manifesto pela amamentação

depois dos mamilos polêmicos, resolvi republicar um texto que a lia postou no blog dela semana passada.
se, assim como eu, você também assina embaixo, não deixe de fazer barulho por isso!

Manifesto pelo direito das mães de não serem separadas de seus filhos logo após o seu nascimento e de permanecerem com eles o tempo todo pelo menos durante a primeira hora após o parto. Um recém-nascido não deve ser afastado de sua mãe, a não ser em períodos muito breves, em caso de extrema necessidade, e não deve ser deixado em berçários.

Manifesto pelo repúdio à alimentação artificial em maternidades, sem indicação clínica, quando a criança está apta a mamar e a mãe, disponível para amamentar. Água glicosada ou qualquer outro recurso que prejudique o reflexo de sucção do bebê são inaceitáveis.

Manifesto pelo direito das mães com dificuldades para amamentar de receberem apoio e orientação adequados por parte dos profissionais de saúde e da família. Mães com dificuldades de amamentação precisam de encorajamento e solidariedade.

Manifesto pelo direito das mães de amamentarem em livre demanda, sem serem desencorajadas por profissionais de saúde ou parentes sob o argumento de que os bebês têm de ter hora para mamar. Os bebês têm direito ao seio sempre que necessitarem, de dia ou de noite.

Manifesto pelo direito das lactantes de não serem pressionadas por parentes, profissionais de saúde, amigos ou conhecidos a oferecerem mamadeiras e chupetas. As mães são as principais responsáveis pelos cuidados com os seus filhos e devem ter o direito de alimentá-los de forma natural e instintiva.

Manifesto pela urgência de os pediatras serem profissionais e éticos ao interpretarem as curvas de crescimento, sem indicar alimentação complementar precoce a um bebê saudável simplesmente porque ele não se encaixa no padrão médio. Cabe aos médicos avaliarem se alterações nos padrões de engorda ou de crescimento são patológicos ou fisiológicos.

Manifesto pelo direito de uma mãe de manter o aleitamento exclusivo durante os seis primeiros meses de vida de seu bebê, sem ser assediada por parentes, profissionais de saúde, amigos ou conhecidos para que ofereça outros alimentos sem necessidade.

Manifesto pelo direito das mães que trabalham fora de casa de terem em seu ambiente de trabalho um local adequado, com higiene e condições de armazenamento do leite, para fazer a ordenha, seja para alívio das mamas, para a estocagem de leite a ser oferecido a seu filho na sua ausência ou para doação aos bancos de leite. As empresas devem oferecer condições para que suas funcionárias mantenham o aleitamento após seu retorno ao trabalho, seja flexibilizando seus horários, mantendo creches em seus recintos, instalando salas de ordenha ou permitindo que a criança seja trazida à mãe para receber o seio.

Manifesto pelo direito de toda mulher que trabalha fora de casa a gozar de uma licença maternidade de seis meses. Seu retorno ao trabalho também deveria ser facilitado, com possibilidade de redução de jornada com o recebimento proporcional do pagamento ou flexibilização de horários.

Manifesto pelo direito dos bebês de serem amamentados enquanto necessitarem, mesmo que esse tempo supere o período considerado aceitável pela nossa sociedade.

Manifesto pelo direito de as mães amamentarem seus filhos em público, quando necessário, sem serem condenadas por pudores hipócritas.

Manifesto pelo direito de as mães amamentarem durante a gestação, ou amamentarem mais de uma criança simultaneamente, sem serem ameaçadas com dados inverídicos acerca de efeitos nocivos para a criança que mama ou para o feto.

Manifesto pelo direito de as mães amamentarem livremente, e de os bebês mamarem livremente, sem serem alvo de preconceito ou ignorância.

Lia Miranda.
sacodefarinha.blogspot.com

em tempo, povo de são paulo, HOJE, 12 de maio haverá uma manifestação, o MAMAÇO COLETIVO. vai ser às 14h30 no Itaú Cultural, na av. Paulista 149 (descer na estação brigadeiro do metrô). vão por mim, porque eu tava morrendo de vontade de estar lá.
e já que eu não vou, mudarei as fotos dos meus perfis para uma amamentando.

para saber mais sobre a polêmica história da mulher que foi barrada por tentar amamentar durante uma exposição (e que causou este burburinho todo), clique aqui.

ps: roubei a foto (com a devida autorização, claro) da rebeca bricio, do blog mulher que pariu. o gui, filhote dela é um mamaceiro de primeira e não consegui pensar em ninguém melhor pra ilustrar o post

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48 comments

  1. Reitero o meu desprezo por atos como esse. Amamentar é alimentar. Acho triste que hj em dia ainda aconteçam coisas descabidas como essa. Botem os peitos pra fora e os bebês pra mamar, sem pudor, sem ofença, e sem vergonha. Bjsss

  2. Olha, eu tive a minha segunda filha em uma maternidade pública, aqui de Florianópolis. Aliás, uma das maternidades mais antigas da ilha, chega a ser "tradicional" nascer lá. Chama-se: Carmela Dutra.
    E eu quero dizer que estou feliz em ler este manifesto e em saber que o que eu sempre desconfiei é a mais pura verdade: nunca fui tão bem tratada, orientada na vida.
    A começar pelo médico. Um querido, que me ajudou muito com meus medos, pois sou de Salvador e o meu primeiro parto foi feito por meu tio. Eu fiz cesariana e já na sala dispensada às mães que se recuperam da anestesia, a minha filha, Helena, foi entregue a mim. E assim ficou até eu ir embora. Fiquei em uma enfermaria (sim, eu tive pelo SUS pois meu plano ainda não tinha vencido a bendita carência, quando engravidei). No primeiro dia, passou o pessoal responsável pelo registro da criança. E, assim, ela já ganhou sua certidão. No segundo dia, passou uma senhora (dessas com a carinha bem vivida e cheia de conselhos bons) e me levou à uma sala onde me ensinou como amamentar (eu, mãe de segunda viagem achando que sabia de tudo, me deparei com várias dicas maravilhosas), o que fazer se a criança não quer pegar no peito. Ensinou o que fazer caso meus seios ficassem rachados (colocar um secador de cabelos na direção do bico rachado, com o espaço do seu braço) e, por fim, me deu o telefone deles caso ocorresse algo ou tivesse alguma dúvida.
    Enfim, isso deveria ser assim pra todas, mas infelizmente não é…

    AH! E ainda tem um PORÉM: Nessas dicas de amamentação, elas ainda orientaram que as mães que possuem muito leite, doem para as que não tem. E olha, eu tinha TANTO leite que enchia um copo em questão de minutos. Elas me entregaram os potes já esterelizados e foram em minha casa, semanalmente, buscar o leite para a doação.
    Fala, se eu não pari no paraíso?

    Fica a dica pra quem é de Floripa: Maternidade Carmela Dutra.

    Beijos!

  3. Manifesto mega assinado embaixo!
    Estou e estarei sempre a favor da amamentação em qualquer instancia!

    Nós mulheres temos o direito de amamentarmos nossos filhos em qualquer lugar e em qualquer momento.

    Falta de pudor é essa falta de comprometimento que a política brasileira tem com o povo. A natureza humana é assim. Jorrar leite das tetas e alimentar a cria!

    Ah e bonita foto, fernandinho!!!!! hahahahha

    Amey viu!! Essa foto foi tirada no Ginásio do Tijuca Tenis Clube por um fotógrafo que ficou encantado com o Gui! que por sinal, mamicou o jogo inteiro! hahahaha

    mega beijos: meus e do Gui – o mamicador

  4. Apoiada, apoiada e apoiada… também assino!!!

    Também adoraria estar nesse mamaço hoje, porém, não moro em SP e Elena já não mama mais…

    E também vou mudar minha foto para uma amamentando… é o jeito que tenho para apoiar!!!

    Amo o Gui da Beca… mamicador de primeira, mesmo!!!

    Beijão!

  5. Apóio cada parágrafo desse manifesto. E digo mais: se eu tivesse sido bem orientada assim que minha bebê nasceu, não teria tido tantos problemas com a amamentação como tive e poderia amamentar até hoje. Hoje foi o último dia que consegui tirar o leite com a bomba. Digo último porque junto com o leite, percebi que saiu sangue e, claro, não pude dar a ela. E isso me entristece demais. É muita banalização com algo tão importante, fundamental para o bebê e para a mãe!

    Um beijo em vocês!

  6. Acho absurdo mulher querer ter flexibilidade de horário no trabalho. A empresa te paga para produzir, se quer cuidar do seu filho, fique em casa!

      1. ou melhor, por que você dá-se ao trabalho de ler e comentar neste post?
        a empresa te paga para produzir. se quer ficar lendo blogs e ainda dar-se ao trabalho de comentar, fique em casa!!!

        1. Em 1º lugar, não estava trab no horário do coment, em 2º não queria ser tão hostil. Em 3º, trab no RH de uma empresa, e acredite, os somos especialistas em detectar funcionário folgado, e muitas vezes a mães, principalmente de bebês, são as as mais. Teve uma que chegou a levar 16 atestados nos mês, e atestado tem que ser pago, ela trabalhando ou não. E ela admitiu que os atestados não eram verdadeiros, ela queria ficar em casa com o filho, recebendo, bonito né?. Se vc acha isso justo, aí é com vc. Lógico que ela foi mandada embora e MENOS DE 1 ANOS DEPOIS pediu pra voltar, na maior cara dura. Com certeza não foi readmitida e um cliente nosso, por MEU pedido a contratou. Depois ela disse q a nossa empresa era tão boa de trabalhar, que nem todas as empresas são assim. Agora a decisão é de casa um, se PODE ficar e casa cuidando do filho ótimo, mas se não pode, aguente as consequencia. Ah, e antes disso, ela pediu uma carta de recomendação pra um outra vaga, com certeza não teve e a minha empresa foi o 1º emprego dela, ela agiu de má fé e teve que arcar com as consequencias.
          Tenha um bom dia!

  7. Também nào consegui ir à mamaçomanifestação, mas super apoio e aproveito pra reclamar também.

    Também já fui impedida de entrar numa exposição com o Luisinho e isso é a coisa mais emputecedora da face da terra. Também fiz um post-manifestação, mas o que eu acho que a gente deveria fazer mesmo eram mais uns mil mamaços, diários, em todos os lugares. Né não?

  8. Luo Ferreira, que esperto, hein! Lembre-se disso da próxima vez que você precisar se levantar da sua cadeira pra ir ao banheiro durante o trabalho. A empresa te paga pra produzir, não pra fazer xixi e cocô! Ineficiência…

  9. Concordo com muitos tópicos, e acredito que quando a maternidade chega, a mulher tem que tomar decisões em relação a sua vida profissional. Eu abrir mão da minha profissão de fisioterapeuta por um ano, para que o meu filho receba a melhor alimentação. Sou casada e é claro q foi uma decisão conjunta, pq as contas precisam ser pagas, mas a prioridade é o meu filho. Mas tbm existem mães q são chefes de familias é ficam impossivel de existir flexibilidade e opção, devemos respeita-lás. bj

    1. oi, jacke. admiro sua decisão em abrir mão por um ano da sua profissão.
      eu também fiz minha escolha.

      mas em momento algum o texto desrespeita as mães que trabalham.
      pelo contrário, o texto foi escrito por uma mulher que trabalha e continua a amamentar sua filha.
      o manifesto é também para as mães que trabalham. por condições mais justas para que tenham condições de fazer isso pelos filhos. se reler o texto melhor, entenderá do que eu falo.

      abraços

      1. Eu entendi perfeitamente, estava descordando do Luo, querendo q ele valoriza-se a mae q sai para trabalhar. Em nenhum momento critiquei a iniciativa da manifestação.
        bjkss

  10. Definitivamente os valores sociais estão distorcidos. O ato sublime da amamentação, um momento de profunda cumplicidade entre mãe e filho(a), tratado como um ato imoral. Inexplicável.

    Amamentar é alimentar é dar vida, saúde, amor e vou mais longe, dessa cumplicidade de carinho depende o ser humano que ele será. Sei que sou um pai intrometido no clube da luluzinha, mas estou aqui para apoiar a manifestação afinal, ver meu filho olhando nos olhos da mãe e passando a mão em seu rosto enquanto mama é um privilégio que emociona, seja em casa ou em praça pública.

    Miguel Gabi e Cauê http://pinguinhodegente.wordpress.com/

    1. adoro o bolinha querendo fazer parte do clubE!
      já falei que o mundo seria melhor se existissem pais mais presentes, participativos e inteirados do clube das luluzinhas.
      afinal, filho não foi feito sozinho. também deve ser criado em conjunto!

      valeu, miguel!

  11. Tb assino embaixo do manifesto! Fiquei super feliz de ver as fotos do mamaço hj em vários sites!!! Primeiramente fiquei sabendo do ato através de uma lista de amamentaçao que participo, antes mesmo do pedido de desculpas do Itau. E depois comecei a ver vários canais de comunicação falarem do mamaço! mto legal! Parabéns a todas as mamães que estavam lá! Não achei sua fotinho do perfil 🙁
    bjs! http://cegonhatrends.blogspot.com

  12. Aiiiiiii, que bálsamo ler esse manifesto após essa triste manhã! Minha tia que está hospedada aqui diz que acha um absurdo e deveria ser proibido a amamentação após os seis meses…E ainda disse que depois de 4 meses, a criança deve ficar só um pouco com a mãe. Tava afliiiiiiiiiita com esses comentários, muito triste ter gente que pense assim!
    Lindo o manifesto!
    Um grande beijo a tod@s!

    Raquel
    Mãe de João Francisco http://maedejoao.blogspot.com/

  13. Só adoraria que acrescentassem um pedaço. "Que as mães que não conseguem amamentar seus filhos, seja por problemas naturais, seja por empresas que não aceitam a flexibilidade de horários, seja por N motivos, possam fazê-lo (ou não) sem receberem olhares de esguelha, encaradas e olhares feios de outras mães que têm o privilégio de amamentar. Que as mães não se discriminem umas às outras, mas que aprendam a respeitar escolhas e possibilidades e tentem ensinar e apoiar mas nunca obrigar ou envergonhar". Minha mãe não pôde me amamentar, quase nada. Eu estava emagrecendo e ela não podia fazer nada, empedrou. Ela tentou. Sangrava, doia, mas ela tentava. Tomei leite de VACA, logo nos primeiros meses, por não ter alternativa (devidamente diluido com água) ou então leite em pó. Sou bem saudável, cresci bem, feliz e inteligente. Amamentação é lindo, mas nem todos conseguem e nem todas são respeitadas se não conseguem – todos fazem parecer que é preguiça ou falta de vontade da mãe.

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