22 de setembro

introdução alimentar pela terceira vez

por luíza diener

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e lá vamos nós começar tudo de novo. dei a primeira banana pra lupita e veio aquele sentimento antigo e novo enquanto eu lavava ela no chuveiro pra tirar a banana que tava grudada no cabelo, no colar, no nariz e na barriga.
é a terceira vez que passo por esse processo de introdução alimentar, mas dessa vez não esperei a consulta dos seis meses porque ainda nem marquei e essa menininha aqui estava literalmente se jogando em cima da gente toda vez que comíamos na frente dela.
além do mais, nada como um pedaço de comida na mão de um bebê sentado no cadeirão pra te dar tempo extra na hora de fazer o almoço, terminar um trabalho ou o que quer que você pretenda fazer com esse tempo extra. todo mundo sai ganhando!

com isso, resolvi me basear na minha experiência anterior com os dois – com o que deu certo ou não – pra criar meu próprio método.
claro que método é só um modo irônico de dizer. até porque métodos implicam em sucesso e introdução alimentar é muito mais tentativa e erro.  não tenho nenhuma pretensão de reinventar a roda.
na verdade esse é apenas um post com  dicas para começar a introdução alimentar do seu bebê.
simbora mais eu!

  • não espere muita coisa da introdução alimentar: não é porque seu bebê começou a provar novos alimentos hoje que semana que vem já estará batendo um pratão, dormindo bem pra caramba, aceitando sem careta tudo que você oferecer pra ele. claro que existem bebês assim, mas isso não é regra (geralmente eles são os filhos das amigas, da vizinha, da blogueira/youtuber/instagramer que você segue, mas raramente será o seu).
  • a introdução alimentar é um complemento à amamentação, não o contrário: até 1 ano de idade o leite materno deve ser a principal fonte de alimentação do bebê. claro que isso não é pretexto pra empurrar a introdução alimentar com a barriga, mas é só pra reforçar o tópico anterior, de não criar expectativas.
  • não desista; insista: se o neném fez careta pra primeira vez que comeu determinado alimento, não ache que ele vai detestar pra sempre. não precisa socar comida na boca nem nada, mas deixe ele à disposição para que prove de novo. e ofereça nas próximas refeições, de repente com outra temperatura (se ele rejeitou a comida morna, sirva gelada. e vice versa) ou temperinhos diferentes.
    joca e sansa não gostavam de várias coisas que hoje eles adoram. algumas eles demoraram meses – até anos – pra gostar, mas eu nunca deixei de oferecer por causa disso.
  • deixe o bebê brincar com a comida: isso mesmo! abandone aquela frase da mãe e da avó de que com comida não se brinca. deixe que o bebê pegue, sinta a textura, leve à boca. uma boa alternativa é oferecer o alimento inteiro ou em pedaços grandes o suficiente pra que ele consiga segurar, cheirar, botar na boca (mais pra frente falarei sobre blw). você também pode oferecer outra colher pro bebê tentar pegar a comida enquanto você oferece o alimento a ele/ela. e fique pronto para levá-lo ao chuveiro depois.
  • se estiver calor, esqueça o babador: melhor coisa é servir papinha pro bebê só de fraldinha. mas, se estiver friozinho, tenha umas roupas específicas pra surrar. de preferência na cor marrom, que é pra não ter que se preocupar com manchas mesmo.
  • coma junto: nessa correria dos cuidados com o bebê e da vida em geral, muitas vezes a gente acaba esquecendo de comer também. aproveite pra consumir mais frutas, variar seu cardápio e dar o bom exemplo. se antes de ter filhos minha fruteira encontrava-se aposentada em um armário qualquer e a geladeira vivia vazia, depois que benjamin começou a comer (e sansa, 3 anos depois), precisamos ir ao mercado/feira duas vezes por semana pra dar conta da maravilhosa demanda por alimentos frescos.
  • dê preferência ao orgânico: além dos alimentos comuns serem cheios de pesticidas altamente prejudiciais à saúde, o consumo de agrotóxicos presentes em frutas e verduras pode desencadear alergias (cujo assunto já estou expert-quase-cansada de ter que lidar).
    aqui chega o momento em que eu corro o risco de me contradizer e fico com medo de jogar um fardo enorme nas costas dos outros. sabemos que alimentos orgânicos não são lá muito acessíveis, tanto na parte financeira quanto na parte de disponibilidade. em supermercados, o preço dos orgânicos é exorbitante e sabemos que nem sempre temos tempo pra deixar pra ir na feirinha no dia xyz determinado pelo produtor. e nem sempre encontra-se tudo que se procura quando estamos atrás de alimentos orgânicos. então vale a pena se informar quais são os alimentos mais contaminados por pesticidas e evitá-los caso não sejam orgânicos e quais são os menos contaminados pra você comprar no corre corre num supermercado qualquer.
  • ofereça frutas frescas: sei pode até ser empolgante pensar em preparar absolutamente todas as refeições do bebê (tem doido pra tudo! ahahah!), mas vamos combinar que, a não ser que você queira dar uma variada ou exista uma ocasião especial, não existe a necessidade de cozinhar frutas sempre. muito mais rápido e prático é sacar uma banana, um mamão, um abacate, amassar e oferecer ao bebê. pegar uma pera, uma maçã ou mesmo uma goiaba, raspar na colherzinha e entuchar na boca dele. lembre-se que, se você acostuma seu bebê a comer as frutas do jeito que elas são, a chance dele continuar a gostar depois de um, dois, doze anos é bem maior.
  • aprenda a congelar: é lindo e maravilhoso imaginar seu bebezinho comendo todas as refeições recém preparadas pela mamãe ou papai, mas sejamos práticos: nem sempre dá pra cozinhar as papinhas duas vezes por dia. e com mais de um filho isso é praticamente impossível, a não ser que você tenha algum funcionário na sua casa que faça isso por você (algo que minha realidade não permite, mas que deve ser concebível em algum universo paralelo). por isso, não tenha medo de preparar os alimentos e congelar em pequenas porções. pros menorezinhos, congele o alimento já cozido e amassado em cubinhos de gelo e vá fazendo uma mistura variada quando for servir. pros bebês maiores você pode pode congelar uma papa básica pronta (ex: arroz, feijão, carne, etc) e só acrescentar os vegetais e legumes de sua preferência depois. mais pra frente eu retomo esse assunto, mas esse post pode ajudar.

eu falo, falo, falo mas ainda tô bem empacada com a introdução alimentar da lupita. 3 semanas semanas já se passaram e, na minha expectativa, eu já queria que ela estivesse jantando. mas, ao contrário disso, ela só faz três refeições por dia, sendo que basicamente ela come só frutas e na hora do almoço ela ainda não tá comendo a papa básica, só uma ou outra verdura/legume.

portanto, mesmo tendo uma certa prática das experiências anteriores, estou com umas novas teorias e muito afim de testá-las antes de trazer para vocês.
então, nos próximos meses, pretendo fazer posts com mais dicas e trazer mais conteúdos bacanas sobre introdução alimentar pra vocês.
por enquanto, fiquem com duas mulheres maravilhosas que sacam muito mais que eu, pra irem fuçando:

patricia smith, do prapapá (youtube e facebook).

thais ventura, d’as delícias do dudu (blog, facebook e youtube).

introducao-alimentar-guadalupe-morango

 

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categorias: Tags:, , , alimentação, guadalupe, mês 6-9, para bebês

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1 Comentário »

  1. Luisa, são tantos detalhes que chego a ficar assustada e pensando que quando chegar minha vez (ainda tô só treinando rs) não vou dar contat!! rs
    Por isso venho te ler sempre, pra aprender um tiquinho e ficar menos perdida na hora H. rs

    Adoro o blog, vc, o marido e esses babies lindos!!! Bjos!

    Comentário by Amanda — setembro 26, 2016 @ 5:43 pm

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