primeiro post escrito para o blog e que, posteriormente, deu título a ele (que originalmente chamava-se vou sonhando).
é engraçado reler posts antigos, ver como algumas coisas são diferentes e como outras nunca mudam.
estaremos ausentes nos próximos dias, mas teremos uma semana de retrospectiva. acompanhem.
não há como negar: mães são seres superiores. especialmente as gestantes.
eu sempre quis escrever sobre isso.
de repente lá passam elas, balançantes, barrigudas, com aquele ar semi-divinal de quem carrega uma vida dentro de si.
não sei se existe na face da terra algum gravidofóbico - o que provavelmente já foi inventado – mas se tem, com certeza é alguém com alguma patologia mental, ausência de instinto materno/paterno ou sérios problemas na infância. deixa que Freud explica.
o fato é que não há como negar: elas são demais.
isso também se estende às lactantes. parece que o cuidar de um bebê é uma tarefa selecionada a dedo por deus (mesmo que às vezes ele aparente ter um ótimo senso de humor).
não importa quem seja. se alguém me disser: sua irmã ta grávida, sua prima está grávida, a filha da empregada da vizinha, sua mãe, minha cadela ou qualquer uma que eu nem conhecer, a alegria será a mesma. varia a intensidade e a ocasião, mas pra mim gravidezes (ô palavra linda) são sempre motivo de festa.
pode uma criança não ser uma bênção? duvido!
não tem como cuidar? dá pra mim então.
talvez a patologia esteja em mim.
mas tudo começou desde o momento em que eu me entendi por gente, sexo feminino, e mãe em potencial. desde aquelas brincadeirinhas de sopa de folha e bebê embrulhado num paninho.
é um sonho de infância.
ao ponto de quando eu não tinha nem 12 anos, criar um diário para depois mostrar para os meus filhos como era minha infância/pré-adolescência. pena que eu queimei (mas tive meus motivos comprometedores).
e muito precoce que era, ao 9 anos de idade já sabia tudo que podia sobre o sistema reprodutor feminino e masculino (e ainda fazia chacota com o meu amigo do tipo: eu tenho útero. e você, tem?) e me imaginava naquela situação.
mas quando foi chegando 13, 14, 15 anos e nada de menstruar eu fiquei apreensiva.
alguns médicos até alegaram que eu tinha um útero infantil e que nunca seria capaz de engravidar. planos não faltaram. até minhas irmãs poderiam servir de barriga de aluguel quando eu casasse.
mas o susto passou e hoje, mais que nunca, eu acredito em milagres e uma das melhores notícias que eu já recebi veio da minha ginecologista quando ela disse: tá tudo normal com você e, quando quiser, poderá ter filhos.
acreditem, nem todo mundo gostaria de ouvir essa notícia.
e desde que iniciei minha vida sexual me considerei mais ainda uma mãe em potencial.
mas a síndrome materna se agravou depois do casamento. não tem um mês sequer que não passe pela minha cabeça que eu posso estar grávida. ainda mais porque eu nem cuido muito dessa história de contracepção (deixa eu dar uma brechinha pra sorte).
junta isso com o meu ciclo irregular e aí já viu: paranoia positiva mês a mês.
uma vez eu atrasei 4 meses, mas todos os exames deram negativo.
chorei, tive crise, quase entrei em depressão.
os laboratórios já devem ter meu rosto marcado de tantos exames beta hcg que eu já fiz. de farmácia foram menos. acho que só uns 3.
mas aí de repente aquele sonho passou.
nos últimos meses evitei e não dei muita bola pra essa história.
pensei em toda a vida profissional que ainda tenho pela frente, o tanto de coisas que eu posso conquistar antes de ter um – ou vários – bebê(s): faculdade, emprego, carreira, comprar um carro, apartamento, secadora e tantas outras coisas que depois que um bebê vier vai embolar todo o processo.
aí coloquei a ideia na cabeça.
até meu marido tava querendo mais ter filhos do que eu.
mas quando vejo as amigas e parentes grávidas, começo a entrar em sites e ler revistas, ver lojas e tudo que se refira a bebês e o sonho começa outra vez.
não tem jeito. já decidi os nomes dos meninos, os nomes das meninas, tenho cadastro em sites de mães de primeira viagem, conheço todos os sintomas das primeiras semanas de uma gravidez, o que comer, quais exercícios praticar, como se preparar, quais vacinas tomar. até truques pra escolher o sexo do bebê eu já vi.
as incertezas sempre virão, mas já tenho decidido como vai ser o quarto (se eu não me mudar de novo), quais roupas comprar, quais não, como contar no trabalho sobre a gravidez (isso poq eu nem trabalho), como conciliar profissão e maternidade (apesar que meu sonho é largar emprego pra ter filhos), quais carros são melhores para famílias grandes, como cuidar dos filhos de maneira eco-sustentável, quais os melhores colégios da cidade, etc etc.
é claro que chega na hora a gente revê muitos conceitos.
mas de desprevenida, ninguém pode me chamar.
tudo isso e eu nem gestante estou mas, quando estiver, baixem minha bolinha e não me deixem voltar para o olimpo (minha família terrena sentirá minha falta).
[escrito em março de 2009. benjamin só nasceu em agosto de 2010]

volta e meia recebo emails de leitoras do blog com perguntas diversas.
confesso que ainda fico meio perdida com isso, porque nem sempre sei o que responder.
mas tento emitir a minha opinião de acordo com o que eu acredito.
penso que existem várias maneiras de se fazer a mesma coisa ou de solucionar um problema. a minha é apenas mais uma dentre tantas.
achei legal o email abaixo porque veio de uma mulher que ainda não é mãe e tem encontrado um pouco de dificuldade de se relacionar com sua amiga, que tem um filho pequeno. por ser próxima da mãe do menino e ser muito afeiçoada a ele, ela considera-se uma tia de primeira viagem.
conversei com ela e perguntei se poderia compartilhar nossa conversa, pois vejo que esse é um problema muito mais recorrente do que imaginamos.
e o resultado deu nisso daí:
Ei Luíza!
Sou fã do Potencial Gestante, me identifico com você, morro de rir com as coisas que você conta do Benjamin e apesar de saber que não há nada que possa nos preparar para a maternidade, sinto que aprendo coisas valiosas que influenciam minha vida agora e que influenciarão muito quando eu for mamãe.
Não sei se é coisa de maluco escrever para um blog pedindo um conselho pessoal, mas imaginei que você seria a pessoa que ao menos compreenderia o que tem acontecido comigo.
Eu e minha melhor amiga nos conhecemos há 13 anos e há um ano ela teve um bebezinho lindo. Nem preciso dizer que ele é minha paixão e que considero meu sobrinho, já que sou filha única.
Minha amiga é uma pessoa metódica e sempre foi alvo de brincadeiras da turma por conta disso. E com o bebê não foi diferente, principalmente após minha amiga ter recebido de presente do pediatra o livro Nana Nenê.
Minha primeira reação ao saber disso, foi pesquisar na internet sobre o livro. Minha amiga, infelizmente não fez o mesmo e logo estava obcecada pela rígida rotina do livro. Tentei falar com toda sutileza do mundo que tinha visto algumas coisas estranhas sobre o livro na Internet, mas ela não me deu bola e eu, educadamente não insisti, pois não queria ser mais uma palpiteira de plantão.
Hoje o bebê já tem 1 aninho e minha amiga continua escrava da rotina e tenta forçar as pessoas à sua volta a fazerem o mesmo. Para você ter uma ideia, eu não telefono para ela após as 17h pois sei que interfere na rotina do bebê.
Ela não tem vida social (ok, isso acontece com várias mães), mas chega ao extremo de privar a criança do convívio da família por conta da tal rotina. Para manter a convivência com ela é necessário ir até ela e adaptar-se aos horários, algo que fiz no começo por entender a fase difícil. Hoje em dia tenho minhas dúvidas se continuar fazendo isso é bom para ela.
Ela já chegou ao ponto de prometer me buscar após uma cirurgia e na hora em que liguei para dizer que tinha acabado, ela disse para eu pegar um táxi pois o bebê já tinha dormido e não podia acordá-lo.
Outras pessoas já tentaram alertá-la, mas ela fica extremamente defensiva e até agressiva. Eu sei que ela tem se sentido sozinha, mas ela mesma criou a situação e ela criou uma redoma ao redor do bebê que faz com que eu sinta vontade de me afastar.
Infelizmente ela é o tipo de pessoa que acha que psicólogo é coisa para gente doida.
Eu, por não ser mãe, sinto como se não tivesse o direito de achar algo, ou de me manifestar com mais firmeza, pois sei que só quem passa por essa experiência sabe o que é. Sei lá, fico pensando em todo o cansaço, preocupações, perrengues e me sinto um pouco cruel, sabe?
Fico pensando: Até que ponto a opinião de quem não tem filhos conta? Até que ponto posso questionar alguma atitude dela quanto ao filho? Uma criança de um ano ainda traz tanta dificuldade para sair de casa? Até que ponto ter um filho altera a nossa percepçao das coisas?
Ai, me desculpe o longo e-mail.. ainda que você não tenha tempo de ler e responder, já foi bom poder desabafar um pouco.
Um abraço, felicidades para você e sua família!
* * *
oi, querida! tudo bem?
obrigada pelo email! me sinto lisonjeada quando alguém me pede um conselho.
afinal, eu sou só mais uma pessoa normal como qualquer outra. eheheh!
bem, eu confesso que, como mãe, tenho um pouco de dificuldade, sim, de receber conselhos de quem não é.
por outro lado, passei mais de 25 anos sem ser mãe e sempre achei que, de alguma forma, podia ajudar as pessoas que já eram.
este é mesmo um assunto complicado, porque eu confesso que não sei direito o que dizer.
tento ver pelo seu lado, mas também entendo o lado dela.
ok, eu sou assumidamente contra o livro nana nenê.
acho injustiça com o bebê.
eu sou do tipo de mãe mais intuitiva, que tenta ouvir a criança, saber do que ela precisa e coisa e tal.
por conta disso, não sou muito rígida com horários, mas meu filho tem sim uma rotina. se alguém diz que vem me visitar às 19h, eu peço pra vir um pouco depois, porque é justamente esse o horário que meu filho começa a rotina do sono.
claro que não é inflexível. se a pessoa não tem outro horário pra vir, que venha mesmo às 19h, mas já aviso que nessa hora ele fica enjoado, irritadiço, não dá papo pra ninguém e que se isso acontecer eu vou colocá-lo para dormir sem fazer cerimônia, para o bem de todos, e depois volto pra minha visita.
por outro lado, ontem fomos a um casamento e ele foi dormir quase às 2h da manhã.
ficou tão agitado durante a festa que não quis dormir de jeito nenhum. dançou e curtiu muito.
falo isso porque acho que os bebês, assim como nós, precisam de uma certa segurança, mas também são seres humanos que mudam de acordo com as situações.
como disse, eu escuto muito o meu filho. se do nada ele começa a ficar extremamente irritado, tento entender o que pode estar causando isso: fome? sono? cansaço? será que está nascendo algum dente? ele pode estar doente?
na maioria dos casos existe realmente alguma coisa por trás disso.
mas algumas pessoas mais intolerantes (boa parte delas, inclusive, é pai ou mãe), chamam isso de birra. falam que a criança está testando os limites e coisa e tal.
eu não consigo enxergar dessa forma.
meu filho faz birra? claro que faz!
mas na maioria dos casos não é birra. sempre tem algum motivo para aquele comportamento que pode ser detectado e solucionado na mesma hora.
o problema é que nós queremos que nossos filhos se comportem como adultos e esquecemos que levamos anos e mais anos para desenvolver a noção de tempo que temos hoje, para sermos pacientes e compreensivos (muitos até hoje não são).
um dia desses mesmo tive que ouvir que meu filho era muito atacado e desobediente.
veja bem, o horário dele de dormir já tinha passado há muito tempo, ele estava na rua, com fome, sem tomar banho. como agir diferente? às vezes eu, adulta, gostaria de surtar como ele surta (mas faço isso só internamente).
enfim, estou contando tudo isso pra te situar como é que as coisas são complicadas.
é complicado pra sua amiga perceber que ela pode, sim, estar criando condições meio extremas para criar o filho dela, o que faz com que ela se afaste dos outros.
por outro lado, você também pode tentar enxergar isso como uma fase que vai passar.
bebês de 1 ano ainda são bebês e ainda dão bastante trabalho. um pouco diferente dos recém nascidos, mas são muito trabalhosos.
mas logo ele vai crescer mais, quem sabe comece a dormir um pouco mais tarde e as coisas fiquem mais fáceis.
daqui a um tempo ele não vai mais mamar, por exemplo, e poderá dormir na casa de uma avó enquanto sua amiga sai com você.
mas enquanto isso, que tal você se oferecer para ficar um pouco mais perto?
eu, como mãe, fui excluída por um bom tempo dos programas dos meus amigos de não-pais justamente por conta de horários.
precisei fazer essa escolha, pelo bem do meu filho.
mas depois combinei que sexta feira é dia de jogo aqui em casa.
assim, eles trazem os jogos pra cá, a gente pede uma comida e, enquanto meu filho dorme tranquilo, eu me divirto como uma pessoa normal.
de repente é o caso de você ir pra casa da sua amiga de vez em quando mesmo, levar um filme, uma pipoquinha, e vocês assistem num volume baixo e se divertem enquanto o filhinho dela descansa (e a sua amiga também).
acho que todo mundo tem suas diferenças e, mesmo que a gente não concorde, mesmo que a gente saiba que aquela pessoa está errada, às vezes precisamos ignorar certos defeitos, para garantir que as boas amizades vão adiante.
afinal, tenho certeza de que uma amizade de 13 anos já passou por muitos altos e baixos e esse é só mais um que vai passar, né?
espero que tenha ajudado de alguma forma.
beijos e boa semana!
luíza

vasculhando o blog, encontrei este texto antigo, escrito em 2009, mais de um ano antes do benjamin nascer.
um incentivo àquelas que desejam engravidar, mas às vezes se pegam racionais demais e com medo de não darem conta.
vão por mim: vocês dão conta. no fim tudo dá certo.
“e quando você tiver filhos?”
por mais que eu sonhe com isso, taí uma pergunta que me dá calafrios.
até então não tinha percebido isso, mas hoje me fizeram essa pergunta remetendo a uma (outra) grande responsabilidade que estou assumindo.
confesso que me deu vontade de chorar.
não é a primeira vez que me perguntam isso. não mesmo.
não sei se consigo lidar com grandes responsabilidades.
acho que estou naqueles dias em que me sinto pequena demais pra tomar conta de qualquer coisa.
e aí a pergunta volta: será que sou capaz?
e aquela pergunta que todo mundo se faz: será que estou pronta pra ser mãe?
a resposta eu já sei: não estou.
ninguém está.
assim como eu não estava pronta pra me casar, para assumir a responsabilidade de manter uma casa organizada, de cuidar de mim, do marido, do cachorro, das contas e de toda essa coisa grande que um casamento implica.
mas casei. e assumi. e não morri. pelo contrário, cresci.
e hoje estou aqui, irresponsavelmente feliz, sem questionar a decisão que tomei e sabendo que ela é pelo resto da vida.
como diria coldplay, nobody said it was easy.
e como diria a mãe de uma amiga: no dia em que estivermos prontos, morreremos.
(maio/2009)

nas últimas semanas eu andei relendo alguns posts (a fim de organizar a barrinha aí em cima com as categorias dos posts. quem viu?) e percebi muita coisas que aconteceram e tantas outras que mudaram em mim e em minha vida.
lembrei da empolgação de ser uma potencial gestante: sonhar com a gravidez, com a carinha do bebê, planejar quartinho, roupas, acessórios e afins.
somou-se a isso o post de sexta da carol e lembrei de minhas baby bobeiras.
sempre que podia, ia com minha irmã mais velha a alguns brechós de brasília para comprar coisas para minha sobrinha. lá eu não cansava de olhar tranqueirinhas para meu potencial filho (ou filha), que não passava de um plano distante da minha cabeça.
um dia aconteceu de, em um desses passeios, eu encontrar um pijama, pelo qual eu me encantei de imediato.
ele era verde, com uns desenhos pequeninos de árvores, porcos espinhos, cogumelos e uns anõezinhos. falando assim parece feio, mas não é. na verdade é o pijama mais simpático que já vi até hoje.
era um pijama neutro, não apenas pela cor, como por toda a sua temática. se fosse pra menino, não ficaria afeminado, se fosse para menina, também não seria bruto.
e era lindo. eu já podia imaginar meu bebê ali dentro.
pra completar eu tinha dinheiro na carteira (logo eu, que só vivo lisa).
perguntei à minha irmã se era loucura da minha parte comprar uma roupa de bebê, sendo que nem eu sabia quando ia tentar engravidar.
ponderamos juntas que eu não costumava gastar por impulso, que o pijama era de ótima qualidade, estava novo, estava barato e que a chance de eu encontrar ele novamente era mínima.
comprei.
saí de lá tão feliz, como se tivesse recebido a notícia de que estava realmente grávida.
e era como eu me sentia, como se parte de mim tivesse tornado-se mais mãe naquele momento.
a primeira roupa do meu primeiro bebê. foi como se de repente aquele sonho começasse a ganhar forma. forma de pijama verde.
o tempo passou e eu engravidei.
passaram-se umas 30 semanas, eu comecei a lavar o enxoval.
lá estava ele. o tamanho: 12 a 18 meses.
perto das outras roupas ele era gigante.
puxa, meu bebê (agora já com sexo masculino e nome de benjamin) vai demorar muuuuito a caber nele!
aí percebi que a sola tinha anti-derrapante.
comecei a imaginar meu bebê já andando dentro daquele pijama.
fim de dia, ele andando pela casa, aquela iluminação artificial indicando que já era noite.
a gente conversaria com ele e explicaria que ele já tinha jantado, já tinha tomado banho e aquela era a hora de dormir.
o tempo passou voando.
sábado aconteceu. não foi a estreia, mas o pensamento me ocorreu anteontem.
eu terminava de enxugar meu pequeno e vesti seu pijama verde. lembrei de toda a narração acima.
o marido saiu do banho, viu o benjamin e comentou: olha só. parece que foi ontem que você comprou essa roupinha.
e foi.
hoje ele está aqui.
o sonho foi realizado.
meus olhos se enchem de água e o coração de um misto de alegria, satisfação e gratidão.
nas últimas semanas tenho sentido coisas estranhas como cansaço, irritação, dor no baixo ventre, além de estar com espinhas no rosto, completamente estabanada e alguns enjôos esporádicos.
soma-se a isso o fato de eu nunca mais ter menstruado desde que engravidei do benjamin.
então na semana passada eu cismei: vou fazer um teste de gravidez.
sempre que desconfiei que estava grávida (e não foram poucas as vezes) eu sentia boa parte destes sintomas/sinais/sentimentos/sei lá. quando a simples (e dolorosa) chegada do tio chico não resolvia, eu recorria aos testes de gravidez.
e toda santa vez que eu fiz os testes foi escondido.
semana passada não foi diferente.
sonhei que eu fazia um teste de gravidez de farmácia (mas o sonho acabava antes de eu ver o resultado) e encrenquei, até porque da última vez que sonhei com isso eu estava grávida do benjamin e não sabia.
pensei: dia dos pais está chegando, então vamos tirar essa cisma de uma vez por todas, porque vai que a gente comemora em dobro, né?
matutei a ideia por uns dois dias até que decidi: amanhã de manhã eu vou.
acordei cedo e nem xixi eu fiz.
esperei o marido sair pra trabalhar, botei o benjamin no carrinho e fui.
no caminho à farmácia um frio tomou conta de mim, me embrulhou o estômago e as pernas bambearam.
resolvi escolher o teste mais eficiente, pra não ter chance de errar.
cheguei. enrolei, procurei pra ver se não encontrava por ali mesmo em alguma prateleira a fim de não ter que encarar o cara do balcão. não encontrei.
nem pra comprar camisinha eu faço tanto drama.
fui, voltei, tentei encontrar de longe dentro do balcão.
dancei valsa comigo mesma, tomei fôlego e perguntei: “você tem teste de gravidez?”. ufa! prontofalei!
aí ele me mostrou as opções. o mais eficiente era também o mais caro: quarenta e tantos reais!
“não estou tão desesperada assim. me dá um daqueles vagabundos de tirinha” e ele me passou uma caixinha no valor de oito reais e vinte centavos.
tomei coragem de novo e fui ao caixa.
reflitam comigo: tenho 26 anos, cara de 15 e um filho no carrinho. se você fosse a atendente do caixa e não me conhecesse, o que pensaria deste pequeno ser que deseja comprar um teste de gravidez?
“coitada. grávida de novo?” era o que eu falaria a mim mesma se não me conhecesse.
na hora de pagar, o cartão não passou.
eu tinha levado somente este cartão e uns trocados no bolso, mas não chegava a dar nem 8 reais.
e lá fui eu andar de volta para casa, morrendo de fome, calor e vontade de fazer xixi.
o benjamin dormiu no carrinho (que não deita) e ficou todo descatembado lá dentro.
pensei quatrocentas e cinquenta e treze vezes em abandonar a ideia, mas também não tinha pão em casa, o que me motivou a voltar de qualquer jeito.
peguei meu cartão, comprei o pão e lá fui eu de volta à farmácia.
de repente, radiante e triunfalista, já com uma ideia diferente: “e daí se pensarem qualquer coisa de mim? se eu estiver grávida de novo vai ser simplesmente o má-xi-mo!”.
entrei, fui direto ao caixa, paguei. o cartão funcionou e eu saí com a caixinha e me imaginando com um rei na barriga e outro no carrinho. “mãe de dois, nada mal”!
e vários outros pensamentos voando distantes, como “será que é menino ou menina?” “qual nome escolher?” “será que eu aguento esperar pra descobrir o sexo só quando nascer?” “e se forem gêmeos, será que eu preciso contratar uma babá?” e outras coisas muito mais absurdas.
cheguei em casa e benjamin já estava acordado.
deixei ele brincar um pouco no quarto e me tranquei no banheiro.
lavei as mãos, sentei no vaso. abri a caixinha, li e reli a bula.
peguei um celular pra cronometrar o tempo exato.
segui à risca todo o procedimento descrito pelo fabricante. tudo no tempo certinho, pra não dar erro.
um minuto com o papelzinho em contato com a urina. cinco minutos para aguardar o resultado.
deixei a fitinha lá e fui brincar com o benjok, mas voltava a cada vinte segundos pra conferir: uma listrinha.
um minuto depois: uma listrinha.
dois minutos depois: uma listrinha.
dois minutos e meio depois: uma listrinha.
três minutos depois: uma listrinha.
quatro minutos depois: uma listrinha.
quatro minutos e meio: uma listrinha.
quatro minutos e quarenta segundos: uma listrinha.
quatro minutos e cinquenta segundos: uma listrinha.
cinco minutos depois: uma listrinha.
seis minutos depois: uma listrinha.
desencanei de esperar pela segunda listrinha (pra quem não sabe, a do positivo), visto que a bula dizia que após cinco minutos o teste perdia a validade.
embalei tudo e já joguei no lixo de fora do apartamento, pra não alimentar a curiosidade de checar o teste inválido depois.
não posso dizer que o sentimento chegou a ser de alívio, mas passou longe do desapontamento também.
até porque, toda vez que eu me imagino grávida, imagino um benjoca dentro de mim, parindo um benjoca e cuidando de um benjoca. comofas/?
quase consegui manter a história arquivada no meu acervo de mini-segredos, até que ontem o marido estava separando os comprovantes de pagamento e se deparau com a nota de uma farmácia: “teste de gravidez? de quando é isso?”, no que eu arranquei o papel da mão dele me senti uma boba de ter quase acreditado na minha gravidez psicológica
mas nunca se sabe, né?
porque a última vez que eu fiz um teste destes, eu estava grávida do benjamin e deu negativo.

hoje é o dia em que você senta com sua mãe na hora do almoço e comemora o dia das mães com ela. você dá presente, leva café da manhã na cama, dá flores, ou o que for.
a família se reúne e as mães ficam todas bobas lambendo a cria.
aí chega um momento que você começa a sonhar com isso pra você também.
você conversa com seu marido ou parceiro. vocês planejam, tentam, tentam… e nada.
hoje eu comemoro meu primeiro dia das mães com o benjamin aqui, fora da barriga, no meu colinho.
mas quantas vezes eu e vocês já sonhamos com esse momento e ele não chegava?
semana passada li um texto de um professor doutor chamado Joji Ueno de título “você ainda não tem filhos?” que abordava como uma pergunta aparentemente simples e inofensiva (ou não) pode atingir tanto quem a recebe.
às vezes a resposta não é simples.
às vezes essa é uma pergunta que você se faz todos os dias e anseia por tal resposta.
esse ainda não foi o dia das mães em que você passa com seu pequenos nos braços.
mas acredite: você já é mãe! seu coração pensa e age como o de uma mãe. quem sabe, muitas mulheres que até tem filhos (tantos sem planejamento) não têm a maternidade tão aflorada e desejada quanto você.
é pra você que eu desejo de todo o coração: FELIZ DIA DAS MÃES!
e deixo esse vídeo de presente, da campanha do ano passado em que a renner pegou pesado com todo mundo (até hoje choro toda vez que vejo):
não desista deste sonho!

acho que a maioria das mulheres que passam por aqui alguma vez na vida já desconfiou que estava grávida. e com certeza boa parte delas acertou.
mas quando simplesmente bate aquela dúvida e pensamos que é pura bobagem nossa, nem sempre queremos correr a um médico, pra não dar alarme falso.
então que tal pegar algumas coisinhas que encontramos em casa mesmo, pra descontrair e desestressar com essa história (ou dar mais caraminholas na cabeça)?
então pega a q-boa, a agulha, o balde e vem comeeeeego!
1. teste da agulha (ou teste marroquino):
é assim: você mija em um recipiente com tampa, coloca uma agulha ou alfinete dentro do frasco com seu xixi, fecha bem e se esquece dele por pelo menos 8h (du-vi-de-o-dó! então faça antes de dormir, pro tempo passar mais rápido). se o xixi mudar de cor, é positivo. senão, negativo.
2. teste do cloro (ou q-boa, ou cândida, como preferir):
mais uma vez você mija num potinho. não precisa de tampa. aí adiciona o cloro. se escurecer (o xixi, não o pote), positivo. se ficar da mesma cor, negativo.
3. teste da fervura (ou do nojinho):
mija, mija, mija. coloca pra ferver numa leiterinha de alumínio (que você não pretenda usar nunca mais na vida, a não ser que seja adepto da urinoterapia). se ferver igual leite (o xixi, não a leiteira), inclusive fazendo uma nata (oi?) é porque você é uma vaca é positivo. se ferver igual a água, negativo.
4. teste do cotonete:
enfie um cotonete na vagina. mas pegue leve. se sair avermelhado (o cotonete, não a vagina) é porque vem sangue por aí. se não, é porque você não vai menstruar (será um positivo?).
5. teste dos sintomas (esse é mais confiável):
se você tem sentido alguns desses sintomas: enjôos (geralmente pela manhã), sonolência, desejos e fome absurda, bicos dos seios maiores ou escurecidos, veias aparentes nos seios (bem como inchaço e dores), dores abdominais, vontade de fazer xixi toda hora (xixi não vai faltar pra fazer o teste), menstruação atrasada, sangramentos irregulares, alterações de humor, alterações no olfato e paladar, sentimento de burrice, pode ser um positivo. não necessariamente todos (eu não tive nem metade). até porque tais sintomas se confundem bastante com os de tpm.
6. teste do cuspe (avalia seus reflexos):
cuspa para cima. se você conseguir desviar, é negativo. se cair em você, é positivo (grávida fica devagar mesmo).
7. teste do anjo (esse também é batata):
se um anjo aparecer a você dizendo que foi agraciada, conceberá e dará à luz um filho, pode ter certeza que ele não está de brincadeira com a sua cara. aconteceu com maria e deu no que deu. e não precisa mijar em nada (nem no anjo).
8. teste de farmácia (toma vergonha e vá comprar o seu):
99% confiável (não funcionou comigo, mas vai funcionar com você). mais uma vez você mija – provavelmente num copinho ou direto no palitinho – e espera. mas aí tem que seguir as instruções do fabricante. se depois do tempo indicado aparecer apenas uma listrinha, é negativo. duas listrinhas é positivo. passa na farmácia ou liga logo.
agora, se você realmente acha que está grávida, já checou os itens 5 e 8 e tudo indica um positivo, corre pro médico, que é a melhor coisa que você faz

acho que a maioria das mulheres que passam por aqui alguma vez na vida já desconfiou que estava grávida. e com certeza boa parte delas acertou.
mas quando simplesmente bate aquela dúvida e pensamos que é pura bobagem nossa, nem sempre queremos correr a um médico, pra não dar alarme falso.
então que tal pegar algumas coisinhas que encontramos em casa mesmo, pra descontrair e desestressar com essa história (ou dar mais caraminholas na cabeça)?
então pega a q-boa, a agulha, o balde e vem comeeeeego!
agora, se você realmente acha que está grávida e já checou os itens 5 e 8 e tudo indica um positivo, corre pro médico, que é a melhor coisa que você faz
maisa magrela deseja a todos uma otima sexta feira
ps: ela tambem nao viu graca nenhuma neste video.
respondendo as perguntas: nao, esse video foi antes do bebe. eh do comecinho de 2009.
depois do bebe eu fiquei assim:
que ca entre nos, apesar da cara inchadinha, eu gostei bem mais.

uma coisa que encontramos às pencas seja na internet, lojas especializadas e etc são listas imensas de enxoval.
tem enxoval de casamento, enxoval do bebê e às vezes até o enxoval da mamãe (ou seja, sutiãs e pijamas para a maternidade).
mas se teve algo que não encontrei na minha fase de potencial gestante foi uma lista de enxoval para as grávidas.
com as semanas passando, a barriga crescendo e outras mudanças acontecendo, percebi que quase toda semana tenho que comprar algo novo.
muitos itens têm que ser comprados conforme a necessidade, mas eu me sentiria melhor se já tivesse deixado algumas coisas separadas de antemão, mesmo que fosse dinheiro.
então, a despeito do meu último vídeo, aí vai uma lista comentada – mesmo que longe de ser completa – do que já senti falta até essa altura do campeonato, ou seja, no oitavo mês de gravidez.
o resto é intuitivo.
assim, de cabeça, não me lembro de mais nada.
mas se você que já foi ou está gestante lembrar-se de algo que foi peça indispensável na sua gestação, deixe sua experiência e recomendação aqui!
meu plano é a cada semana compartilhar uma nova categoria nos itens básicos do enxoval da gestante.