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03 de setembro

não tão forte assim

por luíza diener

hoje o benjamin completa 12 dias.

semana passada eu estava eufórica com o nascimento dele. com aquela sensação de que eu era indestrutível e que tinha nascido pra ser mãe. bem, não é que o sentimento tenha desaparecido, mas esta semana veio acompanhada de frustrações e lágrimas.
quando tentei fazer sozinha algumas coisas descobri que não sou tão capaz assim.

semana que vem meu marido volta das férias e acho que minha mãe também. por enquanto estou na casa do meu avô e como aqui tem empregada (lá em casa tem uma diarista de 1 vez por semana e olhe lá) e motorista, a coisa fica bem mais fácil: não preciso lavar, passar, cozinhar, sair pra comprar nada. eles fazem isso pra mim. um loosho.
aí ontem fiquei me imaginando como será voltar pra casa e passar o dia todo sem ninguém. por um lado acho ótimo (tenho uma mania terrível de gostar de ficar sozinha sempre). por outro, nem tanto. desde a gravidez tenho aprendido a depender um pouco mais das pessoas e entender que ninguém é uma ilha.

durante a noite não tenho acordado o marido pra aprender a me virar um pouco. durante o dia praticamente só dou de mamar.
mas algumas vezes tentei exercer umas tarefas mais complexas e me ferrei. ontem mesmo fui dar banho no benjamin sozinha de tudo (até então tinha sempre alguém por perto), enquanto o hilan descansava no sofá. decidi estrear a tal tummy tub.
parêntese: foi lindo ver minha sogra dando banho no benji na tummy tub. foi só ele entrar que já desmaiou lá dentro de tanto relaxamento. aí achei que fosse fácil facil.
eu peguei ele de um jeito todo descatembado e o bichinho engoliu tanta água (quer dizer, chá de picão) que abriu o maior berreiro.
nem com as agulhadas ele chorou tanto. daí pra frente foi um chororô sem fim. e eu ainda tinha que enxugar, passar pomada, colocar fralda, meia, body, calça, blablabla. tinha esquecido de deixar a toalha a postos e isso fez ele gritar de frio. mais frio ficou meu sangue e eu nem sei de onde tirei serenidade pra fazer tudo aquilo. chega saíram lágrimas dos olhos dele.

aí corri pra dar de mamar. ele parou o berreiro na hora, mas eu não. desabei. chorei, chorei, chorei, me sentindo a pior das pessoas. no meio da mamada o benjamin parava pra tossir, provavelmente o chá entalado. e eu me desentalava de tanto chorar.

sei que você pode estar aí pensando “normal. essas coisas acontecem. você não deve se culpar por isso”, mas acho que faz parte da escola da maternidade passar por certas frustrações. a gente não é perfeita e vai mesmo errar com nossos filhos. eu sei que poderia ser pior e tudo. mas isso é bom pra aprender que nossos filhos também virão a errar e não podemos cobrar tanto deles. afinal, ninguém é perfeito.

eu já me perdoei (acho) e sei que se não tivesse mantido a calma a coisa poderia ter sido pior.
mas ainda estou apreensiva de voltar à rotina da minha casa. continuo tentando me virar  por aqui, sabendo que posso errar mais agora, pois terei a quem correr.

enquanto todo o drama do benjamin se resolveu com um colinho ou uma mamada, a leoa aqui comete um pequeno deslize suficiente pra ficar totalmente abalada.
eu, que me considerava alguém extremamente forte e isenta de medos, descubro que minha maior fragilidade se encontra neste pequeno ser.

mais fotos no nosso flickr. clica aí:

flickr

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29 de julho

tradutor de choro de bebês

por hilan diener

O aplicativo Cry Translator (Tradutor de Choro, em português) para iPhone, celular com acesso à internet da Apple, tem o objetivo de facilitar que as mães identifiquem por que seus bebês choram.
Antonio Portugal Ramírez, pediatra espanhol, resolveu criar o programa depois de descobrir por meio de um estudo que os gemidos emitidos pelos bebês quando choram podem ser divididos em cinco categorias distintas.
Essas características são independentes do idioma falado em casa pela família.

Os gritos são sempre os mesmos para indicar fome, sono, cansaço, estresse e aborrecimento.
O recurso usa o microfone do telefone para gravar o choro, processa rapidamente o áudio e em poucos segundos exibe na tela o resultado da análise.

Olha aí ele em ação:

Especialistas temem que a tecnologia – que custa no Reino Unido 17,99 libras (R$ 52) – faça com que as mães deixem de confiar em sua experiência e instinto.

Siobhan Freegard, especialista do site Netmums voltado aos assuntos ligados às relações entre mães e filhos, disse ao site do jornal britânico The Sun, que o aplicativo deixa de lado uma característica importante.

- Aprender a interpretar o choro faz parte do processo de estabelecimento dos laços maternais e constitui uma base para a comunicação entre mãe e filho.

E vocês o que acham?

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21 de julho

Como acostumar o cachorro a chegada de um bebê?

por hilan diener

tov atrás das grades

Para acostumar um cachorro a chegada de um bebê, o melhor é começar socializando o seu novo filhote com o maior número de crianças possível. Peça para sobrinhos, filhos de vizinhos e crianças amigas para virem fazer uma visitinha para seu cachorro, principalmente até ele completar 6 meses de idade. Nunca deixe crianças e cachorros sozinhos, sem a supervisão de um adulto. Isso serve para proteger a integridade de ambos, crianças e cães. Ensine às crianças a serem gentis e ao cachorro a brincar sem morder ou pular. Evite brincadeiras muito brutas e se o “clima” entre as crianças e o cachorro ficar meio “estranho” pare a brincadeira imediatamente. É importante que seu cão relacione experiências prazerosas com a presença de crianças.

Quando o bebê estiver para chegar deixe que os cães participem desta felicidade, apresentando roupinhas e sapatinhos para eles cheirarem.

Assim que o bebê já puder ser apresentado oficialmente, deixe seu cachorro dar uma olhadinha e uma cheiradinha. Fale palavras carinhosas para o seu cão, num tom de voz bem doce e faça carinhos enquanto ele vê o bebê. Sempre que possível deixe o cachorro ficar deitado aos seus pés enquanto você cuida do bebê. O mais importante é não excluir o cachorro da vida do bebê e deixar que eles se conheçam com calma e em momentos de prazer.

O cachorro pode sofrer com a vinda de um bebê

É normal um bebê atrair boa parte das atenções que antes eram destinadas ao cão. Os cães frequentemente fazem a associação da perda de atenção e carinho com a chegada do recém-nascido e isso pode ser motivo de não gostarem da criança. Mesmo que não ocorra a associação, se o cão sentir que o interesse por ele diminuiu bruscamente, poderá ficar inseguro e ansioso e desenvolver algum problema de comportamento. Veja como agir diante de uma situação como essa, para tudo correr bem.

O ideal é começar a preparar o cão antes de o neném chegar

Procure prever as mudanças que ocorrerão com a chegada da criança e tente adaptar o cão a elas, gradativamente. Alterações radicais costumam ser as mais estressantes. Um animal social como o cão pode temer ser expulso por causa da chegada de um novo indivíduo no grupo, pois depende dos companheiros para sobreviver. Por isso, o cachorro costuma se manter muito atento, observando como os outros agem e como fica a situação dele à medida que novos fatos acontecem. Reduzir gradualmente a atenção, o carinho e o espaço físico é a melhor maneira de o cão se adaptar bem, porque lhe permite perceber que continua a ser amado por quem sempre cuidou dele e, portanto, a sua posição de membro do grupo continua garantida.

Espaço físico e atenção

Se o cão não vai poder entrar num quarto depois de o local ser ocupado pelo neném, é preferível pôr em prática a proibição algumas semanas antes. Evita-se assim a associação da presença do novo membro da família com a perda do espaço.

É quase impossível que, com a vinda do recém-nascido, o casal continue a dar ao cão a mesma atenção de antes. Para que essa aparente redução de interesse não seja associada ao bebê, acostume o cão a nem sempre receber atenção – procure ignorar algumas das tentativas dele para conseguir carinho. Assim, ele aprenderá a lidar com a frustração e ficará menos ansioso quando não conseguir obter carinho de alguém entretido com o neném.

Associe o bebê a coisas boas

Além de evitar as associações negativas, é possível estimular o cão a gostar do bebê mostrando como pode ser prazeroso e interessante ter um neném nas redondezas.

O cão terá todos os motivos para não apreciar a criança se perceber que, quando ela está por perto, o casal o ignora por completo e se somente receber atenção na ausência do bebê – cenas, aliás, bastante comuns. Pior é quando as pessoas que estão com a criança gritam com o cão para ele não chegar perto.

A idéia é fazer exatamente o oposto. Na presença da criança, sempre procure dar petiscos, carinho e atenção ao cão. Em pouco tempo, ele perceberá que essa proximidade significa coisas legais. Em vez de ficar enciumado, se entreterá com guloseimas ou com o que de bom acontecer e passará a gostar de ter o bebê por perto. Os agrados ao cão e os petiscos podem ser dados por uma pessoa, enquanto outra segura o bebê, sem problemas. O importante é algo agradável ocorrer sempre que o bebê estiver por perto.

Associar o cheiro da criança com coisas boas aumenta as chances de o cão, ao se encontrar com ela, considerá-la parte da “matilha” em vez de um estranho, negativo ou perigoso. Esfregue alguns panos no bebê e coloque-os em locais estratégicos, agradáveis para o cão, como embaixo do prato de comida dele e nos locais onde ele gosta de cochilar. Assim, enquanto come e dorme, o cão sente cheiro do neném.

Resumo das dicas

  1. Evite mudanças bruscas na vida de seu cão. Antecipe as mudanças e torne-os gradativas.
  2. Associe o neném com coisas interessantes para o cão. Dê-lhe petiscos e atenção quando estiver com o bebê no colo ou por perto.
  3. Coloque panos com o cheiro do neném embaixo do prato de comida de seu cão e nos locais onde ele gosta de dormir e relaxar.

via: http://www.caocidadao.com.br/

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23 de junho

entre a beleza e o medo

por luíza diener

estar grávida é uma coisa linda. é aquela conexão sua com o bebê e quando ele começa a mexer (passada a estranheza do primeiro momento) é um momento único. você se sente totalmente ligado àquela vidinha que se forma dentro de você. é um sentimento de plenitude, de realização, de força. ah, essa força! parece que você ganhou um sexto sentido que te move a tomar as atitudes acertadas ou necessárias para cada situação. claro que tudo depende se você dá ouvidos a ela ou não.
por mais que tente escrever, a sensação continua parecendo inexplicável.

por outro lado, de repente bate aquele medo: e se eu não der conta? se não der conta de acordar, de amamentar, de ser paciente, de tomar as decisões acertadas, de educar do jeito certo, de sustentar e todas aquelas dúvidas que passam na cabeça da mãe (e do pai).

falta tão pouco tempo – menos de 3 meses – e tudo passa tão rápido.
estou pouco me lixando pra enxoval e quartinho do bebê. eu quero é ter uma estrutura emocional no mínimo estável pra poder passar a segurança e dar o exemplo que meu filho precisa. ele vai aprender com minhas atitudes, não apenas com as minhas palavras.

apesar de todas essas questões que vão e vêm, a tal força me faz ter certeza de que eu sou capaz. de que meu filho está sendo feito sob medida pra família que ele já tem. que vamos sim dar conta de cuidar, sustentar e principalmente amar. porque se tem uma coisa da qual eu nunca duvido é do tamanho desse amor gigantesco que cresce a cada dia  junto com ele.

e só pra me sentir um pouco brega, deixo a música força estranha (que apesar de sempre rir ao lembrar do caetano caindo, mas achei oportuna):

eu vi um menino correndo
eu vi o tempo brincando ao redor
do caminho daquele menino,
eu pus os meus pés no riacho.
e acho que nunca os tirei.
o sol ainda brilha na estrada que eu nunca passei.
eu vi a mulher preparando outra pessoa
o tempo parou pra eu olhar para aquela barriga.
a vida é amiga da arte
é a parte que o sol me ensinou.
o sol que atravessa essa estrada que nunca passou.

por isso uma força me leva a cantar,
por isso essa força estranha no ar.
por isso é que eu canto, não posso parar.
por isso essa voz tamanha.

eu vi muitos cabelos brancos na fonte do artista
o tempo não pára no entanto ele nunca envelhece.
aquele que conhece o jogo, o jogo das coisas que são.
é o sol, é o tempo, é a estrada, é o pé e é o chão.
eu vi muitos homens brigando. ouvi seus gritos
estive no fundo de cada vontade encoberta,
e a coisa mais certa de todas as coisas.
não vale um caminho sob o sol.
e o sol sobre a estrada, é o sol sobre a estrada, é o sol.

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14 de maio

episiotomia, 23 semanas e o resto

por luíza diener

o que é episiotomia?
é uma incisão feita na parte inferior da vulva para aumentar-lhe o diâmetro e deixar passar a cabeça da criança no momento da expulsão. é efetuada pelo médico quase sempre com a ajuda de uma tesoura. corta-se ao mesmo tempo a parede vaginal e o músculo. a incisão pode ser mediana, entre a vulva e o ânus, ou médio-lateral, em direção à nádega. a episiotomia é realizada no momento de uma investida, quando a pressão da cabeça da criança provoca uma espécie de anestesia fisiológica, o que torna a intervenção quase indolor. quando se efetua antes da fase da expulsão, pode ser dada a anestesia local. a episiotomia é costurada após o delivramento (a expulsão da placenta). a costura é feita em três planos separados: vaginal, muscular e cutâneo. (quando o corpo consente, ed. martins fontes)

e aí que eu já me decidi em ter parto normal (melhor que seja natural). não tenho medo da dor do parto, de não dar conta ou qualquer coisa do tipo. acho que nascemos pra isso e nosso corpo consegue sim. mas estou simplesmente morrendo de medo de dar a louca na médica e ela me fazer a tal episiotomia (por mais que já tenhamos conversado sobre isso). ou, mesmo que não faça, to com medo de ficar naturalmente toda rasgada lá. minha vagina é muito preciosa, gente! prontofalei!

**

benjamin – que hoje completa 23 semanas – está bem. mexendo muito pela manhã e mais calminho no resto do dia. de vez em quando dá umas mexidas bem engraçadas, mas parece que está tudo nos conformes.
sexta que vem o veremos novamente na ultrassom. contando os dias!
a mamãe aqui também está ótima – exceto pelo fato de não conseguir ficar muito tempo sentada que já começa a doer na costela direita. a médica falou que é normal.
resultado: não consigo ficar nem meia hora assim que já tenho que ficar em pé ou deitar. por causa disso não tenho conseguido ficar muito tempo em frente ao computador, seja pra atualizar o blog, checar emails, responder comentários ou visitar outros blogs. mil desculpas a todos pela semi-ausência!

**

será que sou só eu que acho hiper invasivo colocar música na barriga pro bebê ouvir? será que a culpa é minha, por não gostar muito de escutar música?
perdões pra quem acha isso legal, mas meu filho já vai ouvir tanto barulho na vida externa que prefiro deixar ele quietinho pelos próximos meses.

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hora de render-se às calças para gestantes.
o problema não é a coxa nem a bunda. é a pança que não cabe mesmo. toda vez que senta, enche o saco.
mas experimentei umas que couberam e até que ficam bonitas, quando não aparece aquele elástico da barriga. oi, me vê duas dessa jeans?

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ótimo fim de semana a todos!

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22 de abril

o nome da rosa (azul)

por luíza diener

quem quiser saber o nome que decidimos de uma vez, pule pra o final.
quem quiser acompanhar toda a novela, leia o texto abaixo:

me dá um medo muito grande de escolher um nome pro meu filho.
afinal, nome é pra vida toda (normalmente).
acredito por tudo que o nome influencia na personalidade de uma pessoa. levo tão ao pé da letra que juro de pé junto que se meu nome fosse com S, ao invés de Z, eu teria um temperamento totalmente diferente.
meu plano inicial ao escolher um nome era que fosse descomplicado, fácil de pronunciar e de escrever, com um significado marcante, não muito popular e que (obviamente) não gerasse nenhum tipo de duplo significado ou piadinhas com conotações maliciosas.

há uns 10 anos, nessas listinhas que a gente faz quando adolescente, eu havia eleito os nomes tomás e martim como os futuros nomes de meus filhos, caso viessem a ser homens.
confesso que até hoje sou fã deles, mas desisti destes e de outros por alguns motivos que explicarei adiante:

tomás daria pra fazer duas piadas horrorosas: tomás no c%* ou tomás turbando.
eliminado imediatamente.
então pensei em tadeu. achei ótimo até virem com a próxima piada: tadeu tá dando.
out!
tomé eu gosto, mas parece que não bate, sabe?
a mesma coisa com joão. é lindo, é simples (apesar de comum ao extremo), mas parece que vai.
martim nunca foi totalmente descartado da minha lista, mas também não acho que seja um nome forte o suficiente para um homem (com respeito a todos os martins). o significado até é simbólico: guerreiro, ou qualquer coisa parecida. mas faz referência a marte e achei isso meio extraterrestre. e parece no diminutivo, eterno apelido de criança. é um nome sonoramente lindo, mas não consigo achar que seja forte o bastante.
vicente significa aquele que vence. é um nome simples, imponente, fácil de escrever, não gera ambigüidades de piadas e nem de escrita (do tipo vycenth. no máximo vincent). acho lindo. poderiam fazer piada com meu sobrenome pires (explico em outra ocasião), mas nada demais.
pesando na lista de pré-requisitos, esse era meu predileto. mas o marido não gosta: trabalhou com um cara com o mesmo nome e pegou abuso. e eu entendo ele com-ple-ta-mente por causa disso. aliás, vicente será o nome do filho da débora. tá de parabéns! você tem um excelente bom gosto! ehehhe!
então que tal matias? acho demais! mas ainda não sei não.
bento é lindo. tem aquela coisa do papa e do chico bento, mas eu gosto. mas não o suficiente.
aí o marido sugeriu benetido. significado esplêndido, assim como bento, mas sabe quando não é ainda?
bernardo eu já gostei e desgostei várias vezes (aqui mesmo já falei sobre isso), mas só de imaginar o tanto que o nome dele vai variar de acordo com as regiões desse enorme país, cheguei a sentir calafrios com algumas formas de pronúncia e ele foi descartado também.

sem contar que o marido nunca apaixona por nenhum nome que eu sugiro.

exceto por benjamin.
há alguns anos venho namorando esse nome, mas nunca dei a chance de ele entrar pro topo da lista por causa do vicente.
confesso que gosto do benjamin por influência judaica, lá da torá, vinda do filho caçula de jacó.
amo a língua hebraica (até outros nomes acima com a mesma origem) e adoro a sonoridade: parece mel escorrendo ou chocolate derretendo na boca.

do hebraico, benjamin vem de ben-yamin que significa literalmente filho (ben) da direita (yamin) ou, romanceando, filho da minha mão direita (ou da minha sorte), considerando o lado direito como o lado do bem.
terminando com a letra m, benjamim, ele já ganha outro sentido, que seria mais ou menos filho dos dias, ou filho da velhice o que, definitivamente, não vem ao caso.
acho lindo, tem um significado que eu gosto muito e o mais importante: eu totalmente me imagino carregando um benjamin no colo ou chamando por ele quando crescer.
eu o considero tanto de criança quanto de adulto (até mesmo de vovô). parece que preenche o ciclo da vida por inteiro.

aí quando o filho da gisele bünchen nasceu, eu dei chilique, quase tive um colapso e já pensei: “pronto! daqui pra frente todos os meninos vão se chamar benjamin também”.
mas acho exagero da minha parte e acho uma inveja da parte da gisele porque ela sabe que meu filho vai ser um milhão de vezes mais bonito que o dela. ninguém mandou roubar meu nome.

especialmente porque não tem como dar um nome totalmente único (exceto aquelas misturas loucas de nome de pai com mãe).
no google já achei vários benjamins dieners, mas pelo visto são quase todos alemães.
talvez ele seja o único no brasil. já tá bom demais, né?

e sim, algumas piadas já surgiram (e sempre surgirão): beija-mim (clássica), benjamin button (ou franklin) ou, segundo o meu marido, vão dizer que é aquele T da tomada. na verdade, acho que a piada não colaria muito por aqui, visto que em brasília a gente (ou pelo menos eu) costuma chamar só de T mesmo. mas até aí, não são piadas ofensivas ou de conotação sexual.

piadas sempre existirão.

a verdade é que eu estou apaixonada pelo nome e ficou tão difícil pensar em outro que ontem acabamos por decidir este nome para nosso guri.

é oficial: seu nome será BENJAMIN!

ilustração de ramon faria

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22 de fevereiro

Cinco mitos sobre a paternidade

por hilan diener

Mitos e verdades

Se você é como a maioria dos pais de primeira viagem, deve estar com algumas idéias na cabeça um tanto equivocadas sobre o significado da paternidade. Esses conceitos são baseados em experiências com seu próprio pai e em atitudes que você acredita serem esperadas pela sociedade. Infelizmente, há poucos recursos disponíveis para ajudar os homens a processar tais assuntos ou para colocar tantos mitos em xeque. Mesmo assim, quanto mais você examinar e buscar entender suas expectativas sobre a paternidade, mais chances terá de se tornar o pai que deseja.

Talvez o maior dos mitos seja o de que há apenas uma definição do que é ser um “bom pai”. A questão é que a paternidade não é nenhuma entidade imutável. Você tem o poder de fazer dela o que quiser para atender às suas necessidades, assim como as da sua família. E o melhor de tudo é que tem tempo para isso. Da gestação aos primeiros anos de uma criança, os homens mudam e desenvolvem uma identidade única como pais. Veja a seguir outros cinco mitos sobre a paternidade e a verdade escondida por trás deles.

Mito 1: Só os sentimentos da gestante é que contam

As incríveis mudanças no corpo de sua parceira durante a gravidez e os preparativos para o parto podem fazer com que se acredite que somente os sentimentos dela importam neste momento. A preocupação com o bem-estar físico e mental da mulher na gravidez é importante, assim como depois que o bebê nascer, o que não quer dizer que os sentimentos do pai não sejam também.

É mais fácil para um futuro papai falar todo animado sobre os aspectos positivos das mudanças que vêm pela frente. Bem mais complicado é dar voz à inevitável sensação de temor e apreensão. Será que vou desmaiar na hora do parto? Será que vai haver alguma complicação? Será que nosso relacionamento vai mudar? Será que a chegada de um filho não vai atrapalhar minha carreira?

É importante que sua parceira saiba dos seus receios. Muitos pais não compartilham medos sobre a gravidez e a chegara do bebê com as mulheres para poupá-las de mais preocupação. A verdade é que a maior parte das mulheres quer esse tipo de interação. Conversas sinceras e abertas só vão aproximar vocês dois.

Não deixe também de conversar com amigos que estejam passando ou já tenham passado pela experiência.

Mito 2: Recém-nascidos não precisam dos pais

A forte ligação entre sua parceira e o bebê, especialmente se ele estiver mamando no peito, poderá deixar você se questionando se afinal de contas vai servir para alguma coisa. Saiba que sim. Você é uma pessoa importante na vida do neném e traz conforto e segurança a ele. Para criar um vínculo especial com seu filho, segure-o no colo, nine-o, converse com ele ou cante uma música — só espere para fazer isso depois das mamadas, assim a atenção dele será total. Além de ter momentos especiais com o bebê, você também estará ajudando a dar um tempo para sua parceira descansar e recuperar as energias depois de amamentar.

Você pode ajudar a alimentar o bebê se sua parceira ordenhar o leite para colocar em uma mamadeira ou copinho, ou se vocês, junto com o pediatra, tiverem decidido complementar a alimentação com fórmula láctea.

Mito 3: Homens não sabem cuidar de bebês

Esta é uma grande mentira que impede pais de terem uma relação próxima com os bebês e causam ansiedade nas mães, que temem que os homens não sejam capazes de lidar com recém-nascidos. No mundo de hoje não faltam exemplos de homens que cuidam de bebês sozinhos. Pais e mães aprendem a atuar como tal no dia-a-dia, pela vivência e pelo contato com as crianças. Se dedicar tempo para seu filho, você naturalmente aprenderá a reconhecer as necessidades dele.

Mito 4: Homens que se dedicam aos filhos não estão bem na carreira

Muitos homens cresceram com o conceito de que seu valor era basicamente medido pelo trabalho. Mas essa verdade, que já foi absoluta, começa a mudar, e alguns homens estão trocando as conquistas profissionais por mais tempo com a família, por enxergar aí a fonte de sua satisfação pessoal, e não porque simplesmente suas carreiras já não iam bem mesmo. Hoje em dia, mais homens do que nunca sentem que ser bons pais é uma conquista significativa por si.

Mito 5: Você está destinado a ser um pai igual ao que teve

Seu próprio pai vai adquirir novos significados quando você se tornar pai. É natural pensar em sua história e acreditar que, por bem ou por mal, seguirá os passos do seu pai. Mas não tem que ser assim. Seu pai é uma das influências sobre o tipo de pai que você será, porém não a única. Pense em todas as pessoas que afetaram sua vida ao longo do tempo, de professores a amigos, tios e irmãos, e crie sua própria identidade paterna.

Basta ver como cada lugar do mundo encara a paternidade de uma forma diferente. Em algumas culturas africanas, por exemplo, “pai” é na verdade um grupo de homens, não um indivíduo. A paternidade é socialmente construída, baseada nas necessidades dos integrantes de um determinado local, em um determinado momento histórico. Foi assim com nossos pais. Para eles, ser bom pai era, acima de tudo, ser bom provedor e não deixar faltar casa, comida e educação para os filhos. Os homens agiam conforme o que parecia ser melhor dadas as demandas sociais e familiares da época.

Você também fará esse tipo de escolha. Procure enxergar a paternidade como um papel a ser desempenhado diariamente, conforme você explora as possibilidades da vida. Pegue as experiências positivas de sua própria família e acrescente novas por conta própria.

Como questionar os mitos da paternidade

1. Reflita sobre como a paternidade está afetando você. Compartilhe impressões com sua parceira e amigos que estão na mesma situação.

2. Pegue, acarinhe, nine e conforte seu recém-nascido desde a hora em que ele nascer.

3. Aprenda a trocar fraldas, dar banhos, alimentar seu filho e ser parte da rotina dele.

4. Pense nas concessões profissionais que está disposto a fazer para ter mais tempo para seu filho. Isso é algo que leva tempo.

5. Aproveite as boas qualidades do seu próprio pai, de professores, amigos e parentes para se espelhar e criar sua identidade paterna. Qualquer pessoa que teve um impacto positivo na sua vida pode ser um modelo a seguir.

Por Bruce Linton via BABY CENTER BRASIL

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01 de fevereiro

Eu quero atenção! Bebê vs Papai

por hilan diener

head_paterno

Aquela história de que quando os filhos chegam o relacionamento muda agora é comprovada em pesquisa. Um estudo realizado durante oito anos por pesquisadores das Universidades de Denver e do Texas, nos Estados Unidos, com 218 casais mostrou que 90% deles sentiram uma queda na satisfação conjugal após o nascimento do primeiro filho.

Uma dos estresses no casamento com a chegada de um bebê, principalmente no primeiro ano, é a falta de tempo que a mulher tem com o marido ( falta de sexo) Por isso, é fundamental criar momentos a sós para o casal, como sair para jantar, ir ao cinema, teatro. “No entanto, para a mulher, nos primeiros meses com o bebê em casa, sair, mesmo que por uma horinha, pode ser motivo de grande ansiedade”, diz a especialista.

É a hora de o marido compreender e aguardar um pouco mais (falar é fácil né?) Logo, a mãe já estará mais confiante com a rotina do bebê e com os horários da amamentação. Outro ponto importante é ter alguém de confiança (leia-se a avó) dos pais para ficar com a criança. Dessa forma, as pequenas saídas só tendem a ser produtivas.

Participe

Eu queria muito saber qual foi a experiência dos homens que acompanham o blog em relação a isso? E aí como se viraram? COMENTEM!

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22 de dezembro

tensão pré-maternal

por luíza diener

cansada toys

sobrinha na cidade e uma tia louca por crianças. no que poderia dar?
nesses últimos dias fui tia full time da aurora: brincamos de princesa e príncipe, sereia, doente, mamãe e filhinha, mind games, bonequinhos e isso nem foi  tudo o que ela tinha direito.

mas ontem confesso: fiquei es-go-ta-da.
gente, do céu! criança exige atenção 24 horas (até porque mães devem perder o encanto do sono pesado pra sempre, mesmo depois que os filhos crescem)!

aí fico pensando como deve ser isso todo o dia: aquela rotina de acordar cedo, dar de comer, hora pra isso, hora praquilo, soneca da tarde, acorda, brinca, estuda, janta, toma banho, escova os dentes, conta uma história, dorme.

sempre disse que queria ter 3 ou 4 filhos e sempre me disseram: espera só até você ter o primeiro que vai mudar de ideia.
vocês estavam errados: estou pensando em mudar de ideia desde já ;)

Categorias: aurora, enquanto o bebê não vem, questões Topo
21 de outubro

assuntos em dia

por luíza diener

e daí que pra fazer jus a este post eu teria que escrever pelo menos 35 post nos próximos dias, o que me daria uma média de 3 a 4 diários até o fim do mês (acreditem, eu fiz as contas).

e daí que ninguém (principalmente eu) iria agüentar.

mas pretendo voltar com a coisa toda aqui, assunto que será tratado ao longo deste subdividido post.

prossigamos, então.

as blogueiras se reúnem

havia anos que não fazia uma coisa dessas: participei do encontro das blogueiras de brasília. pra falar a verdade, só conhecia uma pessoalmente (lia), duas eu acompanhava o blog (paloma e thaty) e as outras vim a conhecer lá (glau, day e téia).
foi uma delícia em todos os sentidos, especialmente pela presença das ilustres criaturinhas ciça (filha da paloma), alice (da thaty) e emília, ainda in feto (da lia).
obviamente no fim das contas meu marido saiu de lá absurdamente encantado e pedindo: vamos ter uma filhotinha?.
primeiro ponto pra derreter o coração gelado.

encontro blogs

livros e mais livros

como alguns devem saber, há alguns meses estou trabalhando em uma loja que, dentre tantas outras coisas, também é uma livraria.
claro que isso é assunto pra outro post, mas uma das maravilhosidades disso tudo tem sido eu poder ler livros e mais livros. especialmente os infantis.
comecei a ler desventuras em série[bb] que, apesar de extremamente trágico, é bastante rico no vocabulário mas deve deixar as crianças um tanto quanto mórbidas.
infelizmente tive que parar no livro 2 – a sala dos répteis[bb] – visto que o 3 e o 4 não estão na loja.

outro muito bom que li hoje e recomendo tanto aos adultos quanto às crianças maiores é a maldição da moleira[bb]. apesar da pergunta pertinente de uma garotinha que foi a loja à semana passada, querendo saber se é um livro ruim por conter a palavra maldição, de maldito ele não tem nada e é muito bem humorado.
me rendeu por volta de uma hora de entretenimento e muitas risadas (mas prometo que também trabalho muito, tá?).

maldição da moleira

(mais um ponto. ambos os livros têm bebês extremamente fofos e cativantes).

daquele desejo latente que se esconde mas não se apaga

e a gente vê que por maiores que sejam nossos medos e deslumbres da vida, maiores mesmos são os nossos sonhos.
e o meu maior sempre foi o de ter uma família.
começou a concretizar-se efetivamente quando me casei e sei que não vai completar-se depois do meu primeiro filho (espero que venham mais). mas eu preciso disso pra constituir uma família, certo?
senão vira só casal.
e se antes eu só queria ter uma menina dos cabelos pretos e lisos e olhos preferencialmente castanhos (desculpa, mas esse sonho pra mim seria meio impossível de acontecer), agora o que vier tá bom: menino, menina, cabelo liso, enrolado, cabelo preto, loiro e até mesmo olhos azuis (juro! morria de pavor de ter um menino de olhos azuis, cabelo loiro e enroladinho. tipo um anjinho, sabe?).
só sei que quero levar o sonho adiante.
sem planejar tanto, porque eu acho que isso só traz mais ansiedade e eu acho que as minhas de hoje em dia já me bastam.
tentar sem pirar se não conseguir logo ou pirar por ter conseguido tão rápido.
não ficar neurótica pra ter filho tão cedo nem tão tarde.

ao deixar a coisa fluir e ponto.
muitos pontos.

pha107000034

ps: sempre amei essa foto.

pode parecer brega mas anos atrás a imprimi e se antes ficava no meu espelho, quando ainda morava com minha mãe, hoje fica em um porta retratos, na sala.

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