21 de julho

Como acostumar o cachorro à chegada de um bebê?

por hilan diener

tov atrás das grades

Para acostumar um cachorro a chegada de um bebê, o melhor é começar socializando o seu novo filhote com o maior número de crianças possível. Peça para sobrinhos, filhos de vizinhos e crianças amigas para virem fazer uma visitinha para seu cachorro, principalmente até ele completar 6 meses de idade. Nunca deixe crianças e cachorros sozinhos, sem a supervisão de um adulto. Isso serve para proteger a integridade de ambos, crianças e cães. Ensine às crianças a serem gentis e ao cachorro a brincar sem morder ou pular. Evite brincadeiras muito brutas e se o “clima” entre as crianças e o cachorro ficar meio “estranho” pare a brincadeira imediatamente. É importante que seu cão relacione experiências prazerosas com a presença de crianças.

Quando o bebê estiver para chegar deixe que os cães participem desta felicidade, apresentando roupinhas e sapatinhos para eles cheirarem.

Assim que o bebê já puder ser apresentado oficialmente, deixe seu cachorro dar uma olhadinha e uma cheiradinha. Fale palavras carinhosas para o seu cão, num tom de voz bem doce e faça carinhos enquanto ele vê o bebê. Sempre que possível deixe o cachorro ficar deitado aos seus pés enquanto você cuida do bebê. O mais importante é não excluir o cachorro da vida do bebê e deixar que eles se conheçam com calma e em momentos de prazer.

O cachorro pode sofrer com a vinda de um bebê

É normal um bebê atrair boa parte das atenções que antes eram destinadas ao cão. Os cães frequentemente fazem a associação da perda de atenção e carinho com a chegada do recém-nascido e isso pode ser motivo de não gostarem da criança. Mesmo que não ocorra a associação, se o cão sentir que o interesse por ele diminuiu bruscamente, poderá ficar inseguro e ansioso e desenvolver algum problema de comportamento. Veja como agir diante de uma situação como essa, para tudo correr bem.

O ideal é começar a preparar o cão antes de o neném chegar

Procure prever as mudanças que ocorrerão com a chegada da criança e tente adaptar o cão a elas, gradativamente. Alterações radicais costumam ser as mais estressantes. Um animal social como o cão pode temer ser expulso por causa da chegada de um novo indivíduo no grupo, pois depende dos companheiros para sobreviver. Por isso, o cachorro costuma se manter muito atento, observando como os outros agem e como fica a situação dele à medida que novos fatos acontecem. Reduzir gradualmente a atenção, o carinho e o espaço físico é a melhor maneira de o cão se adaptar bem, porque lhe permite perceber que continua a ser amado por quem sempre cuidou dele e, portanto, a sua posição de membro do grupo continua garantida.

Espaço físico e atenção

Se o cão não vai poder entrar num quarto depois de o local ser ocupado pelo neném, é preferível pôr em prática a proibição algumas semanas antes. Evita-se assim a associação da presença do novo membro da família com a perda do espaço.

É quase impossível que, com a vinda do recém-nascido, o casal continue a dar ao cão a mesma atenção de antes. Para que essa aparente redução de interesse não seja associada ao bebê, acostume o cão a nem sempre receber atenção – procure ignorar algumas das tentativas dele para conseguir carinho. Assim, ele aprenderá a lidar com a frustração e ficará menos ansioso quando não conseguir obter carinho de alguém entretido com o neném.

Associe o bebê a coisas boas

Além de evitar as associações negativas, é possível estimular o cão a gostar do bebê mostrando como pode ser prazeroso e interessante ter um neném nas redondezas.

O cão terá todos os motivos para não apreciar a criança se perceber que, quando ela está por perto, o casal o ignora por completo e se somente receber atenção na ausência do bebê – cenas, aliás, bastante comuns. Pior é quando as pessoas que estão com a criança gritam com o cão para ele não chegar perto.

A idéia é fazer exatamente o oposto. Na presença da criança, sempre procure dar petiscos, carinho e atenção ao cão. Em pouco tempo, ele perceberá que essa proximidade significa coisas legais. Em vez de ficar enciumado, se entreterá com guloseimas ou com o que de bom acontecer e passará a gostar de ter o bebê por perto. Os agrados ao cão e os petiscos podem ser dados por uma pessoa, enquanto outra segura o bebê, sem problemas. O importante é algo agradável ocorrer sempre que o bebê estiver por perto.

Associar o cheiro da criança com coisas boas aumenta as chances de o cão, ao se encontrar com ela, considerá-la parte da “matilha” em vez de um estranho, negativo ou perigoso. Esfregue alguns panos no bebê e coloque-os em locais estratégicos, agradáveis para o cão, como embaixo do prato de comida dele e nos locais onde ele gosta de cochilar. Assim, enquanto come e dorme, o cão sente cheiro do neném.

Resumo das dicas

  1. Evite mudanças bruscas na vida de seu cão. Antecipe as mudanças e torne-os gradativas.
  2. Associe o neném com coisas interessantes para o cão. Dê-lhe petiscos e atenção quando estiver com o bebê no colo ou por perto.
  3. Coloque panos com o cheiro do neném embaixo do prato de comida de seu cão e nos locais onde ele gosta de dormir e relaxar.

via: http://www.caocidadao.com.br/

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8 Comentários »

  1. Aqui aconteceu o mesmo. Já tínhamos a Lola antes do bebê. Na verdade, ELA era o nosso bebê.
    Quando eu estava grávida, passeava pela casa segurando um boneco, pra ela ir se acostumando. Depois do parto, meu marido trouxe um cobertor do Ulisses pra Lola se acostumar com o cheiro. Quando viemos pra casa, foi meu marido que segurou o bebê e eu fui brincar com a Lola. No primeiro dia ela estava muito curiosa, e nós deixamos ela ver, cheirar, lamber pé… No começo ela chorava junto quando ele chorava. Depois ela foi ficando mais tranquila.
    Ela sempre dormiu na nossa cama, com a gente, e acho que uma coisa legal que fizemos foi não tirar ela de lá, pois tínhamos decidido tb que o Ulisses dormiria no quarto dele desde o primeiro dia em casa.
    Agora que o bebê tem oito meses, os dois se divertem muito juntos. Ele A-MA a Lola e qualquer outro cachorro. As primeiras gargalhadas que ele ele deu foram por causa dela (quando ela abanava o rabo ou corria atrás da bolinha).
    E eu estou usando a Lola pra estimular o Ulisses a engatinhar. Ele quer muito ir atrás dela. Eu só cuido pra que ele não a machuque, pq ele não tem noção da força…
    Enfim, acredito que é muito bom a criança crescer com um animal de estimação!!
    Espero que dê tudo certo também entre o Ben e o Tov, e que eles sejam grandes amigos!

    Comentário by Giovanna — julho 21, 2010 @ 8:52 pm

  2. Lulu, querida, você, além de ótima adestradora, é uma excelente psicóloga de cães. Parabéns pelo post.
    Beijinhos da Mamy Daisy

    Comentário by Daisy Dias Ribeiro — julho 21, 2010 @ 9:44 pm

  3. aqui em casa optamos por deixar a Tutu nossa Whippet, com total acesso a tudo do baby… eu amamentava e ela ficava no quarto dele junto, moramos em apto então ela é cachorro de "dentro de casa", dorme na nossa cama e continuou dormindo, a vida dela continuou igual, mas com a diferença de ter um pouco menos de atenção porque a gente tinha e tem até hoje como prioridade nosso filho. Mas ela continua tendo muita atenção. Minha dica maior para vcs, é se seu cachorro sofre com barulhos de fogos, em ocasiões como copa do mundo, reveillon, final de campeonato, festa de s. joão converse com seu vet sobre um calmante, porque cachorro nervoso com barulho e criança junto não dá certo, a nossa Tutu atacou nosso filho numa situ dessa e foi horrível. Totalmente improvável. Agora ficamos com o calmante dela a postos para qualquer ocasião com fogos, não sabíamos disso até acontecer… vai dar tudo certo e eles serão grandes amigos… bjs

    Comentário by fernanda — julho 22, 2010 @ 2:42 am

  4. Tinha dois filhos peludos (schnauzer) antes do Isaac nascer.
    Fiz questão de, logo que soube da gravidez, ir situando os dois ao que poderia ser modificado ou não.
    Iron Maiden, o macho, ficou um pouco mais distante e mega curioso, mas foi tranquilo. Agora ele sofre um pouco porque desde que pequeno começou a andar quer apertar e abraçar.
    Keith Richards, a fêmea, virou praticamente mãe do Isaac, o "defende" das visitas, não descuida. Tem penado um pouco com as sessões de abraços, mas tudo tranquilo.
    Estamos limitando o contato e os carinhos são sempre supervisionados. Se algo foge do controle, como um tapinha ou uma rosnada, vai todo mundo pro castigo. Caninos e humanos.
    Mas sempre deixei claro que somos todos FAMÍLIA e que cada uma tem seu espaço.
    Engraçado?
    Ultimamente lugar preferido do filhote é a cama dos cachorros.
    kkkkk
    Bjocas

    Comentário by carol garcia — julho 22, 2010 @ 8:36 am

  5. Sabe que minha poodle só gosta da Luísa porque ela mesma (a Luísa) insistiu muito pra isso e cansou a cachorra!!
    Porque fã mesmo da minha filha, a cadelinha nénão!!!
    beijo
    Fe

    Comentário by Fernanda — julho 22, 2010 @ 2:59 pm

  6. Adorei as dicas, e parabéns pelo blog, seus artigos são exelente. Bjs!

    Comentário by raca de cachorros — abril 11, 2011 @ 1:56 pm

  7. Geile amateur in chat

    Comentário by visitx girls — agosto 12, 2011 @ 1:55 pm

  8. Nossa mais é impossivel com minha cadela, ela detesta crianças, ja saimos com ela para passear, amigos nos visitam com seus filhos e o que faz é rosnar de imediato, chega baba. estou gravida. e detalhe ela tem muito ciumes de mim, quem encostar em mim ela morde, e ela so respeita e tem medo do meu marido. estou desesperada pq não quero me desfazer dela, ela é minha filha e sei que ela não vai aceitar o bebê. o que faço??

    Comentário by maraiza — março 21, 2014 @ 6:52 pm

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