06 de julho

viagem com crianças: por que eu não tenho que pedir desculpas antecipadas

por luíza diener

desculpa da balinha

olá! somos gêmeos em nosso primeiro vôo e temos apenas 14 semanas! nós tentaremos nos comportar da melhor maneira possível, mas desde já gostaríamos de nos desculpar caso fiquemos enjoadinhos, assustados ou nossas orelhas doam. nossos mamãe e papai (também conhecidos como máquina portátil de leite e trocador de fraldas) têm tampões de orelha à disposição, caso você precise deles. estamos sentados nas poltronas 20E e 20F caso você queira vir aqui pegar um par.
desejamos a você um ótimo vôo!

anos atrás essa imagem/notícia circulou pela internet. as pessoas acharam linda a generosidade dos pais, a preocupação deles com todas as pessoas que compartilhariam aquele vôo.
na época (acho que foi 2012), aquilo me despertou um sentimento confuso. por um lado achei bacana e educada a atitude dos pais, mas algo me incomodou e eu não sabia verbalizar.
passados alguns anos, várias experiências de vôo com crianças (especialmente sozinha) e ter que lidar praticamente sempre com olhares tortos das pessoas toda vez que meus filhos não se comportam como adultos – e sim como crianças, que é o que elas são – eu cheguei à seguinte conclusão: eu não sou obrigada a pedir desculpas toda vez que meus filhos choram ou incomodam outras pessoas.

vamos por parte: a primeira coisa que eu preciso assumir é que eu sou a mãe dessas crianças, tenho a responsabilidade e o dever de educá-las bemem diversos ambientes e situações. tento ensiná-las a serem cidadãos conscientes, que sabem respeitar os limites e opiniões dos outros, que devem saber se comportar em sociedade. partindo dessa premissa, quando meus filhos se comportam bem em um vôo (graças a deus isso acontece na maioria das vezes), ninguém precisa me elogiar, porque acredito que não fiz mais que minha obrigação (mas, claro, pode elogiar as crianças. pra elas é um esforço enorme ficar contido tanto tempo dentro de um espaço tão pequeno ; )
e, como a tal cidadã consciente e mãe responsável, vou te dizer as medidas que sempre tomei como precaução todas as vezes que viajamos (de avião, ônibus, whatever): mamá em livre demanda pro bebê (porque acalma o bebê, porque traz aconchego, porque ajuda o ouvidinho na decolagem e pouso), chupeta (quando o bebê usava), comidinhas fáceis, rápidas e que não façam muita lambreca nem tenham cheiro forte (e de preferência que não venham em embalagens barulhentas), água em recipientes que não vazem (nem no avião, nem na minha mochila), brinquedos e joguinhos não barulhentos, livros e às vezes até um joguinho no celular (lembrando que existe restrição de uso e alguns vôos nem permitem que se ligue dispositivos eletrônicos).
tento prever todos as situações que possam acontecer durante a viagem e ando sempre com uma mochila lotada, onde na maioria das vezes eu não uso nem um terço do que está lá dentro, mas não custa prevenir. também dou preferência a horários que respeitem a rotina dos pequenos. não adianta ser um vôo logo no fim do dia, quando eles estão ultra cansados ou viajar na hora do almoço com eles de barriga vazia.

mas acidentes acontecem, seres humanos são imprevisíveis (tanto os pequenos quanto os grandes) e não temos controle sobre tudo que pode ocorrer. 
pode ser que você seja uma pessoa precavida como eu e tudo corra bem. mas pode ser que dê tudo errado mesmo assim.
o contrário também é possível: você pode ter ido completamente despreparada e o bebê se comportar como um verdadeiro anjo. melhor ainda: ele pode dormir assim que entrar no avião e só acordar quando vocês chegarem!
mas, mais uma vez, ressalto: não dá pra ter controle absoluto sobre tudo que acontece. a gente aprende isso na prática depois que vira mãe (e pai).

mas vejo que, na maioria das vezes, quem se incomoda com crianças em espaços coletivos em geral (seja avião, restaurante, shopping, etc) são ou pessoas que não têm filhos, ou que tiveram há muito tempo e se esqueceram como é, ou que até têm filhos, mas nunca passaram por situações incontroláveis/vexatórias (aí, queridx, torço pra que – no tempo certo – o cuspe volte com tudo na sua testa, bem gostoso).

o que mais me incomodou desse bilhetinho foi que são bebês de apenas 14 semanas de vida! sabe o que são catorze semanas? pouco mais que 3 meses. e o que bebês de três meses sabem sobre comportar-se em público? absolutamente nada!
e se aquela era a primeira viagem dos bebês, provavelmente era a primeira viagem daquele casal como pais. não tava fácil pra ninguém ali.
não estou falando de dois meninos de 7 anos de idade chutando as poltronas da frente, gritando, fazendo birra e correndo pelo corredor como se fossem as únicas pessoas no avião.
os pais desses bebês tentaram ser gentis e engraçadinhos, mas isso pra mim mostra o quanto a sociedade é intolerante com bebês e crianças, o quanto esperam que elas se comportem como mini adultos e tenham uma maturidade que, muitas vezes, nem os tais adultos incomodados têm (porque se fossem suficientemente maduros, teriam a capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa, mesmo que ela nunca tenha vivido aquela situação na pele).
bebês existem desde que o mundo é mundo. ou melhor, o mundo só existe porque os bebês existem. do contrário, estaríamos todos extintos. mas praticamente ninguém se lembra de como se sentia quando era bebê, né? de que, muitas vezes, o choro vem de um desamparo, do incômodo do barulho do avião, da dor no ouvido que até nós, adultos, eventualmente sentimos, de fome, de uma fralda que está suja e precisa ser trocada com urgência, da estranheza daquele lugar e de tantos outros mil fatores que qualquer um que tenha um pingo de compaixão logo compreende por que bebês choram em aviões e em outras situações de convívio coletivo.

outra coisa que quero deixar bem clara é que aquela mãe, aquele pai, aquela criança ou bebê têm o mesmo direito de viajar de avião que você. o-mes-mo!
 já vi um desses intolerantes de plantão dizerem “que espere o bebê crescer para viajar” ou “ninguém mandou trazer uma criança pra um avião. isso não é lugar pra ela“.
qual é o próximo passo? criar vagões, digo, aeronaves (pintadas de rosinha e azul bebê) separadas para crianças, mulheres e cachorros e vocês irem em aviões exclusivos anti-crianças? o que aquela pessoa faz ou deixa de fazer diz respeito única e exclusivamente a ela. quando ela decide viajar ou não com seu neném é problema dela. se ela precisar (ou optar por) viajar sozinha com seus cinco filhos, esse problema é dela. e se o bebê se cagou todo, fazendo aquele rabo de esquilo até a nuca, quem vai ter que trocar a criança num cubículo de banheiro vai ser ela, não você.

vou exemplificar com uma experiência pessoal:

quando sansa tinha 5 meses e joca, 3 anos, viajei sozinha com os dois. a viagem correu tranquila, mas quando o avião tava em processo de pouso, ela se cagou inteira e benjoca disse que queria fazer xixi e não conseguia segurar. uma bebê chorando toda fedida, um menininho reclamando e eu sem poder fazer nada. quando a aeronave finalmente pousou, faltou a escada pra descer da aeronave. ninguém conseguia sair e tava todo mundo em pé no corredor. eu, duas crianças e uma mochila enorme (cheia de todas aquelas tranqueiras que falei ali em cima) nos desbravamos até o banheiro dos fundos (o que tinha trocador), que estava ocupado por uma menina que vomitava. quando – depois de prender a respiração por um bom tempo – finalmente consegui resolver a situação dos dois debaixo de gritos e choros de protestos (vale lembrar que demorou um bocado naquele minúsculo banheiro), não tinha mais nin-guém no avião. tive que esperar o ônibuzinho que levava os funcionários pra chegar no saguão do aeroporto. depois disso tive vários contratempos, o que incluía o sumiço do carrinho de bebê no despacho da bagagem e eu pulando uma esteira rolante de bagagens com uma bebê no colo. ninguém me ajudou, mas muitos me olharam, julgando.

por todas essas razões eu não vou pedir desculpas antecipadas por situações imprevisíveis. primeiro, porque não tenho como antecipar o que vai acontecer.
segundo, porque a pessoa do avião teve que aguentar aquilo somente naquele vôo. depois ela desembarca e a vida segue. ainda que ela viaje muito de avião, ela não tá cuidando do filho de ninguém.
ela não vai ter que pegar mala com bebê no colo, aguentar viagem de ida e volta, o bebê que dorme mal porque fugiu da rotina, acordar à noite, trocar 34578 fraldas por dia, dar mamá ou papinha 8378934696 vezes na vida.
o “incômodo” daquela pessoa dura poucas horas (ainda que seja um vôo de 24h, é pouco perto de tudo que nós, mães, passamos sempre). além de tudo isso eu ainda tenho que lidar com cara feia dos outros toda vez que meu bebê incomodar alguém?

claro que vou fazer minha parte pro bebê ficar bem e minimizar inconvenientes para geral, mas tenho mais o que fazer que me preocupar com o que os outros vão pensar (quiçá dar satisfação pra gente que não conheço nem me conhece).

antes que me linchem e falem que tem muita criança malcriada por aí e blá blá blá, eu quero dizer que concordo. tem um bando de moleque que chuta a poltrona, que grita, que desobedece os pais. elas me irritam também. aliás, choros de bebês me incomodam pracaramba. é normal se incomodar com crianças e bebês barulhentos. ninguém é obrigado a gostar. mas a gente não conhece a vida daquela pessoa. não sabe pelo o que ela está passando, se está com problemas de relacionamento ou no trabalho, se ela ou os filhos andam mal de saúde, se aquela viagem era a última coisa que ela desejava fazer naquele momento. aliás, você não sabe nem se aquela criança passa por alguma condição especial, diferente da sua, que faz com que ela tenha mesmo um comportamento “difícil” aos olhos da sociedade. não temos como saber se os pais são totalmente inexperientes no assunto viagem, se é algo igualmente novo para as crianças. simplesmente não dá pra fazer um recorte daquela situação e sair distribuindo julgamentos baseado apenas nas suas experiências negativas durante viagens de avião.
ninguém tem obrigação de gostar de crianças barulhentas, mas todos deveriam fazer um mínimo de esforço para saber lidar com aquilo com paciência (afinal, o bebê precisa ter paciência e você não? é isso?). o nome disso é to-le-rân-cia.

e ainda que a criança seja uma verdadeira pestinha, pé no saco, pentelha de primeira categoria, pode crer que o maior problema é dos pais (não seu), que têm que suportar aquele ser humano todos os dias, enquanto você nunca mais terá que encontrá-lo.

por essas razões eu nunca distribuiria balinhas e um pedido antecipado de desculpas aos demais passageiros apenas por motivos de por favor, não me julguem. mas poderia deixar uns dois ou três (ou mais) guardados na bolsa pra, caso alguém viesse reclamar comigo, eu educadamente dar um pacotinho desses a ele:

balinha foda-se

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categorias: erros comuns, mães extraterrestres, para mães, sem filho, viagens

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42 Comments »

  1. Eu, prestes a viajar sozinha com um bebê de 4 meses e uma criança de 4 anos, em um vôo de uma hora, estou mais tranquila.

    Ótimo texto, parabéns!!

    Comentário by Carla — julho 6, 2015 @ 1:11 pm

  2. Avião (e aeroportos) realmente é um lugar insalubre, pra todo mundo. A gente, com criança, sente o incômodo das distâncias infinitas do embarque até o portão propriamente dito (tendo de passar por mil lojinhas carésimas com guloseimas ao alcance das mãos e dos olhos dos pequenos), do confinamento no avião fechado (que às vezes tem de esperar tempestade passar pra decolar, com todo mundo trancado lá dentro)… e eu fico pensando nos velhos. Porque aeroporto é lei da selva, todo mundo se atropelando…
    Eu quando for velha vou evitar ao máximo viajar de avião.
    Quanto aos horários, eu escolho até onde dá pra pagar.
    Mas graças a Deus minhas experiências com os usuários dos aeroportos foram boas, a maioria sorri pras crianças e teve gente que já se ofereceu pra segurar margarida bbzinha pra eu pegar uma comida pra Emília.
    Acho que o problema é a estrutura do avião e a estrutura do aeroporto, um desovadouro de gente…
    Mas eu ainda acho que pros velhos é pior. A gente inda pode botar os moleques nos braços, nos carrinhos, e sair correndo…

    Comentário by lia — julho 6, 2015 @ 2:17 pm

  3. Texto maravilhoso! Bem isso mesmo.

    As pessoas acham bonito falar que não gostam de crianças, como se jamais tivessem sido uma. Em muitas dessas situações, eu mesma choro ou tenho vontade de chorar, porque as crianças teriam que ser cerceadas nesse direito?

    Ótima reflexão.

    beijos

    Comentário by Helena — julho 6, 2015 @ 2:49 pm

  4. Discordo de você. Nem todos querem ter filhos e não são obigados a conviver com a escolha alheia felizes. Todos têm o direito de incomodar com um choro de bebê, ainda que o bebê e a mãe não tenham culpa, o incômodo não significa que a pessoa é ruim ou não se solidariza, mas Ninguém é obrigado a não se sair incomodado. Os pais does temos foram de uma delicadeza e quem bom, com certeza tornou todos mais felizes e mais compreensivos. Sim, s eu tenho filhos, pq tenho que esperar compreensão dos os? Não digo que as pessoas ué não compreendem estão corretas, mas tb não estão erradas, está no furto delas. A pessoa paga um voo, esperando que ele seja o mais tranquilo, as veEs a pessoa pode estar sem dormir, ir para um trabalho, uma prova de concurso ou qualquer outra coisa. Se é difícil para a mães ou pais que viajam com os bebês, os outros passageiros não tem culpas, e um pouco de gentilezas de ambas as partes não faz mal. É ligando o foda-se que o mund está do jeito que está. Se vc não acha e deve ser gentil com outros passageiros, pq eles deveriam ser com vc e seus filhos? Novamente, não digo que é correto o olhar constrangedor das pessoas, mas também , não é o argumento que vocês são vão aguentar por x horas e os pais aguentar o resto do tempo. A escolha de ter filhos não foi do passageiro vizinho, e cada um tem os seus problemas.

    Comentário by Ednia — julho 6, 2015 @ 8:43 pm

  5. Apesar do texto aparecer um pouco truncado pra mim, eu concordo com a Ednia… Ainda não tenho filhos (um no forno…), mas acho sinceramente que a recíproca é verdadeira. Eu me acho no total direito de me incomodar com qualquer barulho, seja ele pessoa sem fone de ouvido, conversa num tom maior do que o razoável, crianças malcriadas + mais pais passivos ou agindo como se fosse a coisa mais normal do mundo (que aliás, me irrita profundamente, reclamo mesmo), e choro e barulho de bebês também. Óbvio que compreendo que um bebê não tem controle nem mesmo do próprio corpo, e apesar de incomodada, não chego a olhar de cara feia. Mas também acho que só faria uma viagem desse tipo com um bebê se realmente fosse uma necessidade, e ficaria mortificada de incomodar as demais pessoas naquele ambiente fechado. Também acho que tocar o foda-se é a pior atitude a se ter. Me parece um pouco de "o ataque é a melhor defesa".

    Comentário by Priscila — julho 8, 2015 @ 12:35 pm

  6. recomendo ler sobre falsa simetria.

    Comentário by HilanDiener — julho 8, 2015 @ 2:12 pm

  7. Oi, Priscila, tudo bem?
    A maioria das pessoas que não compreendeu ou não concordou com este post são pessoas sem filhos (ou cujos filhos ainda não nasceram). Vou fazer a você a mesma recomendação que fiz a outras futuras mamães: espera seu bebê nascer, espera você receber um milhão de olhares tortos toda vez que você estiver em um local público simplesmente por estar com um bebê no colo, espera as pessoas te encherem de pitacos desnecessários toda vez que seu bebê começar a chorar seja por sono, fome, calor frio ou simplesmente porque ele é um bebê (e bebês choram MESMO). Espera ele começar a manifestar vontade própria.
    O “foda-se” foi uma ilustração, uma brincadeira e a viagem de avião foi apenas um exemplo (porque esta é uma situação que você não tem pra onde correr). É claro que eu não distribuiria por aí bilhetinhos mal educados a pessoas que nunca nem me viram na vida. Mas pode ter certeza que em algum momento (ou em vários) da sua vida materna, você vai ter exatamente essa vontade de tacar o F@#$%¨ pra todos os olhares julgadores e intrometidos de plantão.

    Te desejo uma gestação tranquila, que tudo corra bem e que ele venha cercado de amor e saúde 😉
    Beijinhos

    Comentário by luíza diener — julho 9, 2015 @ 3:45 pm

  8. Luíza, já ouvi muito que o que cuspimos antes de ser mãe, cai na cara depois do nascimento do rebento… O moçoilo deve chegar por volta das primeiras semanas de agosto, prometo que volto pra contar!!!! hahahahahah =P

    Obrigada pelos desejos de saúde e boa hora… Beijo!

    Comentário by Priscila — julho 14, 2015 @ 6:10 pm

  9. Isso eu entendo. Só não entendo quando uma mãe diz pra sua filha – com mais ou menos 6 anos de idade – que pode chutar o banco da frente, pular na pessoa do lado, puxar o cabelo de quem passa e gritar o quanto quiser dentro do avião…

    Comentário by Bruna — julho 6, 2015 @ 8:53 pm

  10. Eu realmente nunca vi uma mãe autorizando a filha a fazer isso tudo que você falou, Bruna, mas também não duvido que exista.
    E se tem mãe que manda a criança fazer isso tudo, isso daí tem nome: falta de educação (da filha e da mãe). Aí ninguém tem que aguentar mesmo não.

    Comentário by luíza diener — julho 9, 2015 @ 3:56 pm

  11. Aí Luísa vc sempre escrevendo tudo que eu resmungo sozinha por aqui.Concordo com tudo em gênero, número e grau.Estou sempre recebendo esses tais olhares porque minha Anali é daquelas causantes.Mas minha primeira e única experiência em avião(com ela) até agora foi ótima: Ela só ficou de pé no meu colo conversando com a passageira da frente a viagem toda.Por sorte não era uma dessas pessoas com fobia de bebês

    Comentário by Regiane — julho 6, 2015 @ 9:58 pm

  12. ArrazÔ

    Comentário by fabrinadutra — julho 7, 2015 @ 11:19 am

  13. Aquilo que parece ser uma reação simpática e atenciosa não é mais do que uma reação de medo e insegurança de que o outro, desconhecido, não me aceite. Só possível, na verdade, numa sociedade que subalterniza as crianças em detrimento das vontades e caprichos dos adultos, por mais legítimas que sejam! Tão típico das nossas sociedades patriarcais. As mães não precisam nem devem justificar-se nestas circunstâncias. Fazê-lo é um ato de pura submissão à vontade alheia e por essa razão puramente autoritária e repressiva.
    Do lado de cá do Atlântico, em Portugal, até nos cafés e restaurantes vive-se um ambiente tenso, de cortar à faca, quando está presente um bébé na sala.
    No limite, não aceitar, com naturalidade a presença de um bébé, seja nos transportes públicos, sejam em atos solenes e formais significa, também, excluir as mães – mulheres que os carregam – desses mesmos lugares, desses mesmos espaços de convívio e trabalho!
    As sociedades têm de saber integrar os mais novos, não por simpatia nem condescendência, mas por um imperativo de sobrevivência!
    Talvez este terá sido o seu mais maduro texto, pela consciência do que está para além do óbvio! Parabéns!

    Comentário by rosa — julho 7, 2015 @ 2:39 pm

  14. Parabéns pela sua reflexão, Rosa! Externaliza tudo o que penso. É um prazer ler as suas colocações e as da Luísa. Com relação aos primeiros pais (aqueles do bilhetinho aos passageiros), apenas coloco mais um pensamento, o de que com esta atitude prática e preventiva eles resguardam os seus filhos e a si próprios da maior hostilidade possivel, consciente ou náo, podendo reservar as suas energias para o cuidado maximo com os bebes durante o vôo, o que é de toda forma inteligente, e prioritário diante de todas as outras questões.

    Comentário by Maria Aparecida — julho 8, 2015 @ 7:24 am

  15. Sua colocação é pra aplaudir em pé, Rosa!
    Você conseguiu ir além de toda a crítica que eu tentei fazer aqui. Muito obrigada pela sua contribuição!
    beijos!

    Comentário by luíza diener — julho 9, 2015 @ 3:54 pm

  16. Esse texto merece palmas,Luiza

    Não tenho filhos,mas tenho um irmão 14 anos mais novo e lembro da cara de desaprovação e raiva das pessoas quando ele bebe de colo,pasmem,chorava!

    Até na igreja as pessoas ficavam de cara feia(isso porque minha mãe saía do ambiente rapidamente)

    Acho que falta mais empatia no mundo,mais tolerância,mais amor.

    Óbvio que nem todo mundo quer ter filhos mas custa se colocar no lugar daquela mãe,pai ou mesmo daquele neném? Acho que vale pensar “estou incomodado,mas esta mãe deve estar super cansada/este bebe deve estar estressado etc ou seja,devem estar muito mais incomodados do que eu ”

    Empatia,meu povo.Empatia.

    Comentário by Yasmin — julho 7, 2015 @ 10:13 pm

  17. Entendo sua posição, não discordo totalmente, mas acho que o radicalismo é que atrapalha.

    Da mesma forma que a "pessoa incomodada" não sabe pelo que está passando aquela mamãe, a mamãe não sabe pelo que está passando o "incomodado".

    E se o "incomodado" estiver doente? E se tiver acordado às 4 horas da manhã para uma reunião importante que não deu certo? E se tiver passando por problemas na família? E se? E se?

    Não dá para sair julgando a cara feia dos outros, assim como não dá para julgar o comportamento dos bebês.

    Comentário by Manoella — julho 8, 2015 @ 10:13 am

  18. mito da falsa simetria.
    Só uma outra mãe com bebês teria uma simetria como vc disse.

    Comentário by HilanDiener — julho 8, 2015 @ 10:18 am

  19. Hilan, onde posso ler sobre isso?

    Bjs

    Comentário by Maira — julho 15, 2015 @ 6:29 pm

  20. Meu lema de vida é: “não julgueis para que não sejais julgados”.
    Eu não sou absolutamente NINGUÉM pra julgar. E justamente por isso não vou ficar julgando os outros ao meu redor. Se a pessoa no vôo estiver dormindo e roncando na maior altura, paciência. Se ela estiver discutindo com um amigo ou marido, isso não é da minha conta. Se ela tirar o sapato e tiver um baita de um chulé, ruim também.
    Ninguém disse que eu estou julgando o outro. Mas não dá pra eu já entrar num avião prevendo todos os problemas que as pessoas estão passando e pedindo desculpas um a um simplesmente porque eu estou com um bebê no avião (e eu não faço ideia de como ele vai se comportar). Viagens de avião são delicadas, porque há muitas pessoas e histórias dentro de um único local e ninguém tem pra onde correr.
    Cara feia pra mim é fome. Se fizer cara feia, tranquilidade. Acontece que é mais fácil olharem com cara feia que se oferecerem pra ajudar com alguma coisa. E quando se oferecem.. ah, é só alegria! Eu agradeço a boa vontade, sorrio e fico feliz da vida sabendo que ainda existem pessoas boas nesse mundo. Da mesma maneira estou sempre à disposição de outras pessoas que me pareçam necessitadas. Não é isso viver em sociedade?

    Comentário by luíza diener — julho 9, 2015 @ 3:51 pm

  21. eu penso que só pediria desculpas antecipadas pela minha filha, em um voo, no dia em que for comum eu receber um pacotinho de balas com um bilhetinho de desculpas pq um passageiro tem chulé, ou não passou desodorante, ou ronca qnd dorme, ou tem algum tique me irrite, ou fale alto com a pessoa com quem viaja, ou que acende a luz pra ler qnd eu quero dormir… enfim, tem mil coisas que me incomodam tb e nunca ganhei nem um drops. pode não ser culpa da pessoa, ela pode ter ficado arrasada pq acordou 4hd a manhã e a reunião deu errado e por isso ela esqueceu o desodorante. eu vou aguentar, ué, fazer o que? viver em sociedade tem dessas coisas. mas me irrita e me incomoda muito essa exclusão das crianças, esse permanente ter que pedir desculpas por elas existirem.

    Comentário by Nathalia — julho 9, 2015 @ 3:48 am

  22. Aahahahhaha! Você conseguiu ir além de tudo que eu pensei, Nathalia!
    Estou aqui simbolicamente te aplaudindo em pé! ahahhahahah!
    Beijão :***

    Comentário by luíza diener — julho 9, 2015 @ 3:37 pm

  23. So nao concordo quando vc fala que a pessoa deveria aguentar pq é só um curto tempo enquanto os pais precisam aguentar sempre. Ora, mas é claro. O filho é dos pais, eles que fizeram a escolha de ter filhos, não podem querer que o resto da humanidade ature sem achar ruim. Eu estou grávida e ae tiver que viajar com meu pequeno de avião penso em fazer um kutzinhi desses sim. O bebê tem o direito de estar no avião e de chorar, mas eu não tenho o direito de exigir que as pessoas ao redor tenham toda a paciência.
    Agora quando a criança é maiorzinha e fica tipo chutando a cadeira da frente, a mãe vê e não faz NADA, isso dá muita raiva. Tem que pedir desculpa sim e obrigar o filho a parar de ser mal educado sim.

    Comentário by Ana — julho 9, 2015 @ 3:15 pm

  24. Oi, Ana, tudo bem? Então é bem provável que você não tenha compreendido o texto ou que não concorde com nada do que eu escrevi, de fato.
    Bem, logo no título eu digo que não preciso pedir desculpas antecipadas. Não disse que nunca tenho que pedir desculpas. Falei que eu também me incomodo com barulhos de bebês chorando e, especialmente, com crianças mal educadas. Se eu estou com meus filhos em algum lugar público e eles fazem malcriação, é claro que eu chamo a atenção deles. E, caso tenham feito mal a alguém (como chutar uma poltrona do passageiro da frente), não apenas eu peço desculpas, como faço meu filho pedir desculpas também, para entender que isso não está certo.
    Falta muita empatia das pessoas. Realmente, ninguém é obrigado a gostar do filho dos outros, mas é muito simplista da sua parte achar que uma pessoa tem filhos porque optou por isso e ponto final.

    Podemos fazer um combinado? Depois que seu bebê nascer, depois que você passar por diversas situações públicas como ter que amamentá-lo, alimentá-lo, trocar suas fraldas, depois que ele crescer e começar a chorar inexplicavelmente (porque isso acontece, sim, com todo mundo), você volta aqui pra conversarmos outra vez. Não precisa esperar ele ter 2 ou 3 anos e começar a fazer birras não (porque isso já é um nível avançado da maternidade).
    Mas quando estamos grávidas, a teoria é linda. Na prática, muitas coisas (a maioria delas) são diferentes e não há nada de errado nisso também.
    Esse post é uma crítica à nossa sociedade, que acha que crianças muitas vezes são pequenos estorvos, quando na verdade também fazem parte desta sociedade, são tão humanos quanto você e eu e merecem respeito, cuidado e compreensão. E empatia. Já falei empatia?
    Espero que você compreenda. Se não hoje, um dia.
    Beijos

    Comentário by luíza diener — julho 9, 2015 @ 3:37 pm

  25. Só pra descontrair: vocês tem que ler o cartoon “How commercial airplanes should be laud out” no site theoatmeal.com

    Hilário!

    Comentário by Renata — julho 9, 2015 @ 4:27 pm

  26. Exatamente o que você disse!!! A pessoa só consegue sentir empatia(se colocar no lugar do outro) quando já tem filhos.. A o cuspe pra cima uma hora cai.. E cai rápido!!! Tenho um filhote de 5 anos e um de 3 meses.. O de 3 meses ainda não viajou, mas o de 5 anos sempre se comportou bem!!é impaciente, pergunta se está chegando logo, mas como você disse, crianças são imprevisíveis!!! Providenciarei um saquinho bem bonitinho escrito FODA-SE na próxima viagem! Kkkkkk adorei!!!

    Comentário by Julliane — julho 10, 2015 @ 8:22 am

  27. Gente, quanta polêmica! Eu não sou mãe nem quero ser, obviamente choro de criança me incomoda (não sou um monge budista), mas consigo entender que a pessoa que mais fica desconfortável com uma criança dando show num avião é o responsável por ela… Mas é como já falaram aí em cima, bota um bando de gente fechada num ambiente por horas e o que não vai faltar é aporrinhação, incluindo roncos, chulé, etc…
    Mas, pra descontrair, sugiro ir no site do oatmeal.com e ler o comic "How commercial airplanes should be laid out".

    Comentário by Renata — julho 10, 2015 @ 12:27 pm

  28. Corrigindo no meu comentário… é theoatmeal.com

    Comentário by Renata — julho 10, 2015 @ 12:36 pm

  29. Oi Luiza gostei do seu texto. E gostaria de dividir minha experiencia. Eu mãe de primeira viagem fui ao Brasil ano passado com meu filhote de 4 meses, 12 horas de voô. Achei a ideia das balinhas legais e fiz uns pacotinhos, perdendo uma 1/2 hora nisso. Tempo precioso para uma mãe que nao dorme certo. Então coloquei os pacotes nos assentos próximos e rezei para meu filho nao incomodar ninguem. Bom resumo ninguem leu e disse que idéia legal, nossa que consideração o povo olhou com uma cara do tipo o que é que isso? Comeram os doces e boa!!! Meu filho foi um anjo, sorte a minha né. Depois disso nunca farei bilhetinhos. Como vc tento antecipar e contonar todos os contratempos, mas gente criança é imprevisivel. Eu educo meu filho para respeitar o espaço alheio mas existem momentos que a criança surta mesmo. Um voô de 12 horas nao tem nada de prazeroso para a mãe, mas as vezes vc tem que encarar, eu moro no exterior vou fazer o que? Outra coisa como meu filho vai aprender a se comportar se as pessoas, na sua maioria sem filhos, não o tolerar. O que é dificil é tolerar adultos sem modos, porque esses fazem coisas por falta de educação mesmo. As pessoas que nao dão um pingo de educação aos filhos estão erradas. Aguentar choro criança é um saco mas só que as pessoas estão muito intolerantes hoje em dia.

    Comentário by Erica ferreira — julho 10, 2015 @ 5:05 pm

  30. Ameey!

    Outro dia estava no restaurante com o meu filhote de quase dois anos e tava meio tensa com o comportamento um pouco ‘energético’ do mesmo. Mas depois pensei comigo mesma: “Poxa, será que eu realmente tenho que esperar de uma criança que não faz nada da vida a não ser brincar que ela se sente, coma educadamente, use guardanapos e converse baixinho?” Vamos cair na real, galera… devemos esperar que um bebê aja como um bebê! Que crianças ajam como crianças! E mais nada.

    Comentário by Camila — julho 12, 2015 @ 12:30 am

  31. Entendi suas colocações. Crianças são crianças… Acho estranho as pessoas que se incomodam tanto com o barulho dos pequenos. Por outro lado, aprecio gentilezas! Tanto essa mãe que fez esse bilhetinho, como quando alguém se dispõe a ajudar. Delicadeza sempre é um ato de amor. Na situação de vc sozinha com as crianças, seria adorável se alguém se dispusesse a ajudá-la. Tenho uma menininha de 3 anos, nunca fiz um bilhetinho desses, mas penso ser uma atitude simpática, caso ela tivesse com algum mal estar ou tivesse em um dia não favorável. Também se eu tivesse um problema com ronco etc. O que penso é que falta um cuidado de todos com o próximo. Aqueles adultos que conversam em um voo noturno, enquanto os demais dormem são de uma deselegância pra não falar outra palavra kkk Resumindo: sejamos tolerantes e um pouco de gentileza só faz bem! Parabéns pelos questionamentos e pela bela família!

    Comentário by Sheyla Ramos — julho 12, 2015 @ 2:17 am

  32. Recentemente estava voltando num voo de duração de umas 3hs, durante uma tarde, juntamente com uma amiga super querida, conversando sem parar, rindo e nos divertindo. Na frente tinha um bebê de mais ou menos 1 ano, que chorava sem parar, um barulho chato, mas em momento algum olhamos pra mãe ou reclamamos ” psiu, silencio que quero conversar com minha amiga”. O barulho do bebê era tanto que tinha momentos que precisávamos falar mais alto para nos ouvir. Passados uns 30 minutos o bebê dormiu e continuamos a conversar, frenéticas e ao dar uma risada, a mãe vira e fala “psiu meu bebê dormiu, silencio não quero que ele acorde”. E aí? Quando ele estava enchendo o saco, fiquei na minha, suportei o choro do seu bebê e agora devo me calar porque o SEU bebê dormiu?? O problema do “foda-se” é demonstrar que cada um pensa em si mesmo e que o mundo está assim pelo egoísmo que todos vivem.

    Comentário by Fernanda — julho 12, 2015 @ 10:41 am

  33. Essa situação é muito difícil. Não concordo com as desculpas antecipadas mas também não concordo com o foda-se. Acho que falta tolerância e empatia universalmente. As pessoas precisam se acostumar com o comportamento de crianças pequenas, que é barulhento, intenso e imprevisível, sobretudo numa situação de estresse, que é a viagem de avião. E os pais têm que entender que o choro do seu filho incomoda, sim. Mesmo a mais paciente das criaturas vai ficar de saco cheio diante de um choro que não passa. Fosse um adulto gritando tb seria irritante. A pergunta é: tem o que fazer? Não. Então todos vão ter que se aturar até que o avião pouse. E é assim em todos os ambientes, não tem jeito. Não dá pra cobrar que crianças se comportem como adultos bem educados (ênfase no bem educado, pq há adultos mal educadíssimos que fazem o inferno em viagens de avião), nem dá pra esperar compreensão eterna em relação aos nossos filhos. Se fosse comigo, eu faria o seguinte: se alguém reclamasse do choro dos meus meninos eu pediria desculpas. Mas tb pediria uma sugestão. Do tipo: “entendo que o choro deles é bem chato mas vc sugere alguma coisa que seja viável”? Se a resposta fosse nada, seguiríamos a viagem cada um em seu canto. Resumindo: acho escrotíssimo reclamar do bebê mas tb acho escrota a postura de algumas mães que agem feito donas do mundo. Não é o caso de vcs, entendi que o foda-se é uma alegoria diante do absurdo de distribuir bombom.

    Comentário by Mariana — julho 13, 2015 @ 8:32 am

  34. Foi a opinião mais sensata.

    Comentário by raqueljuris — julho 20, 2015 @ 4:17 pm

  35. Hahahaha adorei, eu também não fico me importando com o que os outros pensam. Quando o assunto é meus filhos, eles têm prioridade!
    Ah, criei um blog com dicas de bem estar e alimentação, deem uma passadinha lá!nainda estou no início, então qualquer dica é bem vinda!
    Bjs http://www.megabem.wordpress.com

    Comentário by megabem — julho 14, 2015 @ 5:03 am

  36. Eu acho que, se tem uma coisa em exagero que não faz mal, é gentileza. Mas entendo seu ponto 🙂

    Comentário by Zaira — julho 14, 2015 @ 11:12 am

  37. Luiza, adorei o texto! Me identifiquei muito! Minha filha tem 1a2m e já viajsmos muito! Meu marido trabalhava na Africa e fizemos este trajeto algumas vezes sozinhas! E digo, não é fácil!! Trocar bebê naquele espaço minúsculo, e quando a gente tem que ir ao banheiro? Faz com o baby no colo! Odeiiiiio as caras feias! O bebê chora, te olham feio, vc tira o tetão pra fora pra acalmar a cria, te olham feio!! Teve um que pediu pra trocar de lugar porque eu estava amamentando e ele estava incomodado! E realmente, isto vem de quem não tem filhos!!! Uma mãe entende a outra #tamojunto!!!

    Comentário by Amanda — julho 14, 2015 @ 9:25 pm

  38. Luiza!!

    Faz 1 mês que fomos para Cancun. 10h de voo (mais escala).

    Eu, marido e filha de 1a 9m.

    Minha preocupação era de como ela iria se portar, ( mais para o bem estar dela, do que dos outros).

    Mas fui muito bem preparada, bem como vc faz, levei uma mochila com muitas coisas, tablet cheio de desenhos e tal.

    Pegamos voo noturno. Minha filha sempre foi um bebê calmo, por isso resolvemos fazer esse passeio com ela.

    Bem…

    Quando vc entra no aviao com um bebê, já te olham torto. ( nem ligo).

    Como minha filha eh menor de 2 e não paga passagem, solicitei o berço pra companhia aérea.

    E ela não incomodou nada, dormiu o maior tempo do voo, quando não estava dormindo, estava no tablet ou brincando com alguma coisa.

    Muitas pessoas vieram até a gente elogiar o comportamento dela.

    Mas a minha vontade era de dizer: sim, ela não incomodou, mas o seu marido tossiu e roncou o voo inteiro.

    E voos são cansativos, se pra nos adultos cansa, pense para um ‘toodler’.

    Minha dica eh: vá preparada tanto psicologicamente e com tralhas, até remédio pra ela dormir eu levei, mas não usei. E se for uma viagem longa, opte por voos nortunos. Na volta de SP a Floripa, fiquei cantando o voo inteiro baixinho, pra ela se distrair, vale tudo !!

    E se existem crianças mal educadas, também existem adultos mal educados e sem noção!! Vejo cada coisa….

    Abraços!!

    Comentário by Grazi Fontanella — julho 14, 2015 @ 10:10 pm

  39. Aí q essa galera q se incomoda com barulho de bebê e q diz q “não escolhi ser mãe, controla seu filho”, vai ter d sair matando cachorro barulhento do vizinho, o velho lento na calçada, a velha peidorreira no ônibus, o marginal que te aborda pedindo esmola, o bêbado sem limites na balada e por aí vai.

    CLARO q é ridículo pais omissos e descompromissados com os modos dos filhos, mas como a Rosa disse, nossa sociedade tem sim a obrigação de acolher as mães com seus filhos e amortecer esses incômodos todos.

    Comentário by Letícia Olímpio — julho 15, 2015 @ 12:11 am

  40. Ai Luiza, eu denovo!

    Lembrei de uma história que aconteceu nessa viagem, acho que vale ler.

    O voo era da cidade do México pra Cancun (1h 40min).

    Voo curto, mas TODOS estavam exautos devido à longa fila da imigração. Enfim ..

    No voo tinha um menino (não mais que 2 anos) ele estava chorando e berrando o tempo todo. (Todo mundo se olhava..)

    Eu, como mãe fiquei até preocupada, Pq a família acho q pelo cansaço deixou ele chorar no corredor mesmo.

    Me levantei, peguei um livrinho com adesivos da mochila e fui até ele. Conversei, mostrei o livro. Ele riu e foi sentar. Perguntei pra mãe se ele estava com dor, pois se ela precisasse eu tinha remédios.

    Bem… Ele se entreteu por uns 15min.

    O que eu tiro disso? O que aconteceu com essa família, podia ter acontecido com a minha.

    Sabe, solidariedade!!! Empatia como falaram… Vamos viver com mais leveza!

    Bjo em vcs

    Comentário by Grazi Fontanella — julho 15, 2015 @ 11:22 pm

  41. Foi muito infeliz no foda-se. Foi mais infeliz ainda em querer diminuir a opinião da Priscila pq o bebê dela ainda não nasceu. Muito simples qdo acabam os argumentos tentar menosprezar o interloculor, dizendo que ele não tem credencial pra conversar com vc. Ninguém passa saber tudo SÓ pq tem filhos. No máximo a gente sabe de como os nossos se comportam.

    Comentário by Fernanda — julho 25, 2015 @ 12:31 pm

  42. Já vi uma situação em um laboratório em que todo mundo olhava pro casal com uma bebê de 1 ano e 6 meses, a menina inquieta e todos olhando com uma cara de "nossa, não sabe controlar não?".
    Passei a não me incomodar tanto, quando passei a acompanhar blogs onde as mães e os pais tentam passar uma outra forma de criar e educar os filhos. As vezes me incomodo com o sobrinho do meu noivo, que já tem 6 anos e gosta de abrir um berreiro quando escuta um não, pois sinceramente, acho que falta limites na parte tanto dos meus sogros como nos pais dele.
    Não sou mãe, e odiarei ser refém de olhares de pessoas que estão prontas pra te criticar e julgar na primeira oportunidade, na sua frente ou não.

    Comentário by Gabriela Barone — agosto 6, 2015 @ 10:22 pm

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