11 de fevereiro

benjoca na escola – parte II – admissão

por luíza diener

no episódio anterior de benjoca na escola:

eu havia conseguido educar bem o benjamin em casa nos seus primeiros 2 anos de vida, cheia de energia e ludicidade para traduzir o mundo para esses pequenos e enormes olhos infantis. mas, com a segunda gravidez, passei a me sentir mais cansada e a impaciência chegou e ficou depois do nascimento de constança.
pensei e repensei na hipótese de colocar o benjamin em uma escolinha, mas não sabia se o queria fazer por cansaço ou por realmente achar que havia chegado a hora dele de adentrar num novo círculo social, onde ele teria espaço para exercer outro papel que não o de filho, irmão, neto.
foi então que decidi procurar uma vaga no jardim de infância da rede pública, relativamente perto da nossa casa. a secretária me informou que todas as vagas já estavam preenchidas e que eu não nutrisse expectativas em relação a isso. mas enquanto visitávamos a escola, o telefone da secretaria tocou e ela nos deu uma notícia que reacendeu nossas esperanças: uma mãe de um menino já matriculado disse que talvez fosse desistir da vaga.

para ler o post completo da parte I, clique aqui

benjoca na escola – parte II – admissão

joquinha

até então, a história de colocar benjamin na escola ainda era algo distante na nossa concepção. se por um lado sempre achei que em 2014 ele já estaria “estudando” (assim, bem entre aspas), conforme essa data chegava, pensei que a ideia estava longe de ir para frente.

mas agora era diferente. se a tal mãe realmente desistisse, era garantido que joca iria para lá.
não sabia se ficava feliz ou confusa. meu orgulho-materno-auto-suficiente-controlador queria gritar dentro de mim.

pensei em tudo aquilo que eu havia evitado que ele tivesse contato indo por água abaixo: balinhas, refrigerantes, sucos artificiais, heróis bizarros, músicas infantis toscas e mais uma série de coisas consideradas por mim porcarias (sem ofensa a quem não considera, ok? isso é uma opinião minha).
pensei nos palavrões que ele eventualmente aprenderia com outra criança, nos conceitos de mundo diferentes do que eu sempre quis passar para ele.
por isso decidi aceitar esse tempo como um momento de reflexão e auto análise. pensei todos os dias no assunto uma, duas, vinte vezes. pedi para a secretária a lista dos documentos necessários para matrícula para, caso fosse chamada, eu já ter tudo à mão: cópia de certidão de nascimento, de carteira de vacina, de comprovante de residência, foto 3×4… foto 3×4, gente! dum toquinho desse tamanho! ô, coisafofa!
me empenhei, deixei tudo à mão numa pastinha de plástico. eu, super procrastinadora, hippie do vamos ver como é que fica, decidi fazer as coisas com antecedência.
me informei sobre os preços do uniforme pra ter dinheiro para comprá-los, pesquisei material escolar (ela não me deu a lista) só pra ter uma noção de quanto viria a gastar.

foi quase um mês de preparo psicológico e prático para tal. 19 dias, para ser mais específica.
depois da visita ao jardim, liguei toda semana para a secretaria da escola. uma vez por semana, às quintas feiras, pra saber se a tal mãe tinha mesmo desistido da vaga, se ela já tinha ido lá para cancelar e coisa e tal. a secretária já tava até me conhecendo: “oi, fulana, aqui é luíza, mãe do..” “… do benjamin, né? oi, dona luíza. ainda não saiu a vaga dele não, mas assim que eu tiver alguma notícia, te ligo”.
salvei o número da escola, caso ela me ligasse e eu não escutasse (tem acontecido com bastante frequência, visto que coloco o celular no silencioso pra amamentar e esqueço de tirá-lo dessa função). e mesmo que algum número desconhecido telefonasse, passei a retornar as ligações (coisa que não sou muito de fazer, especialmente porque só vou ver a ligação perdida na próxima vez que vou amamentar).

passou uma quinta feira. liguei e nenhuma novidade. outra quinta. nada ainda. então, antes que chegasse a próxima quinta – foi na quarta feira – um número fixo desconhecido me ligou duas vezes no celular e eu não vi. tentei retornar e caiu numa caixa postal padrão: “deixe seu recado após o sinal”. não deve ser de lá.
menos de uma hora depois, ligaram na minha casa mas, quando fui atender, parou (atender telefone numa casa onde se tem dois filhos parece uma corrida com obstáculos. quase impossível chegar enquanto ele ainda toca). e daí resolvi retornar no número desconhecido, no que atendem:
– alô, jardim de infância!
perdi o fôlego por alguns segundos, mas continuei calmamente:
– oi, fulaninha? aqui é luíza, mãe do…
– … do benjamin? oi, luíza! tava tentando ligar pra você.
– diga, querida – a essa altura eu já tava me sentindo íntima da moça
– a mãe desistiu mesmo da vaga. pode vir aqui hoje fazer a matrícula do benjamin? pode chegar às 14h. ou melhor, chega uns 15 minutos antes pra você já matriculá-lo e participar da primeira reunião de pais, onde eles vão falar da proposta da escola, conversar sobre o cronograma do ano, blá, blá, blá…
– claro! vou me arrumar e logo estarei aí!

yes! conseguimos! ainda sem acreditar, liguei pro marido. ele estava vindo pra casa para almoçarmos, então tivemos uma pequena mudança de planos. almoçaríamos num restaurante perto da escola e de lá iríamos direto.
peguei a pastinha de documentos (e foto, veja bem) e chega suspirei de orgulho por ter feito tudo tão certinho. mas claro que, quando chegamos no restaurante, eu dei falta da tal pasta e marido teve que voltar para buscar enquanto eu almoçava e dava almoço pro benjamin. no fim, o que tava quase calmo ficou meio corrido mesmo, mas chegamos a tempo para a reunião.

quando entramos, o local estava apinhado de pais, crianças, gente pra todo lado. o pátio é coberto, porém aberto e tava quente pra caramba. encontrei minha amiga, a fulaninha-secretária, e confesso que naquela hora me deu vontade de dar um abraço bem apertado nela e girá-la no ar até ficar tonta e nos largarmos caídas no chão. mas me contive a um largo sorriso misturado com euforia e afobação. fui logo entregando a pastinha, as fotos, peguei uma ficha de matrícula de apenas uma página e tratei de preencher logo.
pronto? só isso? meu filho já está matriculado? e uniforme? e lista de material? e agora?
calma, agora é a reunião.

minha primeira reunião de pais! passei tantos anos indo a essas reuniões acompanhando minha mãe. estive presente em tantas. mas agora é diferente: agora eu entendo cada palavra que a diretora diz. agora eu é que sou a mãe!
o calor tava infernal, o microfone não funcionava direito, mas ver a alegria daquelas professoras em começar mais um ano, o carinho, aquele corpo docente tão pequenininho e ainda assim com cara de ser tão unido!
tentei memorizar os rostos, nomes e funções de cada uma das funcionárias (nenhum homem sequer) mas, apesar de serem poucas, menos ainda são minhas conexões neurológicas que foram embora pelo ralo depois de duas gravidezes e quase 3 anos e meio de amamentação.
me encantei pela proposta pedagógica, pirei mais ainda quando disseram que a merenda era dada pela escola e, caso os pais optassem por algo diferente, até poderiam mandar o lanche de casa, mas que fosse saudável. nada de refrigerantes e salgadinhos.
algumas coisas me chamaram atenção, como o fato da escola ser inclusiva e de terem por base de ensino o brincar.
até mencionaram uma salinha de informática, mas nada comparado a essa mania de achar que escola boa é bilingue, trilingue, com alfabetização precoce e cheia de atividades extracurriculares, natação, balé, judô. enfim, apenas uma escola, não um comércio, que é o que tantas instituições de ensino se tornaram.
tudo parecia lindo.
quando acabou a reunião, fui comprar uniforme ali mesmo, bem como a agenda do colégio.
depois levamos benjamin para conhecer sua salinha. a professora por acaso estava lá e já aproveitamos para que eles se conhecessem. ele logo quis brincar com os brinquedos, tirou todos os caminhões do lugar, brincou com o fogãozinho e com os dinossauros. enquanto isso conversei com a professora sobre o período de adaptação, sobre sua alergia a leite, dentre outros assuntos. mas confesso que de cara duas coisas não me agradaram: 1) no mural, junto ao nome de cada criança (cada um num papel), tinha uma balinha colada. eu nunca dei balinha pro benjamin e vi que ali era diferente. questionei sobre a balinha e o fato de ser contrário ao que a diretora acabara de dizer sobre alimentação saudável. a professora deu uma explicação que eu não engoli muito e depois me ative ao segundo fato: a sala tava decorada cheia de patatis e patatás. quis morrer. imaginei um cuspe gigante saindo da minha boca, voando bem alto, alto, alto e depois descendo, descendo, na minha direção mas, antes que me atingisse, o cuspe virou um cocô de pombo e, finalmente, acertou em cheio no meio da minha testa. era só o começo.

ainda assim, saímos todos muito felizes da escola, mas não sem antes benjamin pirar porque queria vestir o uniforme e começar a estudar naquele exato instante.

passamos em um brechó, compramos um tênis novo-usado exclusivo para ele ir à escola, voltamos, jantamos e já deixei separada sua mochilinha e roupa para o dia seguinte.
amanhã acordaremos cedo e será o primeiro dia de algo completamente novo não apenas na dele, mas na vida de todos aqui em casa.

(continua. eeeeee!)

 

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categorias: 3 anos, benjamin, educação, escola, marcos importantes

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14 Comments »

  1. Tenho o mesmo medo que você, das influências "ruins", se fosse possível adotaria o homeschooling, mas não dá e é uma pena, desejo toda sorte do mundo pro Benjoca, no final tudo dá certo!!!!

    Comentário by Costurando Nuvens — fevereiro 11, 2014 @ 8:48 am

  2. Luíza, acompanho seu blog tem alguns meses, pois me encanto demais pelo mundo da maternidade, apesar de ainda não ser mãe. Adoro ler suas experiências com as crianças, pois tento adquirir muito disso para a mãe que quero ser algum dia.

    Acredito mesmo que esse processo da escola na vida do Benjamim vai ser benéfico pra todos, e que, no final das contas, o que vai prevalecer na vida dele é essa educação, a meu ver, tão legal que vc e o Hilan passam para ele em família.

    P.S.: Fiquei besta com o seu relato, por se tratar de uma escola pública. Aqui em Recife é difícil imaginar essa realidade, infelizmente =/

    Comentário by Mariana Matos — fevereiro 11, 2014 @ 9:00 am

  3. Luisa!! Que bom que o benjoca vai começar na escolinha nova! Não esquenta não! não existe escola perfeita, meu filho estuda numa montessori e eu gosto pra caramba, mas sempre tem aquele porém… continue explicando a ele o porquê das escolhas de vcs, vai funcionar, meu mais velho já vai fazer 7 e não toma refrigerante nem chupa as tais balinhas nem chiclete. Pitaqueiros de plantão digam o que quiserem, é isso que eu quero para meu filho! Sempre converse com a escola e proponha coisas para melhorar sempre, aqui por exemplo acabamos com o refrigerante na cantina e com os doces das lembrancinhas de aniversário na escola! de vez em quando rola um chocolate , mas esse eu encaro numa boa… O principal é que a escola seja um lugar aberto ao dialogo! quanto ao patati patatá (afff) abstraia… meu filho um dia chegou cantando xuxa, eu quase tenho um treco… mas se a gente parar para pensar é até bom, assim eles vão formando também uma opinião diferente da nossa! Hoje ele nem liga para xuxa (claro né? com quase 7!), mas adora rock!
    Também é um bom aprendizado para gente que como belas controladoras aprendemos que não podemos controlar tudo!
    Acho que vou mudar p brasilia e ter escola publica de qualidade hehehehe

    Comentário by Barbara Janaina — fevereiro 11, 2014 @ 9:24 am

  4. Nossa, botei muita fé, Barbara! 😀
    Os pitaqueiros que se explodam de tanto comer doce. Rsrsrsrsrs! >.<

    Comentário by lélli lu — fevereiro 11, 2014 @ 12:42 pm

  5. Oi Luiza, Concordo com o que a Bárbara disse. Infelizmente chega a hora de começarmos a entregar nossos filhos ao mundo e apenas observar como eles vão se sair. Eu tentei ser mãe em tempo integral, mas aos 7 meses de Alice o orçamento familiar falou mais alto e eu tive que voltar a trabalhar. Após 4 tentativas extremamente frustradas com babás, resolvi colocar Alice na escolinha (aos 10 meses) e em tempo integral. Foi PUNK! Por mais que eu sempre tivesse tido o sonho de ter uma creche, e inclusive estudado a creche como empresa, foi inevitável a sensação de abandono. Então eu e meu marido acompanhamos tudo de muito perto. Ficamos na escola nos primeiros dias o tempo inteiro. Fora da sala, mas estávamos lá. Nas semanas seguintes almoçamos por lá. Dividíamos uma quentinha sentados em dois banquinhos. Quando vimos que não conseguiríamos deixá-la lá o dia inteiro, sem intervalo, nos mudamos para um apartamento perto da creche porque não temos carro. Desde então, Alice almoça conosco todos os dias. Pegamos ela na creche, almoçamos juntos e levamos ela quando voltamos pro trabalho. Por mais sacrificante que seja, não abrimos mão desse intervalo com ela. Afinal, tratava-se de um bebê na escola. Hoje ela tem dois anos e meio e matriculamos ela no maternal pela manhã e na creche pela tarde. Tudo na mesma instituição. De lá pra cá, nós participamos de tudo. Damos palpite em absolutamente tudo da escola. Tem um monte de coisas chatas como os desentendimentos com coleguinhas, mordidas etc. A gente quer morrer com isso. Mas é a vida os ensinando…

    Outra coisa são as influências. Alice gosta de Patati Patatá (eu tenho pavor a palhaço), gosta de Xuxa, ama a Galinha Pintadinha, e nós permitimos porque, por mais que não alcance nossos gostos, faz parte do universo infantil. E se você for reparar as letras das canções, elas não trazem nenhuma influência negativa para eles. Ruim é quando ela chega cantando Pre-Pa-ra! rsrs Outro dia chegou cantando uma música de pagode (moramos no interior da Bahia). Temos duas sortes: uma é que a dona da escola é evangélica e as funcionárias em sua maioria também são, então temos certeza que é algum coleguinha que ensina. A segunda sorte é que quando não ligamos pra o que Alice está dizendo, logo ela perde o interesse em dizer. Então, esses episódios foram bem curtos. E como em casa ouvimos ou músicas infantis, ou músicas escolhidas a dedo, o repertório dela é bacana e eclético.

    E sabe o que isso quer dizer, Luíza? Que vc vai entrar em êxtase quando perceber que, por mais tempo que o Benjoca passe na escola (Alice passa mais horas lá do que conosco), ele vai ser realmente educado por vocês. Nós piramos de felicidade quando chegam os relatórios de acompanhamento de Alice e lá está registrado que ela sabe todas as cores, reconhece os números, as letras (antes mesmo dos coleguinhas) e mais do que isso, como ela interpreta as histórias, como se comunica bem, como compreende as regras, como cumprimenta as pessoas, como é independente, como tem opinião própria, como consegue expressar seus sentimentos, como é decidida e segura… isso ela nunca aprendeu lá. Ela aprende em casa. Na escola, aparece apenas o reflexo do ambiente de amor e estímulo que proporcionamos a ela. Nunca a ensinamos nada por obrigação, nunca a forçamos a decorar nada. Você se enche de um orgulho tão grande com isso que dá vontade de explodir. A gente sempre tende a achar que nossos filhos são o máximo, e isso se reforça no ambiente escolar. Porque, infelizmente, pais dedicados como nós, ainda são a minoria (esse é mais um motivo de decepção na escola pq você vê cada pai e mãe que Deus me livre).

    Tenho até tentando manter um blog pra extravasar todas essas emoções, mas é muito díficil mantê-lo com a minha rotina. Já até te citei por lá. Se puder, dê uma olhadinha: http://www.mamaecultcult.blogspot.com.br/

    Te desejo sorte e segurança nessa nova jornada. É você entregando uma de suas melhores obras ao mundo. Tenha certeza que o Benjoca vai fazer boas escolhas. Vocês têm muita personalidade e seus filhos certamente entendem isso como uma virtude e também exercitarão isso. Confie no caminho que vocês ensinaram a ele. E nem preciso dizer que vocês vão acompanhar tudo de pertinho, neh? Certamente vão encontrar pai ou mãe relatando que o Benjoca ensinou algo sobre os heróis dele aos colegas ou até alguma canção dos Beatles! Vai ser maravilhoso! 😉

    Comentário by Gabriela — fevereiro 11, 2014 @ 10:54 am

  6. eeeee! quanta emoção! 🙂

    Comentário by Mamãe do Otávio — fevereiro 11, 2014 @ 11:06 am

  7. que emossaaaum!!!ai meu pai era pra chorar?? chorei gente. mega ultra emocionada por vocês… minha filha começou a frequentar a escola no ano passado e passei pelos mesmíssimos dilemas. lá ainda não é lugar dos meus sonhos, mais com um bebê a tira colo entendo que ao menos lá ela passa meio periodo se divertindo ao invés de ouvir uns grito loucos que eu andava dando… além de que, ainda sobra tempo pra ler, comentar e se emocionar pelos blogs afora e claro a louça anda mais limpa, as roupas tem ido pra gaveta a casa menos empoeirada e a bebê de 4 meses tem dormido a tarde toda.

    Comentário by thais — fevereiro 11, 2014 @ 1:34 pm

  8. Ahh Luisa… estou amando essa série… tenho uma pequena de 1 ano e 4 meses.. e como tenho que trabalhar… ela fica com minha mãe… Minha principal dúvida é.. sinto que ano que vem já com pouco mais de 2 anos.. será bom para ela ir para escola.. e até lá.. pretendo ter mais um pequeno(a).. e o que mais me deixa em dúvida é isso… Coloca-la na escola.. não será o mesmo que tirar o espaço dela.. e passar para o irmão.. ?? Não dá a impressão de ser uma troca?? Por mais que não seja?? ?Muitass dúvidas na cabeça.. coração apertado desde já.. e eu ainda nem comecei o plano de engravidar.. mas já fico em parafuso.. Como ficou seu coração de mãe.. ainda com essa questão?? Já que você tem uma pequena e ficará mais tempo com ela.. do que com ele…

    Fico no aguardo dos próximos capitulos.. mas poxaaaaa… não deixa a gente tãoooo na expectativa.. kk

    PS: Como queria escolas boas como as que você sita aqui em SP.. eu sempre estudei em escola pública.. até a 8° na prefeitura do bairro… o colegial fiz numa estadual e técnica.. e só fui pagar estudos na faculdade (já que optei por curso técnico.. nem arrisquei a prestar vestibular para faculdade.. pois não tinha base alguma para a prova do vestibular.. kk) mas hoje em dia.. até a municipal.. não é mais como na minha época.. bem triste!!!

    Comentário by Alessandra Garcia — fevereiro 11, 2014 @ 3:48 pm

  9. Muito legal você compartilhar com detalhes o ingresso do Benjamin à escola. Imagino como deve ser difícil essa fase!
    Mas eu queria muito saber a quantas anda a introdução alimentar da Constança. Vi o post falando sobre o método "blw" que você pretendia seguir e queria saber se tem dado certo ou você partiu pras boas e velhas papinhas.
    Tenho uma bebê de 6 meses que começou a comer agora mas só quer comer frutas, papinha salgada de jeito nenhum, e tenho pensado nesse tal "blw". Gostaria que você compartilhasse sua experiência comigo.
    Boa sorte com essa nova etapa na vida de vocês! Gosto muito do blog, parabéns!

    Comentário by Bruna Fernandes Zan — fevereiro 11, 2014 @ 3:50 pm

  10. Olá Luiza, acompanho seu blog e sempre leio seus posts. Me identifico muito com os seus sentimentos. Tenho duas filhas, uma de quatro anos e uma de cinco meses, e a mais velha frequenta a escolinha desde os dois anos de idade. Optamos pela escola por trabalharmos o dia todo. Achamos melhor do que ela ter que ficar em apartamento pequeno o dia todo com babá. Foi a melhor escolha que nós fizemos. É um local que ela sempre vai alegre e se identifica muito. Adora os coleguinhas!!! Quanto às influências externas, tente não ser muito radical e não se assustar com pequenas coisas que fazem parte do universo infantil, como palhaços, galinha pintadinha dentre outros… As músicas, em sua maioria, são bonitinhas e alegres. De outra maneira, você sofre muito.. Meu marido também é assim, enquanto eu sou mais tranquila… Não que eu não seja presente e participativa, sou até demais, monitoro tudo mesmo, e acho, por exemplo, absurso essas festas infantis que colocam músicas de adulto e bebida alcóolica, festa de criança é para criança… Só acho que, como relatado em um dos posts acima, o mundo está aí, cheio de coisas para ver e sentir, e no fim das contas, o que vai prevalecer é a educação e os valores que nós transmitimos aos nossos filhos… afinal não tem como viver em uma redoma, e também não quero que seja assim. Quero que ele conheça o "certo" e o "errado" e saiba fazer as suas escolhas de maneira segura e íntegra. Saiba se posicionar. Obrigada por nos brindar sempre com relatos tão reais e cheios de emoção.

    Comentário by Carolina — fevereiro 11, 2014 @ 3:58 pm

  11. Também tenho essa cisma com os personagens de gosto duvidoso espalhados pelo ambiente escolar. Cheguei a desistir de uma escola quando cheguei lá e vi esses palhaços disgranhentos passando na tv sem critério algum.
    Mas depois de uma má experiência em uma escola que não tinha TV, tive que me render a essa primeira, pois lá os profissionais não economizam no carinho e a alimentação é guiada por uma nutricionista.
    Adooooro ler agenda, e na falta de uma nessa escola nova, criamos a nossa, encapamos e mandamos na bolsa. Ela volta todo dia preenchida 🙂
    O modelo escolar pode ser duvidoso aqui no Brasil, mas eu AMO o ambiente escolar.
    Tudo de bom pro Joca nessa fase!

    Comentário by Denise — fevereiro 11, 2014 @ 6:30 pm

  12. Adorei tudo.

    Comentário by Jana Bevilacqua — fevereiro 13, 2014 @ 12:30 am

  13. Luiza, leio seu blog há bastante tempo, mas nunca comentei! Essa coisa de influências na escola é mesmo muito complicada, mas sabe, acho que não é só escola não. O mundo tá cheio de influências ruins, cheio mesmo. E por isso, acredito cada vez mais na qualidade e na quantidade de tempo que os pais dedicam a seus filhos para que possam lhes transmitir valores. Meu filho frequenta a escola desde os três anos ( antigo Jardim I), antes ele ficava em casa comigo ou minha mãe. Voltei a trabalhar quando ele já estava grandinho e mesmo assim em um horário super flexível e amamentei até os três anos (quando em casa a demanda era livre). Ele sentiu muito, a adaptação foi difícil e muitas vezes me senti uma droga de mãe por estar fazendo "Aquilo" com ele. O tempo foi passando e ele começou a amar a escola. Conheceu vários alimentos "proibidos" por mim lá dentro, mas nunca os pediu na rua e nem em casa. Teve amigo levando brinquedos que eu não aprovo para a escola e em nenhum momento ele me pediu que comprasse pra ele. Conheceu xuxa, galinha e patatá, mas não se liga muito neles. Tive sim problemas com a escola. Moro no RJ e aqui escola pública é complicado, como estudei em uma escola pequena e bem aconchegante quando pequena decidi que queria pôr ele lá. A escola havia mudado, mas mesmo assim arrisquei. Me decepcionei muito. O Arthur fez um "número dois" na cueca e a professora "chamou a bruxa" pra ele. Aquilo me matou por dentro. Ele ficou mexido e me perguntou se não existia mesmo bruxa, afirmei pra ele que não e ele confiou em mim, graças a Deus. Outro dia eu chegava para deixá-lo lá e uma professora entrava com sua turminha na sala cantando um funk, sim um funk! Além de outras coisas. Decidi trocá-lo. Encontrei uma escola bem perto da minha casa, mas bem escondida, uma escola mais rural, menor. com horta, animais, um gramado gigantesco, papeis nas paredes e um parquinho ao ar livre de madeira. De cara vi que lá não havia tv ( na outra eles colocavam desenho na tal "horinha do descanso" ). No segundo dia de aula a professora me chamou para conversar, gelei! Já pensei que ele pudesse ter cantado um funk ou algo do tipo na escola. Ela veio me contar que um grilo entro na sala e algumas crianças correram para matá-lo, o Arthur entrou na frente, colocou a folhinha de papel por debaixo dele pra que ele pudesse subir nela e o colocou na jardim, olhou para a turma e disse: "Lugar de animal é na natureza!". Ela me falou que está encantada com a independência dele e como ele resolve a briga dos outros rs – ele é um pacificador. Me senti tão bem, Luiza. Ali eu encontrei o motivo pelo qual ele precisa ir pra escola: O mundo precisa dele! Outras crianças que de repente, não têm a oportunidade de aprender certos valores com seus pais, precisam dele, precisam de crianças como ele, como seu Joca. Eles são o futuro melhor, são as sementinhas e, toda semente precisa ser espalhada. a gente educa, cuida, doa valores e depois os deixa disseminá-los. E cada vez que me aperta o peito saber que ele está longe de mim, saber que estamos "perdendo" 4 horas juntos eu penso o quanto o mundo está ganhando com isso, o quanto ele está ensinando e aprendendo nesse processo, o quanto eles ainda vão caminhar.

    Força aí Luíza, não os conheço, mas desejo que o Joca possa seguir semeando muitas outras crianças com todas as coisas boas que ele aprende em casa. Afinal a escola até ensina, mas a educação, essa sim, sempre virá dos pais!

    Comentário by Larissa — fevereiro 13, 2014 @ 12:33 pm

  14. […] benjoca na escola – parte II – admissão […]

    Pingback by potencial gestante – benjoca na escola parte III – adaptação — fevereiro 24, 2014 @ 11:40 am

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