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nascer do sol, aurora, cerrado
nascer do sol, aurora, cerrado
(foto: jaime junior fotografias)

 

tenho refletido muito, sobre muitas coisas. esse tempo de férias do joca – que já tem quase 2 meses – tem me feito lembrar dos tempos em que ele ficava em casa comigo, tem me feito sair da zona do conforto, tem me mostrado o reflexo da criação que eu dou pra ele desde que ele nasceu. é muito difícil separar o que define uma pessoa – ainda que seres tão pequenos e novos como benjamin ou constança – visto que alguns comportamentos são muito próprios da personalidade de cada um, mas também há fatores externos como educação dos pais, convivência com outros amigos, parentes, colegas, nossa cultura de modo geral e até o estado emocional ou de saúde em que ela se encontra.

tenho tido a oportunidade de estar com meus filhos ainda mais de perto, de vê-los estreitar seus laços de irmãos tanto na parte dos conflitos e atritos quanto na parte da cumplicidade. eles conversam, se entendem, se batem. um estapeia, a outra arranha, todos gritam e correm pra mãe, mas no fim eles estão lá se abraçando de novo, fazendo piadinhas e dando gargalhadas deliciosas.

tenho vivido intensamente essa vida materna, mais distante do blog (perceberam que estou meio que de férias também?). meu celular quebrou há mais de um mês e eu não consertei. contratei a diarista para vir 3 vezes por semana e tenho vivido um alívio dos afazeres domésticos, visto que ela é um anjo que me ajuda demais da conta.
essas atitudes me proporcionaram um alívio bem grande por um lado, mas por outro – como já disse – intensificou outras tantas coisas.

tenho notado como meus filhos são verdadeiros espelhos de nossos comportamentos e atitudes, o que pode ser ótimo ou péssimo. quantas vezes eles disparam a gritar pela casa e, vou observar, apenas estão reproduzindo algo que veem a mãe estressadinha aqui fazer constantemente. mas em outras rolam as desculpas mútuas que eles também aprenderam com a gente que, de tanto errar, tanto pede perdão também.

tenho visto meu menino e minha menina crescendo e se desenvolvendo numa velocidade assustadora, aprimorando a linguagem que cada um possui, vencendo medos e obstáculos que, meses atrás, eram quase paralisadores. adquirindo uma autonomia e independência que só fará bem para eles, mas ao mesmo tempo muito mais apegados a nós, correndo pro nosso colo em momentos de frustração e desalento.

tenho tentado rever alguns conceitos engessados, deixando pra trás aquilo que me prende e retomando o que nos faz bem.
tenho me esforçado pra viver uma maternidade com menos cobranças e mais levezas, pra aproveitar tudo aquilo de belo que essas relações tão preciosas nos trazem.

tenho muito a agradecer, todos os dias, sem nunca esquecer dessa missão difícil, maravilhosa, complicada mas deliciosa que deus me confiou.

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8 comments

  1. Uma dúvida/curiosidade. Benjamim não dorme com os avós ou tipo passa um dia inteiro com eles ou na casa deles? Pergunto pq não me lembro de ter lido algum post que vc comente isso. E também pq não moro na mesma cidade que minha mãe ou sogra. E quando vou pra lá um final de semana no mês faço questão de ter uma folga e deixo minha filha com elas um dia inteirooooooooooo. É muito bom, confesso.!

    1. Dorme às vezes. Depende mais da disponibilidade dos avós mesmo, que são jovens idosos super ativos (Hilan diz que eles têm muito mais compromissos sociais que a gente e é a mais pura verdade. ehehehhe).
      Inclusive, quando estava grávida da Sansa, fizemos uma viagem pequena de 2 dias sem ele, que ficou com os avós.
      Passar o dia na casa deles é um pouco mais frequente.
      Beijo :*

  2. Tão eu em cada palavra (exceto a diarista, infelizmente)… Tão duro olhar nossos exemplos ali bem na cara… Tão lindo ver as novas possibilidades e aprendizados… Tão assustador perceber que o tempo passa muito rápido e desperdiçamos tanto em estresses e nóias de perfeição…
    Obrigada por colocar em palavras , o que calado permanece na ânsia de resolver tudo sozinha!

  3. Da aqui um abraço, essas férias escolares pra mim foi um teste e tanto, tudo que fiz e segui na vida materna ganhou um up de intensidade e me dei ao luxo de ser mais flexível, me dei férias das cobranças do dia a dia e curti elas todos os dias, a roupa acumulou a casa bagunçou um pouco mais não me preocupei. Passa tão rápido, piscar de olhos e não são mais os bebês.

    Parabéns pela família linda!

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