01 de setembro

[relato de leitora]: dói tanto neles quanto na gente

por luíza diener

{escrito e enviado a nós pela nossa querida leitora amanda rodrigues. 
um relato sobre vacina}

quando você descobre que está grávida não imagina o quanto vai precisar ser forte na hora de levar o seu bebê para tomar as primeiras vacinas. se para uma mãe em idade de ser mãe já é difícil, imagina pra uma mãe adolescente, como eu fui. na vacina do bracinho, a isa no meu colo com aquela carinha inchada de recém-nascido, e amarela de icterícia (comum nos primeiros dias), não sabia o tamanho da agulha que a moça do posto de saúde segurava enquanto olhava para os meus olhos cheios de  adolescência.

acompanhar a carteirinha de vacinação tinha que vir com acompanhamento psicológico, porque é você que vai segurar o braço, a perna, o que for do seu bebê para que ele não se mexa tanto, e é pra você que ele vai olhar com um olhar incompreensível, sem entender o porque de você estar fazendo isso com ele. lembro que saía do posto de saúde com a maior dor do mundo. mas com o tempo você vai conhecendo, inventando e descobrindo formas de acalmá-lo na hora da vacina.

logo após uma viagem, a isa – que tinha apenas 13 meses – voltou com catapora forte e passamos 10 dias internadas em isolamento, o que deixou muitas marcas no rosto dela até hoje (ela já está com 5 anos). na época, eu com apenas 18 anos, chorava junto com ela quando a enfermeira saía do quarto.

então, quando saiu a notícia dizendo que a varicela ia entrar no calendário básico do SUS a partir de 2013, comemorei internamente pensando nos meus próximos filhos. (não que eu pense nisso tão cedo, veja bem… haha)

por isso, conversar com o seu pediatra é sempre importante. saúde é um assunto que gera muitas dúvidas e preocupações até nas mães mais experientes e, sem dúvidas, não deve ser deixado de lado. (:

*o relato de leitora é um espaço criado para que outras mães também possam contar suas histórias. lembrando que são relatos e opiniões pessoais de quem os escreveu.

Related Posts with Thumbnails

categorias: relato de leitora, saúde e esportes

assine nosso feed ou receba por email


7 Comments »

  1. Luiza, muito obrigada pelo espaço aqui no blog! Adoro suas histórias e espero que a minha ajude as novas mamães. 🙂 Hoje a Isa já superou o medo de médicos e volta toda orgulhosa dizendo que nem chorou, principalmente depois que ela ganha presentes dos médicos: palitinhos para ver a garganta, pirulitos, fora os brinquedos na sala de espera! Alguma coisa tem que valer a pena pra ela hahaha

    Comentário by Amanda — 1 de setembro de 2012 @ 3:16 pm

  2. Muito bom o texto!!

    Comentário by Lari — 2 de setembro de 2012 @ 2:36 pm

  3. Eu passava mal, suava frio, ficava enjoada, pressão caía……. era foda, nas primeiras o Henrique conseguiu ir comigo, então ele que segurou e tal… na outras eu tive que ir, eu quase chorava… até hoje não faz sentido pra mim, várias coisas dentro da vacinação. Dei as do calendário básico e assim vai ser. Sem mais, porque pra mim, se o negócio é realmente imprescindível, estaria também no calendário básico… se não está, pra mim não faz sentido.

    Comentário by carolina — 2 de setembro de 2012 @ 2:42 pm

  4. Nem me fala… estou me preparando para isso, essa semana levo a Luiza pela primeira vez ao posto.

    Comentário by Renata — 2 de setembro de 2012 @ 6:39 pm

  5. essa semana meu pequeno, de 4 meses, foi tomar vacinas. dessa vez foram duas de gotinhas e mais uma em cada perninha…
    enquanto a enfermeira se aproximou ele olhava com olhinhos curiosos. ele que sempre eh simpaticissimo, ateh sorriu qd ela se abaixou, provavelmente pensando q ela brincar com ele, como td mundo.
    dai veio a "picadinha", ele fez uma carinha de interrogacao, mas foi qd ela apertou a vacina q ele comecou a chorar msm… meu coracao partiu… como doi!!
    na segunda ele ja comecou o choro antes, acho q ja sabia oq vinha pela fernte. sai da sala, com os olhos cheios.
    quem segurava ele era meu marido. eh sempre ele. eu nao consigo. (acho q se um dia ele nao puder ir, eu vou conseguir, mas prefiro ele la.)
    eh triste, mas da uma sensacao de alivio. de dever cumprido. de cuidado. entao, a cada carimbo na carteirinha a gente sofre, mas fica feliz!

    ps.: assim que atravessou a porta da sala de vacinas, ele nao estava mais chorando… um amorzinho. tao corajoso!! espero que ele continue assim, afinal, vamos repetir as doses por mais varioooos anos!!

    Comentário by MommyBoom — 3 de setembro de 2012 @ 8:05 am

  6. Eu sempre tive pavor incontrolável de agulhas. Não desmaiava, nada disso. Só tinha um medo imenso que me fazia suar toda vez que acordava em dia de exame, na sala de espera e na hora mais ainda. Fiz até terapia quando engravidei, pois tive pânico em pensar que tomaria ao longo dos meses algumas picadas e maior delas a anestesia. Meu Benjamin está com 1 anos e dois meses e meio. Antes mesmo dele nascer eu já ficava de olho no calendário de vacinas (ele está certinho, eu não deixo passar o dia da vacina). Mas até hoje não tive coragem de segurar o Meu Ben. A primeira vez que fomos dar vacina, chorei feito criança. Nossa, como aquilo foi horrível. Mas é algo necessário. É para o bem dele. Agora estou ensaiando para segurá-lo, pq toda vez ele me olha (e agora já tem chorado quando chegamos no local, pois parece que já entende o que vai acontecer) e me procura como se eu fosse essencial pra ele naquele momento. Minha mãe sempre foi pra mim nessas horas (e outras) o meu porto seguro e eu quero ser para o meu pequeno tb.

    Comentário by Gabi Miranda — 3 de setembro de 2012 @ 12:36 pm

  7. E nós, os pais? Pensa que não sofremos? Quando levei o filhote para fazer o teste do pezinho (mamãe prefere assim) a enfermeira me pediu para abraçá-lo de frente para mim, contra meu peito (para deixar o pezinho livre para a coleta de sangue). Ele me olhava com aquele olhar do gato do Shreck quando seus olhos encheram de lágrimas e ele chorou, foi quando me dei conta que a mocinha sem nenhum remorso espetou o pezinho dele. ARRRRGGGGHHHH. GRRRR…UUARRRR. Se fosse o incrível Hulk tinha me transformado e quebrado tudo. Me senti traindo meu filho, como se o tivesse enganado. Me imaginei pegando a enfermeira e dando uns tapas pra ver se é bom. Ufahh..arf…arf…respirei fundo e o racional voltou, afinal o benefício que o teste do pezinho e as vacinas proporcionam justificam a espetadinha. Nada que um bom colo acolhedor não resolva (mas foi por pouco).

    Comentário by pinguinhodegente — 3 de setembro de 2012 @ 1:48 pm

RSS feed for comments on this post.
TrackBack URL

Leave a comment