27 de setembro

as coisas ridículas que fazemos por amor

por luíza diener

amor

sempre que abro meu facebook, mais cedo ou mais tarde me deparo com fotos de bebês. geralmente são as mães (algumas vezes os pais) narrando coisas aparentemente cotidianas de seus filhos: comendo, sentado, rolando, engatinhando ou dando seus primeiros passos.
antigamente achava fofo, mas um pouco exagerado isso de ficar floodando a timeline dos outros com bebês fazendo suas bebezices. porque, né?, é fofo mas nada demais.

até me tornar mãe. aí de repente eu – por mais que me policiasse ao máximo – me tornei uma dessas. talvez não tanto no facebook, mas muito aqui no blog. começou com o tal do desenvolvimento mensal e nunca mais parou. toda vez que meu bebê começava com algo novo eu queria registrar (para não esquecer) e contar aos outros (para compartilhar minha alegria) e finalmente entendi: não importa o quão banal isso seja para um adulto ou criança maior, não importa se todos os bebês daquela idade já fazem aquilo. quando chega a vez dos nossos, o coração enche de orgulho e parece que vai transbordar, explodir e chegar até as estrelas!

foi assim quando benjamin deu sua primeira gargalhada ou quando sentou pela primeira vez. foi assim quando sansa começou a comer sem fechar a boca ou quando aprendeu a se arrastar.
foi recentemente quando benjamin foi à escola pela primeira vez e agora que sansa começou a dar seus primeiros passinhos (yay!). eu rio, me emociono, quero contar pra todo mundo e já não ligo se eu parecer ridícula, porque o amor é assim mesmo, meio cafona, mas lindo de morrer.

aí lembro de quando eu era pré adolescente e me sentia a menina mais feia do mundo (eu era esquisitinha, gente, de verdade mesmo), mas minha mãe me achava linda, dizia que eu ia crescer e virar uma mulher muito bonita. eu custei muitos anos a acreditar, até encontrar um certo rapaz que me convenceu completamente disso (e eu acabei casando com ele. ehehehhe).
ou quando eu passei no vestibular e ela fazia questão de contar pra absolutamente todas as pessoas que encontrava na frente – inclusive, e especialmente, as desconhecidas – e ressaltar o quanto eu era inteligente e dedicada. adolescente de 17 anos, pensem: “aiii mããããe, que micoooo!!!” com vontade de enfiar minha cara num buraco debaixo da terra e nunca mais sair de lá.

piorou quando eu tive filhos e ela passou a se gabar da filha and dos netos: “ela parece ser novinha mas é uma mãezona. ela cuida, se dedica e educa muito bem os filhos”. só que daí eu me toquei de uma coisa. quando ela começou a falar de mim and dos netos, o botão mudou e eu comecei a endossar o discurso dela, falando inclusive aos desconhecidos: “é que eu tive a quem puxar. minha mãe criou eu e minhas irmãs praticamente sozinha. ela é super criativa, sempre nos ajudou nas tarefas de casa e estudava pras provas com a gente, ela é meu grande exemplo e blá blá blá blá…”.
talvez a pessoa que nos escutava pensou “eu, ein, duas loucas! vou sair de fininho e elas nem vão perceber”. mas a verdade é que eu não estou mais nem aí pro que os outros pensam, a não ser que esses outros sejam as pessoas que eu amo – nesse caso específico, meus filhos e minha mãe. por eles eu não sinto constrangimento algum; pelo contrário, faço questão de falar pra quem quiser ouvir. logo eles também sentirão vontade de enterrar suas respectivas cabeças e eu vou achar ainda mais fofo: “olha, que bonitinho! tá com vergonha da mamãe!” porque sei que no momento certo eles entenderão, de fato, as coisas ridículas que fazemos por amor – e que tudo o que fazemos é por amor: não existe certo ou errado.

* * *

esse post faz parte da ação #AmoComoVocêAma, um movimento de Comfort para mostrar que não importa as falhas e defeitos de nossas mães; a gente ama o jeito que elas nos amam.
também apoiam essa causa as mães Shirley (www.macetesdemae.com), Camila, Mariana e Patrícia (www.mundoovo.com.br).

faça parte do nosso movimento e mostre que você também se orgulha das pequenas coisas que sua mãe fazia ou ainda faz pelos filhos. conte uma história marcante usando #AmoComoVocêAma nas redes sociais, compartilhe esse texto ou homenageie sua mãe clicando aqui: www.amocomovoceama.com.br

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categorias: amor, publicidade

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2 Comments »

  1. Lu, aquele casal que foi morar no mato, que possuem um blog cuja leitura você recomendou (http://notasobreumaescolha.wordpress.com/), voltou para a cidade com os filhos. Fiquei triste por eles… mas, não perdi a esperança de ir um dia pro mato também.

    Comentário by Sandra Terto — setembro 29, 2014 @ 12:14 am

  2. L-I-N-D-O!!!!!! Amo seu blog!!!

    Comentário by Elisa — setembro 29, 2014 @ 9:35 am

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