01 de outubro

para continuar amamentando

por luíza diener

sansa mamando 4 meses

que o leite materno é o melhor e mais completo alimento para o bebê nos seus primeiros meses de vida não é novidade. acho que ninguém discorda disso.
mas muitas coisas acontecem no meio do caminho que podem conduzir a um desmame precoce nos bebês.
a organização mundial da saúde (OMS) preconiza o aleitamento materno até 2 anos de idade ou mais, além da amamentação exclusiva e em livre demanda nos seis primeiros meses de vida do bebê.

peço a cada um que agora me lê que estude com carinho tudo que vou falar a seguir, que é baseado em evidências científicas, não no que eu acho ou na minha pouca experiência amamentando dois filhos, ou no que disse minha mãe, tia, irmã, avó.

primeiramente é importante conhecer (ainda que resumidamente) as vantagens da amamentação tanto para a saúde dos bebês quanto para das mães:
para bebês, a amamentação natural reduz os índices de mortalidade infantil; diminui a probabilidade de alergia e problemas digestivos nos primeiros meses de vida; auxilia no desenvolvimento cognitivo e psicomotor, entre outros benefícios.
para mães, fortalece o vínculo entre mãe e bebê; reduz a quantidade e o tempo de sangramento no pós parto, evitando hemorragias e anemias; promove contrações uterinas, ajudando a reduzir o tamanho do útero; acelera o metabolismo, auxiliando na perda de peso e na recuperação da forma física; diminui a incidência de diabetes, osteoporose, câncer de mama, de útero e de ovário, entre outros benefícios.

um estudo feito em são paulo com quase 600 mães apontou que 92% das mães que amamentavam sabia dos benefícios da amamentação, mas que ainda assim 86,6% dos bebês desmamou antes dos 6 meses de idade, sendo que a idade média do desmame foi de 3,3 meses. três vírgula três meses de idade, gente!
muitas vezes sabemos da importância e vantagens da amamentação mas, na prática, na correria, no trabalho que dá cuidar de um bebê, adotamos certas medidas que podem prejudicar a saúde de nossos filhos a longo prazo.

por isso gostaria de apresentar os fatores que levam ao desmame precoce com maior frequência:

  • “leite fraco” – muitas mães afirmam que o leite era fraco, que não sustentava, que o bebê chorava muito e que tudo melhorou quando ele tomou o complemento, um chazinho, um pouco de água. leite fraco é um mito! (para maiores esclarecimentos, recomendo a leitura deste texto. clique para ler)
  • problemas na amamentação – peito empedrado, posição incorreta durante a amamentação, fissuras no mamilo, infecções e outras intercorrências de saúde causam desconforto e muitas vezes a mulher evita amamentar por conta disso, o que diminui a produção de leite e em alguns casos pode até secar (clique aqui para mais instruções sobre uma pega correta durante a amamentação).
  • volta ao trabalho – às vezes, por falta de conhecimento ou de prática, muitas mães abandonam a amamentação ao voltarem ao trabalho.
  • introdução alimentar precoce – a OMS e o ministério da saúde são bem claros quanto à importância da amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida. a introdução alimentar (chás, leites artificiais, frutas, verduras, carne, águas, sucos, etc) antes disso favorece o desmame gradual e muitas mães, sem saberem, acabam afirmando que o bebê “largou o peito sozinho”.
  • uso de bicos artificiais – chupetas, mamadeiras, chucas, tudo isso pode confundir a pega do bebê e também acarretar em sérios problemas na infância e até na vida adulta (para se informar mais, clique aqui).
  • falta de apoio e instrução dos profissionais de saúde – essa, na minha opinião, é a mais séria, pois a maioria dos problemas relacionados à amamentação seria evitada se houvesse uma instrução de qualidade – baseada em evidências – sobre a amamentação desde o período pré natal e também na maternidade – após o nascimento do bebê e antes que mãe e bebê tenham alta do hospital – mas, principalmente, dos pediatras. muito se fala em consultório sobre sono e rotina (como se o bebê tivesse hora certa para mamar) e pouco se fala sobre livre demanda (que é deixar o bebê mamar quando quiser e por quanto tempo quiser).

segundo outro artigo científico que li e diante de muitas conversas que já tive com mães no período de pós parto, percebi que os incômodos da amamentação nos primeiros dias levam muitas mães a recorrerem a leites artificiais ou a usarem bicos de silicone nos seios e outros fatores que – a longo prazo – podem influenciar no desmame.
dentre tais incômodos, é muito frequente ouvir mães que tiveram fissuras no mamilo, o famoso “bico rachado”. e vou te falar: dói que é uma desgraça. às vezes sangra e fica tão, mas tão sensível, que só de encostar uma blusa de nada a gente já vê estrelas. imagina amamentar! se o problema não for resolvido logo, a tendência é piorar ainda mais e evoluir para um quadro clínico grave.
o mais importante é tratar as fissuras e insistir na amamentação, sempre corrigindo a pega e procurando a posição mais confortável para a mãe e o bebê. uma forma de fazer isso é usando produtos naturais que aliviam esse tipo de problema, como a pomada Millar, que é à base de lanolina anidra pura e não prejudica o bebê em caso de ingestão, podendo ser usada também como prevenção às fissuras.
busque sempre informação de qualidade e, se estiver insegura, procure o banco de leite da sua cidade para te ajudar, bem como grupos de apoio à amamentação.
pode até ser bonitinho pra algumas pessoas ver a reação de bebês comendo e bebendo outras coisas, mas espere a idade certa para que eles comecem a se alimentar.
acredite no seu leite e acredite em você! procure um médico de confiança e que seja alinhado com seus princípios.

e lembre-se: tudo tem seu tempo! as coisas ruins passam, mas as boas memórias permanecem. não desista daquilo que é mais essencial para o seu bebê: o seu leite!

***

este post teve um oferecimento de Millar – lanolina anidra pura, do laboratório Aché.
um produto desenvolvido especialmente para o tratamento de fissuras no mamilo, que não prejudica a saúde do bebê e que ajuda mães a continuarem nutrindo seus filhos com amor e leitinho materno.


selo matrioska

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21 Comments »

  1. Essa pomada foi excelente para mim. Grande aliada, recomendadíssima!!

    Comentário by Eduarda — outubro 1, 2014 @ 11:22 am

  2. Millar foi uma benção no período de adapatação à amamentação. Chorava e mordia uma fralda pra não gritar e assustar minha bebeinha quando ela pegava o peito. Meus seios sangravam, senti tanta, TANTA dor, mas em nenhum momento pensei em desistir. Sobrevivemos e hoje, completando quase um meszinho de vida, estamos muito felizes na livre demanda. Amamentar é muito amor!

    Comentário by Gabi Zaleski — outubro 1, 2014 @ 12:11 pm

  3. Oi, Luíza.

    Concordo totalmente com você. Amamentar é um benefício para todos, daquela situação ganha-ganha. Mas fico com pena quando leio textos sobre amamentação que não levam em consideração as dificuldades reais que existem em muitos casos. Ao falar em problemas com amamentação, inclusive, você só coloca um travessão e não faz tece mais nenhum comentário. Você é uma inspiração para muitas mães, e inclusive para mim, mas acho importante deixar claro que, sim, amamentar é incrível, mas, sim, nem todo mundo consegue…

    Vivi essa saga, que infelizmente chegou ao fim antes do que eu gostaria… http://osamoresdelulu.blogspot.com.br/search/labe

    Comentário by Luciana — outubro 1, 2014 @ 2:25 pm

  4. Oi, Luciana, tudo bem?
    O texto foi apenas um panorama geral sobre problemas de amamentação. Por ser uma assunto muito extenso e detalhado, não dá pra abordar tudo num texto só, infelizmente. Mas coloquei diversos links ao longo do texto exatamente para orientar quem estiver em busca de mais informação.
    De maneira alguma a intenção no texto foi dizer que todo mundo tem que dar conta de amamentar, mas por tudo que eu pesquisei, acontecem vários casos de desmame precoce por falta de informação e, especialmente, de orientação orientação errada dos profissionais da área da saúde. Claro que não estou dizendo que esse seja seu caso – longe de mim fazer isso porque não sou absolutamente ninguém para julgar os outros – mas sei que qualquer informação já é alguma coisa.
    Por exemplo, você sabia que o post de maior acesso aqui do blog é uma brincadeira que fala sobre teste caseiro de gravidez? O que tem de menina de 15 anos (algumas mais, outras menos) que chegam aqui através do Google porque desconfiam que estão grávidas e apelam para coisas absurdas (como ferver a urina ou misturar xixi com água sanitária) na tentativa de confirmar uma gravidez não está no gibi (ao invés de comprar um teste de gravidez ou procurar um médico, por medo, vergonha, vai saber).
    Por isso a intenção desse post é ajudar quem está partindo do zero nessas informações, de maneira alguma descredibilizar a tentativa de uma mãe ao amamentar.
    Se um dia fizer um post específico sobre dificuldades como as que você passou, posso contar com você para me ajudar?

    Obrigada!

    Comentário by luíza diener — outubro 1, 2014 @ 3:47 pm

  5. Oi, Luíza.

    Não entenda meu comentário como uma crítica. Como a Luana disse aqui abaixo, entendo que seja apenas um panorama geral. Realmente é impossível abordar todos os aspectos da amamentação em um único post. Mas acho muito importante falar das dificuldades também, mesmo que não seja o seu caso. Além de ser um blog pessoal, seu blog virou uma fonte de informação para muitas mães e mulheres, como você mesma disse. Talvez seja legal apresentar, sim, as dificuldades que muitas mães enfrentam, que vão além das estatísticas.

    Pode contar comigo, embora meu caso não tenha sido nem de longe tão dramático como o da Luana.

    Um beijo.

    Comentário by Luciana — outubro 3, 2014 @ 11:42 am

  6. Oi Luiza,

    Acompanho seu blog faz muito tempo, vi Benjamin e Sansa nascerem e crescerem através dos seus posts… Admiro o modo como você coloca amor em cada linha, e principalmente a leveza e honestidade que você carrega nessa dura e maravilhosa tarefa de ser mãe. E admito que foi você, seu marido e seus filhos que plantaram em mim a esperança de ter uma família e passar a eles todo o amor que eu possa ter.
    Confesso que essa é a primeira vez que escrevo aqui, sou leitora assídua, mas pouco participativa.
    E o motivo do meu comentário hoje é um só: compaixão.
    Parei de amamentar minha filha (hoje com 5 meses), aos 2 meses e meio. Chocante né? Nem tanto… Vou contar minha história.
    Continua…

    Comentário by Luana da Silva — outubro 1, 2014 @ 3:44 pm

  7. Sou nutricionista e minha filha, a Alice, nasceu com 2.750 Kg, com 38 semanas de gestação, fez a pega correta na hora da amamentação (logo após o parto) e continuamos assim, porém ao longo dos dois primeiros dias ela não mamava.. Fazia a pega correta, dava duas ou três sugadas e voltava a dormir. O pediatra, preocupado, fez com que ficássemos internadas no hospital por três dias, realizando exames de HGT de oito em oito horas, e com visitas frequentes do banco de leite, até que no terceiro dia tivemos alta com o diagnóstico “ela só é preguiçosa, quando tiver fome vai mamar”,com um peso de 2.450 Kg e com recomendações para amamentá-la em livre demanda – o que segui com afinco. Com duas semanas de vida, fui a uma pediatra (escolhida para acompanhá-la ao longo da infância) e lá verificamos uma perda de peso de 100g, deixando o meu bebê com apenas 2.350 Kg, fui para casa com uma recomendação de amamentar de duas em duas horas e voltar em uma semana. Durante a semana seguinte, a Alice começou a vomitar e chorar muito durantes as mamadas, como sou nutricionista desconfiei da APLV, e retirei o leite da minha dieta, mas não observei melhora. No retorno com a pediatra, sem ganhos ou perda de peso, ela me disse que a última coisa que eu deveria desconfiar era de qualquer alergia ou intolerância, que minha filha tinha refluxo e isso seria resolvido com medicação. Mesmo a contragosto, querendo ver a melhora da minha menina, comecei com a medicação e amamentação a cada duas horas, inclusive durante a noite. Nas semanas seguintes, as coisas pioraram pra valer: a Alice se engasgava dormindo, e muitas vezes em silencio, passei noites e noites em claro; os vômitos aumentarem de frequência e intensidade, saindo em jorros até pelo nariz; ela chorava ao ser encostada no seio e empurrava sua cabeça pra trás com força; começaram a aparecer manchas na pele e chiado no peito; depois de três semanas, tinha quase certeza da APLV, então suspendi a medicação e procurei outro pediatra (um anjo). Nessa ocasião a Alice estava com 40 dias e tinha tido um ganho de peso de apenas 240g, ou seja, pesava 2.590 Kg. Ela tinha olheiras fundas e nada de bochechas. O médico disse na mesma hora que se tratava de APLV, mas que o diagnóstico correto deveria ser feito pela gastropediatra, e que eu deveria levá-la no mesmo dia, pois o ganho de peso dela já estava muito comprometido.

    Comentário by Luana da Silva — outubro 1, 2014 @ 3:45 pm

  8. Como era de se esperar, a gastro deu a martelada final dizendo que havia 99% de chances de ser APLV, e que isso seria confirmado com a dieta de exclusão de 6 semanas. Pra minha tristeza e decepção, ela me prescreveu fórmula infantil especializada para APLV, a ser dada em seringas ou copinhos, sua justificativa era que até a adaptação da dieta a aceitação dela demoraria em torno de 15 dias, e isso era tempo demais para ela, que já estava em desnutrição. Fomos para casa sabendo que o trabalho iria ser duro, mas que pelo menos existia um diagnóstico. Comecei a dieta de exclusão no mesmo dia, e a introdução da fórmula também. Porém a fórmula foi super bem aceita, enquanto o seio era rejeitado com gritos, choro e vômito. Mesmo assim, a melhora foi visível, ela se tornou uma criança menos irritadiça e a cada semana víamos um ganho de peso, pequeno, mas significativo. Enquanto a amamentação foi ficando cada vez mais difícil, era um momento onde eu via minha filha berrar, gritar e gemer após ter dado apenas três ou quatro sugadas. No retorno com a gastro onde foi confirmado com 100% de certeza a presença da APLV, comentei a enorme frustração que senti sendo que a minha filha não aceitava mais o seio, mesmo com todo o trabalho que eu estava fazendo e persistência que estava tendo. E ela me explicou que em algumas ocasiões, mesmo os menores, fazem associações, e que este parecia ser o caso: minha filha associou o seio à dor que ela sentia. Ela solicitou que eu aumentasse a quantidade de fórmula infantil oferecida, porque, por mais que fosse doloroso, o ganho de peso dela era o mais importante nesse momento. Fui pra casa derrotada, decepcionada e frustrada, por ser uma mãe tão incompetente. Ao longo da semana que se seguiu, aumentei a fórmula e continuei insistindo com a amamentação, até que um dia, de tanto chorar, minha filha vomitou e se afogou com o próprio vomito, e demorou loooongos 60 segundos pra voltar a si. Foi nessa hora que minha consciência pesou e perguntei pra mim mesma: Até que ponto chega a minha insistência na amamentação? E foi então que decidi parar… E foi o fim pra mim: me senti culpada, frustrada, decepcionada, com raiva, me senti incompetente, uma mãe cruel e ruim. Chorei até que não houvesse mais lágrimas… E para a Alice foi excelente, passei a dar somente a fórmula e ela passou a ser a criança mais tranquila que conheço, ganha peso desde então e hoje, com 5 meses, pesa 5.380 Kg e se desenvolve normalmente. O peso é pouco para sua idade, mas a cada dia temos que correr atrás do prejuízo dos primeiros dias, e nós vamos chegar lá.
    Continua…

    Comentário by Luana da Silva — outubro 1, 2014 @ 3:45 pm

  9. Agora volto a colocar o motivo do meu comentário: compaixão.
    Eu como, nutricionista, sei a importância inenarrável de amamentar e incentivar a amamentação. Mas como mãe, sei que às vezes nem sempre é possível, e que não devemos nos sentir a pior das mães porque fizemos uma escolha que parecia ser a melhor para o desenvolvimento dos nossos filhos. Não há um dia em que eu não me sinta culpada por isso, não há um dia em que olho pra minha filha tomando seu leite e desejo com toda a intensidade que isso fosse pela amamentação, não há um dia em que eu não sofra de medo por minha filha ficar mais doente ou me amar menos por não ter sido amamentada.
    Sei que muitas mães, assim como eu, leem o seu blog em busca de alguém que vê e fala da maternidade como ela é, com seus lados bons e ruins, então tenha compaixão por essas mães que sofrem assim como eu.
    Os veículos de comunicação pintam uma imagem maravilhosa da amamentação, e ela é, mas nem sempre, e é difícil também. Então é muito rápido para uma mãe que não pode amamentar, sentir-se a pior da espécie, assim como eu me senti. Quando as pessoas veem a Alice mamando seu leite, julgam, de forma rápida e cruel, que você é uma mãe egoísta e cruel que não pensa no seu bebê, e às vezes nem procuram saber dos motivos.
    Apoio a sua intenção e acho maravilhoso, do ponto de vista pessoal e profissional, sua intenção e seu incentivo à amamentação. Mas peço, gentilmente, lembre-se que tem algumas mães que não tem essa opção, e um texto como o seu agora, traz a tona um sentimento de culpa inenarrável, principalmente, no quesito afetivo, como se não amamentar significasse amar menos e ser menos amado. Quero que você entenda, apoio a amamentação, desde que ela seja o melhor para o seu filho, e não sobre qualquer circunstância.
    Peço desculpas pelo texto gigantesco, mas queria que você entendesse o meu ponto de vista.
    Saiba que continuarei sendo sua leitora assídua, e admirando demais o jeito real, dedicado e amoroso com o qual você leva esse dom que Deus nos deu: a maternidade.

    Um grande abraço, Luana.

    Comentário by Luana da Silva — outubro 1, 2014 @ 3:46 pm

  10. Oi, Luana, tudo bem?
    Mais uma vez repito o comentário que respondi acima e em seguida completo com minhas observações para o seu comentário específico:

    O texto foi apenas um panorama geral sobre problemas de amamentação. Por ser uma assunto muito extenso e detalhado, não dá pra abordar tudo num texto só, infelizmente. Mas coloquei diversos links ao longo do texto exatamente para orientar quem estiver em busca de mais informação.
    De maneira alguma a intenção no texto foi dizer que todo mundo tem que dar conta de amamentar, mas por tudo que eu pesquisei, acontecem vários casos de desmame precoce por falta de informação e, especialmente, de orientação orientação errada dos profissionais da área da saúde. Claro que não estou dizendo que esse seja seu caso – longe de mim fazer isso porque não sou absolutamente ninguém para julgar os outros – mas sei que qualquer informação já é alguma coisa.
    Por exemplo, você sabia que o post de maior acesso aqui do blog é uma brincadeira que fala sobre teste caseiro de gravidez? O que tem de menina de, 14 e 15 anos (algumas mais, outras menos) que chegam aqui através do Google porque desconfiam que estão grávidas e apelam para coisas absurdas (como ferver a urina ou misturar xixi com água sanitária) na tentativa de confirmar uma gravidez não está no gibi (ao invés de comprar um teste de gravidez ou procurar um médico, por medo, vergonha, vai saber).
    Por isso a intenção desse post é ajudar quem está partindo do zero nessas informações, de maneira alguma descredibilizar a tentativa de uma mãe ao amamentar.
    Se um dia fizer um post específico sobre dificuldades como as que você passou, posso contar com você para me ajudar?

    Comentário by luíza diener — outubro 1, 2014 @ 4:03 pm

  11. Entendo e apoio perfeitamente o seu post e a forma como foi colocado.
    O meu comentário foi no sentido de, também, ser esclarecido que, as vezes, não temos opção. E nem por isso devemos achar que seremos menos mães, menos amadas ou menos dedicadas do que as mães que amamentam. Que não é sem sacrifício que a amamentação é deixada para trás.

    E é claro que você pode contar comigo, me sentiria lisonjeada de colaborar com você em um assunto tão importante como esse. Estou à sua disposição..

    Comentário by Luana da Silva — outubro 1, 2014 @ 4:27 pm

  12. Amamentar é um mal necessário… Pra mim é! Meu mais velho foi até 8 meses e agora que estou grávida de novo estou me fortalecendo pra aguentar o tranco. Dor, incomodo, roupa adequada, cheirando a leite, vai namorar e o leite escorre. Fora que a madrugada da mãe que amamenta é punk, se vc é como eu, com dificuldade de dormir de novo. Nem adianta dizer que marido ajuda, porque amamentar sempre me despertou.
    Amo meu filho e fiz isso por ele, por conta da alergia alimentar. Mas não é uma missão fácil. Nem agradável a todas.

    Comentário by Leticia — outubro 1, 2014 @ 10:44 pm

  13. Puxa, Letícia, que pena que você tenha encarado isso como um “mal necessário”.
    Espero que, caso deseje amamentar novamente, você tenha mais sorte. Em caso positivo, acho que vale a pena procurar ajuda de um banco de leite ou uma pessoa especializada, para que você não sofra tanto.
    Beijos de uma mãe que não dorme há mais de 4 anos.

    Comentário by luíza diener — outubro 2, 2014 @ 1:21 am

  14. amamento minha bb de 4 meses 3 semanas. e pretendo seguir firme exclusivo e livre demanda até
    os 06 mses. Mas devo admitir que estou cansada, bem cansada. Fico pensando comigo que após a introdução aliemntar pode ficar mais fácil. Mas não penso em desmame natural, lá pelos 3 anos…pra mim isso seria
    transformar a experiência da maternidade num martírio. Não consigo achar em blogs de maternidade legais informações sobre um desmame gentil…será que qe não poderia rolar um post aqui? Só tem post sobre desmame natural…
    Não sei quando desmamarei não, imagino que por volta de um ano, por aí…mas queria vislumbrar a luz no fim do túnel!

    Comentário by remfernandes — outubro 2, 2014 @ 5:16 pm

  15. Oi, Renata! Te falar que já escrevi sobre a minha experiência ao desmamar o Benjamin. Foi um desmame planejado, mas de longo prazo. Durou mais ou menos 8 meses, talvez um pouco mais, talvez um pouco menos. Se quiser pegar as dicas, acho que dá pra encurtar o tempo. Eu comecei bem antes dos dois porque o plano era desmamar perto de dois anos.
    Espero que ajude: http://potencialgestante.com.br/mame-e-desmame/

    Beijos

    ps: uns dois meses depois que publiquei esse post, ele desmamou de vez

    Comentário by luíza diener — outubro 2, 2014 @ 10:08 pm

  16. Obrigada Luíza! Amei o post! Era o que eu tava precisando sim! Valeu pela força!

    Comentário by remfernandes — outubro 3, 2014 @ 4:30 pm

  17. Amamentei meu mais velho, agora com dois anos, por 1 ano e 4 meses. O início foi difícil e fui obrigada a parar por conta da gestação nova.
    Pari faz 10 dias e me vi diante d uma situação mto pior. Peitos gotejando sangue e a impressão d ter 30 agulhas em cada mamilo, fissuradíssimos.
    Pega errada e eu num beco sem saída. Eu q sempre fui contra bicos e fórmulas, me vi pedindo arrego e recorri a esses artifícios.
    Sobrevivi, apesar dos seios ainda mto sensíveis. Ele já pega melhor, mas eu tiro na bombinha e coloco na chuquinha, pelo menos até os seios sararem.
    E as coisas q eu tanto critiquei são as q estão me ajudando a continuar a amamentação…

    Comentário by Letícia Olímpio — outubro 2, 2014 @ 5:49 pm

  18. “Nem todo mundo que fuma tem câncer de pulmão, nem todo mundo que bebe bebida alcoólica tem cirrose, nem todo mundo que tem relação sem preservativos tem AIDS. Mas há uma chance maior de isso tudo acontecer. Nem por isso, deixamos de orientar a forma que se julga adequada (não fumar, não beber e relações sexuais sempre com proteção).

    Assim, nem todas as crianças que usarem andador terão acidentes e serão internadas, nem todas as crianças que estiverem em um carro fora das cadeirinhas vão morrer em acidentes, nem todas as crianças que consumirem mel abaixo de um ano de idade terão botulismo, e nem todas as crianças que tomarem sucos terão obesidade ou diabetes tipo 2. Mas há uma chance maior de isso tudo acontecer. Nem por isso, deixamos de orientar a forma que se julga adequada (não usar andador, no carro, sempre na cadeirinha, não oferecer mel abaixo de um ano de idade e não oferecer sucos abaixo de um ano de idade e dar preferência para as frutas in natura).”

    (retirado do site Pediatria e Homeopatia, do dr. Yechiel Moises Chencinski)

    Comentário by luíza diener — outubro 2, 2014 @ 10:17 pm

  19. Ola Luiza, acompanho seu blog desde que engravidei, tenho um bebe de 6 meses, e a minha adaptação á amamentação não foi nada fácil, tive mastite, muita dor, febre, fiquei internada 5 dias com antibióticos, mas não desisti da amamentação! Acho importantissimo e não desistiria por nada nesse mundo! Hoje estou bem melhor e meu pequeno mama muito! Parabéns pelas crianças lindas!!! Bjosss

    Comentário by Rachel Pavani — outubro 3, 2014 @ 8:46 am

  20. E qual a solução nestes casos, Luiza? Em q os seios quase se desfazem?

    Eu consegui e hj c a minha experiência tendo amamentado 2, pude enxergar q cada caso é um caso. Demonizei certas coisas q como eu disse, me ajudaram mto e hj depois d dias ele está d volta aos seios, feridos ainda, mas bem melhor.

    Comentário by Letícia Olímpio — outubro 4, 2014 @ 6:21 am

  21. Olá! Fiquei muito sensibilizada ao ler os comentários deste post pq infelizmente a amamentação pode ser bem complicada. Bem antes de engravidar já sabia td q poderia dar errado e fiz de tudo pra me antecipar aos erros. Meus seios não racharam, a bebê teve a pega perfeita, o leite desceu rapidamente e eu estava “super afim”. Mas, simplesmente eu produzia pouquíssimo leite! O motivo foi uma mamoplastia q fiz qdo tinha 19 anos e retirei 2,5kg. Parece q sobraram poucas glândulas… Consegui amamentar minha filha até os 4 meses e meio, até q ela recusava e não havia meios de obrigá-la! Como a leitora Luana, não há um único dia em q não me sinta culpada, apesar de saber q lutei muuito pra amamentar minha filha! Hj ela está com quase 1 ano e 4 meses

    e até hj meu leite ainda não secou! Só estou contando essa história pq me senti confortada em saber das dificuldades de outras mulheres. Quem sabe um dia vc não escreve sobre o q pode dar errado?

    Bj, amo seu blog de paixão!

    Comentário by Roberta — outubro 11, 2014 @ 7:56 pm

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