empoderamento paterno

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existe uma ideia muito comum de que um pai ou uma mãe costumam amar seus filhos desde o momento do nascimento.  pode até acontecer essa história de amor à primeira vista, mas comigo percebi que isso não brotou espontaneamente. para eu amar esse ser estranho e com cara de joelho mini humano foi preciso uma construção interna, um caminho a ser trilhado que começou bem antes do benjamin vir ao mundo. se eu não me engano, o principio de tudo mesmo foi como aquela ideia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer, mas que com uns meses de tentativas acabou surgindo.

na época da primeira gravidez da luíza, me envolvi bastante. porém hoje eu vejo que poderia, sim, ter me envolvido mais, entrado ainda mais de cabeça nessa maluquice que é ter um bebê. percebi isso quando fui reler um post antigo do blog em que eu contava como foi a minha impressão sobre o parto do benjoca. eis um trecho que me chamou atenção: 

“…antes de ir para a mamãe, ficou um tempo numa salinha recebendo oxigênio e chorando bastante, tomou um banho e chorava de acordar todo o hospital. eu ficava tirando um milhão de fotos e fazendo videos todo orgulhoso…”

fiquei desconfiado se era eu mesmo o autor do post. não me reconhecia. me lembro que a minha grande preocupação, além das fotos e dos vídeos, foi saber se realmente era o meu filho que iria voltar para a luíza e não outro por engano. em nenhum momento passou pela minha cabeça se aquela conduta dos profissionais do hospital – extremamente fria e indelicada – poderia ser questionada ou feita de outra forma: mais leve, mais humana. como eu nunca tinha vivido aquilo, achei que fosse assim mesmo. “sabe de nada, inocente”

para não dizer que não questionei, lembro que depois que a obstetra fez a episiotomia – aquele corte diagonal na vagina – dei um grito:  “dra. fulana! o que você tá fazendo com a minha esposa?!”
fiquei com aquela cena de terror na cabeça por dias.  notei que as vezes que a luíza mais sofria era quando a médica e suas intervenções queriam ser as protagonistas do parto ao invés de deixar o corpo dela atuar. corpo tal que funcionava perfeitamente. eu estava lá. tive a visão de camarote de todo o parto, full HD. nunca tinha visto uma vagina assim tão, tão… viva.. ahaha! sério, ela tinha movimentos perceptíveis, expulsivos, dinâmicos. não precisava de corte nenhum. só precisava dar tempo ao tempo. me faltou a informação e a tranquilidade de me empoderar.

o empoderamento paterno que falo aqui não é com o intuito de fazer a vontade do pai ou da médica e sim lutar contra os obstáculos que impedem o corpo da mãe de atuar, parir.
doulas são incríveis, parteiras e demais profissionais de saúde humanizados são ótimos. mas se você, pai, é parceiro de sua mulher, se você a ama mais que tudo e realmente quer o bem dela e do bebê, é seu dever estar ao lado dela, encorajando-a, lutando junto – não contra ela. importa a sintonia dos dois (dos três) e se vocês estão jogando juntos no mesmo time, vestindo a mesma camisa com a bandeira na mão. 

se é desejo da sua mulher ter um um parto humanizado, leia, se informe, vá atrás… acompanhe a gravidez, vá às consultas, se envolva, e no pós parto entenda que é fundamental que a mulher tenha tempo e liberdade para cuidar da cria enquanto você toma conta do resto do mundo, da casa, da cozinha, da roupa, do filho mais velho. se não consegue fazer, arrume quem faça, tome as decisões do dia-a-dia e deixe sua mulher livre para amamentar, cuidar e se envolver com o novo bebê. entenda que você não está perdendo espaço nenhum. ela não deixou de te amar ou não quer mais saber de você. não.
vocês fizeram este bebê juntos e agora é o momento de confiar que o seu espaço no coração da sua esposa ainda está lá, mas a prioridade neste momento não é você e sim um bebê que não faz a menor ideia desta queda de braço imaginária paterna, que te aconselho a nem lutar porque, com certeza, vai perder.

voltando ao nascimento do nosso primogênito, apesar de tudo não me sinto culpado pela minha inexperiência como pai de primeira viagem. compreendo que eu fui aquilo que eu podia ser no momento, de acordo com o meu conhecimento. me esforcei – dentro das minhas limitações – em ser um parceiro e companheiro da luíza nas decisões sobre o corpo dela e a saúde do futuro bebê.

anos depois, tivemos uma segunda chance e na segunda gravidez muita coisa mudou. primeiro na cabeça da luíza, que concebeu sozinha essa história de parto humanizado, e foi paciente e comendo pelas beiradas.
se existisse um campeonato de maior comedora pelas beiradas, com certeza ela seria campeã. era uma conversa ali, um link para um texto aqui, um vídeo acolá, uma conversa com sicrana e beltrana e pimba! eu reagi internamente  e comecei a perceber que eu guardava um sentimento revoltoso, especialmente quando se falava da maneira como o benjamin e a luíza foram tratados.
lógico que não foi nenhum absurdo comparado a muita coisa que já li sobre violência obstétrica, mas foi um dos pontos cruciais para seguirmos com esse pensamento de que, se tivéssemos um novo bebê, seria com estas condições:  parto em casa e com uma parteira das boas.

foi então que, bem antes de começarmos as tentativas para engravidar, entramos em contato com uma parteira que nos foi recomendada. coincidência ou não, todas as pessoas que conhecíamos – de diferentes círculos de amizade – que optaram por ter seus bebês em casa, tinham sido assistidas por ela. e olha que brasília tem uma quantidade considerável de boas profissionais que assistem parto domiciliar.

vi a luíza tendo que lutar por um parto normal/natural/humanizado. ficou nítido pra mim que no brasil, se você não compra a briga por um parto decente, é como um rio: você vai sendo levado pela correnteza dos mitos e falsas evidências.

para luíza parir da forma que pariu a constança, teve que haver uma gestação paterna de bem mais que nove meses e também um parto (quase pélvico) de um novo homem. dei luz a novas ideias, pensamento e atitudes. deixei meu coração confiar no corpo da minha esposa. e quando o corpo consente e está confortável e seguro, tudo é possível.

amor que duplica

o segundo filho é como uma segunda chance de ser melhor como pai/mãe. é interessante esta construção desse novo relacionamento. com o primeiro filho você já possui muitas histórias e convivências. coisas boas e ruins já aconteceram com vocês.
benjoca e eu temos uma história juntos, ele me conhece e eu conheço ele mais ainda. porém a sansa chegou e era como se fosse um hóspede que aparece de mala e cuia na sua casa: ninguém sabe muito bem como ele é e como se comporta, mas com o tempo todos terão que ir aprendendo a se relacionar, amar e cuidar. não é simples e nem fácil, mas é maravilhoso perceber que mesmo com todo o amor que você tem pelo primeiro filho, ainda tem espaço para este amor duplicar.

é tanto amor que você até se torna mais humano, mais empático. andando pela rua, comecei a ver as pessoas desconhecidas de um jeito diferente. não eram apenas adultos, jovens, velhos ou crianças… eram seres com sua linha do tempo inteira diante de mim. olhava para um homem de meia idade atravessando a rua e fantasiava: ele nasceu de um desejo, sua mãe o esperou com amor, o pariu, e o amamentou por vários meses, ele tomou vacinas e foi colocado para dormir, o alimentaram, vestiram, educaram. você olha para alguém e tenta ver que aquela pessoa foi ou é o ser mais especial do mundo para outrem. esse lance de ser pai mexe muito com a gente ao ponto de concluirmos o óbvio: todo mundo já foi um bebê e todo mundo – no fundo, no fundo – quer ser amado e aceito.  

é claro que olho para a sansa e penso muito sobre como o meu papel de pai vai influenciar a vida dela para sempre.
projetando a sua linha do tempo, por exemplo, não tem como ignorar o fato de que um dia ela irá menstruar. sei que a sua menarca será um momento extremamente importante pois é nesta hora que simbolicamente encerra-se sua infância e começa seu ciclo reprodutivo, a fase em que precisa passar a enfrentar responsabilidades sobre seu corpo e aprender a lidar com isso da melhor forma possível. gostaria muito de poder conversar com ela sobre isso e que ela me 
visse como uma fonte segura e acolhedora de informação e não só na mãe, como costumamos ver pro aí.
não quero ser o pai que ignora essas coisas ou se faz de desentendido. não pretendo trancá-la numa masmorra achando que assim ela será protegida de ser uma presa fácil na mão de homens que só pensam naquilo e soltar o benjamin, porque ele é homem e precisa caçar princesas indefesas. não.
quero que o dois tenham os mesmos direitos.
espero, sim, que ela tenha uma vida sexual satisfatória e segura, que um dia possa casar ou constituir uma família, que não tenha vergonha de deixar sua vagina parir (isso mesmo, vagina! por onde os bebês saem e por onde eles entraram). que se orgulhe de tirar seu peito para fora para amamentar seu filho onde ela bem quiser. que seja feliz com o seu corpo e com as suas decisões.
obviamente também desejo que benjamin tenha filhos e possa um dia passar por tudo isso que vivo hoje: essa vivência incrível que é se doar intensamente a essas pequenas vidas. claro que não é uma obrigação eles serem pais, mas eu desejo isso para eles como quem deseja a felicidade para outra pessoa. sou uma pessoa melhor, aprendi a amar mais, amadureci muito e tenho muito orgulho e satisfação de, mesmo entre trancos e barrancos, ver o fruto de tanto amor e trabalho crescendo em graça e estatura.

tenho convicção de dizer que se quero uma sociedade menos machista e excludente com a mulheres, isso precisa começar por mim, um pai de menina que, por tanto amá-la, nutre o profundo desejo de que ela viva num mundo mais feliz e justo, onde as pessoas se amem e se doem mais.
sem esquecer que também sou pai de menino e quero ensiná-lo a respeitar o tempo e espaço das mulheres, que aprenda a amá-las e reconhecer sua feminilidade e intuição, que não tenha medo de se deixar guiar pelos seus sentimentos e que se tiver vontade de chorar, que chore como o pai chorou ao vê-lo nascer. 

veja o vídeo do nascimento da constança:

nascimento de constança from potencialgestante on Vimeo.

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39 comments

  1. perfeito!!!! preciso imprimir isso e distribuir aqui em sp!
    o mundo precisa de mais pais conscientes como vocês!!
    orgulhosa com cada texto publicado de ambos!

    por um mundo onde possamos ensinar nossos filhos a igualdade de valores, entre meninos e meninas!
    o machismo e essa onda de que mulher tem que ser estuprada, é fruto de um ensinamento machista,
    não sou feminista, mas digo que como mãe de um menino, quero sim, que ele aprenda a ser completamente diferente dos homens que encontrei na vida e isso só é possível através de muito amor e cuidado na educação dele.

    parabéns pelo texto!
    grande beijo!

    vanessa oliveira

  2. é bom ler isso. vindo de um homem,sabe? me faz crer que podemos ser mais humanos, que um homem pode verdadeiramente amar a sua mulher e entender as suas escolhas.tenho 23 e estou longe de ter um filho (ou não rs) mas assisto esse vídeos sobre a humanização do parto e penso “pq não?”

    claro que tenho minha dúvidas, mas quando percebo que o meu corpo ta pronto pra isso, pq evitar?

    belo post, obrigada por me presentear com tantas informações a cerca do que é ser mãe.

  3. hilan, belo depoimento. Tb "comi pelas beiradas" por aqui e maridon mudou bastante seu discurso, de uma forma que até me impressionou (positivamente) e, mais, me deixou extremamente orgulhosa. Tenho certeza que a Luiza nutre o mesmo orgulho!

    Bj,
    Liza

  4. Parabens….Parabens!!!! Que todos os Homens que pensam em ser pai, tenham a oportunidade de ler esse relato maravilhoso!
    Tenho certeza que sua esposa tem muito orgulho de vc….por ser pai, por ser o marido abencoado que esteve ao seu lado no caminhar desses noves meses….e por entender que nós mães somos as Protagonistas, donas de nossos partos….e não como um "cliente" com dia e hora marcada.
    Que Deus abencoe imensamente a sua familia.

    Carinhosamente

  5. Lindo Hilan, eu aqui tentei comer pelas beiradas mas não consegui convencer meu marido a ter um parto domiciliar. Mas por providencia Divina minha filha acabou nascendo em casa sem a assistência que precisava mais tudo deu certo acredito que no próximo ele aceitará ainda tenho esperança.

  6. Após ler esse texto as palavras para elogiar sua cumplicidade, amor e dedicação a sua família parecem ser mínimas, é como se vocês tivessem construido um "castelo" onde são protegidos dos perigos que os norteiam mas ao mesmo tempo os expõem aos desafios que a vida oferece! É lindo vê esse amor de vocês! Joca e Sansa são muito agraciados por terem pais tão maravilhosos!!!!!
    Parabéns aos dois!!!!
    Que esse jeito de amar os façam ainda mais Felizes.

  7. Gostei muito do texto, entretanto a parte
    ´´que não tenha vergonha de deixar sua vagina parir (isso mesmo, vagina! por onde os bebês saem e por onde eles entraram).´´
    Acho que isso sera decisão dela, acredito que nessa parte vc assume que ela optara por um parto vaginal. Não levanto nenhuma bandeira, acredito que a mulher deva escolher e independente da escolha, ela deve ser respeitada. Talvez esse meu comentário possa parecer um ataque ao seu texto, essa não eh a minha intenção. Apenas fiquei um pouco engasgada com essa parte. Mas o texto eh belo e me prendeu a atenção do começo ao fim. Abracos

    1. como eu disse no texto: "claro que não é uma obrigação eles serem pais, mas eu desejo isso para eles como quem deseja a felicidade para outra pessoa." logicamente eu gostaria e acharia que o melhor seria o vaginal e que ela não tivesse esse medo ou terror que fazem por aí de um PV . mas sei que se não acontecer ou se ela não quiser é de inteira responsabilidade e decisão dela.

      abs
      Hilan (comentei com o perfil da luiza)

  8. "a prioridade neste momento não é você e sim um bebê ". Melhor destaque de todo o texto. Eu inclusive repetiria isto até entenderem que o parto é apenas a maneira de tirar o bebê de dentro de sua mãe. O parto não torna a mulher uma mãe e nem o homem um pai. O período anterior a ele, em que passaste pelas mudanças de pensamento, e todo o depois, estes sim te tornam pai ou mãe.

    1. thiago o parto não é apenas a maneira de tirar o bebê de dentro de sua mãe. o parto é o clímax da gestação, é um momento muito importante. e o foco sempre será a mãe e também o bebê.

  9. Muito bom o texto!!! Parabéns.
    Conheci o blog recentemente é muito bom. Adorei as dicas e condiz com o que eu penso! vcs sao sensíveis e inteligentes.
    Vou segui-los!

  10. Que post LIN DO !!!!! Tenho dois filhos homens e sonho que no futuro esse caminho que voce trilhou seja mais fácil pra eles. Parabéns !!! Sorte do Benjamin e da Constança ter um PAI com P maiúsculo. E assisti o vídeo novamente, porque é um dos meus vídeos favoritos de nascimento.

  11. Eu tenho lido sempre o blog e tenho gostado muito. Sou mãe de primeira viagem (14 semanas de gestação) e o blog me ajuda muito. Agora, por favor, usando de toda a sua sinceridade, me tira uma dúvida: o fato de ver a vagina da sua esposa ali, em todo aquele trabalho, dilatada, esforçada, fora da normalidade do dia a dia…não abalou em nada sua atração sexual? pergunto porque, para mim, como mulher, ainda é difícil ver vaginas em trabalho de parto e achar "normal". Ainda não acho, mas tenho o direito, pois não? então, desejo saber como isso se processa na cabeça masculina, pois até então, penso que um homem deva acompanhar o parto, mas não olhar "exatamente" para o que acontece à vagina naquele instante. Um pouco pudica…mas também receosa de que as coisas mudem mais que o necessário. Abraço grande!

    1. Oi cris. sinceramente fiquei tenso mesmo foi com o corte. não tive problemas e nunca terei de ver a vagina da luíza. HAHAHa talvez eu seja muito de boa com essas coisas. minha atração por ela continuou normal. acho que depende muito de como pensa o seu marido. converse com ele sobre isso. abs

  12. Conheci o blog há pouco, e está/estão de parabéns!
    Esse foi até agora o post mais honesto e, ao mesmo tempo, bonito que já li sobre paternidade.

  13. Parabéns Hilan,

    Seu texto é simplesmente Inspirador,… e se me permite, complicadamente* (rs) cheio de outras emoções que eu como Pai iniciante – de 2 também, só que meninos – me identifiquei muito (nosso segundo filho nasceu da forma mais humana possível – http://www.demeninaamae.com.br/2014/06/relato-do-….
    Seu texto me fez REanalisar sentimentos e outros fatos que passamos quando vivemos esse complexo mundo da Paternidade (de forma alguma desmerecendo o complexo mundo Materno, por favor!?) – Obrigado irmão!!

    Sucessos e Felicidades a Família – Deus Abençoe!

  14. Nao tenho palavras para o texto ou para o video! Chorei! Parabens pela tua postura, atitude de grande pessoa!
    Eu consigo entender perfeitamente, em verdade vc soube reproduzir em palavras o meu sentimento com relacao a ver as pessoas e refletir sobre elas terem uma historia, uma infancia, e serem o grande amor da vida de alguem e etc, isso tudo brotou em mim apos ser mae!

    A maternidade e a paternidade transformam mesmo….e quem tem disponibilidade afetiva aprende ainda mais!
    Tudo de melhor para tua famiia linda.

  15. Olá família Diener! Que texto lindo e sensível, parabéns Hilan! Hoje, por acaso, acabei "esbarrando" novamente com este post. Empoderamento paterno é um assunto super importante pra mim, pois sou extremamente próxima e unida de meu pai, já que minha mãe faleceu durante minha primeira infância. Então, o principal quesito num relacionamento sempre foi buscar alguém que fosse pai mesmo para meus (nossos) futuros filhos e não somente um "doador de esperma" e provedor do lar. E hoje fico feliz e agradeço a Deus por Ele ter colocado alguém assim em minha vida. Também estou na fase de comer beeeeem pelas beiradas. Somos noivos e os planos para o bebê são para depois do casamento, mas é claro que já falamos milhões de vezes sobre isso e sempre vou deixando um comentário ali, um texto aqui, um artigo acolá. E ele sempre se mostrou favorável, mas qual não foi a minha surpresa ao vê-lo esses dias apoiando realmente a minha (nossa) escolha por um parto domiciliar. Infelizmente um grande amigo nosso recém-formado médico é super contra o parto domiciliar e, por uma razão qualquer, caímos nesse assunto e os ânimos se exaltaram um pouco. Antes que eu pudesse abrir a boca, ele se manifestou antes de mim, defendendo ferozmente nossa escolha e com ótimos argumentos (todos meticulosamente colocados em sua cabeça por mim e os artigos que mandei para ele, claro hahahaha). Como fiquei orgulhosa! Acho que vocês papais não sabem como deixam suas companheiras orgulhosas e felizes com esse apoio! Parabéns por essa família linda, Dieners! Deus os abençoe!

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