10 de junho

desapego

por luíza diener

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moro num apartamento de 70 m² onde habitam 2 adultos, 2 crianças e 1 cachorro. fiz os meus cálculos (porque sim, adoro fazer cálculos) e, se meu apartamento fosse um país, a densidade demográfica (sem contar com o tov) seria de 57.142 habitantes por quilômetro quadrado.
ou seja, a dienerlândia tá abarrotada. não é à toa que todo mundo vive se trombando e tropicando pela casa.

e, minha gente, num lugar apertado assim, espaço é mais valioso que dinheiro. claro que tem coisas que não dão pra abrir mão e tal decisão vai da necessidade e momento de vida de cada um.
mas, se não cuidar, chega uma hora que tudo acumula, especialmente quando se tem filhos. as roupas, brinquedos e até os móveis parecem que se multiplicam, você precisa de espaço praquilo que é realmente importante, mas vê cada precioso lugar ocupado por milhares de coisas. aquele negocinho que está ali há meses, às vezes anos, que você uma vez guardou para se um dia precisasse mas – adivinhe! – esse dia nunca chega. aquilo nunca fez a menor falta na sua vida, mas você continua mantendo ela sabe lá deus por quê. é um papelzinho da bala que você comeu no dia que descobriu que estava grávida, a garrafa do refrigerante dolly edição especial das olimpíadas de piraporinha de 1987, um porta retratos gigantesco que não chega a ser feio, mas não tem nada a ver com sua casa e mesmo assim você guardou porque a tia avó do seu pai te deu de presente de casamento na maior boa vontade. o treco até vale um dinheirinho, mas o que eu faço com ele? dou pra quem? vendo onde? melhor guardar, né? vai que um dia meu gosto muda… isso é apego.

você transferiu algum tipo de valor emocional não a uma pessoa, mas a um objeto.
em alguns casos vale a pena guardar certas coisas (como um teste de gravidez ou a primeira roupinha do bebê), mas tem coisa que só serve pra ocupar espaço mesmo.

não seria mais inteligente livrar-se daquilo? vender o que tá parado e, de quebra, fazer uma graninha. já pensou?

já faz alguns meses que, aqui em casa, estamos nos desapegando de alguns pertences. o acúmulo de coisas começou a perder o controle, especialmente depois que a constança nasceu. nessas horas o desapego entrou em ação por uma questão de necessidade e nunca mais parou. o negócio tava tão feio que até começamos a escrever um projeto especial sobre o assunto, em paralelo ao blog (aguardem!).
boa parte eu vendi e, gente, não é que o negócio dá dinheiro?

vou dar o exemplo mais recente: a poltrona de amamentação.
poltrona de amamentação virou um sonho – quase uma obsessão – quando eu estava grávida da constança. fiz, aconteci e consegui a tal poltrona. linda, marrom, soberba, garbosa. usei, usei mas, de repente, me vi amamentando mais na minha cama que na poltrona por uma razão simples: a poltrona fica no quarto deles, minha cama não. ela acorda no meio da noite chorando e eu dou mamá no meu quarto mesmo, pra não acordar o irmão. aí foi virando hábito e, de repente a poltrona virou tudo: lugar de sentar pra ler história pro filho, nave espacial, montanha, escada, caminhão, cadeira de dentista e, às vezes, poltrona de amamentação. só que lembra da densidade populacional? então, a poltrona realmente começou a parecer uma nave espacial, uma montanha, um caminhão no meio do quarto, visto o tamanho do espaço disponível (no quarto de 6 m² tem um beliche, uma cômoda, um guarda roupas, um criado mudo e uma poltrona. deu pra sacar?). gosto da poltrona? gosto.ela tem uma história linda de amamentação com a pequena + toda a fantasia do mais velho. sim, é gostoso sentar nela enquanto leio uma história pro benjoca ou fico lá só de bobeira vendo os dois brincarem no chão do quarto. mas eu quero espaço. e vou ficar muito feliz em receber um dinheiro a mais, de repente dá até pra investir no cantinho dos filhotes. eu abro mão de uma coisa em prol de outra. esse é meu conceito prático sobre desapego.

muito melhor é dar adeus, fechar a porta, olhar pro dinheiro na mão, pro espaço vazio e fazer novos planos. é uma sensação de página virada, novos ares, começo de vida. quase como terminar com aquele namorado trambolhento cujo relacionamento você arrastou por anos a fio, sem a menor necessidade.

já sei, vou anunciar num classificados online, duh! por que não pensei nisso antes?

aí criei um anúncio na OLX. assim, ó:

anuncio
essa é minha belezura multiplicada por três:

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o anúncio é gratuito e rapidinho de fazer. tirei umas fotos, fiz uma descrição detalhada e bacana e pronto!

em pouco mais de duas semanas a poltrona já havia sido vendida!

a OLX é uma empresa de classificados online grátis, onde é possível vender e comprar bens e serviços de acordo com categorias diferentes, como produtos para bebês e crianças, objetos de decoração, eletrônicos, materiais esportivos dentre outras coisas.

publicar um anúncio é rápido e fácil. não precisa ter nem cadastro e é de graça. você pode publicar quantas coisas quiser. eu comecei com a poltrona, mas me empolguei tanto que agora vou aproveitar para anunciar a cômoda, um trocador e o que mais estiver encostado, para deixar o quarto deles bem livre para brincarem e ainda juntar um dinheirinho extra.

tem até um aplicativo pra smartphones e tablets, pra facilitar a vida: você tira a foto do celular mesmo e publicar direto pelo app. assim não sobram desculpas pra continuar acumulando coisa.

desapegar é só começar. quer desapegar também? anuncie grátis na OLX:

 www.olx.com.br

 

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4 Comments »

  1. eu moro num apartamento de 55m2, no Gama. Eu, meu marido e três filhos (5 e 3 anos e 6 meses). Imagina o tanto que a gente se esbarra! Também anunciei e vendi várias coisas (cadeirão, cadeirinha, moisés). Tem hora que se vc não se livrar, acaba dormindo do lado de fora do apartamento.

    Comentário by Élen Rafael — junho 10, 2014 @ 4:20 pm

  2. A OLX cobra % nas vendas? Não achei nada no site sobre isso, como é feito o pagamento? É direto com o vendedor?

    Comentário by Costurando Nuvens — junho 11, 2014 @ 9:43 am

  3. não cobram porcentagem e nem cobram pra anunciar. é feito tudo diretamente com o vendedor.
    Eles têm umas sugestões de segurança para que a transação seja feita sem problemas. Vale dar uma olhada

    Comentário by luíza diener — junho 11, 2014 @ 2:01 pm

  4. Dá um beijo na Constança que faz 1 hoje!!!!!!!!

    Comentário by Vân — junho 12, 2014 @ 3:34 pm

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