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10 de maio

papai papagaio

por hilan diener

tem tempo que estou para escrever sobre isso. é um fenômeno que acontece aqui em casa. a casa dos pais papagaios.

é muito simples. nosso mini ser andante é uma criança cheia de charme e truques. pelo menos eu acho, né?

ontem no banho, sei lá por que, ele resolveu que queria dar  banho no boneco do hulk, que estava no box.
aí passava a bucha no tadelo. no baço, no pé e no bumbum do ukinho.
porque agora não é mais uki, é ukinho. afinal, é um mini hulk.

depois de banho tomado, ritual do sono e tudo mais, finalmente o bebê dorme.
imagine a cena: estamos eu e luíza na sala e aí começa o fenômeno papagaio. começa de mansinho e de repente pimba! lá estamos nós repetindo as proezas linguísticas do filho, imitando tudo que o benjoca diz e morrendo de rir e de orgulho ao mesmo tempo.  hoje no banho ele resolveu que queria dar  banho no boneco do hulk, aí passava a bucha no tadelo. no baço, no pé e no bumbum do ukinho. por que agora não é mais uki, é ukinho. hahaha. aí ele disse: abi a póta (e balança a cabeça) como que afirmando. aí tov fez tal coisa e ele: tenta tóti, tenta. não podi não. papaizinho junto, abaço. oi, diga boi. oi peixe . mamãe tolinho, quelo tolinho. hahahah! imita levantado os braços.

eu não sei vocês, mas segundo os cientistas isso faz a orelha de 90% das crianças esquentarem (??).
pelo menos foi o que eu ouvi falar e também ouvi falar que o fenômeno papagaio assola várias lares brasileiros.
confere?  :)

obs: você que é homem, macho com M maiúsculo e tudo. seus problemas acabaram. lá em cima no site,  do lado direito, debaixo da pequisa, tem um botãozinho vermelho piscando chamado: disfarça pai. tem que clicar pra ver o que aparece. espero que goste. um oferecimento da nossa amiga raquel brehm, que consegui essa proeza tecnológica pra gente! valeu raquel!

Categorias: benjamin, desenvolvimento do bb, mês 18-24, para papais, tagarelices Topo
08 de maio

sorteio 4×4

por luíza diener

no dia das mães vai ter presente pra todo mundo: pras gestantes, pros bebê e pra famílhea toda.

pra participar é só você escolher o(s) sorteio(s) que mais lhe agrada(m), seguir as regras de cada um e ser feliz.

sim, você pode participar de mais de um sorteio.
aliás, você pode participar de todos.

quer vir? então veeeeeem que a seeede de ganhar me faz melhooooor!!

 

PRAS GRÁVIDA

kit Lui Mammy Store

para concorrer a R$ 200,00 em compras na loja virtual de roupas para gestantes Lui Mammy Store, leia atentamente o regulamento do sorteio e preencha o formulário abaixo:

{sorteio encerrado}

conheça mais roupas para gestantes na Lui Mammy Store:
twitter, facebook, loja.

 

kit futura mamãe Adcos

 

para concorrer a um kit de produtos da marca Adcos contendo 1 creme corporal Elastcream (anti estrias) + 1 Bloqueador Solar Ultra FPS 55 + 1 Sabonete Neutro de Aloe Vera, você precisa acessar a nossa fanpage no facebook e participar do sorteio lá.

{sorteio encerrado}


 

PROS NENÊ

sorteio Baby Bib


*fotos meramente ilustrativas

uma roupinha pros baby boys e uma pras baby girls (tamanho 0 a 2 anos).
para os meninos, uma calça saruel super fofa.
para as meninas, um vestidinho lindo + tapa fralda.
para participar, leia o regulamento atentamente, preencha o formulário abaixo com os seus dados e boa sorte!

{sorteio encerrado}

porque mãe besta como eu fica feliz em ganhar presente pros filhotes. sempre.
aproveite pra visitar a Baby Bib, essa coisa graciosa!
facebook, loja, blog.

 

PRA GERAL

kit potencial gestante

quer ganhar 1 roleta da obrigação + 1 kit de bottons mamãe de primeira viagem + 1 poster meu primeiro ano?

leia o regulamento do sorteio, preencha o formulário e participe!

{sorteio encerrado}

 

todos os produtos serão sorteados no dia das mães (13/05/12), e divulgados aqui no blog, no facebook e no twitter.

 

babalú e raí

babalú e raí já estão participando. vem você também!

Categorias: enxoval da gestante, para gestantes, para mães, para papais, produtos, sorteios e promoções, tranqueiras de bebê Topo
07 de maio

o sono (?) do bebê

por luíza diener

tem dias, semanas, meses e quase anos que eu to com esse post na cabeça e nunca consigo escrever.

mas é um assunto tão, mas tão recorrente, que resolvi vencer a preguiça, sentar a buzanfa e contar minha própria experiência com o sono do joca.

o que mais me contam são sempre coisas do tipo “meu filho tem tal idade. até tantos meses ele dormia a noite inteira. aí de repente ele começou a acordar quatrocentas vezes por noite e nunca mais voltou ao normal”.

primeira coisa que eu quero te pedir é: por favor, se isso acontece com seu filho também, comente neste post!
não, não estou fazendo isso pra ganhar mais comentários no blog.
mas é porque eu acredito que várias experiências falam mais que uma só e também porque quero comprovar a minha teoria de que os bebês que dormem a noite inteira desde pequeninos (e mantém esse padrão ao longo de todo o primeiro ano de vidasão exceção à regra).

porque pra mim a regra é sempre: nasce, passa um tempo acordando a cada segundo, depois melhora e, de repente, passa a dormir a noite inteira. aí de repente invertido ele volta a acordar que nem um louco, geralmente por causa de dente, nariz entupido, calor, frio, doença, cachorro latindo, vizinho que espirra alto demais e um monte de outros fatores incontáveis.
aí volta ao normal.
aí você jura que quando seu bebê tiver 1 ano de idade já será uma criança, que dorme a noite inteira lindamente. e descobre que essa é a pior fase de sono/temperamento que ele já passou até então.
e por último, alguns meses depois de completar 1 ano, ele passa a dormir serenamente. ou não.

é assim?

vou deixar essa minha parte do achismo com vocês (porque maternidade é embasada em muitos achismos, intuições, experiências próprias e impróprias) e contar minha experiência. meio caótica. ou não.

* * *

ele nasceu. tudo que ele e eu queríamos era dormir.
as primeiras semanas eram a coisa mais linda do mundo. ele só dormia. acordava. mamava. voltava a dormir.
geralmente a cada duas horas.
eu me sentia descansada e achava que recém nascido era a melhor coisa do mundo.

nos primeiros 3 meses eu mostrava pra ele o que era noite e dia. sempre permiti que ele dormisse na hora que sentisse sono. mas se dormisse de dia, deixava o quarto claro, continuava a fazer a barulheira normal de casa (liquidificador, aspirador de pó, vizinho espirrando, etc). se acordasse de dia eu papeava com ele, brincava, mostrava o mundo. mas se acordasse à noite eu não emitia um pio. só pegava no colo, aconchegava, dava o peito até que ele dormisse e voltasse pro berço (praticamente faço isso até hoje).
também nesses primeiros meses eu cuidava pra que ele nunca adormecesse mamando (exceto à noite) e deixava pra dar mamar quando ele acordasse, pra não associar o peito ao sono. hoje acho isso uma grande besteira. mais pra frente explico o porquê.
também dormiu a noite inteira pela primeira vez (sete horas seguidas). isso aconteceu umas 2 ou 3 vezes e parou, voltando a acordar umas 6 vezes durante a noite.
eu sempre embrulhava ele num cueiro
 pra dormir. era ótimo. ele amava, ficava calminho. eu amava também. todos sorria.
nessa época ele era meio tanto faz como tanto fez pra algumas coisas. se eu colocasse ele ainda acordado no berço, ele aceitava. se colocasse dormindo, tudo bem também. se acordasse e não tivesse ninguém, ok. mas se acordasse e a gente estivesse ao lado, beleza. foi a linda fase do bebê neutro.

a partir dos 4 meses ele passou a distrair-se durante as mamadas. antes disso o mundo podia cair, as pessoas podiam passar gritando ao meu lado que ele continuava compenetrado, firme e forte no mamá. depois disso ele ficou mais sensível aos sons, o que também tornou o sono dele mais leve num geral.
foi também nessa fase que ele passou a ser mais seletivo quanto às pessoas. às vezes queria o meu colo. às vezes do pai. virava a cara quando não queria que alguém o pegasse.
não lembro se foi exatamente nessa época, mas ele passou a ter umas sonecas diurnas que não duravam nem meia hora. foi desesperador, porque durante o dia ele só queria ficar no meu colo e eu não conseguia fazer mais nada. quando ele dormia eu queria ganhar o mundo em 20 minutos e era eu mal começar a fazer uma coisa que ele já acordava. acho que foi por isso que eu emagreci tão rápido ; )
e nem pensar em durante o dia deixá-lo acordado no berço pra ele dormir sozinho.
muito menos embrulhá-lo em nada.
ele passou a odiar isso tudo!

apesar de não ser a favor de adestramento de sono de bebês, alguns truques eu sempre fiz e deram certo. um deles foi não correr de imediato para atendê-lo. não apenas no sono, mas em tudo na vida. isso não significa deixar chorar até cansar.
isso porque algumas vezes ele acorda, dá um resmungada e volta a dormir. isso dá a ele a chance de encontrar um jeito de aprender a fazer isso sozinho.
à noite mesmo, ele acordava e eu esperava pra ver se ia voltar. caso isso não acontecesse, eu pegava, dava o peito e devolvia ao berço, mesmo que ainda estivesse desperto.
era impressionante ver como ele ficava bonzinho no berço e logo adormecia por conta própria. mas só à noite.
teve uma fase, aos 5 meses, que ele resolveu tagarelar no meio da noite. mas ele parecia bem com isso, então ele conversava sozinho, até retornar aos braços de morfeu.

isso do sono noturno eu não posso reclamar. apesar de ter demorado bem mais de um ano pra atingir o capote completo, ele não me deu tanto trabalho (no primeiro ano) à noite. exceto pelas noites em que esteve doente ou com algum dente nascendo era acordar, mamar e voltar pra dormir, sem grandes estresses – mesmo que isso acontecesse tantas vezes durante a noite.

perto dos 6 meses, um pouco antes, aconteceu. o primeiro dentinho quis nascer. foi quase um mês de sonos alterados, mamando muito mais e acordando muito mais de dia e à noite. achei que assim que o dente rompesse a gengiva isso cessaria, mas não. até porque depois do primeiro veio o segundo e depois o terceiro e depois o quarto.

entre 7 e 8 meses ele passou a jantar com gosto. e acho que aquela barriguinha cheia começou a dar uma segurada no sono e o menino que acordava quase 7 vezes à noite passou a acordar só umas 3.
desde essa época percebi que, até hoje, quando ele não janta direito, acorda mais vezes à noite. então o truque é mantê-lo bem alimentado.
isso sempre valeu pro caso dele querer acordar à noite pra mamar.
se eu resolvia que não ia dar o peito durante a noite, era pior. ele ficava tanto tempo desperto que na hora de mamar, continuava acordado. o melhor era dar o peito logo, pra que ele retornasse logo ao seu soninho.
as sonecas do dia eram menores, aproximadamente duas por dia, cada uma com 1 horinha.
nessa época ele não dormia mais no peito, exceto ao longo da noite. pra soneca do dia ele dormia no meu colo, embalado.
à noite quem colocava ele pra dormir era o pai. mas tudo isso se perdeu depois de um tempo (também explico lá pra frente).

com 9 meses destrambelhou de vez. essa pra mim foi a fase mais difícil do seu primeiro ano de vida.
primeiro porque foi quando completou 9 meses que ele teve convulsão. aí passou o dia no hospital, foi furado várias vezes, um monte de exames e médicos em cima.
pra completar, depois disso ficou doente por 3 meses seguidos, nariz entupido. uma mistura de alergia com tempo frio de inverno e quatrocentos dentes nascendo ao mesmo tempo.
somando a isso, começou com a ansiedade de separação e não tolerava que eu me ausentasse de perto dele por mais de, sei lá, 5 segundos.
um poço de trauma, incômodos e carências.
também foi a época que aprendeu a engatinhar de verdade, andar em pé apoiado nos móveis, mexer em tudo.
ele queria explorar o mundo. pra que gastar tempo dormindo?
ou seja, tudo colaborou pra que ele tivesse um sono péssimo tanto de dia quanto à noite.
foi uma fase difícil. ele ficava extremamente irritado por qualquer coisa.
às vezes aceitava que o pai o colocasse pra dormir, às vezes não. só melhorou disso especificamente lá pros 11 meses.

houve épocas que ele adormecia, capotava de ficar com os braços e pernas penduradões. mas era só colocá-lo no berço que ele acordava gritando, chorando, completamente desperto e não queria mais voltar a dormir. como eu sofri!
nesse tempo eu deitava com ele junto comigo na cama, dava o mamá deitada e esperava até ele abrir a boca e largar o peito. aí eu botava a chupeta na boca dele e saia correndo, fazendo o maior silêncio do mundo. era o único jeito que funcionava. às vezes.

lá pros 11 meses ele voltou a dormir semi-sozinho. ainda acordava à noite, mas só 1 ou 2 vezes. voltou a aceitar dormir sem peito e às vezes sem chupeta. de se permitir deitar sozinho, receber uns tapinhas no bumbum ou uma carinho no cabelo/rosto e apagar lindamente.

com 12 meses nós viajamos e eu passei 1 semana sozinha com ele dormindo na minha cama. só eu pra cuidar, botar pra dormir e todo o resto. nem precisa dizer que virou um grude, não queria dormir sozinho, muito menos longe de mim. aí seu sono estragou outra vez.
desde então ele só dorme no meu peito. lascou-se.
foi também com 12 meses que ele começou a tirar sonecas mais longas, de 2 a 3 horas.
no começo eram duas sonecas de 3 horas. um paraíso na terra!
6 horas do dia só pra mim! mas durou pouco e em menos de 1 mês ele passou a tirar uma única soneca diurna de 3 horas. mas tá ótimo, né?
entre 12 e 15 meses ele ganhou 4 molares chatíssimos de nascer. mais pelo menos um mês de sofrimento.

finalmente, com 1 ano e 4 meses, ele começou a dormir de verdade à noite. dormindo às 20h e acordando só às 6h.
a vantagem é, obviamente, conseguir dormir uma noite inteira sem interrupções. a desvantagem é ter que acordar tão cedo.
a soneca diurna acontece de fato somente uma vez por dia, geralmente antes do almoço. duas ou três horas e nunca passa disso.
tá bom, né? ele tá crescendo.
curioso é que antes disso acontecer, não tinha uma noite sequer que eu não fosse dormir pensando “será que é essa noite que ele dorme inteira?”. mas quando aconteceu eu nem percebi.

até hoje, no auge de seus 20 meses, acontecem noites e noites em que ele acorda às vezes uma, às vezes duas vezes. geralmente meia noite ou 5h da manhã. mas isso passou a ser exceção, não regra.
sim, ele acorda e eu ainda dou o peito.
acho muito mais cômodo que ter que buscar água, fazer truque pra voltar a dormir ou qualquer outra coisa.
mas ele já é um rapaz e acho que nessa idade tudo bem fazer algumas coisas pra não precisar amamentar durante a noite.
por exemplo, às vezes ele quer acordar 4h30 da manhã pra brincar. são nessas horas que, depois de tentar tudo no modo mute, eu abro a boca e digo: é hora de dormir. vou colocar você na sua caminha e voltar pro meu quarto. beijo tchau. geralmente dá certo.

enfim, gostaria de fazer algumas considerações a respeito:

  •  faz muita, muita falta dormir a noite inteira. é horrível passar o dia cansada, se arrastando pelos cantos, especialmente se você precisa fazer algo importante que exige concentração. mas lembrem-se do mantra: é uma fase! é uma fase!
    e fases passam. pense nesse tempo como uma semente para o futuro.
  • bebês em geral (especialmente os pequenos) dormem muito, mas dormem picado. é muito difícil pra eles tirar um cochilo de grandão. 
  • tente respeitar sempre o ritmo do seu bebê. cada um tem o seu próprio. muitas coisas afetam o sono deles: dentes, estresse, fuga de rotina, agitação (e cansaço) em excesso, doenças, frio e calor. bebês pequenos não fazem manha. deixa disso.
  • crie uma rotina previsível para a hora de dormir, quer seja de dia, quer seja à noite. isso ajuda eles a dormirem mais relaxados e todo mundo fica contente.
  • nunca privei ele do sono, a não ser que resolvesse cochilar pouco antes de começar a rotina do sono da noite (que dura quase duas horas). e as vezes em que acordo ele é por causa de algum compromisso. do contrário, durma na hora em que quiser e por quanto tempo quiser.
  • passei os primeiros meses condicionando meu filho a não dormir no peito, em vão. porque tiveram tantas incontáveis (e incansáveis) vezes que ele mudou de repente e que não dormia por nada e o peito foi a bendita solução. por várias vezes esse treinamento foi por água abaixo. e hoje eu percebo que nadar junto com a correnteza é, além de muito menos desgastante, muito mais gostoso.
  • eles mudam. sempre. o tempo todo. não quer dizer que porque seu bebê passou meses dormindo a noite inteira que isso vá continuar a acontecer. mas também não significa que, se ele acorda de hora em hora, há algo de errado com ele e ele só vai dormir uma noite completa quando entrar pra faculdade.
    eles mudam porque crescem, amadurecem, se desenvolvem. o mundo dos bebês é cheio de novidades. prepare-se sempre para as mais deliciosas (e desgastantes) surpresas. e quando você menos esperar, tudo vai voltar ao normal. ou passar dessa pra melhor.

 

sugestões de leitura:

Categorias: benjamin, para bebês, para mães, para papais Topo
27 de abril

respostas definitivas para perguntas triviais 2

por hilan diener

meses atrás luíza e eu escrevemos um post meio ranzinza  desaforado para aqueles dias em que você simplesmente cansa de dar explicações a pessoas que não valem a pena. fuçando na internet achei um texto ainda mais sacana sagaz, especialmente para as grávidas e grávidos. com vocês:

GRAVIDEZ: PERGUNTAS E RESPOSTAS

1) será que eu devo ter um bebê após os 35?

não, 35 crianças ja são suficientes.

2)  meu bebê tem poucos dias de vida e tem aquela cara de joelho. quando é que ele vai mudar?

com alguma sorte, depois que ele terminar a faculdade.

3) qual é o método mais confiável para determinar o sexo do bebê?

o parto.

4) minha esposa está grávida de cinco meses e está tão temperamental que às vezes ela parece um ser irracional.

e isso é uma pergunta?

5) minha doula diz que não vou sentir dor no parto e sim pressão. ela está certa?  

sim. da mesma maneira que um tornado pode ser chamado de uma corrente de ar.

6) quando é o melhor momento para tomar a epidural?

depois você descobre que está grávida.

7) há alguma razão para eu estar na sala de parto com a minha esposa?

não. ao menos que a pensão alimentícia não signifique nada para você.

8 ) existe alguma coisa que eu deveria evitar enquanto me recupero do parto?

sim. ficar grávida.

9) você acha que eu devo fazer chá de bebê?

espere ele nascer primeiro, depois pode ferver a água.

10) nosso bebê nasceu semana passada. quando minha mulher vai começar a se sentir e agir normalmente?

quando as crianças forem para a faculdade.

bom final de semana! :)

via

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20 de abril

agnaldo timóteo II

por hilan diener

{dicas de etiqueta para pais}

depois do post nem filho, nem desfilhos, muitos comentários surgiram. de proposta de sociedade a participação nos royalties na comercialização de um folder – com as dicas de etiqueta para não pais – e até algumas pessoas raivosas sugerindo que os pais/mães também deveriam ter um post especialmente para eles. afinal a grande maioria tem falta de noção  dificuldade de ouvir sugestões ou críticas.
sem mais delongas seguem abaixo algumas dicas para você ser um pai/mãe ainda mais bacana:

1) pare de falar do seu filho o tempo todo. 

esse sou eu. tenho que admitir. eu falo do benjamin a toda hora: ele fez isso hoje, ele falou tal coisa, o coco dele tá meio verde, você precisa ver que coimarlinda. o benjamin, o benjamin, BLA, BLA, BLA, BLA! agora fico pensando que as pessoas que convivem um pouco comigo realmente devem estar de saco cheio ou achar que eu sou um pouco exagerado. na melhor das hipóteses devem de chamar de papai coruja dos infernos.
mas a coisa pode piorar e muito se você começar a comparar seu filho com o dos outros. por exemplo: meu filho com 5 meses já tava andando e falando. o seu ainda não?? como assim? meu bebê já participou de corrida de engatinhamento 100 metros rasos e ganhou!!! e ele tinha só 3 meses e o seu não? putes! aí você será realmente odiado.

2) evangelismo paterno/materno ou conversão a paternidade/maternidade

eu li em algum lugar falando que quando uma pessoa tem filho é semelhante a aquela primeira pessoa que pula na água fria da piscina. depois que ele pula e passa o congelamento inicial fica enchendo o saco da galera: a água tá ótima! pode vir galera, entra, entra! pode entrar! entra PELO AMOR DE DEUS! não quero ficar aqui sozinho! basicamente é assim que muitos pais e mães fazem com quem ainda não tem filhos. ficam tentando converter a pessoa para o lado paterno da força.
ok. admito: já fiz isso também. só porque você ama crianças e se empolgou com o lance todo de paternidade não quer dizer que todo mundo seja assim também.
sabia que existem pessoas que não querem nem pensar em ter filhos? é mais normal que tomar água.

outra modalidade versão avançada é ficar pressionando os que já são pais e terem mais filhos, por exemplo: mas vocês vão ter só um? filho único não é bom! tenha mais um ou dois! quem sabe rola um casalzinho? né?  casalzinnnn é tão ounnnnn, fofo!

 3) metralhadora de conselhos  

uma dia desses eu tava notando: a luíza tem uma amiga no facebook que basta ela publicar qualquer coisa (comentário, post, foto, o que seja) que a mulé já vem com um comentário/conselho. não basta comentar, tem que mostrar o quanto ela é sabida na arte da maternidade. sério. a impressão que dá é que realmente eu NÃO SEI COMO MEU FILHO ESTÁ VIVO ATÉ HOJE SEM A AJUDA DESSA PESSOA. to quase pagando uma mensalidade escolar para ela, porque não tá fácil, gente.

pior é quando, num geral, a pessoa foi mãe trezentos anos atrás e está um pouco desmemoriada  desatualizada de algumas coisas e quer de todo jeito te ajudar a cuidar melhor do seu filho. dia desses eu ouvi que leite moça é um bom substituto para leite materno. hahaha! cerveja também!

4) quem é mais zumbi? 

a famosa competição pra saber quem está mais cansado (até aqui em casa rola isso às vezes).
eu sei que não é fácil cuidar de bebê, dá um trampo enorme, cansa e desgasta. principalmente para as mães que amamentam ou quando o bebê fica doente.
e acho normal comentar que está com sono ou cansado, mas quando vira uma ladainha sem fim, enche o saco de qualquer um, principalmente de quem não tem filhos.
sinceramente, vai adiantar alguma coisa você dizer que está cansado? acho que vai te cansar mais ainda.

5) fique em casa 

há um tempo nosso filhote ficava doente quase todo final de semana. sempre que isso acontecia nós não saímos de casa ao encontro de outras crianças. mentira. mas evitamos o máximo que dava.
afinal, ninguém merece filho doente por causa de filho doente dos outros.
quando íamos encontrar com alguém com filhos, avisávamos que não dava pra ir porque a cria estava dodoi.
se o pai ou a mãe não se importassem, então levávamos a criança remelenta mesmo.
só pra ficar bem claro: se seu filho está doente e você for sair assim mesmo, avise antes ou adie o compromisso! não leve ele pra cima dos outros gratuitamente (a não ser que queira se vingar de alguém ou que estejam indo para um bazar de troca de germes novos e usados).

6) seja firme com sua criança e me inclua fora dessa

eu não sei vocês, mas já vi isso acontecer muito. comigo e com outras pessoas. tá lá a criatura malcriada tocando o terror por algum motivo X, no parquinho, na festa, no restaurante ou numa casinha de sapê e aí o paizinho ou a mãezinha, fala pro rebento rebelde:

- filho não faz assim! olha que a moça briga com você, ein?!

- filho que coisa feia, o tio não tá achando legal não… nunca mais ele vai querer que você venha aqui.

reconhecem? pois é. você é o progenitor dessa criança! não sou eu que não está achando legal, é você! seja firme com seu filho e repreenda ele por você mesmo. não use outra pessoa para justificar a falta de limite dele ou sua falta de autoridade.

bônus: me confundo um pouco quando os pais chamam o filho de “papai” ou “mamãe”. os filhos também devem se confundir um pouco também. já viram isso? o pai da criança falando com o filho:

- ô papai, cuidado! aí não, papai!

- ô mamãe, não faz isso. mamãe tá com sono né? tá enjoadinha.

anexo importante: objetos inanimados são inanimados por um motivo: eles não têm vida, são isentos de vontade própria e nem sabem elaborar planos maquiavélicos.
portanto, se seu filho meter a cabeça na quina de uma mesa, nada de dar um tapinha na mesa e falar “mesa feia! fez dodói no pedrinho!”
também não vale se sua menina cair de boca no chão e você disser: “chão bobo! quebrou o dentinho da audrey!”

nem tudo nessa vida é questão de culpa. a criança caiu porque tropeçou e pronto. ia fazer o quê? tirar o chão de lá? desse jeito você ensina a criança a sempre lançar a culpa de atos aleatórios (às vezes até propositais) em terceiros.
bela fuga, ein?

7) brinquedos e comidas são amigos

vai sair e ficar um bom tempo fora de casa? sabe que em algum momento seus pequenos podem cansar e começar um surto psicótico?

aí vão dois truques que costumam funcionar bem pra boa parte das crianças e bebês:

    • brinquedinhos apropriados (ou não): novidades sempre são interessantes. escolha alguns brinquedos novos ou que seu filho não vê há tempos e guarde na bolsa como coringa. na hora do aperto é só sacá-los. os inapropriados são ainda mais eficientes: potes, colheres de metal, celulares, chaves chiquinhas e seus madrugares podem cessar um prelúdio de berreiro e evitar alguns constrangimentos em público.
      pros maiores é até mais traquilo. às vezes um papel e uma caneta já são suficientes para entretê-los por muito tempo.
    •  belisquetes: não precisa entupir a criança de chocolate. é só andar munido do que ela gosta de comer e que seja tranquilo de carregar na bolsa. se tiver mais de seis meses já valem algumas coisas: uvas sem semente (vale até passinha, com moderação), palitinhos de cenoura cozida, biscoitinho de polvilho, dramin (ou o que ele puder comer) e por aí vai.

8 ) o mundo não vai acabar

eu sei que a maioria dos pais gostaria de ser 100% assertivo em tudo e nunca errarem, mas ninguém é perfeito não é? então se o seu filho vez o outra fez uma coisa que você não gostou ou os planos que você tinha para ele não derem certo, não se culpe tanto. o mundo não vai acabar se ele sair um pouquinho da rotina ou se der aquele chilique homérico no shopping. keep calm and carry on. 
valeu, agnaldo!
abração!
Categorias: educação, erros comuns, erros comuns, pai feito, para papais Topo
10 de abril

papai darth vader

por hilan diener

numa galáxia muito, muito distante, o lorde das trevas cria o pequeno Luke Skywalker como outro pai qualquer, que busca o melhor para a educação do seu filho. é isso que imagina o autor Jeffrey Brown no livro infantil Darth Vader and Son, ilustrado com cenas adoráveis de uma relação entre pai e filho que nunca existiu.
no livro, Darth Vader ensina Luke a usar o sabre de luz, a usar a força para alcançar o pote de biscoitos e até leva o filho para conhecer seu trabalho na Estrela da Morte. o livro de 64 páginas já está em pré-venda por U$ 10 aqui.
meu aniversário é em junho… fica a dica.

via: bluebus e pqnão

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29 de março

nem filhos, nem desfilhos apenas…

por hilan diener

{dicas de etiqueta para não-pais}

esse final de semana fomos a um grande evento, para ser mais específico um casamento. obviamente, numa celebração dessas são convidadas milhares de pessoas, parentes, amigos, conhecidos. uma fauna de homo sapiens. aí já viu, né? onde tem muita gente reunida há sempre vários protocolos, posicionamentos, comportamentos e culturas diferentes fora e dentro de cada um.

e quando o assunto é criação de filhos e condutas paternas, então, o bicho pega. esclarecendo que não vou nem entrar no assunto como ir ao um casamento com crianças e sobreviver, porque este post não tem esse objetivo e sim fazer uma catarse dar dicas de comportamento para os seres humanos que ainda não são pais em ambientes em que os pequenos estão presentes.

aviso: não tenho nada contra quem não tem filhos e nem acho isso demérito. parafraseando o agnaldo timóteo, não acho  nem melhores nem piores, apenas diferentes. mas são nessas diferenças que moram o perigo. lembro que antes deu ser pai, não entendia várias coisas desse mundo desconhecido da paternidade. era um entusiasta, mas não tinha vivido a experiência na prática. muitas vezes via uma criança fazendo birra/escândalo ou outras situações embaraçosas e pensava que os pais não tinham pulso firme ou que as crianças eram mal educadas e mimadas. depois que o benjoca nasceu percebi que o buraco é bem mais em baixo.  sei que o mundo não gira em torno do meu filho e de seus cuidados e nem quero isso, mas seria melhor para todos se algumas etiquetas fossem levadas em consideração. :) por isso, segue abaixo algumas dicas para você que é um tio/tia bacana:

1) não alimente o bebê

sabe quando você vai no zoológico e tem aquela plaquinha “não alimente os animais” então, ela deve estar ali por um propósito né? afinal os animais tem uma dieta especial e um série de restrições, pois são seres diferentes da gente, com as kiança não é diferente.  então  se você for dar alguma coisa para o filho de alguém pergunte ao pai da criança se você pode dar o petisco, no máximo você vai ouvir um não como resposta.

2) porque tão barulhento?!

até os mais paquidermes dos pais, aprendem com o passar do tempo a se tornar um ninja silencioso, afinal sabemos como é difícil a tarefa de fazer um bebê dormir. então para os não pais,  é sempre bom e prudente checar se há no recinto uma mãe ou pai desesperado(a) tentando fazer seu filho(a) dormir. muitas vezes um barulho mais brusco ou um toque de celular escandaloso leva embora todo o trabalho de horas de ninação.

3) eu também não gosto quando ele chora

você está no restaurante, no cinema, no parque sei lá onde e fica incomodado porque minha criança está se esgoelando de chorar (o pai morrendo de vergonha) sei lá por qual motivo, saiba que eu também não gosto disso. se ela está chorando é por que tem algo acontecendo e se ela ainda não parou e eu não estiver dentro de um avião, prometo sair do ambiente. tá?

4) hora crítica

todas as crianças tem um reloginho biológico muito preciso, chega uma hora do dia que ela dá sinais de esgotamento e cansaço. aqui em casa é mais ou menos entre 19 e 20h da noite.  nesse horário fica quase impossível fazer algum programa com o pequeno, a melhor coisa a fazer é dar sua janta depois banho, mamada e finalmente dormir, também conhecido como capote. porque ele apaga de verdade.  então durante esse horário fica bem complicado sair para um evento, receber gente em casa e até mesmo atender o telefone, não é exagero. depois que ele capotar pode até sapatear no chão!

5) fumaça do mal

não fume perto do meu filho. se você quer ter câncer no pulmão, o problema é seu. a criança não tem nada a ver com isso.

6) armas brancas

essa é para os garçons que insistem em colocar copos de vidro ou taças de cristal na frente da cria sentadinha no cadeirão do restaurante ou então todo o conjunto de facas e garfos super afiados. alou??? seu josé, você está fazendo isso errado.

7) eu era um ótimo pai até virar um

minha experiência com os sobrinhos antes de me tornar pai foi bem bacana e divertida. pude aprender várias coisas com eles. principalmente para entender que os julguei precipitadamente. achava erroneamente que os seus pais estavam errados e que em muitas situações eu poderia ser um pai melhor ou mais instruído. quanta pretensão!  hoje com o benjamin, vejo o quanto eu pago a língua. não é nem um pouco fácil educar, cuidar, manter um filho no mundo, por isso pessoas sem filhos, tenham mais paciência e compaixão com os paizinhos a grande maioria está tentando fazer o seu melhor, mas nem sempre é fácil.

com certeza ficou faltando alguma coisa, comente!

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26 de março

a internet me transformou numa mãe melhor

por luíza diener

o celular apita. ela corre pra ver e lá está uma mensagem:

“amiga,o dia tá lindo. bora juntar os filhotes pra dar um passeio hj?”
“bora, pra onde? msm lugar de sempre?”
“é o jeito, né? eu não conheço outro q dê pra levar os pequenos e ficar sossegada ao msm tempo”
“blz. te encontro lá. bj”

ou então você teve um dia de cão com sua bebê sem querer comer nada, enjoada, babando, meio febril, só quer saber de peito e fica pendurada nele por hooooras, não dorme nunca e, quando o faz, é aquela sonequinha rasa que é só colocar no berço e puf! a menina acorda!
será que é dente?
será que ela está doente?
não sei se devo ligar pro pediatra só por causa disso.
minha mãe não lembra mais direito das coisas e tem uns métodos meio duvidosos pra tudo.
minhas amigas não têm filhos. minha irmã mora longe.
como lidar?

graças a deus, jesus, que existe internet nesse mundão de hoje.
sério, não canso de falar que se não fosse a internet, o blog, os emails trocados com tantas mães em situações semelhantes à minha, eu não faço ideia de que tipo de mãe eu seria.
com certeza uma do tipo esquisita.

desde quando me descobri grávida (ou mesmo antes, quando eu tinha apenas potencial para isso), passei a revirar o mundo virtual atrás de informações. foi algo natural, nada forçado. mas até hoje a sede de busca pelo conhecimento sobre maternidade e assuntos correlatos me ataca.
esse foi um dos motivos pelo qual eu criei o blog, a fanpage no facebook, uma lista para mães em brasília e sempre vou atrás de grupos que unam as mães.

eu vejo o quanto eu descobri que meu filho – apesar de único – é muito parecido com outras crianças da idade dele. eu achava que ele era birrento e fazia manha, mas fui ver que a maioria dos bebês nessa idade também são assim, porque faz parte do processo de crescimento e descoberta do mundo que os cerca.

e tantas, tantas outras coisas, que me ajudaram a relaxar como mãe.

em tempos assim, ferramentas voltadas para a maternidade só tendem a acrescentar e nos ajudar a sermos mães melhores (e menos encanadas com algumas coisas também).

tem um negócio muito bacana lá no facebook que é o JOHNSON’S® baby Mimo. é tipo um aplicativo com várias coisas legais que ajudam pra caramba nessas horas.

tem a sessão perguntas e respostas, onde você  levanta suas questões de mãe doida (porque toda mãe que se preza precisa ser um pouco doida para sobreviver) e outras doidas lindas e lindos vão lá e te ajudam compartilhando suas experiências.

ok, você pode argumentar que já existem fóruns assim espalhados por aí.

mas é que o JOHNSON’S® baby Mimo vai muito além de um simples fórum.
é um lugar de relacionamento.

e tem vários outros terecotecos úteis como:

guia de serviços: você pode buscar por estabelecimentos baby friendly, avaliar, recomendar, compartilhar com outras pessoas, consultar as dicas de outras mães/pais, filtrar de acordo com a idade do seus filhos.
olha que coisa linda e cheia de graça!
inclui opções de locais de lazer, alimentação, educação, saúde e compras.

e o livro do bebê: achei superfantásticoamigo. é bom estar contigo no nosso balão!
você pode registrar desde os momentos da sua gravidez, passando por marcos importantes como nascimento (óbvio), primeiro dentinho, primeira palavra, primeiros passos, primeiro dia de aula e vários outros primeiros, até que seu ex-bebê complete 5 anos.

pros rykos e rhykas, dá pra baixar gratuitamente um aplicativo para iphone ou android. assim você pode acessar o aplicativo de qualquer lugar.

pra entender mais é só entrar aqui:

https://apps.facebook.com/johnsonsbabymimo

as mãe pira na tecnologia!

 

 

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13 de março

mães podem aprender com os pais?

por hilan diener

Renata Losso, jornalista do portal ig me procurou para uma matéria querendo saber quais coisas eu considero fazer melhor que a luíza nos cuidados com o rebento. disse a ela que não faço nada de melhor  as vezes até pior!  e  sim diferente. dou banho, troco a fralda, brinco, levo pro parquinho, dou de comida, só não o peito porque ainda não desenvolvi glândulas mamárias. fiz confissões que não sairam na matéria como a de me sentir muitas vezes injustiçado pelo fato de ficar meia/uma hora tentando fazer o benjamin dormir e no final das contas a dona luíza pegar o benjoca do meu barço e, em 5 minutos de mamada, o bebê fica totalmente chapado – pt (perda total), pronto pra ir para o berço. pais, é só comigo? enfim… a matéria tá bem legal, com a participação do renato, noris e caio. corre lá e dá uma lida. clique aqui para ler a matéria

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28 de fevereiro

5 coisas perigosas para um mundo arredondado

por hilan diener

quem lê o blog sabe que sou meio neurótico com quedas e machucados do pequeno e me vi sendo um pai helicópero por muitas e muitas vezes.

mas não sou um caso perdido, tanto que recentemente descobri e gostei muito da proposta de um cara chamado gever tulley, cientista da computação e fundador de uma colônia de férias nos EUA chamada tinkering school.
lá as crianças aprendem a brincar com “coisas de verdade”: recebem ferramentas, materiais e orientação para adquirirem confiança e lidar com soluções criativas para problemas reais como, por exemplo, construir seu próprio barco ou ponte.
gever critica o excesso de regras de segurança que existem para evitar que as crianças se metam em situações de risco e se machuquem.
“quando arredondamos todas as quinas e eliminamos todos os objetos afiados, ou cada pontinha do mundo, na primeira vez em que as crianças entrarem em contato com algo pontudo, elas vão se machucar.”

abaixo seguem algumas sugestões que ele dá para criar filhos mais indepentendes, seguros e conhecedores do ambiente em que vivem. vale lembrar que são válidas para crianças a partir de 8 anos:

1) brincar com fogo

a intenção não é incendiar a casa dos pais, mas perceber que o fogo é uma força da natureza sobre a qual pode-se ter algum controle. a proposta é cercar com pedras uma área que entrará em combustão, para que não aja risco do fogo se alastrar. e, antes de tudo, é bom ensinar a brincar com a mangueira, apagando “fogo imaginário”.

2) ter um canivete

canivetes estão desaparecendo da nossa cultura, o que é um coisa terrível. é um ferramenta poderosa e empoderante, onde a criança pode desenvolver habilidades motoras senso de praticidade e lógica. basta explicar a ela algumas regras: sempre cortar no sentido contrário ao do corpo e não forçar a lâmina, por exemplo. “eles vão se cortar, mas são jovens e cicatrizam rápido” – tulley argumenta.

3) arremessar uma lança

nossos cérebros são programados para arremessar coisas e, assim como músculos, se você não usa partes do seu cérebro, eles tendem a atrofiar com o tempo. ficou demonstrado que a prática do arremesso de objetos estimula os lóbulos frontal e parietal do cérebro relacionadas com a acuidade visual e percepção tridimensional. sendo assim, o arremesso é uma combinação de habilidades analíticas e físicas, ajudando as crianças a desenvolverem habilidades de atenção e concentração.

4) desmontar aparelhos

da próxima vez que tiver que se livrar de um aparelho, não jogue fora. desmonte com seu filho. é uma experiência muito valiosa para a criança tentar entender como se movem as engrenagens que fazem as máquinas que nos cercam.

5) dirigir um carro

dirigir um carro é um ato de empoderamento de uma jovem criança, e isso é o máximo!
calma, não é para deixar ela sentar só no banco, acelerar, passar marcha, fazer controle de embreagem tudo ao mesmo tempo!
ache um terreno grande e vazio, certifique-se que seja uma propriedade privada ou sem nada que possa destruir, sente-a no seu colo e deixe que ela pilote o volante.
isto é um grande passo para a criança. dá um certo controle para elas de um jeito que talvez nunca teriam e que frequentemente não têm a chance de ter.

dia desses eu e luiza vímos o filme conta comigo da foto acima, lembram?
e percebemos que o mundo era bem diferente.
não que era melhor, mas era bem menos chato, principalmente para as crianças.

não estou sendo saudosita – gosto muito da modernidade – mas não tem como negar que em poucos anos os pediatras, psicólogos e pedagogos parecem ter acumulado mais e mais conselhos, além das proibições e medidas de segurança para a criança.
não que isso seja de todo ruim, mas que existe um excesso ,existe. um mundo onde em cada plástico ou embalagem há um aviso de perigo ou cuidado. chegamos ao cúmulo de nos copos de café estar escrito: “CUIDADO! PODE ESTAR QUENTE”.

é muita privação de experiencia e um pouco de frescura pro meu gosto. eu duvido muito se um filme como conta comigo seria produzido nos dias de hoje. nele, as crianças infringem todo tipo de lei, cospem, falam palavrões, lidam com armas, pulam em um lago cheio de sanguesugas e, pasmem, até fumam!

conheça um pouco mais sobre a proposta da tinkering school no vídeo abaixo:

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