02 de outubro

criando memórias

por luíza diener

amo como você ama

minha infância foi muito rica. lembro de detalhes marcantes como os lugares para onde viajamos nas férias ano após ano, o cheiro do quintal de casa ou onde ficavam os interruptores do nosso antigo apartamento.
também tenho lembranças marcantes dos meus pais, especialmente da minha mãe, com quem eu passava a maior parte do tempo: ela sacudindo o cabelo molhado após o banho e depois enrolando-o com uma toalha, como se fosse um turbante; meu pai brincando de ataque de cócegas ou tocando violão para a gente; o cheiro da cera que mamãe usava para se depilar ou da maquiagem que ela insistia em guardar, por mais que estivesse vencida.

fico me perguntando qual tipo de memória meus filhos terão de nós, e mais: volta e meia me pego fazendo coisas e pensando “será que o benjamin vai se lembrar disso?”. ele está bem em uma idade que eu já guardo uns lapsos da minha primeira infância. por exemplo, lembro do meu aniversário de 4 anos na garagem de casa, acompanhada de dois amiguinhos (anelô e johny. não me esqueço deles). será que benjoca se lembrará do seu, de pônei pirata, ou da sua primeira professora do jardim de infância?
se lembrará das panquecas que comemos aos sábados ou do sabor do bolo de cenoura que eu faço e ele tanto gosta?
ou pior, será que se recordará de algum dia em que estive muito brava e gritei com ele? porque na minha cabeça eu lembro dos meus pais como seres extremamente pacientes, apesar de falar para meus amiguinhos que minha mãe era muito brava.

às vezes penso que sou uma criadora das memórias dos meus filhos. tolinha.. eu e essa minha mania de querer controlar o que não está ao meu alcance!
por mais que eu mirabole tantas coisas, sei que isso não cabe a mim. claro que posso me esforçar para ser a melhor mãe que consigo, mas não dá para fingir ser alguém que não sou.
benjamin, constança e quem mais vier se lembrarão de mim da maneira peculiar como cada um deles me vê, não do jeito como me enxergo.
baseada nas minhas próprias memórias e, se tiverem a mesma sorte que eu, torço para que sejam de coisas tão doces, lindas e fantásticas como as que eu tive!

* * *

esse post faz parte da ação #AmoComoVocêAma, um movimento de Comfort para mostrar que não importa as falhas e defeitos de nossas mães; a gente ama o jeito que elas nos amam.
também apoiam essa causa as mães Shirley (www.macetesdemae.com), Camila, Mariana e Patrícia (www.mundoovo.com.br).

que tal contar para a sua mãe suas pequenas lembranças de infância com ela e que fazem parte de uma linda memória? escreva nas redes sociais usando #AmoComoVocêAma, compartilhe esse texto ou homenageie sua mãe clicando aqui: www.amocomovoceama.com.br

selo matrioska

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categorias: Tags:, criança, psicologia autodidata introspectiva, publicidade

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3 Comments »

  1. Caramba! Estava olhando pra minha filha hoje e pensando exatamente a mesma coisa!

    Comentário by Ariane — outubro 2, 2014 @ 3:34 pm

  2. Uma lindas lembranças que tenho era quando ela sacudia aqueles lençóis limpinhos e cheirosos, eu me atirava por baixo._Nina Cecília Gonçalves

    Comentário by Nina Cecilia Muccillo — outubro 7, 2014 @ 5:19 pm

  3. AAAMMMMEEEEIII, e viajei no túnel do tempo com você, filhota querida !
    Beijinhos da Mamy

    Comentário by Daisy — outubro 15, 2014 @ 10:42 am

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