13 de fevereiro

mãe: um ser estressado

por luíza diener

quando eu era pequena, não entendia por que minha mãe era tão brava e estava sempre estressada ou chateada com alguma coisa.

aí era só conversar com outras amigas que elas logo falavam “sua mãe? imagina! sua mãe é ótima, super boazinha! precisa só ver a minha”. e eu ficava pensando “ahhh! como eu queria ser filha da mãe de fulana” ou “ah, duvido que na casa de beltrano as coisas sejam desse jeito”.

veja bem: minha mãe não era do tipo que proibia tudo. olhando hoje, acho que ela era maravilhosa. era criativa, inteligente, descolada. dava bastante liberdade pra fazermos as coisas, dentro dos limites da casa, já pré-estabelecidos.
mas, na época, a impressão que eu tinha era que ela vivia cansada e chateada. eu só olhava pra ela e pensava: “minha mãe é uma chata! não me deixa fazer nada! na casa das minhas amigas elas podem fazer várias coisas que na minha nem se sonha! mas ela vai ver só! quando eu tiver a minha casa e o os meus filhos, vai ser tudo diferente”!

tenho apenas uma coisa a dizer a respeito: ahahahahahahah!

é claro que eu to pagando a língua. o benjamin ainda não tem consciência de que eu sou uma chata, mas eu tenho. e como tenho!

começou na gravidez, com todos aqueles hormônios malucos, o cansaço que não passa nunca e coisa e tal.
quando ele nasceu, foi super difícil conciliar o pensamento materno-romântico com a realidade nua e crua das noites mal dormidas, as roupas sempre azedas de leite, me sentindo a eterna nega do subaco cabeludo.

na minha imaginação fértil, eu seria uma mãe diferente. nunca levantaria a voz para o meu filho, não surtaria nunca e seria sempre amável e carinhosa, como a insuperável mãe do caillou.
mas a vida real é bem diferente dos desenhos. beeeeeeeem.

em geral o benjamin dorme relativamente cedo e levanta num horário bom, mas às vezes ele pira e quer acordar no meio da noite pra brincar. aí é um sufoco.
eu acordo um bagaço, nervosa, irritada, gritando pras paredes, brigando com o marido, chutando o cachorro. ponho a culpa na diarista, que não lavou a louça direito, no vizinho, que ronca a noite inteira, toma banho às 6h30 da manhã com um sabonete muito fedido e fica assoando o nariz até expelir todo o pulmão (e acordar a casa toda).
aí passo o dia inteiro que nem um zumbi, me escorando pelos cantos, tirando uns cochilos esquisitos.

mas mesmo quando eu durmo bem, estou sempre tensa. um pouco menos, mas continuo.

eu sou muito cricri. uma legalista por natureza, presidente do crazy mamas country club.
não deixo meu filho assistir tv, não gosto que ele coma açúcar (só socialmente, e olhe lá), odeio aquelas musiquinhas infantis sintéticas e acredito que isso influencia a criança a ter um gosto musical limitado no futuro.
aliás, muitas coisas que eu estimulo ou veto aqui em casa são justamente pensando no futuro dele.

mas não quero sair convertendo ninguém a isso, pelo contrário.
se você não se importa, vá em frente.
eu é que não queria me importar tanto.

e como o benjamin é daqueles macacos meninos cheios de energia e curioso ao extremo, preciso estar sempre alerta.
ele está sempre ligado no que acontece ao seu redor. repete palavras e expressões que usamos (inclusive as ruins), observa nossos comportamentos, ações e reações. uma verdadeira esponjinha.

para a criança tudo é um aprendizado e, na minha opinião,  o melhor jeito dele acontecer é nas tarefas cotidianas: alguns biscoitos ensinam a contar, brinquedos coloridos ensinam as cores, as frutas ensinam as formas e por aí vai.
ensino o benjamin a comer, não a “papar”. a dormir, não a “mimir”. que “auau” é o barulho do cachorro, não o nome dele (e muito menos de outros bichos) e mais tantos outros exemplos que dariam um post à parte.

eu vesti o uniforme de professora 24h e não tiro nem pra tomar banho ou dormir.

sei que às vezes eu deveria ceder um pouco. e eu cedo. mas na minha cabeça, sempre o faço contrariada, geralmente em prol do social, só para não arrumar encrenca ou para fugir de uma discussão desnecessária. mas lá dentro eu fico insatisfeita.
você até pode dizer “ah, luíza, mas é porque é primeiro filho. vai ver que no segundo você vai relaxar mais”. bem que eu quero, mas não conto com isso.

porque não é uma característica nova, que eu adquiri com a maternidade.
ela apenas foi potencializada pela enorme  peso da responsabilidade de criar um filho.

pelo menos enquanto ele é pequeno, não dá pra relaxar tanto. não dá pra mudar as regras do jogo o tempo todo só pra ficar confortável em um determinado momento e botar outras coisas a perder a longo prazo.

eu sei que logo o benjamin vai crescer e perceber o tanto que eu às vezes eu encrenco, brigo, boto limites em certas situações.
ele vai querer fazer coisas que vão além de meter o dedo na tomada ou tomar banho na vasilha de água do tov.
algumas regras serão mais flexíveis e outras mais rígidas, quando um simples não não for suficiente.

nesse momento, por mais que eu endureça sin perder la ternura, a megera vai se estabelecer, a mãe alheia sempre será mais verde, legal e divertida do que eu.
mas eu não me importo. prefiro ser vista como mãe chata (por cumprir meu papel de mãe) a ser amiguinha da garotada e não ter moral nenhuma na hora do vamos ver.

certa vez eu ouvi de uma psicóloga que o confronto faz parte da maternidade (e paternidade) e é extremamente necessário, porque às vezes seu filho vai mesmo pensar diferente de você e em alguns momentos a decisão dos pais vai ter que se impor sobre a dos filhos.

educar vai além de ser legal. claro que a amizade tem que existir também mas, como sempre disse minha véia, “eu sou sua mãe, não sua coleguinha!”

a gente gera, bota no mundo, cuida e ama dessa maneira e intensidade que eles só vão entender quando forem pais/mães.

e por enquanto vai queimando um pouco o filme com eles, que são os ossos do ofício.

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categorias: educação, erros comuns, mães extraterrestres, para mães

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44 Comments »

  1. perfeito! e eu q achei q era mega descolada…
    quero ver agora, Joao Pedro com 1 ano e 2 meses, e eu grávida de novo! Feliz, mas preocupada com a mãe que vou me tornar…stress ao quadrado ! afff…pobre marido.

    Comentário by Grazi — fevereiro 13, 2012 @ 11:26 am

  2. É isso aí… eu também sou a mãe bruxa meméia que "só diz não"! Também me sinto a última das mortais quando acordo azeda e cansada e acabo de bico o dia inteiro… e pior, ainda tenho que, quase sempre, ouvir reclamações da minha mãe, que era IGUALZINHA, sobre isso!hahahahaha
    Mas, minha filha me sinaliza que está tudo bem… que eu sou assim porque tenho que ser… e, pra cada "você é a mais pior mãe do mundo e é mandona", surgem 10 mil "mãe, eu te amo muito!"

    Comentário by Mariana — fevereiro 13, 2012 @ 11:31 am

  3. Acabei de me ver nesse post. Mãe é um ser estressado, ainda mais quando trabalha e estuda.
    A Isabelle tem dessas de que quando eu não deixo fazer o que ela quer ela fala: "vc não é mais minha amiga" eu respondo "mas sou sua mãe!" Toda a chatisse é importante a longo prazo. Por outro lado posso contar sempre com o carinho dela quando estou muito nervosa ou triste com alguma coisa.

    Parabéns pelo post. 🙂

    Comentário by Amanda — fevereiro 13, 2012 @ 11:55 am

  4. Pode parecer clichê…Mas mãe é tudo igual, mudam apenas os nomes e endereços…

    Comentário by Mariana Barbieri — fevereiro 13, 2012 @ 12:10 pm

  5. Nooossa ameiiiiii seu post Luiza, como sempre!hahahahahahaha super me identifico…estou numa fase assim, alias uma fase nada, pq eu sou como vc, penso assim como vc, e n vou mudar!Acredito que sendo assim iremos educar nossos filhos da maneira mais correta possivel.Perfeitas jamais seremos, mas com toda certeza ser mãe jamais será uma tarefa facil, mas estamos sempre na luta!!hehe beijão pra vocÊs

    Comentário by pamela — fevereiro 13, 2012 @ 12:21 pm

  6. E é aí que eu me estrepo, porque penso como você e ajo mais ou menos como você (só as 'variáveis da proibição' é que mudam). O problema é que trabalho fora e minha filha fica com a minha mãe, então é uma festa sem fim. Se ela faz birra, a casa inteira se transforma no Cirque du Soleil pra distrair. Outro dia a vi "descendo a mão" na minha mãe e minha irmã e tive que falar pra não deixar, vocês acreditam? "Gente! Segura o braço dela, não deixa ela fazer isso!" Não tenho a menor condição de parar de trabalhar e, por enquanto, estou sem dinheiro, mas assim que minha condição der uma melhorada, vou colocar numa escolhinha também, porque criada com vó em tempo integral não vai dar certo.

    *Coração partido. Por que não pode ser criada com a mãe em tempo integral, meu Deus? 🙁

    Comentário by Helen — fevereiro 13, 2012 @ 12:43 pm

  7. Meus Deus Luíza, e quando é que tu relaxa? hueheuheuheu
    tadim do Benjoca, cada mãe com sua loucura/jeito de criar o filho.
    eu tbm pensava como tu, vou ser uma mega hiper blaster mãe, n vou brigar e blablabla – HA HA HA
    a realidade é totalmente outra mesmo. Quando me sinto muito mala/chata/chatonilda realxo e penso: ele veio zerado e quem tem que dar o exemplo sou eu, então ficar gritando não dá, maaaaaaassssssssssssss ………………….

    ps: como tu faz pra limpar a casa/fazer comida/necessidades sem ter o benjoca na frente da tv? o Otávio n brinca muito tempo sozinho nem a pau, nem gosta muito de assistir desenho tbm… mas eu vou tentando. algum conselho?

    beijos

    Comentário by Mamãe do Otávio — fevereiro 13, 2012 @ 1:18 pm

  8. Bah Luiza, eu sou igualzinha! eu nao relaxo! é 24h por dia ensinando, full time! agora o drama tem sido: ele nao come fora de hora e ponto final. alias, desde sempre, mas conforme vai crescendo, as pessoas vao querendo dar coisas e mais coisas fulltime, o lucas tem um pezinho na obesidade, ele tem verdadeiro prazer por comer, ele nao tem fundo, se deixar ele passar 24h por dia comendo, eu nao acho isso bonito, e mato no peito quando querem dar coisas para ele fora de hora, vez ou outra eu cedo, assim como voce, para evitar discussoes desnecessaria, vai dá logo esse pao pra criança, me culpando, a cada mordida dele eu me retorço na cadeira hahahaha a gente se esforça tanto para dar nosso melhor. e a cobrança sempre existe, néam? mesmo com tudo isso, se teu filho der uma choradinha fora da hora que o vizinho achava que ele podia dar, logo vem um querendo te dizer o que fazer. e depois dizem para tu relaxar, relaxar como delsdocellll tem tanta coisa para ensinar para ele, relaxar nada, bora lá ter trabalho que o trabalho ainda nao acabou! é ou nao é? bjo, me identifico muito cntg, guria! Desde sempre né? desde grávidas! 😉

    Comentário by tchella — fevereiro 13, 2012 @ 2:05 pm

  9. Olha Lu, eu fico chateada as vezes por ser a mãe bruxa, mas quando penso que estou sendo responsável e dando o meu melhor para criar um serzito legal para esse mundo louco eu fico feliz. Afinal é bem fácil liberar a tv e as guloseimas néam?hoje aposto que ele nem percebe que não tem "acesso" a este tipo de produto, se você deixar ele vai amar e você terá horas a mais de descanso, mas ele vai lembrar de te culpar depois que estiver gordinho e alienado :o) Aqui em casa é lei: Patati Patatá e açúcar só por cima do meu cadáver! E tenho dito!
    beijos

    Comentário by Bia — fevereiro 13, 2012 @ 4:33 pm

  10. Nossa Luiza, hahahahah
    Acabei de perceber ao ler seu post que sou uma mãe cricri chata pra caramba!!!!!!!!!!!!!!!!!! Antes não tivesse lido seu post, risos!
    Pra vc ainda há uma luz no fim do túnel, é seu primeiro filho como vc disse!
    Eu estou no meu segundo e vivo estressada querendo controlar tudo! Minha filha tem 5 anos e comeu chocolate e doces pela primeira vez aos 2 anos. Meu bebê de 1 ano ainda não comeu, mas percebo que quando proibo meu marido e peço para meus sogros não darem eles todos ficam me olhando com cara de : "aLocaControladoraChataCricri" risos. Peguei um dia minha mãe dando um pedacinho de chocotone pro meu Matheus de 1 ano e quase surtei!
    além disso, sempre ensinei minha filha a falar as palavras corretamente, nunca usei linguagem de bebês e desde os 3 anos ela fala o português mais correto que vi numa criança, ela é cheia de regras e limites, é educada, porém desafiadora, acho que faz parte!!!
    tudo tem seu lado bom e ruim, hoje colho os frutos da minha luta, em manter a rotina, eles dormem a noite inteira desde 10 dias de vida, dormem as 8 da noite os dois para que eu possa curtir meu marido, enfim!
    ai ai, foi um desabafo e um consolo pra vc, se mantenha firme, pois quando o filho é mal educado a culpa é da mãe mas quando ele é certinho, educado é pq a mãe é estressada, controladora???????????? Ah me poupe!
    Bjos

    Comentário by Ana Paula Soares — fevereiro 13, 2012 @ 5:32 pm

  11. Lu, me sinto assim também. Sou chata assumida e – o pior – a Ciça já descobriu isso. Me chama de chata, diz que eu sou brigona e já falou que queria ter uma mãe menos brigona (imagina como me sinto?) e até que queria ser filha de outra pessoa (a professora, algum personagem de desenho). Triste, né? Mas eu sempre penso que mãe é um ser chato por natireza. É isso mesmo, eu não sou amiga dela (no sentido de coleguinha), eu sou mãe. Eu que coloco limite, eu que digo não, não e não, eu que pago a língua e venho toda autoritária dizendo que ela vai fazer tal coisa "porque sim"… Não é fácil, não é legal, mas eu acho necessário. Às vezes eu também queria me importar menos com coisas estéticas, de alimentação, culturais etc. , umas vezes consigo, mas na maioria dos casos, não. As regras são mais para mim do que para ela… Beijos, colega, tamo juntas!

    Comentário by Paloma — fevereiro 13, 2012 @ 5:37 pm

  12. Como mãe de dois, posso dizer que tudo vai ser diferente no segundo filho. Primeiro, porque cada filho é um filho e cada um precisa de uma educação personalizada. E segundo, que nao dá pra ficar 24 horas por dia em cima de uma única crianca. Maternidade é um eterno cuspir pra cima…

    Comentário by mari mari — fevereiro 13, 2012 @ 8:37 pm

  13. Lu, relaxa um pouco!!! eheh!!! Sei que é bem difícil de uma mãe relaxar, pois são tantas responsabilidades, né?
    Mas vc tem que ter algum momento seu…

    Bjinhos

    Comentário by Carol Meoli — fevereiro 13, 2012 @ 9:32 pm

  14. Sinceramente, acho q vc é um exemplo. Nada melhor pra se deixar a esse mundo que um filho bem criado. Continue assim… Tenho certeza q ele um dia lhe agradecerá. Bjs!!!

    Comentário by Dani — fevereiro 13, 2012 @ 10:14 pm

  15. Luiza, desde que me tornei uma "potencial gestante", descobri o seu blog e me amarro nos seus posts. Sou fã, rio e me emociono, reflito e me apaixono todos os dias por esse desconhecido mundo materno/paterno.
    Acho que não serei tão exigente, mas vejo sentido em tudo que você diz. Também já quis ser filha se outra mãe (até afilhada de outra madrinha), e hoje olho pra trás e vejo que não teria feito melhor se estivesse no lugar dela. Acho que o Benjoca vai sentir isso um dia, mesmo que doa e que demore a passar. Beijo grande.

    Comentário by Paloma Dias — fevereiro 13, 2012 @ 11:12 pm

  16. Adorei!Bom saber que não sou a única a achar péeeeessimo ouvir adultos falando como debilóides…papar…mimir…pinxeja…blaghhhhhhhh!!!

    Comentário by sandra — fevereiro 14, 2012 @ 9:21 pm

  17. Oi Luíza! Adorei seu texto, gostei das reflexões. Ainda não sou mãe mas me identifiquei com muita coisa. Seu texto me fez lembrar um livro que li sobre os arquétipos femininos "A Deusa Interior: um guia sobre os eternos mitos femininos que moldam nossas vidas" de Jennifer e Roger Woolger. Os autores falam sobre as diferentes personalidades femininas e de como elas se relacionam de maneira diferente com questões como maternidade, sexo, vida profissional etc. Muito interessante. Abraço!

    Comentário by Gabi — fevereiro 16, 2012 @ 9:50 am

  18. menina, é sempre um consolo lembrar q existem outras "surtadas" como eu, pq às vezes vem a sensação de que vc ta pirando e que é pura falta de capacidade de lidar com uma situação exigente, que é o "estado de mãe"… um beijo

    Comentário by juliana — fevereiro 20, 2012 @ 5:51 pm

  19. OI adorei o post, realmente é um alivio saber que existe por ai outros estressadas como eu, meu filho só tem 7 meses, e meu marido ja diz que sou neurotica, eu quero que o Pedro goste de coisas saudaveis, frutas, legumes e saladas, eu sei que é inevitavel e ele vai acabar comendo doce, mas me irrita saber que eu casa eu faço de um jeito e na casa da minha sogra é diferente….. me irrita nao me perguntarem o que pode ou não dar a ele…………… ele so tem 7 meses e logo eu vou ter ulcera hehehe

    Comentário by lucila — abril 21, 2012 @ 10:59 pm

  20. Você acha que aquelas musiquinhas de bebé limitam o gosto musical?
    Bom, não sei se foi a única coisa que ouvi em miúda – devo ter ouvido muito mais coisas, mais ainda os grandes hits americo-europeus da década de 60/70 que meus pais ouviam. Contudo sou a única da família a gostar de música clássica e orquestra, assim como ópera e melodia. Aliás, na verdade sou eclética.

    Comentário by Portuguesinha — maio 18, 2012 @ 5:26 pm

  21. Luiza, eu entendi exatamente o que você disse… Eu era a mãe mais estressada que já conheci (talvez porque não conheça você… kkkkkkk), mas um dia percebi que estava deixando de curtir muitas coisas de tanto que estava sempre me policiando pra fazer o que julgava correto… Ou então porque passava mais tempo sentindo a culpa de ter feito do jeito X e não jeito Y… Enquanto eu estava preocupada com esses assuntos, meu bebê (que é um pouco só mais novo que o seu) estava fazendo alguma gracinha que eu não estava vendo… Talvez isso não faça o menor sentido pra você, mas foi um choque pra mim perceber isso! Hoje sou mais "leve" e bem mais feliz! Meu filho me ensinou que não posso ter o controle sobre tudo e essa foi uma das melhores lições que ele me ensinou! Beijo grande e parabéns pelo blog!

    Comentário by Juliana — junho 15, 2012 @ 3:34 pm

  22. Hehehe você tem toda a razão! E quanto a ser mãe ou amiga, o psicólogo Içami Tiba nos ajuda: http://www.portaldafamilia.org/livros/book166.sht
    Pais são pais… amigos são amigos hehehe!

    Comentário by Miriam — junho 26, 2012 @ 5:33 pm

  23. Oi, sei o que vc sente pois tenho 4 filhos de 9,4,3e1ano e meio. O melhor a ser feito e aproveitar o tempo com eles pois passa rapido.
    🙂

    Comentário by rosemeri — novembro 4, 2012 @ 11:00 pm

  24. […] 4- mãe: um ser estressado […]

    Pingback by potencial gestante – 12 posts mais acessados em 2012 — janeiro 10, 2013 @ 9:01 am

  25. Adorei o post!a gente sempre olha pra mae dos outros e acha q a nossa eh a mais chata!todos passamos por isso!tbm sou chata aqui em casa e vamos ver o que o meu filho vai dizer qndo crescer!rs!
    beijos
    eimamae.wordpress.com

    Comentário by Priscila Abreu — fevereiro 2, 2013 @ 5:00 pm

  26. Muito legal… tb sou chata, e minha princesinha tem consciência disso. Ela tem 6 anos e questiona todas as regras que lhe são impostas. Eu explico o porque de tudo, ela entende, mas não gosta nenhum pouco e sempre fala que a mãe da amiguinha é mais legal, deixa levar biscoitos recheados na escola… pão branco… refrigerante… ela pode comer doce todos os dias e não só nos fds… pode assistir Carrossel e Chiquititas.. etc. etc. etc… Mas… eu continuo firme e forte, pois mãe é pra educar e ensinar o que é certo e errado. E gostei muito de saber que confronto faz parte da maternidade (e paternidade) e é extremamente necessário, porque às vezes seu filho vai mesmo pensar diferente de você e em alguns momentos a decisão dos pais vai ter que se impor sobre a dos filhos. As vezes fico pensando que a culpa dos confrontos em casa nãos seria por causa das minha neuras em ensinar e fazer tudo certinho com ela… mas vejo que não!! Feliz… acho que estou no caminho certo!! Bjs… Gosto demais do seu blog… me identifico!!

    Comentário by Débora Quintana — outubro 9, 2013 @ 10:55 am

  27. Controlo bastante a Tv do meu pequeno, mas não deixar assistir para mim ja é demais! Temos o papel de educadora, estamos formando cidadãos, ou seja, prcisamos ser chatas sim! Agora existem muitas questões que tem haver com a cultura, criação de cada um, não da para julgar o que é certo.

    Comentário by Sibele — outubro 15, 2013 @ 10:20 am

  28. Lu, eu sempre me achei muito chata e cricri com eles mas esse ano resolvi passar um relatório de avaliação materna e olha rs http://www.falamae.com/2013/05/avaliacao-anual-ma… ou seja, eles reclamam, mas amam a gente surtadas e tudo kk beijo querida

    Comentário by Cynthia Le Bourlegat — outubro 15, 2013 @ 10:32 am

  29. Tenho dois filhos, um de 11 anos e outro de cinco, e fatalmente sou mais bruxa com o mais velho, tive mais tempo de me dedicar só a ele, e o mais novo se aproveita da minha falta de energia para controlar tanto, mas no geral sou bruxa com os dois, nao permitindo q eles façam o que querem, mas impondo os limites e explicando as razoes, mas nao é facil. Quanto maiores ficam, mais dificil é. bjs

    Comentário by Kelly Viana — outubro 15, 2013 @ 12:02 pm

  30. Adorei o post! Tem dias em que eu estou super calma, mas em outros eu surto mesmo, e depois me arrependo por ter gritado com minha filha. Mas além do cansaço de cuidar de uma criança, há também fatores externos que acabam influenciando negativamente na vida da gente e aí não tem jeito de gritar e bater portas… Ultimamente ela tem feito umas coisas que fazem meu sangue ferver, e nessas horas eu saio de perto dela e respiro fundo, por exemplo, ela fica cuspindo comida pela casa ou então joga qualquer objeto que estiver ao seu alcance quando é contrariada (ou não)… como isso me irrita! E hoje surtei porque estou começando a tirar as fraldas dela e ela fez 5 xixis em menos de meia hora… pirei e coloquei a fralda de volta…. Ando preocupada com isso. Não com ela, mas com minha falta de paciência nesse período. E sei lá, acabo ficando frustrada comigo mesmo… eu que era uma pessoa tão calma e paciente tenho me tornado um ser maluco e estressado rsrs…. O que fazer minha gente?

    Comentário by Karoley — outubro 15, 2013 @ 1:20 pm

  31. Sou assim! Vivo um stress puro…ainda mais que trabalho com crianças….Tem hora que tento me controlar, mas está difícil.Coitado do meu bebê de 1 ano e 1 mês.

    Comentário by Denise — outubro 15, 2013 @ 1:40 pm

  32. HAHAHAHAHA.. nunca me sentir tão viva entre linhas sobre conteúdo materno.

    Comentário by Thalita Medeiros — novembro 7, 2013 @ 3:53 pm

  33. Luíza, dessa vez não resisti! Tiiive que comentar!
    (Apesar de nunca ter comentado, leio tudo que encontro por aqui, adoooro o modo como encara a maternagem e tento seguir a mesma linha com minha pequena de 5 anos)
    Como assim ninguém falou nada do Caillou???? KKKKKKKKKKKKK!!!
    Gente, aquilo é de outro mundo! Será que alguma mulher, depois de virar mãe, consegue se manter tão zen assim? Hahahahaha!

    Comentário by Bianca — novembro 21, 2013 @ 1:26 pm

  34. putz …. lendo isso fico pensando o que mudou em mim … eu era assim com meu primeiro filho … não falava bebenês nem dava apelido as coisas e pensava que tudo faria mal .. eu devo ter deixado isso em alguma das caixinha de culpa que taquei fogo =/ agora tudo é relativo … só não deixo se fizer muito mal .. mas se for só perigoso … tipo de ralar, cair ou quebrar um osso tudo bem pode ir …antes não deixava sujar roupa … com o tempo separei em gavetas as que dava p sair de casa e as eternamente encardidas para usar novamente quando for brincar de tatu … e o bebezinho aqui em casa tudo em bebenês kkk cheirinho colinho … mil beijos … coloco ele do lado do irmão para brincar ou assistir tv kkk que ele nem entende o que é … só fica olhando p irmão …. no primeiro filho passava alcool nas mãos e braços constantemente .. agora eu nem lembro que existe alcool … aff tudo ficou relativo … mas algumas coisas continuam não tendo nenhum valor como açucar e andador …. como a gente muda né …. espero que seja evolução e não retrocesso …

    Comentário by Agra Priscilla — março 5, 2014 @ 1:06 pm

  35. Me identifico em tudo! Sou chata, stressada ao extremo, grito não somente ás vezes mas muitas vezes ao dia, e já fui taxada de chata por alguns coleguinhas na escolinha. Obs: só tem três anos. Tenho fé que algum dia ele me olhe com outros olhos. Mas eu prefiro ser chata, louca, do que pensar que estou negligenciando em sua educação. E quer saber? Eu nunca vi filhos que tiveram mães chatas serem procurados pela policia, geralmente isso acontece qdo as mãezinhas são tão liberais ao ponto de esquecerem do próprio filho.

    Comentário by Sheila Ferrari — abril 22, 2014 @ 4:49 pm

  36. E quantas vezes eu já pedi desculpa pra minha mãe… Hoje eu entendo… 😀 E quanto maiores, sem querer desanimar, mais difícil vai ficando, porque enquanto eles são pequenininhos, a gente, por mais que seja chata, tem o controle da situação, quando começa a juntar escola, aí a coisa complica, porque nem toda professora pensa como você e muita coisa deve ser "adaptada" para um "meio termo" entre o que você pensa e o que a sociedade(escola) exige… aff! Altos papos com as crianças pra explicar quando a professora faz algo que você desaprova.
    Enfim, continue seguindo o seu instinto materno que nada pode dar errado. 😉
    Beijinhos!

    Comentário by Carol — abril 23, 2014 @ 5:22 am

  37. Ser pai chato cansa pra caral** hahahahahahaha e morando com os avós cansa o dobro, porque aí vc ouve de todo mundo o quanto é chato (eles tem uma mania de esquecer o quanto eram chato com nós). Mas a vida segue assim, com a gente fazendo o que acha que é o melhor para nossos filhos 🙂

    Comentário by Noris — abril 23, 2014 @ 2:16 pm

  38. É. ..vc tem razão! Tenho quatro filhos (menina de 13, menino de 12, menino de 2, 5 e menina de 0, 5). Sempre me preocupei muito com limites, educação. …li toda literatura disponível e achei que havia conseguido…ate chegar a aborrecencia! !! O idadezinha desgramada!!! Consegui muitos méritos como por exemplo a minha enorme influência no gosto musical deles. A mais velha toca piano clássico e detesta funk. O segundo toca violão. ..só MPB e alguns clássicos do rock…tbm detesta funk. O pequeno se apaixonou por violino e assiste mil dvds de violinistas incríveis. ..nem liga pra galinha pintadinha.

    O fato é que aquela história de “quem te carregou nove meses na barriga?” não cola mais…e tome porta na cara quase todo dia. As amigas deles me adoram…sou o máximo para elas, mas aqui em casa souuma bruxa horrível! !! Não adianta tirar Internet, tablets e celulares…eles só pensam no próprio umbigo e cospem no prato que comem…exatamente como nós fizemos!!!! Acho que é uma maldição! !!

    Acredito que tudo passa…firmeza nos princípios que acreditamos para que a coisa não piore , se é que pode piorar.

    A verdade é que ser mãe dói desde a gravidez e não para de doer nunca…imagino que daqui a pouco eles irão embora…e aí? Vai doer muito mais…

    Comentário by Marcela Costa — abril 23, 2014 @ 5:17 pm

  39. Verdade Má!!! Vc tem toda a razão… bjinhus, Camila

    Comentário by Camila Pellegrini — abril 23, 2014 @ 9:44 pm

  40. depois de ter filhos adultos é que pude sintetizar a dificuldade que é FORMAR um ser que está fora de sua cabeça, do outro lado da linha e comunicação não era o meu forte… continua não sendo, mas melhorei um pouquinho com a idade

    Comentário by raquel — abril 23, 2014 @ 10:29 pm

  41. Nossa, me identifiquei com várias partes do teu texto, eu tenho a consciência que se sentir assim não é um bicho de 7 cabeças, mas, as pessoas de fora, principalmente as mais velhas, conseguem tornar tudo isso um calvário, como se eu fosse um monstro. Pois bem, eu tenho um conselho pra te dar, aceitar ou não fica pela tua conta, hehe, que pra mim foi uma solução, pois, eu encasquetava com esses lances de tv, comidas diferentes e afins e isso só me fazia sentir uma bruxa ditadora, pois, ele não entendia o porque não podia comer tal coisa, apenas que ela tinha um gostinho bom: açúcar não faz tão mal assim, nem dá ansiedade como dizem por aí, pelo contrário, até acalma por ele ter comido algo que gosta. A única coisa inegociável é o refrigerante, esse enquanto eu puder evitar o contato do meu filho com isso ele vai ficar sem. Se quiser tomar um dia, só vai tomar depois que aprender a fazer um chá pra dor de barriga, pois, eu não vou contribuir com isso. E, outro conselho e esse até se torna um momento feliz: Olhe desenhos com ele, tem uns bem bobinhos, mas, tem uns bem divertidos, o gosto deles somos nós que apresentamos, então pode usar isso ao teu favor, hehe. Eu dou bastante risada olhando Peppa e Bob Esponja e ainda curto um momento muito gostoso pertinho dele! <3 Beijinho, adorei o post 😀

    Comentário by Roberta — junho 26, 2014 @ 4:34 pm

  42. […] Fonte: Blog Potencial Gestante […]

    Pingback by Mãe: um ser estressado :) - Coisas de Bebê — julho 15, 2014 @ 10:08 pm

  43. Muito legal esse post. Parabéns

    Comentário by ketina — setembro 8, 2014 @ 1:01 pm

  44. Não viu nada ainda, espere chegar a adolescência, daí sim , viramos a bruxa do oeste, de tão chata que eles nos acha.

    Comentário by Silvana — março 10, 2017 @ 4:44 am

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