17 de junho

na minha cama – relato de parto

por luíza diener

parto da constança

eu dormia. e sonhava. sonhos malucos, como tive durante toda a gravidez.
mal sabia que este seria o meu último sonho antes do neném chegar.
nele, a ana paula, fotógrafa que faria as fotos do parto, dizia que sentia muitas cólicas quando amamentava o filho mais novo.
quando falava do filho, aparecia na minha cabeça uma imagem com a fotos dos dois filhos: o mais velho, já adolescente, e o mais novo, de dois anos (na vida real ela só tem uma menina). junto com a imagem, doía em mim a cólica que ela dizia sentir.
o sonho continuava e novamente vinha a imagem dos filhos, acompanhada da dor.

acordei.
pus a mão na barriga e fui ver: a cólica era minha.
no mesmo instante eu já soube que aquele era o início de um trabalho de parto.
eram 7h40 da manhã e virei para o lado, ainda sonolenta. fiquei num sono leve, esperando pela próxima. veio. depois de algum tempo, mais uma. e outra.

dezesseis minutos depois, pego o celular e começo a cronometrar. ao que tudo indica, estão vindo entre 4 e 7 minutos..

alegria. vontade de chorar. será que meu bebê chega hoje? quero sair da cama e sassaricar pela casa. mas assim que puser o primeiro pé fora da cama, o joca acorda (ele acordou às 6h da manhã com frio, veio pra nossa cama para dormir com a gente e por aqui continuou).
aguento até onde minha vontade de fazer xixi me permite. com o benjamin já acordando, abro os olhos e vejo hilan despertar também.
digo “prinz, já sei o que te dar de presente de dia dos namorados: um bebê!”.
hoje é 12 de junho.

lembrei de quando dei a notícia da minha gravidez.
havia acordado umas 7h da manhã e também me revirei na cama, morrendo de vontade de fazer xixi, mas sem querer acordar o hilan ao me levantar.
fui ao banheiro, fiz o teste e lá estavam as duas listrinhas.
voltei para a cama e ao deitar novamente, tremendo de emoção, fechei os olhos pra tentar dormir. na mesma hora o hilan abre aquele olho de quem já sabia o que eu tinha ido fazer.
sorri e senti que meus lábios podiam tocar minhas orelhas. fechei os olhos e enchi o travesseiro de lágrimas.
nós dois sabíamos o que aquilo significava.

volto ao tempo presente, levanto, vou ao banheiro e começo a arrumar a casa. hilan segue a onda.
tento esquematizar com o hilan que a prioridade é dar atenção ao benjamin.
entre café da manhã, idas ao banheiro, aspirador de pó e até uma lavadinha na privada, percebo que as contrações vêm de 4 em 4 minutos. melhor ligar pra parteira. e pra fotógrafa. deixo as duas de sobreaviso, para saber que o bebê chegará hoje. fico de avisar quando a frequência for maior.

lá pras 9h30 percebo que as contrações vêm bem compassadas, com intervalo de 2 minutos e 30 segundos, durando entre 30 e 40 segundos.

umas 10h20 começo a ativar todo mundo que já estava combinado de vir para minha casa: minha irmã – para ficar com o benjoca – a fotógrafa, a parteira e sua assistente (também parteira).
enquanto isso a arrumação da casa continua, benjoca brinca, eu fico de olho nos preparativos finais.

11h e já está todo mundo aqui.
minha irmã chegou com flores que perfumam a casa e água de coco para refrescar.

parto da constança

hilan sai pra comprar algumas coisas que estão faltando.
o parto é um semi segredo pra minha família. ou melhor, para os nossos pais (do hilan e os meus).
apesar de desconfiada que alguma coisa está diferente, minha mãe não suspeita que naquele dia sua filha dará a luz. ainda mais em casa (até porque no dia anterior passamos o fim da tarde e parte da noite passeando no shopping).

o dia está lindo, radiante! os dias anteriores foram frios e cinzentos, mas hoje o sol está esplendoroso, o céu azul. a vontade que dá é de ir para uma praia, mas acho que isso vai ter que esperar.
por conta disso, decido que vamos encher a piscina inflável (até então eu estava com uma preguiça monstra de um parto na água, por causa da logística que uma piscina inflável demanda).

aproveito para fazer uma piadinha no facebook. entendedores entenderão.

parto da constança

depois de um tempo, entreguei o celular na mão de uma das parteiras para ela marcar as contrações pra mim.
o trabalho de parto vai evoluindo no seu próprio ritmo.

quando o hilan volta da rua, parece que quer virar faxineiro e arrumar a casa inteira. percebo sua tensão e resolvo fazer uma caipirinha pra ele relaxar um pouco.
a cozinha está uma bagunça (pra variar) e eu tento não me importar com isso. mas ainda me pego pedindo desculpas pra todo mundo.

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entre uma contração e outra eu agacho e deixo vir. sinto cada centímetro de dor, ouço o que meu corpo me diz. respiro fundo e sei que logo vai passar. e passa rápido. quando passa, volto às minhas atividades normais.

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desapego-me do horário pra entrar no meu próprio planeta parto. tá na hora de desligar e seguir meus instintos.
algumas contrações vêm mais fortes e longas que outras.

a vontade que tenho é de fazer xixi o tempo inteiro. também quero fazer cocô. sei que na verdade é meu corpo pedindo pra mandar alguma coisa pra fora. e sei que não é só xixi e cocô que ele quer expelir.
depois do xixi, percebo um sangue: o tampão saiu! chamo a parteira e mostro pra ela. ambas sabemos o que nos aguarda.

tomo um banho não para aliviar as contrações, mas pra me sentir limpa. chegou a hora de entrar na piscina.

bem antes disso o benjamin já estava fascinado com a piscina. enquanto enchia ele entrou, brincou com seus brinquedos, fez a maior bagunça. depois saiu um pouco e ficou esperando a hora em que a mamãe entraria também.

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e lá vamos nós. vem, filho, entra comigo! quem sabe você não me ajuda a receber nosso bebê?

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a água está bem quentinha, boa para aliviar as contrações. na verdade, mais quentinha do que eu gostaria que estivesse.
percebo todo o clima de parto que toma conta da sala e da varanda, onde está a piscina.
aquele ambiente de chá das cinco toma cara de algo mais sério, apesar de todas as brincadeiras e diversão do benjoca.
percebo as janelas da varanda fechadas, para o caso do bebê nascer por ali. todo mundo sentado no sofá, como quem espera alguma coisa mas não espera tanto assim.

entre as contrações alterno entre o planeta benjoca e o planeta parto. o hilan entra também. é um momento gostoso que, apesar de terem outras pessoas por perto, é única e completamente nosso.

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me oferecem comida e líquidos a todo o tempo. marido pediu almoço, mas não quero sentir cheiro de feijão de jeito nenhum. alguém me dá uma saladinha?
enquanto eu estou na água, minha irmã me serve na boca uma salada deliciosa.
não tem preço receber um cuidado de alguém que te viu nascer, crescer, compartilhou tantos momentos importantes da sua vida e agora está ali, ao seu lado, te dando força.

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mas fico com muito calor e sei – sempre soube – que não é na água que esse meu bebê vai chegar.

volto para o banheiro e sinto muita vontade de fazer força. fico fechada lá por um tempo. saio com uma banqueta de parto que tinha usado no chuveiro. eu acho. ou isso foi antes de entrar na banheira?

quando opto pela banquetinha, começam a colocar um monte (eu disse um.mon.te) de tapetinhos daqueles de cachorro fazer xixi no chão da sala. elas tão achando que o tov bebê vai nascer aqui. será? eu ainda não acho.
a parteira pega um espelho e me mostra: tá tudo aberto. vejo a bolsa inteirinha ali.
é um alívio muito grande ter as contrações sentada ali. e eu já faço muita força. mas quando elas passam, me sinto cansada e com a barriga dolorida. vontade de deitar.
tento ficar de quatro, apoiada no sofá. agacho no chão. volto pra banqueta. não consigo encontrar posição.

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quero meu quarto. quero minha cama. quero minha almofada de barriga e meus travesseiros.
e dá-lhe tapetinhos de cachorro antes de eu deitar.

ali sou só eu, o bebê e a barriga.
sei que todo mundo está vendo. percebo o hilan ao meu lado. ouço o benjamin e minha irmã ao pé da cama.
sei que as parteiras e a fotógrafa estão em algum lugar, mas não sei onde.
ninguém me incomoda. me sinto rodeada de cuidado e amor.
resolvo olhar no relógio da cozinha: 2:27 (da tarde).

 

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me perguntam se quero que o benjamin saia (ele não para de tagarelar, pra variar). no que vou dizer que não, que quero que ele presencie (se for da vontade dele), ele diz que vai cantar uma música para o bebê chegar:

“que o Senhor te abençoe e guarde a tua vida; resplandeça o seu rosto sobre ti.
o Senhor te abençoe, sobre ti levante o rosto, misericórdia tenha e te dê a paz.”

uma contração atrás da outra. tento ficar de quatro, como um cachorro mas, como quero ficar deitada entre uma contração e outra, perco o ânimo de mudar de posição o tempo inteiro.

deito e ponto.
sinto vontade de dormir.
a vontade passa na mesma hora que a força vem.
parece muito uma dor de barriga bem forte. parece quando a gente quer fazer cocô e o cocô tá entalado, sabe? e a gente fica com medo de fazer força demais, porque senão o cocô pode ficar atravessado, metade pra fora, metade pra dentro.
mas conto pra mim mesma que muito melhor que cocô, o que está saindo ali é um bebê. por um canal diferente. com uma força diferente. que eu não preciso ter medo. que a hora está muito próxima.

consigo visualizar tudo na minha mente: a saída da vagina, o bebê lá dentro. sinto cada milímetro meu.
estou deitadinha de lado, como uma vaquinha que tem seu filhote no meio do pasto.
quando a contração vem, eu só levanto a perna e empurro.
em uma dessas forças intensas, sinto um líquido sair. não sei se é líquido da bolsa ou sangue. esperava que minha bolsa rompesse num estouro.

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em algum momento ouvi a parteira falar sobre estar vendo o cabelinho.
aquilo me deu tanta, mas tanta esperança e alegria que eu fiz força. uma força muito grande, muito comprida.
uma força de quem traz o amor ao mundo.
uma força intensa, sobrenatural, que parece não vir de mim.
sinto uma dor na passagem, no períneo, como se quisesse vestir um casaco de gola apertada e não conseguisse.
dói, arde, sinto vontade de gritar.
aperto meus travesseiros, coloco a cara neles e urro como um urso.
um urro de urso que ensinei o benjamin a fazer quando estivesse difícil de sair o cocô.
fiz o urro da ursa mãe.
não sei como, mas tenho a impressão de ter ouvido o benjamin comentar alguma coisa muito vaga sobre esse barulho do urso e alguém explicar pra ele o que está acontecendo.
não sei se isso dura segundos ou minutos.
mas, no meio da dor mais insuportável do mundo, daquele círculo de fogo sem fim, sinto um alívio.
sei que a cabeça saiu. num momento meio contínuo, vem mais uma força e sei que agora está passando o ombro e… pluft! escorregou!

não sei se o resto do líquido só foi sair junto com o bebê, mas pareceu.

sabe toboágua? aqueles super altos, escuros, de túnel, que a gente sobe a escada tremendo, sem saber se é de frio – porque já está molhado da piscina – ou de medo de encarar aquilo tudo? cada degrau que a gente sobe é um frio na barriga que aumenta.
quando a gente chega lá em cima e vê a pessoa na nossa frente descer, sente medo e pensa em desistir mas, num lapso de coragem, entramos assim mesmo.
vem aquele pensamento de “eu devo estar louca. só posso” e mesmo assim a gente vai. no momento em que se entra no túnel do toboágua, não dá mais pra voltar.
a sensação de medo e delícia se misturam. uma adrenalina louca toma conta da gente. tem gente que grita, tem gente que ri, tem gente que faz piada e tem gente que não emite um pio. quando fica tenso e parece que não vai mais acabar, vem a luz. aqueles segundinhos finais são a mistura perfeita do medo com o alívio.
e aí passou. a gente cai na água, deliciado, com vontade de ir de novo.

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meu bebê saiu do toboágua. eu experimentei todo o alívio do fim de um parto.
toda a alegria de, na mesma hora, receber meu bebê nos meus braços.
que coisinha mais pequena!
assim que chegou ao meu colo, embrulharam com uns paninhos.
não sei quanto tempo durou aquele momento, mas pareceu eterno.
saiu de mim e volta pra mim.
as lágrimas não vêm. a adrenalina é intensa demais. mas devoro cada instante, transformo o presente em memória, pois não quero nunca na vida esquecer deste momento tão especial.

a grande dor passou. alguma dor permaneceu.
hilan ficou maravilhado. benjamin e tia lalá vieram ver.

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o cordão é curtinho e fica bem espichado, impedindo que eu traga meu bebê para perto do meu rosto.
a parteira pergunta se eu sinto que a placenta vai sair. ainda não. opa. pera. agora acho que vai.
digo que vou trazer a placenta. micro forcinha de nada e pluft! saiu.
ela é pequena, como o cordão e o bebê.

fico ali, flutuando naquele tempo maravilhoso que não parece ter fim.
sinto uma ardência. vejo a placenta ir para um potinho ao lado do bebê e ali ficamos.
converso com alguém, olho no relógio, mas não consigo ver direito. aí vejo que são 2:40 e alguma coisa. ainda?
que horas nasceu? 14h35.
tudo isso, toda essa história de vida, aconteceu nessa fração de minutos?

bem vindo ao mundo, meu bebê! eu sou sua mãe!”
e tento colocar o bebê, que quase não chora, no meu peito.
meu bebezinho fica quietinho, só me cheirando, mas não chega a mamar. tenta abrir os olhos, mas está muito claro.
cubro com os paninhos e deixo ali, num ambiente ainda só dele, pertinho de mim e do meu cheirinho.

lá embaixo ainda arde, eu sinto que ainda tem coisa saindo de dentro de mim. sangue, líquido, sei lá.
no meio disso tudo, conversas e mais conversas.
depois a parteira constatou uma pequena laceração no períneo. tão pequena que quase passou desapercebida. não levei nenhum ponto, graças a deus.

depois de um bom tempo, resolvo ver quem é essa criança que eu trouxe ao mundo.
afasto com cuidado suas perninhas com a certeza de quem vai encontrar um pintinho e um saquinho rosa. mas só vejo algo rosa.
revelo a maior surpresa de todas: é uma menina!

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não sei se chorei, mas por dentro meu coração irradia uma felicidade que parece não caber em mim.
é como se, neste instante, algo mudasse minha vida para todo o sempre, sem ao menos saber que ela já estava sendo mudada esse tempo todo.

em algum momento me deixam sozinha com ela. eu, minha filha, minha cama, meus travesseiros e meus lençóis.
olho pra esse ser tão perfeito ali comigo e finalmente choro.
quanto amor! quanto amor! te amei naquele instante, filha, e pra sempre te amarei. no fim dos meus dias, até a minha eternidade.
é um sentimento de plenitude muito grande como se ao mesmo tempo em que estamos só nós duas, uma presença divina se condensasse ali. anjos, arcanjos, querubins, serafins e o próprio deus. como se eu tivesse sido elevada para uma outra atmosfera.
como se uma luz irradiasse de dentro daquele quarto, pra iluminar o mundo inteiro.
mais uma vez, bem vinda!

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mais um tempo se passa. na verdade, já são quase 17h e vamos cortar o cordão, que já parou de pulsar e começa a secar.
papai e benjoca se preparam para, juntos, fazerem isso.
empolgado, joca quer colocar luvas e participar de tudo.

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cordão cortado, é hora de medir e pesar: 2,95 kg e 47 cm. uma miudeza fofa!

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com a ajuda do irmão, ela é limpa e o papai coloca a fraldinha e sua primeira roupa.

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ficamos juntos por mais tempo.
me limpam, trocam a roupa de cama e eu ponho uma outra roupa.
minha irmã comprou açaí pra mim, mas só tenho vontade de comer coisa salgada e beber muita água.
telefono para minha mãe e peço pra ela vir me visitar, que quero dar um presente pra ela e que precisa ser hoje.
ela vem, desconfiada.

quando chega, é recebida pelo hilan com a pequena nos braços. surpresa, abraços e uma mãe que não acredita no que vê.
e eu, da minha cama, assisto tudo.

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na minha cama, desenhada e feita pelo meu pai.
com a roupa de cama que ganhei da minha mãe de presente de casamento, há mais de 6 anos.
na cama onde minha filha foi concebida, onde dei ao hilan a notícia de que ele seria pai pela segunda vez.
na cama em que amamentei o benjoca por tantas noites e amamentarei nossa filha por mais outras incontáveis.
uma cama que carrega uma história e presenciou a chegada de uma vida.
nesta mesma noite dormiremos juntos na nossa cama bebê, papai e eu, deitada sobre o tapetinho do cachorro (que é pra não perder a piada).

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* * *

minha gratidão eterna às parteiras paloma terra e iara silveira, que foram tão amorosas e profissionais quando precisavam ser.
à ana paula batista, que registrou de forma tão incrível e visceral o momento mais marcante da minha vida.
à minha irmã laura, que cuidou de todos nós de uma forma tão incrível e fez o benjoca se sentir tão feliz e seguro nessa hora (e também à minha irmã marta e minha mãe daisy, que sei que estavam com a gente no coração).
ao meu filho benjoca, que nos trouxe – e traz – tanta luz, bênção e alegria. você é um constante instrumento de deus entre a gente.
à minha filha que já nasceu forte e guerreira. uma pequena que já chegou com a força de uma loba gigante.
ao meu marido, companheiro, amigo, parceiro, namorado. meu apoio, meu consolo, minha força e minha fraqueza. meu amor, eterno amor.

e principalmente a deus, o autor da vida. que me trouxe força e coragem, que me guiou em todo instante, acampou seus anjos ao redor e dentro de nossa casa. que trouxe luz e serenidade a essa pequena guerreira e nos enche sempre de amor e paz.

a ele toda honra, glória, reino, poder e força.
porque dele, por ele e para ele são todas as coisas.

 

 

 

 

 

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265 Comments »

  1. Não canso de ver rever esse post e as fotos!
    Aliás, Luíza e Hilan… vcs poderiam contar como foi a decisão de vocês de não saber o sexo do bebê na 2ª gravidez??
    Sou uma potencial gestante e eu e meu marido falamos esses dias sobre a possibilidade de não descobrir o sexo do bebê qnd eu for promovida à gestante hehehe Na verdade, a ideia atraiu mais a ele do que a mim (acho que seria incompatível com minha ansiedade extrema e necessidade de planejamento), mas gostaria de ouvir opiniões sobre o assunto…
    Obrigada, Luciana

    Comentário by Luciana Mazzei — setembro 7, 2014 @ 10:56 pm

  2. Fiquei pasma,emocionada, e mais uma penca de sentimentos com um texto e imagens que refletem tão bem o momento incrível que você passou. Obrigada por dividir tão bem esse momento. Confesso que me senti vivenciando um pouco de cada personagem nessa tua linda história. Parabéns! E muito amor pra vocês

    Comentário by caroline — setembro 8, 2014 @ 3:28 pm

  3. Bela história.

    Comentário by ketina — setembro 19, 2014 @ 1:00 pm

  4. Que lindo.

    Comentário by ketina — setembro 24, 2014 @ 12:44 pm

  5. Relato lindíssimo,vou passar a acompanhar o blog!

    Comentário by Mariana — janeiro 3, 2015 @ 9:41 am

  6. Acho tudo isso muito lindo e encantador! Mas talvez há um pouco de exagero, deve existir um equilíbrio. Estamos vivenciando um retrocesso! Os médicos não podem ser vistos de uma forma generalizada como monstros e aproveitadores. Em um dos comentários acima , alguém relatou que teve um problema durante o parto domiciliar e precisou de um hospital, e as parteiras que a levaram. E se não tivesse dado tempo? E a falta de uma UTI neonatal e maquinas apropriadas e pessoas que no mínimo cursaram uma faculdade de medicina. As parteiras estão ganhando rios de dinheiro com essa desvalorização da medicina. Aqui em Goiania já se cobra até 5 mil reais por um parto em casa?????? Sem a menor segurança de que tudo irá sair bem?? Acho que vc foi abençoada Luiza. Mas e se tivesse acontecido algo com vc ou com a sua pequena? Sou contra essa imagem de que o parto domiciliar é apenas um mar de rosas. Muitas mulheres e bebes estão morrendo nessa brincadeira.

    Comentário by Marina — março 11, 2015 @ 1:23 pm

  7. Lindo! Chorei com suas palavras! Senti cada emoção do momento.Parabéns pela pequena( estou anciosa pelo parto da minha irmã)

    Comentário by andrea — agosto 7, 2015 @ 12:03 am

  8. Me emocionei ao ler tudo isso Luiza! Desejo que o Senhor cuide de cada detalhe do próximo parto, como cuidou do da Sansa e do Benjoca!
    Admiro muito você, sem mesmo te conhecer! Achei lindo tudo! Mesmo, como pode sem nunca ter te visto ter sido tão tocada com tudo?
    Que lindo, um beijão!

    Comentário by Carolina Garcia — dezembro 4, 2015 @ 10:23 am

  9. que lindo! recebi todo o seu carinho aqui do lado de cá e me emocionei também. que deus abençoe a todas nós!
    um beijo grande!

    Comentário by luíza diener — dezembro 9, 2015 @ 2:16 pm

  10. Emocionadíssima! Lindo demais… que Deus abençoe vcs ainda mais…

    Comentário by Viviane — fevereiro 20, 2016 @ 12:15 pm

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