aqui em casa, quase que todos os dias eu dou banho no benjamin. entramos os dois no box e aproveito para tomar meu banho também.
passei sabonete, lavei a cabecinha dele com shampoo, brincamos e tudo mais. estava tudo normal, a não ser pelo fato que num determinado momento ele agachou e começou a fazer cocô.
é isso mesmo: cocô! na mesma hora pensei: isso não pode estar acontecendo!
só acreditei quando vi o cocozão estendido no tapetinho emborrachado.
e então, blogsfera materna/paterna, numa situação dessas, o que fazer?:
a) pede socorro para a esposa;
b) pede socorro para a esposa;
c) pede socorro para a esposa.
tentei não assustar o benjamin, levando tudo na brincadeira. me ocorreu um relato da minha cunhada, dizendo que não é bom ligar o evento cocô a algo ruim ou traumático, então ficamos dando risada do cocozão. mas por dentro eu tava sofrendo com o futum que empesteou – câmara de gás define – o box do chuveiro e o banheiro inteiro.
se estou escrevendo agora é porque logicamente sobrevivi.
uma das coisas que mais causam divórcio nos casais é a relação do homem com o banheiro da casa, principalmente no que diz respeito aos respingos de xixi na latrina… não é verdade? muita mulher não sabe, mas precisa saber que [MOMENTO TELECURSO 2000] à noite, quando o homem relaxa e dorme, a bexiga vai acumulando líquido e pressiona a próstata causando uma ereção, o que impede que a urina saia. o homem, quando com o pênis ereto, não consegue urinar direito porque o canal onde a urina passa se fecha e é aberto o canal do esperma. já com o pênis flácido, é tecnicamente impossível ejacular, já que o canal da urina se abre e o do esperma é fechado.
esse sistema foi criado pelo organismo para proteger a saúde dos espermatozóides. assim, a urina (que é ácida) dificilmente se misturará ao esperma. talvez esse seja um dos maiores motivos do homem principalmente ao acordar, ir ao banheiro e acabar molhando o vaso (se não o banheiro) todo (FIM DO TELECURSO). algum urologista pode confirmar se essa informação procede?
aí você pensa: então meu marido vai usar essa desculpa para deixar sempre o banheiro com respingos de xixi? sim nada disso!
abaixo seguem dicas para os maridos de como fazer trabalho nessas condições:
método 1 – trapezista
se você é do tipo que possui ereção em ângulos agudos, recomendamos um método simples, que consiste apenas em instalar um trapézio de circo em seu banheiro. basta se pendurar de cabeça pra baixo e apontar o dito cujo para privada. vantagens – a ação da gravidade estará totalmente a seu favor. desvantagens – o risco de mijar na própria cara aumenta e a chacolhada do final fica inviável pois os três pingos passam a não ser mais da cueca e sim do seu peitoral.
método 2 – força bruta
se o seu pênis possui um ângulo que aponte para cima e quase reto, basta segurar pela base do pênis forçando-o para baixo e apontando para o vaso. não solte rapidamente ou deixe deslizar o pênis caso não queira que voe mijo nas paredes ou na sua cara.
obs.: Em alguns casos essa técnica pode não funcionar porque o canal da urina vai ser pressionado e acaba não saindo um pingo de mijo. se sua ereção for dura demais, tente com cuidado! você pode quebrar alguma coisa.
método 3 – inclinado
se o seu pênis de manhã possui um ângulo reto ou para baixo, considere-se abençoado. basta colocar um pé lateralmente à privada e dobrar o outro joelho. pronto! perfeito. faça isso e terá chances mínimas de mijar na tampa da privada. casamento feliz! WIN!
método 4 – cachorrinho inclinado
este método poucas pessoas se interessam em usar por ser um pouco embaraçoso, caso alguém abra a do banheiro. vire de costas para o vaso, abrindo as pernas e colocando um pé de cada lado do sanitário. curve-se para frente, empinando sua bundinha, vai descendo até o chão cintura e encostando seus braços no chão (ou na parede, ou na banheira, dependendo do seu banheiro), de forma que seu pênis esteja encaixado e mirando para dentro do vaso. se alguém te pegar desta maneira, basta dizer que você costuma praticar algumas posições de ioga pela manhã.
método 5 – rampa
basta apoiar-se à parede com as duas mãos até atingir o ângulo necessário para compensar a mira. não recomendável para o usuário do método trapezista.
método 5 – emasculado
às vezes é bem mais fácil sentar-se na privada, inclinar um pouco o corpo para frente e pressionar o pênis para baixo para que isso não vire um chafariz. isso não mostra que você é menos ou mais macho. agora, se você reclama que o pênis sempre arrasta na água, dê uma descarga e tente controlar a quantidade de água que desce para a privada. assim você consegue diminuir o nível d’água e sentar-se sem que o molhe. se mesmo assim o pênis encosta na parede ou no que sobrou da água… funciona mais com pênis pequenos, murchos ou com ângulo para baixo.
método 6 – perna pra cima
não é raro ter ereção com a curvatura do pênis para um dos lados. se for seu caso, você precisará fazer um equilíbrio para que compense a curvatura. use as paredes do banheiro como apoio para colocar o pé contrário à curvatura, inclinando o corpo até que o pênis esteja apontando corretamente para o vaso. se preferir, compre uma barra de apoio com a desculpa de que é para sua avó ou mãe não escorregar no banheiro.
método 6 – superomão
basta deitar de bruços na privada encaixando o pau e esticar o corpo fingindo voar como o superman. não possui contraindicações, a não ser que o banheiro seja daqueles minúsculos, sendo mais recomendável o método cachorrinho.
em último caso, saia de casa e vá mijar numa árvore (fim do casamento)!
falando nisso:
minha mãe sempre reclamou da minha alimentação. dizia que eu era muito enjoado para comer.
realmente, eu não comia nada, nada de bom. só tranqueira. afinal, tranqueira para mim sempre foi mais gostosa e saborosa do que qualquer coisa verde ou livre de gordura saturada.
eu não gostava de nenhuma espécie de fruta, verdura, legume ou coisa verde.
eu gostava mesmo era de pão com manteiga e leite com toddy. ah! tinha danoninho também.
afinal, por que eu iria comer uma coisa verde se existiam outras coisas com cores e sabores bem mais atrativos, com embalagens cintilantes e cores “cheguei” oitentistas?
logicamente minha mãe não entendia isso.
entendeu o contexto, né? agora, me permita pular uns 20 anos. mais precisamente quando a luíza ficou grávida.
a partir de então comecei a ler sobre alimentação na gravidez e descobri que a culpa de preterir certos alimentos não era minha – pelo menos não totalmente minha – e sim da minha progenitora, tadinha.
é um bom clichê por a culpa nos pais, né? freud explica.
eu imaginava que o útero materno era um local seguro e blindado contra o mundo externo. ledo engano.
uma nova safra de estudos – baseados nos avanços da genética – está ajudando os pesquisadores a entender por que aquilo que as mães comem tem o poder de influenciar na saúde do filho até mesmo na vida adulta.
as pesquisas sugerem que a alimentação materna pode moldar o funcionamento do organismo do bebê para o resto da vida. com isso na cabeça, logicamente fui perguntar pra minha linda e querida mamãe o que ela comeu durante minha gestação e bingo! ela teve inapetencia e sua dieta foi super restrita. para piorar eu não tive uma amamentação completa: o leite dela secou.
ou seja, todas as vezes que um quadro desses acontece, nasce um sorriso no rosto de um ronald mcdonald.
depois de casar, passados os primeiros anos de empolgação da luíza como dona de casa (ela fazia faxina todo dia, lavava, passava a roupa e sempre tinha uma comida na geladeira, além de sobremesas à vontade), nossa geladeira passou a ser ocupada basicamente por porcarias prontas e congeladas. enquanto eu trabalhava longe de casa, meu almoço era basicamente nas famigeradas praças de alimentação de shoppings e correlatos.
na janta, delivery na certa.
mas nem tudo estava totalmente perdido… a coisa começou a mudar depois que o benjoca saiu da amamentação exclusiva e começou a introdução dos sólidos. então, na geladeira – no lugar das tranqueiras – começaram a aparecer umas frutas aqui, umas verduras ali. a maior parte do quitanda fácil.
a princípio, tudo orgânico e sem agrotóxicos. sem falar nos sucos e almoços com pratos bem equilibrados.
a luíza sempre foi muito cuidadosa ao preparar a comidinha pro benji, balanceada com carboidratos, proteínas, verduras, legumes e grãos. por consequência, ao invés do benjoca comer a nossa comida, começamos a comer a comida dele (por sinal muito excelente e saudável).
enquanto escrevo esse post me lembro que ontem. dando café da manhã para o benjamin, ofereci para ele uma pêra. comemos eu e ele. ele mandou pra dentro grande parte da pêra e eu, o resto.
depois passamos pra maçã. mesma coisa: cortei uns pedacinhos para ele e fiquei com o resto.
não satisfeito, chegou a vez da banana. comi um pedaço e ele devorou o restante.
no lanche da tarde, comemos muitas uvas. ele, luíza e eu.
benjoca come uva numa voracidade incrível.
hoje, no café da manhã, foi a vez de comermos melão.
estava delicioso e bem docinho. parecia até tranqueira, de tão bom.
toda vez que estou comendo um fruta ou algo que não tenha embalagem, me sinto estranho, como se não fosse eu.
é um movimento que não é automático, não me parece natural. afinal, é muito dificil quebrar hábitos que foram repetidos por uma vida inteira.
mas mesmo estranhando os novos sabores e me forçando a conhecê-los (tanto para dar o exemplo para o benjoca quanto por estarem perto e acessíveis), percebo que se não fosse por ele (e pra ele), isso não iria acontecer.
mal sabe ele, no ápice de sua bebezura, o quanto tem causado uma pequena, mas incrível transformação em mim.
digo pequena porque ainda não sou o mister boa alimentação.
mas com certeza estou melhor que antigamente.
ainda estamos de férias do blog, mas não posso deixar de relatar a fofura que o benjoca está esses dias. aprendeu a dar beijo de verdade! faz biquinho e estala um beijinho molhado na bochecha da gente. coisa mais fofa! está igual um papagaio, repete nossas falas e fica cantando músicas do seu repertório bebesistico. só vendo.
mais sugestões? comente e bom final de semana!
ficou faltando alguma coisa? comente!
ps: texto escrito a quatro mãos
já postamos aqui anteriormente uma lista de 10 filmes sobre gravidez/maternidade, mas agora chegou a vez dos papais.
com certeza a relação de um ser humano com o seu pai é um dos relacionamentos mais importantes da sua vida. supostamente o pai deveria nos ensinar sobre a arte de ser um homem com H maiúsculo e estar sempre lá como um mentor para nos guiar amorosamente para a vida adulta.
pelo menos é o que toda criança espera, mas é claro que na vida real o relacionamento entre pai e filho raramente é simples. muitos pais são ausentes e fechados e na velhice tornam-se pessoas incríveis e amorosas, outros são como verdadeiros super heróis! não é de admirar que uma relação tão cheia de esperança, anseio, ressentimento, alegria e tristeza tenha gerado ótimos filmes.
lembro que antes de me tornar pai sempre me identificava com a história dos filhos. hoje assistindo, uma película que aborda este tema, a figura paterna ali representada não é mais o meu pai e sim eu mesmo, como um reflexo dos meus anseios, medos e atitudes.
ok, chega de blá, blá, blá e eis a lista:
Peixe Grande – centra-se na relação tensa entre pai e filho – Ed e Will Bloom. Ed é um homem que adora contar um monte de loratas histórias sobre seu passado. Will, filho de Ed, acha que seu pai está cheio de si e não está a altura dos seus causos. Will sente que não pode confiar em seu pai e, eventualmente, para de falar com ele por vários anos. mas quando ele descobre que seu pai está morrendo, ele retorna para casa para começar uma viagem que o levará a descobrir quem seu pai realmente é, um processo que lhe permite fazer as pazes com o velho. o fim do filme é demais! se você não viu, não vai rolar spoiler aqui não! assista!
Campo dos Sonhos - até onde vai o querer de reconciliação de um homem? quando jovem, Ray Kinsella tinha uma relação tensa com seu pai desde o momento em que se recusou a jogar bola com ele, uma decisão que ele se arrependeu desde então. agora crescido, e seu pai falecido, Ray tornou-se um fazendeiro de Iowa. certo dia uma voz lhe diz: “se você construir, ele virá”, e Ray obedece e c0meça a construção de um campo de beisebol em seu milharal. a voz continua a guiar Ray e, após uma série de eventos misteriosos e sobrenaturais, ele é capaz de fazer as pazes, jogando uma simples partida com seu finado pai.
Estrada para Perdição - todo menino quer ser como seu pai quando crescer, mas o que fazer quando ele não é um bom exemplo? Michael Sullivan (Tom Hanks) é um assasino e guarda-costas da máfia que deve proteger seu filho de seu ex-patrão (com quem teve sua própria quase relação pai/filho), que matou o resto da família Sullivan. Em uma missão de vingança, Sullivan chama seu filho para uma vida de crime, mas espera que ele tome um caminho diferente.
como Hanks coloca, “Se você é um homem, e você tem filhos … é emocionalmente devastador.”
Os Donos da Rua – Laurence Fishburne interpreta Furious Styles, um pai durão tentando criar seu filho rebelde, Tre, nas ruas de Los Angeles. Furious dá a seu filho muito amor, mas também fornece-lhe um bom exemplo do que significa ser um pai e, mais importante, um bom homem. Os Donos da Rua nos ensina que não há nada como a influência de um pai para moldar um menino em um homem que faz a coisa certa.
Procurando Nemo – um filme sobre paternidade para ser visto com os filhos.
Marlin é um pai viúvo que perde sua esposa e seus 400 filhos (ele é um peixe!) no ataque de uma barracuda. seu único filho sobrevivente é Nemo, um pequeno e teimoso peixe-palhaço que está frustado com seu pai neurótico e superprotetor. apesar dos esforços de Marlin para vigiar Nemo, este acaba ser perdendo e o resto do filme o pai passa, bem, procurando Nemo (ahahah!). O amor de Marlin por seu filho transcende espécies. Até os pais humanos podem se emocionar com este filme de animação.
Minha Vida – talvez seja o melhor e mais subestimado filme sobre paternidade de todos os tempos. Michael Keaton interpreta Bob Ivanovich, um homem que descobre que tem câncer terminal logo após sua esposa ficar grávida. sabendo que não verá seu filho crescer, Bob faz filmes caseiros de si mesmo para o filho assistir quando crescer. em alguns dos vídeos, Bob lê histórias para dormir e, em outros, ensina habilidades importantes como fazer a barba e apertar as mãos. conforme Bob se aproxima de sua morte, ele também começa a se reconciliar com seu próprio pai, com quem teve uma relação tensa.
O Poderoso Chefão – na sua essência, o Poderoso Chefão é sobre a luta de um homem em aceitar e, eventualmente, viver de acordo com o legado do seu pai (mesmo que esse legado não seja a coisa mais nobre e muito menos honrosa). você pode incorporar um monte de grandes conhecimentos sobre paternidade ao assistir toda a trilogia, mas o mais emblemático vem de Don Corleone: “um homem que não gasta tempo com sua família nunca pode ser um homem real.” seja um homem. passe algum tempo com os pequenos. e não se esqueça dos Cannoli.
Uma Babá Quase Perfeita - impedido pela ex-esposa de passar mais tempo com os filhos, Daniel Hillard (Robin Williams) tem uma idéia inusitada: veste-se de mulher para pleitear o cargo de babá em seu antigo lar.
a primeira vez que vi este filme foi com meu pai. ao acabar, tive uma reação muito ruim: chorei e pensei que aquela história era absurda e que nenhum pai se portaria de tal maneira, afinal meu pai havia se separado da minha mãe e nunca tentou sequer usar uma peruca que fosse para se aproximar de nós. hollywood pode ser cruel com você até mesmo numa comédia.
Um Tiro Que Não Saiu Pela Culatra – adaptado de uma série americana de mesmo nome, este filme mostra as lutas (muitas vezes engraçadas) de ser um pai em nosso louco mundo moderno. o personagem de Steve Martin, Gil Buckman, é um pai que muitas vezes se vê levado a ser super dedicado por conta de sua insatisfação com sua própria infância. o esforço de Gil para ser um bom pai muitas vezes cruza a linha do neuroticismo mas, no decorrer do filme, ele aprende a relaxar. ao ver o filme você pode rir, torcer e chorar ao se identificar com os personagens e seus problemas.
À Procura da Felicidade – Baseado na história verídica do atual multimilionário Chris Gardner, À Procura da Felicidade retrata a dura luta diária de Chris contra o desemprego e o desespero de tornar-se um sem teto.
a história mostra até onde um pai pode ir por seu filho.
o que torna o filme ainda mais emocionante é que Chris Gardner e o pequeno Chris, seu filho, são interpretados na vida real por Will Smith e seu filho Jaden.
… já pensando numa parte II. sugestões?
o casal super orgulho paterno vai almoçar com um bebê num restaurante bacana. nada muito requintado, um almoço de domingo normal, super família. na nossa cabeça pensamos: vamos comer, conversar e relaxar um pouco, certo? errado!
não sei qual é o defeito de fábrica dos bebês que assim que sentamos numa mesa para comer eles começam a chorar, espernear e jogar copos e talheres no chão. obviamente os casais sem filhos pensam: “ai meu deus, quero almoçar em paz. por que esses irresponsáveis trazem um bebê para um restaurante?”.
falo isso porque quando eu não tinha filho também pensava assim. na verdade, quando você ainda não tem filhos muitas coisas na sua cabeça parecem ser tão simples, não é mesmo? um dia desses ouvi um podcast onde surgiu o assunto sobre crianças em viagens de avião. um sujeito que nunca teve filho se indagava por que pais levam crianças para viajar. como se fosse um absurdo bebês e crianças viajarem de avião. o apresentador do podcast tentava amenizar a conversa dizendo que muitas crianças possuem avós que moram em outra cidade, por isso os pais levam os filhos para viajar. é mole? ele também não tinha filhos. nem passou pela cabeça deles que amamos tantos nossas crias que queremos eles por perto, inclusive para viajar. há um tempo, antes do benjoca nascer, olhava uma criança fazendo birra e sinceramente achava que a culpa daquilo tudo estar acontecendo era sempre dos pais. podia até ser, mas nem sempre. muitos pais fazem de tudo para dar educação, carinho e cuidado para a prole, mas nem sempre funciona na hora crítica – aquela que está todo mundo vendo. afinal elas são crianças! e se tratando de crianças tudo pode acontecer, não existe receita.
ouvi uma mãe que deixou de ir a cafés, cinemas, restaurantes e afins porque a filha tinha um temperamento muito difícil e hiperatividade. por mais que fizesse tudo certo a menina não correspondia, gerando olhares tortos de reprovação. um caminhão de culpa na pobre da mãe e o pior: solidão.
dividir para conquistar
se na ocasião não pudermos comer juntos em paz, então qual é a solução mais fácil? comer um de cada vez. eu fico com o benjamin, distraindo-o, enquanto a luíza pode almoçar sossegada. quando eu volto, devolvo o benjoca e repete todo o movimento. eu como sozinho e ela fica com ele.
um dia, enquanto estava com o benjocs do lado de fora do restaurante, pensei no titulo deste post e percebi que a paternidade/maternidade tem sempre um pouco de exclusão do mundo adulto, principalmente para algumas mamães, que tantas vezes se isolam para amamentar, ficam mais nos berçários do que no salão de beleza e também sempre estão sumidas em algum banheiro trocando a fralda e a roupa da criança ou procurando um microondas para esquentar a papinha. sinceramente acho que a exclusão em alguns casos é até importante, porém quando saimos para fazer um programa com a criança temos que lembrar que antes de tudo somos um casal, senão o bebezinho lindo nunca teria nascido né?
estou repensando nossa conduta. será que vale a pena sacrificar um programa em família apenas para poupar desconhecidos de incômodos infantis? será que devo então procurar locais babyfriendly para ir adeternum? será que me preocupo demais se estou incomodando? será que as pessoas estão realmente incomodadas? sei que ninguém é obrigado a aturar choro e bagunças de crianças, mas também todo mundo deveria lembrar que já foi pequeno um dia. e com certeza em algum momento já deu um pouquinho de vergonha e constrangimento para seus pais. estou chegando à conclusão de que a solução é desencanar e que um pouco de compaixão para ambos os lados não mal para ninguém.