03 de setembro

eu não sou o pacote completo

por luíza diener

pacotao

fralda de pano, parto em casa, colar de âmbar, homeopatia, cama compartilhada, quarto sem berço, fortes tendências feministas… luíza, com certeza você é uma riponga de alta categoria!

sim e não. antes do benjamin nascer eu entrei em contato com esse mundo alternativo e fiquei encantada ao perceber que existia uma maternidade diferente das pintadas em novelas e em até um ou outro blog por aí. vi que dava pra criar os filhos sem precisar de rios de dinheiro, de uma forma mais natural e intuitiva e aquilo me deixou extremamente empolgada. e justamente por ter essa tendência aos extremos mergulhei de cabeça em todo tipo de informação referente a isso.

mas já que estamos falando do início, vamos rever uns pontos que saíram diferentes logo no começo: o parto do benjoca foi normal, mas não natural como eu queria (houve intervenção desnecessária), ele só começou a usar fralda de pano depois dos 6 meses, com menos de um ano já tinha tomado 3 antibióticos diferentes, não dormia na nossa cama – e sim no berço – e foi direto para um colchão no chão apenas com 1 ano e meio. eu me frustrei na época porque não dei conta de ser a mãe que idealizei.

esse post está praticamente idêntico a outro que eu escrevi meses atrás, onde afirmo que nenhum método é perfeito e ainda assim volta e meia sinto uma cobrança da parte de outras pessoas para que eu siga tudo à risca.

então deixa eu esclarecer:

  1. fraldas de pano: não é porque eu uso fralda de pano na constança que ela use somente fraldas de pano. ela usa, sim, as descartáveis. por quê? porque eu não tenho fraldas laváveis suficientes, porque eu tenho um milhão de outras coisas para fazer e, sim, porque às vezes dá preguiça de lavar. faço parte de grupos no facebook onde as mães dizem que fralda de pano não dá trabalho nenhum. ok, se você acha que filhos não dão trabalho, amamentar não dá trabalho, lavar e estender roupa não dá trabalho, com certeza não vai achar que fralda de pano dá. mas eu acho. não muito, mas dá sim.
  2. quarto montessoriano: tudo depende de qual é a sua visão sobre quarto montessoriano. se você acha que se resume a um colchão no chão, esqueça. no quarto dos meninos tem um beliche tamanho padrão. eu nunca me auto entitulei uma mãe montessori, apenas gosto de algumas coisas da pedagogia.
  3. colar de âmbar: sansa usa, mas sinceramente eu não vi diferença nenhuma. então não posso te dar nenhuma resposta do tipo “é mágico, curou ela de uma diverticulite aguda” ou “seus dentes nasceram sem que ela apresentasse sintoma algum. quando vi, já estavam lá: quatro dentes novinhos em folha”. eu ainda tenho a esperança de que funcione mas, pelo sim, pelo não, serve como um colar bonitinho. tá na moda a menina.
  4. personagens: eu não gosto deles. eu peguei abuso do batman sim, mas não controlo a vida do meu filho, muito menos o mundo ao redor dele. ainda que ele não fosse à escola, eu não permitisse que ele brincasse com crianças mais velhas e nunca deixasse ele ver nada de televisão, ele tomaria conhecimento deles e se encantaria por eles da mesma maneira. a primeira sua blusa de personagem foi de homem aranha e ele ganhou da tia com poucos meses de vida (usou até quase 3 anos de idade). os primeiros bonecos de herói ganhou do tio (mas antes brincava com um hulk lutando com o coisa, que era do pai). e por aí vai. ele ama os heróis. se fantasia de heróis. sonha com os heróis. esse é o benjoca.
  5. televisão: eu fui bem radical com o benjamin ao não deixar que ele assistisse filmes dentro e fora da tv (computador, tablet, etc). mas na casa dos avós ele sempre viu bem mais do que eu permitiria e, depois que entrou pra escola, acabou criando o hábito de ver desenhos. não que ele assista todos os dias aqui em casa, mas uns meses atrás ele teve uma fase dora aventureira, seguida por go, diego, go (tentei fazer ele gostar de outros, como pingu ou caillou, mas nenhum emplacou dessa maneira) e o pai liberou bastante. confesso que foi um alívio pra mim deixar ele assistindo um dieguito às vezes, enquanto eu botava a sansa para dormir, por exemplo. por enquanto não me rendi à programação de televisão e pretendo que isso não aconteça. vamos levando a vida felizes acompanhados de youtube e, especialmente, netflix. sansa às vezes assiste a um episódio de pocoyo ou vê uns trechos de diego ou dora com o irmão. ou seja, não faz parte das nossas rotinas, mas com certeza está no meio das nossas vidas.
    aliás, acabamos de ganhar uma televisão, dessas grandonas, e mesmo que não tenha antena, ligamos ela sempre no pc pra assistirmos nossos seriados favoritos.
  6. alimentação saudável: talvez eu tenha pegado um pouco pesado no post dos sucos. é verdade que raramente se toma suco aqui em casa, mas eu nunca encarei ele como um vilão. quer coisa mais porcaria que embutidos? pois é, a gente come aqui em casa todo santo dia o tal do peito de peru. com pão branco, porque eu enjoo de pão integral com facilidade. não quer dizer que eu não busque uma alimentação saudável, não quer dizer que a gente coma bacon, ovos fritos, linguiça e panqueca todo dia no café da manhã. eu escolho uma alimentação com um mínimo de industrializados mas não abro mão de certos prazeres da vida. ah, eu tomo cerveja, tá? às vezes até uma caipirinha.

não é porque eu abro concessões dentro dos meus ideais que eu tenha aberto mão de certos princípios. quase toda vez que eu posto e aparece algo diferente do que costumo fazer (como benjamin assistindo desenho ou comendo alguma porcaria, sansa de fralda descartável, etc) vem alguém me perguntar se eu “desisti”. nem eu sou tão radical assim! eu tento ser coerente nos meus ideais, mas longe de mim viver numa bolha!

eu sei que esse post pode ter um tom um pouco defensivo, mas a verdade é que tem mesmo. eu sou uma pessoa normal, gente. posso ser um pouco exagerada às vezes, posso muitas vezes criar umas expectativas meio altas, mas vou dizer: eu sei que eu não dou conta. ninguém dá conta. então não se sinta cobrada por si mesma, muito menos por mim. sinta-se normal e ponto final.
eu uso o blog pra compartilhar experiências (positivas e negativas), não pra doutrinar ninguém ou criar um manual de novos costumes puerperais e familiares.
nossas experiências nunca serão iguais porque ninguém é igual a ninguém: nem a mãe, nem os filhos, muito menos os pais ou avós então nunca, jamais, haverá um método perfeito pra uma família. e mesmo assim as cobranças continuam.

não é porque eu seja a favor de um parto com respeito, bem como uma educação/vida respeitosa para nossos filhos que eu seja extremamente radical. eu sempre falo alto, me exalto. uma coisa que pra mim parece uma conversa normal, pra quem não convive comigo pode achar que eu estou brigando. meu sangue é quente, eu bato porta no meio da discussão, grito para caramba. eu atraso vacina e pulo consulta de pediatra. eu levo meu filho atrasada pra escola e muitas vezes esqueço de lavar o uniforme dele (e já me senti extremamente culpada por isso também). eu deixo a casa bagunçada pra arrumar só quando der. eu reutilizo prato sujo se ele estiver só com um farelinho de pão. e o copo dágua é usado várias vezes ao dia antes de ser lavado (se eu tiver bebido suco passo só uma água). o mesmo pra talher. olha só!

apesar de simpatizar com muitas coisas lindas e maravilhosas, eu não dou conta de viver esse pacotão completo mamífero de ser. acho que ninguém dá. e mesmo se desse, eu não quero. eu quero ser normal.

Related Posts with Thumbnails

categorias: erros comuns, mães extraterrestres, para mães

assine nosso feed ou receba por email


30 Comments »

  1. Adorei o post! Tenho 2 filhotes e por aqui eles adoram Shaun o Carneiro. É bem legal! Nada de falaçada, músicas chatas ou gritaria. Vale a pena conferir. Abraço

    Comentário by Sandra — setembro 3, 2014 @ 10:00 am

  2. O meu também amava Shaun!! Muito legal!

    Comentário by betarocks — setembro 3, 2014 @ 1:52 pm

  3. Luiza, você é demais! _Gente, claro que você é normal. Como não seria? Impossível manter a casa em ordem quando se tem filhos. Impossível sujar e lavar, pegar e guardar, etc, etc._Na minha casa tem dias que fica a louça toda que temos em cima da pia. Tem que respirar fundo… o importante a gente tem de sobra: amor e vontade! O resto, paciência.

    Comentário by @IsisSoares — setembro 3, 2014 @ 10:08 am

  4. muitas vezes leio e sinto que você é uma mãe muito "militar". deixar os filhos cometerem certos erros também faz parte do desenvolvimento infantil. querer ser perfeita 100% do tempo, e em todos os aspectos, é a maior burrice que uma mãe pode fazer.
    Até porque nenhuma teoria é perfeita.

    Comentário by Julia — setembro 3, 2014 @ 10:11 am

  5. pois é, Julia, eu não tenho a menor intenção de criar filhos perfeitos e que não errem. nunca tive nem nunca terei.
    se você lê e sente isso é porque não me conhece e nem lê meus textos direito. se lesse esse mesmo, por exemplo, verá que essa não é mesmo minha intenção.

    Comentário by luíza diener — setembro 3, 2014 @ 5:27 pm

  6. Luíza, falou e disse. Eu fico na minha pra não ser apedrejada, foi muito importante pra mim ter acesso à informação. Mas várias coisas desconstruo pq não acredito que a maternidade precise ser um check-list de sacrifícios. Odeio o ritual lavar roupa, estender, algumas passar, rs, guardar. Então pra mim fralda de pano não rola, desculpa gente. Faço livre demanda e cama compartilhada, uso sling pacas, muito colo e muito dengo, mas não me vejo aguardando um desmame espontâneo, por exemplo. Acho que quando me sentir pronta, conduzirei um desmame gentil, da melhor maneira que eu conseguir. Teve gente que veio me dizer que eu vou "mutilar" minha filha pq vou colocar brincos (hoje inclusive! ela vai fazer 4 meses). Nesse dia fiquei puta. Meu deus do céu como fiquei puta. Mas também não preciso prestar contas pro mundo. É respirar fundo.

    Comentário by Renata — setembro 3, 2014 @ 10:14 am

  7. Nossa…realmente eu sou loucamente(exagerada né rsrs) viciada no seu blog.Tenho um bebê de 7 meses(meu príncipe Pedro Rubens) e descobri seu blog no meu segundo mês de gestação e quer saber?Me ajudou,me ajuda e espero que vc continue sempre com suas palavras tão reais e verdadeiras,cheias de defeitos e qualidades,mostrando que mãe tem que ser mãe e não perfeição para que outras mamães que assim como eu devem te seguir,continuem a acreditar no verdadeiro sentido em ser mãe.Obrigada por aliviar minha consciência de algumas vezes que deixo meu filho assistir a ave de pena azul e poás brancos…aff!Amo o Benjoca e Sansa e aqui em casa todos conhecem eles…

    Comentário by Gabriela — setembro 3, 2014 @ 10:21 am

  8. Parabéns pela mãe que vc é! Que Deus abençoe tua casa e família! 🙂

    Comentário by Sibele — setembro 3, 2014 @ 10:23 am

  9. "não quer dizer que a gente coma bacon, ovos fritos, linguiça e panqueca todo dia no café da manhã" Como pode algo tão ruim para saude parecer tão apetitoso até ao ler..rs.Bom, fiquei com uma duvida, você toma cerveja,mas ainda amamenta?Não é julgando, é duvida mesmo.^^

    Não existe mãe perfeita, a beleza da mãe esta na imperfeição.Sei por lembrar da minha mãe em momentos que ela pegava pesado e rir com saudades.

    Comentário by Julia Gomes — setembro 3, 2014 @ 11:16 am

  10. Como eu me identifiquei <3

    Comentário by Ananda Etges — setembro 3, 2014 @ 11:26 am

  11. E eu que achei que esse colar de âmbar fosse só pra ficar fashion… =p
    Vivendo e aprendendo!

    Comentário by Aline Mesquita — setembro 3, 2014 @ 11:26 am

  12. Quando comecei a ler o blog, vc já tinha a Sansa. Eu li o blog do começo e percebi que vc mudou muito. E na minha opnião, vc mudou pra melhor. Não te conheço, mas pelo julgamento que fiz eu achava vc intolerante. Hoje não consigo perceber mais isso. Principalmente depois que a Sansa nasceu e de uns posts, acho que vc meio que abriu um pouco a guarda. Não sei se isso é bom ou ruim, mas foi. E eu achei legal. E algumas coisas que vc fazia na sua casa eu adaptei pra minha. Tipo, minha filha não assiste televisão. E vou evitar ao máximo até ela completar dois anos. Talvez antes, sei lá. Mas foi lendo seu blog que eu tive esse click. Até pq é difícil lutar contra os parentes principalmente.

    Comentário by fabrinadutra — setembro 3, 2014 @ 12:02 pm

  13. Nossa! Que post mais "aliviante"!!! Ando me cobrando muito com os filhos!!!

    Comentário by Jandira Pinheiro — setembro 3, 2014 @ 12:42 pm

  14. Parabéns pelo post. Ficou ótimo.

    Comentário by ketina — setembro 3, 2014 @ 12:45 pm

  15. Adorei tudo! Pode colar de âmbar para meninos?

    Comentário by Andréa Brito — setembro 3, 2014 @ 1:43 pm

  16. Acredita que outro dia eu estava lendo um artigo falando dos embutidos? Lá dizia que não era bom dar a criança, principalmente antes dos dois anos! Automaticamente lembrei do vídeo do benjoca pedindo peito de peru, e pensei: Quem nunca? hahahahahahaha.
    Sobre o copo ser utilizado várias vezes ao dia, aqui tb é assim. Inclusive ele fica encima da geladeira justamente para facilitar isso!!

    Comentário by Renata Ramos — setembro 3, 2014 @ 2:26 pm

  17. Adorei o post. Esse é o mundo real. O ideal, quando atingido, deixa de ser ideal. Mesmo inatingível, o ideal é necessário para dar o rumo, assim como os antigos navegadores usavam as estrelas para se orientar no meio do oceano sem fim.

    Beijos com saudade

    Comentário by Aristeu Pires — setembro 3, 2014 @ 3:14 pm

  18. O problema é que todo mundo quer opinar sobre tudo, se meter em tudo e ficamos perdidas.
    Temos nossas ideologias mas temos influências externas tb. Vamos errar, vamos acertar, mas até nossos erros será querendo acertar.
    Não somos de ferro, somos normais

    bjs http://www.umamenina.com/

    Comentário by Brena — setembro 3, 2014 @ 4:21 pm

  19. Me sinto tão normal depois de ler seu post.

    Pq pregar é sempre mais fácil do q viver. A gente lê certas coisas e pensa “meu D’us, to fazendo td errado por aqui!”. E aí se da conta que a vida é real e q td mundo externa ao mundo (principalmente nas redes sociais e blogs) o q deseja ser e não o que consegue ser sempre.

    Por isso evito os muros das convicções. Eqto estivermos vivos e abertos coisas mudarão.

    Te leio sempre e adoro seu blog!

    Comentário by Letícia — setembro 3, 2014 @ 6:36 pm

  20. Oi Luiza, tudo bem? Amo ler seus textos porque acho suas ideias muito bacanas e coincidem exatamente com o que penso! Ainda vou encontrar livros seus por aí porque com o talento que vc tem para escrever … Então, como vc citou o netflix para ver filmes queria te indicar o popcorntime, que é bem melhor e de graça com ótima resolução. um beijo!

    Comentário by ana Carolina — setembro 3, 2014 @ 6:49 pm

  21. amo este blog, acompanho vcs faz tempo, não sei ao certo, tenho uma filha, hj com 4 anos, o primeiro post que li foi o "mama na mama", fantástico!…nunca comentei, preguiça de escrever, rsrs
    mas hj tenho que comentar:toda vez que coloco minha filha na frente da tv para conseguir fazer alguma coisa, pensava: como a luiza consegue dar conta de tudo sem tv?!?!?! bjos!

    Comentário by clarice — setembro 4, 2014 @ 10:01 am

  22. Leio o seu blog há algum tempo e nunca comentei, mas depois deste post me senti obrigada a comentar! Estou totalmente de acordo, eu também gosto da criação com apego e faço, mas ás vezes não dá para fazer o pacote completo mesmo. Mas sinto que sou a melhor mãe do mundo para o meu filho, porque ele me escolheu. O importante é se esforçar sempre, mas também sempre sabendo que somos humanas.

    Comentário by alemosquera — setembro 4, 2014 @ 11:51 am

  23. Olá Luiza! Mesmo eu aqui de tão longe ( moro em piracicaba) acompanho sempre seu blog. Parabéns.. pode ter certeza que muitas mamãe e não mamães extraem muitas coisas boas do seu blog.. ele já me ajudou muito diversas vezes!
    Que Deus abençoe vc e sua família grandemente sempre!!
    E que sejamos assim… inperfeitas e verdadeiras!!! Sucesso!! beijos.

    Comentário by Karen Sabrina — setembro 4, 2014 @ 5:13 pm

  24. Desses posts que a gente sente alívio e conforto depois de ler! Lido diariamente tb com o distanciamento entre ideal e real… não é fácil!

    Comentário by Luciana Mazzei — setembro 5, 2014 @ 8:03 am

  25. Luíza, tu é inteligente demais para nao ter entendido o contexto do termo perfeita. O que quero dizer aqui é que vejo muitas mães mais preocupadas em "dou ou nao o suquinho". "será que sou mãe suficiente pois não tive meu filho na banheira" ou "não deixo ver televisão".

    Os problemas familiares são tão mais complexos que isso que quando leio as mães discordando de alguém que te critica dá vontade de esbofetear. Vão em uma emergência pediátrica um dia.. lidem com crianças que foram agredidas sexualmente, que foram quebradas por pais alcoólatras, que foram queimadas por cigarro. ESSA é a realidade da maioria, e não a televisão que passa PEPPA PIG (Alias em canal PAGO).

    Muita gente fica só nessas "preocupaçoes" pequenas que dá nojo. Isso não é ser mãe legal ou bacana. É muita superficialidade da criatura achar que o mundo gira só nesses contextos.
    Vejam o caso Bernardo por exemplo. um horror o que aconteceu. nao vi nenhum blog falando disso. nenhum link sobre denuncia. NADA. só preocupaçoes com parto humanizado e suquinho. CHEGA.

    ACORDA BRASIL.

    Desculpe, isso não é pessoal pra ti. só gostaria que a maioria das mães pensassem um pouco além do próprio umbigo.

    Comentário by julia — setembro 5, 2014 @ 12:17 pm

  26. Cara Julia.

    Trabalho em uma Vara da Infância e Juventude, como psicóloga e infelizmente vejo todo dia esta realidade a qual vc se refere.

    Mas discordo que se preocupar com as “pequenas” coisas do dia-a-dia dos nossos filhos nos torne necessariamente superficiais e alienadas dos verdadeiros problemas da infância.

    Pelo contrário.

    No meu caso, por exemplo, quando me preocupo com a alimentação da minha filha hoje, penso no futuro dela. Porque a obesidade e a diabetes, doenças que ela infelizmente tem potencial genético pra desenvolver, diminuem a qualidade de vida e a longevidade das pessoas.

    Por isso não deixar ela comer açúcar hoje é restringir após os dois anos, pode possibilitar que ela viva mais e melhor.

    Este é só um exemplo pra vc pensar mais antes de julgar as pessoas pelas suas preocupações com as “pequenas coisas”.

    Eu não deixo, por isso, de me preocupar com o desenvolvimento dela em geral, em crescer livre de violência de todos os tipos, que está presente sim em todas as classes sociais, inclusive nas que tem TV paga…

    Nem por isso deixo também de me preocupar com todos as crianças vítimas de violência que conheço e atendo todos os dias.

    Também não acredito que a Luíza seja alienada à violência, presente em nossa sociedade.

    Criar seus filhos com carinho e amor é uma maneira de diminuir a violência, ao menos na esfera familiar.

    Abraços!

    Comentário by Diana — setembro 6, 2014 @ 4:39 pm

  27. Post Perfeito! Ou, como ser mais leve praticando uma maternagem ativa.

    Comentário by Daniela Alvarenga — setembro 16, 2014 @ 4:52 pm

  28. Oi Luiza!

    Tenho 2 filhos o João c 4 anos e a Cecília com 6 meses! Te acompanho pelo blog e pelo face há mais de 1 ano, e várias vezes li posts seus onde parecia q vc estava escrevendo por mim ou p mim, dai , lia outras maes comentando a mesma coisa, e sabe oq eu acho? Que tooooodas nós sempre queremos acertar e erramos! Puta merda, erramos mto! Fiz faculdade e pós graduação, e não trabalho fora, cuido das minhas crias e sou imensamente feliz por ter esse privilégio! Li esse post e pensei, ufaaa!!!!! Me inspiro sempre em vc, admiro sua forma de pensar e tento todo santo dia ser o melhor que posso, mesmo qdo dou o iPad p o João e assito tv, sem crise e sem neura! Parabéns viu? Vc lê esses comentários? Hahahha bju em vc e nas crianças!

    Comentário by Thaina — setembro 24, 2014 @ 1:28 am

  29. Leio sim, mas nem sempre respondo. Ehehehhe!
    Pois é, menina, a gente erra tentando acertar. O importante é nunca desistir. E em outras coisas aceitar que nunca seremos perfeitas. Esse ideal de perfeição serve especialmente para uma coisa: nos deixar paranoicas! Ehehehehhehe

    Beijos

    Comentário by luíza diener — setembro 26, 2014 @ 9:52 am

  30. Seu blog é meu companheiro da madrugada há 6 meses, idade do meu filho. Gostaria de dizer que lendo seus posts me "liberei" das pressões e cobranças que fazia a mim mesma quando ao assunto amamentação. Lendo o que vc escreve consegui deixar fluir e hoje amamento em livre demanda meu pequeno sem neura alguma. Aliás, obrigada, Luiza!!! Somos normais e falíveis…aprendi isso com você e aprendi também que a maternidade é feita de amor e intuição…e que tudo dá certo quando estamos serenas em nossas decisões. Grande beijo!!!

    Comentário by Carla — novembro 22, 2014 @ 2:53 am

RSS feed for comments on this post.
TrackBack URL

Leave a comment

*