahha! que decoração?

cadê minha vagina? – uma mata se instala

ela sumiu do meu campo de visão. só com espelhinho. às vezes até no espelho do banheiro ela se perde, por causa do ângulo do espelho. em casa eu ainda me arrisco a fazer depilação nas pernas, sobarco, bigodão. mas a vagi ficou de fora.
um dia pedi ajuda ao hilan para aparar uns pelinhos lá embaixo. ele tomou um susto. pedi um espelhinho pequeno pra ver. gente! mata atlântica é apelido, porque a original anda tão desmatada que a minha ficaria com inveja.
acho que o jeito é apelar para uma profissional. uma bem recomendada, mas que não me conheça. e depois eu nunca mais volto lá, porque a vergonha não me permitirá.

colchão: amigo ou inimigo?

quando o benjamin nasceu, ganhamos um colchão bem firme. achei a coisa mais deliciosa do mundo, apesar de todos os meus ossos pontiagudos.
mas com a gravidez evoluindo, minhas posições se restringiram a lado esquerdo e direito. esquece barriga pra cima, que me dá falta de ar. bruços, então, nem pensar. e com o enorme cansaço típico desta gestação, eu deito e apago. só lembro de mudar de posição ao acordar para fazer xixi. se acordar.
isso começou a me deixar extremamente dolorida. parecia que eu tinha tomado uma surra. até roxos comecei a apresentar, por ficar tanto tempo ossudo na mesma posição.
dava 5h da manhã eu não conseguia mais dormir, tamanho o desconforto.
passei a migrar pro sofá ou pra cama do benjoca no meio da noite. se ele acordava cedo, mandava ficar com o pai e me trancafiava sozinha no quarto dele, até chegar a hora do hilan se arrumar para o trabalho.

depois de tantas semanas mal dormidas, resolvi dar um basta.
acordei surtada e fui a uma loja de colchões perto da minha casa. comprei um colchão novo pra gente. pedi o mais macio que eles tinham (que, por sinal, era o mais barato também), de preferência da mesma densidade do colchão do filhote. aproveitei e comprei logo o do bebê, que não tem cama nem berço, mas agora tem colchão.
desde então durmo maravilhosamente bem. quero morar na minha cama.
já o marido, não sei não. acorda todo cansado, entrevado, moído pelo colchão macio.

contagem não muito regressiva

se por um lado eu não vejo a hora de ter logo esse bebezinho no colo, cheirá-lo, embalá-lo noite adentro, andar com ele amarradinho perto de mim ficar livre dos desconfortos do final da gestação, por outro quero que esse momento se arraste para sempre. muito mais pelo medo de nossas vidas – mais uma vez – mudarem para sempre e pela preguiça de começar tudo de novo.
por outro, quero lavar essas roupinhas, vestir meu bebê, arrumar um nome pra essa criaturinha, trocar e lavar suas fraldinhas (sim, sinto saudade das fraldas de pano). quero voltar a sentir cheiro de bebê na casa, a ouvir aquele choro inconfundível de recém nascido de noite e de dia, a escutar aquele barulhinho de bebê mamando e sentir que aquilo nunca mais vai ter fim – por mais que sempre tenha.

no fundo eu sei que não há por que ter medo. que essa mudança será uma coisa maravilhosa. que todos nós nos adaptaremos super bem, assim como foi com o benjamin.
e que, ao olharmos pra nossa nova vida e pro nosso bebezinho, nos perguntaremos: como conseguimos viver até hoje sem ele?

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27 de março

27 semanas!

por luíza diener

seismeses

esta semana completei 27 semanas de gestação. dentro dos meus cálculos malucos, isso dá 6 meses.
finalmente estou chegando no terceiro trimestre.
quer dizer, finalmente nada. eu nem percebi o tempo passar. gente, terceiro trimestre, já? quando eu me der conta, o bebê estará em sua festinha de 1 ano, todo lindo, faceiro, cheio de dente e andando pra cá e pra lá e eu vou me perguntar “mas não era ontem que eu estava grávida?”
clichê, bem sei, mas realmente nem estou vendo essa gravidez passar.

fazendo um paralelo com o meu outro único referencial de gestação – o do benjamin – to achando essa etapa final muito mais tranquila.
quando grávida do benjoca, a essa altura do campeonato eu já estava morreeendo de dores nas costelas, sem conseguir fazer mais nada direito. desta vez a costela até incomoda, mas tá muito mais sossegado. mexe aqui, remexe acolá, ajeita a posição e tudo certo: ganho mais pelo menos meia horinha sentada.
mas nem vou cantar muita vitória. vai que, né?

pra falar a verdade, estou me sentindo muito grávida há muito tempo. falta de ar, acordar à noite pra fazer xixi, andar que nem uma pata.. aliás, tenho uma observação sobre grávidas de segunda (terceira, quarta e assim por diante) viagem: todas nós, sem exceção, adquirimos uma postura gestantística muito antes da barriga ficar realmente protuberante. as grávidas de primeira estão lá, todas faceiras em seus sapatos altos, andando todas lindas, pomposas e empinadas. mas já cansei de ver essas gestantes escoladas com, sei lá, 4 meses e quase nenhuma pança jogando a barriga pra frente, arqueando as costas, andar arrastado com direito a mãozinha no quadril, aquela perna meio aberta e pé na segunda posição do balé. a minha teoria infundada é que a gente fica com uma memória corporal (ahn??) de como era estar com uma pança enorme e automaticamente nosso corpo tenta procurar aquela posição do nosso antigo eixo gravitacional de quando tínhamos uma barriga grande.
falei bobagem, mas falei bonito, ein?!

mas barrigas e estados físicos à parte, o melhor dessa gravidez é ter um novo serzinho para vivenciá-la junto comigo e com o pai: o irmão mais velho.
gente, que coisa fofa que tá o joca com essa barriga!
porque pra completar agora ele entrou numa fase de ser personagem, conversar com os brinquedos e querer que nós também incorporemos os personagens com ele.
então, do nada, ele vira e fala “bebê, você viu que a mamãe fez panqueca pra gente?” ou “bebê, agora eu vou tomar banho e depois eu volto, tá?” e nessas eu faço a voz do bebê e eles batem aaaaltos papos, só vendo. ele mesmo se intitula irmão, conta pro bebê o que está fazendo, conta que quando ele nascer os dois podem fazer aquilo juntos.. é um barato! eu acho lindo demais, porque é uma coisa espontânea dele.
eu não fico forçando a barra e geralmente deixo para falar sobre o bebê quando ele toca no assunto.
às vezes converso sobre coisas que ele também fazia quando era bebê ou conto como é uma rotina com um bebê pequeno.
mas também falo da grande vantagem em já ser uma criança (visto que ele odeia ser chamado de bebê).
essas coisas pequenas ajudam ele a pelo menos ter uma noçãozinha do que está por vir.
e, claro, conviver com bebês pequenos – inclusive recém nascidos – é algo que já é bastante comum para ele e sei que vai ajudar muito na hora do intensivão.

por outro lado, estou vivendo uma fase de pré-luto, porque sei que esses meus momentos únicos e tão constantes só meu e do benjamin estão prestes a acabar. e daí em diante não tem mais volta. o que era rotina vai virar exceção. momentos raros que só poderei passar quando o pai, a avó, uma amiga caridosa se dispuser a ficar com o bebê mais novo. e mesmo assim, quando o bebê pequeno for um pouquinho maior. ou seja, nossos dias estão contadinhos. ai ai!
por outro lado, sei que a vida é uma constante mudança e encaro isso como algo muito bom também. aproveito ao máximo essa fase, assim como aproveitei a minha fase de solteira, de noiva, de recém casada, de casada sem filho… cada momento foi uma delícia e o que não me permite morrer de tanta saudade é saber que curti bastante e fui feliz em cada uma dessas épocas.
dói muito mais antes do que depois, pra ser sincera. ou seja, estou naquele momento absurdo de já me pegar saudosa de algo que ainda não aconteceu.

mas também há algumas coisas que já estão me deixando ansiosa pela chegada do segundo. arrumar as roupinhas antigas, checar lista de enxoval (e ver que eu já tenho todo o básico e não preciso comprar praticamente na-da)…
essa semana eu lavei a almofada de amamentação que usei com o benjamin até 4 meses atrás. me deu mais um frio na barriga e uma vontade de pegar logo o bebê novo e amamentá-lo que a saudade em si de quando benjoca mamava. até porque tenho certeza de que nós dois curtimos muito essa fase tão linda e nossa.

é engraçado quando me perguntam: “e aí? tudo pronto pro segundo?” ou e “como você vai preparar as coisas sem saber o sexo do bebê?” porque na verdade nem tem muito para ser feito. a única coisa que me compete preparar logo é a caminha dos dois, porque eu queria fazer um beliche engenhoso que só estando pronto, com foto e vídeo explicativo para alguém entender. e mesmo assim acho que o bebê vai acabar dormindo na nossa cama nos primeiros meses.
ou seja, o resto é resto.

to muito mais ligada em conseguir harmonizar a vida a 4 (a 5 tá, tov?) que com detalhes de qual roupa vestir e até mesmo onde dormir.
até porque daqui a pouquinho os posts serão contando como venci isso tudo e quão gostosa está a vida com esse novo serzinho no lar.

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18 de fevereiro

22 semanas

por luíza diener

cincomeses

ontem eu fui tomar minha vitamina de gestante (que eu tomo desde que estou grávida do benjamin) e me surpreendi quando vi que aquela cartela já estava acabando. naquele momento pensei o tempo tá passando rápido demais!

gravidez é uma coisa engraçada. na minha primeira eu tive três grandes desejos: 1) que a barriga crescesse rápido; 2) que eu pudesse descobrir logo se esperava uma menina ou um menino e 3) que tudo aquilo passasse voando e o bebê nascesse logo.
não é novidade que essa gestação está completamente diferente da outra. mas meus anseios estão bem menores.

e daí que quando eu vi o quanto essa gravidez tem passado voando, eu quis me agarrar com força na primeira árvore à minha frente, para não voar junto. quem sabe o vendaval passe e eu continue aqui, estacionada no tempo.
sei lá. me deu muita vontade de curtir essa barriga, até porque foram quatro meses me sentindo um pouco distante disso tudo e foi só neste último mês que comecei a me apegar com força.

bem, anteriormente eu estava contando a gravidez em semanas e continuo assim: hoje completam-se 22.
quis fazer um post nas 20 semanas, para marcar a metade da gravidez, mas não.
e realmente, muita coisa aconteceu entre 18 e 22 semanas e gostaria de anotar algumas coisas marcantes para não esquecer depois:

18 semanas e 3 dias: senti o bebê mexer. eu já desconfiava, mas sempre pareciam gases. dessa vez eu tive certeza, até porque a minha barriga deu uns pulinhos. papai também já consegue sentir.
ainda sinto pouca fome. parece que fiz redução de estômago. só consigo comer metade do que sempre comi antes. o problema é que depois continuo faminta. solução: fazer pequenas refeições várias vezes por dia.

19 semanas: pela primeira vez uma pessoa desconhecida me reconheceu como grávida e na mesma semana mais duas também notaram (claro que o vestido ajudou e, desse dia em diante,  uso ele sempre que quero parecer grávida).

20 semanas: minha barriga fez puft e deu um salto de crescimento! tive que aposentar todas as minhas antigas calças, porque não estavam mais fechando e, mesmo fechando, passaram a incomodar muito na hora de sentar. também senti um aumento no tamanho das coxas, bumbum e seios.
mas também pudera. meu apetite aumentou consideravelmente. logo estarei comendo como um pedreiro.
também estou sentindo um pouco de dor nas costas, especialmente nas costelas. mas é só ajeitar a posição que melhora.
também comecei a sentir as tais contrações de braxton-hicks, ou contrações de treinamento: é uma contração indolor, onde de repente a barriga fica dura por alguns segundos. às vezes a barriga toda, às vezes uma parte da barriga. daí pra frente não para mais, vai até o bebê nascer.

21 semanas: já engordei mais de 5 kg. algumas calcinhas de gestante que usei até o fim da gravidez do benjamin e pós parto agora estão apertadas. por favor, façam parar!
também comecei a ter outros incômodos frequentes, como falta de ar quando deito de barriga para cima e dores de cabeça.
apesar de só querermos saber o sexo do bebê quando nascer, nossa lista de nomes está cada vez mais tomando uma forma mais concreta. mas ela é secreta, até porque temos mais de uma opção de nome por sexo.

22 semanas: todos que me conhecem estão surpresos com o tamanho da pança. até o próprio marido.
também ouvi de alguns amigos que agora estou com cara de mãe. sempre me pergunto o que será cara de mãe, porque geralmente me dizem isso quando saio sem maquiagem, durmo pouco na noite anterior, estou doente. tais comentários costumam vir sempre num dia em que estou me sentindo extremamente feia. minha teoria é que cara de mãe é uma cara bem acabadinha mesmo. de preferência inchada e com olheiras, que é tudo tem estado a minha nos últimos dias.
já consigo sentir não apenas os movimentos do bebê, mas o corpinho dele. é uma coisa deliciosa, porque a gente fica tentando descobrir qual parte é o que e onde ele se encontra. geralmente as partes maiores e mais durinhas são cabeça ou bumbum. e ele muda muito de posição. às vezes está lá no altão, perto do umbigo. em outras, lá embaixo. às vezes fica mais no lado esquerdo, em outras, no direito.
ontem aconteceu a mais fantástica das coisas. senti algo durinho, empurrando bastante a minha barriga. fui colocar a mão e era uma coisiquinha de menos de 2 cm. desconfio de um pezinho ou mãozinha. sério. foi emocionante!

e aqui vamos, dia após dia, semana atrás de semana, vivendo cada momento como se fosse apenas ele e ainda assim se surpreendendo a cada mudança (:

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06 de fevereiro

espantando os monstros da gravidez

por luíza diener

wild things

essa história de gravidez é uma coisa que mexe muito comigo.

antes mesmo de ser gestante, sempre admirei a força que há em uma grávida. inclusive postei sobre essa força estranha quando estava esperando o benjamin.
e foi na gravidez dele que eu tomei consciência do que é viver realmente uma gravidez com todos os seus ônus e bônus. me senti linda, me senti forte, me senti poderosa.

esta segunda gestação, por outro lado, começou um pouquinho diferente. demorei a me sentir grávida, a perceber o tamanho do amor e da vida que está sendo gerada aqui dentro. só agora, na metade exata da gravidez, no auge das minhas 20 semanas, é que sinto-me mais gestante do que nunca.
confesso: eu tava achando um saco estar grávida. em todos os aspectos. me sentindo feia, cansada, indisposta. claro que os hormônios colaboram. claro que o fator segundo filho colabora. mas agora vejo o tanto que tenho perdido desta gestação olhando sob esta ótica pessimista.
cada fase é uma fase. fato. primeiro trimestre não é fácil pra maioria de nós, eu sei. inocentemente fiquei esperando as mudanças acontecerem desde a 13ª semana e nada (como se fosse rolar mesmo um passe de mágica… aham!)

mas agora eu estou de volta.
voltei a curtir a gravidez, voltei a achar lindo sonhar com o bebê. agora eu sinto ele mexer, sei que ele está maior a cada dia.
tenho feito planos para o quarto, para o parto, para organizar nossa nova vida a quatro.

e aí começou anteontem, quando tomei coragem de postar o texto que escrevi sobre o sexo do bebê.
falando isso agora, até parece besteira, eu sei, ficar com medo de postar algo assim. mas é que eu sinto que, de uma forma geral, cada vez mais a gravidez e a maternidade como deveriam ser estão se perdendo neste mundo atual.

o fato é que, pra mim, maternidade é algo que não se ensina nos livros. é algo que se aprende vivendo.
não é algo que se delega, mas que deve ser vivido de forma visceral.

já começa na gravidez. não é “parabéns, futura mamãe”. você JÁ é mãe. você JÁ é responsável por essa vida que se forma dentro de si. muito do que você faz ou deixa de fazer agora pode influenciar a vida do seu filho ou filha pelo resto dos dias dele.
é desde a gravidez que você passa a se preocupar com o que come ou deixa de comer, se deve ou não fazer certos procedimentos, se isso pode ou não passar para o feto.
essa preocupação é mais que normal. ela é instintiva.
na gravidez ficamos assim, intuitivas, quase sensitivas. mas muitas vezes, por conta da correria da vida, das imposições sociais ou seja lá quais forem as razões, muitas mulheres acabam por perder essa conexão.

eu vejo na gravidez uma ótima oportunidade de ser reconectar. de aprender a ouvir nosso próprio corpo, a saber parar quando precisa e agir quando necessário. mas nem sempre essa voz é ouvida, mesmo sabendo que lá no fundo aquilo era o certo a ser feito.
muitos monstros foram criados ao redor da gestação: o monstro das necessidades desnecessárias, o monstro do medo, do você não vai dar conta, o monstro que faz a medicina sobrepor-se àquilo que sempre foi instintivo e tantos outros monstros que nos amedrontam em uma fase da vida que era pra ser muito mais natural.
tais monstros às vezes me remetem à infância quando, ainda tão inocentes e frágeis, as crianças acreditam em tudo o que lhes é dito. pais, cuidadores e até alguns, ditos educadores, valem-se de recursos fantasiosos para conseguir convencer as crianças mais facilmente: “não vai aí que tem um lobo”, “dorme logo senão o monstro que tá debaixo da cama te pega”, “cuidado com o homem do saco” e por aí vai.
assustar é uma maneira covarde de fazer com que, a curto prazo, a criança tenha um comportamento desejável mas, conforme crescemos, deixamos a razão sobrepor-se ao medo quando percebemos que monstros não passam de histórias inventadas.

a gravidez até pode nos deixar sensibilizadas ou suscetíveis, mas ela traz consigo uma força muito grande. ela é para todas as grávidas, não apenas para aquelas que têm uma condição ideal de saúde, que estão dentro do peso ou fazem algum tipo de exercício físico. ela é para mulheres casadas ou solteiras, novas ou velhas, quer a gravidez tenha sido planejada ou não. essa força independe de poder aquisitivo, classe social ou nível de informação.
ela nos move a fazer o que é certo, a buscar o melhor para o bebê e para essa gestação.
pode parecer uma voz muito baixa, mas ela grita com força dentro da gente.
para ouvi-la é necessário silenciar os outros sons que muitas vezes nos deixam surdos. é preciso afugentar os medos, acender a luz e enxergar que tudo aquilo era muito menor que parecia quando estava escuro.

relendo o post que escrevi enquanto gestava o benjamin, pude notar uma gritante diferença daquela gravidez pra esta: eu não tenho mais medo!
não tenho mais medo do parto, não tenho mais medo de não dar conta. não tenho medo do dinheiro não ser suficiente nem de amar mais um filho que a outro.
e o mais incrível nisso tudo foi que quem me ensinou a não ter medo foi meu próprio filho.
foi ele que, sem saber, me ensinou a força tamanha que é gerar, parir, amamentar, cuidar, educar, crescer. foi ele quem me ajudou a acender a luz.
a força sempre esteve comigo, mas eu precisei descobrir isso. precisei enfrentar meus medos, lutar contra meus monstros.
essa é a parte mais difícil, eu sei, mas os medos são como sombras. até um rato pode lançar uma sombra assustadoramente grande, mas ele continua sendo apenas um pequeno rato, que tem muito mais medo de nós que nós dele.

“no amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o med0″ - 1 joão 4:18

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