dá pra ter filhos sem dinheiro?

nadando no dinheiro

li essa frase uma vez e fiquei com isso na cabeça.

não espero responder essa pergunta aqui, pois acredito que a resposta está dentro de cada um.
depende da sua realidade de vida, de como você se sente consigo mesmo e com os outros ao redor.

crianças são feitas e criadas há milênios e, diga-se de passagem, hoje a humanidade não é tão pequena assim.
mas a pergunta é: como elas eram criadas?
será que nossas avós, por exemplo, tinham essa parafernália toda que crianças de hoje têm?
será que elas eram mais infelizes que as de agora?

entendam logo que não sou o tipo de pessoa saudosita que fica lamuriando coisas como “ah! as crianças de antigamente é que eram felizes!” ou “puxa! essa tecnologia toda impede que as crianças desenvolvam a criatividade” nem nada do tipo.
tempo é tempo e cada um tem o seu. minha infância foi ouvindo turma do balão mágico, brincando de pogobol e o escambau mas eu não acho que a geração nintendo wii-playstation-iphone esteja em desvantagem por isso.

não conheço nenhuma mãe que faliu porque foi pega de surpresa por uma gravidez não planejada. tudo se resume muito mais ao psicológico que ao financeiro (falo aqui como leiga. não tenho estudo nenhum pra provar nada).

creio que muito mais que uma estabilidade financeira, é preciso ter estabilidade emocional. é ter certeza que seu filho crescerá se sentindo amado e bem aceito.
minhas lembranças mais alegres de infância não são dos meus brinquedos, do meu colégio particular (sempre preferi a escola pública) ou do carro que meus pais tinham.
mas lembro-me como se fosse agora da minha mãe nos buscando de ônibus na escola porque tava com o braço quebrado (e mostrando o que realmente importava), do meu pai brincando de “qual é a música” enquanto tocava violão pra gente, das inúmeras vezes que meus pais fizeram cafuné pra eu dormir (e eles acabavam dormindo também), das vezes que eu fingi que dormia só pra não ter que acordá-los, de a cada aniversário de manhã com a família reunida cantando parabéns e tantas outras coisas que eu poderia listar por horas.

mas de tudo, o que ficou mesmo foi o amor.
não existe nada melhor para o filho que se sentir amado, querido, protegido, seguro e saber que seus pais estão dispostos a defender sua cria com unhas e dentes, se necessário.

mas agora voltando ao cerne da questão, alguns pais decidem criar seus filhos com uma certa modéstia mas acabam sentindo-se mal por isso. atrevo-me (muito) a dizer que em alguns casos esse comportamente pode até ser por uma certa inveja ou por simples comparação, mas há pais que ficam tristes ao ver que outras crianças têm tantas coisas e seus filhos têm tão pouco.. claro que coração de mãe a gente só entende quando se torna uma.
mas muitas vezes a criança fica triste por não ter certo brinquedo simplesmente por não valorizar o que tem.
outros pais com mais condições, querendo dar o mundo para seus filhos, os enchem de brinquedos, videogames, dvds e atividades mil, às vezes na tentativa de suprir sua própria falta de tempo.

pra mim, filhos são maior que qualquer riqueza material.

no meu ideal, a pergunta mais importante ao ter filhos não é será que tenho dinheiro suficiente para isso?
mas meu coração está pronto para deixar meu eu de lado e amar essa criança incondicionalmente?

[sem nenhuma intenção de ofender os que pensam de outra maneira]

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15 comments

  1. E eu adorei a resposta!Sabe… Minha mãe, que foi uma mãe que criou filhos com um baixo orçamento sempre me disse: No dia em que tu estiveres pronta para ser mãe, todas as questões (dinheiro, dúvidas, receios)desaparecem. E é verdade. Mas só pensa assim que vê a graça e a beleza da simplicidade e acredita que "família" está relacionada a amor e respeito e não a "casa, carro, colégio, viagem de férias, impostos".To adorando as respostas ao post. Me fazem acreditar que um dia a sociedade pode mudar.Bjus

  2. Lindo né flor!
    não foi eu que escrevi, foii uma amiga minha que escreveu pra mim e me mando por e-mail, resolvi dividi com vcs!
    é claro que empresto sim flor!
    magina fica avontade pra copiar qualquer coisa do meu blog eu não ligo não viu!
    pode sim flor! e que bom que gosto!
    beijão bom find!

  3. Adorei Luíza!!! Penso exatamente assim! Coneço pessoas que adiaram a maternidade até terminar a faculdade. Quando terminou adiou até ter casa própria. Depois foi até ter um carro melhor e quando teve está esperando até hoje ter estabilidade finanaceira… Mas acho a tal da estabilidade tão relativa… Nós aqui em casa estávamos muito bem e tínhamos o que para muitos era a tal estabilidade! Até que durante as férias do meu marido nós ficamos sabendo que ele seria cortado na empresa junto com mais um monte de gente!!! E a estabilidade???? Agora ele tem um salão de cabeleireiro. sorte que meu marido é multiuso hehehee. Filhos demandam dinheiro, mas tbm atenção, carinho, compreenção e isso não tem dinheiro no mundo que pague!!!Beijos!

  4. Desculpe não te conheço e também não conhecia o site… sou psicóloga e me formei há pouco tempo… termino minha pós no inicio do ano que vem… meu marido não trabalha… eu sou o homem da casa…. e venho me questionando sobre maternidade. Quero muito mas no nosso orçamento sobra hoje, sem filhos, cerca de R$ 400,00. Todos acham que sou louca de pensar em ser mãe… sinto que a tristeza do "não poder" está tomando conta de mim… obrigada por suas palavras!

  5. Excellent post! Im just starting out in community management/marketing media and trying to discover how to do it nicely – resources like this post are incredibly useful. As our organization is dependent in the US

  6. Sou jornalista e tenho meu próprio escritório em casa. Tenho 35 anos e penso muito em adotar, pois sou solteira. Minha vontade de ser mãe é tão grande, mas sempre penso se vou conseguir sozinha por causa do $$$. Isso está me deixando triste. Suas palavras me fizeram lembrar da minha infância e me deram ânimo. Obrigada!

  7. Olá amigos, quero compartilhar essa grande novidade com todos voçês, uma oportunidade que mudou minha vida e vem mudando a cada dia que passa, isso mesmo a BBOM mudou minha vida e hoje eu posso dizer que sou um homem feliz, e assim quero compartilhar com voçês, acessem e vejam. http://www.bbomja.com.br

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  9. Nao concordo totalmente. Concordo em amor, carinho e educação, que são mais importante q dinheiro. Mas no meu caso se mal me sustento e falta muito pra mim, como vou bancar um filho? Nao teria uma filho para depender por exemplo do sus. Como eu tenho plano ele tb teria. Se mal consigo pagar meu plano como vou pagar mais um plano?um colégio particular até para os pequenos custa em torno de mil reais, mil reais a mais se eu tivesse me ajudaria muito, imagina menos entao?
    Sonho com um filho mas nao tenho como bancar um. Infelizmente

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