24 de março

minha filha nasceu em casa

por luíza diener

sansa

era manhã de quarta feira, 12 de junho. os planos para aquele dia dos namorados deixavam a desejar, visto que não tínhamos idealizado nada de concreto para a data. eu já me encontrava no nono mês de gravidez e, ao acordar, a vontade que senti era apenas de ficar deitada por mais alguns minutos, horas, semanas. mas fui desperta por uma pequena dor no pé da barriga e muita vontade de ir ao banheiro. por fim, criei coragem e levantei da cama. ao voltar para o quarto, soube lá no meu íntimo que minha filha nasceria naquele dia. deitei ao lado do meu marido e sussurrei: “já sei o que te dar de presente hoje”.

logo a preguiça passou e senti uma agitação tomar conta de mim. comecei a querer resolver coisas que estavam penduradas há um bom tempo: cortar o cabelo, arrumar o quarto, trocar a resistência do chuveiro.  a empolgação alternava-se com a leve dor que eu continuava a sentir na barriga, em um ritmo cada vez mais frequente e compassado.

às 14h35 nascia no meu quarto, na minha cama, minha filha constança, sob os olhares atenciosos do irmãozinho mais velho, do pai e da tia.

parece uma história meio absurda, mas cada decisão tomada para aquele dia foi previamente avaliada, estudada, pensada e repensada muitas vezes, por meses a fio. minha pequena veio ao mundo no aconchego do lar por escolha, não por acidente.

vários foram os motivos que me conduziram a isso, mas dois deles me ajudaram a bater o martelo para essa opção: acolhimento e respeito. queria ser respeitada quanto ao local e à maneira que seria o meu parto. queria meu marido e meu filho ali, pertinho de nós, naquele momento tão importante.  queria que minha filha fosse respeitada ao nascer, podendo chegar quando quisesse e permanecer ao meu lado por quanto tempo fosse necessário.

mas havia coisas a serem pensadas além de todo o romantismo de uma família linda, unida e feliz celebrando a chegada de um pequenino ser. eu fui atrás de muita informação. mergulhei nela, devorei-a. conversei com médicos, doulas, parteiras. troquei ideias com outras mulheres – e seus maridos – que já haviam passado pela experiência. quis saber sobre os riscos de ter um filho em casa e fui surpreendida ao descobrir que eles são muito menores do que a gente imagina. pelo contrário, quando está tudo bem com a gestante e o bebê é, inclusive, mais seguro tê-lo em casa que em um ambiente hospitalar.

tive acompanhamento médico ao longo de todos os nove meses de gestação e fiz os exames e ecografias necessários a fim de assegurar meu bom estado de saúde. graças a Deus correu tudo bem e tive uma obstetra muito competente e esclarecida no assunto, que me deixou tranquila e me motivou a levar meu plano adiante.

também fui acompanhada por uma parteira muito experiente e sábia. ela escutava o bebê, avaliava minha saúde. mas o mais delicioso das idas ao seu consultório foi que aquilo virou um programa de família: íamos marido, filho, bebê na barriga e eu, dois sábados por mês, para que eu fosse examinada e também para saber como cada um estava se sentindo em relação àquela gravidez. um consultório simpático com sofá, pufe, livros, brinquedos e até uma mesinha de desenho para as crianças. ouvimos e fomos ouvidos. tiramos dúvidas, adquirimos conhecimento. mas o mais importante: criamos uma sintonia não apenas com a parteira, mas entre nós mesmos, o que nos fortaleceu muito no dia da chegada da pequena.

além de tudo isso, foi necessário pensar nos termos práticos e logísticos, que até então não me ocorriam. era preciso ter em casa desde panos de chão suficientes para limpar uma eventual bagunça, passando por comida para alimentar o batalhão que me acompanharia no dia, até um recipiente para guardar a placenta, que não pode ser descartada em lixo comum. também precisei informar alguns vizinhos tanto para ter a quem recorrer caso fosse necessário, quanto para evitar qualquer tipo de estranhamento. não sei, né? vai que eu dou um grito no meio da madrugada e alguém pensa que está acontecendo o pior comigo… por sorte eu tive minha filha quase que silenciosamente. os sons emitidos no quarto mal poderiam ser ouvidos na cozinha, muito menos no apartamento ao lado.

no dia P – dia do parto – minha casa parecia estar em festa. quando tive certeza que já estava em trabalho de parto, liguei para a irmã, para a parteira e sua assistente, para a fotógrafa. uma a uma elas foram chegando. a fotógrafa querida e sua câmera inseparável. minha irmã com um buquê de flores. a parteira e a enfermeira assistente com uma mala gigantesca cheia de apetrechos como tubo de oxigênio, agulha e acessórios para sutura e mais um tanto de coisas que eu nem quis tomar conhecimento e que graças a Deus nem precisaram sair da mala.

comemos e conversamos por bastante tempo, até que finalmente chegou a hora.

depois de muito procurar um cantinho pra mim dentro de casa, decidi que queria receber meu bebê na minha cama. fomos todos para lá. meu filhinho sentia-se tão confortável com aquela situação que decidiu cantar uma música para que o bebê viesse. era assim: “o Senhor te abençoe e guarde a tua vida, resplandeça o seu rosto sobre ti; o Senhor te abençoe, sobre ti levante o rosto, misericórdia tenha e te dê a paz”. foi justamente nesse clima de paz que ela nasceu.

um detalhe importante foi que optamos por não saber o sexo do bebê durante a gestação e guardamos essa descoberta para o momento do parto. acontece que eu estava tão extasiada com o nascimento daquela pequena criatura que, quando veio para os meus braços, esqueci de ver se era um garoto ou uma garota. só me ocorreu minutos depois, quando ela já estava embrulhadinha e aninhada no meu colo, de levantar os panos e então declarar: é menina!

foi então que tomei consciência plena do que estava acontecendo: uma vida acabara de chegar à nossa casa.

um dos dias mais emocionantes da minha história, do qual eu nunca me esquecerei.

este post foi escrito originalmente para a revista evoke

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categorias: amor, constança, parto

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29 Comments »

  1. simples assim!
    🙂

    Comentário by Katia Gutierrez — março 24, 2014 @ 11:13 am

  2. Amazing!
    Meu sonho era ter um parto normal, mas os gêmeos não "deixaram". Cesárea de emergencia, medo, UTI, correria…tudo, menos paz, mas apesar de tudo, muito amor, que é o laço que nos une como mães. 🙂
    Eu lembro que os meninos tinham dois meses e você publicou a sua história de parto, o video…e enquanto eles dormiam na sala eu ouvia a música do Caetano e chorava baixinho, emocionada com a sua história e com a minha também.
    Sou sua fã! Grande beijo!

    Comentário by Fernanda Freitas — março 24, 2014 @ 11:19 am

  3. Parto em casa é bom quando dá certo… Quando dá merda, é desastroso. Já soube de muita fresca natureba que se ferrou nessa história. Sinto pena de gente assim. 🙁

    Comentário by Solon — março 24, 2014 @ 12:00 pm

  4. Comentário bom é bem fundamentado. Quando reproduz o senso comum é desastroso. Cadê as fontes que comprovam sua afirmação? Todas aqui sentimos pena de você, que perde o seu tempo em um espaço para mães com um comentário tão ignorante quanto hostil com as pouquíssimas mulheres que, por ventura, passaram por intercorrências no parto domiciliar.

    Amigo, deixe a ignorância, má vontade e ódio no coração de lado e vá ler as evidências científicas, que desmancham o seu argumento(zinho) em 2 toques.

    Comentário by Laura — março 24, 2014 @ 5:52 pm

  5. Baseado em que evidência você diz isso? Segundo estudos mundiais partos domicilares são mais saudáveis e com menos índices de complicações e intervenções que hospitalares.

    Comentário by Marina Mamede — março 24, 2014 @ 9:38 pm

  6. Lindo demais! Não me canso de ler teu relato de parto. Tive meu filho em um hospital, de parto normal ( VBAC) depois de 3 dias de trabalho de parto. Também deixamos para descobrir o sexo na hora do nascimento, assim como foi com minha filha de 3 anos. O cansaço foi tanto que eu nem consegui “entender” que era um menino. Depois de algum tempo a ficha caiu. Pronta para mais um e para um parto domiciliar… Apenas nos planos, mas quem sabe?! Amo teu blog. Bjs

    Comentário by Diva — março 24, 2014 @ 1:02 pm

  7. Meu partofoi completamente diferente, por escolha minha, mas me emocionei muito com seu texto, parabéns!!!

    Comentário by Natalia — março 24, 2014 @ 1:32 pm

  8. Luíza, seu relato de parto é lindíssimo!!
    Hoje sou uma "potencial gestante" planejando o primeiro filho. Admiro muito sua coragem em encarar o parto domiciliar, e quero muito ter essa coragem também.
    Acho que a maior dificuldade é achar um obstetra que respeite a vontade da mãe, respeite o tempo da criança e esteja disposto a ajudar a realizar tudo isto da forma mais segura e respeitosa.
    Você pode passar os contatos da sua obstetra?

    Continue com esse trabalho lindo que, como foi para mim, incentiva o respeito ao nosso corpo e nosso filho. 😉
    Deus abençoe você e sua família linda!
    Bjs!!

    Comentário by Meyre — março 24, 2014 @ 2:32 pm

  9. Gosto muito da maneira como relata sua escolha. O meu parto foi diferente do seu, mas foi da forma que escolhi. Tudo que quis aconteceu e minha filha, mesmo nascendo no hospital foi no meio de muito amor e paz. Meu marido esteve comigo o tempo todo e assim que ela pode foi para o peito. Algumas circunstâncias impediram que fosse imediatamente, mas tudo correu muito tranquilamente e cheio de amor.
    Parabéns por sua coragem e por fazer tudo com responsabilidade

    Comentário by Clarissa — março 24, 2014 @ 4:58 pm

  10. Gosto muito da maneira como relata sua escolha. O meu parto foi diferente do seu, mas foi da forma que escolhi. Tudo que quis aconteceu e minha filha, mesmo nascendo no hospital foi no meio de muito amor e paz. Meu marido esteve comigo o tempo todo e assim que ela pode foi para o peito. Algumas circunstâncias impediram que fosse imediatamente, mas tudo correu muito tranquilamente e cheio de amor.

    Parabéns por sua coragem e por fazer tudo com responsabilidade

    Comentário by Clarissa — março 24, 2014 @ 4:58 pm

  11. Não importa como vai a gestação, o momento do parto é uma caixinha de surpresas…
    Graças a Deus normalmente as coisas funcionam bem como deve ser, mas as vezes em que o desfecho não é o desejado, o parto domiciliar é caótico, correr ao hospital já não adianta mais.
    Não é a toa que se formam médicos obstetras e pediatras, e para quem não conhece, é por isso que existe o MINUTO DE OURO (pesquisem a respeito).
    Que bom que deu certo e tua guria é linda!

    Comentário by Adriana — março 24, 2014 @ 7:16 pm

  12. Se tivéssemos mais opções (como casas de parto) e mais humanização no atendimento das mães e bebês nos hospitais durante o processo de nascimento e pós, não precisaríamos discutir esse assunto com o peso de ameaça e culpa para as famílias, que vêem como única alternativa de parto respeitoso o ambiente de suas casa e cercadas de pessoas que lhe passem confiança..

    Comentário by Hanna D. — março 24, 2014 @ 10:31 pm

  13. Adriana, vide o relato de parto deste blog &lt ;http://manualdafamiliamoderna.blogspot.com.br/> e também outros relatos em que o parto não pode ser em casa como planejado, mas todos foram encaminhados ao hospital com com calma e tranquilidade e o bebê nasceu bem e saudável.
    Quem planeja ter o filho em casa, sempre tem um plano B, C, D, parteiras e até obstetras avaliando a progressão do TP para que o encaminhamento ao hospital se dê em tempo hábil.

    Os casos de desfecho negativo dos quais tomo conhecimento, coincidentemente, acontecem dentro de hospitais, com médicos, obstetras enfermeiros e pediatras.

    Acho que depende muito das fontes que desejamos consultar.

    Comentário by Laura — março 25, 2014 @ 1:21 am

  14. Laura, graças a Deus todos os partos foram encaminhados e os bebês nasceram bem. Graças a Deus esses bebês não estavam "dipando" ou não aspiraram mecônio, que aí já não tem calma e tranquilidade até chegar ao hospital.

    Sim, os casos de desfecho negativo estão no hospital com obstetras e pediatras pois os partos de risco são realmente feitos no hospital, por isso a chance de desfechos negativos maior.

    Gostaria sim, de ter um parto em casa com minha mãe do lado e uma parteira bem boa, ganhar o bebê e darem a notícia ao meu marido (que estaria impaciente e andando de um lado para o outro na sala) de que o bebê nasceu bem e dizer o sexo a ele como antigamente.

    Mas muitas coisas evoluem para o nosso bem, e mesmo que essa seja a minha vontade não seria por uma vaidade minha que arriscaria a saúde e a capacidade neurológica da minha filha(o) para o resto da vida. Vou ter no hospital, com tudo pertinho de mim, e com pessoas que estudam e se dedicam a vida inteira para isso.

    Não estou aqui para simplesmente dar minha opinião, e sim porque é um assunto relevante e grave.

    Bjos a todas!

    Comentário by Adriana — abril 1, 2014 @ 12:51 am

  15. Adriana, lhe apoio completamente em sua decisão. Faça a escolha que vai lhe deixar mais segura e confiante para o seu parto. É isso que toda a gestante saudável tem (ou deveria ter) o direito de fazer. Escolher como quer o seu parto, onde quer parir, informada por fontes seguras, bem orientada por um obstetra em quem confia, e amparada por quem mais desejar.

    Se você considera o PD uma vaidade que arrisca a capacidade neurológica do bebê, realmente não deve fazê-lo. O PD só deve se realizar quando a mulher está segura desta decisão, quando confia plenamente no seu corpo e na sua capacidade de parir, e também na equipe que acompanha sua gestação. PD somente por vaidade, sem o empoderamento da mãe durante a gestação, é realmente uma decisão arriscada, esdrúxula e sem fundamento algum.

    Essas pessoas que estudam e se dedicaram a vida inteira para isso – os obstetras – vem violentando mulheres em seus partos (verbal e fisicamente), usando procedimentos obstétricos obsoletos e oferecendo cesarianas eletivas para seu próprio conforto (visto que uma cesariana se faz em 30 min, já um parto normal – incluindo pródomos e expulsivo – pode levar dias). Sabe que a taxa de cesariana no SUS passa de 50% e no setor privado passa de 80%, sendo que a OMS recomenda que a taxa de cesarianas não passe de 15% dos partos? Estes mesmos médicos violentam 1 em cada 4 parturientes que são atendidas em hospitais e maternidades, e fazem episiotomia de rotina (sem avaliar a necessidade em cada caso especificamente), prescrevem ocitocina sintética (eu cheguei ao hospital com 10cm de dilatação, e levei ocitocina sintética na veia sem a menor necessidade porque era o protocolo do hospital) entre outras violências?

    Quando citei desfechos negativos no hospital, me referia aos relatos deste documentário "Violência Obstétrica – A voz das brasieliras" &lt ;https://www.youtube.com/watch?v=eg0uvonF25M&feature=kp>

    e também ao conteúdo do filme "O Renascimento do Parto" traileir aqui &lt ;https://www.youtube.com/watch?v=1zB-5ASFqm0> resenha aqui &lt ;http://benfeitoria.com/o-renascimento-do-parto>

    O site Amigas do Parto &lt ;http://www.amigasdoparto.com.br/> oferece um portal de artigos científicos bastante atuais (muitos traduzidos para o português) sobre as evidências científicas que defendem o parto natural (hospitalar e também domiciliar) além de ter uma seção bastante informativa de Relatos de Parto, onde mulheres contam suas experiências de parto em hospitais e em suas casas. É emocionante, li esta seção em uma tarde e me ajudou muito a entender, inclusive, a fisiologia do parto natural e as consequências de intervenções médicas mal aplicadas.

    Neste site &lt ;http://www.cientistaqueviroumae.com.br/> há informação científica de qualidade reunida por uma pós-doutora que hoje se dedica exclusivamente, em um novo doutorado, a pesquisar a assistência ao parto no Brasil, violência obstétrica e medicalização da infância e do corpo feminino. Há informação científica de qualidade e de bastante relevância para esta discussão.

    Este blog da dra. Melania Amorim, (obstetra que estudou muitos anos e ainda estuda, acompanhando a evolução da medicina) &lt ;http://estudamelania.blogspot.com.br/> também é bastante esclarecedor sobre as vias de parto e os riscos/benefícios que envolvem cada um deles.

    Veja, Adriana. Eu também não estou aqui para simplesmente dar minha opinião, tanto isto é verdade que lhe ofereço inúmeras fontes confiáveis de pesquisa científica séria e medicina baseada em evidências atuais. Porque este assunto é realmente muito relevante, e merece sair do achismo e do senso comum, para que mais mulheres tenham acesso a informação de qualidade e possam ser senhoras de sua vida, de seu corpo e de seu parto.

    Um abração! De coração aberto, te desejo tudo de bom, e que tenha um parto lindo e tranquilo da maneira que escolher!

    Comentário by Laura — abril 2, 2014 @ 11:09 pm

  16. Oi Laura,
    Você está fazendo uma acusação muito grave quando afirma que “obstetras vem violentando mulheres em seus partos”.
    Primeiro por se basear em reportagens tendenciosas e sem conclusões científicas baseadas em evidências: blogs, videos do youtube, em que um grupo que decide falar o seu ponto de vista se torna verdade na mente de quem tem a mesma idéia, de quem se deixa levar pela emoção, de quem acha que tem o pleno domínio do seu corpo, enfim.. de quem acha que pode tudo.
    Baseado em quê você afirma que obstetras fazem episiotomia de rotina?
    Baseado em o quê você acha que não são feitos partos humanizados em hospitais?
    Baseado em quê você acha que ocitocina sintética é violência?
    Você não consegue acreditar que obstetras e enfermeiros podem formar uma equipe super humana e fazer um parto muito humanizado?
    Você acha que obstetras mulheres não tem filhos?
    Você acha que obstetras e enfim, toda a “corja”que trabalha no hospital são um bando de robôs sem coração e que querem só violentar as pessoas?
    Voê acha que pediatra não serve pra nada?
    O que você entende de descolamento de placenta, de DIP II, de sofrimento fetal agudo?
    De hipoglicemia neonatal, de icterícia precoce, aspiração de mecônio e reanimação neonatal?
    Ah a equipe do parto domiciliar é bem treinada, sim.. quantos anos estudaram pra isso? Quando dá errado o parto domiciliar pra onde essas pessoas correm?? Para os hospitais né.. Pois sim.. todos querem ser violentados no final das contas…
    Se você gosta de reportagens, aí vão algumas:
    http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-
    http://papodehomem.com.br/a-cilada-do-parto-domic
    http://veja.abril.com.br/noticia/saude/parto-domi

    Enfim, duas cesarianas prévias não teriam risco de ruptura uterina pois a mãe também tinha total conhecimento de seu corpo http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/rs-ju

    Por favor gente, sem sensacionalismo.. aceitemos os fatos…

    Desculpa Luiza, preciso abrir os olhos das pessoas.. acho sua família linda, curto muito seu blog, e por isso que participo das discussões.
    E a nossa verdade reina até que os outros provem, com coerência, que não sabemos de tudo.
    Bjo!

    Comentário by Adriana — abril 7, 2014 @ 10:33 pm

  17. Ai Adriana, sério… que preguiça de vc…

    Apresentei fontes super bacanas de pesquisa científica, fontes que embasam toda a minha argumentação…

    E tu me vem com noticias uol, papo de homem e veja??

    Ah querida, não queria brigar não… mas sensacionalismo é o que você está fazendo, e não vou aceitar os fatos que você impõe, assim como não quero que você ACEITE o que eu estou dizendo. Ao contrário, proponho que você estude, se informe….

    Você sequer abriu os links que postei né?

    Não estou aqui para te provar nada, mas para discutir….

    Um abraço!

    Comentário by Laura — abril 8, 2014 @ 6:37 pm

  18. Laura, coloquei uol, abril etc pq são populares e assim como sua pesquisa anterior…

    não queria que lesse mesmo porque são irrelevantes, coloquei para você ver que citar essas bobagens não clareiam a idéia de ninguem.

    Desculpa se tui tão popular e pouco aprofundada no que disse.. era justamente para você entender 🙂
    entendeu??

    Já estudei esse tema anos suficientes e continuo a estudar diariamente, 60 horas por semana, há 12 anos se você quer saber… você também estuda mais ou menos quanto tempo para debater comigo.. ?

    Por isso que tenho plena convicção do que digo e insisto no que digo… e vou continuar a insistir..

    e para vir debater comigo debata cientificamente também..

    Comentário by Adriana — abril 9, 2014 @ 1:00 pm

  19. Nossa Adriana….

    Imagino que você seja mesmo muito dedicada nos estudos, pois estudar medicina obstetrícia 12h por dia, considerando que estude 5 dias por semana, ou 10h por dia, considerando 6 dias na semana… é muita dedicação a área mesmo! E você atua também… atende gestantes e assiste partos ou "só" estuda? Coloquei o "só" entre aspas justamente porque estudar não é pouca coisa, estudar é tudo! Mas se vc testuda 12h e ainda aplica o conhecimento nas horas restantes do dia… tiro o meu chapéu! Só não sei quando vc come e dorme… e quando tem tempo de vir aqui debater com uma simples mortal como eu! Antes de mais nada, muito obrigada pelo esforço em "abrir meus olhos para a verdade absoluta acadêmica"!!

    Olha, achei que a sua comparação com as fontes que apresentei foram inadequadas, pois apresentei blogs sim, mas ao contrário das reportagens que você apresentou, que foram escritas por jornalistas incautos no assunto, os blogs da Lígia e Melânia são escritos por pessoas como você, super graduadas e pós graduadas na área, mas que, ao contrário de você, não espezinham de quem não tem graduação na área e ainda atuam em prol da disseminação da produção acadêmica a toda a população, democratizam o acesso ao conhecimento, e publicam em seus blogs artigos muto interessantes, embasados por estudos científicos publicados em revistas internacionais, nos cânones da medicina moderna e nos preceitos estipulados pela Organização Mundial da Saúde.
    Elas prestam um serviço a população, são demais, não? Populares, na preocupação com a conscientização da população, e superacadêmicas na produção dos posts pros seus blogs!
    Não tem nada de irrelevantes, e é uma OFENSA GRAVE chamar a produção delas de "bobagens que não clareiam a ideia e ninguém". Ainda mais se vc nem abriu os links… ofendeu colegas acadêmicas da áreas sem conhecer o seu trabalho…

    O documentário violência obstétrica mostra depoimentos de mulheres reais, elas não são atrizes contratadas… são mulheres que sofreram violência em seus partos e contam suas histórias. E você que estuda medicina obstetrícia a 12 anos…. 60 horas por semana, 12 horas por dia e nega a existência de uma violência contra a mulher já bastante invisibilizada pela sociedade… O que você anda estudando tanto afinal? Quais são as suas fontes… cita nomes aí…

    No filme o renascimento do parto, participam diversos obstetras, graduados e pós graduados como você, que embasam toda a argumentação que te apresentei… E o site das amigas do parto também é outro maravilhoso que disponibiliza evidências científicas e as recomendações da OMS para a população… traduzindo artigos, compartilhando experiências… isso, Adriana, é construção de conhecimento… isso é estudar….

    Agora, porque eu não tenho diploma na área médica (mas se quer saber, sou também "superestudada", 8 anos de academia – e não é aquela de malhar ok, instituição federal formal de ensino superior, porém na área de humanas) não posso debater com você, que até agora deu bastante opinião mas ainda não me apresentou um artiguinho científico sequer para embasá-la? Google acadêmico tá ali na aba do lado… Biblioteca Chocrane também… vamos lá super acadêmica, democratize o seu conhecimento superior e me passe uns links também! Quem sabe assim eu deixo o "sensacionalismo" dos"blogs" e passo a adotar outras fontes de conhecimento como base para minha formação como pessoa que não quer se limitar, mas sim ampliar horizontes?

    Quanto aquelas perguntas que me fez, você inventou várias coisas que eu não disse. Eu nunca afirmei que não se faz parto humanizado em hospital, nunca afirmei que médicos e pediatras não servem pra nada, nunca afirmei que estes profissionais são robôs. Você colocou palavras na minha boca! Que feio! Eu falei que grande parte dos profissionais que estão atuando nos hospitais e maternidade – incluindo você, pelo jeito – estão sim fazendo uso de procedimentos obstétricos já obsoletos segundo recomendações da OMS, ok, e não da minha cabeça! E descolamento de placenta eu tive na segunda gestação, fiquei de repouso uns dias e ficou tudo bem, e daí?

    Comentário by Laura — abril 11, 2014 @ 7:57 pm

  20. continuando

    Quanto ao caso da Adelir… O perfil biofísico fetal, naquela tarde fatídica, foi 8/8. Escore máximo, não é? Órgãos internacionais estão se mobilizando em repúdio à violação dos direitos humanos neste caso. O estatuto do nascituro ainda não foi aprovado (e nem será, lutaremos por isso), e a mulher grávida foi brutalmente violada por uma médica que teve MEDO!!! medo de assistir a um parto pélvico! Parto pélvico é completamente possível se bem assistido. E não foram as vozes que me dissera,. Seja um pouco popular também e coloca lá no google: parto pélvico, e veja a natureza acontecendo! Veja mulheres sem medo de parir seus filhos! Havia risco de 1,8% de ruptura uterina no caso de parto normal… mas e a cesárea, não teria risco nenhum, não é?? Ou teria um risquinho de 2,3%? E por ser a terceira nesta mulher, não havia risco de perfurar a bexiga, por exemplo? Não né Adriana, não importa as circunstâncias, a intervenção médica é sempre a melhor opção né?(ironia)

    E sobre a cobertura da mídia internacional sobre a cesárea forçada de Adelir, o que vc tem a dizer? sensacionalista? São né, afinal "lá praqueles lados" eles incentivam que a mulher tenha o parto mais natural o possível, com o menor número de intervenções médicas, que ocorrem só quando estritamente necessário! sensacionalistas!!! como assim, o médico só precisa intervir em caso de necessidade?? que absurdo!! Se usam da paixão, esses países desenvolvidos… tsc tsc…
    http://www.theguardian.com/commentisfree/2014/apr

    E olha que eu sou a maior entusiasta e apaixonada pelo Brasil heim, mas em termos de medicina… sei não… confio mais na OMS!

    Vivemos em 2014. Acostume-se com a fato de que a democratização do acesso a informação está acontecendo, em grande parte graças a internet, e querendo ou não, mulheres bem orientadas estão negando recomendações médicas obsoletas!! E estão querendo discutir também com médicos!! Deixe esta empáfia feia de lado! "Eu estudo há 12 anos, e você, estuda quanto tempo pra falar comigo?"

    Estudo a menos tempo, pela internet, e tenho argumentos muito melhores que os seus!

    E mais, recomendo que enquanto obstetra – que desconhece a realidade brasileira de que a violência obstétrica atinge 1/4 das gestantes, e que acha que ocitocina sintética pra aceleração de TP com 10 cm de dilatação não é violência…. SE ATUALIZE JÁ!!

    Ou, ao menos, fala aí a cidade que atua para que nenhuma mulher que deseja um atendimento obstétrico embasado em evidências científicas atuais (sabe, as mesmas evidências que países mais desenvolvidos que o nosso usam,nas quais se baseia também a OMS – qualquer dúvida, aqui vai o link http://www.amigasdoparto.com.br/oms.html) faça parto com a tua assistência!

    Tem médico acha que é Deus e que ninguém pode duvidar da sua palavra "divina", tem dó queridona!

    E se quiser discutir temas relacionados a história, ciências sociais e antropologia, fique a vontade porque não vou tentar diminuí-la dizendo quanto tempo de estudo acadêmico formal tenho na área, pelo contrário, vou adorar saber que os temas aos quais dedico minha vida interessam também aos que não possuem graduação na área!

    Novamente, um abraço! Aliás, um abraçaço, como diria Caetano!

    Comentário by Laura — abril 11, 2014 @ 8:03 pm

  21. Laura..

    1- Você é muito mal educada, fez acusações graves diversas vezes, repito. Não levei para o lado pessoal para te agredir com ofensas sobre sua vida, como você tentou fazer comigo..

    2- Você é muito curiosa sobre minha vida, o que estudo, onde moro etc..
    Sim estudo e trabalho bastante.. se for contar só o período fora de casa esse mês por exemplo fecharão 318 horas, mês passado 314 horas.. acho bastante.. sem contar o que estudo em casa para dar conta da cobrança no outro dia..

    3- Não sou obstetra, e nunca seria, jamais..

    4- Vejo parto por obstetra e parto "humanizado" diariamente e olha.. lhe digo que não é nada unânime a preferência pelo dito humanizado. No fundo o que a gestante quer é carinho, respeito, e que tudo dê certo. Seja de uma forma ou de outra.

    5- Ninguém é dono da verdade.. nem você…

    6- Não sei, mais … me perdi com você… falou tanta coisa que a sua linha de raciocínio se perdeu no meio do caminho e da sua falta de educação.

    Comentário by Adriana — abril 14, 2014 @ 6:11 pm

  22. O parto do meu primogênito não foi "tão" ruim. Mas muita coisa que eu queria, não pôde acontecer por conta dos padrões do SUS. Parto acompanhado por plantonista e enf. obstétrica, uma louca querendo empurrar minha barriga (que eu não deixei, obviamente), e minha mãe, que me acompanhou, porque o pai não pôde estar presente. Houve também episiotomia, atendimento e tratamento indiferentes – algumas vezes grosseiros – por parte das enfermeiras.
    Pro meu próximo bebê quero que seja tudo o mais natural possível. Pretendo ter um parto humanizado. Não precisa ser necessariamente em casa, mas se puder, farei com certeza!
    Quero que o meu corpo esteja no controle da situação. E não que o tempo dos nossos queridos profissionais do Sistema Único de Saúde seja o mais importante. Enfim, seu parto foi lindo, deu tudo certo e isso dá ainda mais vontade de fazer.
    Mas só daqui uns 6,7 anos. auhsuahuasaushauh
    Temos um bebê de um aninho, eu quero fazer e terminar uma faculdade e não temos casa própria ainda, er.
    Beijos pra vocês.
    A Constança está linda com seus dentinhos =P

    Comentário by Paula — março 24, 2014 @ 7:56 pm

  23. Luíza, sou apaixonada pelo parto da Constança. A-pai-xo-na-da.
    Tive duas cesáreas jamais desejadas. No terceiro filho consegui gente prá me ajudar a ter um caminho diferente mesmo que fosse tudo igual (tive pré-eclâmpsia nas gestações anteriores), os planos foram crescendo, a pressão colaborou geral, os sonhos foram se reavivando… quando dei por mim, estava com um plano de PD, parteira contratada e uma amiga linda mil vezes abriu a própria casa para eu ter meu bbzico, do qual desconhecíamos o sexo também (moro no interior da Paraíba, muito distante de um hospital, o que inviabilizada o PD na minha casa). Semana passada, dia 14 nasceu meu filho. VBA2C domiciliar. Sabe o que é isso para uma mãe que sempre desejou PD e acabou em duas cirurgias indesejadas? Sabe o que é ver seu filho ser acolhido com tanto amor e respeito, à luz de velas, em silêncio prá quem recebeu os filhos de braços atados e não os viu nascer por causa de um campo verde no caminho e nem os sentiu por anestesias? Tô te contando isso porque, de alguma forma, cada mulher que como vc contou sua história me encorajou em minha. Obrigada por compartilhar o vídeo do nascimento da sua filhota mega fofa! Obrigada mesmo, do fundo do meu coração. A música do vídeo sempre foi uma das minhas favoritas, estava na minha playlist do parto e numa lista de quase 8 horas de música, Daniel nasceu com Oração ao Tempo tocando. Quando o tempo foi propício.
    Deus abençoe vcs!

    Comentário by Carolina Frincu — março 24, 2014 @ 8:22 pm

  24. Oie,no post um quarto para dois vc disse que quando o quarto estivesse,pronto vc ia fazer outro post né? A espera desse post… Beijuus adoro o blog

    Comentário by andressa — março 24, 2014 @ 11:47 pm

  25. Como eu amo essa história! Contada de que forma for. E sempre me sinto feliz e abençoada por estar com vocês no dia P.
    Beijo

    Comentário by Ana Paula Batista — março 25, 2014 @ 7:39 am

  26. acho lindo pessoas que tem condições emocionais e financeiras para tal. digo isso pois sonho muito com parto domiciliar, porém nao tenho algumas coi$inha$ necessárias. Um bom plano de saúde nessas horas faz a diferença, doula, etc.. ideias de humanização são lindas e o sonho de muitos estudantes da área da saúde, infelizmente no nosso país somente pessoas bem assessoradas conseguem tal façanha. Continuemos levantando essa bandeira, quem sabe um dia seja de acesso a todas as gestantes.

    Comentário by Andressa — março 25, 2014 @ 2:01 pm

  27. A Débora, deste blog &lt ;http://www.diariomaterno.com/>, assim como muitas brasileiras usuárias do SUS, não tinha recursos para um parto domiciliar. Mas sem deixar a peteca cair e a tristeza bater, fez uma vaquinha virtual em seu blog, e também passou a produzir touquinhas de crochet para vender cada uma por 35 reais na loja de seu blog. No final de todo o esforço, vaquinha, venda das toucas e até um adiantamento que o marido conseguiu na empresa, ela reuniu os recursos necessários para pagar a parteira e a doula e teve seu pequeno Raul em casa, como sonhava. É uma história muito inspiradora, vale a pena ler.

    Comentário by Laura — março 25, 2014 @ 3:57 pm

  28. Luíza, o teu parto realmente foi lindo. Eu tinha o maior preconceito (muito antes de vc relatar seu parto). Achava um absurdo: "Como que pode alguém querer ter em casa?? A medicina evoluiu, gente!", "Coisa de natureba, aff!", "Esse povo é irresponsável". Ainda bem que não falei sobre isso com quase ninguém, só com meu marido (que agora está por dentro de tudo, mas TUDO mesmo). Claro que fui perguntar para o meu obstetra do plano de saúde, claro que ele era cesarista e claro que ele falou que isso era 'modinha'… que quando surgia um médico novo, ele tinha que inventar alguma coisa pra aparecer, então agora era a moda do parto em casa..

    Graças a Deus que fui encontrando relatos aqui e ali, e a Jamila Maia me indicou o grupo "Cesárea? Não, obrigada!" e aí foi uma descoberta atrás da outra… Uma porta que abri e que não dá mais pra fechar. Maridão super informado junto comigo, apoiando um futuro VBAC.

    Você até já me respondeu uns e-mails falando sobre o parto domiciliar e eu agradeço muito por isso.

    O que eu não sei: quais são os riscos do PD?

    Beijos e parabénsss pelo parto lindo!

    Comentário by Brenda — março 26, 2014 @ 3:41 am

  29. Luiza, te acompanho desde qdo eu era uma potencial gestante…rs Agora edtou de 14 semanas e rumo ao parto domiciliar! Obrigada por dividir esse momento de vcs conosco. Espero ter uma parto tb com respeito e acolhimento no meu lar 🙂

    Comentário by Patricia — março 29, 2014 @ 9:33 am

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