dedos de carinho

v

{para benjamin, meu primogênito}

“tô grávida” – pensei.
não acreditei. olhei na tela do computador o resultado do exame pela milésima vez. o beta hcg acusava positivo. super positivo e operante.
a mão foi direto para a barriga. a emoção – até então confusa e eu não sabia por que – ganhou um novo sentido. era ele que estava me deixando nesse turbilhão.
corri pro chuveiro, onde o marido terminava o banho. entrei lá mesmo, abracei-o chorando:

– o que foi? – ele perguntou, preocupado.
– acho que você vai ser pai.

choramos juntos.

passaram-se as semanas e não havia um dia sequer em que eu não tocasse a barriga, gesto que eu fazia sem perceber.
só fui notar muito tempo depois, quando um dia vi uma moça dentro de uma loja com a mão sobre a barriga. mas barriga alguma havia. ela olhava com o marido algumas coisas, procurava objetos para decorar a casa. e cada vez que via algo que parecia lhe interessar, a mão alisava seu ventre.
acabei puxando assunto com ela e descobri que ela estava com uma idade gestacional parecida com a minha. ela também esperava um menino.

foi aí que notei que eu fazia o mesmo. alisar a barriga era pouco. a vontade que dava era de conseguir, de alguma forma, alcançar meu bebezinho para tocá-lo diretamente

passei nove meses gerando aquela criaturinha, no lugar mais seguro do mundo que é o ventre de uma mãe. mas o que eu queria mesmo era tê-lo em meus braços.
então o benjamin nasceu e tudo que eu mais ansiava era colocá-lo junto ao meu peito, beijá-lo, acariciá-lo. ele estava em cima de mim, todo ensanguentado e cheio de restos de parto, mas eu não me importei nem um pouco. precisava tocá-lo, senti-lo, olhar bem no fundo de seus olhos.

deste dia em diante, nunca mais nos separamos.
e o toque virou a nossa melhor forma de comunicação. o toque das minhas mãos em seu pequeno corpo. o toque da amamentação, a ação mais reconfortante que já consegui proporcionar ao meu bebê, tão frágil e indefeso.
o pele a pele.

ainda hoje, vejo no toque uma das formas mais intensas de demonstrar carinho ao meu filho: no amor que contém um beijo, o calor que carrega um abraço. o toque relaxante das minhas mãos ao fazer massagem em seu pequeno corpinho.

ele gosta, pede para a mamãe fazer “massazi” com óleo enquanto deita na cama de barriga pra baixo e fica todo esparramado, esperando.
me derreto e me entrego: massageio suas costas, braços, pernas, barrigas e até o rosto.
ele ama, eu, mais ainda. ele ri, pede pra eu continuar. encho-o de cosquinhas e beijos. suspiro e sinto sempre meu coração transbordar de amor e alegria, ao ponto de parecer que vai explodir.

e torço para que dure para sempre este momento que é só nosso.

*conheça aqui o método da shantala, que pode ser aplicado no seu bebê desde o nascimento (e sem restrição de idade).
**faça a massagem sempre com um óleo ou outro produto emoliente especialmente desenvolvido para a pele do bebê. a linha Mamãe e Bebê, da Natura, tem um óleo vegetal para higiene do bebê que, além de muito bom, é também super cheiroso.

 

confira também os outros blogs patrocinados pela natura mamãe e bebêcoisa de mãeit mãemãe de gurimamatracamamíferas,mundo ovo e vida de gestante.

 

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17 comments

  1. Ainda na Minha barriga dou tanto carinho no Pietro.
    É uma delicia saber que daqui a 3 meses estarei com meu menininho nos meus braços.
    O vídeo é lindo. Puro amor de Mãe para o filho

  2. Nossa maravilhoso, to até agora com nó na garganta…o vídeo, o texto, me fez pensar sobre minha vida nesse exato momento e me deu muita vontade de "contar" a vc, como vcs fazem parte da minha vida…no ano passado em meados de abril descobri que estava grávida…eu uma garotinha de 23 aninhos, fazendo faculdade e com um monte de outras coisas que fazia com q isso parecesse a coisa mais errada do mundo, inclusive em questão familiar, não era casada e etc…foi um turbilhão de coisas acontecendo ao mesmo tempo, tinha que dar conta de tudo, trabalhava fora, junto com dores e incômodos da gravidez, os hormônios a flor da pele, pessoas me recriminando e desfazendo de mim…mas no fundo aquilo para mim estava sendo a coisa mais maravilhosa do mundo…chegava no trabalho a primeira coisa q fazia era visitar todooos os blogs e sites imagináveis de gravidez, de bebes, de gestação, até me tiravam sarro…pq tudo q acontecia eu dizia, “ai pq eu vi no blog…” rsrsrs foi aí que descobri o seu blog, foi o que mais me identifiquei, pq vc tratava desse assunto “gravidez” e “maternidade”, de uma maneira bem perto da realidade humana e etc, daí entrava todos os dias vendo as atualizações e parecia que as coisas estavam escritas para mim…no fim deu tudo certo…minha Fernanda nasceu no dia 11/12/2011, pesando 3,684 e medindo 51 cm…até que tudo estava indo de vento em popa, eu fui morar com meu namorado, q agora é meu marido, montei o quartinho dela…aprendi como cuidar de um bebe, sem cobranças a mim mesma…de uma forma natural, tudo aconteceu…hj vendo este vídeo e texto, vejo como amo minha filha, que tudo que aconteceu não foi nada perto do amor q tenho a ela e como ela com só onze meses também me ama, vejo nos seus olhos quando ela olha para mim…é mágico…rsrs, mas o melhor esta por vir agora…em meados de Junho deste ano eis que surge outra pequena surpresinha…descobri que estava grávida de novo…hj me encontro com 35 semanas e quase 36…e ainda estou aqui a visitar todo santo dia seu blog…vendo suas atualizações e etc…no dia que postou que estava grávida chorei vendo o vídeo…parecia que vc fazia parte de minha família…te desejo tudo de mais maravilhoso, pra vc e sua maravilhosa família, bjus

  3. Que lindo, momentos assim não tem preço… Que bom que vcs estão filmando, documentando tudo. Bateu uma saudade giganmensa do meu filhote que está com os avós porque precisei operar o pé… Chorei horrores rs
    Ps: Amo os produtos da Natura Mamãe e Bebê, ganhei todos quando meu filho nasceu e eles tem um cheirinho maaaaaaaraaaaa. Ainda tenho esse óleo e a colônia.

    Beijão!

  4. Lindo texto Luiza… ainda mais depois de ler o relato do Hilan sobre suas idas ao banheiro… juro que fiquei com vergonha alheia… mas enfim voltando ao seu post… me emocionei… acho que é uma sensação única que nós mães temos, de sentir nosso bebê dentro de nós… falo que a Alice é uma extensão do meu corpo… me sinto violada se algo acontece com ela… A amo como jamais imaginei que fosse amar alguém na minha vida….

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