06 de fevereiro

é um macaco

por luíza diener

aqui em brasília tem um lugar (dos meus preferidos) que se chama água mineral. é um parque nacional onde, dentro dele, tem uma área com piscinas e espaço para lazer.
e por ser em um parque, a fauna e a flora local volta e meia intervêm no ambiente.
especialmente os macacos.
parecem aqueles macaquinhos do filme rio.
descem ligeiro das árvores, mexem no lixo, abrem as bolsas e assaltam as nossas comidas.
os nativos já ficam ligados. os turistas piram, acham fofo, tiram foto e – grande erro – dão comida a eles.

benjamin tá num momento delicioso e terrível.

é a fase símia, que chegou com tudo e consegue me levar a mil emoções diferentes em apenas um dia.

ele resolveu que quer subir nas coisas. em todas elas: escala sofá, cadeira, encosto do sofá, já tentou escalar a janela, subiu na mesa, escala o pai e por aí vai.
eu acho o máximo, incentivo, levo pro parquinho pra ele correr, escalar e gastar muita energia.
as duas novas façanhas de parquinho são subir no escorregador pelo lado invertido (o próprio escorrega) e um dia desses eu vi ele subindo num trepa trepa. já estava na terceira barra!

também quer mexer em tudo: abre todas as gavetas, armários, calça nossos sapatos, veste nossas roupas (inclusive as íntimas). espalha tudo pela casa

um dia ele acordou e pediu pra mamar. quando terminou, começou o circuito: desceu da cama numa velocidade ninja correu para o banheiro desenrolou o papel higiênico meteu a mão no vaso fechou a tampa da privada tirou a tampa do lixo e jogou o papel higiênico lá dentro tirou a roupa da roupa suja deitou no chão enfiou a boca no tapete do chão e saiu engatinhando de marcha ré até que eu não aguentei e disse: chega! ufa!
e fez tudo isso em, sei lá, uma questão de 3o segundos.
só de lembrar eu canso.

e não para por aí. quando chega na sala é a mesma coisa: liga o som abre a porta do armário joga todos os papéis e revistas no chão tenta alcançar os dvds pra abrir a caixa e tirá-los lá de dentro mexe no microondas sobe na cadeira ao lado da tv sobe no braço da cadeira e tenta escalar a tv desce dependurado da cadeira alta estapeia o tov sobe no sofá senta no braço do sofá e fala popopopo imitando o som do cavalo alcança o interruptor apaga e acende a luz apaga acende apaga e acende tira o telefone do gancho e fala alô bobó desce e deixa o telefone pendurado vai pra varanda mexe na comida do tov e poe na boca mexe na água do tov e põe na boca sobe no sofá da varanda e mexe nas coisas que ficam no aparador atrás dele e joga tudo no chão desce e se achar alguma caca do tov como brinquedo ou mesmo cocô também põe na boca dança a música que está tocando joga um brinquedo pro tov e chora porque ele pegou acha o copo de água e joga no chão com toda força vai na porta da sala e bate nela chamando pelo papai fica na pontinha do pé tentando alcançar o molho de chaves na fechadura pega a coleira do tov e persegue o tov com a coleira liga e desliga a tv liga e desliga liga e desliga deita no chão e procura algum brinquedo perdido embaixo do sofá.
esse circuito pode demorar mais e pode mudar a ordem também, mas ele sempre acontece em algum momento do dia.

e essa foi só a parte fofa.

mas o que me andou tirando dos nervos foi quando ele resolveu bater em tudo e todos.
passou semanas terríveis batendo em todas as crianças que encontrava. as que não andam (ou as que não correm, para fugir dele) foram as que mais sofreram.
o primo 4 meses mais novo sofreu dias a fio esse bullying baby.
era o benjamin vê-lo – mesmo que de relance – que ele já descia a mão no pobre coitado.
o coitado, só de ver o benjoca à distância, ou fazia uma cara de agonia, se esquivava rapidinho ou começava a se auto flagelar, batendo na própria cabeça.

e toda vez que eu chamava a atenção do meu pequeno troll, aí é que ele batia mais.
quando não batia em mim, com as duas mãos, direto na cara.
ai, como meu sangue ferve!
teve uma vez que eu fiquei tão, mas tão irada, que tive que colocá-lo no chão e sentar em outro canto, porque – juro – me deu vontade de jogá-lo no chão, igualzinho ele faz com o copo dágua.

em geral eu olho com uma cara bem séria e digo “não pode”. dependendo da ocasião eu explico “faz dodói” ou digo que o certo é fazer carinho, dar abraço e beijo.
mas o pior é que ele acha graça, o que me deixa mais irritada.
ele não bate num contexto “você pegou meu brinquedo. vou te bater”, mas quando está extremamente feliz e agitado. aí ele corre, grita, arma o braço e desce a mão no alvo do seu amor.
não, não está certo. eu sei.

mas fui observar como ele brinca com o tov e é exatamente assim. ele bate no tov pra chamar pra brincar. e o tov revida. e ele corre atrás do tov, pega um brinquedo, joga pra ele e assim eles ficam por um tempo, até que o tov encha o saco e ignore-o completamente.
e como eu faço pra ensinar pro meu filho que cachorro é cachorro, bebê é bebê?
o tov não dá a mínima e eu não vejo motivo canino pra interferir na brincadeira deles (o benjamin aprende muito a ter limites com o tov).
mas agora eu preciso dizer: não bate no tov. abraça. dá carinho. dá beijo (sim, ele beija o cachorro espontaneamente).
mas parece que ele só sabe brincar mesmo de um jeito meio animal.

a sorte é que, graças a deus, ele deu um tempo nessa pancadaria.

agora, quer deixar o benjamin feliz é jogá-lo descalço num parquinho ou em qualquer lugar que ele possa escalar, mexer na terra (e comer um pouco dela), brincar com pedrinhas (e comer um tanto delas), atirá-las longe, subir e descer coisas, ver bichos e ficar todo sujo e descabelado no fim.

quer me deixar maluca é jogá-lo num ambiente fechado e ter certeza de que ele vai fazer tudo isso, só que com os móveis, objetos e filhos das pessoas.

aqui em casa, quando ele está na ativa, eu fecho a porta do banheiro, da cozinha (não vou narrar os feitos da cozinha, que é pra vocês dormirem tranquilos à noite) e, às vezes, da varanda – a depender do seu nível de energia – e deixo ele solto.
deixo pra arrumar a bagunça só à noite, depois que ele dorme, ou quando vou receber visita.
porque num geral eu sei que ele vai bagunçar tudo novamente em poucos minutos.

outra maluquice dele é bagunçar e agrupar.
ele joga todos os brinquedos do quarto no corredor. aí pega uma caixa e coloca tudo o que pode lá dentro.
pior: ontem eu abri a secadora de roupas e encontrei: 2 pares de sapato dele, 2 pares de tênis do hilan, meu chinelo, uma tampa de pote, um estojo, uma camiseta, um pedaço de papel, uma toalha e um garfo.

e outras coisas que ele sempre dá um sumiço, como a escova de dente dele, nosso desodorante, a escova de cabelo, algumas canetas e, claro, todos os sapatos.

lembro que, quando estava grávida, fui a uma espécie de reunião de mães e gestantes e lá havia uma menina muito ativa, de 1 ano e pouquinho. ela ia em todo canto, subia e descia nas escadas e a mãe não tinha sossego um segundo sequer.
eu até pensei “nossa, essa mãe não tem moral nenhuma com a filha. ela deve deixar a menina fazer o que quer e bem entende, sem limite algum. por isso que ela é assim”.
aí, em um determinado momento, a mãe dessa menina pediu pra falar e logo começou a chorar.
disse que já tinha feito tudo o que conseguia pra educar a garotinha, mas ela era muito elétrica. que ela já estava exausta e não sabia mais o que fazer.
naquele momento eu aprendi que não deveria julgar os filhos dos outros, muito menos aqueles que eu não conhecia.
e coloquei na minha cabeça de que poderia ser possível que eu viesse a ter um filho assim.

então eu decidi parar de criticar e achar que tinha a solução pra todos os problemas infantis. e relaxei.

e nasceu esta criança tão alegre e cheia de energia, que não é muito diferente daquela menininha que eu cheguei a considerar a possibilidade de um dda (olha só que especialista que eu era).

e por mais que ele apronte todos os dias – sem exceção – eu não chego a sofrer com isso.
tenho até um pouco de orgulho de ter um filho tão esperto.

mas nos dias em que ele está com a corda toda e que minha paciência já está quase esgotada eu penso: é só um macaco!
e consigo relaxar um pouco.

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categorias: benjamin

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15 Comments »

  1. Benjoca ta rebelde! hehehe sempre oouvi dizer que é melhor que eles façam essas estripulias quando pequenos do que depois de adulto!
    o Otávio tbm está com a corda toda! meu Deus! e olha que não tem nem um ano e não sabe caminhar… imagina depois? ai ai
    hehehe
    fases! e vamos aprendendo muito com eles né?
    beijosss fofíssimos

    Comentário by Mamãe do Otávio — fevereiro 6, 2012 @ 10:14 am

  2. Putz aqui é igualzinho (a questão de bater) não é por causa do tov não, é assim mesmo que eles aprendem a expressar sentimentos, a Mari tá com 1ano e 4meses, eu nunca bati nela, e ela nunca foi pra escolinha ou creche, fico com ela dia todo, então ela nunca aprendeu a bater! Mas bati puxa, arranha, nessa fase é normal isso acontecer, lembro de ter estudado isso quando fiz psicologia, que eles começam a ter sentimentos e expressam dessa forma, ai cabe aos adultos reconheçer qual o sentimento e mostrar qual a melhor forma de expressa-lo.
    Mas confesso que é bem dificil, sou contra bater e gritar, mas me pego gritando vaaaaarias vezes! (aind amais pq é o que mais funciona :S), mas ao meu ver o correto é fazer cara feia, falar forte que está errado, tentar entender o contexto e descobrir qual o sentimento e então mostrar o que deve ser feito, TUDO sendo verbalizado, tipo: "Ah você gosta dela, então faz carinho, ela gosta de carinho" ou "Ah ele pegou seu carrinho, você ficou chateado (fazendo cara de triste), fala não, que não pode, pede o carrinho de volta (mostrando a maozinha), ele não quer devolver? vamos brincar com outra coisa então? olha quanta coisa tem aqui?" etc… Mas tem que ter muito sangue frio, pra seer tão paciente assim, eu quase sempre não consigo! ver a pequena bater nos outros é a pior coisa! e olha que eu já sabia que ia acontecer, psicologicamente eu (achava) que estava preparada!!! rs

    Quanto ao macaco sugiro fazer alguma atividade 1 ou 2x por semana, aqui não temos uma menina tão agitada eu acho ela até calminha, mas desde que fez 1 ano achei importante ela ter alguma atividade, como ela gosta de agua, coloquei na natação, é bom pra liberar a energia e socializar um pouco, e tambem pra melhorar a motricidade (ela ainda não anda nem apoiada) e como ela fica comigo o tempo todo então não tem essa de adaptação ou etc… quando ela fizer 2 anos pretendo colocar em alguma aula de musicalização pra bebes porque ela AMA musica, e ai vou adiando a escolinha, mas liberando energia e socializando-a um pouco (já que a familia fica meio afastada e os bebes do predio estão todos na creche já :S)
    bjs

    Comentário by luana — fevereiro 6, 2012 @ 11:01 am

  3. Oi Luiza, eu sempre venho aqui e me identifico demais com seus posts. Eu tenho em casa, digamos que, a versão feminina do Benjamin, com um plus a mais que são as mordidas e olhe que eu nem tenho cachorro em casa ^^. Minha filha tem 1 ano e 6 meses, chama Mariana. Pense numa bebê elétrica! Digo que a bateria dela não acaba nunca! Olha, quando eu não era mãe também via aquelas crianças correndo pelos restaurantes, jogando guardanapos, talheres e o que encontrar pela frente e achava um horror e não é que agora me vejo na mesmoa situação?! E pior, ela joga as coisas e acha a maior graça. Fico séria, repreendo, mas nada adianta. Não sei se essa fase já foi mais difícil ou se eu é que já me acostumei, peguei uns macetes rsrsrsrs. Paciência é meu sobrenome agora, ou pelo menos tento rsrsrs. Acho que o leite de peito atual deve estar potencializado. a bagunça deixada por onde eles passam é o de menos né? Proa mim o pior mesmo é o bate-morde sem fim. Fico muito sem graça, faço pedir desculpas, digo que faz dodói. Ela parece entender na hora e esquecer depois. Minha esperança é que ela aprenda de tanto que eu repito. Fazer o que né? sentaechora?

    Um abraço!

    Comentário by Kalidja — fevereiro 6, 2012 @ 7:16 pm

  4. Lembrei da música do Toquinho, O Macaquinho De Pilha

    O macaquinho quando está de pilha nova
    Fica todo entusiasmado, bota pra quebrar.
    Abre a torneira e sai molhando a casa inteira
    E o rolo de papel higiênico vai desenrolar.
    Entope o ralo, fecha a porta, abre a janela
    E duas tampas de panela bate até cansar.

    Pula do canto de cá pro outro lado de lá
    E o pula-pula segue até o sol raiar.
    Se mete em todo buraco, tá com macaca o macaco,
    Só fica quieto se a pilha se acabar.

    Continuando, pro azar da cozinheira,
    Ele vai na geladeira só pra xeretar.
    Mistura ovo, abacaxi e marmelada
    Com iogurte e carne assada e larga tudo lá.

    Pega a toalha e põe embaixo do chuveiro,
    Vira a cinza do cinzeiro pra depois soprar.
    Gira a cabeça ligeiro, coçando a nuca e o traseiro,
    E o coça-coça segue até o sol raiar.

    Se esconde dentro de um saco,
    Tá com a macaca o macaco.
    Só fica quieto se a pilha se acabar.
    Qua – qua – ra – qua – qua
    Essa semana o macaquinho se complicou
    E numa casca de banana o coitadinho escorregou.

    Beijo…
    Lavínia

    Comentário by Lavinia Monteiro — fevereiro 6, 2012 @ 8:31 pm

  5. gente, o toquinho fez uma música em homenagem ao meu filho!!! ahahhahaha!

    Comentário by luíza diener — fevereiro 8, 2012 @ 11:07 am

  6. Engraçado é como ele e a Lara estão na mesma!
    A Lara não bate nos outros, mas joga. Joga TUDO em TODOS.
    Engraçado mesmo, porque essa fase é ótima. É muito gostoso ver quanta coisa eles conseguem fazem, e quantas assimilações eles fazem. Mas ai mesmo tempo, é tanta coisa que "não pode" que a gente enlouquece.
    Hoje foi um dia em que eu perdi bastante a paciência. Ainda bem que ela já está dormindo, e daqui a pouco eu vou também, para recarregar as energias!

    Engraçado é que me deu uma vontade incrível de colocar a Lara e o Benjamin juntos, assim, nessa fase de macacos mesmo!

    Comentário by Maria Thereza — fevereiro 6, 2012 @ 8:46 pm

  7. Já vi esse filme Luiza rsrs… Aqui em casa é bem parecido e haja paciência! Tem hora que deixo de castigo (ele fica no cantinho "pensando", mas confesso que não sei bem a efetividade) e tem hora que acho melhor fingir que não vi ou não liguei para não dar mta ênfase pra coisa errada (parece que funciona melhor, ele vê que não chama a atenção e logo desiste…). Outra coisa que percebi é que fica mais rebelde qdo está cansado ou entediado. Mas assim como vc, td somado, fico feliz por ter um filho ativo, com energia, esperto e querendo descobrir o mundo!
    Bjos, Lê

    Comentário by Cegonha Trends — fevereiro 6, 2012 @ 8:49 pm

  8. Vítor está com 9 meses e tá sendo um Deus nos acuda. Começou a engatinhar e está terrível. Pelo visto a tendência é mais e mais energia! Beijos e boa sorte com o little monkey 🙂

    Comentário by nandaetges — fevereiro 6, 2012 @ 9:27 pm

  9. Noooossa, cansei de ler o post, hehe. Aqui em casa a Lara teve uma breve (graças a Deus) fase de bater. Eu fazia cara brava e colocava de castigo. Mas o que acabou com isso foi o dia em que ela, no parquinho, levou um tapao de outro bebe. Na hora eu disse "ta vendo, filha, nao pode bater, faz dodói". Ela nunca mais bateu!!!

    Comentário by Lolo — fevereiro 7, 2012 @ 9:22 am

  10. hahahahahaha
    agora imagina se ele não falasse e te puxasse pela mão pra vc ir junto com ele sempre e ainda pegando a sua mão e botando no cachorro, no botão, no brinquedo e em tudo mais pra vc fazer a bagunça e ele ficar olhando! É assim aqui em casa! Só que ele não bate ainda…. menos mal, por enquanto! rs

    Comentário by carolina — fevereiro 7, 2012 @ 10:30 am

  11. Luiza, não sei qdo pensa em colocar o Benjoca na escola, mas acho que é a cara de vcs uma escola da pedagogia Waldorf… Minha Valentina é tão enérgica qto ele, e tb tinha agonia de trancafiá-la em uma sala de aula convencional… Hj foi o segundo dia dela na escolinha! Ainda está um pouco ressabiada em me deixar (ela está com 1 ano e 4 meses), mas acho que a escola foi bem escolhida!
    Bjs e tudo de bom!
    Acompanho vcs desde a sua gestação (os dois não tem muita diferença de idade né? acho que vc deu a luz semanas antes…)

    Comentário by thaty — fevereiro 7, 2012 @ 12:10 pm

  12. Luiza: 1 ano e um mes, foi aí que eu realmente achei que ia pirar, do tipo quando ele dormia eu ia dormir, nao pq estava com sono mas pq precisava relaxar a mente, precisava nao pensar em nada. ele estava NUM agito, mas NUM agito, disputava com a gente… batia, puxava forte o meu cabelo, olha… foi duro. passou, (ou está passando) mas olha… quero escrever um post sobre isso mas ainda nao estou pronta… li um livro do jose martins filho, perfeito! resumindo: Filho saudável dá trabalho! Se seu filho nao der trabalho, investigue! 🙂 Parabens pelo Benjoca! Tá um lindo!

    Comentário by tchella — fevereiro 7, 2012 @ 10:40 pm

  13. É um lindo, isso sim. 🙂

    Comentário by Daise — fevereiro 9, 2012 @ 10:59 am

  14. […] como o benjamin é daqueles macacos meninos cheios de energia e curioso ao extremo, preciso estar sempre alerta. ele está sempre […]

    Pingback by potencial gestante – mãe: um ser estressado — fevereiro 13, 2012 @ 11:13 am

  15. […] cara de bichinho, igual essa que benjamin […]

    Pingback by potencial gestante – 11 meses de constança — maio 12, 2014 @ 9:30 pm

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