10 de outubro

conversas de constança

por luíza diener

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assim que nasceu, constança veio para os meus braços. naquele momento eu sabia que tinha que saudá-la. dei-lhe boas vindas, me apresentei como mãe, transmiti todo meu amor através de palavras e carinhos.

mas não continuei assim. nas semanas que sucederam seu nascimento, eu fiquei bastante calada. trocava sua fralda em silêncio, dava banho em silêncio, ninava e amamentava em silêncio. era disso que eu precisava: um sossego, um minuto quieta.

eu sou do tipo tagarela, que fala mesmo pelos cotovelos, joelhos, calcanhares. falei muito com o benjamin na barriga e o conversê continuou tão logo ele nasceu, acompanhado de músicas temáticas e uma ou outra dancinha eventual.
hoje vejo que ele é um menino muito comunicativo, articulado e possuidor de um vocabulário super amplo. mas fala, meu deus, como fala!

por conta disso, cada minuto de silêncio passou a ser precioso para mim. e, de maneira inconsciente, me vi desejando ter uma filha bem caladinha. talvez, se eu falasse pouco com a miúda, ela passasse a fazer o tipo econômica nas palavras.

mas não consegui manter esse silêncio. foi só ela começar a esboçar o mínimo sorriso quando interagíamos com ela – por volta de um mês de idade – que eu não resisti. comecei a conversar todo tipo de gracinha, com aquela voz fina e jeito de boba. quanto mais ela se abria, mais eu me soltava também. e mais me afeiçoava a ela.

então, automaticamente, botei em prática tudo que sempre fiz com o benjamin ou qualquer outro bebê ou criança: falar, explicar, avisar, pedir autorização.

eu dei boas vindas tão logo ela nasceu simplesmente porque acredito que bebês estão antenados em tudo ao seu redor. talvez não com a mesma percepção que nós temos, mas eles não são alheios ao que acontece. pelo contrário, acho que a gente tem que explicar tudo ao máximo. afinal, é assim que eles aprendem. e também é uma forma de mostrar que os respeitamos, mesmo que sejam ainda tão pequenos (pois são seres humanos como você e eu).

ela nasceu e eu me apresentei como mãe. depois o pai, o irmão, o cachorro, a casa, o quarto.

quando vou trocar sua fralda, aviso antes de colocá-la no trocador. o mesmo para mudar sua roupa, dar-lhe um banho, amamentar.

e tem o irmão, né? lembra daquele tagarela fofo?

ah, ele fala mesmo. pergunta, responde, emite opinião, convida para brincar.
quando preciso me arrumar ou fazer qualquer coisa que não dê para dar colo para ela, continuo conversando à distância. ela presta atenção à minha voz e noto que sente-se mais segura assim.

agora ela até já tem sua conversa própria. olha pra gente, emite sonzinhos fofos e, se correspondemos a eles, vibra nos oferecendo um largo sorriso e até uma gargalhada.

eu não resisto. converso, sorrio, perco a noção de tempo, me entrego. e não há nada mais gostoso que isso!

***

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categorias: constança, publicidade, tagarelices

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4 Comments »

  1. que lindo, luíza! obrigada por compartilhar! que vontade de conversar com constança! rs

    Comentário by Mariana — outubro 10, 2013 @ 5:08 pm

  2. Aviso: enchi os olhos de àgua e a boca de sorriso. O tio-torto já pode fazer uma visita? <3

    Comentário by Janu Schwab — outubro 10, 2013 @ 5:12 pm

  3. ela ta tão linda !

    Comentário by ingrid — outubro 11, 2013 @ 1:00 pm

  4. […] poucas semanas fiz um post falando sobre as conversas de constança e também dos papinhos que batíamos com benjamin quando era […]

    Pingback by potencial gestante – conversas de benjoca — outubro 23, 2013 @ 8:24 am

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