26 de março

me perdoa filho

por luíza diener

perdoa (1)

semana passada passei por uma situação corriqueira com meu filho, mas que me fez repensar o modo como ajo com ele.
eu estava com pressa para alguma coisa – algo tão sem importância que nem me lembro agora do que se tratava – e pedi para que ele lavasse suas mãos e rosto enquanto eu preparava sua irmã para sairmos. ele, como um menino de 3 anos, lavou as mãos sem grandes preocupações e esmero e esqueceu-se de lavar o rosto.
fiquei irritada, briguei com ele para se esforçar um pouco mais e lavei o rosto dele de forma grosseira e apressada. nisso, além de molhar seu rosto, molhei também sua blusa.
ele odeia molhar sua roupa. sua reação? chorou, chorou e falou pra mim “você me molhou, mamãe. pede desculpa!”, quando minha reação foi responder “não fui eu que molhou sua blusa. você que se mexeu demais e caiu água nela”. ele ficou irritado, eu fiquei irritada e creio que saímos de casa pouco tempo depois, nesse péssimo estado de humor.

depois fiquei a pensar nisso, na forma como ele se chateou e como eu, lá do alto do meu autoritarismo materno, arrumei uma justificativa qualquer para não precisar me desculpar com ele. afinal, eu estava com pressa, ele estava enrolando e fez um escândalo sem motivo só porque molhei sua blusa.
será?

por muito tempo (especialmente antes de ter filhos), acreditei que criança não tinha que querer nada. que mãe e pai diziam e a criança obedecia sem questionar. sempre.
mas pera aí. eu sou do tipo questionadora. sempre fui, desde muito pequena. e foi justamente por causa desses questionamentos que, em partes, sou quem sou.
não teria meu filho também direito a resposta e a compreender aquilo que ele ainda desconhece? afinal, não se descobre o mundo dessa maneira?

passei o dia reflexiva, com toda aquela cena na minha cabeça: seu esforço em fazer o melhor (provavelmente para me agradar), eu, reprovando-o por achar que, com 3 anos e meio, ele deveria saber como portar-se, meu ato bruto e impaciente ao querer apressar as coisas e, por fim, seus olhos cheios de lágrimas pedindo que eu me desculpasse.
muitos adultos achariam um absurdo um filho exigindo desculpa de sua mãe. até eu acharia, de repente em outro contexto (especialmente em outra época). mas aquele foi um sentimento genuíno. ele sentiu-se injustiçado e pediu que eu me retratasse com ele.
faça o que eu digo…

mas à noite decidi ensinar que ele fizesse o que eu faço.
ele já havia dormido, mas acordou no meio da noite para fazer xixi. depois que ele fez, coloquei-o na cama e disse: “filho, lembra que a mamãe te molhou hoje? me perdoa, tá?”
ele pareceu nem lembrar do ocorrido quando me perguntou “por que você me molhou, mamãe?”
e eu aproveitei o gancho para responder: “eu estava com pressa e fiquei impaciente porque você não se arrumou como eu esperava e demorou mais do que eu gostaria. mas isso não justifica o jeito como eu tratei você. me perdoa?”
“perdoo, mamãe”
dei beijinho de boa noite, disse que o amava muito muito, no que ele me responde “eu também te amo, mamãe” e apaga de sono com um sorriso no rosto.

fui dormir mais leve e mais tranquila. não apenas por ter pedido perdão pela forma autoritária e infantil como agi com ele, mas também por ter conseguido verbalizar a maneira como me senti com o meu filho sem subestimar sua capacidade de compreensão.

decidi, então, fazer daquilo um hábito.
em outro dia, estávamos no carro benjamin, constança e eu, no meio de um engarrafamento infernal, a caminho do trabalho do marido, para que pudéssemos almoçar. eu devia estar há mais de meia hora sem conseguir me locomover por 100 metros. o sinal lá na frente abria, fechava. minutos mais tarde, abria e depois fechava, sem que os carros praticamente saíssem do lugar. depois de tanto tempo, chegou minha vez de atravessar o sinal e… cruzamento bloqueado. mais quase 10 minutos para passar daquele trecho e no próximo cruzamento, adivinhe? bloqueado de novo. buzinei, buzinei e nada. perdi a paciência, abri a porta do carro e gritei com um dos motoristas que aquilo não se fazia. recobrei um mínimo de calma e voltei para o carro.
benjamin, como sempre questionador, me perguntou o que estava acontecendo. no que, mais uma vez, consegui verbalizar os sentimentos: “filho, eu estou brava porque está muito engarrafado. esse lugar não era pros carros ficarem parados. era pra eles passarem e depois deixarem as outras pessoas passarem. mas essas pessoas fizeram uma coisa muito egoísta e deixaram o carro delas ali no meio. eu fiquei brava porque passo o dia inteiro tentando fazer o bem para os outros, deixando o meu egoísmo de lado e ajudando as pessoas, mesmo que elas nunca percebam isso. eu faço porque acho que a gente tem que ser generoso e altruísta, não egoísta. o egoísmo é uma coisa ruim e bla bla bla”. falei mais um pouco sobre egoísmo, expliquei para ele o que era (eu sempre explico) e, ao me comunicar com ele, percebi que ele compreendeu dentro de sua capacidade e, ao invés de surtar porque o carro estava parado e começar a fazer maluquices, ficou tranquilo.
percebi que, além de tudo, aquilo teve um fim terapêutico pra mim. ficamos em paz até que chegássemos ao trabalho do papai (quase uma hora depois).

desde então, tenho tentado fazer dessas atitudes hábitos cotidianos: colocar-me no lugar dele, valorizar o que sente dentro de sua realidade infantil (ao invés de tentar adultizá-lo), despir-me da figura autoritária de mãe e verbalizar certos sentimentos (reforço: dentro da capacidade e necessidade de compreensão dele), tudo isso tem estreitado nossos laços de comunicação. tenho percebido também um retorno da parte dele, de conseguir falar coisas que o chateiam, que o deixam com raiva ou frustrado, animado e também feliz.
esse ainda é uma postura nova para mim e pretendo estendê-la a outras esferas de relacionamento, mas desde já tenho visto como isso tem melhorado meu relacionamento com o pequeno e espero que também aconteça assim com todos que fazem parte da minha vida (:

post escrito originalmente para o blog dadada da querida gabi salit

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categorias: amor, benjamin, erros comuns

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25 Comments »

  1. Nossa, chorei aqui!
    Luna tbm exige que eu desculpe com ela.. Sempre que me descontrolo e grito (coisa rara) ela fala: "Você gritou comigo, pede desculpas!" Ela tem muito disso de exigir as desculpas. Uma vez contou que uma amiga a empurrou na escola e eu, pra amenizar a situação, falei: "Deve ter sido sem querer, filha…" E ela rapidamente respondeu: "Não foi sem querer nada, porque ela nem me pediu desculpas!"
    Como sou professora e muito antes de ter minha filha, sempre coloquei isso pra mim, de me desculpar pelo erro. Me desculpo com meus alunos se sou grossa em algum momento, mesmo que pra mim não tenha sido.
    Enfim, seu relato é lindo! E emocionante!

    Beijos.

    Comentário by Rose Misceno — março 26, 2014 @ 8:42 am

  2. Nossos filhos tem muito a ensinar. Noite passada estava exausta, com dores… as gêmeas de 7 meses estavam começando a ajuda do pai. Catarina estava agitada de sono, queria dormir no berço, no sofá, no chão… cansada, peguei-a no colo e coloquei comigo em minha cama, assim, facilitaria para mim que poderia dormir junto. Ela desceu inúmeras vezes, irritou-me e disse que queria o berço. Eu já estava farta, pois sabia que iria coloca-la lá e tudo recomeçaria. Coloquei-a no berço e disse com o dedo levantado, em voz brava: você vai dormir aí, sozinha, mamãe não vai ficar porque você está me fazendo de boba! Ela, repetiu o gesto do dedo, mas em voz baixinha falou: Fale baixo, não precisa ficar brava!
    Aquilo me inundou de vergonha, dei beijo de boa noite, saí do quarto como prometido. Ela dormiu, eu fiquei com a vergonha e o ensinamento dela!

    Comentário by Daniela Foltran — março 26, 2014 @ 8:58 am

  3. Desde criança senti muito isso na pele,morava c meus avós desd meus 7anos…outra época,outra educaçao,eramos 5 netos morando com eles,entao ja pode se imaginar como era,sempre deixavam bem claro para nós,que eles eram os adultos c autoridade maxima e q eles falavam e nós obedeciamos.Nunca achei isso correto e fui a quem mais sofreu por discutir td q eles impunham.Hoje tenho um filho de 1 ano e 4 meses e procuro deixar ele super a vontade para mostrar “seus desejos,suas escolhas”,por mais q ainda sejam de poucaimportancia p alguns(pra mim é de extrema).Ele escolhe a roupa,calçado,o que quer comer(logico,dentro dq ofereço a ele),acho q isso tambem esta relacionado c a educaçao e c o famoso”dar corda” para ver a capacidade e o desenvolver de sua inteligencia!! Adoro seu blog!!

    Comentário by Jordana Justina Borges Narciso — março 26, 2014 @ 9:05 am

  4. Lágrimas caindo com esse seu post Luíza… acho incrível essa proximidade entre filhos e mães. Me fez lembrar o meu doce Joaquim (que exige sempre um pedido de desculpas quando ultrapassamos o limite da razão x emoção). Acho que é importante errarmos, para aprender com esse erro. A gente erra e aprende diariamente na educação dos nossos filhos, é natural, é saudável. Mas é incrível saber extrair a mensagem de tudo isso, nos colocar no lugar deles, e buscar um balanço entre toda essa intensidade. Benjoca sempre muito lindo!!!

    Comentário by Bárbara Luduyvice — março 26, 2014 @ 9:34 am

  5. Vou colar aqui o mesmo comentário que coloquei no post da Rose quando ela compartilhou esse texto: "Eu sempre faço isso também, acho que isso é, acima de tudo, respeito. Somos humanas e saímos do sério. Quando eu me descontrolo, grito e dou bronca sem necessidade, assim que percebo eu peço desculpas pelo meu mau comportamento, isso é dar exemplo e é através destas atitudes que nossos filhos aprendem."

    Comentário by Keka — março 26, 2014 @ 9:39 am

  6. Lindo relato, quero estabelecer esse tipo de relação com meus filhos.

    Comentário by AnaG. — março 26, 2014 @ 10:08 am

  7. Estava precisando dessas palavras….Obrigada por compartilhar suas experiências e reflexões do mundo materno. Beijos!

    Comentário by Francimary — março 26, 2014 @ 10:13 am

  8. Obrigada mais uma vez! Hj foi o meu dia… fiquei brava porque ela perdeu a presilha andando de carrinho na rua… ela ficou chateada pq perdeu a presilha… ficamos as duas de cara amarrada… qdo entramos neste dilema, ela (3 anos e meio tb) sempre me pergunta: AMIGAS MAMÃE? Tipo, isso não vai afetar nossa relação ne? o coisa mais fofa do mundo! Respondo: CLARO! AMIGAS PARA SEMPRE!
    E assim a gente vai aprendendo com eles, a sermos mais tolerantes…

    Comentário by Thaty Baldini — março 26, 2014 @ 10:32 am

  9. Lindo! lindo! lindo!
    Uma lição de vida para todas nós… mães!!!
    Ja passei por isso…. Esse post me fez ver que as vezes eu preciso repensar o modo de agir com a minha filha…
    E caso eu erre… não há mal nenhum em me retratar com ela.
    Parabenizo você pela sua ação!
    Adoro o blog! Sensacional!
    Um grande beijo

    Comentário by Manu — março 26, 2014 @ 11:45 am

  10. Chorei aqui lendo esse seu texto. Eu infelizmente me encontro nesse tipo de situação mais do que eu gostaria e acho que exijo muita maturidade do meu filho mais velho (que tem quatro anos), simplesmente porque ele é o mais velho. É bom ver que eu não sou a única nesse tipo de situação e que com um pouco de paciência da pra resolver direitinho! Obrigada pelo texto! É bom parar, ler e pensar no assunto. 😉

    Comentário by Thalita — março 26, 2014 @ 12:22 pm

  11. Acho super importante agr dessa maneira, me lembro que desde pequena minha mae sempre agiu dessa maneira comigo, explicando as coisas, tim-tim por tim-rim, dentro da minha capacidade de entendimento, e é desta maneira que rpetendo agir com o meu filho, realmente vejo que essas atitudes so tendem a melhor o relacionamento entre mae e filho, e tambem tornar um adulto super bem resolvido.. parabens. como sempre digo, adoro seus posts. beijo

    Comentário by Jenifer Muller — março 26, 2014 @ 3:30 pm

  12. Mto lindo seu testemunho. É um exercicio diário pra ser uma pessoa melhor, não é fácil mas com ctza recompensador. Assim como vc relatou na disciplina com amor, tbm acredito q essa é a via mais eficaz p criarmos cidadãos melhores pra esse planeta.
    Eu gostaria de encontrar um meio de fazer com que minha filha, mesma idade do benjamim, conseguisse expressar melhor seus sentimentos… as vezes ela acorda chorando, geralmente da soneca da tarde, e não há cristo que a faça dizer o q esta acontecendo/sentindo/querendo… vc já passou por isso com o benjoca??? o q seria? não acho q seja pesadelo, acho q é não saber lidar com o sentimento… seria mal humor de quem acordou? Se mais alguem puder palpitar…

    Comentário by Ana Silvia — março 26, 2014 @ 4:18 pm

  13. Olá Ana, meu filho de 2 anos e 5 meses faz o mesmo… e é sempre depois da soneca da tarde.
    Eu faço de tudo, abraço, converso, danço, apresento seus brinquedos favoritos, coloco o desenho que ele gosta, o lanchinho favorito, dou colonho o tempo inteiro, faço tuuudo… e mesmo assim o chororô as vezes dura 40 minutos. Ele fica inconsolável e também não sabe expressar o motivo… eu também penso nessa hipótese do mau humor de quem acabou de acordar… mas é um choro tão mas tãaao sentido que nem sei… Acontece que as sonecas da tarde são raridade e de uns tempos pra cá esse comportamento está desaparecendo (também não sei porque).

    Comentário by Laura — março 26, 2014 @ 5:53 pm

  14. Lendo relatos de maternagem como este, sinto mais fé no futuro da humanidade. Muito obrigada por compartilhar conosco seu aprendizado.

    Comentário by Laura — março 26, 2014 @ 4:39 pm

  15. Nossa Chorei com esse post, pois me vi nessa situação. Em muitos momentos peço desculpas, mas há outros em que deixamos escapar, minha filha tem 5 anos e sinto que exijo dela uma maturidade com muita autoridade da minha parte, por conta do dia a dia com a minha filha mais nova de 6 meses. Tenho repensado muito tudo isso que vc retratou bem nesse lindo texto. Penso no dia de amanhã, e tenho medo de que as constantes brigas nos afaste quando ela mais precisar de mim.
    Parabéns pelo post!

    Comentário by Janaina — março 26, 2014 @ 7:29 pm

  16. Luiza, leio seu blog desde que engravidei e hoje minha filha tem 4 meses. Mesmo tão novinha já acho importante me colocar no lugar dela. Aliás, isso é importante pra tudo na vida ne? Beijos.

    Comentário by Rachel — março 27, 2014 @ 2:08 pm

  17. chorei lendo do teu texto.. chorei pq lembrei de mim, quando criança.. a diferença é que minha mãe nao ficava somente nas palavras, muitas vezes rolava um tapinha. e sim, tapinha DÓI. mas dói muito mais no coração do que na pele.
    Não culpo minha mãe pelas minhas inúmeras dificuldades psicológicas, longe disso.. mas quando quis ser mãe JUREI pra mim mesma que NUNCA iria nem sequer levantar a voz com ele. RESPEITO é algo que devemos passar a todos, uma criança então nem se fala. Criança não deve ser criada na ignorância, isso é covardia!
    Parabens Luiza, muito obrigada pelas palavras.

    Comentário by Juliana — março 27, 2014 @ 5:14 pm

  18. Meu Deus. Ler o título desse post e em seguida ver o rostinho dele nessa foto, doeu no meu peito. Parece que vi meu Samuel. Como esses bichinhos são inocentes e às vezes sofrem na nossa mão. Isso me corrói. Eu sou uma "mãe-culpa", eu sei que sou. Sempre carrego comigo a sensação de que eu gostaria de ser uma mãe melhor, apesar do esforço descomunal e sobre-humano que eu faço. O cansaço e a exaustão nos fazem sair do rumo, às vezes e eles acabam pagando esse "pato". Nossos filhinhos… 🙁

    Comentário by lélli lu — março 27, 2014 @ 9:45 pm

  19. Excelente post!
    É preciso lembrar que educar é uma arte e não uma ciência. Se existissem receitas exatas, teríamos pais tranquilos, mas, ao mesmo tempo, crianças moldadas e sem a espontaneidade que muitas vezes nos surpreende para o bem. http://www.cdinfantil.com.br/blog/4-dicas-para-re
    Sem dúvidas, criar os filhos com limite e amor é o grande desafio de toda mãe e pai!
    Abraços!

    Comentário by Criança Feliz — abril 28, 2014 @ 11:03 pm

  20. ADOREI! Eu tenho muito esse sentimento e faço a mesma coisa… me pego fazendo altas preleções sobre o porque eu fiquei brava com alguém ou mesmo com as crianças. Me criticam, dizem que eu "explico demais", mas não estou nem aí… minhas crias, meu divã, e, se isso os ajudar a aprender a falar o que sentem, tanto melhor!

    Comentário by marianaperri — julho 22, 2014 @ 9:52 am

  21. Lembrei muito desse vídeo.. https://vimeo.com/66307546

    Comentário by Ian — julho 22, 2014 @ 11:42 am

  22. Que lindo, que lindo!!
    Empatia é o maior dos ensinamentos que a maternidade trás, basta estar aberta para recebê-lo!

    Um abraço!!

    Comentário by Raphaela Rezende — julho 22, 2014 @ 11:46 am

  23. Engraçado… vivo constante isso com o Pedro (6 anos). Exijo dele um comportamento exemplar e não permito falhas… Injusto né… Pois é só uma criança e o planejamento de sua vida não pode se basear somente em minhas escolhas…. Lindo seu texto me fez refletir em mudar o comportamento.. Seguir exemplo..

    Comentário by Layla — julho 23, 2014 @ 11:31 pm

  24. Lindo o texto,chorei e.m indetifiquei muito…

    Comentário by Graziela Peixoto — agosto 25, 2014 @ 12:29 pm

  25. Muito lindo.

    Comentário by ketina — setembro 26, 2014 @ 12:58 pm

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