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20 de abril

agnaldo timóteo II

por hilan diener

{dicas de etiqueta para pais}

depois do post nem filho, nem desfilhos, muitos comentários surgiram. de proposta de sociedade a participação nos royalties na comercialização de um folder – com as dicas de etiqueta para não pais – e até algumas pessoas raivosas sugerindo que os pais/mães também deveriam ter um post especialmente para eles. afinal a grande maioria tem falta de noção  dificuldade de ouvir sugestões ou críticas.
sem mais delongas seguem abaixo algumas dicas para você ser um pai/mãe ainda mais bacana:

1) pare de falar do seu filho o tempo todo. 

esse sou eu. tenho que admitir. eu falo do benjamin a toda hora: ele fez isso hoje, ele falou tal coisa, o coco dele tá meio verde, você precisa ver que coimarlinda. o benjamin, o benjamin, BLA, BLA, BLA, BLA! agora fico pensando que as pessoas que convivem um pouco comigo realmente devem estar de saco cheio ou achar que eu sou um pouco exagerado. na melhor das hipóteses devem de chamar de papai coruja dos infernos.
mas a coisa pode piorar e muito se você começar a comparar seu filho com o dos outros. por exemplo: meu filho com 5 meses já tava andando e falando. o seu ainda não?? como assim? meu bebê já participou de corrida de engatinhamento 100 metros rasos e ganhou!!! e ele tinha só 3 meses e o seu não? putes! aí você será realmente odiado.

2) evangelismo paterno/materno ou conversão a paternidade/maternidade

eu li em algum lugar falando que quando uma pessoa tem filho é semelhante a aquela primeira pessoa que pula na água fria da piscina. depois que ele pula e passa o congelamento inicial fica enchendo o saco da galera: a água tá ótima! pode vir galera, entra, entra! pode entrar! entra PELO AMOR DE DEUS! não quero ficar aqui sozinho! basicamente é assim que muitos pais e mães fazem com quem ainda não tem filhos. ficam tentando converter a pessoa para o lado paterno da força.
ok. admito: já fiz isso também. só porque você ama crianças e se empolgou com o lance todo de paternidade não quer dizer que todo mundo seja assim também.
sabia que existem pessoas que não querem nem pensar em ter filhos? é mais normal que tomar água.

outra modalidade versão avançada é ficar pressionando os que já são pais e terem mais filhos, por exemplo: mas vocês vão ter só um? filho único não é bom! tenha mais um ou dois! quem sabe rola um casalzinho? né?  casalzinnnn é tão ounnnnn, fofo!

 3) metralhadora de conselhos  

uma dia desses eu tava notando: a luíza tem uma amiga no facebook que basta ela publicar qualquer coisa (comentário, post, foto, o que seja) que a mulé já vem com um comentário/conselho. não basta comentar, tem que mostrar o quanto ela é sabida na arte da maternidade. sério. a impressão que dá é que realmente eu NÃO SEI COMO MEU FILHO ESTÁ VIVO ATÉ HOJE SEM A AJUDA DESSA PESSOA. to quase pagando uma mensalidade escolar para ela, porque não tá fácil, gente.

pior é quando, num geral, a pessoa foi mãe trezentos anos atrás e está um pouco desmemoriada  desatualizada de algumas coisas e quer de todo jeito te ajudar a cuidar melhor do seu filho. dia desses eu ouvi que leite moça é um bom substituto para leite materno. hahaha! cerveja também!

4) quem é mais zumbi? 

a famosa competição pra saber quem está mais cansado (até aqui em casa rola isso às vezes).
eu sei que não é fácil cuidar de bebê, dá um trampo enorme, cansa e desgasta. principalmente para as mães que amamentam ou quando o bebê fica doente.
e acho normal comentar que está com sono ou cansado, mas quando vira uma ladainha sem fim, enche o saco de qualquer um, principalmente de quem não tem filhos.
sinceramente, vai adiantar alguma coisa você dizer que está cansado? acho que vai te cansar mais ainda.

5) fique em casa 

há um tempo nosso filhote ficava doente quase todo final de semana. sempre que isso acontecia nós não saímos de casa ao encontro de outras crianças. mentira. mas evitamos o máximo que dava.
afinal, ninguém merece filho doente por causa de filho doente dos outros.
quando íamos encontrar com alguém com filhos, avisávamos que não dava pra ir porque a cria estava dodoi.
se o pai ou a mãe não se importassem, então levávamos a criança remelenta mesmo.
só pra ficar bem claro: se seu filho está doente e você for sair assim mesmo, avise antes ou adie o compromisso! não leve ele pra cima dos outros gratuitamente (a não ser que queira se vingar de alguém ou que estejam indo para um bazar de troca de germes novos e usados).

6) seja firme com sua criança e me inclua fora dessa

eu não sei vocês, mas já vi isso acontecer muito. comigo e com outras pessoas. tá lá a criatura malcriada tocando o terror por algum motivo X, no parquinho, na festa, no restaurante ou numa casinha de sapê e aí o paizinho ou a mãezinha, fala pro rebento rebelde:

- filho não faz assim! olha que a moça briga com você, ein?!

- filho que coisa feia, o tio não tá achando legal não… nunca mais ele vai querer que você venha aqui.

reconhecem? pois é. você é o progenitor dessa criança! não sou eu que não está achando legal, é você! seja firme com seu filho e repreenda ele por você mesmo. não use outra pessoa para justificar a falta de limite dele ou sua falta de autoridade.

bônus: me confundo um pouco quando os pais chamam o filho de “papai” ou “mamãe”. os filhos também devem se confundir um pouco também. já viram isso? o pai da criança falando com o filho:

- ô papai, cuidado! aí não, papai!

- ô mamãe, não faz isso. mamãe tá com sono né? tá enjoadinha.

anexo importante: objetos inanimados são inanimados por um motivo: eles não têm vida, são isentos de vontade própria e nem sabem elaborar planos maquiavélicos.
portanto, se seu filho meter a cabeça na quina de uma mesa, nada de dar um tapinha na mesa e falar “mesa feia! fez dodói no pedrinho!”
também não vale se sua menina cair de boca no chão e você disser: “chão bobo! quebrou o dentinho da audrey!”

nem tudo nessa vida é questão de culpa. a criança caiu porque tropeçou e pronto. ia fazer o quê? tirar o chão de lá? desse jeito você ensina a criança a sempre lançar a culpa de atos aleatórios (às vezes até propositais) em terceiros.
bela fuga, ein?

7) brinquedos e comidas são amigos

vai sair e ficar um bom tempo fora de casa? sabe que em algum momento seus pequenos podem cansar e começar um surto psicótico?

aí vão dois truques que costumam funcionar bem pra boa parte das crianças e bebês:

    • brinquedinhos apropriados (ou não): novidades sempre são interessantes. escolha alguns brinquedos novos ou que seu filho não vê há tempos e guarde na bolsa como coringa. na hora do aperto é só sacá-los. os inapropriados são ainda mais eficientes: potes, colheres de metal, celulares, chaves chiquinhas e seus madrugares podem cessar um prelúdio de berreiro e evitar alguns constrangimentos em público.
      pros maiores é até mais traquilo. às vezes um papel e uma caneta já são suficientes para entretê-los por muito tempo.
    •  belisquetes: não precisa entupir a criança de chocolate. é só andar munido do que ela gosta de comer e que seja tranquilo de carregar na bolsa. se tiver mais de seis meses já valem algumas coisas: uvas sem semente (vale até passinha, com moderação), palitinhos de cenoura cozida, biscoitinho de polvilho, dramin (ou o que ele puder comer) e por aí vai.

8 ) o mundo não vai acabar

eu sei que a maioria dos pais gostaria de ser 100% assertivo em tudo e nunca errarem, mas ninguém é perfeito não é? então se o seu filho vez o outra fez uma coisa que você não gostou ou os planos que você tinha para ele não derem certo, não se culpe tanto. o mundo não vai acabar se ele sair um pouquinho da rotina ou se der aquele chilique homérico no shopping. keep calm and carry on. 
valeu, agnaldo!
abração!
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29 de março

nem filhos, nem desfilhos apenas…

por hilan diener

{dicas de etiqueta para não-pais}

esse final de semana fomos a um grande evento, para ser mais específico um casamento. obviamente, numa celebração dessas são convidadas milhares de pessoas, parentes, amigos, conhecidos. uma fauna de homo sapiens. aí já viu, né? onde tem muita gente reunida há sempre vários protocolos, posicionamentos, comportamentos e culturas diferentes fora e dentro de cada um.

e quando o assunto é criação de filhos e condutas paternas, então, o bicho pega. esclarecendo que não vou nem entrar no assunto como ir ao um casamento com crianças e sobreviver, porque este post não tem esse objetivo e sim fazer uma catarse dar dicas de comportamento para os seres humanos que ainda não são pais em ambientes em que os pequenos estão presentes.

aviso: não tenho nada contra quem não tem filhos e nem acho isso demérito. parafraseando o agnaldo timóteo, não acho  nem melhores nem piores, apenas diferentes. mas são nessas diferenças que moram o perigo. lembro que antes deu ser pai, não entendia várias coisas desse mundo desconhecido da paternidade. era um entusiasta, mas não tinha vivido a experiência na prática. muitas vezes via uma criança fazendo birra/escândalo ou outras situações embaraçosas e pensava que os pais não tinham pulso firme ou que as crianças eram mal educadas e mimadas. depois que o benjoca nasceu percebi que o buraco é bem mais em baixo.  sei que o mundo não gira em torno do meu filho e de seus cuidados e nem quero isso, mas seria melhor para todos se algumas etiquetas fossem levadas em consideração. :) por isso, segue abaixo algumas dicas para você que é um tio/tia bacana:

1) não alimente o bebê

sabe quando você vai no zoológico e tem aquela plaquinha “não alimente os animais” então, ela deve estar ali por um propósito né? afinal os animais tem uma dieta especial e um série de restrições, pois são seres diferentes da gente, com as kiança não é diferente.  então  se você for dar alguma coisa para o filho de alguém pergunte ao pai da criança se você pode dar o petisco, no máximo você vai ouvir um não como resposta.

2) porque tão barulhento?!

até os mais paquidermes dos pais, aprendem com o passar do tempo a se tornar um ninja silencioso, afinal sabemos como é difícil a tarefa de fazer um bebê dormir. então para os não pais,  é sempre bom e prudente checar se há no recinto uma mãe ou pai desesperado(a) tentando fazer seu filho(a) dormir. muitas vezes um barulho mais brusco ou um toque de celular escandaloso leva embora todo o trabalho de horas de ninação.

3) eu também não gosto quando ele chora

você está no restaurante, no cinema, no parque sei lá onde e fica incomodado porque minha criança está se esgoelando de chorar (o pai morrendo de vergonha) sei lá por qual motivo, saiba que eu também não gosto disso. se ela está chorando é por que tem algo acontecendo e se ela ainda não parou e eu não estiver dentro de um avião, prometo sair do ambiente. tá?

4) hora crítica

todas as crianças tem um reloginho biológico muito preciso, chega uma hora do dia que ela dá sinais de esgotamento e cansaço. aqui em casa é mais ou menos entre 19 e 20h da noite.  nesse horário fica quase impossível fazer algum programa com o pequeno, a melhor coisa a fazer é dar sua janta depois banho, mamada e finalmente dormir, também conhecido como capote. porque ele apaga de verdade.  então durante esse horário fica bem complicado sair para um evento, receber gente em casa e até mesmo atender o telefone, não é exagero. depois que ele capotar pode até sapatear no chão!

5) fumaça do mal

não fume perto do meu filho. se você quer ter câncer no pulmão, o problema é seu. a criança não tem nada a ver com isso.

6) armas brancas

essa é para os garçons que insistem em colocar copos de vidro ou taças de cristal na frente da cria sentadinha no cadeirão do restaurante ou então todo o conjunto de facas e garfos super afiados. alou??? seu josé, você está fazendo isso errado.

7) eu era um ótimo pai até virar um

minha experiência com os sobrinhos antes de me tornar pai foi bem bacana e divertida. pude aprender várias coisas com eles. principalmente para entender que os julguei precipitadamente. achava erroneamente que os seus pais estavam errados e que em muitas situações eu poderia ser um pai melhor ou mais instruído. quanta pretensão!  hoje com o benjamin, vejo o quanto eu pago a língua. não é nem um pouco fácil educar, cuidar, manter um filho no mundo, por isso pessoas sem filhos, tenham mais paciência e compaixão com os paizinhos a grande maioria está tentando fazer o seu melhor, mas nem sempre é fácil.

com certeza ficou faltando alguma coisa, comente!

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13 de março

mães podem aprender com os pais?

por hilan diener

Renata Losso, jornalista do portal ig me procurou para uma matéria querendo saber quais coisas eu considero fazer melhor que a luíza nos cuidados com o rebento. disse a ela que não faço nada de melhor  as vezes até pior!  e  sim diferente. dou banho, troco a fralda, brinco, levo pro parquinho, dou de comida, só não o peito porque ainda não desenvolvi glândulas mamárias. fiz confissões que não sairam na matéria como a de me sentir muitas vezes injustiçado pelo fato de ficar meia/uma hora tentando fazer o benjamin dormir e no final das contas a dona luíza pegar o benjoca do meu barço e, em 5 minutos de mamada, o bebê fica totalmente chapado – pt (perda total), pronto pra ir para o berço. pais, é só comigo? enfim… a matéria tá bem legal, com a participação do renato, noris e caio. corre lá e dá uma lida. clique aqui para ler a matéria

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16 de fevereiro

m@#%*s acontecem

por hilan diener

aqui em casa, quase que todos os dias eu dou banho no benjamin. entramos os dois no box e aproveito para tomar meu banho também.

passei sabonete, lavei a cabecinha dele com shampoo, brincamos e tudo mais. estava tudo normal, a não ser pelo fato que num determinado momento ele agachou e começou a fazer cocô.
é isso mesmo: cocô! na mesma hora pensei: isso não pode estar acontecendo!
só acreditei quando vi o cocozão estendido no tapetinho emborrachado.

e então, blogsfera materna/paterna, numa situação dessas, o que fazer?:

a) pede socorro para a esposa;

b) pede socorro para a esposa;

c) pede socorro para a esposa.

tentei não assustar o benjamin, levando tudo na brincadeira. me ocorreu um relato da minha cunhada, dizendo que não é bom ligar o evento cocô a algo ruim ou traumático, então ficamos dando risada do cocozão. mas por dentro eu tava sofrendo com o futum que empesteou – câmara de gás define – o box do chuveiro e o banheiro inteiro.

se estou escrevendo agora é porque logicamente sobrevivi.

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14 de fevereiro

este post pode salvar seu casamento

por hilan diener

uma das coisas que mais causam divórcio nos casais é a relação do homem com o banheiro da casa, principalmente no que diz respeito aos respingos de xixi na latrina… não é verdade? muita mulher não sabe, mas precisa saber que [MOMENTO TELECURSO 2000] à noite, quando o homem relaxa e dorme, a bexiga vai acumulando líquido e pressiona a próstata causando uma ereção, o que impede que a urina saia. o homem, quando com o pênis ereto, não consegue urinar direito porque o canal onde a urina passa se fecha e é aberto o canal do esperma. já com o pênis flácido, é tecnicamente impossível ejacular, já que o canal da urina se abre e o do esperma é fechado.

esse sistema foi criado pelo organismo para proteger a saúde dos espermatozóides. assim, a urina (que é ácida) dificilmente  se misturará ao esperma. talvez esse seja um dos maiores motivos do homem principalmente ao acordar, ir ao banheiro e acabar molhando o vaso (se não o banheiro) todo (FIM DO TELECURSO). algum urologista pode confirmar se essa informação procede?

aí você pensa: então meu marido vai usar essa desculpa para deixar sempre o banheiro com respingos de xixi? sim nada disso!
abaixo seguem dicas para os maridos de como fazer trabalho nessas condições:

 método 1 – trapezista

se você é do tipo que possui ereção em ângulos agudos, recomendamos um método simples, que consiste apenas em instalar um trapézio de circo em seu banheiro. basta se pendurar de cabeça pra baixo e apontar o dito cujo para privada.  vantagens – a ação da gravidade estará totalmente a seu favor.  desvantagens – o risco de mijar na própria cara aumenta e a chacolhada do final fica inviável pois os três pingos passam a não ser mais da cueca e sim do seu peitoral.

método 2 – força bruta

se o seu pênis possui um ângulo que aponte para cima e quase reto, basta segurar pela base do pênis forçando-o para baixo e apontando para o vaso. não solte rapidamente ou deixe deslizar o pênis caso não queira que voe mijo nas paredes ou na sua cara.
obs.: Em alguns casos essa técnica pode não funcionar porque o canal da urina vai ser pressionado e acaba não saindo um pingo de mijo. se sua ereção for dura demais, tente com cuidado! você pode quebrar alguma coisa.

método 3 – inclinado

se o seu pênis de manhã possui um ângulo reto ou para baixo, considere-se abençoado. basta colocar um pé lateralmente à privada e dobrar o outro joelho. pronto! perfeito. faça isso e terá chances mínimas de mijar na tampa da privada. casamento feliz! WIN!

 

método 4 – cachorrinho inclinado

este método poucas pessoas se interessam em usar por ser um pouco embaraçoso, caso alguém abra a do banheiro. vire de costas para o vaso, abrindo as pernas e colocando um pé de cada lado do sanitário. curve-se para frente, empinando sua bundinha, vai descendo até o chão cintura e encostando seus braços no chão (ou na parede, ou na banheira, dependendo do seu banheiro), de forma que seu pênis esteja encaixado e mirando para dentro do vaso. se alguém te pegar desta maneira, basta dizer que você costuma praticar algumas posições de ioga pela manhã.

método 5 – rampa

basta apoiar-se à parede com as duas mãos até atingir o ângulo necessário para compensar a mira. não recomendável para o usuário do método trapezista.

método 5 – emasculado

às vezes é bem mais fácil sentar-se na privada, inclinar um pouco o corpo para frente e pressionar o pênis para baixo para que isso não vire um chafariz. isso não mostra que você é menos ou mais macho. agora, se você reclama que o pênis sempre arrasta na água, dê uma descarga e tente controlar a quantidade de água que desce para a privada. assim você consegue diminuir o nível d’água e sentar-se sem que o molhe. se mesmo assim o pênis encosta na parede ou no que sobrou da água… funciona mais com pênis pequenos, murchos ou com ângulo para baixo.

método 6 – perna pra cima

não é raro ter ereção com a curvatura do pênis para um dos lados. se for seu caso, você precisará fazer um equilíbrio para que compense a curvatura. use as paredes do banheiro como apoio para colocar o pé contrário à curvatura, inclinando o corpo até que o pênis esteja apontando corretamente para o vaso. se preferir, compre uma barra de apoio com a desculpa de que é para sua avó ou mãe não escorregar no banheiro.

 

método 6 – superomão

basta deitar de bruços na privada encaixando o pau e esticar o corpo fingindo voar como o superman. não possui contraindicações, a não ser que o banheiro seja daqueles minúsculos, sendo mais recomendável o método cachorrinho.

 

em último caso, saia de casa e vá mijar numa árvore (fim do casamento)!

falando nisso:

 

vi aqui e aqui

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07 de fevereiro

como meu filho salvou minha alimentação

por hilan diener

minha mãe sempre reclamou da minha alimentação. dizia que eu era muito enjoado para comer.

realmente, eu não comia nada, nada de bom. só tranqueira. afinal, tranqueira para mim sempre foi mais gostosa e saborosa do que qualquer coisa verde ou livre de gordura saturada.
eu não gostava de nenhuma espécie de fruta, verdura, legume ou coisa verde.
eu gostava mesmo era de pão com manteiga e leite com toddy. ah! tinha danoninho também.
afinal, por que eu iria comer uma coisa verde se existiam outras coisas com cores e sabores bem mais atrativos, com embalagens cintilantes e cores “cheguei” oitentistas?
logicamente minha mãe não entendia isso.

entendeu o contexto, né? agora, me permita pular uns 20 anos. mais precisamente quando a luíza ficou grávida.

a partir de então comecei a ler sobre alimentação na gravidez e descobri que a culpa de preterir certos alimentos não era minha – pelo menos não totalmente minha – e sim da minha progenitora, tadinha.
é um bom clichê por a culpa nos pais, né? freud explica.

eu imaginava que o útero materno era um local seguro e blindado contra o mundo externo. ledo engano.
uma nova safra de estudos – baseados nos avanços da genética – está ajudando os pesquisadores a entender por que aquilo que as mães comem tem o poder de influenciar na saúde do filho até mesmo na vida adulta.
as pesquisas sugerem que a alimentação materna pode moldar o funcionamento do organismo do bebê para o resto da vida. com isso na cabeça, logicamente fui perguntar pra minha linda e querida mamãe o que ela comeu durante minha gestação e bingo! ela teve inapetencia e sua dieta foi super restrita. para piorar eu não tive uma amamentação completa: o leite dela secou.
ou seja, todas as vezes que um quadro desses acontece, nasce um sorriso no rosto de um ronald mcdonald.

depois de casar, passados os primeiros anos de empolgação da luíza como dona de casa (ela fazia faxina todo dia, lavava, passava a roupa e sempre tinha uma comida na geladeira, além de sobremesas à vontade), nossa geladeira passou a ser ocupada basicamente por porcarias prontas e congeladas. enquanto eu trabalhava longe de casa, meu almoço era basicamente nas famigeradas praças de alimentação de shoppings e correlatos.
na janta, delivery na certa.

mas nem tudo estava totalmente perdido… a coisa começou a mudar depois que o benjoca saiu da amamentação exclusiva e começou a introdução dos sólidos. então, na geladeira – no lugar das tranqueiras – começaram a aparecer umas frutas aqui, umas verduras ali. a maior parte do quitanda fácil.
a princípio, tudo orgânico e sem agrotóxicos. sem falar nos sucos e almoços com pratos bem equilibrados.
a luíza sempre foi muito cuidadosa ao preparar a comidinha pro benji, balanceada com carboidratos, proteínas, verduras, legumes e grãos. por consequência, ao invés do benjoca comer a nossa comida, começamos a comer a comida dele (por sinal muito excelente e saudável).

enquanto escrevo esse post me lembro que ontem. dando café da manhã para o benjamin, ofereci para ele uma pêra. comemos eu e ele. ele mandou pra dentro grande parte da pêra e eu, o resto.
depois passamos pra maçã. mesma coisa: cortei uns pedacinhos para ele e fiquei com o resto.
não satisfeito, chegou a vez da banana. comi um pedaço e  ele devorou o restante.
no lanche da tarde, comemos muitas uvas. ele, luíza e eu.
benjoca come uva numa voracidade incrível.
hoje, no café da manhã, foi a vez de comermos melão.
estava delicioso e bem docinho. parecia até tranqueira, de tão bom.

toda vez que estou comendo um fruta ou algo que não tenha embalagem, me sinto estranho, como se não fosse eu.
é um movimento que não é automático, não me parece natural. afinal, é muito dificil quebrar hábitos que foram repetidos por uma vida inteira.
mas mesmo estranhando os novos sabores e me forçando a conhecê-los (tanto para dar o exemplo para o benjoca quanto por estarem perto e acessíveis), percebo que se não fosse por ele (e pra ele), isso não iria acontecer.

mal sabe ele, no ápice de sua bebezura, o quanto tem causado uma pequena, mas incrível transformação em mim.

digo pequena porque ainda não sou o mister boa alimentação.
mas com certeza estou melhor que antigamente.

 

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24 de janeiro

filho de stormtrooper, stormtrooperzinho é.

por hilan diener

ainda estamos de férias do blog, mas não posso deixar de relatar a fofura que o benjoca está esses dias. aprendeu a dar beijo de verdade! faz biquinho e estala um beijinho molhado na bochecha da gente. coisa mais fofa! está igual um papagaio, repete nossas falas e fica cantando músicas do seu repertório bebesistico. só vendo.

 

 

 

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16 de dezembro

o lado bom de ser bebê

por hilan diener


 

  • ser carregado no colinho para todo canto;
  • ganhar comidinha na boca;
  • fazer as necessidades a qualquer hora e em qualquer lugar;
  • golfar nas pessoas que você não gosta e nas pessoas que você gosta sem ser castigada por isso;
  • as pessoas fazem massagens para você peidar e vibram quando você arrota;
  • dormir no meio daquele jantar ou festa chata e ainda vão achar fofinho;
  • não precisar fazer a barba e muito menos depilar;
  • perder ou quebrar um dentinho e ter uma outra chance;
  • ficar pelado na praia e não é preso por atentado ao pudor;
  • ser a capa do melhor disco dos anos 90.

 

mais sugestões? comente e bom final de semana!

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14 de novembro

como reconhecer que uma pessoa tem filhos

por hilan diener

  • você liga para ela no final de semana, mas não consegue ouvi-la porque ela está numa festa infantil super barulhenta.
  • você conhece primeiro a bunda ao invés do rosto. e não é porque ela é gostosa, mas porque está sempre agachada atrás de uma criança;
  • de repente ela tem uma bolsa gigante, estampada e descombinada do resto (do mundo) da roupa. e parece que o melhor lugar em que a bolsa pode estar é esbarrando em alguma coisa;
  • 22h é muito, muito tarde pra estar na rua;
  • não importa a temática central da conversa. em algum momento – sempre – o assunto “cocô” há de surgir. e talvez não mudar mais;
  • ela não tem aquele encanto por crianças que alguém sem filho (e que sonha em tê-los) possui;
  • chama a marca chicco de “quico”;
  • ela sabe o que significa BPA FREE;
  • ela nunca está completamente limpa. pode procurar bem que com certeza você vai achar uma golfada na blusa, uma mijada na calça ou um pedaço de comida no cabelo;
  • por mais pontual que seja (ou tente ser), ela nunca chega na hora nos compromissos;
  • a foto do perfil no facebook nunca tem somente ela. sempre haverá uma criança/bebê em algum canto (ou na foto inteira);
  • em algum momento você a verá bocejar;
  • restaurantes com trocador, cadeirão, giz de cera e afins costumam ser topo de lista na hora de sair;
  • sua casa ou carro sempre terá um brinquedo pra denunciar que uma criança passa sempre por ali;
  • objetos de decoração finos, caros, quebráveis? o que é isso?
  • do nada você a pega cantarolando uma música infantil;
  • ela canta “parabéns a você” sem ser aniversário de ninguém.

ficou faltando alguma coisa? comente! 

ps: texto escrito a quatro mãos 

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10 de novembro

você é um pai/mãe helicóptero?

por hilan diener
quando escrevi o post 10 filmes sobre paternidade citei o filme procurando nemo.
um dia desses, revendo a animação, percebi nitidamente que estava agindo como o pai do peixinho.
para quem não viu o filme, marlin é um pai viúvo que perdeu sua esposa e seus 400 filhos no ataque de uma barracuda. seu único filho sobrevivente é nemo, um pequeno e teimoso peixe-palhaço que está frustado com seu pai neurótico e super protetor.
pois bem, assumo que sou um pai super protetor e descobri que isso não é legal nem para mim e nem para o benjamin. por exemplo, quando vou com o filhote a um parquinho ou outro lugar que não seja a nossa casa, fico como um helicóptero, pairando o tempo inteiro em cima dele, observando se ele não vai tropeçar, cair, enfiar a mão em algo que machuque, comer um cocô de cachorro, etc e etc.
parece bastante lógico e responsável não é mesmo?
até que o filme me fez perceber que no fundo, ao invés de cuidar do meu filho, eu estava privando-o de aprender e experimentar como as coisas dessa vida funcionam (principalmente a gravidade. hehehe).
pesquisando no pai google descobri que essa preocupação e fiscalização excessiva impedem que a criança se exercite adequadamente, movimentando-se conforme o recomendado para sua idade, impedindo um desenvolvimento saudável. esta conclusão não é minha e sim dos cientistas da Universidade do Estado da Carolina do Norte (EUA), que cunharam o termo “pais helicópteros” para descrever esse comportamento de pais excessivamente preocupados. os resultados do estudo mostram que as crianças monitoradas de perto pelos seus pairantes pais-helicópteros acabam não se envolvendo em níveis mais elevados de atividade física. ”A preocupação é que – especialmente porque estamos vendo a obesidade na infância tornar-se uma epidemia no país – essa fiscalização excessiva impeça as crianças de correrem e brincarem com seus amigos e vizinhos e, em vez disso, fiquem sentados na frente do computador ou da televisão,” diz os cientistas.
então, como agir? acho que seria bom repensar algumas coisas. por exemplo: um dia desses o benjoca caiu de um degrau que estava tentando descer (daquele jeito maluco que bebê anda) e acabou caindo feio. foi um chororo danado! mas hoje, toda vez que ele passa por um desnível, é gratificante ver que ele aprendeu a lição: desce com um cuidado e maestria orgulhantes!
a lição que aprendi é que vale a pena eu e outros pais revermos nossos comportamentos, acreditarmos mais no potencial dos nossos filhos e aprendermos a manter uma distância confortável para não impedir suas brincadeiras espontâneas.
e você, como pai ou mãe, o que acha?
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