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12 de agosto

para o pai dos meus filhos

por luíza diener

eles não são como nós. não têm um útero, não carregam um bebê por nove meses na barriga, não sentem os desconfortos que passamos na gestação e parto. também não desfrutam das delícias de uma gravidez: os primeiros chutes e a certeza de que há vida lá dentro, a alegria e o esplendor de saber que uma vida está sendo gerada dentro de si.
eles não sabem o privilégio que é parir e, finalmente, trazer para o peito aquele bebê tão ansiado. não podem amamentar e nutrir a cria com um leite que foi feito única e exclusivamente para ela.
olhando sob essa ótima, pais são meros coadjuvantes na vida de um bebê.

mas não. pais são ótimos colos para embalar um neném. são a voz grave e rouca que canta e adormece os pequenos. são os grandes cavalos para serem montados. os ombros altos que permitem que as crianças vejam o mundo lá de cima (e fiquem mais perto do céu). os super heróis destemidos. os príncipes resgatadores das princesas encantadas. os melhores cartunistas. os palhaços mais divertidos.

aqui em casa tem um pai que é de tudo um pouco. ele é uma máquina de trocar fralda, um lava jato de crianças, um avião cargueiro que leva comida para as criancinhas famintas.
ele é o pai do batman, do homem aranha, do super homem. na verdade ele é muito melhor que esses últimos mencionados porque, diferente deles, este pai daqui de casa é presente e participa ativamente de todas as atividades dos nossos pequenos heróis.

ele não carregou nossos filhos na barriga por nove meses. mas carrega menino no colo há quase três anos e vai carregá-los no coração a vida inteira.

uma homenagem ao pai mais amoroso, dedicado, esforçado, atrapalhado, carinhoso, criativo e lindo que eu conheço.

e a todos os pais que são tudo isso e um pouco mais (;

#invasãopaternanomeucoração

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18 de julho

das vezes em que me senti o pior pai do mundo

por hilan diener

pai

existem situações nesta nossa maravilhosa vida de pai/mãe que estampam bem na nossa testa um enorme atestado de “PIORES PAIS DO MUNDO”. ou pelo menos é assim que eu me senti quando algumas dessas coisas que vou citar abaixo aconteceram (com o amigo de um amigo meu. rs).

a grande maioria são imprevistos (sem a minha influência direta), outras de alguma forma eu poderia ter previsto (só aumentando ainda mais a maldita da culpa).

então, pra não me afundar sozinho no titanic de culpa, decidi  levar vocês comigo pro fundo do mar pra chorarmos juntos nossas pitangas.

dracarys!

minha boca tem uma super tolerância a alimentos e bebidas quentes. é muito difícil me queimar tomando ou comendo alguma coisa. tem que estar muito, mas muito quente mesmo pra isso acontecer. pena que para o benjoca é diferente: aquilo que eu acho que está frio pra ele, tá na verdade pelando.

por quantas vezes – depois de assoprar e verificar a temperatura – ofereci ao pequeno um milho, arroz, chazinho confiante de a coisa já estava morna e… dracarys! o negócio tava pelando de queimar a boca! que desespero! aquela cena da criança cuspindo a comida e chorando por sua culpa não é algo bom de se ver.

sai do computador, papai!

aqui em casa não vemos tv, mas a internet… ô! usamos bastante!
então, sempre que estou de bobeira – sem bobeira também-, fico bisbilhotando algum site, vendo algum vídeo, etc. o ideal seria fazer isso enquanto o benjamin está dormindo, mas o que o pai porco faz? fica dependurado na hora que poderia estar construindo memórias com o filho. não é à toa que por algumas vezes tive que ouvir a frase “papai, sai do pintador! vem brincar comigo!”. eu saio (às vezes) da frente do pc me sentindo um lixo, sacudo a poeira, dou a volta por cima e vou dar atenção pra cria.

estou com fome 

um belo dia de feriado acordamos e constatamos que não tínhamos nadinha na geladeira para o café da manhã, nem sequer uma frutinha . o sabichão aqui pensou “vou na barriquinha de salada de fruta ali da esquina e resolvido!”
levei o benjoca junto. quando chegamos lá, estava fechado. óbvio. era feriado. para piorar o benjoca solta: pai cadê a salada de fruta? tô com fome! não tem problema! vamos no supermercado 24h. lá sempre tá aberto. ledo engano. porta fechada na cara. voltamos pra casa e a luiza salvou o dia com uma tapioca feita do zero.

não tem coisa pior que ver o filho com fome por irresponsabilidade sua ou falta de planejamento.

viagem de casal 

quando fizemos 6 anos de casados, decidimos comemorar em grande estilo. fomos para uma super pousada a alguns quilômetros da cidade onde moramos. o filhote ficou com os avós. até aí tudo bem. quando voltamos ultra relaxados e animados recebemos a notícia de que o benjamin teve febre, passou mal e foi até parar no hospital. como fica o coração de um pai nesta hora?
eu só pensava: PORQUE TIVE ESSA BRILHANTE IDEIA DE VIAJAR? meu filho podia ter morrido enquanto eu estava numa sessão de massagem!

mundo cão.

guerra na hora de dormir  

chega a hora de criança dormir, você dá um beijo no seu filho, conta história, dá boa noite e o coloca na cama. o dia foi pesado, e você ainda tem um monte de coisas para fazer. sem dizer que seria ótimo conseguir sentar um pouco no sofá para assistir um filme ou seriado e descansar.

mas nada disso acontece. o tempo vai passando e você continua lá, tentando fazê-lo dormir.

tomar um chocolate quente vendo sua série preferida nem pensar. você ainda tem que comer, passear com o cachorro e a louça tá lá sujinha te esperando na pia.

ele pede água, você dá água, ele pede pra fazer xixi, você traz o penico, depois vem o cocô e desata a falar sem parar, você tenta de tudo e nada. três horas dentro de um quarto escuro. até a hora que você explode de raiva, grita, apela, sai do quarto e deixa a criança chorando lá dentro.

essa história de terror já aconteceu comigo várias vezes. hoje, graças aos conselhos da luíza, e deste texto aqui eu venci a batalha noturna. porém, já saí várias vezes do quarto me sentindo um perdedor.

 surto

sabe aquele dia que você surta com todo mundo? no trabalho, com a esposa, com o cachorro e com o filho? então. teve um dia que explodi e gritei em alto e bom som: “vou embora!” na mesma hora o benjamin ficou assustado. eu saquei a merda que tinha acabado de fazer, me senti culpado e disfarcei. eu, “é… vou descer. vamos descer, benjamin.” disse com a voz embargada. esse dia foi o que me senti pior.

ahh… se bem que teve aquela vez que ele e eu passamos na frente de uma tv no shopping e ele viu uns 2 minutos de patati patatá. esse dia foi o pior.
mentira! ahahahha!

 

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28 de fevereiro

coisas que não se dizem a um novo pai

por hilan diener

homer

tudo começa quando a sua esposa fica grávida. é batata! sempre aparece um engraçadinho pra fazer um comentário sem graça ou indiscreto. costuma ser aquele tiozão que usa pochete, sabe? aquele que faz a piada do “é pavê ou pá comê?” pegaram o tipo!?
sei que geralmente os homens levam este tipo de coisa mais na esportiva do que as mulheres, mas têm dias que acordamos de saco virado e nem sempre dá vontade de ser simpático. ainda mais com aquele pensamento constante na sua cabeça de grávido: “putz! ela tá grávida, e agora? como é que vou fazer para sustentar uma família?” e todos os outros medos e angústias que fingimos ou escondemos até de nós mesmos para não demonstrar algum tipo de fragilidade.

esses engraçadinhos do pavê costumam soltar (asneira atrás de asneira) pérola atrás de pérola. eis algumas mais frequentes:

1) “quem é o pai?”

você vai contar todo feliz para o cidadão que a sua mulher está grávida e pimba! o camarada solta uma: “meus parabéns! mas, afinal, quem é o pai?”

é engraçado, mas dá vontade de ser bem malcriado e responder: “o pai? você que não é. qual mulher vai querer abrir as pernas pra você, né?”

se prepare também para outras versões do mesmo tema, por exemplo: “dizem as más línguas que a licença paternidade serve para procurarem o verdadeiro pai da criança”.

ou coisas do tipo:
- e aí cara, tá feliz?.
- sim, muito feliz.
- imagina o pai da criança… uhauhauahauhauahuaha.
rá. rá. rá. cômico.

mas o melhor mesmo é não cair na pilha. se você é mesmo o pai da criança ou não, só um teste de DNA pode dizer. *brinks*

2) “vai virar fornecedor?” 

essa é para o pai das meninas, que volta e meia têm que ouvir que de consumidores passaram a ser fornecedores.

primeiro, pensa você, homem, no seu pai. pior que saber que ele já fez sexo com a sua mãe é pensar que um cara fez sexo com a sua filha.

fico imaginando a cabeça do meu sogro. ele tem 5 filhas! isso mesmo. cinco! três estão casadas e a outras duas são crianças. todas umas lindezas, sem exceção. tenho quase certeza que ele sublimou essa realidade e prefere achar que todos os seus netos nasceram do repolho ou vieram ao mundo pela cegonha airlines.

imagino que ele já deve ter ouvido muito esse comentário idiota de ser fornecedor. me coloco no lugar dele e acho muito babaca e machista. eu não gostaria de ouvir esse tipo de coisa. pensa bem, quem é o fornecedor? é aquele que fornece algum produto ou serviço. ou seja, o pulha tá praticamente te chamando de cafetão pós-moderno e você ainda tem que engolir seco com um risinho de canto de rosto?

uma resposta que pode desestabilizar e mexer com os brios do piadista machista é argumentar  que nos tempos de hoje o filhinho macho dele pode, sim, ser um fornecedor. se é que você me entende.

3) “e a vasectomia? vai ser quando?”

quando eu falei pra minha chefe que a luíza estava grávida do segundo e que não iríamos parar por aí, ela me disse que vale a pena ver a questão custo-benefício (ela usou essas palavras) e que dois filhos são muito caros. três, então, só sendo o bill gates ou coisa parecida. juro que se fosse qualquer pessoa aleatória me falando isso eu nem ligaria muito. mas gente, é minha chefe! uma pessoa que sabe exatamente quanto eu ganho por mês e pior: tem uma certa noção se um dia eu terei um aumento ou coisa parecida.  hehehe!

conversando com a luíza sobre essas coisas,  soltei (impensadamente) que depois do terceiro filho eu iria fazer a tal da vasectomia. mas de um tempo pra cá andei dando uma pesquisada e descobri que o bagulho não é tão simples assim não. existem algumas complicações que podem surgir, como por exemplo infecção local (só pra constar: o local mais sensível do seu corpo) e distúrbio de coagulação (hemofilia). ou seja, para bom (medroso) entendedor, meia agulha basta. além disso tudo, temos a complicação psicológica.
sinceramente eu não sei como ficaria a minha cabeça com o fim da minha capacidade reprodutiva. teoricamente, depois dos três filhos, eu estaria numa boa com essa decisão. mas na prática eu não faço a mínima ideia do impacto disso na minha cabeça de reprodutor.

quero deixar bem claro que sei que se comparada com a laqueadura, a vasectomia é trocentas vezes menos invasiva e problemática. mas mesmo assim não é a mesma coisa de tirar um cravo das costas. ok?

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4) “é flamenguista?”

(antes que a comunidade rubro negra caia matando, o flamengo aqui fica como ilustração. se você é flamenguista, troque a frase acima por “é vascaíno?” e fica tudo certo)

futebol. como lidar com essa entidade gigantesca que está presente em quase tudo no nosso cotidiano brasileiro? seja nas músicas, nas roupas das pessoas, na tv, nos livros, nos chaverinhos e no coração de uma enorme quantidade de gente nesse brasil afora. para muitos, o futebol é uma religião.
se a criança nasce e fica sem ser batizada, o povo olha com um certo estranhamento. mas pior que isso é a criança nascer sem um time para chamar de seu.

eu não torço pra time nenhum (e confesso que às vezes fico sem graça de falar isso publicamente).
por consequência, meu filho não é flamenguista, nem santista, nem gremista e nem 15 de piracicabicletabalista.
também não quero ele usando camisas ou cantando hinos de times alheios dos tios, parentes, aderentes, etc, só porque alguém insistiu em ensinar isso a ele.

enfim, é chato ser um ateu futebolístico. mas mais chato é um proselitista do futebol, né?

 

frase bônus: “desculpe, mas trocador só no banheiro feminino”.

não é o tipo de frase que você ouve do tiozão mencionado lá no começo do post, mas é chata pra qualquer pai que realmente está afim de livrar o filho ou filha de uma fralda cheia.

trocar fraldas deveria ser uma coisa simples. mas grande parte do mundo acha que você, papai, é um débil mental das cavernas que não tem a menor ideia do que é isso, ou que nunca vai precisar realizar tal tarefa.
veja pelos raríssimos banheiros masculinos que possuem um trocador ou um fraldário. se você é pai solteiro, então, é pior ainda: vai acabar tendo que trocar a fralda do seu filho em cima de uma cadeira ou na pia de algum sanitário fedendo a machos. sem falar na dor nas costas que isso vai te proporcionar.

há algum tempo, a luíza foi na leroy meriln daqui de brasília e tirou essa foto:

asmae
pronto. foi o que bastou para que essa “foto raridade” virasse um pequeno viral. alguns até desconfiaram que fosse montagem.

***

a maioria dos nossos leitores é composta por mulheres, sendo assim peço para vocês um pequeno favor. não deixem de  mandar este post para os papais e futuros papais que vocês conhecem. se eles sentirem vergonha de entrar num site tão rosinha e azul é só apertarem o botão “disfarça pai” que fica lá em cima que tá tudo certo.

 

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06 de julho

encontros e desencontros

por hilan diener

o desafio desta semana foi organizar um encontro para reunir a família. confesso que essa tarefa para mim não é tão simples. primeiro porque os dois avós do benjamin (o meu pai e o pai da luíza) moram em outra cidade. então já viu, né? segundo porque bem no final de semana que estou escrevendo este post a avó materna, que mora a 15 minutos da nossa casa, resolveu ir para um casamento em minas gerais. o tio, meu irmão, que mora a 40 min da gente, foi pros estados unidos. e não consegui falar com minha mãe por nada. sério? conspiração anti encontro de família?? só pode.

como organizar eventos desse tipo quando os familiares estão tão distantes? acredito que esse dilema é vivido por muitas pessoas. afinal, muitas coisas mudaram nas relações familiares. na correria do dia a dia é muito dificil juntar todo mundo e ficar de papo pro ar. mas nem tudo mudou para pior. graças à internet hoje é possível – mesmo que de longe – nos comunicar e estreitar os laços. tá certo que não é a mesma coisa que um encontro real, mas resolvi usar essa ferramenta para criar um “encontro” virtual da nossa família com o meu pai.

(obriguei) pedi para ele comprar uma webcam e marcamos um horário para nos vermos. no começo tivemos alguns probleminhas técnicos, mas logo conseguimos nos comunicar. benjamin ficou muito empolgado em ver o vovô. mostrou para ele todos seus livrinhos, falou como foi o seu dia e no meio da conversa fez um revelação bombástica: vovô, fiz cocô! hahahah.

quero agradecer de coração à royal por esse desafio. por que eu não tinha pensando nisso antes? desde abril que eu e o benjamin não víamos o meu pai. e o desafio me impulsonou a arrumar um jeito de fazer o encontro acontecer. depois que desliguei a webcam, tentei disfarçar, mas a luíza acabou percebendo que caiu um cisco no meu olho ;)

fiquei feliz em ver o rosto do meu pai novamente. há alguns meses ele sofreu uma cirurgia de ponte de safena e o pós operatório foi bem complicado. vê-lo com mais peso e um sorriso no rosto foi muito tocante. o benjamin não sabe, mas esse encontro virtual foi mais que uma simples conversa. foi uma reconexão.

se você ficou curioso para ver como foi esse encontro, fiz um pequeno video do momento:

*este texto faz parte do desafio “100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando às sextas-feiras ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @avidaquer @blogcoisademae  @dica_de_mae @rolippi e @cozinhapequena e a fanpage da Gelatina Royal que nos convidou para brincar!


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11 de junho

existe sexo depois do parto?

por hilan diener

Este post é candidato ao concurso “O melhor post do mundo da Limetree” 

quando me chamaram pra escrever um post para o MMqD me disseram que o tema era livre.
eu sofro demais com tema livre. dá um branco na minha cabeça e não consigo seguir adiante.

então, em tom de chacota, disse que iria escrever sobre “como enfrentar o deserto sexual da mulher gestante e pós parida”.
a pessoa do outro lado (não posso dizer o nome) riu e disse que o marido dela iria ler com muito interesse. ou seja, não estou sozinho nessa.

e disse mais: que isso não era novidade pra ninguém. que têm muitas mães e pais que nem sabem mais o que é sexo direito.
concluindo: se existe sexo depois do parto ninguém sabe, porque nunca ninguém voltou pra contar. ou seja, exageros à parte, este é um assunto muito complicado e delicado.

mandei novamente uma mensagem declinando o convite, me arrependi e voltei atrás com medo das represálias que iria sofrer, principalmente da minha esposa. imagina a cena:

“oi querida, vou expor a nossa não-vida sexual internet a fora?” beleza?

mandei uma mensagem para MMqD dizendo que iria mudar o tema do post e que eu iria falar sobre o bisfenol nas mamadeiras das quiança, afinal bisfenol é muito do mal, etc… quem disse que toparam? o MMqD não me deixou em paz. ficava me cobrando o tal post o tempo todo. e aí? cade? vai rolar? e assim ficamos. o mmqd me cobrava eu eu dava qualquer resposta vaga (qualquer semelhança com a vida sexual de alguém é mera coincidência).

homens sendo homens e mulheres sendo mulheres desde o começo.

como já estava ficando com vergonha das minha desculpas esfarrapadas e esquivas furtivas (sempre quis escrever isso).

tomei coragem e resolvi começar a escrever.

afinal, por que depois que viramos pais e mães a nossa vida sexual muda tanto? onde é mesmo que aperta aquele botão que ligava tudo? deixava todo mundo loco de desejo e afoito por sexo? sumiu? por que era tão mais fácil e frequente e agora não mais?

tenho uma porca hipótese sobre isso. dia desses li um pedaço do livro “o banquete de platão” e fiquei impressionado ao notar como uma simples história pode conter verdades tão pontuais. no livro, vários filósofos tentam explicar o que é o amor. aristófanes, um dos convidados, conta que no começo de tudo o homem e a mulher eram um único ser. com duas cabeças, quatro braços, quatro pernas e tudo mais que tinham direito.

além disso, essa criatura primordial era redonda e podia sair por aí rolando (hahah, vai vendo). como esse ser era muito auto-suficiente, confiante e rechonchudo decidiu desafiar os deuses e sofreu a terrível punição de ser cortado ao meio deixando as suas partes incompletas, tristes, fracas e vulneráveis, recebendo a punição de serem dependentes uma da outra para sempre. quando as metades se encontravam sentiam as mais extraordinárias sensações: intimidade e amor – a ponto de não quererem mais se separar – e sentiam vontade de se “fundirem” novamente num só.

tá certo que isso explica muito coisa no quesito amor romântico e tal, mas ao invés de concluir que somos seres perdidos por aí, tentando encontrar a outra metade de laranja, a verdade é que pra mim esse ser COMPLETO e redondo com duas cabeças, quatro pés e quatro mãos era a perfeita ilustração da minha mulher redondamente grávida! aqui não rolou aquela história de desejo sexual de grávida não. bem que eu fiquei na expectativa, mas não. nadinha.

e depois que eles foram separados (parto) ela ficou fraquinha e o bebê ultra dependente. resultado: ficaram ainda mais grudados um no outro e não queriam mais se separar.

e onde eu ficava na história? de coadjuvante. amava muito tudo que estava acontecendo. mas não é fácil perder a sua mulher e ganhar a mãe dos seus filhos. e também de office boy – pega alí pra mim uma fralda, traz o lenço umedecido, joga a fralda no lixo pra mim, traz o travesseiro, etc, etc e etc…

claro que não me arrependi de ter meu filho. chorava de emoção e alegria agradecendo a Deus pela vida do benjamin, mas sofri um pouco sim. fiquei chateado algumas vezes e bastante estressado.
depois de 40 dias do resguardo (dela) e não sei mais quantos trocentos dias de total falta de sexo, não tem ser-humanohomem que não fique estressado, não é mesmo?

briga por beijos – um luta que começa desde cedo. 

ao atravessar esse deserto eu tirei duas lições:

1) em algumas situações a melhor coisa a fazer é não fazer nada.
não perturbe sua esposa, não fuja de casa e nem arrume uma amante. não faça nada disso!

2) é uma fase que passa. seja forte.
só não posso te dizer quanto tempo isso vai durar. por que cada caso é um caso. temos altos e baixos como qualquer outro casal, mas pelos menos temos os altos.
que pra quem não tinha nem baixo, já tá lindo.

o mais doido disso tudo é quando tudo está normalizando, dá vontade de bagunçar tudo de novo e ter outro filho. paciência né?

obs: este post não tem a pretensão de tirar o homem de seu deserto e nem dar um receita de como enfrentá-lo. na verdade é um relato para que você não se sinta sozinho. tamo junto. bro.

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30 de maio

existe sexo depois do parto?

por hilan diener

a resposta tá lá no minha mãe que disse, num post que eu escrevi. se estou escrevendo isso agora é porque a luíza ainda não me matou. beijos.

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03 de novembro

sobre filhos e paternidade

por hilan diener

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14 de outubro

como cuidar da sua mulher quando ela está grávida

por hilan diener

nos dias atuais em que vivemos as diferenças entre homens e mulheres estão cada dia mais apagadas, para não dizer desaparecendo, mas isso muda drasticamente quando elas ficam grávidas. as diferenças ficam abissais tornando algumas mulheres vulneráveis e dependentes, por isso o papel do marido é  fundamental para uma boa gestação.

normalmente o mesmo amor que concebeu a criança tende a aumentar durante a gravidez. um amor em dobro, tanto pela esposa quanto pelo neném que está por vir. percebi que durante os 9 meses da gravidez da luíza o amor que sentia por ela cresceu e se transformou em algo mais carinhoso, cuidadoso, neurótico e zeloso. Estava sempre pensando em como tornar a gestação dela um processo feliz e saudável.

porém nem tudo são flores. muitos futuros papais pensam erroneamente que não se pode ir além, afinal fizeram o serviço na concepção (ô parte ruim) e agora o grande milagre está acontecendo dentro da sua esposa e nada mais posso fazer. muitos ficam descontentes e frustados, não sabem o que e como fazer e acabam se afastando ao inveé de intensificar o apoio logo quando suas mulheres mais precisam. para ajudar os papais nesse momento tão inusitado e desafiador seguem abaixo algumas dicas:

1) engula o choro e sorria – se sua esposa der a noticia que está gravida, aprenda a reagir de forma correta. nada de desespero, choro ou cara de nojo. isso destrói a auto estima e, principalmente, a confiança dela em você como futuro papai. você pode, sim, ficar chocado e paralisado, mas seja homem, engula o choro e  finja demonstre que está feliz.

2) leia livros/blogs sobre o tema – quanto mais você souber o que ela está passando, melhor vai estar preparado para ajuda-la. existe uma centena de livros, como o que esperar quando ela está esperando (ou um blog chamado potencial gestante que a autora escreve tudo o que aconteceu com ela durante a gravidez e também uma coluna chamada potencial paterno. é só olhar nos arquivos : ). é muito legal ler e perceber que não estamos sozinhos no mundo e que muitas coisas que passamos outros pais passaram e estão vivos e felizes.

3) acompanhe o pré natal – ir às consultas mostra que você está interessado e irá estar sempre perto durante a gravidez. além disso, você saberá exatamente o que está acontecendo com seu bebê  e estará mais preparado para ajudá-la. preste muita atenção em tudo que o médico diz (por mais que não entenda nem metade), pois na gravidez a mulher fica mais burra desatenta e não irá lembrar de todas as coisas. outra coisa emocionante é ver seu bebê crescendo e principalmente ouvir o batimento do coração.

4) contrate uma diarista - tente reduzir ao máximo o stress. a gravidez é física e emocionalmente exigente. por isso alivie o fardo da sua eposa ajudando nas tarefas de casa e também contrate alguém para ajudar, se não tiverem. vai por mim.

5) não tenha ciúme dos travesseiros – se sua mulher começar a dormir com um milhão de travesseiros ou aqueles que parecem uma minhoca gigante, não se sinta trocado, é normal. na gravidez o peso do bebê coloca pressão sobre a coluna, nos  músculos das costas. lembro que a luiza tinha um travesseiro pra cabeça, um pra colocar entre as pernas, outro pra abraçar e uma almofada pra barriga. parecia uma armadura medieval versão fofinha.
e onde eu ficava? lá no cantinho que me restava da cama, encostado na parede pra não cair.

6) seja paciente – a gravidez é uma bomba de hormônios na sua mulher. alguns dias ela vai acordar super alegre e bem humorada, já no outro irá acordar com a pá virada, bufando de raiva ou começar a chorar um choro descontrolado sem nenhuma razão. muitas vezes não é nada pessoal: são os hormônios.
além disso tudo, a libido tende a aumentar no primeiro trimestre, depois cair no segundo e depois aumentar no terceiro. uma montanha russa sexual e hormonal. por isso tenha paciencia.

7) facilite o xixi – gestantes fazem xixi com muita frequencia. muita mesmo! uns 300 xixis por dia é pouco (hahaha!). nós não entendemos isso e muitas vezes ficamos chateados. tente se colocar no lugar da sua esposa. é muito mais incoveniente para ela do que para você.  imagine ter que se levantar 3 vezes para ir no banheiro durante um filme? sem falar das dores. no cinema, a  luíza já teve que ficar em pé para conseguir ver o filme. sentada estava impossivel, pois a dor nas costelas não deixavam.  o que fazer então? seja compreensivo e paciente. não reclame ou suspire quando sua esposa pedir para parar o filme ou o carro num posto de gasolina “só” pra fazer xixi.
utra coisa muito importante é deixar o caminho do banheiro livre e com luzes faceis de ligar. não tenha um cachorro maluco. tov deu uma rasteira na luíza e ela caiu no chão do banheiro dois dias antes do benjamin nascer. eu queria matar meu cachorro, mas acabou tudo bem.

8 ) deixe o fumo, o alcool e o café – sua esposa terá que parar com alguns hábitos e adicionar outros. então que tal ter um pouco de compaixão e ainda aproveitar para fazer aquilo que você deveria ter feito a muito tempo? se for  fumante, terá que parar de fumar. pare você também. se ela tiver que abandonar o café, faça o mesmo. é uma maneira de mostrar apoio moral e o quanto você a ama.

9) mantenha-se limpo -  mulheres grávidas tornam-se hipersensíveis aos cheiros. mesmo perfumes que ela já gostou podem deixar o estômago dela revirado. então, escovar os dentes e tomar banho diariamente (é o mínimo, ok?) e usar desorante sem cheiro, senão ela pode não ser capaz de suportar você por perto.

10) diga que ela é linda e que você a ama – por mais que algumas mudanças físicas e emocionais te assustem, não deixe de dizer o que quanto você a acha linda e que a ama imensamente (especialmente quando ela ficar imensa. ahahahha!).

ps: eu não sou o marido perfeito. muitas coisas que disse acima não consegui cumprir totalmente. aprendi errando e muitas dessas coisas espero que sejam melhores na segunda gravidez.

 

* * *

o sorteio vai até domingo e o resultado sai na segunda pelo facebook e twitter, tá?

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06 de agosto

Meu primeiro Dia dos Pais como pai

por hilan diener

Dia 8 de agosto, vou comemorar oficialmente meu primeiro Dia dos Pais como PAI! Então, escrevi algumas palavras para o meu filhote (eeeeee!):

Benjamin, você ainda nem nasceu, mas dentro de mim, acredite, já existe um pai novinho em folha. Imagino você como um passarinho que caiu do ninho. Não posso segurar forte para não te machucar e nem frouxo demais a ponto de cair novamente.

Hoje sei que dentro de mim nasceu algo melhor. Uma semente de alguém que eu sempre quis ser. Alguém melhor. Mais seguro, mais tranqüilo, mais feliz e honesto com a vida.

Quero ser o seu super-herói, apesar de saber que sempre existem super-vilões por aí. Sei que todo super-herói tem seu ponto fraco e tenho muitos, mas isso é um segredo muito bem guardado.

Não vou negar que, no começo, fiquei com medo e inseguro. Hoje sei que, se depender de mim e com a ajuda de Deus, vou exercer minha paternidade com todas as forças que tenho. Forças do coração.

Parei de atravessar a rua igual um maluco sem olhar para os lados por sua causa. Penso que, agora, não posso arriscar minha vida à toa. Parece bobagem, mas é verdade.

Filho, é tão esquisito pensar em você o tempo todo. Sempre pensei na sua mamãe, afinal,  sou apaixonado por ela, mas ficar com a mente em uma criatura que ainda nem vi o rosto? É bem maluco!  Quem explica? Alguém entende o amor?

Dia desses fui ao banco. Quero fazer uma poupança pra você, pensando que, quando fizer 18 anos, vai poder tirar um carro zerinho ou investir na bolsa (o que eu aconselho muito).

Fico pensando em você mamando pela primeira vez, fazendo xixi, cocô, chorando, falando as primeiras sílabas, andando, correndo, fazendo bagunça na nossa casa com o Tov. Penso tanto no seu futuro… No que vai se tornar. Será um ator? Um advogado? Analista de sistemas? Quem vai ser a sua primeira namorada?

Sei que você não pode nascer ainda, mas a vontade é de te ver logo. A curiosidade é muito grande. Quero saber se vai puxar a boca da mãe ou os meus olhos. Como será seu cabelo? Tantas expectativas… Mas a maior é ser alguém com quem você SEMPRE possa contar. Quero ser um pai presente.

De presente, quero te dar o meu amor.

Benjamin, amo muito você!

Quero comemorar muitos dias dos pais com você e sua mamãe!

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02 de agosto

Semana dos papais

por hilan diener

Eles são como super-heróis aos olhos das crianças.  Papais nos deixam seguros, ajudam a cuidar da família,  nos colocam na garupa e assim nossos problemas vão embora. Aproveite as fotos e veja alguns papais com seus filhotes pelo mundo.

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