23 de setembro

descolarização e vida prática

por luíza diener

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qual seria o emprego dos sonhos para você? para a maioria das pessoas com quem converso, seria aquele onde se fizesse o que gosta, ganhasse o necessário para viver bem e tivesse horários adequados ao seu estilo de vida. muito diferente do padrãozão de bater cartão, entrar de manhã, sair pra almoçar e depois voltar correndo e ficar até o fim do dia trabalhando. sair do trabalho, pegar um trânsito infernal e chegar em casa exausto, sem nem ter tempo direito para filhos ou cônjuge, jantar, assistir alguma coisa na tv – ou na internet -, cair morto na cama e recomeçar tudo outra vez no dia seguinte, torcendo para chegar logo o fim de semana, um feriado, as férias.

acontece que desde muito cedo somos condicionados a pensar que esse é basicamente o único jeito de ganhar a vida e que sortudos são aqueles que conseguem escapar disso e fazer diferente.
aprendemos isso desde a mais tenra idade, quando entramos na escola e nos deparamos com horários limitados para aprender – tempo demais para aquilo que não gostamos, tempo de menos para o que realmente nos interessa – e quase somos forçados goela abaixo a engolir matérias que não nos interessam e que praticamente nunca encontraremos aplicação prática em nossas vidas futuras.

todo esse pensamento veio à tona quando me aprofundei mais no assunto da desescolarização, um termo que eu já conhecia vagamente, que praticava intuitivamente em casa antes mesmo de conhecer esse nome e que começou a gritar forte em mim conforme fui me informando.

e o que é desescolarização?

desescolarização, ou unschooling, vai muito além de ensinar em casa, como o homeschooling. é ensinar sem fazer uso das aulas tradicionais. é ensinar através da vivência. é tirar a escola de dentro da criança (ou de si).
todos nós precisamos de unschooling de alguma maneira.

o método educacional tradicional é muito limitado. a escola e outras instituições de ensino (até mesmo faculdades) costumam ter uma educação em massa: transformam todo mundo em um único padrão – como se todos tivessem as mesmas afinidades, facilidades e nenhuma dificuldade – e esperam que você se vire com aquilo.

quantas vezes nos pegamos na escola perguntando “para que eu preciso aprender isso?”.
por que somos obrigados a aprender certos conceitos matemáticos ou químicos, mas poucas são as escolas que ensinam educação financeira, vida prática, culinária, música, teatro?
e até mesmo as matérias alternativas, quantas vezes você se pegou tendo mais aulas teóricas que as práticas?

um dia desses resolvi que queria aprender crochê. fui a um armarinho, comprei agulha e lã (algodão, na verdade) e, quando estava pagando a compra, a vendedora me disse que eles tinham aulas gratuitas e me convidou para assisti-las. achei interessante e disse que voltaria.
cheguei em casa e achei alguns vídeos que ensinavam as lições básicas de crochê. encontrei muita dificuldade em segurar a linha do jeito que o vídeo apresentava. tentei, tentei, achei difícil, pensei em desistir. assisti outros vídeos e observei que as instrutoras seguravam as linhas cada uma à sua maneira. então desenvolvi meu próprio jeito de segurar e, finalmente, me senti animada para continuar.
naquele momento eu soube que, de maneira alguma, conseguiria ir às aulas de crochê oferecidas pelo armarinho. muito provavelmente a professora corrigiria o jeito esquisito que eu seguro a agulha, a forma como pego a linha e a técnica por mim empregada. sendo que meu objetivo é conseguir um trabalho bem feito. prefiro mil vezes desenvolver meu próprio método.

veja bem, eu gosto de técnicas. acredito que certas coisas só são possíveis de se reproduzir se forem seguidos certos padrões.
estudei música por vários anos e tudo aquilo era técnica em cima de técnica. o piano era clássico e as aulas para uma criança de 7 anos eram partituras de bach, beethoven, bartók. uma vez escrevi um bilhete para minha professora pedindo para que mudássemos as partituras. queria algo mais lúdico, mais animado. claro que ela não me atendeu, pois precisava seguir um currículo.
o mesmo para o balé clássico. por mais que você queira inovar, estará sempre preso ao plié, sauté, grand jeté.
e isso pode ser bom, mas é necessário um professor, instrutor, mestre que saiba respeitar as limitações e estimular as potencialidades de cada um. infelizmente, isso nem sempre acontece.

vemos que os grandes artistas e gênios são aqueles que pensaram fora da caixa, fugiram do padrão, inovaram de alguma forma.
alguns diriam “loucura!”, outros “mas não é assim que se faz”, mas foi saindo daquela zona limitada e confortável que eles conseguiram romper com o que até então era tido como certo e lógico.

nosso benjamin é um menino muito curioso, comunicativo e expressivo. algumas coisas acredito que são da personalidade dele. outras, são intrínsecas de todas as crianças.
o fato é que muitas pessoas se surpreendem com o jeito dele e a primeira pergunta que a esmagadora maioria me faz é: ele já vai à escola? “
sempre me pergunto o que querem dizer com isso, mas nunca perguntei, de fato, à pessoa o motivo que a levou a pensar dessa maneira.
é como se uma criança só pudesse ser esperta, faladeira e “inteligente” se ela passasse pelo menos 4 horas do seu dia trancada dentro de uma instituição, com professores e outras crianças junto.

não é à toa que existe a expressão escola da vida. tem coisas que a gente só aprende na prática, vivendo.
então, por que não aliar os dois?

no unschooling, o aprendizado é o tempo inteiro.
faço isso com o benjamin desde que ele nasceu e também com a constança.
enquanto recém nascidos, o estímulo através da voz, da conversa. à medida que passam a acompanhar objetos com os olhos, vem também o estímulo visual. depois o tato.
o aprendizado começa de forma sensorial e, conforme crescem, se estende ao intelecto.
lembro eu, caminhando com o benjamin ainda pequeno, ver ele querer parar tudo para ver as formiguinhas. então paramos, observamos, seguimos o caminho delas e chegamos ao formigueiro. era tudo que ele precisava saber naquela época.
hoje, com 3 anos, explico mais sobre as formigas: elas se comunicam quando se encontram, dando uma espécie de beijinho: tocam suas anteninhas e depois cada uma segue seu caminho. ele adorou ver aquilo e passou muito tempo a observar essa comunicação. depois seguimos até o formigueiro e começou um bate papo sobre o formigueiro: o que fazem lá dentro, onde moram, o que levam e por que levam comida lá para dentro.
não há limites: podemos contar as formiguinhas, aprender sobre elas, pegá-las, desenhá-las. até música sobre formigas nós cantamos.

em contrapartida, todo domingo vamos à igreja. lá tem uma salinha para crianças da idade dele, onde aprendem, brincam, cantam, ouvem histórias e fazem alguma atividade. muitas vezes recebem um desenho pronto, apenas para que pintem.
percebi, quando ele era mais novo, que aquilo começou a frustrá-lo. ele não queria mais desenhar. pedia para que fizéssemos o desenho e então ele pintava, dentro da linha. quando pedíamos para ele criar seu próprio desenho, ele paralisava diante da folha branca, chorava e dizia que não sabia desenhar. sim, ele sabia desenhar, mas não igual àquele desenho pronto que recebeu, ou ao traço do papai ou da mamãe. ele passou a se sentir inseguro, porque sua lógica de desenho era diferente da dos demais.
passei semanas trabalhando isso com ele. peguei alguns objetos e estimulei ele a desenhar como os enxergava. saíram desenhos bastante curiosos a partir daí. fora de proporção e perspectiva, mas completamente compreensíveis para ele. via seu olhar de satisfação diante de sua arte. satisfação essa que era ainda maior mediante a nossa aprovação: “puxa vida! que desenho legal” ou “nossa! esse é um baita de um caminhão”.
até hoje precisamos trabalhar isso nele, porque volta e meia ele tem suas recaídas de achar que não sabe desenhar.

os interesses do benjamin são variados. ele gosta de desenhar, mas também adora montar blocos de lego, ler livros, cozinhar, observar da janela os caminhões e outros veículos que passam na rua, andar de bike, jogar bola, brincar ao ar livre.

mas, sem dúvida alguma, seu passatempo predileto é questionar. o tempo inteiro está a perguntar “o que é isso?” “por que aquilo?” “onde é?” “como faz?” “me fala? me fala?”. e eu falo. falo, falo, explico (muitas vezes respondo uma pergunta com outra, para levá-lo a pensar no assunto) e depois percebo que ele absorveu tudo que conversamos.
daí a importância de levar a sério as curiosidades das crianças e tentar responder sempre com a verdade, de acordo com a capacidade de compreensão deles.
nosso joca esponja está sempre ligado no que é dito e, quando menos esperamos, solta tudo que aprendeu.

esse é o jeito do benjamin. muito provavelmente constança terá um gosto diferente do dele. talvez alguns interesses em comum, mas com certeza muitas coisas próprias de sua personalidade. e eu, como mãe e educadora que me considero ser, terei que me reinventar e aprender junto com suas curiosidades.

o interessante e importante da desescolarização – ou unschooling – é que a criança dita o que quer aprender, de acordo com seu nível de interesse, no seu tempo e dentro de suas próprias capacidades.

eles aprendem brincando, vivendo a vida prática.
a escola ensina muita coisa, mas não há lugar melhor para aprender que no ambiente familiar – seja dentro ou fora de casa.
a tarefa dos pais é de proporcionar as ferramentas para esse aprendizado ao responder perguntas, ao levar a passeios interessantes, ao criar um ambiente rico para esse aprendizado. os pais vão estimular a criatividade, a curiosidade, dar as ferramentas para que eles também possam construir seu próprio conhecimento.
no começo, os pais traduzem o mundo para seus filhos e, conforme crescem, eles aprendem a fazer sua própria leitura.

para que não fiquem condicionadas única e exclusivamente à visão dos pais, é bom que as crianças convivam com outras crianças de idades variadas e também adultos de bem, em quem possam se espelhar. daí a importância de se viver uma vida comunitária. elas aprenderão a lidar com as diferenças etárias, sociais e culturais. isso é socialização.

afinal, socialização também acontece o tempo inteiro: ao dar bom dia ao porteiro, ao conversar com uma pessoa na fila do supermercado, ao se relacionar no parquinho e resolver eventuais desavenças entre crianças que apenas queriam brincar com o mesmo brinquedo.
a socialização – especialmente nos primeiros anos de vida da criança – é aprendida de forma muito mais efetiva em casa e nas relações familiares, ao respeitar o tempo e espaço do outro, ao brincar com os pais, irmãos, primos, etc. tudo isso ajuda a ter noção de coletividade e individualidade.

de nada adianta largar os filhos na escola e esperar que lá a criança aprenda tudo que necessita se dentro de casa esse processo de educação não continuar. quantos pais compram brigas entre si porque os filhos discutiram na escola por motivos aparentemente  bobos – e acabam ensinando como não agir em situações assim. afinal, os pais sempre serão o primeiro exemplo que as crianças procurarão seguir.

é preciso compreender que a escola é uma extensão da casa, não o contrário.

no brasil a desescolarização não é liberada nem proibida, mas os pais que tenham crianças em idade escolar e não os levem à escola podem ser acusados de abandono intelectual.
particularmente eu acho um absurdo usar esse termo quando os pais estão se esmerando em dar, sim, um ensino de qualidade aos filhos – na esmagadora maioria das vezes melhor que o que se aprende em escolas.

não estou dizendo que a partir de agora todo mundo deva retirar seus filhos da escola e educá-los em casa, até porque não é todo mundo que tem condições, recursos ou mesmo paciência para tal.
o ideal seria que o sistema fosse diferente, que as escolas tivessem outra postura, outro método de ensino, que nossos empregos permitissem que passássemos mais tempo com nossas crianças. um tempo de quantidade, não somente de qualidade.
mas o ideal é utopia.

veja bem, não sou de todo contra escolas. acredito que há, inclusive, muitas escolas boas espalhadas por esse brasilzão de meu deus. mas, infelizmente, elas são minoria. há que se pesquisar, garimpar – às vezes até se mudar de bairro ou cidade  para ficar perto de uma – e, muitas vezes, gastar horrores de dinheiro para bancar um ensino de qualidade.
há não muito tempo ouvi de uma amiga, encantada com a escola de seu filho, dizer que lá eles usam talheres de metal, pratos de louça, copo de vidro. eles fazem o próprio pão, repartem entre si, agradecem, comem, levam para casa. é maravilhoso mesmo e seria louvável se mais escolas adotassem tal postura.
mas isso não deveria acontecer também dentro de casa? isso não é o intuitivo e gratuito? gostaria muito de uma escola que oferecesse isso – e muito mais, claro – por um preço acessível (e não por exorbitantes dois mil dinheiros mensais que, aliás, eu nem possuo).
me entristece que, para se ter acesso a boas escolas – e aqui to falando dessas que pensam fora da caixinha – você quase sempre precise ter dinheiro e sempre lutar contra o sistema  (assim como um parto natural humanizado, por exemplo, que era pra ser o normal e acaba sendo a luta de toda gestante que toma essa decisão).

o assunto é quase infinito. eu gostaria de escrever, escrever e nunca mais parar de falar sobre.
renderia post pra mais de uma semana, mas não pretendo me estender muito mais que isso (esse tá de bom tamanho).

então deixo aqui dois blogs para leitura:

– aprender sem escola – blog português sobre unschooling (desescolarização).

– vida ativa blog que fala sobre desescolarização de uma forma mais prática, escrito por ana thomaz, educadora, ex-bailarina e professora da técnica alexander. trabalha há mais de 15 anos ajudando pessoas a viver com o corpo inteiro. é mãe de três pessoas e oferece cursos de educação ativa para pais e professores por todo o brasil.

e, para fechar com chave de ouro, apresento um vídeo (parece mais uma conversa), da mesma ana thomaz, falando sobre o assunto.
é um vídeo longo, de mais de uma hora. por isso recomendo ou que você separe um tempo para assisti-lo, ou que deixe o áudio do vídeo rolando enquanto faz outras coisas (amamenta, vê seu facebook, brinca com seu filho, lava louça, faz sex.. ops! isso não!).
mas não deixe de ver, porque vale muito a pena:

vídeo o que aprendi com a desescolarização | ana thomaz from o lugar on vimeo.

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39 Comments »

  1. Muito interessante Luiza. Gostei da reflexão. Ontem mesmo eu fala com meu marido que se nossa vida fosse diferente (trabalho fora, passo mais de 10h fora de casa 🙁 ) eu só colocaria o Mateus (que hoje tem 2 anos e 5 meses) na escola com 5 anos, quando começa a alfabetização. Até lá eu iria estimulá-lo. Hoje em dia tem tanto material de fácil acesso, tem a internet. Só precisa de tempo e paciência. No meu caso, só me falta o tempo. Eu acho super bacana a forma como voce faz com o Benjamin e sigo parecido com o Mateus. Digo parecido porque cada família tem sua dinâmica, acredito que não há fórmulas de 'certo' e 'errado' quando o assunto é educação dos filhos. Bjs !

    Comentário by Luciene Asta — setembro 23, 2013 @ 2:13 pm

  2. Alice tb não vai à escola e a maioria esmagadora sempre pergunta: nossa, ela vai à escola, né? tão esperta, tão sociável, quando respondo que não, vibro por dentro. cuspo na cara dessa sociedade que acha que criança precisa de escola desde cedo.
    E por aqui também vamos ensinando conforme ela vai nos mostrando o que necessita. É incrível. O pediatra dela sempre me disse, criança não precisa entrar tão cedo na escola. E eu concordo muito.
    beijos, família!

    Comentário by Patricia Boudakian — setembro 23, 2013 @ 2:17 pm

  3. As vezes eu acho que as pessoas perguntam por tique mesmo, tipo, por hoje em dia ser meio padrão as crianças irem pra escola pq hj é mais comum as mãe trabalharem fora tanto quanto os pais. sem nada pra falar de verdade, perguntam isso. pq qq pergunta que se faça hoje em dia pra uma mãe ou pai pode ser perigosa e cheia de julgamentos, essa é mais neutra, de certa forma.

    Pelo menos quando escuto a pergunta acho meio aleatória, vão perguntar se seu filho está sendo espertinho, assim como vão perguntar quando ele está se mostrando manhoso.

    é quase como um bom dia genérico.

    Comentário by Carolina — setembro 23, 2013 @ 3:06 pm

  4. faz sentido também, carolina.
    igual certa vez, quando benjamin era mais novo, me perguntaram "ele já tem 1 aninho?" e eu respondi "já tem 2" e me responderam "ah! como ele é grande!"
    ué. se ele é grande assim, por que ele achou que tinha 1 ano, não dois?

    pode ser que seja retórica mesmo, vai saber.
    de qualquer forma, a resposta automática dada depois é "nossa! mas ele é tão esperto!"

    quer a pessoa ache ele esperto ou não, já tem essa associação de que esperteza e inteligência está associada a escola

    Comentário by luíza diener — setembro 23, 2013 @ 3:24 pm

  5. Ou ainda, quando falam isso pro sobre o Mateus, que é esperto, tem vocabulário extenso e tal, dizem que preciso colocar na escola 'pra aprimorar isso' . Oi ???? Então se somente na escola ele pode aprimorar isso, como explicar o que ele aprendeu até hoje sem ter ido ainda? Eu, mesmo trabalhando fora e ficando tanto tempo fora de casa, sempre que estou com ele me esforço em ensinar coisas práticas da vida. Uma simples ida ao parquinho no domingo pela manhã, vira uma aula de biologia como voce citou no caso das formigas.

    Comentário by Luciene Asta — setembro 24, 2013 @ 3:33 pm

  6. Adorei saber o nome do que vivo com a Lara aqui em casa…… kkkkk. Ela aprende o que me pergunta e assim temos novidades a todo momento: ela com dúvidas curiosas que surgem a respeito do que vê e vive….. e eu, me re-criando a cada novo processo. Eu acredito nisso, por isso faço. Adorei saber e vou ler mais conforme vc indicou nos blog's. Obrigada. Bjus Andrea – Coisas da Lara

    Comentário by Andrea — setembro 23, 2013 @ 2:28 pm

  7. Putz, sabe q me emocionei com to texto! Achei incrível a ideia e nunca tinha ouvido falar desse termo. Confesso, que não tenho paciência para tanto e acho muito invejável quem tem! Hj mesmo estou pau da vida com a escola da minha filha. Pois minha pequena chegou em casa com o maior futum de perfume, uma coleguinha levou , pois hj é o dia de levar um brinquedo de casa. Aí pergunto: perfume é brinquedo??????? E sim, estou começando a ser considerada a esquisita da escola. Só espero que minha filha não comece a sofrer por conta dos meus ideias fora do padrão. Não é a escola dos meus sonhos, mas é a mais aceitável dentro do que procuramos. Pq qualquer coisa um pouco diferente sai completamente fora do nosso orçamento, e não é pouco não, é muito. Triste realidade…..
    Bruna Rauscher

    Comentário by Bruna Rauscher — setembro 23, 2013 @ 2:29 pm

  8. Amei tudo que vc escreveu, aqui em casa é bem assim, sou bastante questionada e as vezes criticada porque meu filho de apenas 3 anos não frequenta a escola, por outro lado, pessoas não conhecidas vivem fazendo a mesma pergunta que fazem pra vc, ( que escola ele frequenta?). Tenho a consciência tranquila, adoro ensinar meu filho, hoje em dia as coisas complicaram um pouco com o nascimento do Henrique, mas sei que logo tudo se ajeita e vou dar conta do recado!!! Sou super fã do blog, vc esta de parabéns!!!

    Comentário by grazieli — setembro 23, 2013 @ 2:36 pm

  9. Pois é ainda esta muito longe da realidade das escolas brasileiras, mas enquanto isso não muda, os pais q só tem esta opção, a de colocar seus filhos em escolas, que os mesmos proporcionem um complemento a educação de seus filhos, lhes dando a orientação e estímulo para desenvolver seu intelecto, não dependendo apenas dos métodos educativos das escolas.

    Comentário by manu — setembro 23, 2013 @ 2:42 pm

  10. ´E um universo fantástico…Gael também não frequenta escolas e também sou questionada o tempo todo sobre, curioso como as pessoas se acostumaram a instituição escola como ünico e correto meio de aprender, assim como hospitais para parir e assim por diante…
    Uma coisa que me angustia é a falta de informação, o trabalho para atingir uma grande maioria é de formiga, imagine só a quantidade de pais que iriam deixar os filhos em casa em frente a tv por exemplo, achando piamente que estariam educando seu filho…ou tantos outros que nem iriam gostar da idéia pois enfiam o filho em berçario para se sentirem "livres", ou seja, a conscientização do que é educar, do que é um desenvolvimento saudável, e tantas outras questões..
    Eu conheci o trabalho da Ana Thomaz e me apaixonei, digno de reflexão e uma descolarização interna dos pais para os filhos.

    beijo

    Comentário by Augusta Raggi — setembro 23, 2013 @ 3:00 pm

  11. Muito legal o post e o caminho que você está trilhando com os filhotes. Este vídeo da Ana é incrível. Me corrige se estiver errada, mas descolarização não é sinônimo de unschooling: Somente se tornam sinônimos se a criança já frequentou a escola e precisa passar pelo processo de "tirar a escola de dentro". Era o conceito que eu tinha até então…

    Bjs
    Joice

    Comentário by Joice — setembro 23, 2013 @ 3:00 pm

  12. talvez eu tenha me enganado, joice. mas pelo que entendi, usam isso como tradução.
    vou pesquisar mais a respeito. obrigada pelo toque!

    Comentário by luíza diener — setembro 23, 2013 @ 3:28 pm

  13. Oi, fiquei com uma dúvida! Essa questão tem a ver com a idade da criança né? Vc prentende colocar na escola futuramente? com que idade?

    Comentário by Ingrid — setembro 23, 2013 @ 3:01 pm

  14. foi como eu falei, ingrid. não sou contra a escola. mas realmente, por enquanto, não pretendo colocar o benjamin em nenhuma.
    isso é muito conversado aqui em casa, mas ainda não chegamos a um consenso quanto à idade. pode ser que seja com 6, 5 ou 4, mas antes disso não.
    até porque, como disse, aqui no brasil não é permitido que crianças em idade de alfabetização (ainda está sendo discutido se será com 4 ou 6 anos) fiquem em casa.

    beijos

    Comentário by luíza diener — setembro 23, 2013 @ 3:30 pm

  15. Fico tão feliz quando encontro na rede de blogs maternos as respostas às minhas inquietações… Estes dias mesmo estava pensando sobre como é importante essa dedicação aos filhos pequenos e como é bom poder dizer que vou escolarizar meu filho apenas no limite do tempo que a lei obriga (agora são 4 anos). O Pedro ainda é bem mais novo que o Ben. Tem 1a6m. É super tranquilo e curioso. Curte cada momento que passamos juntos e aprende muita coisa, assim como você descreve. Obrigada por acalmar meu coração. Porque por mais que a gente tenha certeza que este é o melhor caminho, sempre aparece um Pedro Bó para deixar uma pulguinha atrás da orelha =]

    Comentário by Bruna Ribeiro — setembro 23, 2013 @ 3:12 pm

  16. dúvidas sempre irão surgir e eu acredito que somos seres em constante mutação.
    a gente segura os filhos em casa o máximo que pode e, quando estiverem em idade escolar, também já terão começado a aprender a ter discernimento de muitas coisas. eles continuarão a crescer e aprender, mas a educação de fato fica por nossa conta, sempre 😉

    Comentário by luíza diener — setembro 23, 2013 @ 3:32 pm

  17. Lulu, adorei. Nunca tinha ouvido falar sobre isso, acredita? E achei o máximo, por que, de fato, já praticamos isso em casa com os meninos. E a Waldorf me alegra muito, por que justamente "ensina" pela experiência e, para os menores, recria o ambiente da casa, onde todos fazem juntos, criam juntos, limpam juntos, da mesma forma que fazemos aqui em casa diariamente.

    Só fiquei com uma dúvida que acho que seu texto não abordou. No momento da alfabetização e do ensino das coisas mais práticas mesmo, como contas, interpretação de texto, regras de gramática, como que fica? Ensina em casa? Com seu próprio método? Será que temos capacidade de ensinar? Tô com a dúvida pensando em mim mesma, pois acho que teria a maior dificuldade nisso. O que diz o pessoal que pratica o unschooling com crianças no segundo setênio?

    Obrigada pelo texto, como sempre, belíssimo e super informativo. Beijos em vocês todos, doçura!

    Comentário by Glauciana Monteiro Nunes — setembro 23, 2013 @ 3:34 pm

  18. eu não sei, glauciana. eu provavelmente ensinaria algumas coisas de maneira intuitiva e outras, procuraria embasamento pedagógico para aplicar.
    por exemplo, eu fui alfabetizada por palavras, não por letras.
    por exemplo, não aprendi G, de girafa. aprendi que aquela imagem da girafa estava associada à palavra GIRAFA.
    minhas atividades, ao invés de caderno de caligrafia, eram recortar palavras na revista. eu gostava de recortar as logos. lembro me bem de transbrasil, collor, nescafé.
    provavelmente faria o mesmo com meus filhos.
    provavelmente farei, para ser sincera. mas não agora. deixa pra daqui a mais uns 2 ou 3 anos.

    Comentário by luíza diener — setembro 23, 2013 @ 7:42 pm

  19. Oi Luíza, achei muito interessante a reflexão e acho que nós, como pais, temos como obrigação esse tipo de questionamento e temos o poder de decisão no que nos compete – dentro dos limites legais, claro. Eu fiz uma opção diferente e minha filha está na escola desde os 5 meses e meio. Para nós, essa foi a melhor opção, pois não temos família perto, trabalhamos o dia todo e não somos favoráveis a ter uma babá dentro de casa com ela. A nossa opção foi por achar que uma criança na escola acaba se divertindo mais do que em casa, tem mais estímulos, convivência com outras crianças, etc. Claro que se eu optasse por ficar com ela talvez fosse melhor, mas eu não quis parar de trabalhar. Sim, foi uma opção. (continua)

    Comentário by Tatiana — setembro 23, 2013 @ 4:01 pm

  20. opa, tatiana! vou aproveitar que você comentou em etapas e responder em etapas, sim?
    primeiro, concordo com você que é melhor deixar em creche que com babá, especialmente com essa idade. se eu fosse voltar a trabalhar, faria a mesma escolha.
    por falar em escolha, respeito muito sua opção. cada mãe e cada família sabe de si 😉
    (continua. ehehehe)

    Comentário by luíza diener — setembro 23, 2013 @ 7:44 pm

  21. (continuação)Sinceramente, não acho que ela seja mais esperta por estar na escola, nem tenha se desenvolvido mais. Mas acho que ela está bem lá e nós estamos felizes com nossa opção por enquanto.
    O que tenho pensado muito foi que tipo de educação eu quero que ela tenha, especialmente quando sair do berçário (ela ainda tem 1 ano e 3m). Escolhi uma escola sóciointeracionista e gosto muito do método, mas fico questionando se não vale a pena ela ir para uma escola bilíngue, afinal é muito mais fácil aprender enquanto se é criança. Mas também não quero que ela tenha uma rotina extremamente atribulada por enquanto.
    Estou trazendo essa discussão porque acho que, apesar de achar que os métodos tradicionais são ruins para a educação das crianças e saber o quanto temos que questionar isso, também fico pensando que minha filha vai viver nesse mundo que estamos mesmo… Em São Paulo, com trânsito, caos, competitividade, convivendo com crianças de vários tipos e muitas delas que tiveram um ensino super tradicional, são bilíngues, trilíngues, moraram fora… (continua)

    Comentário by Tatiana — setembro 23, 2013 @ 4:02 pm

  22. acho que o mais importante nos primeiros anos de vida é você deixar a criança brincar livremente. então, se está na escola, é melhor que ela tenha bastante tempo e espaço para brincar e se desenvolver de forma lúdica.

    eu fugiria de escolas conteudistas.

    é mais fácil aprender outra língua quando se é pequeno? sim! mas você pode começar apresentando outro(s) idioma(s) de uma forma intuitiva, cantando músicas em outra língua e explicando o que significa cada palavra, o que significam as expressões. se assistir desenhos, coloque na língua a ser ensinada e assista junto. vá explicando o que está acontecendo. faça isso também com livros, para que ela também tenha contato com a palavra de forma visual. como as crianças gostam de repetir muitas vezes aquilo que as interessa – afinal, elas aprendem por repetição – mais cedo ou mais tarde isso vai sendo inculcado nela.

    dessa maneira, a familiaridade e a facilidade com a língua já estará lá.
    eu mesmo aprendi inglês dessa maneira. nunca fiz aula de inglês, a não ser na escola (e era fraquíssimo), mas me viro bem como posso. se precisar um dia de um inglês mais teórico, instrumental ou de uma base gramatical mais forte, vou atrás e me viro.

    inteligência vai muito além da quantidade de informação que se tem, da quantidade de conteúdos que foi aprendido e é reproduzido. isso não se chama inteligência. se chama conhecimento.
    a inteligência é desenvolvida especialmente na primeira infância e certos estímulos conteudistas mais atrapalham que ajudam.

    afinal, a gente aprende a vida inteira, até o dia da nossa morte. mas criança a gente só é uma vez e depois não podemos voltar atrás

    (continua)

    Comentário by luíza diener — setembro 23, 2013 @ 7:59 pm

  23. (continuação)Eu não sei se ela seguirá um caminho corporativo como os pais dela, mas se ela quiser seguir, quero que tenha a melhor formação para alcançar o que deseja. Não criamos os filhos para nós e sim para o mundo. Eu vou apoiá-la no que quiser fazer – desde que seja bom pra ela, claro – então acho que é minha obrigação dar o melhor e acho que isso inclui uma boa educação. Que não precisa ser totalmente tradicional, posso e vou pensar em outro tipo de escola, que valorize mais o grupo, a prática, mas não vou fugir totalmente do padrão, senão acho que ela poderá sofrer mais tarde.
    E o que eu puder fazer por ela em casa, sempre farei. Afinal, acho que os pais tem a grande e maior responsabilidade de todas na construção do caráter dos filhos.

    Comentário by Tatiana — setembro 23, 2013 @ 4:02 pm

  24. sim, criamos filhos para o mundo, mas quer jeito melhor de criá-los para o mundo que ensinando eles a ENTENDER o mundo em que vivem?
    é muito mais interessante que simplesmente jogá-los dentro de um formato que os faz apenas seguir o fluxo, ir com a maré.
    precisamos ensinar nossas crianças a pensar por conta própria, a se questionarem e tomarem suas próprias decisões.

    hoje em dia os empregos exigem muito mais que um currículo cheio de experiências e conhecimentos. eles procuram pessoas proativas, com facilidade de tomar decisões rápidas e acertadas. procuram pessoas que saibam se relacionar, extrovertidas, etc.
    isso escola raramente ensina e tem vezes que nem a vida.
    a vida e o mundo muitas vezes nos ensinam a tirar vantagem de tudo, a sacanear o colega para receber uma promoção, a ser safo e até mau caráter.
    a gente tem que ensinar a criança a se inserir no mundo, mas sabendo que esse tipo de mundo não pertence a ela.
    temos que ensiná-las a alçar voos mais altos que os nossos, a voar com suas próprias asas, cientes da direção que estão tomando. que essa decisão seja delas, mas que elas saibam procurar conselhos sensatos para chegar até esse lugar.

    a criança que sofre quando foge um pouco do padrão é aquela que não tem segurança de si. uma boa auto estima também não se aprende no colégio. ela vem, primariamente, das relações familiares sadias, especialmente com a mãe e com o pai. se os pais ensinarem que tudo bem ser diferente e que isso é bom, se a criança se sentir aceita e amada sinceramente por ser quem é, as críticas negativas vindas de outras pessoas podem até afetá-la momentaneamente, mas não afetarão quem realmente são.
    isso pra mim é criar para o mundo.

    enfim, não acho que tem que botar na escola mais bicho grilo natureba zoing zoing do mundo, com aula de esperanto e banho de cachoeira. pode até colocar numa escola tradicional. mas precisamos dar continuidade a tudo isso dentro de casa. acompanhar de perto o que está sendo passado para a criança e ensiná-la a sempre questionar as coisas.
    a pergunta é: será que temos tempo para isso?
    caso a criança passe o dia na escola e fazendo atividades extra curriculares porque os pais precisam trabalhar o dia inteiro, os pais terão energia para fazer esse acompanhamento nas horas vagas? ou vão acabar por delegar toda a parte do ensino para a escola?
    e, caso isso venha acontecer, o que é que essa escola está ensinando?

    beijos

    Comentário by luíza diener — setembro 23, 2013 @ 8:16 pm

  25. Puxa Tatiana, estou aqui lendo seu relato e me desculpe, mas fiquei assustada com tanta expectativa que vc esta colocando em seu bebê. Pare um pouco e reflita se isto é mesmo o que sua filha quer ou é a sua expectativa com relação ao que vc acha que ela deva ser. Sabe o que ela quer? Passar mais tempo com vc e com o pai dela. Construir o caráter é antes de mais nada, estar PRESENTE. E estar DISPONÍVEL. E dar AMOR, MUITO AMOR. Assim ela se sentirá segura e confiante.

    Vc acha mesmo que o mundo daqui a 20 , 30 anos será igual, com essa mesma forma quadradinha?

    Tudo está mudando de forma acelerada, SOMENTE A ESCOLA AINDA NÃO PERCEBEU. Outra coisa, a educação neste formato que temos hj, não foi sempre assim.

    Tenho amigos que tem mágoa profunda dos pais, são inseguros e tem muitas dificuldades de relacionamento e de lidar com acontecimentos inesperados, pois os pais trabalhavam que nem loucos e enchiam o dia deles com escola, línguas e atividades extra curriculares que eles não queriam fazer. O que eles queriam era passar mais tempo com seus pais.

    Sua filha vai crescer logo e essa base de amor que deve ser construída agora, logo mais não terá o mesmo terreno fértil.

    Se vc estiver disposta a se aprofundar no assunto, comece com o vídeo sugerido da Ana Thomaz. Depois converse com pessoas que praticam a desescolarização. Converse com pessoas que passaram a infância estudando , longe dos pais e por fim, de uma busca no google sobre estudos de neurocientistas a respeito da aprendizagem e do afeto na infância.

    Essa é só minha opinião, se vc achar que tem algo que ressoa dentro de vc, ficarei feliz. Se não ressoar, é só não se importar.

    Comentário by Pimenta — setembro 24, 2013 @ 8:03 pm

  26. Minha filha também completou 3 anos agora dia 15/09, é super inteligente, muito, e sempre me perguntam sobre a escola, o fato é que ela sempre foi assim, está na escola há apenas 6 meses por falta de opção, as crianças da sala dela que estão lá desde os 5 meses não são tão desenvolvidas quanto ela… é dela, não foi a escola que ensinou, aprendeu em casa, convivendo com primos maiores, mamãe ensinando e ponto.

    Comentário by Renata — setembro 23, 2013 @ 4:15 pm

  27. Luiza,sei que você está falando justamente de desescolarização,mas como quase Pedagoga(me formo esse ano,haha),lembrei de uma figura que já esperava que os próprios professores "praticassem" isso há anos! Carl Rogers.Confesso que no começo do curso,fiquei abismada com as ideias dele,mas no fim,e ainda mais com esse post seu,vejo que tudo faz sentido..existem ótimos artigos sobre a perspectiva pedagógica dele,mas achei um bem resumidinho,se quiser dê uma olhada http://elisakerr.wordpress.com/concepcao-de-apren
    é como a desescolarização dentro da escola =)

    Comentário by Lulli Lucena — setembro 23, 2013 @ 5:13 pm

  28. Luiza eu tô entendo isso, quando meu filho tinha 2 anos no Jantar de Natal da família ele falou o ABC até o 10 em português e em inglês (da quele jeito né) Então a família ficou dizendo essa criança e muito inteligente pra idade dele. Você deveria colocar ele na escola para aguçar essa inteligencia dele. Consegui segurar por mais um ano ele em casa, uma criança igual ao Bejoca, questionadora, curiosa,e do nada soltava tudo que aprendeu, papagaio e esponjinha. Educado Por favor, com licença, obrigada, Edinho pode? Todos elogiavam. Depois de vários discutições, as pessoas me chamando inclusive de irresponsável, pois a criança estava com quase 4 anos e não estava na escola. Pois bem coloquei ele em uma escolinha perto de casa, no começo tudo bem, e logo apareceu os primeiros resultados, ele começou a falar que nem bebezinho, meio que cantando. E chorava por tudo! Depois ele começou a ser mal educado comigo, fazer birra e um belo dia ele estava brincando sozinho na sala um brinquedo caiu e ele falou. Cara..! Eu fiquei chocada, sem reação na hora, perguntei onde ele havia aprendido essa palavra feia, ele ficou assustado e não disse, e logo fiquei policiando isso, alguns meses depois teve uma reunião de pais pra falar do recesso escolar e oferecer pacote de colonia de férias, assuntos vai e assunto vem, a prof disse em tom de brincadeira aluno "fulaninho" uma dia desses falou cara… kkk pode mulher desse tamanho? e riu. Eu tomei a frente e disse, não rí isso é um assunto serio, meu filho falou isso em casa e eu e minha família não falamos nenhum palavrão. Nos ensinamos a ele ser uma criança Educada e de caráter para chegar aqui e esse ensinamento ser quebrado! Luíza infelizmente em toda casa pensa igual a nossa, nem toda família tem esses conceitos de criação e isso é terrível, infelizmente pagamos pelo erro dos outros. Mais sim notei que meu filho depois que foi pra escola ficou totalmente diferente, e aquela criança educada pouco existe. Minha parte eu faço, mais a extensão da escola não e igual a minha educação, e a que eu quero passar para os meus filhos.

    Comentário by Iara Basílio — setembro 23, 2013 @ 5:49 pm

  29. Gostei muito do seu texto, Luíza. Quem dera o mundo fosse desse jeito, mais inteligente e flexível, feito pra gente de carne e osso e alma e espírito e razão e emoção, assim como na verdade as gentes são. Grande abraço.

    Comentário by Valter — setembro 23, 2013 @ 6:09 pm

  30. Já cansei de ouvir: "nossa, é tão esperta/inteligente, ela vai para a escola?" e diante da negativa vem o complemento "quando for para a escola vai desenvolver mais ou fazer tal coisa melhor". Dependendo da pessoa eu respondo que sim, vai desenvolver mais, afinal, ela estará mais velha…

    Mas eu observo que há uma descrença na capacidade da mãe de cuidar e que ela se modifica com o passar dos meses, mas é a mesma descrença. Antes do nascimento ela não conseguirá ter um parto, a cesárea é a melhor (ou mesmo a única) opção. No início da vida do bebê a mãe é a única que não sabe cuidar, não sabe amamentar, não sabe dar banho, o leite é fraco, etc, e com o tempo vem a cobrança pela escola, e mais uma vez é uma afirmação que a criança estará melhor com outras pessoas, com quem não tenha apego, que muitas vezes nem mães são (não desmerecendo, mas existe sim diferença), enfim, que a mãe, independente de interesse e disposição, nunca será a pessoa mais qualificada e ideal para cuidar do próprio filho.

    Comentário by Daniela Prytoluk — setembro 23, 2013 @ 7:59 pm

  31. Gostei muito do texto. identifiquei vários pontos que ocorrem na minha realidade. Meu filho antes de frequentar a escola se mostrava muito interessado por qualquer atividade, fosse ela escrita ao ar livre entre outras atividades. Hoje muito menos interessado, bastante preguiçoso e até desrespeitador dos valores lhe passado, assim acredito que ele está se espelhando em alguns exemplos dos colegas da escola.

    Comentário by Carla popper — setembro 23, 2013 @ 8:16 pm

  32. Realmente é difícil dar um bom ensino pro filho, sem gastar dinheiros a mais do que gostaríamos… Quem me dera poder ficar até os 5 anos do João com ele em casa. Mas a realidade não nos permite, e cada mãe se vira com as 4 horinhas que temos disponível nos dias de semanas.
    E outra coisa, a sociedade esta tão acostumanda com tudo igual, que se eu tentasse algo do tipo em casa, as pessoas da família iam me achar louca, dizer que não educo meu filho…
    Falta cultura.

    Comentário by Sofia Liardo — setembro 23, 2013 @ 8:37 pm

  33. Adorei o texto! Veio a calhar muito com o meu momento. Optei por mudar de cidade para termos uma vida mais tranquila, com mais verde e uma escola melhor para o Pedro (no caso, preciso deixá-lo pelo menos por 4 horas) e encontrei uma igual a da sua amiga por 600 dinheiros! Bom ver esse movimento de mais pessoas pensando fora da caixinha com essa nova geração!

    Comentário by Ju Cavani — setembro 23, 2013 @ 9:15 pm

  34. Oi, Luíza.
    Você já viu o documentário Educação Proibida?
    Caso não, assista, é fantástico. Fala sobre isso também.
    http://www.youtube.com/watch?v=n9KeDTMEYSE

    É muito legal pensar 'fora da caixinha'. Confesso que sou daquelas que de primeira, soltam:
    – O queee?? Que absurdo!

    Mas sempre procuro a respeito e quase sempre enxergo novos horizontes.
    Estava conversando sobre isso com um amigo e até citei esse documentário. 🙂
    O pediatra do meu filho me orientou a não colocar tão cedo na escolinha e falou os motivos. Claro que cabe ao pai/mãe, mas aqui pretendemos colocá-lo quando ele tiver no mínimo, 4 anos.

    Parabéns pela postagem. Muita coisa eu não sabia e esse post me esclareceu demais.

    Beijos pra vcs.

    Comentário by Brenda — setembro 23, 2013 @ 9:26 pm

  35. Me identifiquei muito com a descolarização. Desde que me conheço por gente, acho absurdo o tempo e a vida que perdemos na escola regular. Nada nos estimula em identificar nossas verdadeiras habilidades e talentos. Só decoreba Insuportável! Mas algo que sempre digo para os meus filhos que não importa o que os outros digam, eles podem trabalhar com o que amam, se isso vai fazê-los felizes! Amei o post! Pretendo colocar mais em prática! Bjssssss

    Comentário by Louise — setembro 24, 2013 @ 12:29 pm

  36. Muito instrutivo e bacana seu texto. É o que realmente precisaríamos nos dias de hoje.
    Temos um carinha super esperto de 2 anos e 5 meses que faz toda a diferença em casa também.
    Ele vai à escola apenas meio período, mais para a convivência com crianças da idade dele, pois na família ele é a única criança pequena…
    O foco dele é a música. Extremamenteeeee interessado em bateria e violão..
    Estamos tentando ensiná-lo em casa, pois o pai aprendeu a tocar violão e outros instrumentos sozinho.
    Acho muito válida essa experiência de aprender no dia-a-dia.
    Torço para que um dia consigamos vencer essa barreira de poder ensinar nossos filhos apenas em casa, sem essa obrigação diária da escola. Sou muito a favor da desescolarização.
    Obrigada pelo texto e pelas dicas.
    Acredito que, como os comentários acima, não estamos sozinhas em nossas esperanças.
    Abraços!!!

    Comentário by Fabiane — setembro 25, 2013 @ 12:02 pm

  37. Amei, Luiza. Não conhecia o blog e cheguei aqui por esse texto, que uma amiga compartilhou no facebook. Desde que me tornei mãe, tenho me interessado demais por temas como educação e desecolarização. Ainda não sei o rumo que as coisas irão tomar na educação do meu pequeno, mas ainda que ele acabe indo para uma escola do tipo mais tradicional, espero fazer a minha parte para que ele não se molde demais a ela, não apare a spróprias arestas para se encaixar num modelo pré-existente. Acho que é meu dever como mãe garantir que ele possa se tornar ele mesmo, com toda sua singularidade, sem vir a acreditar que precisa se moldar, se modificar, para ser aceito pelos outros. Um objetivo difícil, mas espero que consigamos juntos. Um abraço, e obrigada pelo texto!

    Comentário by Fernanda — setembro 25, 2013 @ 5:59 pm

  38. Muito bom seu texto!! Como professora, defendo a escola. Mas não essa escola que está aí. Defendo a escola como espaço de aprendizagem e isso não significa somente o espaço físico. Quando falamos em escola, remetemos logo e simplismente àquele espaço de concreto. Mas a escola está além de seu muros, mas poucas escolas praticam isso. Infelizmente, quando nossas crianças ingressam nas escolas, são obrigadas a esqueceram todo conhecimento que adquiriram no seu lar, no seu dia-a-dia, no seu convívio com a família e com o mundo que a cerca. A escola precisa acolher o aluno e não adquá-lo a algo que não faz parte do seu mundo real. Muito difícil mudar esse quadro, principlamente nas escolas públicas. Mas conheço um bom número de escolas que já trabalham nessa perspectiva de que ela é quem precisa se adequar ao aluno e não o contrário!

    Beijão.

    Comentário by Rose Misceno — setembro 25, 2013 @ 9:32 pm

  39. Oi Luiza, minha família esta vivendo na prática o unschooling desde junho deste ano. Nós tiramos nossa filha da escola e saimos pela estrada em busca de uma vida mais simples. Agora somos nomades e estamos muito felizes com nossa decisão. As pessoas acham que educar os filhos em casa requer muita disciplina, muito tempo, muito dinheiro, mas na verdade não precisa de nada disso, a não ser quem sabe tempo. Se a gente trata nossos filhos como individuos que eles são, sabemos que eles tem suas preferencias e que como seres humanos são loucos de curiosidades e vontade de entender o mundo e a vida. Coisa que as vezes a escola acaba tirando pois tem que se prender a curriculos e testes que na verdade só testam a capacidade da pessoa fazer provas. Também não sou contra a escola, mas acredito que o fator compulsório transforma a escola quase numa prisão. Quando a Alice ia pra escola, ela adorava, mas acontecia várias vezes de a gente ter a oportunidade de fazer um passeio legal (e super educativo, tipo ir a um museu) ou uma viagem e não podermos pois ela iria perder aula! Tentei até conversar com a escola pra ver se seria possível a gente ter mais flexibilidade mas não houve muita cooperação. Parabéns pelo post e por tornar possível a discussão desse assunto aqui no Brasil. Abraço!

    Comentário by velacerda — outubro 3, 2013 @ 2:11 pm

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