04 de maio

sobre o medo da entrega total

por luíza diener

{desabafo de uma mãe de primeira viagem (eu) sobre seu filho que demandava atenção plena e integral nos primeiros meses de vida}

até hoje sofro com minhas contradições maternais. ou melhor, com minhas contradições por ser maternal.

literaturas instruem e estragam.
será a ignorância uma benção ou uma maldição?

antes de engravidar eu lia muito sobre gravidez, bebês, criancas e idealizei muitas coisas maravilhosas: queria um parto natural, fraldas de pano, bebe no sling e cama compartilhada. queria toda essa maravilhosidade da maternidade natureba que lê-se por aí.

entao o bebê foi gerado, parido, nascido e agora deparo-me com contradições diárias. a chupeta contra a qual eu lutava entrou pra rotina e, falando nisso, a tal rotina veio não sei se pra me ajudar ou estragar tudo de vez. tentei voltar para a livre demanda mas fiquei com medo de “estragar” meu filho com tanto peito e colo.

sabe como eu queria mesmo criar o benjamin? grudado em mim o dia inteiro, ora no peito, ora no sling e na hora de dormir, juntinho comigo na cama (como fazemos em algumas manhãs).
lendo sobre cama compartilhada vi os benefícios que isso traz à auto-estima da criança, aos hormônios de ambos e à criação de laços afetivos, mas se ele dorme na nossa cama, quem não dorme somos nós.
li sobre as chupetas e que a quantidade de malefícios supera e muito os benefícios da mardita.
li sobre tudo de bom que é amamentar em livre demanda, mas eu sofro com ela porque não consigo mais nem almoçar em paz. ou melhor, não consigo mais almoçar nada.

aí me dizem o que eu mesma sempre disse: siga sua intuição.
pra falar a verdade eu sei BEM o que a minha intuição está me dizendo, mas eu tenho medo. medo de criar um filho totalmente dependente de mim, medo do que os outros vão dizer, medo de ter um filho mimado ou sei lá do que mais tenho medo.

mas no fundo no fundo, acho que é medo de me apaixonar mais ainda por esse pequeno bichinho de goiaba. de ficar totalmente entregue às suas vontades.
isso porque eu sempre quis ter o controle de tudo. e viver às custas dos filhos é perder totalmente o domínio da situação.

as pessoas são cheias de traumas e muitas vezes (quase sempre) te aconselham baseadas em suas próprias experiências de vida. não que elas queiram ver seu mal, ao contrário: muitas vezes querem evitar que você passe pelo mesmo sofrimento delas.

pessoas que passaram pelo divórcio geralmente te aconselharão a ter sua vida paralela, a não se doar por inteiro para, no caso de seu casamento não dar certo, você não ficar completamente desnorteado.
quem não conseguiu alcançar a tal carreira almejada por falta de instrução vai te aconselhar a estudar, fazer faculdade, especialização, concurso público e o escambau pra você nunca ficar sem emprego.
pais que sofreram por terem doado-se ao máximo por seus filhos sem nunca receberem o reconhecimento devido te ensinarão que os filhos um dia irão deixar seu ninho, os pais ficarão sozinhos e sua vida há de continuar.
e daí por diante.

de fato, todos os conselhos acima são super válidos e legítimos dentro da vivência e equilíbrio de cada um, mas não precisam necessariamente fazer parte da minha ou da sua vida.
afinal, cadum cadum, né?

mas por outro lado fico imaginando se eu conseguirei conciliar esta idealização com o o estilo real de vida que levo. sera possível?

* * *

hoje, 1 ano e 5 meses depois de ter escrito este post, voltei para reler este texto e tirá-lo do rascunho.

pra quem quer saber o final da novela, a cama compartilhada nunca deu certo aqui em casa, a rotina da encantadora de bebês foi exorcizada de nossas vidas com louvor, a chupeta continua até hoje, bem como a amamentação em livre demanda, que tornou-se o sucesso da casa, especialmente no primeiro ano de vida (aliás, estou digitando com uma mão só porque neste exato momento o pequeno está a mamar).

segui minha intuição com força e acredito que deu certo pra gente aqui em casa.

aos poucos eu pude voltar a almoçar (especialmente depois que ele começou a comer) e hoje já somos cheios de truques e malabarismos para conseguir fazer muitas coisas com ele por perto.

ao contrário do que pregam os militantes contra a livre demanda e o colo full time, ele não ficou mal acostumado.
claro que o benjoca é muito afeiçoado a mim e eu não vejo demérito nenhum nisso. pelo contrário.

mas ele é um menino muito alegre e independente e está cada vez mais difícil arrancar dele um abraço ou um beijo.
ou seja, eu aproveitei muuuuuito o tempo do grude grude, dei todo o colo, beijo e carinho que ele precisava.
mas agora ele já entrou na fase de querer descobrir o mundo com seus próprios olhos.

eu continuarei a persegui-lo para arrancar dele beijos e colos até o dia em que me der netos (aí eu corro atrás dos netos, deixo eles mal acostumados – e brigo com minha nora).

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categorias: desperate housewife, educação, erros comuns, mês 0-3, questões

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46 Comments »

  1. É exatamente isso! Ter filho é não ter controle de tudo, se entregar (ainda que com medo) e seguir seu instinto. Os conselhos são sempre bem-vindos, mas no final é o que a gente sente que é certo que acaba dando certo, sem deixar de perceber quando a gente tá errado. Enfim, a coisa toda é complicada… mas sobreviveremos.

    Quando vamos marcar um encontro para apresentar as meninas pro Benjamin? Beijos!

    Comentário by Tati — 4 de maio de 2012 @ 9:25 am

  2. me chama que eu vou!

    Comentário by Luíza Diener — 4 de maio de 2012 @ 10:56 am

  3. Bom dia!!! Lendo seu post… pensei num monte de clichês tipo: mãe é tudo igual, só muda o endereço!
    Mas seu post merece mais que clichês… porque eu não sei se são todas as mães, mas eu me vejo muito no que você escreveu… a busca por conhecimento, a ruptura com o conhecimento, a intuição…
    Uma coisa que eu li e lembro sempre é que o bebê é uma oportunidade para a mãe se conhecer profundamente… quase encontrar o nirvana! Parabéns pelo post, blog…

    Comentário by Ana Cecília — 4 de maio de 2012 @ 9:29 am

  4. é, ana cecília, infelizmente acho que nem todas as mães são como você.
    ainda bem que você busca e rompe e cresce e se deixa escutar.

    e vamos que vamos crescer cada dia um pouquinho, junto com nossos toquinhos!

    beijos

    Comentário by Luíza Diener — 4 de maio de 2012 @ 10:56 am

  5. Oi, hoje lendo seu post, me lembrei de quando minha 1ª filha nasceu e eu não sabia nada e tinha um monte de gente em volta (inclusive 4 pediatras que eu consultei antes de decidir qual escolheria) dando as mais diferentes (e loucas) opiniões!! Faça assim, não faça assim, assim é errado, assim é que o certo…aff!! Quase enlouqueci e no fundo, no fundo, sabia o que fazer, que era o que minha intuição mandava, só não conseguia me impor. Afinal, com tanta gente "mais experiente" do que eu, como posso estar certa? Depois, quando meu segundo filho nasceu, lógico que a experiência ajuda e muuuuito, mas vi que cada gestação, cada parto e cada filho tem seu jeito. E a gente vai aprendendo a conhecer o outro um pouquinho de cada vez…não tem manual, não tem certo e errado, apenas o instinto e a sua própria experiência podem ajudar nesse momento. Lógico que a troca de experiências com outras mães ajuda, mas sempre para saber que cada um tem seu jeito e é livre para fazer suas escolhas, sem culpa. Beijos.

    Comentário by Carolina Ávila — 4 de maio de 2012 @ 9:53 am

  6. e ainda tem isso: cada um é de um jeito.
    tem que saber ouvir e respeitar a necessidade de cada bebê, individualmente

    beijos!

    Comentário by Luíza Diener — 4 de maio de 2012 @ 10:58 am

  7. É tão bom ler isso! De certa forma, sigo o teu método, muito colinho, carinho, livre demanda, etc.. e também partilho os medos que tinhas, por isso, para mim, é muito importante ler que deu certo porque apesar de saber que cada um de nós segue rumos diferentes, isso é sempre um sopro de esperança.

    Beijinhos para vocês, de uma seguidora de Portugal, mãe de uma menina de 9 meses.

    Comentário by Djeine — 4 de maio de 2012 @ 10:13 am

  8. que honra receber uma visita dessas terrinhas!

    volte sempre, djeine!

    beijos

    Comentário by Luíza Diener — 4 de maio de 2012 @ 10:59 am

  9. Oh Luisa… parece que você está escrevendo para mim. Tô num sufoco danado com a minha filha de 01 ano que quer ficar mamando a noite toda e eu não sei mais o que fazer. Dos 05 aos 08 meses ela dormia a noite toda, mas por conta dos dentinhos voltou a acordar e agora tá com essa mania. Eu sigo o que diz meu coração e quase sempre ele está certo, mas nessa situação não tô sabendo o que fazer. Amei seu blog e li todos os posts anteriores. Parabéns.

    Comentário by Aline Bitu — 4 de maio de 2012 @ 10:20 am

  10. ai, menina, e se eu te disser que essas coisas são completamente imprevisíveis?
    eu nunca canto vitória porque acho essa história de dormir a noite inteira uma coisa meio inexistente.
    explico: por muitas vezes ele dorme a noite inteira, outras não. antes o normal era acordar 3 vezes à noite. teve vezes que foi de 1h em 1h. teve noite que ele acordou perto das 23h e ficou acordado até as 4h da madrugada.

    mas se você quer saber quando foi que ele manteve isso de emendar a noite sem acordar (apenas uma vez, lá pras 23h e depois o sono engatava), isso só aconteceu quando ele tinha uns 15 meses, de forma natural.

    mas vai saber, né? como eu já disse, cadum, cadum.

    beijos

    Comentário by Luíza Diener — 4 de maio de 2012 @ 11:05 am

  11. Aline, aqui em casa está a mesma coisa! minha bebe vai fazer um ano agora dia 15 e acorda varias vezes a noite para mamar. e antes sempre dormiu bem até, acordava de noite, mais não a cada duas horas como está acontecendo agora. E eu tbm acho que é os dentinhos… estão nascendo quatro de uma vez. To bem cansada!!!!! 🙁

    Comentário by Tatiana — 5 de maio de 2012 @ 1:10 am

  12. heheheh "e brigo com minha nora" heheheh

    amei o texto Luiza! e bem assim ne? quando nos tornamos MAE duvidas e mais duvidas entram e passam pela nossa cabeça. me intristeço por não ter lido e pensado na livre demanda quando o Otavio era bebezico, hoje ele não mama mais, mas dorme por muitas vezes conosco! e eu amooo de mais!

    amei amei amei as fotos, olho o benjoca que docinho, antes nem dava pra ver os cilios de tao lorinho e a cor do olho mudou tbm, lindao!

    beijo grande em vcs

    Comentário by Mamãe dao Otávio — 4 de maio de 2012 @ 10:29 am

  13. pois é, mudou tanto e continua tão parecido (mas eu achei que o que mudou mais foi o nariz, mas acho que é coisa da foto).

    eu sei que muita coisa eu fiz ou deixei de fazer por conta de conselhos. talvez se eu tivesse ouvido alguns antes, ou não tivesse escutado outros, benjoca seria diferente.
    ou não.
    essas coisas nunca tem como saber, né?
    eheheheh

    bjooo

    Comentário by Luíza Diener — 4 de maio de 2012 @ 11:07 am

  14. amei sua historia vo leve comigo muitas coisas acabei de ter um bebe e tiro dessa historia muito de mim muito do que to passano bjs deus abençoe

    Comentário by celia — 4 de maio de 2012 @ 10:34 am

  15. que bom, celia!
    deus abençoe tb
    bj

    Comentário by luíza diener — 4 de maio de 2012 @ 8:54 pm

  16. Mas é assim mesmo, eu sempre falo, aconselho no que eu acredito que seja o mais perto do meu certo, mas cada família é uma família. Tem gente que não se adapta com cama compartilhada. Tem gente que gosta de fralda de pano. E ai vai, não é errado ou certo, são somente formas diferentes.
    Eu já acreditei e desacreditei em algo trezentas vezes em 2 anos e 6 meses. Vivo uma relação de amor e ódio com tantas coisas como chupeta, haha.

    Beijos

    Comentário by Isabela Kanupp — 4 de maio de 2012 @ 11:49 am

  17. é que contradição é a matéria prima de toda mãe.

    Comentário by luíza diener — 4 de maio de 2012 @ 8:55 pm

  18. Sou fã desse menino desde que ele nasceu!

    Ah… a minha Valentina viu o video dele subindo no cadeirão sozinho e adivinha??? Já tá subindo tb! A Vale tem 1 ano e meio, pouco a menos que o Benjoca!
    bjs nos 2!

    Comentário by thaty — 4 de maio de 2012 @ 1:44 pm

  19. ahhh! que fofa!!!!

    bjoooo

    Comentário by luíza diener — 4 de maio de 2012 @ 8:54 pm

  20. Lindo o final do post (menos a parte de brigar com a nora – por que as mães de meninos são as peores sogras, hein?)!
    Beijos

    Comentário by Paloma — 4 de maio de 2012 @ 3:16 pm

  21. minha teoria é que mulher é competitiva. aí junta duas mulheres com um homem em comum.. já viu, né?
    ahahha!
    mas assim como eu tento ao máximo criar o benjoca pra ser um bom namorado/marido, fico me policiando desde já pra ser uma boa sogra.
    (e eu não podia perder a piada. ahahha)
    mas sabe deus como isso vai ser na prática, né?

    Comentário by luíza diener — 4 de maio de 2012 @ 8:57 pm

  22. Leio super o livro a encantadora de bebes, pq vc a exorcizou?

    Comentário by vivian — 4 de maio de 2012 @ 5:38 pm

  23. não funcionou com o benjamin de jeito nenhum. nem comigo.
    mas como eu disse, cada caso é um caso 😉

    Comentário by luíza diener — 4 de maio de 2012 @ 8:53 pm

  24. Se o Benjamim namorar a Cali e as meninas da Lia vc vai brigar com elas? NOT!!!

    Bjsss Lulu!!!

    Comentário by Tathy — 4 de maio de 2012 @ 8:31 pm

  25. eu não vou brigar com nora nenhuma. elas que vão brigar comigo. ahahhahahahaha!

    Comentário by luíza diener — 4 de maio de 2012 @ 8:53 pm

  26. Tô vendo que essa mexida no baú-dos-40-rascunhos foi muito boa! Adorei. Estou nessa fase de mãe que ainda não tem filhos, Cheia de opiniões e acho-quês! E acho que tudo vai mudar. rsrsrsrs
    Benjoca cada dia mais fofo. Tem que brigar mesmo com as noras! hehehe

    Comentário by Paloma Dias — 4 de maio de 2012 @ 11:18 pm

  27. viu só? agora são quarenta e tantos -1. ehehhehe!

    a gente sempre vai se questionar quanto aos filhos. pelo resto da vida. acho bom e muito saudável, porque nos ajuda a crescer e melhorar sempre.

    beijooo

    Comentário by Luíza Diener — 6 de maio de 2012 @ 11:50 pm

  28. Luiza,

    Eu dou de mamar pra minha bebe de quase um ano em livre demanda, sempre foi assim. Até de madrugada. Mas agora tá brabo viu!! ela está acordando a cada duas horas pra mamar. Não sei se são os 4 dentes que estão nascendo juntos, ou se é costume mesmo de mamar. Eu acho que ela acorda de noite, e como eu acostumei ela a dormir no peito, ela não consegue dormir sozinha de novo e me chama. E ai vem a culpa de não saber se fiz certo de amamentar em livre demanda e de continuar amamentando ela. Moro em Abu Dhabi, nos Emirados Arábes Unidos, e aqui a maioria nem amamenta até os seis meses, se quer até os doze meses que nem eu. Ai não sei o que eu faço… se continuo nessa de amamentar sempre que ela quiser ou começo o desmame. Mas eu gosto tanto, e ela tbm… Só não curte ter que acordar zilhões de vezes de madrugada. adorei o post!!!!!!!

    Comentário by tatiana — 5 de maio de 2012 @ 1:19 am

  29. qualquer coisa dá uma de louca e fala que no seu país todo mundo amamenta os filhos até os 7 anos. no mínimo.
    e que sua mãe mesmo mamou até ir pra faculdade. ahahhahahahahhahah!

    isso de acordar de madrugada é fase. vai e volta. como você já deve ter percebido, varia muito se tem dente ou não, vai mudar se ela estiver doente ou dormindo fora de casa.
    o benjamin só começou a emendar a noite toda mesmo depois de 1 ano e 3 meses. e agora dorme a noite toda mesmo mamando.

    vai saber.

    mas eu não desmamo antes dos 2 anos nem a pau, porque aqui no meu país é assim (NOT). ahahahhaha!

    beijinhos

    Comentário by Luíza Diener — 6 de maio de 2012 @ 11:52 pm

  30. To com a mesma situação da TATIANA ,minha filha fara 1 mes esse mes e ate hj é livre demanada,e só dorme no peito.O pediatra dela sempre pergunta,e o peito vc só esta dando TRES vezes ao dia né??nao pode passar de tres. eu com toda firmeza :oh claro sem mais nem menos…aham ah ta maaal sabe ele rsrsrs!!oq me deixa com raiva é vir pessoas me criticando,mas q coisa a filha é minha e pronto deixa eu fazer do meu jeito!

    Comentário by Laís — 5 de maio de 2012 @ 11:29 am

  31. ai escrevi errado,pq?por causa do colo praticamente 48 horas por dia,rsrs,minha filha aqui no meu colo,saio digitando tudo errado,rsrs,ela fara 1 aninho e nao 1 mes como escrevi ai em cima!=)

    Comentário by Laís — 5 de maio de 2012 @ 12:05 pm

  32. ahahahha! imaginei!

    PRECISO fazer um post sobre o sono do bebê!

    acho que o normal é eles acordarem mesmo. anormal é qdo dorme a noite toda. kkkkkk! brincadeira.
    cada bebê tem um ritmo, não tem jeito.

    mas confesso q eu cago e ando pras críticas.
    senão a gente não vive.

    beijos, sua linda!

    Comentário by Luíza Diener — 6 de maio de 2012 @ 11:54 pm

  33. Eu sempre disse (especialmente pra mim mesma) que não existe "O" jeito certo de se criar uma criança e sim o jeito muito pessoal de cada família, adaptado às rotinas e personalidades dos pais.
    Quando meu filho nasceu eu não fazia a menor ideia do que fazer e como fazer com aquela criatura pequena. Muita coisa minha mãe me ensinou, muita coisa foi dica da minha avó. Passei por alguns apuros e pedi um help pras amigas que tinham tido filhos a pouco tempo. Assim, fui formando meu jeito de cuidar do meu filho, com um pouquinho dali, um pouquinho daqui, muita ajuda do Google (rs).
    Hoje tenho um molecão de 2 anos e 2 meses lindo e saudável, independente quando tem que ser independente, dependente de mim e do pai quando ele precisa (e nós adoramos claro), feliz, esperto, falante. Muitas coisas eu podia ter feito diferente mas, no fim, não me arrependo de nada. Segui meus instintos quando a situação parecia sem solução. E assim vai indo nossa vida…

    Beijão pra vcs 🙂

    Comentário by laisortelao — 5 de maio de 2012 @ 5:14 pm

  34. e isso não é ser mãe? ehehhe!
    adorei saber que no fim deu tudo certo.
    eles não morrem fácil, né? kkkkkk

    bj

    Comentário by Luíza Diener — 6 de maio de 2012 @ 11:56 pm

  35. Que bom te ler, Luiza! AMEI seus posts todos (que consegui ler até agora…vou no retrocesso!). Penso exatamente como você! A gente vai se encontrando como mãe, esse primeiro ano é de intensa construção, né? A gente descobre tanta coisa sobre a gente mesma, vai equalizando com marido e filhos, é uma dança gostosa, né? Passa lá em casa (www.blognossosfilhos.blogspot.com), adoro trocar idéias! Um beijo grande, Ju

    Comentário by Juliana — 6 de maio de 2012 @ 1:41 am

  36. não é fácil mesmo não. mas qdo a gente olha pra trás, vê que até que não foi tão complicado quanto parecia, né?

    beijos!

    Comentário by Luíza Diener — 6 de maio de 2012 @ 11:57 pm

  37. Que lindo que ele tá mamando agora. Sinto tanta falta do meu mamando. Mas logo terei outro pra ficar pendurado nos peitos (espero que mais de dia do que de noite, pq sofo com esse não sono).
    A gente amadurece, né? E encontramos a nossa verdade, e vamos evoluindo de verdade em verdade. Li muito e claro, ouvi muitos conselhos. Depois de readquirir minha autoconfiança (só depois que passei a ouvi minha intuição) pude aproveitar o que recebi de bom e deixar entrar por um ouvido e sair pelo outro os maus conselhos, sejam técnicos ou populares.
    Minha "técnica" hoje tem um pouco de attachmet parent, encantadora de bebês, harvey kap, dicas diversas, conselhos da minha mãe e meu feeling. Sou maluca?
    E confesso, tenho pavor de ficar como a minha sogra…

    Comentário by Ariana — 7 de maio de 2012 @ 12:46 am

  38. Texto muito bom, pra variar um pouquinho né! Rsrsrs. A minha pequena está com dois meses. Dou muito colo, muito peito e muito carinho. Dai ouço todos os dias de várias pessoas que terei sérios problemas com ela, como o excesso de manha e consequentemente a falta de tempo para eu fazer minhas coisas. Quer saber, dane-se. Eu amo quando ela está grudadinha em mim. Agora mesmo, está dormindo no colinho de mamãe enquanto os mais experientes e os teóricos diriam para ela ir para o berço. Beijo procê e pro fofo do benjamim.

    Comentário by Luciane — 7 de maio de 2012 @ 12:17 pm

  39. Luíza, parabéns por ser uma mãe determinada, mas também disposta a refletir se aquilo que você tem por meta realmente é o melhor para o seu filho.

    Palpites sempre existirão: tanto os super bem intencionados (mas que, às vezes, não se adequam à nossa realidade), quanto os que são puro veneno. Mas o bom disso é que aperfeiçoa a paciência, a audição seletiva e o laboratório de antropologia (kkkkk).

    Da minha experiência, que não tive alternativa senão voltar a trabalhar (com o coração em frangalhos) após a licença maternidade, sempre ouvi que era LOUCA por não ter desmamado a minha filha. Mas eu não quis. Passei maus bocados de cansaço, cheguei à estafa mesmo, mas ela mama até hoje (tem 1 ano e meio, e já faz 1 ano que voltei ao trabalho). Eu me orgulho disso demais, sei que fiz o melhor.

    Um beijo e continue seguindo a sua intuição, pois você está super bem e o seu filho é muito lindo e esperto!

    Comentário by Helen — 7 de maio de 2012 @ 12:48 pm

  40. kkkkkkkkkkkkkkkkk Adorei todo o texto principalmente o fim quando vc mima os netos e briga com a nora kkkkkk bjus

    Comentário by Alba Mendes — 7 de maio de 2012 @ 1:06 pm

  41. Nossa que post maravilhoso!
    Eu sempre pensei como voce mais nunca consegui me expressar assim!
    Olha em resumo eu digo aqui em casa que uma fase que é meio a meio é ate o bebe completar os 18 meses
    rss, ai a gente volta a viver e ai pira" menos rss

    beijos

    Comentário by rubia — 7 de maio de 2012 @ 4:13 pm

  42. Quase queimei o tal "nana nenê"! Comecei a ler com mais receptividade " a encantadora" e gostei de algumas dicas, mas a tal rotina tambem não gostei e não me arrependo. Aproveitei todo o colo que o meu Edu quis, procurei até incentivar para que ele gostasse de ficar no colo…sempre tive a idéia de que eles são bebês por pouco tempo… Serão nossos filhos para o resto da vida, e o percentual desse tempo em que serão bebês é bem pequeno…

    Comentário by fabiana — 9 de maio de 2012 @ 11:00 am

  43. Embalei para dormir, dei peito até ele cansar… passei meses acordando de duas em duas horas a noite inteira e depois tinha que sair para trabalhar o dia inteiro feito um zumbi, não me arrependo nem um pouquinho.
    Ele agora tem 1 ano e dois meses, staria embalando os "11 kilos" até hoje, mas de repente ele aprendeu a dormir do meu lado na cama, assistindo um video do MPB BABY e é assim toda noite… depois eu levo para o berço… minhas costas agradecem!
    Colo? Desde há muito tempo ele não quer saber… a gente pega ele dá um jeito de escorregar e é chão, chão,chão…eu que fico querendo o colo!
    Ele ainda acorda pelo menos duas vezes durante a noite para mamar (agora é mamadeira), mas já me sinto menos zumbi… e quanto mais trabalho ele me dá, mais me apaixono!

    Comentário by fabiana — 9 de maio de 2012 @ 11:06 am

  44. São tantas dúvidas sobre estarmos fazendo o certo ou não, tantas teorias, tantos caminhos, tantas formas de agir, tantos conselhos, tantos exemplos, tantos medos… Qual direção seguir?
    Para mim, funciona assim: refletir com amor, com disposição e agir com convicção… seja qual for a linha, penso que o mais importante e decidir e agir com consciência tranquila de que naquele momento, naquelas condições, estamos fazendo o melhor…

    Comentário by fabiana — 9 de maio de 2012 @ 11:07 am

  45. Sabe, eu acho encantador ler tudo isso, talvez se eu tivesse lido antes tudo fosse bem diferente.
    Vou dizer que eu fui pega de surpresa e que não planejei minha gravidez e só comecei a me preocupar em como criar uma filha depois que ela já tinha nascido. Lembro que na maternidade eu (a mais mané de todas) querendo dormir morrendo de dor devido a cesariana e o bebê chorando, bem faceira coloquei a chupetona na boca dela, deitei e apaguei, de manhã o pediatra do hospital veio me crucificar, eu aceitei a crítica por várias semanas me achando uma péssima mãe por ter feito o que eu fiz, hoje de fato realmente acho que fui péssima, mas ninguém me explicou nada antes e eu também não perguntei! Mas enfim cedi a chupeta, me dei bem com a rotina (eu nem li o tal livro, só tirei o exemplo da minha irmã), não segui a livre demanda (porque nem sabia o que era isso) mas agora me pego em casa (larguei meu emprego para cuidar só dela) dando o peito a hora que ela bem quer, sigo feliz me esforçando sempre pra ser o melhor pra ela e esperando que quem sabe no segundo filho eu talvez consiga por em prática alguma coisa de tudo isso o que eu li!

    Comentário by Evelin Ramos — 22 de junho de 2012 @ 11:58 pm

  46. putz adorei seu post, nunca tinha lido sobre a experiencia de outra pessoa que fosse tão parecida com a minha, geralmente as pessoa só contam que são mães extraordinárias e que suas experiencias são sempre bem sucedidas e seus metodos são os melhores..eu prefiro contar com a minha intuição que como a sua até agora tem funcionado..com o tempo aprendemos que não existe fórmula pronta pra essa aventura de ser mãe..bjokas

    Comentário by Alessandra Brandao — 13 de junho de 2013 @ 1:25 pm

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