
é sair de fininho pra comer escondido do filho e ainda voltar de boca cheia tentando disfarçar
é não ter mais hora pra dormir nem pra acordar
é achar que toda vez que qualquer criança grita “mamãe” ela está falando com você
é encontrar massinha grudada no tapete
é comer comida fria e pelas metades
é sair sozinha e mesmo assim encontrar um buzz ou uma princesa dentro da sua bolsa
ou uma muda de roupa
um copinho com água
um biscoito quebrado
um caroço de feijão
é se emocionar ao ir num show de música infantil que seu filho adora – e você, pelo visto, ama mais ainda
é se debulhar em lágrimas ao ouvir seu pequeno dizer “te amo” pela primeira vez
é torcer com todas as forças pra que eles durmam logo e morrer de saudade, esperando que acordem
é terminar o dia exausta, prometendo que o próximo dia será diferente e mais organizado, mas amanhecer fazendo tudo outra vez
é lá no fundo pensar “bem feito” quando ele se ferra ao fazer uma coisa que você proibiu
e correr para consolá-lo logo depois de um pensamento tão maldoso
é engolir o palavrão pra não fazer feio perto da criança
e soltar ele na frente dela na hora que menos se espera
é desenvolver um beijo mágico, que cura as enfermidades do corpo e da alma
é pisar distraída num brinquedo jogado no meio da sala
é mandar todo mundo calar a boca quando, finalmente, o bebê dorme
é ter que fazer sexo de porta fechada, sem soltar um pio
é sempre estar com alguma coisa suja: cabelo engordurado, roupa suja de comida ou areia, encardidodebaixo da unha, dente com alface.
é sentir-se um adulto completo ao cinema sem as crianças
é comemorar quando arruma alguém pra ficar com as crias numa sexta à noite
e não desgrudar do celular um segundo na ausência deles
e voltar pra casa correndo e elas não darem a mínima pra você
é sentir o coração explodir de alegria quando eles dão uma gargalhada gostosa
e ficar com ele apertadinho quando ficam doentes
é banalizar completamente assuntos escatológicos envolvendo cocôs, xixis, vômitos e o apocalipse
é deixar o pedaço mais gostoso pro final e virem esses projetos de trombadinha pra comer ele em segundos, sem a menor cerimônia (ou ao menos um obrigado)
é sempre colocar as necessidades dos filhos na frente das suas
e burlar essa regra de vez em quandinho
é ficar surpresa como pode caber tanto amor dentro de uma pessoa só
para todas as mães que não são perfeitas. são somente mães.

no dia das mães vai ter presente pra todo mundo: pras gestantes, pros bebê e pra famílhea toda.
pra participar é só você escolher o(s) sorteio(s) que mais lhe agrada(m), seguir as regras de cada um e ser feliz.
sim, você pode participar de mais de um sorteio.
aliás, você pode participar de todos.
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babalú e raí já estão participando. vem você também!

tem dias, semanas, meses e quase anos que eu to com esse post na cabeça e nunca consigo escrever.
mas é um assunto tão, mas tão recorrente, que resolvi vencer a preguiça, sentar a buzanfa e contar minha própria experiência com o sono do joca.
o que mais me contam são sempre coisas do tipo “meu filho tem tal idade. até tantos meses ele dormia a noite inteira. aí de repente ele começou a acordar quatrocentas vezes por noite e nunca mais voltou ao normal”.
primeira coisa que eu quero te pedir é: por favor, se isso acontece com seu filho também, comente neste post!
não, não estou fazendo isso pra ganhar mais comentários no blog.
mas é porque eu acredito que várias experiências falam mais que uma só e também porque quero comprovar a minha teoria de que os bebês que dormem a noite inteira desde pequeninos (e mantém esse padrão ao longo de todo o primeiro ano de vidasão exceção à regra).
porque pra mim a regra é sempre: nasce, passa um tempo acordando a cada segundo, depois melhora e, de repente, passa a dormir a noite inteira. aí de repente invertido ele volta a acordar que nem um louco, geralmente por causa de dente, nariz entupido, calor, frio, doença, cachorro latindo, vizinho que espirra alto demais e um monte de outros fatores incontáveis.
aí volta ao normal.
aí você jura que quando seu bebê tiver 1 ano de idade já será uma criança, que dorme a noite inteira lindamente. e descobre que essa é a pior fase de sono/temperamento que ele já passou até então.
e por último, alguns meses depois de completar 1 ano, ele passa a dormir serenamente. ou não.
é assim?
vou deixar essa minha parte do achismo com vocês (porque maternidade é embasada em muitos achismos, intuições, experiências próprias e impróprias) e contar minha experiência. meio caótica. ou não.
* * *
ele nasceu. tudo que ele e eu queríamos era dormir.
as primeiras semanas eram a coisa mais linda do mundo. ele só dormia. acordava. mamava. voltava a dormir.
geralmente a cada duas horas.
eu me sentia descansada e achava que recém nascido era a melhor coisa do mundo.
nos primeiros 3 meses eu mostrava pra ele o que era noite e dia. sempre permiti que ele dormisse na hora que sentisse sono. mas se dormisse de dia, deixava o quarto claro, continuava a fazer a barulheira normal de casa (liquidificador, aspirador de pó, vizinho espirrando, etc). se acordasse de dia eu papeava com ele, brincava, mostrava o mundo. mas se acordasse à noite eu não emitia um pio. só pegava no colo, aconchegava, dava o peito até que ele dormisse e voltasse pro berço (praticamente faço isso até hoje).
também nesses primeiros meses eu cuidava pra que ele nunca adormecesse mamando (exceto à noite) e deixava pra dar mamar quando ele acordasse, pra não associar o peito ao sono. hoje acho isso uma grande besteira. mais pra frente explico o porquê.
também dormiu a noite inteira pela primeira vez (sete horas seguidas). isso aconteceu umas 2 ou 3 vezes e parou, voltando a acordar umas 6 vezes durante a noite.
eu sempre embrulhava ele num cueiro pra dormir. era ótimo. ele amava, ficava calminho. eu amava também. todos sorria.
nessa época ele era meio tanto faz como tanto fez pra algumas coisas. se eu colocasse ele ainda acordado no berço, ele aceitava. se colocasse dormindo, tudo bem também. se acordasse e não tivesse ninguém, ok. mas se acordasse e a gente estivesse ao lado, beleza. foi a linda fase do bebê neutro.
a partir dos 4 meses ele passou a distrair-se durante as mamadas. antes disso o mundo podia cair, as pessoas podiam passar gritando ao meu lado que ele continuava compenetrado, firme e forte no mamá. depois disso ele ficou mais sensível aos sons, o que também tornou o sono dele mais leve num geral.
foi também nessa fase que ele passou a ser mais seletivo quanto às pessoas. às vezes queria o meu colo. às vezes do pai. virava a cara quando não queria que alguém o pegasse.
não lembro se foi exatamente nessa época, mas ele passou a ter umas sonecas diurnas que não duravam nem meia hora. foi desesperador, porque durante o dia ele só queria ficar no meu colo e eu não conseguia fazer mais nada. quando ele dormia eu queria ganhar o mundo em 20 minutos e era eu mal começar a fazer uma coisa que ele já acordava. acho que foi por isso que eu emagreci tão rápido ; )
e nem pensar em durante o dia deixá-lo acordado no berço pra ele dormir sozinho.
muito menos embrulhá-lo em nada.
ele passou a odiar isso tudo!
apesar de não ser a favor de adestramento de sono de bebês, alguns truques eu sempre fiz e deram certo. um deles foi não correr de imediato para atendê-lo. não apenas no sono, mas em tudo na vida. isso não significa deixar chorar até cansar.
isso porque algumas vezes ele acorda, dá um resmungada e volta a dormir. isso dá a ele a chance de encontrar um jeito de aprender a fazer isso sozinho.
à noite mesmo, ele acordava e eu esperava pra ver se ia voltar. caso isso não acontecesse, eu pegava, dava o peito e devolvia ao berço, mesmo que ainda estivesse desperto.
era impressionante ver como ele ficava bonzinho no berço e logo adormecia por conta própria. mas só à noite.
teve uma fase, aos 5 meses, que ele resolveu tagarelar no meio da noite. mas ele parecia bem com isso, então ele conversava sozinho, até retornar aos braços de morfeu.
isso do sono noturno eu não posso reclamar. apesar de ter demorado bem mais de um ano pra atingir o capote completo, ele não me deu tanto trabalho (no primeiro ano) à noite. exceto pelas noites em que esteve doente ou com algum dente nascendo era acordar, mamar e voltar pra dormir, sem grandes estresses – mesmo que isso acontecesse tantas vezes durante a noite.
perto dos 6 meses, um pouco antes, aconteceu. o primeiro dentinho quis nascer. foi quase um mês de sonos alterados, mamando muito mais e acordando muito mais de dia e à noite. achei que assim que o dente rompesse a gengiva isso cessaria, mas não. até porque depois do primeiro veio o segundo e depois o terceiro e depois o quarto.
entre 7 e 8 meses ele passou a jantar com gosto. e acho que aquela barriguinha cheia começou a dar uma segurada no sono e o menino que acordava quase 7 vezes à noite passou a acordar só umas 3.
desde essa época percebi que, até hoje, quando ele não janta direito, acorda mais vezes à noite. então o truque é mantê-lo bem alimentado.
isso sempre valeu pro caso dele querer acordar à noite pra mamar.
se eu resolvia que não ia dar o peito durante a noite, era pior. ele ficava tanto tempo desperto que na hora de mamar, continuava acordado. o melhor era dar o peito logo, pra que ele retornasse logo ao seu soninho.
as sonecas do dia eram menores, aproximadamente duas por dia, cada uma com 1 horinha.
nessa época ele não dormia mais no peito, exceto ao longo da noite. pra soneca do dia ele dormia no meu colo, embalado.
à noite quem colocava ele pra dormir era o pai. mas tudo isso se perdeu depois de um tempo (também explico lá pra frente).
com 9 meses destrambelhou de vez. essa pra mim foi a fase mais difícil do seu primeiro ano de vida.
primeiro porque foi quando completou 9 meses que ele teve convulsão. aí passou o dia no hospital, foi furado várias vezes, um monte de exames e médicos em cima.
pra completar, depois disso ficou doente por 3 meses seguidos, nariz entupido. uma mistura de alergia com tempo frio de inverno e quatrocentos dentes nascendo ao mesmo tempo.
somando a isso, começou com a ansiedade de separação e não tolerava que eu me ausentasse de perto dele por mais de, sei lá, 5 segundos.
um poço de trauma, incômodos e carências.
também foi a época que aprendeu a engatinhar de verdade, andar em pé apoiado nos móveis, mexer em tudo.
ele queria explorar o mundo. pra que gastar tempo dormindo?
ou seja, tudo colaborou pra que ele tivesse um sono péssimo tanto de dia quanto à noite.
foi uma fase difícil. ele ficava extremamente irritado por qualquer coisa.
às vezes aceitava que o pai o colocasse pra dormir, às vezes não. só melhorou disso especificamente lá pros 11 meses.
houve épocas que ele adormecia, capotava de ficar com os braços e pernas penduradões. mas era só colocá-lo no berço que ele acordava gritando, chorando, completamente desperto e não queria mais voltar a dormir. como eu sofri!
nesse tempo eu deitava com ele junto comigo na cama, dava o mamá deitada e esperava até ele abrir a boca e largar o peito. aí eu botava a chupeta na boca dele e saia correndo, fazendo o maior silêncio do mundo. era o único jeito que funcionava. às vezes.
lá pros 11 meses ele voltou a dormir semi-sozinho. ainda acordava à noite, mas só 1 ou 2 vezes. voltou a aceitar dormir sem peito e às vezes sem chupeta. de se permitir deitar sozinho, receber uns tapinhas no bumbum ou uma carinho no cabelo/rosto e apagar lindamente.
com 12 meses nós viajamos e eu passei 1 semana sozinha com ele dormindo na minha cama. só eu pra cuidar, botar pra dormir e todo o resto. nem precisa dizer que virou um grude, não queria dormir sozinho, muito menos longe de mim. aí seu sono estragou outra vez.
desde então ele só dorme no meu peito. lascou-se.
foi também com 12 meses que ele começou a tirar sonecas mais longas, de 2 a 3 horas.
no começo eram duas sonecas de 3 horas. um paraíso na terra!
6 horas do dia só pra mim! mas durou pouco e em menos de 1 mês ele passou a tirar uma única soneca diurna de 3 horas. mas tá ótimo, né?
entre 12 e 15 meses ele ganhou 4 molares chatíssimos de nascer. mais pelo menos um mês de sofrimento.
finalmente, com 1 ano e 4 meses, ele começou a dormir de verdade à noite. dormindo às 20h e acordando só às 6h.
a vantagem é, obviamente, conseguir dormir uma noite inteira sem interrupções. a desvantagem é ter que acordar tão cedo.
a soneca diurna acontece de fato somente uma vez por dia, geralmente antes do almoço. duas ou três horas e nunca passa disso.
tá bom, né? ele tá crescendo.
curioso é que antes disso acontecer, não tinha uma noite sequer que eu não fosse dormir pensando “será que é essa noite que ele dorme inteira?”. mas quando aconteceu eu nem percebi.
até hoje, no auge de seus 20 meses, acontecem noites e noites em que ele acorda às vezes uma, às vezes duas vezes. geralmente meia noite ou 5h da manhã. mas isso passou a ser exceção, não regra.
sim, ele acorda e eu ainda dou o peito.
acho muito mais cômodo que ter que buscar água, fazer truque pra voltar a dormir ou qualquer outra coisa.
mas ele já é um rapaz e acho que nessa idade tudo bem fazer algumas coisas pra não precisar amamentar durante a noite.
por exemplo, às vezes ele quer acordar 4h30 da manhã pra brincar. são nessas horas que, depois de tentar tudo no modo mute, eu abro a boca e digo: é hora de dormir. vou colocar você na sua caminha e voltar pro meu quarto. beijo tchau. geralmente dá certo.
enfim, gostaria de fazer algumas considerações a respeito:
sugestões de leitura:
meses atrás luíza e eu escrevemos um post meio ranzinza desaforado para aqueles dias em que você simplesmente cansa de dar explicações a pessoas que não valem a pena. fuçando na internet achei um texto ainda mais sacana sagaz, especialmente para as grávidas e grávidos. com vocês:
GRAVIDEZ: PERGUNTAS E RESPOSTAS
1) será que eu devo ter um bebê após os 35?
não, 35 crianças ja são suficientes.
2) meu bebê tem poucos dias de vida e tem aquela cara de joelho. quando é que ele vai mudar?
com alguma sorte, depois que ele terminar a faculdade.
3) qual é o método mais confiável para determinar o sexo do bebê?
o parto.
4) minha esposa está grávida de cinco meses e está tão temperamental que às vezes ela parece um ser irracional.
e isso é uma pergunta?
5) minha doula diz que não vou sentir dor no parto e sim pressão. ela está certa?
sim. da mesma maneira que um tornado pode ser chamado de uma corrente de ar.
6) quando é o melhor momento para tomar a epidural?
depois você descobre que está grávida.
7) há alguma razão para eu estar na sala de parto com a minha esposa?
não. ao menos que a pensão alimentícia não signifique nada para você.
8 ) existe alguma coisa que eu deveria evitar enquanto me recupero do parto?
sim. ficar grávida.
9) você acha que eu devo fazer chá de bebê?
espere ele nascer primeiro, depois pode ferver a água.
10) nosso bebê nasceu semana passada. quando minha mulher vai começar a se sentir e agir normalmente?
quando as crianças forem para a faculdade.
bom final de semana!
{dicas de etiqueta para pais}
depois do post nem filho, nem desfilhos, muitos comentários surgiram. de proposta de sociedade a participação nos royalties na comercialização de um folder – com as dicas de etiqueta para não pais – e até algumas pessoas raivosas sugerindo que os pais/mães também deveriam ter um post especialmente para eles. afinal a grande maioria tem falta de noção dificuldade de ouvir sugestões ou críticas.
sem mais delongas seguem abaixo algumas dicas para você ser um pai/mãe ainda mais bacana:
1) pare de falar do seu filho o tempo todo.
esse sou eu. tenho que admitir. eu falo do benjamin a toda hora: ele fez isso hoje, ele falou tal coisa, o coco dele tá meio verde, você precisa ver que coimarlinda. o benjamin, o benjamin, BLA, BLA, BLA, BLA! agora fico pensando que as pessoas que convivem um pouco comigo realmente devem estar de saco cheio ou achar que eu sou um pouco exagerado. na melhor das hipóteses devem de chamar de papai coruja dos infernos.
mas a coisa pode piorar e muito se você começar a comparar seu filho com o dos outros. por exemplo: meu filho com 5 meses já tava andando e falando. o seu ainda não?? como assim? meu bebê já participou de corrida de engatinhamento 100 metros rasos e ganhou!!! e ele tinha só 3 meses e o seu não? putes! aí você será realmente odiado.
2) evangelismo paterno/materno ou conversão a paternidade/maternidade
eu li em algum lugar falando que quando uma pessoa tem filho é semelhante a aquela primeira pessoa que pula na água fria da piscina. depois que ele pula e passa o congelamento inicial fica enchendo o saco da galera: a água tá ótima! pode vir galera, entra, entra! pode entrar! entra PELO AMOR DE DEUS! não quero ficar aqui sozinho! basicamente é assim que muitos pais e mães fazem com quem ainda não tem filhos. ficam tentando converter a pessoa para o lado paterno da força.
ok. admito: já fiz isso também. só porque você ama crianças e se empolgou com o lance todo de paternidade não quer dizer que todo mundo seja assim também.
sabia que existem pessoas que não querem nem pensar em ter filhos? é mais normal que tomar água.
outra modalidade versão avançada é ficar pressionando os que já são pais e terem mais filhos, por exemplo: mas vocês vão ter só um? filho único não é bom! tenha mais um ou dois! quem sabe rola um casalzinho? né? casalzinnnn é tão ounnnnn, fofo!
3) metralhadora de conselhos
uma dia desses eu tava notando: a luíza tem uma amiga no facebook que basta ela publicar qualquer coisa (comentário, post, foto, o que seja) que a mulé já vem com um comentário/conselho. não basta comentar, tem que mostrar o quanto ela é sabida na arte da maternidade. sério. a impressão que dá é que realmente eu NÃO SEI COMO MEU FILHO ESTÁ VIVO ATÉ HOJE SEM A AJUDA DESSA PESSOA. to quase pagando uma mensalidade escolar para ela, porque não tá fácil, gente.
pior é quando, num geral, a pessoa foi mãe trezentos anos atrás e está um pouco desmemoriada desatualizada de algumas coisas e quer de todo jeito te ajudar a cuidar melhor do seu filho. dia desses eu ouvi que leite moça é um bom substituto para leite materno. hahaha! cerveja também!
4) quem é mais zumbi?
a famosa competição pra saber quem está mais cansado (até aqui em casa rola isso às vezes).
eu sei que não é fácil cuidar de bebê, dá um trampo enorme, cansa e desgasta. principalmente para as mães que amamentam ou quando o bebê fica doente.
e acho normal comentar que está com sono ou cansado, mas quando vira uma ladainha sem fim, enche o saco de qualquer um, principalmente de quem não tem filhos.
sinceramente, vai adiantar alguma coisa você dizer que está cansado? acho que vai te cansar mais ainda.
5) fique em casa
há um tempo nosso filhote ficava doente quase todo final de semana. sempre que isso acontecia nós não saímos de casa ao encontro de outras crianças. mentira. mas evitamos o máximo que dava.
afinal, ninguém merece filho doente por causa de filho doente dos outros.
quando íamos encontrar com alguém com filhos, avisávamos que não dava pra ir porque a cria estava dodoi.
se o pai ou a mãe não se importassem, então levávamos a criança remelenta mesmo.
só pra ficar bem claro: se seu filho está doente e você for sair assim mesmo, avise antes ou adie o compromisso! não leve ele pra cima dos outros gratuitamente (a não ser que queira se vingar de alguém ou que estejam indo para um bazar de troca de germes novos e usados).
6) seja firme com sua criança e me inclua fora dessa
eu não sei vocês, mas já vi isso acontecer muito. comigo e com outras pessoas. tá lá a criatura malcriada tocando o terror por algum motivo X, no parquinho, na festa, no restaurante ou numa casinha de sapê e aí o paizinho ou a mãezinha, fala pro rebento rebelde:
- filho não faz assim! olha que a moça briga com você, ein?!
- filho que coisa feia, o tio não tá achando legal não… nunca mais ele vai querer que você venha aqui.
reconhecem? pois é. você é o progenitor dessa criança! não sou eu que não está achando legal, é você! seja firme com seu filho e repreenda ele por você mesmo. não use outra pessoa para justificar a falta de limite dele ou sua falta de autoridade.
bônus: me confundo um pouco quando os pais chamam o filho de “papai” ou “mamãe”. os filhos também devem se confundir um pouco também. já viram isso? o pai da criança falando com o filho:
- ô papai, cuidado! aí não, papai!
- ô mamãe, não faz isso. mamãe tá com sono né? tá enjoadinha.
anexo importante: objetos inanimados são inanimados por um motivo: eles não têm vida, são isentos de vontade própria e nem sabem elaborar planos maquiavélicos.
portanto, se seu filho meter a cabeça na quina de uma mesa, nada de dar um tapinha na mesa e falar “mesa feia! fez dodói no pedrinho!”
também não vale se sua menina cair de boca no chão e você disser: “chão bobo! quebrou o dentinho da audrey!”
nem tudo nessa vida é questão de culpa. a criança caiu porque tropeçou e pronto. ia fazer o quê? tirar o chão de lá? desse jeito você ensina a criança a sempre lançar a culpa de atos aleatórios (às vezes até propositais) em terceiros.
bela fuga, ein?
7) brinquedos e comidas são amigos
vai sair e ficar um bom tempo fora de casa? sabe que em algum momento seus pequenos podem cansar e começar um surto psicótico?
aí vão dois truques que costumam funcionar bem pra boa parte das crianças e bebês:
8 ) o mundo não vai acabar

[clique aqui para ler a parte I e a parte II]
os dias seguintes à festinha foram nublados e chuvosos. brasília enfrentou mais de 100 dias sem chuva. eu tive mais de 100 dias ensolarados e brilhantes para conhecer A mãe, mas ela foi aparecer justo quando a cidade resolveu chorar tudo aquilo que segurou nos últimos meses.
olhava de longe e via aquele parquinho vazio e ensopado. ninguém se arriscava a sair com os pequenos.
o céu constantemente cinza expressava o que eu sentia por dentro. domingo, segunda, terça feira. nada.
no fim do dia de quarta o tempo firmou um cadim e lá fomos nós, quase seis da tarde, sozinhos.
aproveitamos todos os brinquedos e ele – finalmente – pode usar o disputadíssimo balanço por quanto tempo quisesse.
mas nenhuma outra alma viva se arriscou a aparecer.
a não ser, é claro, um casal de adolescentes que ficava se agarrando embaixo do bloco e quando percebiam que o benjamin estava olhando, eles paravam.
a vontade foi de dizer “olha, filho, é o casalzinho. daqui a pouco eles aparecem com um bebezinho igual a você, pra brincarem aqui no parquinho “, mas me contive.
já estava escuro e voltei pra casa.
quinta, mais um dia chuvoso. à tarde fomos à livraria de um shopping acompanhados de paloma e clarice. finalmente um bebê pra ele agarrrar, morder, aprontar junto brincar e uma mãe pra tagarelar, reclamar de pediatra e outros assuntos correlatos.
na sexta já havia combinado com outra amiga, a fabi, e suas duas lindas filhotas, de irmos ao parquinho aqui da quadra.
o dia amanheceu lindo, sem nuvens e com um céu azulão.
era a sorte mudando.
quando chegamos ao parquinho, as babás quase tiveram um treco. não conseguiam parar de olhar. em um determinado momento até as crianças pararam tudo que faziam pra olhar as filhas da fabi e o benjamin.
seria uma invasão alienígena?
acho que sim, porque logo chegou outra mãe com um bebê de 9 meses e aí o parquinho foi dominado de vez.
em questão de minutos todas elas sumiram sem deixar rastro e até agora eu não entendi por quê.
puxamos papo, fomos para debaixo do bloco por causa do sol quente (aqui em brasília tem essa coisa maravilhosa chamada pilotis, que nos permite ficar embaixo do bloco, dando origem a essa expressão super usada na cidade e que não faz tanto sentido em outros lugares). ficamos mais um bom tempo por lá e a outra mãe foi embora.
mas ela ainda não era A mãe. era só mais Uma mãe.
fabi foi embora, eu subi, botei o benjoca pra dormir e fui pro computador.
e adivinhem? entrei no facebook e vi que a lidia, mãe da tetê (a aniversariante, lembram?), me marcou em uma publicação no mural de quem, minha gente? isso mesmo, dA mãe. e adivinhem mais o quê? ela colocou o link do post prA mãe ler.
e agora? eu fico feliz ou cavo um buraco bem fundo pra me esconder?
porque a história era tão linda sem que a mãe tivesse nome, rosto ou perfil no facebook.
mas de repente lá estávamos nós, frente a frente virtualmente, com um link que me dedura, me desmascara e me faz parecer uma louca completa.
bom, já que a lidia me desmascarou, o jeito era me jogar.
adicionei ela no facebook e deixei logo uma mensagem “oi! é a luíza, da sua quadra, amiga da lidia, tudo bem? te add, tá? bjs”
tá. e se ela não souber quem é? tipo, a lidia tem um milhão de amigos e eu nem falei que era a mãe do benjamin, ou que estávamos na festinha da tetê. e pra completar, na minha foto do perfil estava ninguém mais ninguém menos que ariel, a pequena sereia.
aí não dá, né, gente?
depois disso, devo ter atualizado minha página no facebook um milhão de vezes. quando chegava mensagem nova eu sentia borboletas no estômago e ia timidamente olhar e não era nada demais. nunca era Ela.
claro! também, depois desse texto maluco quase lésbico, quem não se assustaria?
a menina só meu viu duas vezes na vida, a gente nunca nem chegou a conversar e de repente um post desses falando esse tanto de coisa. credo em cruz!
só uma semana depois ela viu o comentário da lidia no fb, comentou e disse que sentiu-se lisonjeada.
ela disse que tinha voltado de viagem e combinou de combinarmos (?) uma ida ao parquinho.
mais uns 3 dias depois nos falamos mais uma ou outra vez e ficou por isso mesmo.
acho que a grande graça foi ser um amor não correspondido e todos esses encontros e desencontros que tivemos.
mas foi só eu receber a segunda mensagem dela que o fogo da paixão cessou.
acho até que depois disso peguei o telefone dela com a lidia, mas nunca telefonei.
e ficou por isso mesmo.
* * *
6 meses se passaram e eu nunca mais a vi ou tive notícias.
talvez ela tenha se mudado. talvez não.
mas o fato é que eu descobri que não existe A mãe. existem amigas e amigas. pessoas que vêm e vão em nossas vidas. algumas ficam para sempre.
lembra que eu mencionei uma outra mãe ali em cima, que também mora na mesma quadra que eu? falei que era uma mãe qualquer, mas não A mãe.
pode até ser, mas é a mãe que eu mais encontro no parquinho, que temos tantas coisas em comum e outras nem tanto.
a primeira impressão que eu tive dela era de uma pessoa enjoada, que não curte o filho, que tá ali só porque não tem outra opção.
mas depois vi que ela é bem diferente do que eu imaginava, que ela é a mãe mais sossegada que eu já conheci, sem essas frescuras e medo do filho se sujar, de colocar as coisas na boca e coisa e tal. uma pessoa que só de eu ver lá longe passeando com o filho (ou com os cachorros), eu faço questão de mudar minha rota pra encontrá-la, nem que seja pra trocar meia dúzia de palavras.
fui à casa dela apenas uma vez e nunca tive coragem de chamá-la pra minha (que é uma verdadeira e eterna bagunça).
talvez ela nem saiba meu nome, mas o do meu filho ela lembra de cor.
mas de alguma forma a considero minha amiga.
a fabi, também mencionada, passou a fazer parte do meu convívio depois do primeiro post sobre o parquinho. nisso resolvemos nos encontrar e colocar a meninada pra brincar.
resumindo: hoje ela é muito mais do que A mãe. ela é A amiga, parceira dos programas mais absurdos aos mais triviais. com ou sem filhos a tiracolo, sempre arrumamos um motivo pra nos encontrarmos. ela é o meu toddynho, companheira de aventuras.
toda vez que o benjamin a vê, reconhece e corre já de bracinhos abertos para ela. o mesmo para suas duas filhotas (já contei um pouco aqui).
ele as chama pelo nome e lembra-se de orar por elas todas as noites.
tenho por elas um sentimento como se fizessem parte da minha família. vejo que o mesmo acontece com o benjamin.
e ela estava ali, bem debaixo do meu nariz.
she’s a keeper.
they are.


{sobre uma mãe revoltada com a pediatra}
há meses benjamin não ficava doente.
há meses ele não tinha febre.
há meses eu não precisava me preocupar com a tal convulsão.
porque toda vez que ele tem febre eu já penso no pior, que graças a deus nunca mais aconteceu.
mas a tensão permanece.
1h da madrugada de 28 de março, meu aniversário.
o menino acorda quente: 38,3º C.
não acredito. vai começar de novo.
passamos a noite em alerta, com o bichinho dormindo na nossa cama.
bebê febrento de presente pra mamãe.
na hora do almoço eu noto nele certa dificuldade para engolir alguns alimentos.
vou ver a garganta e lá estão vários pontinhos vermelhos. será amigdalite?
ligo pro celular da pediatra e cai direto na caixa.
ligo no consultório e nada.
nada de secretária eletrônica.
não é a primeira vez que acontece.
nas vezes em que ele ficou doentão, sempre tive que me virar por conta própria. ela só aparecia depois, quando eu já tinha tomado algumas decisões que não davam para esperar.
quando ele teve convulsão foi a vez que ela demorou menos pra me retornar: trinta minutos (ele já tinha convulsionado, já tinha passado e naquele momento eu estava dentro do táxi a caminho do hospital, com o neném desacordado em meus braços).
certa vez ela errou o medicamento e prescreveu pela segunda vez o antibiótico que ele tinha acabado de terminar. se eu tivesse seguido sua recomendação à risca, ele ficaria 30 dias seguidos no mesmo antibiótico.
pode isso, arnaldo?
me revoltei, conversamos, nos entendemos.
ela é um amor de pessoa e isso sempre me fez querer continuar com ela.
mas estou cansada porque, apesar de ser bom ter uma relação amistosa com o médico, eu não preciso só de uma amiga, preciso de alguém profissional para cuidar do meu filho.
amigas eu já tenho e não preciso pagar por isso.
até completar1 ano, benjamin passou três meses nesse vaivém. nesse tempo deve ter visitado mais o consultório da doutora do que a casa da avó.
tomou três antibióticos em menos de 2 meses.
uma doença que ia e vinha cada vez de um jeito, com alguns sintomas recorrentes e outros novos.
mas não melhorava.
foi aí que eu comecei a desconfiar de alergia.
por conta própria – mais uma vez – eu cortei o leite da minha alimentação (a dele ainda não tinha).
quem leu o post da alergia sabe como melhorou.
quando apresentei meu diagnóstico materno à medica, ela não discordou e mandou continuar com a dieta restritiva.
e encaminhou pra uma nutricionista que, obviamente, eu não fui.
toda vez que a coisa apertava, ela me encaminhava pra um especialista.
só fui uma vez, gastei uma fortuna a decidi ficar com meus conhecimentos médicos intuitivos e googlelísticos.
ela já sabia que ele tinha outras alergias. por que não desconfiar do leite?
ela alegou alergia respiratória, mas não pensou no leite de vaca por quê?
e por que eu, que não sou médica e não tenho experiência nenhuma no assunto, consegui chegar a uma solução para o problema?
será que eu tenho poderes paranormais que excedem a medicina?
não.
aí aconteceu o episódio da plaquinha.
como disse no início, o benjamin adoeceu esta semana.
depois de mais de 24h tentando encontrar a drª doutora sem sucesso, meu marido decidiu ir até o consultório.
deparou-se com uma porta fechada e um papel impresso no computador grudado nela contendo mais ou menos o seguinte texto:
“INFORMAMOS QUE ESTAMOS DE FÉRIAS / REFORMA DO CONSULTÓRIO.
QUALQUER EMERGÊNCIA, ENTRAR EM CONTATO COM DRª FULANA OU DR CICRANO, TELEFONES xxxx-xxxx”
e o mistério estava resolvido.
a doutora resolveu reformar o consultório e aproveitou pra viajar.
mais tarde me informei com uma amiga (cuja filha também é paciente), que a doutora está na europa.
veja bem, acho que todo mundo pode – e deve – tirar férias.
pediatras especialmente, porque deve ser uma profissão bastante intensa e desgastante.
mas custa ser profissional e avisar os pacientes de outra forma senão através de uma PLAQUINHA DE PAPEL??
há um mês eu fui lá e ela não avisou nada.
reforma e viagem para europa não são duas coisas que se decidem de um dia pro outro.
com certeza ela já havia planejado esses dois eventos e não nos informou na última consulta.
além do mais, eles têm todos os telefones e emails dos pais dos pacientes.
era só mandar um email coletivo para os todos e avisar.
estamos em plena era da tecnologia.
ok que ela não é lá muito fã da coisa. minha mãe também não é.
mas a secretária dela é e poderia ter feito isso por ela.
será que ninguém pensou nisso?
será que não conseguiram elaborar nada melhor que uma plaquinha na porta?
também vou começar a usar esse método incrível!
quando estiver indisposta, coloco uma plaquinha na porta: hoje não tem sexo.
quando estiver cansada demais para amamentar, coloco uma plaquinha na porta: tetas closed.
quando não tiver dinheiro pra cobrir no negativo do banco, coloco uma plaquinha: saldo insuficiente. volte outro dia.
quando não quiser ir trabalhar, coloco uma plaquinha na mesa do chefe: hoje eu não venho trabalhar. me ligue no celular.
quando meu filho ameaçar ficar doente, coloco uma plaquinha nele: saímos de férias. tente outra criança.
não é a primeira nem a segunda vez que esse tipo de descaso acontece e tenho certeza de que não será a última.
e essas coisas cansam, né?
por isso, quando a pediatra voltar de férias, coloco uma plaquinha: tarde demais. mudamos de médico.

o celular apita. ela corre pra ver e lá está uma mensagem:
“amiga,o dia tá lindo. bora juntar os filhotes pra dar um passeio hj?”
“bora, pra onde? msm lugar de sempre?”
“é o jeito, né? eu não conheço outro q dê pra levar os pequenos e ficar sossegada ao msm tempo”
“blz. te encontro lá. bj”
ou então você teve um dia de cão com sua bebê sem querer comer nada, enjoada, babando, meio febril, só quer saber de peito e fica pendurada nele por hooooras, não dorme nunca e, quando o faz, é aquela sonequinha rasa que é só colocar no berço e puf! a menina acorda!
será que é dente?
será que ela está doente?
não sei se devo ligar pro pediatra só por causa disso.
minha mãe não lembra mais direito das coisas e tem uns métodos meio duvidosos pra tudo.
minhas amigas não têm filhos. minha irmã mora longe.
como lidar?
graças a deus, jesus, que existe internet nesse mundão de hoje.
sério, não canso de falar que se não fosse a internet, o blog, os emails trocados com tantas mães em situações semelhantes à minha, eu não faço ideia de que tipo de mãe eu seria.
com certeza uma do tipo esquisita.
desde quando me descobri grávida (ou mesmo antes, quando eu tinha apenas potencial para isso), passei a revirar o mundo virtual atrás de informações. foi algo natural, nada forçado. mas até hoje a sede de busca pelo conhecimento sobre maternidade e assuntos correlatos me ataca.
esse foi um dos motivos pelo qual eu criei o blog, a fanpage no facebook, uma lista para mães em brasília e sempre vou atrás de grupos que unam as mães.
eu vejo o quanto eu descobri que meu filho – apesar de único – é muito parecido com outras crianças da idade dele. eu achava que ele era birrento e fazia manha, mas fui ver que a maioria dos bebês nessa idade também são assim, porque faz parte do processo de crescimento e descoberta do mundo que os cerca.
e tantas, tantas outras coisas, que me ajudaram a relaxar como mãe.
em tempos assim, ferramentas voltadas para a maternidade só tendem a acrescentar e nos ajudar a sermos mães melhores (e menos encanadas com algumas coisas também).
tem um negócio muito bacana lá no facebook que é o JOHNSON’S® baby Mimo. é tipo um aplicativo com várias coisas legais que ajudam pra caramba nessas horas.
tem a sessão perguntas e respostas, onde você levanta suas questões de mãe doida (porque toda mãe que se preza precisa ser um pouco doida para sobreviver) e outras doidas lindas e lindos vão lá e te ajudam compartilhando suas experiências.
ok, você pode argumentar que já existem fóruns assim espalhados por aí.
mas é que o JOHNSON’S® baby Mimo vai muito além de um simples fórum.
é um lugar de relacionamento.
e tem vários outros terecotecos úteis como:
guia de serviços: você pode buscar por estabelecimentos baby friendly, avaliar, recomendar, compartilhar com outras pessoas, consultar as dicas de outras mães/pais, filtrar de acordo com a idade do seus filhos.
olha que coisa linda e cheia de graça!
inclui opções de locais de lazer, alimentação, educação, saúde e compras.
e o livro do bebê: achei superfantásticoamigo. é bom estar contigo no nosso balão!
você pode registrar desde os momentos da sua gravidez, passando por marcos importantes como nascimento (óbvio), primeiro dentinho, primeira palavra, primeiros passos, primeiro dia de aula e vários outros primeiros, até que seu ex-bebê complete 5 anos.
pros rykos e rhykas, dá pra baixar gratuitamente um aplicativo para iphone ou android. assim você pode acessar o aplicativo de qualquer lugar.
pra entender mais é só entrar aqui:
https://apps.facebook.com/johnsonsbabymimo
as mãe pira na tecnologia!

um post sobre consumo, consumismo, exageros e direitos a certas extravagâncias.
quando o benjamin era bem pequeno, veio uma mulher me dizer que ele não precisava de chupeta, que chupeta era para os pais, não para os filhos.
eu fiquei quieta, porque em parte concordei (especialmente porque eu estava me sentindo muito contrariada por fazer isso).
mas depois eu ouvi outras hippies pessoas dessas se valendo desse argumento pra tudo.
ok, se você for parar para pensar, a maioria das coisas é para os pais, não para os filhos:
roupinhas bonitas são para os pais, tios, avós, não pro bebê.
berço também.
carrinho também.
cadeirão também.
brinquedos também.
banheira também.
fralda também (bota logo pra fazer diretão na privada toda vez, oito a vinte vezes por dia).
sling também (carrega no colo).
algodão, cotonete, sabonete, shampoo (lava tudo só com água que tá bom).
tesoura de unha também (corta com o dente).
quarto também.
água quente? pra que tanto conforto? deixa de luxo!
banheiro? evacua no mato e toma banho de cachoeira.
papel higiênico? nem pensar! usa uns paninhos laváveis! mas não pode lavar na máquina, tem que ser na cachoeira.
máquina de lavar? lava no rio, na beira da cachoeira.
fogão moderno?! pra quê? faz uma fogueira!
geladeira? não seria melhor ter uma horta em casa e colher tudo fresquinho? preparar só o que precisa ali na hora?
carro? já pensou no tanto que um carro polui? e o lixo que ele produz?
bicicleta também produz lixo! o que fazer com ela quando não prestar mais?
cavalo muito menos, porque constitui maus tratos aos animais.
tem que andar à pé, descalço, porque não pode usar sapato de couro nem sola de borracha. viajar, então, nem pensar.
aliás, roupa pra quê? pra atender à sociedade moderna?
roupa é para os pais, não para os filhos!
criança não sente vergonha, não precisa arrumar emprego e se ficar com frio, você pode abraçá-la, nua, pele com pele, mamando 24h por dia, como nos primórdios, quando éramos somente símios, andávamos de 4, morávamos nas cavernas, não depilávamos os sobarco nem as virilha tudo.
e por que depilar, se os pelos são um presente da mãe natureza?
por que cortar os cabelos da cabeça? eles são um véu que nos enfeita.
você não precisa cortar o cabelo dos seus filhos nunca na vida. não faz sentido.
ok. exagerei.
mas a verdade é muito difícil entrar num equilíbrio. eu mesma me contradigo o tempo inteiro. inclusive algumas coisas que escrevi acima são uma autocrítica à minha maneira quase simplória de viver.
eu não vivo sem máquina de lavar e sonho em um dia ter uma lavadora de louças.
eu piro com algumas coisas de criança simplesmente porque são lindas.
eu sei que não precisaria delas, mas às vezes gosto de fazer um agrado pro meu filho e – sim! – pra mim, como mãe.
porque, mesmo não sendo uma consumista desenfreada, às vezes eu tenho o direito de surtar e querer alguma coisa diferente.
temos o direito de ver o fruto do nosso trabalho se transformar em algo que agrade a nós ou a quem gostamos: um brinquedinho fofo, um sapato novo, uma roupa que a gente sabe que vai ficar perfeita nesses bebezinhos lindos.
o problema é você realmente acreditar e se deixar convencer que precisa daquilo e não pode viver sem.
você pode, acredite!
mas algumas coisas embelezam, facilitam a vida, distraem e divertem as crianças.
claro que há muita coisa inútil no mercado. um dia desses mesmo vi um capacete pro bebê não machucar a cabeça. o preço? mais de duzentos conto! peralá, né? que eu não acho dinheiro no lixo, muito menos jogo ele lá.
acho que as coisas devem ser feitas com parcimônia. não vale a pena, por exemplo, comprometer o orçamento da família, vender até a roupa do corpo para adquirir um produto que dá muito bem pra viver sem.
o melhor é esperar ter condições financeiras e ver se vale a pena fazer tal esforço.
e boas compras. ou não.
quem lê o blog sabe que sou meio neurótico com quedas e machucados do pequeno e me vi sendo um pai helicópero por muitas e muitas vezes.
mas não sou um caso perdido, tanto que recentemente descobri e gostei muito da proposta de um cara chamado gever tulley, cientista da computação e fundador de uma colônia de férias nos EUA chamada tinkering school.
lá as crianças aprendem a brincar com “coisas de verdade”: recebem ferramentas, materiais e orientação para adquirirem confiança e lidar com soluções criativas para problemas reais como, por exemplo, construir seu próprio barco ou ponte.
gever critica o excesso de regras de segurança que existem para evitar que as crianças se metam em situações de risco e se machuquem.
“quando arredondamos todas as quinas e eliminamos todos os objetos afiados, ou cada pontinha do mundo, na primeira vez em que as crianças entrarem em contato com algo pontudo, elas vão se machucar.”
abaixo seguem algumas sugestões que ele dá para criar filhos mais indepentendes, seguros e conhecedores do ambiente em que vivem. vale lembrar que são válidas para crianças a partir de 8 anos:
1) brincar com fogo
a intenção não é incendiar a casa dos pais, mas perceber que o fogo é uma força da natureza sobre a qual pode-se ter algum controle. a proposta é cercar com pedras uma área que entrará em combustão, para que não aja risco do fogo se alastrar. e, antes de tudo, é bom ensinar a brincar com a mangueira, apagando “fogo imaginário”.
2) ter um canivete
canivetes estão desaparecendo da nossa cultura, o que é um coisa terrível. é um ferramenta poderosa e empoderante, onde a criança pode desenvolver habilidades motoras senso de praticidade e lógica. basta explicar a ela algumas regras: sempre cortar no sentido contrário ao do corpo e não forçar a lâmina, por exemplo. “eles vão se cortar, mas são jovens e cicatrizam rápido” – tulley argumenta.
3) arremessar uma lança
nossos cérebros são programados para arremessar coisas e, assim como músculos, se você não usa partes do seu cérebro, eles tendem a atrofiar com o tempo. ficou demonstrado que a prática do arremesso de objetos estimula os lóbulos frontal e parietal do cérebro relacionadas com a acuidade visual e percepção tridimensional. sendo assim, o arremesso é uma combinação de habilidades analíticas e físicas, ajudando as crianças a desenvolverem habilidades de atenção e concentração.
4) desmontar aparelhos
da próxima vez que tiver que se livrar de um aparelho, não jogue fora. desmonte com seu filho. é uma experiência muito valiosa para a criança tentar entender como se movem as engrenagens que fazem as máquinas que nos cercam.
5) dirigir um carro
dirigir um carro é um ato de empoderamento de uma jovem criança, e isso é o máximo!
calma, não é para deixar ela sentar só no banco, acelerar, passar marcha, fazer controle de embreagem tudo ao mesmo tempo!
ache um terreno grande e vazio, certifique-se que seja uma propriedade privada ou sem nada que possa destruir, sente-a no seu colo e deixe que ela pilote o volante.
isto é um grande passo para a criança. dá um certo controle para elas de um jeito que talvez nunca teriam e que frequentemente não têm a chance de ter.
dia desses eu e luiza vímos o filme “conta comigo“ da foto acima, lembram?
e percebemos que o mundo era bem diferente.
não que era melhor, mas era bem menos chato, principalmente para as crianças.
não estou sendo saudosita – gosto muito da modernidade – mas não tem como negar que em poucos anos os pediatras, psicólogos e pedagogos parecem ter acumulado mais e mais conselhos, além das proibições e medidas de segurança para a criança.
não que isso seja de todo ruim, mas que existe um excesso ,existe. um mundo onde em cada plástico ou embalagem há um aviso de perigo ou cuidado. chegamos ao cúmulo de nos copos de café estar escrito: “CUIDADO! PODE ESTAR QUENTE”.
é muita privação de experiencia e um pouco de frescura pro meu gosto. eu duvido muito se um filme como conta comigo seria produzido nos dias de hoje. nele, as crianças infringem todo tipo de lei, cospem, falam palavrões, lidam com armas, pulam em um lago cheio de sanguesugas e, pasmem, até fumam!
conheça um pouco mais sobre a proposta da tinkering school no vídeo abaixo: